terça-feira, agosto 12, 2008

Especial Beijinho 2008 - Ténis



Esta é a sérvia Ana Ivanovic.
E ainda nos falta postar a ucraniana Bondarenko, a francesa Golovin e a outra sérvia Jankovic, pelo menos. É pena que a Hantuchova pareça não ir aos Jogos...

Match-point

segunda-feira, agosto 11, 2008

Nazdrovie



Para todos aqueles que percebem a língua que eles estão a falar este parece-me um bom vídeo.
Este blog sobre a guerra na Ossetia do Sul, já é em inglês, mas parece-me algo fraquito.

O precedente

A UE criou um precedente que irá mais tarde ou mais cedo deflagrar uma guerra generalizada na Europa.

O reconhecimento das potências dominadoras na UE; França-Alemanha, GB tornou possível a viabilização de tornar independentes regiões étnicas em países soberanos, porque vieram a ser despossuídos dos seus territórios, criando asim uma sobrevalorização das autonomias e possibilitando a Impérios, como neste caso o Russo, gerir os seus planos maquiavélicos de voltar a ter todo o território antigo da URSS e não só.

Por uma aliança do BE com o PSD para o concelho da Moita !

O PCP a nível local é a mesma coisa que o PS a nível nacional, uma falácia !
O PS é mais perigoso porque tem mais cidadãos a votar nele a nível nacional, se o PCP tivesse mais votantes e se estivesse no governo nacional a falácia seria a mesma, porque os dois partidos acreditam na economia de estado e no capitalismo de estado.
O PS aqui será uma continuação do descalabro social-fascista que o PCP impôs.

A solução será uma aliança do BE com o PSD, para salvar alguma coisa, que reste salvar.

AV2

Moita 2009 - Um rumo novo e melhor para o concelho da Moita

Caros Amigos,Vizinhos
Boa Tarde.

Começa a falar-se já em iniciativas necessárias para colocar um ponto final ao mau governo, ao péssimo governo instalado desde há anos na Praça da República, 2600 Moita.
Ora, 2009 é com efeito depois de amanhã.
Não se pode entretanto criticar o governo porventura mais reles e a fábrica clandestina de ilegalidades e de violentação de direitos protegidos dos Cidadãos, com os contornos porventura mais escabrosos de todas as terras portuguesas, em que a Moita por via da Câmara Municipal da Moita se tem vindo "gloriosamente" a transformar, sem cuidar de se garantir uma alternativa.

Essa alternativa não pode ser a fingir.
Essa alternativa não pode ser para falhar.
Acontece que, na Moita, temos uma situação deveras excepcional.
A lista CDU apoiada para a Câmara Municipal (CMM) e para a Assembleia Municipal (AMM) pelo PCP e pelos Verdes do PEV corre o risco de
  1. derrotar uma Lista apoiada pelo PS, tendo mais votos que esta
  2. derrotar uma Lista apoiada pelo PSD, ou só pelo PSD, ou pelo PSD-CDS/PP-MPT como em 2005, tendo mais votos que esta
  3. derrotar uma Lista apoiada pelo BE, tendo mais votos que esta
  4. e porventura, infelizmente também, poderá derrotar uma Lista de Cidadãos mais próximos da esquerda (apoiada por sectores de esquerda, apoiada também por sectores próximos dos partidos muitas vezes apelidados de esquerda e por simpatizantes do PCP escorçoados com a traição local e não só do PCP), tendo mais votos que esta
  5. bem como porventura, infelizmente também, poderá derrotar uma Lista de Cidadãos mais próximos da direita (apoiada por sectores próximos dos partidos muitas vezes apelidados de direita), tendo mais votos que esta
  6. etc, etc, etc
  7. E no final, essa lista CDU apoiada para a CMM e AMM pelo PCP corre o risco de vencer, tendo ela menos votos que o somatório de todos os demais, mas tendo mais votos que cada um dos demais.

A solução pode assim ter de se encontrar numa Lista de Unidade de Cidadãos simpatizantes e amigos de todos os Partidos, ou de partido nenhum.
Partidos esses que terão de ter entretanto decidido cada um não se candidatar por si só, antes apoiando de modo claro, se bem que com uma visibilidade diferente do habitual (em relação às campanhas próprias, leia-se) uma tal Lista de Unidade de Cidadãos.
Na Lista apareceriam, mesmo que em lugares menos elegíveis, Cidadãos de todas as Freguesias e de todas as sensibilidades, gente sem partido ou de qualquer um dos Partidos, desde que unidos por um Programa Comum de Salvação do Município.

Salvação da Moita e da Câmara Municipal do buraco sem fundo onde o actual governo local as conduziu, isto é, surgindo com o propósito excepcional de salvar a Moita e a Câmara Municipal

  • do poço da bancarrota
  • do poço das ilegalidades
  • do poço das jogadas duvidosas de arranjinhos público-privadas
  • do poço da destruição ambiental
  • do poço da violentação dos interesses legítimos e dos direitos protegidos por lei das populações do campo
  • do poço do abandono do miolo das localidades
  • do poço da betonização e do alcatroamento a esmo de todo ou quase todo o Solo Rural e em REN do Concelho
  • do poço da inactividade, da inabilidade, da incapacidade do Executivo, de que os 12 anos de revisão do PDM, sem fim à vista, são um exemplo maior
  • do poço dos compadrios e dos tachos dos amigalhaços
  • do poço da apatia, da inércia, da má gestão e do caos na CMM
  • do poço do Urbanismo de clientelas
  • do poço dos encaixes e da hipertrofia dos Serviços Camarários à base de clientelas
  • do poço etc
  • do poço etc
  • etc e tal

Na vida por vezes, e na sociedade organizada também, perante grandes males, têm de surgir grandes remédios.

