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quarta-feira, setembro 29, 2010

Portugal: Paz à sua Alma!

Do Portal do Desgoverno:


«Orçamento para 2011 aposta na redução da despesa
O Governo anunciou as medidas destinadas a reduzir o défice do Orçamento de Estado para 2011, numa comunicação do Primeiro-Ministro ao País. As medidas incluem a redução da despesa pública em todos os capítulos, no valor total de 3420 milhões de euros (representando 2% do PIB), e o aumento da receita em 1700 milhões de euros (1% do PIB). José Sócrates afirmou que o Governo toma estas medidas para «defender a credibilidade internacional do País, o financiamento da economia e das famílias, o nosso estado social e o nosso modelo de sociedade». Portugal «não pode falhar no cumprimento dos compromissos internacionais» e, tal como todos os países europeus têm feito um esforço adicional, «é dever do Governo dar sinais claros de que atingiremos os nossos objectivos» de redução do défice orçamental.

segunda-feira, agosto 06, 2007

No fundo, todos concordam

Escreve Emanuel Costa, que é alguém no PS do Montijo sobre Ordenamento do Território e esteve no Congresso da ANMP:

«Os Planos de Urbanização e Planos de Pormenor referentes a terrenos classificados no PDM como urbanos ou urbanizáveis devem ter aprovação exclusivamente municipal, seguida de mero registo e publicação.»



Só para mostrar como o PC da Moita subscreveria esta posição de um socialista montijense, se é que o representante moiteiro no evento já não o fez.

Porque no fundo todos os que estão no poder, num dado momento, num certo território, acabam todos por querer o mesmo: mandar sem ser questionados.

quinta-feira, julho 05, 2007

Leituras AVP


«Dinheiro? Não só: um emprego aqui, uma promoção acolá; uma licença de construção aqui, uma passagem no exame acolá. Sim, até o objecto da corrupção pode servir de moeda de troca mais à frente. Alonzo explicou: «Se A, funcionário público, quiser corromper B, pode prometer a B a desejada obtenção da licença de construção, a troco de um favor que consiste em arranjar junto de C um emprego para a sua filha; C, por sua vez, conseguirá a alteração do PDM que tanto ambiciona, se pagar uma elevada quantia a A.» Tentando brilhar, perguntei a Alonzo se uma vantagem também podia consistir na promessa da eliminação de um mal. Ele respondeu-me que não, que isso era mais do foro da chantagem - mas ficou pensativo».

(Paulo Morgado, Crimes de Colarinho Branco, 2007, pp. 108-109)

Governo amigo, o poder moiteiro está contigo

Hoje vai discutir-se no Parlamento um novo regime para os loteamentos urbanos que prevê a dispensa da discussão pública dos projectos em causa.
Dizem que é uma forma de responsabilizar mais as autarquias, os respectivos técnicos e as suas decisões.
Pois.
Uma pessoa mais distraída até poderia pensar que era apenas para dispensar o público de conhecer o que se passa com esses loteamentos.

sábado, maio 05, 2007

Confusões úteis

Anda por aí quem goste de confundir as coisas, apenas porque tem interesse nisso.
Há quem queira confundir a boa e velha delação, com base em delito de opinião, com a denúncia de situações de provável (ou certa) ilegalidade e/ou abuso da ocupação de cargos públicos.
Porque uma coisa é tentar perseguir e identificar para controlar quem não se conhece, ou difamar e verdadeiramente caluniar quem incomoda só porque incomoda. Algo completamente diferente é apontar o dedo de forma clara a quem se suspeita de - em actos concretos - ter lesado notoriamente o interesse público ou ter desrespeitado a lei sem justificação ética ou moral.

Mas há quem queira confundir tudo.
Porque é de seu interesse que essa mistura se faça.

É a mesma história com o anonimato. Critica-se quando dói, mas usa-se quando se quer - estupida e ineficazmente - fazer doer.

Em psicologia a isso chama-se a hipocrisia do duplo padrão.
Em sabedoria popular é a história da pimenta que é colírio nos olhos dos outros. Mas que quando é nos nossos, arde que se farta.

Azar.

sexta-feira, abril 27, 2007

Beijo na Boca

O que foi dado hoje por José Sócrates aos autarcas em pleno debate mensal no Parlamento.
Agora os PDM's já podem ser aprovados com menos controle e os licenciamentos e planos de pormenor, idem, idem, aspas, aspas.
Diz que é para descentralizar, aligeirar e modernizar.
Neste caso, certamente que não teremos a situação local moiteira e amoitada a dizer que é o papão do Neo-Liberalismo.
Embora seja a mesma lógica do recuo do Estado Central na Saúde, Justiça, Educação e Segurança Pública.
Depois, quando as coisas correrem mal e ficar tudo uma manta de retalhos, a culpa será obviamente dos autarcas e de quem os elegeu.
E estes é que se lixam, porque os outros aposentam-se novos.