Nesses casos, importa avaliar-se friamente a situação, e caso se concorde que estamos efectivamente diante de "um problema de decência ou indecência, de legalidade ou ilegalidade, de decoro ou de pouca-vergonha", a solução só unida se pode encontrar.
Veja-se a propósito o artigo que recebemos da parte de um Vizinho e que aparece publicado em Um Por Todos, Todos por Um neste domingo 10 de Agosto '08, sob o título:
Salvar a Moita não é, nem pode ser, um desígnio das forças e dos eleitores de esquerda. Nem dos votantes tradicionais na direita. É um dever de todos!
Garantiu-nos o seu autor que nenhum papel, nem nenhuma ambição pessoal de protagonismo acompanha essa sua reflexão. E se há quem o afirme para o suscitar, ele explicou: "Fora de questão".
Disse mesmo que, em sua opinião, a agenda deve ser esboçada do modo seguinte:

  1. Assegurar o princípio de que os Partidos aceitarão não se apresentar às Eleições Autárquicas na Moita em 2009, antes se mostrarão todos sem excepção disponíveis para apoiar uma Lista de Unidade de Cidadãos
  2. Garantir as traves mestras das boas práticas e do bom governo local que uma tal Lista de Unidade de Cidadãos deverá propor ao Concelho e aos Eleitores
  3. Só depois disso, e por diversas razões, incluindo a do "não-desgaste", deverão ser asseguradas as pessoas para corporizar esse projecto
  4. E essas pessoas estão aí, a começar pelos Eleitos locais dos Partidos da Oposição à Câmara, quer Vereadores, quer Deputados Municipais e Deputados às Assembleias das diversas Freguesias, que tão bem e de forma tão esclarecida e unida têm conduzido os seus mandatos de Eleitos desde 2005.
  5. É evidente que os seus nomes não deverão aparecer como representantes dos Partidos A, ou B, ou C ou D, mas sim como Cidadãs e Cidadãos da Moita, embora as pessoas legítima e facilmente possam identificar muitos deles com os diversos Partidos de que serão próximos, sendo que uma tal Lista de Unidade de Cidadãos deverá em conjunto ser por todos os Partidos apoiada. Bem, todos não, todos excepto os partidos situacionistas na Moita, é de prever
  6. A composição dessa Lista de Unidade de Cidadãos deverá ter grandemente em conta os resultados das Autárquicas de 2005, podendo ser enriquecida com novos nomes, incluindo em lugares de elegibilidade menos provável, sempre com equilíbrio, espírito aberto de serviço ao concelho, e razoabilidade e unidade democrática.

Porque também eu vejo lógica e necessidade no acerto atempado destas questões, tomei a liberdade de vos enviar pessoalmente esta mensagem desse nosso concidadão.

Um bom Domingo, e até já.

Cordialmente
10 Agosto 2008
ant silva ângelo

Especial Beijinho 2008 - Atletismo


E quem diz que todas as corredoras têm de ser feias como camelos feios? Ou então daquele tipo que nem se percebe se é homem ou mulher?


A Susanna Kallur dá-nos cá uns kalores...

Agenda

Exmª Senhora e Senhor Jornalista
Exmªs Senhoras e Senhores,
Amigos, Vizinhos


Ass.: Presidente da CCDR-LVT e Movimento Cívico Várzea da Moita reúnem quarta-feira dia 13 de Agosto, pelas 15.00h, na Sede da CCDR-LVT, em Lisboa

É com gosto que informamos todos vós e que convidamos em especial as Senhoras e os Senhores Jornalistas a conhecer melhor e a divulgar e seguir porventura a notícia do agendamento e a reunião seguinte:

Uma delegação do Movimento Cívico Várzea da Moita reunirá com o Senhor Presidente da Comissão Coordenadora e de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Professor Doutor António Fonseca Ferreira, na próxima quarta-feira dia 13 de Agosto, pelas 15.00h, na Sede da CCDR-LVT , na R. Artilharia Um nº 33, em Lisboa.
O assunto da reunião será o ponto de situação da Revisão do Plano Director Municipal (PDM) da Moita.
Na expectativa das vossas prezadas notícias, apresento em meu nome pessoal e em nome dos Vizinhos com quem juntos coordenámos este agendamento e esta mensagem, os nossos cumprimentos respeitosos.
Cordialmente

11 Agosto 2008

antónio silva ângelo em a.silva.angelo@gmail.com
e
Movimento Cívico Várzea da Moita em varzeamoita@gmail.com


Mais informação em
Um Por Todos, Todos por Um
em http://umportodostodosporum.blogspot.com/

domingo, agosto 10, 2008

Cheira-me a esturro

Do Sol:

«CGTP enganou operárias
A CGTP incitou as operárias da têxtil Meneses & Pacheco a acamparem à porta das instalações da fábrica para evitar a retirada das máquinas
Disse-lhes que tinha accionado um processo judicial, mas afinal não tratara de nada. As trabalhadoras acusam a central sindical de as usar como tropa de choque para manter a agitação. A intervenção de um advogado desmontou o ‘esquema’ e permitiu às operárias regressarem a casa.
Em simultâneo, Franclim Ferreira, um advogado estranho ao sindicato informou-as que uma simples providência cautelar de arresto teria feito com que fossem para casa em dois ou três dias.
«Há mulheres com filhos pequenos que estiveram aqui semanas sem condições nenhumas. Isto é uma vergonha. Sentimo-nos enganadas. Penso que daria jeito ao sindicato que a gente estivesse ali» disse ao SOL Rosa Gomes.»

A malta por aqui sabe como é.
Muita vigília à porta das fábricas.
Muitos sorrisos para o retrato da luta.
Umas pichagens nos muros.
Voz grossa nos jornais locais.
Zero resultados.
Claro que quando foi para se instalarem como quiseram e para se expandiram como desejaram tanto a Gefa como a Helly-Hansen tiveram no poder moiteiro um amigo do coração.

Especial Beijinho 2008 - Ciclismo



A Victoria Pendleton não é nossa, porque nós a dar ao pedal temos a Vanessa Fernandes que é boa moça mas, infelizmente, em termos estéticos saiu ao pai Venceslau.
Assim resta-nos esperar que algum tablóide inglês consiga despir a raparida de preconceitos que ela de ferramenta na mão já fica um docinho.


And God Save Victoria

Ciclovia Moita-Rosário

Tem a palavra… um tótó.
(página 3 do MaréCheia de Agosto 2008, nº56)

Onde está a ciclovia completa??? Será isto um caso de uma ciclovia completa fantasma!
Se calhar só aparece em noites de lua cheia!!!
E a festa do Gaio/Rosário começa dia 15 de Agosto!
Isto faz-me recordar o outdoor que por altura das eleições anunciava uma piscina para a Moita, estava colocado perto da rotunda do touro na Moita. E também desapareceu…, o outdoor! E a prometida piscina nunca ninguém a viu!

Ass.: Gato Tigrado

Especial Beijinho 2008 - Pólo Aquático

Espero que percebam a mudança de designação do nosso "Especial", mas parece-nos que esta é mais adequada, porque é mais fiel à fórmula Beijing.

Esta simpática moçoila é húngara, chama-se Rita Dravucz e atira bolas à baliza dentro de água. E algo me diz que vamos ter muito mais atenção às transmissões de pólo aquático, esse desporto de massas.

Como se diz olá jeitosa em magiar?

É pá! Ou comem todos...

Do DN:

«Suspensão de autarcas acusados divide PS
O PS manifestou intenção de retomar um projecto que impede a candidatura às câmaras de cidadãos a contas com a justiça e obriga à suspensão de mandato em caso de acusação definitiva a eleitos locais. Dirigente socialista responde que medidas de credibilização, só se forem para todosMedida tem de ser geral, diz líder dos autarcas socialista.
A intenção do PS de retomar um projecto de lei do PSD que prevê a suspensão de autarcas acusados de crimes com penas superiores a três anos promete polémica junto dos autarcas socialistas. Em causa o facto de a proposta se dirigir em concreto aos eleitos locais, deixando de fora outros titulares de cargos políticos.
Rui Solheiro, presidente da ANAPS (Associação Nacional de Autarcas do PS) recusa que medidas que visem a credibilização da vida política se dirijam a um cargo em particular. "O que se passar com os autarcas deve passar-se da mesma forma para qualquer outro cargo político", afirmou ao DN, defendendo que os eleitos locais "não têm de ser discriminados - nem positivamente, nem negativamente".
"No plano dos princípios, se é uma medida que visa a credibilização da classe política então deve ser para todos", sustenta o também presidente da câmara municipal de Melgaço que aponta deputados, membros do governo, das assembleias e dos governos regionais.»

sábado, agosto 09, 2008

Especial Pequim 2008 - Basquetebol

A australiana Lauren Jackson.
E vivam os antipodas.
'cais cangurus, 'cais koalas.

E eu garanto que não encontrei esta última foto, sem ser censurada.
Isto é que é fascismo...

O Colectivo na Oposição

É contra as grandes superfícies nas «cidades» e defende os interesses dos pequenos comerciantes.
Por estas bandas não é bem assim.
No Barreiro o Fórum é mesmo no centro da cidade.
Na Moita - é verdade que tecnicamente por aqui não existem cidades - há superfícies comerciais de diversos tamhaos um pouco por todo o lado.
Só entre a Baixa da Banheira e Alhos Vedros são 3. De Alhos Vedros para a Moita ainda mais, se contarmos com o Intermaché.
Mas tudo bem.
Por aqui nem há pequenos comerciantes a defender...
Ou então não têm o cartão partidário certo.
Ou não dão «contrapartidas» suficientes.

Olhem que bela prosa...



Publicada no Avante em Maio de 2007.
É pena que estas ideias sejam aplicadas de forma selectiva, conforme os Partido esteja no poder ou na oposição.
Já viram a camada de névoa que anda sobre o PDM da Moita?

Olhem que bela prosa...


Publicada no Avante em Maio de 2007. É pena que estas ideias sejam aplicadas de forma selectiva, conforme os Partido esteja no poder ou na oposição.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Especial Pequim 2008 - Ténis

Quem diz que não gosta de ver desportos com bolas aos saltos, não sabe do que fala.
E quem não conhece a Maria Sharapova não merece o oxigénio que inspira.

From Russia with Love

Urbanismo e corrupção: as mais-valias e o desenvolvimento urbano

Longo artigo do Le Monde Diplomatique, de que aqui se transcrevem alguns excertos:

O urbanismo no seu sentido mais amplo é uma actividade eminentemente democrática que remete para as escolhas políticas informadas, para o debate e a confrontação entre diferentes projectos políticos sobre a pólis, para a existência de cidadãos activos e informados com vontade de participar e de agir em defesa dos seus interesses individuais ou de grupo. No urbanismo o que se deve valorizar é a confrontação, a discussão, o debate, a validação de hipóteses e a sua rejeição, a oposição entre os contrários, a escolha e a decisão democráticas. Não estamos perante uma actividade neutra ou asséptica servida por um tecnicismo iluminado, de preferência com a chancela universitária, capaz de garantir por si só a qualidade da «nossa» política por oposição a uma «outra» política.

O debate urbanístico, sendo o tempo por excelência do debate democrático sobre o futuro da pólis, é o tempo por excelência da democracia participativa, o tempo da recusa do determinismo fatalista na construção do nosso futuro.

Percebe-se com facilidade que num país em que o debate político está marcado pelo fatalismo, pela política do «tem que ser», do «não pode ser de outra maneira», do «é a globalização», o debate urbanístico tenha estiolado e não tenha passado de um nível incipiente. Percebe-se, por isso, que cada vez mais as soluções sobre política urbanística sejam servidas aos cidadãos já «prontas», poupando-lhes o incómodo da participação. Numa sociedade em que o poder representativo se sente ameaçado pelo poder participativo, em que o poder político idealiza o cidadão como alguém que não participa, não opina, não luta, não se manifesta, o debate e a prática urbanísticas tendem a definhar. Abundam por aí processos de revisão dos instrumentos de planeamento urbanísticos muito «participativos», abertos à «discussão e à participação de todos» mas que se organizam ao longo de estreitos carreiros em torno da «ideia única», em que as conclusões precedem o debate e nos quais a prévia discussão sobre os caminhos já percorridos são encarados como actividades hostis e por isso simplesmente eliminadas. O debate urbanístico tem hoje um único campo de desenvolvimento aceitável pelo poder político dominante ao nível central ou local, seja ele qual for: despolitizar-se porque, pasme-se, a política é assumida como uma actividade impura capaz de contaminar a pólis.

O tecnicismo dominante, cuja maior expressão já não é apenas o pequeno conjunto dos que fazem as leis mas também o pequeno grupo, quase omnipresente, dos que põem e dispõem sobre estratégias e modelos de desenvolvimento e de financiamento, transmite-nos a ideia de que as escolhas feitas, e a fazer, não têm qualquer relação com os projectos políticos em presença e são do domínio do inevitável.

Um exemplo desta anulação da dimensão política da pólis está evidente na recente discussão sobre o Plano Estratégico da Habitação apresentado pelo governo em Maio deste ano. Na análise aí efectuada sobre as tendências recentes da questão habitacional em Portugal resume-se que «o adiamento da resolução da questão [da habitação] foi ainda penalizada pela necessidade de organização num espaço de tempo muito curto, num registo universalista de cobertura e num contexto económico internacional adverso, dos três pilares fundamentais do Estado-Providência: a segurança social, a saúde e a educação».

Trata-se de uma descrição fantasiosa da realidade. Entre os Direitos e Deveres Sociais definidos na Constituição, o direito à Habitação e ao Urbanismo estão no mesmo plano que o direito à Saúde, à Educação, à Segurança Social e ao Ambiente e Qualidade de vida. Fica por demonstrar a justeza de uma incompatibilidade, mesmo do ponto de vista orçamental, entre o desenvolvimento dos pilares referidos e uma aposta firme na concretização do imperativo constitucional de uma habitação condigna para todos com o Estado obrigado a «programar e executar uma politica de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e equipamentos social». Aliás, como se garante o direito à educação e à saúde sem garantir o direito à habitação? Hoje parece evidente, em muitos países, que a própria rigidez do mercado do emprego é muito mais consequência das políticas de habitação adoptadas do que de uma pretensa rigidez da legislação laboral. Nesses países iniciou-se já um processo que visa conjugar emprego com habitação.

A situação em Portugal é, naturalmente, fruto de escolhas e de opções políticas. O carácter inevitável dessas escolhas é uma fantasia. Tratou-se de opções que tiveram consequências: uns ganharam e outros perderam.

No contexto da União Europeia não existe uma política comum de habitação. Existem países que adoptaram políticas de natureza mais liberal e outros em que a intervenção reguladora do Estado permitiu melhorar as respostas às necessidades dos diferentes grupos sociais. Portugal integra o primeiro grupo, situando-se no conjunto dos países que gastam menos do que 1% do produto interno bruto (PIB) na sua política de habitação. Apenas a título de exemplo, refira-se que a Suécia gasta 4,1% e a Holanda 3,2%.

Recentemente, numa análise às diferentes concepções europeias da habitação social, Portugal era referido como um país com um mercado habitacional caracterizado pela elevada taxa de moradores-proprietários, por ter uma oferta de arrendamento privado residual e um sector de arrendamento social apenas orientado para a resposta às necessidades de habitação de pessoas desfavorecidas.
Há uma recusa em discutir as políticas e as suas consequências. As políticas seguidas conduziram a este resultado: endividamento progressivo das famílias, insustentável a prazo como agora se sabe, fortalecimento do sistema bancário cujos activos são em grande parte fruto do crédito à habitação.
Em 2005, nas conclusões da minha tese de mestrado escrevi que «os PDM [Planos Directores Municipais] devem estabelecer os objectivos da política de habitação que se pretendem adoptar para o município. Devem caracterizar a situação existente e as diferentes procuras a que importa dar resposta. Devem explicitar os objectivos de combinação de usos, evitando uma situação de produção de fogos comandada pela oferta, a monofuncionalidade do sistema urbano e a segregação espacial das populações. Devem estabelecer a percentagem de fogos a construir para cada um dos usos, aquisição de casa no mercado livre, arrendamento privado, arrendamento social, entre outros». Quando da aprovação dos PU, estes devem incluir um Plano Local de Habitação que concretize para o nível do PU as propostas gerais do PDM. O Plano Local de Habitação deve tratar da habitação entendida no seu sentido mais amplo e não reduzida às questões da habitação social. Deve fixar as grandes linhas de acção para um indispensável reequilíbrio da oferta residencial, a diversificação e a requalificação dos quarteirões muito tipificados».
Não pretendendo este artigo fazer uma análise das políticas de habitação, não queria deixar de salientar que qualquer discussão urbanística fica grosseiramente incompleta se não incluirmos a discussão sobre a política habitacional. Em particular a discussão sobre as mais-valias urbanísticas, estando ligada aos modelos de desenvolvimento urbano e às questões da política de solos, liga-se inevitavelmente às opções que se adoptam ou não em termos de políticas de habitação. Voltemos por isso à reflexão sobre as mais-valias urbanísticas.
(...)
Conclusão
Este é um debate que não está sequer aberto na sociedade portuguesa. No entanto, a análise das especificidades do nosso sistema de planeamento e a comparação com um conjunto alargado de países permitem avançar algumas propostas. Os erros e as omissões actuais têm solução, essa é a principal mensagem que queremos deixar. Não estamos no domínio das fatalidades. Estamos no domínio das escolhas políticas e das consequências dessas escolhas.
Entre aqueles que lutam para combater a corrupção na nossa sociedade defende-se muitas vezes que aquilo que faz falta não é certamente mais legislação. Atrevo-me a discordar no que se refere à relação particular entre urbanismo e corrupção. Como ao longo deste texto tentei demonstrar, a corrupção alimenta-se das insuficiências e das omissões de uma legislação que parece desenhada a régua e esquadro para a favorecer. Estas omissões são a face visível de uma política concreta que, como acontece na supostamente inexistente política de solos, aparenta ser uma ausência de política.
Não necessitamos de mais legislação. Necessitamos de melhor legislação, de uma legislação diferente que seja a tradução prática de uma aposta firme no combate à corrupção e na promoção de um ordenamento do território sustentável a longo prazo. Um ordenamento do território que não descrimine os cidadãos e não promova o empobrecimento dos recursos naturais.
A cativação ou a tributação das mais-valias são condições sine-qua nom para o conseguirmos. Tal como a coordenação entre a administração fiscal e a administração urbanística e a estabilidade das regras do urbanismo. A fixação em sede do PDM de cartas com os valores de referência do solo para todo o território municipal, concretizando a segmentação do mercado de solos pelos diferentes usos e dentro de cada uso específico para os diferentes segmentos da procura.
A definição nos PDM dos objectivos da política de habitação que se pretende adoptar para o município e a obrigatoriedade de elaboração dos Planos Locais de Habitação em sede de Plano de Urbanização, que devem tratar da habitação entendida no seu sentido mais amplo e não reduzida às questões da habitação social. Instituir o carácter imperativo do planeamento. Depois de aprovado um Plano de Pormenor o município deve iniciar o processo de urbanização e os proprietários devem escolher num prazo de seis meses entre associarem-se ao desenvolvimento ou cederem os seus terrenos. A revisão do Código da Expropriações, no sentido de consagrar o valor do uso existente como o valor da indemnização.
Não será possível alterar tudo isto sem alterar significativamente os actores mas isso passará, entre outra medidas, por realizar as reformas na arquitectura do poder local reforçando o controlo democrático do exercício do poder executivo.

Notas finais
1. Devo reconhecer que existe algum exagero na afirmação de que os privados capturam a totalidade das mais-valias simples. Uma parte será, afinal, «reinvestida» no financiamento partidário e no enriquecimento ilícito de alguns dos agentes. Mas esses serão os custos da perpetuação do sistema e decorrem no campo da economia paralela. Aí o urbanismo nada pode fazer. A ajuda faz-se a montante, na definição da arquitectura do sistema de planeamento territorial e aí dita a sua lei a vontade política. Ou a falta dela.
2. Este artigo é complementado pelo publicado no número de Agosto do Le Monde diplomatique – edição portuguesa, intitulado «Mais-valias: quem as gera e quem as captura». Nesse artigo refiro logo no inicio do texto que «algumas vozes começam a fazer-se ouvir, denunciando a imoralidade económica que a captura, pelos privados das mais-valias constitui». Referia-me ao engenheiro Pedro Bingre em declarações ao jornal Expresso de 5 de Novembro de 2005.


Por JOSÉ CARLOS GUINOTE *
* Engenheiro Civil pelo Instituto Superior Técnico (IST-UTL), mestre em Planeamento Regional e Urbano pela UTL com a tese «A Formação do Preço do Imobiliário e o Sistema de Planeamento Territorial».
Co-autor do blogue http://www.pedradohomem.blogspot.com/.

Com inverdades não vale…Vamos lá falar verdade

PDM na Moita o escândalo continua

O ex-assessor do Presidente da Câmara, e também responsável pela defesa do PDM, conseguiu desempenhar o cargo tão bem, que hoje vive na mansão (ao que dizem por empréstimo) mandada construir por um dos maiores beneficiários dos protocolos feitos com a Câmara, protocolos que garantem à Câmara algum terreno nas propriedades que este comprou em REN por baixíssimo preço mas com a garantia através do protocolo que a mesma vai passar com o PDM, a terreno urbano.
Casos destes são vários, e existem em quase todos os terrenos que vão ser desanexados de REN, o que é no mínimo ilegal, pois condicionou a discussão pública do dito PDM, face aos protocolos existentes, nenhuma alteração proposta para essas grandes/futuras urbanizações foi considerada.

Como se tal não bastasse, a Assembleia Municipal Extraordinária do passado dia 25 de Julho foi como já escrevi uma anedota, pois o senhor presidente afirma na abertura da sessão, ir alterar a ordem de trabalhos para apresentar três propostas sugeridas pelo Sr., presidente da Câmara, sem que este as tivesse discutido em sessão de câmara, sessão que se recusou a convocar para analisar o parecer negativo da CCDR-VTL sobre a versão final do PDM. Segue-se nova anedota, pois o senhor presidente da Assembleia Municipal afirma também na dita Assembleia que não vai haver votação do PDM por o mesmo ter que ir a discussão pública face às alterações que iriam ser introduzidas a pedido como já referi do Sr., presidente da câmara.

Acontece que isto levantou uma grande polémica, pois entendeu a oposição, que o presidente da Assembleia não era moço de recados do presidente da câmara, muito menos, de recados que não tinham sido aprovados em sessão de câmara, e retirou-se em bloco da sala. (aqui deixo as análises para os politólogos da maioria, que ainda hoje tantos anos depois de Abril continuam em cada dois passos a olhar por cima do ombro, vá-se lá saber se é por falta de cumprimento dos protocolos assumidos à 10 anos, e ainda sem PDM, mas aí a culpa é só deles, pois sempre foram maioria absoluta no concelho, ou então olham sobre o ombro por ainda pensarem andar na clandestinidade),

Seguiu-se a apresentação do PDM, a aprovação dos recados do Sr. Presidente da Câmara pela maioria CDU/PCP, e espanto dos espantos, a aprovação do PDM, mais uma alteração da ordem de trabalhos, anunciada pelo senhor presidente da AM a pedido de um senhor deputado municipal.

De seguida, e depois de acordado entre eles por unanimidade (aqui alguém recordou que à palavra unanimidade deveriam juntar “na ausência da oposição”, é o mesmo enviado para a Câmara para esta aprovar em sessão, a abertura de um novo período de debate publico. Pergunta-se com que legitimidade vai haver um debate público sobre um PDM já aprovado pela AM?
Foi uma aprovação preliminar? Então para que serve tal aprovação e onde tinha a cabeça o deputado que apresentou tal proposta? Estar-se-á a perfilar para um cargo que dê almocinhos?
È que na verdade estamos perante um embuste inadmissível, pois a CDU/PCP não vai aceitar em debate público, o que sempre recusou quando apresentado pelos eleitos da oposição, com a afirmação que “quem tem a maioria são eles e por isso utilizam-na como querem”, palavras do Sr. Presidente da Câmara e outros eleitos da CDU/PCP em várias intervenções, (que fazem recordar as de Avelino Ferreira Torres e Alberto João Jardim), e que ouvimos de novo na ultima sessão de câmara que teve lugar no dia 5 deste mês sessão que aprovou em 50 minutos de reunião, sem qualquer intervenção dos membros da CDU/PCP, a não ser o levantarem o braço a favor, qual (não me recorda agora o nome daqueles bonequinhos que eu adorava ver nas feiras quando miúdo e que eram manejados por cordéis), e algumas boas intervenções da oposição, que em bloco votou contra, alegando não estar esclarecida a ida à câmara com mandato de busca da Policia Judiciária, que levou os tais protocolos e os discos dos computadores, a promiscuidade entre o tal ex-assessor e o PDM, o mais que provável abate de sobreiros no Chão Duro com a desanexação de REN prevista no PDM, o colocar a REN, em cima da RAN onde existem vacarias, aterro municipal, que visto ao nível do solo já tapa a vista sobre o Castelo de Palmela para quem mora na Barra-Cheia, existem também duas ou três decapagens de produtos em aço, com todas as infiltrações dos produtos utilizados na protecção de ferrugens nos ditos materiais, suiniculturas industriais, ou seja, o que é preciso é enganar os responsáveis governamentais ,dizendo que a área de REN se mantém, apesar de a colocar exactamente em cima da já existente RAN.

Terminada a dita sessão de câmara, foi pelo Sr. Presidente proibida a intervenção do público presente, tendo gerado algum burburinho.
Não foi por maldade, mas apenas ao que parece pura coincidência a permanência de carros patrulha da GNR, no quartel desta unidade que fica mesmo em frente do Município.

Numa altura em que os responsáveis do Governo, dizem ser prioridade a recuperação das zonas degradadas destes concelhos e não o aumento de habitações, o que a Câmara da Moita com maioria CDU/PCP faz, é satisfazer os interesse dos especuladores imobiliários, é permitir o aumento desmesurado da construção, num concelho onde existe vários "pátios de habitação", (ilhas sem qualquer condição de saneamento, ou saneamentos colectivos), bem como milhares de fogos para venda, e uma perda constante de habitantes.
Este é o concelho mais atrasado da Área Metropolitana da Grande Lisboa em vários aspectos, desde o desporto (é o único concelho da Área onde a sede do concelho tal como a freguesia mais antiga, não tem um campo de futebol relvado) onde há míngua de pavilhões gimnodesportivos, piscinas municipais, falta de ETAR, continua a correr através da freguesia de Alhos Vedros esgotos a céu aberto, esgotos que em todo o concelho continuam a correr para o Tejo, com a promessa na véspera de eleições, da construção da tal ETAR sempre para o ano seguinte.
È verdade que já há poucas ruas por betonar, poucas casas com falta de ligação de saneamento básico, mas também é verdade que estão à 34 anos no poder, e se isto é a obra de que se orgulham, o que dizer das dezenas de hectares de pinhal que foram destruídos para dar lugar a duvidosas urbanizações, como a segunda fase da Fonte da Prata, cujos arranjos exteriores “marinas etc”, foram agora de todo afastadas com a falência da FADESA.

No fundo, toda esta peça mal encenada de Teatro Democrático a que chamam debate publico das alterações ao PDM, mais não visa que satisfazer os compromissos assumidos com os especuladores imobiliários, em véspera de eleições, sabendo a CDU/PCP que não há alternativa face ás politicas nacionais do PS que mais uma vez se irão reflectir nas eleições autárquicas levando não o PCP a ganhá-las com mérito, mas sim o PS a perdê-las, por demérito não tanto dos seus autarcas mas das politicas do Governo, que a distância entre os outro partidos da oposição e a CDU/PCP é na ordem dos 4 votos para um (o que não espanta, quando se põe a célula a distribuir pela câmara, que se não ganharem vai haver despedimentos, que lares e creches podem fechar, se transportam lares inteiros para as mesas de voto, com cópia do voto e a cruz já no sitio, “é fácil, votar é só copiar.”. È com este tipo de atitudes que a CDU/PCP está a pensar perpetuar-se no poder. Para os que tem duvidas, recordo que eu tive alguns anos de treino nisto e recordo também que o actual direcção do PCP da Moita tem uma característica, ao longo da sua história não esqueceu nada, mas também não aprendeu coisa nenhuma.

Vamos ver que resposta os cidadãos deste concelho irão dar em 2009, vamos ver se serão capazes de criar uma lista de homens e mulheres que defendam os valores da esquerda e que sejam verdadeiros lutadores pela defesa dos cidadãos, que sejam alternativa a todas estas ilegalidades que estão há anos a destruir o concelho.
Pela minha parte, em primeiro lugar estarei com o meu partido o Bloco de Esquerda, mas se houver a tal alternativa, trabalharei dentro dele para um empenho sincero, honesto e não controleirista, na defesa de tal lista, o que não podemos, é ficar parados a ver o concelho definhar.

António Chora
Deputado Municipal e Metropolitano pelo Bloco de Esquerda.

Especial Pequim 2008 - Natação




Amanda Beard, nadadora dos E.U.A., 27 aninhos bem jeitosos, activista dos direitos dos animais e modelo para a Playboy.

Quem diz que o desporto não faz bem?
E que não devemos seguir os Jogos Olímpicos com toda a atenção?
Cutchi-cutchi...

quinta-feira, agosto 07, 2008

PCP Poder X PCP Oposição

Aqui a situação como podem constatar os leitores, passa a estar invertida, mas com o pragmatismo "comunista" e a nova revisão histórica do feudalismo serôdio, tudo é possivel...


PCP Oposição X PCP Poder 2

É preciso ter-se uma coluna vertebral dum contorcionista, para se conseguir militar no PCP... Mas há que tomar-se posições, quando o futuro lhes é hipotecado lá em Évora...


PCP Oposição X PCP Poder 1

A retórica quando está na oposição e o pragmatismo quando está no poder são coisas completamente distintas para o PCP, vejam este primeiro exemplo...


O PDM moiteiro no mapa mediático

Da Lusa (sem ligação para não assinantes):

Os vereadores da oposição no executivo da Câmara da Moita, presidida por João Lobo (PCP), consideraram que as alterações da Assembleia Municipal no processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) são escassas e lembraram situações pendentes.
Decorreu esta terça-feira uma reunião de Câmara extraordinária com o objectivo de analisar a abertura da discussão pública às alterações introduzidas pela Assembleia Municipal na versão final do PDM, com a oposição a aproveitar para voltar a criticar o executivo.
A reunião foi agendada depois do presidente da Assembleia Municipal, Joaquim Gonçalves (CDU), ter apresentado, no dia 25 de Julho, três alterações à versão final do PDM, que acabaram por ser aprovadas pela maioria da CDU.
Os deputados da oposição na Assembleia Municipal defenderam que o presidente devia retirar as propostas e perante a sua recusa, abandonaram mesmo a referida sessão.
As alterações efectuadas na versão final do PDM feitas pela Assembleia Municipal, que já tinha sido aprovado em reunião de Câmara por maioria, surgiram após a recepção do parecer desfavorável que foi dado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), que chegou fora do prazo legal e por isso não é vinculativo.
"A CCDR apenas analisa o que é legal ou ilegal e neste campo chegou a parecer que abordou algumas ilegalidades, mas para além do parecer este PDM não serve a Moita. Estas alterações da Assembleia pecam por escassas, quer do ponto vista do que queremos para o concelho, quer do ponto de vista das ilegalidades", disse o vereador Luís Nascimento do PSD.
O vereador Luís Nascimento acrescentou que existem no documento da CCDR chamadas de atenção para zonas onde não estavam respeitadas as áreas de Reserva Ecológica Natural (REN) e para áreas de sobreiros e azinheiras que não estão protegidas, aproveitando para relembrar algumas fases do processo "polémicas" deste processo.
"Se a CCDR mantém a posição vai dar um parecer desfavorável e o PDM terá que ser ratificado em Conselho de Ministros. A Polícia Judiciária (PJ) levou documentos para análise e ainda espera pelo relatório e a autarquia já recebeu o relatório da Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) mas que ainda está no período de sigilo, são muita coisas no ar", afirmou.
O processo de revisão do PDM da Moita decorre há mais de 10 anos e tem sido marcado por alguma polémica, sendo por isso importante relembrar algumas situações que ocorreram no passado.
Em Fevereiro de 2007, o Grupo Parlamentar do PSD, através do deputado Luís Carloto Marques, questionou o Governo sobre as "eventuais ilegalidades"na revisão do PDM e se o Governo, através da IGAL, iria proceder a averiguações para esclarecer as "alegadas ilegalidades na revisão do e na desafectação de terrenos para fins de especulação imobiliária e satisfação de interesses privados".
Em Março de 2007, a Câmara Municipal da Moita decidiu por unanimidade pedir a intervenção da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) para esclarecer as alegadas ilegalidades do processo.
No dia 5 de Junho de 2007, a PJ realizou buscas nas instalações da Câmara Municipal da Moita, no âmbito de um mandado judicial relacionado com alegadas irregularidades na revisão do PDM.
Em Novembro de 2007 o IGAL iniciou uma inspecção à autarquia e a Câmara já tem em sua posse o relatório, mas ainda não foi divulgado o seu teor por estar em período de sigilo.
Na reunião de terça-feira o vereador Vítor Cabral, do PS, começou por pedir para se analisar o parecer da CCDR, o que foi negado pelo presidente João Lobo, e depois acusou a autarquia de ceder aos interesses imobiliários.
"Lamentamos a pressa com que querem aprovar o PDM, são três pequenas alterações para mascarar e enganar a população e para tentar evitar a ratificação em Conselho de Ministros", disse.
"Este PDM foi elaborado para responder a alguns acordos com construtores imobiliários e deviam ter vergonha deste processo", acrescentou.

João Lobo, presidente da Câmara da Moita, considerou que o objectivo da autarquia é avançar com um processo que já tem mais de 10 anos e lembrou durante a reunião que a objectivo da mesma apenas analisar a abertura da discussão pública às alterações introduzidas pela Assembleia Municipal na versão final do PDM.
"Temos pressa num processo com 10 anos?! O que queremos é dar seguimento às coisas e depois em Outubro de 2009 vamos ter a resposta da população", disse o edil.
O documento da abertura da discussão pública acabou por não ter nenhuma discussão no seu conteúdo, pois a oposição centrou a sua atenção no processo de revisão, tendo sido aprovado por maioria, com votos contra dos vereadores do PS e PSD.

AYL
Lusa

quarta-feira, agosto 06, 2008

O contra-ataque moiteiro

Pode ser lido em, O Rio, da lavra de Pedro Garcia com o título:


«Com inverdades não vale...»

O texto tem o seu valor, até pela calma relativa que revela, sendo apenas de lamentar que tropece tanto na sintaxe, mas isso já percebemos que é maleita típica.
Também é curioso que se debruce meramente sobre questões formais e nada sobre a substância.
Em suma, Garcia, Pedro e não Rui, afirma que o PDM deve ser aprovado porque a CDU acha que é bom para o desenvolvimento do concelho, ponto final.
Em nenhuma parte do texto se explica porque é bom.
Anota-se esta preferência desmedida do poder moiteiro e seus aficionados e apoiantes pelo formalismo regimental.
Revolução, protesto popular?
Só com papel devidamente selado e requerimento entregue no horário do expediente.


Quanto ao comentário de Nuno Cavaco no Banheirense - também ele às voltas com a construção de frases em que o sujeito concorde com o predicado - é meramente cosmético. Não adianta nada e percebe-se o receio de entrar na liça do lado das «inverdades» verdadeiras ou das verdadeiras «inverdades».
O moço ainda é novo nisto, ainda se queima e depois é uma chatice.

Mesmo para finalizar, é sintomático o absoluto silêncio a que estão remetidos os «eleitos» da maioria na Câmara, que nem nas reuniões falam.
Afinal para que servem?

Coerências

Pelo que se vai percebendo da acção do Partido do Colectivo da Moita o respeito pelas regras da Democracia passa por:
  • Impor a vontade da maioria a todo o custo sobre as oposições.
  • Retirar a palavra ou intimidar essas mesmas oposições quando tentam fazer ouvir a sua voz.
  • Desrespeitar de forma absoluta os direitos das minorias.
  • Defender a todo o custo os acordos e negócios feitos com os interesses privados.
Espera-se, perante este panorama a nível local, que o Partido do Colectivo seja coerente e actue em conformidade a nível nacional, não contestando as políticas colocadas em prática pelo Governo da República, pois está apoiado numa maioria parlamentar tal como o poder moiteiro local, não se queixando por não ter oportunidade de fazer ouvir os seus protestos relativamente a matérias que considera injustas e não denunciando o que considera serem negócios lesivos do interesse público levados a cabo pelo Governo acima referido.

Quanto a nós somos ao menos coerentes: aplicamos o mesmo princípio do direito à contestação e ao escrutínio público de todos os poderes políticos e negócios por elçes estabelecidos com os interesses privados, sejam esses poderes baseados numa maioria eleitoral ou não, sejam centrais ou locais.

Porque o que está em causa são padrões de conduta e não cores partidárias.
O que está em causa é o verdadeiro respeito por uma democracia participativa plena e não uma visão instrumental dos mecanismos formais da democracia.
O que está em causa é a defesa - em todos os casos - do interesse público da comunidade e não os interesses particulares de alguns, sejam eles empreendedores privados ou detentores ocasionais do poder político.

Porque ou há Democracia a sério ou comem todos pela mesma medida.

Evitar o Pior

Do Rostos Online:

«Os poderes políticos têm que saber dialogar e compreender as razões, as motivações e a sinceridade espontânea dos cidadãos.
A humildade e o dever de escutar os outros são aspectos que os políticos não podem esquecer.
A Várzea da Moita tornou-se já um caso de projecção nacional.
O movimento cívico da Várzea da Moita tem sido um grande exemplo de participação pública, em volta de uma causa ambiental e de ordenamento do território.
A forma determinada, batalhadora e segura como têm mostrado ao país o seu problema, constitui um grande exemplo de cidadania.
É pena que estes casos de participação ainda sejam tão raros.
A protecção dos solos, a manutenção da vida, a defesa da sua qualidade e o rigor são traços da sua acção.
Os poderes políticos têm que saber dialogar e compreender as razões, as motivações e a sinceridade espontânea dos cidadãos.
A humildade e o dever de escutar os outros são aspectos que os políticos não podem esquecer.
A Várzea da Moita tornou-se já um caso de projecção nacional.
Estamos certos que a motivação subjacente é a mais pura e genuína, sem manipulações, nem outras intenções.
O ordenamento do território, o ambiente e o urbanismo requerem a transparência e o esclarecimento de todas as dúvidas.
Manifesto o meu apreço pelo movimento e cada vez mais os respeito pelo modo como têm trabalhado.
Estou certo que, graças à sua acção, o pior será evitado e os filhos deles um dia agradecerão reconhecidos.»

4 de Agosto de 2008

José Macário Correia

Crimes contra todos nós 3

Do Arre-Macho:

«Agosto, mês de férias... menos para o PDM
Uma Sessão de Câmara Extraordinária em que o Presidente apresentou a proposta de alteração votada na Assembleia Municipal apenas pela CDU ao PDM, PDM este que também foi aprovado (preliminarmente) nessa mesma Assembleia (a tal assembleia em que valeu tudo, tirar pontos da ordem de trabalhos e acrescentar outros e uma votação preliminar).
O Vereador Luís Nascimento focou a situação do parecer da CCDR-LVT não ter sido entregue à restante vereação, o documento que ele teve acesso foi-lhe facultado por um deputado da assembleia.
Frisou também as situações da quinta das Fontainhas e do Assessor que morava na casa do proprietário da Imomoita possuidor agora da quinta das Fontainhas, falou também dos sobreiros e das azinheiras que parece que estão a ser esquecidas em relação ao PROF-AML. A comitiva CDU pareceu incomodada e abanava o rabo nas cadeiras que rangiam a bom som. O Vereador Vítor Cabral focou também alguns pontos críticos e no fim exaltando-se disse: Isto é uma vergonha!
Posto isto, passaram à votação do documento. O presidente deu por encerrada a sessão não dando a palavra aos munícipes presentes. Os apupos na sala não demoraram.
Como de costume a coisa encheu-se de caciques que tentavam abafar as vozes do publico usando linguagem menos própria e ofensiva a tentar denegrir quem se manifestava contra (o método é sempre o mesmo) A coisa esteve feia.
Já na frente do edifício observou-se a guarda nacional republicana em manobras do sai, não sai, e dois agentes chegaram mesmo a sair e a dirigirem-se para a CMM.Mês de férias para alguns,por cá trabalha-se a todo o vapor no despachar do PDM.
Aqui não se brinca em serviço, enquanto não estiver aprovado não há férias pra ninguém, até porque os protocolos podem caducar (e a gente sem saber o que diz o relatório do IGAL).»

Crimes contra todos nós 2

Do Jornal de Notícias:

«É no secretismo dos gabinetes que germinam os maiores crimes de urbanismo e ordenamento do território. Mas não há nada de subterrâneo nas suas consequências: as provas do crime estão bem visívies. Os edifícios estão aí, entrando pelos olhos dentro. Porque não actua, então, a Justiça?» (Paulo Morais)

Crimes contra todos nós

Do Público:

«Quercus interpõe providência cautelar para evitar abate de 1200 sobreiros por causa de mega-urbanização
O caso dos 1200 sobreiros ameaçados por uma urbanização projectada para 30 mil pessoas, perto de Setúbal, já se arrasta há sete anos mas hoje o risco de abate é maior. A Quercus anunciou que interpôs a 25 de Julho uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa para evitar o abate daquelas árvores protegidas pela legislação portuguesa.Esta acção da Quercus surge numa altura em que aumentou o risco do abate daquelas árvores. Segundo explicou esta manhã Susana Fonseca, vice-presidente da Quercus, ao PÚBLICO, a legislação sobre Ordenamento do Território foi alterada em 2007, implicando que os Planos de Pormenor deixem de ser aprovados pelo Governo Central, passando para as autarquias. Ora, a Câmara de Setúbal aprovou recentemente o Plano de Pormenor que prevê a Nova Setúbal, aumentando assim o risco do abate dos sobreiros.
“Esperamos que a resposta do tribunal não demore muito tempo, sob pena de ser tarde demais”, comentou Susana Fonseca, no local para onde está projectada a Nova Setúbal, que prevê 7500 apartamentos a nascente da cidade. »

Mas será que são mesmo necessários mais 7.500 fogos em Setúbal?
E o Partido «Os verdes» o que acha disto?
Ou só acha quando a Câmara é de outra cor?

terça-feira, agosto 05, 2008

O histórico e actual sobre o largo da Barra Cheia


A pedido de muitas famílias e para evitar mais especulações e boatos da reacção, aqui está o que sabemos sobre o largo da capela da Barra Cheia.

A foto e o texto foram-nos enviados por dois leitores devidamente identificados.

Breve resenha sobre a propriedade do Terreno "Terreiro da Capela de Nª. Sª. Da Atalaia na Barra Cheia"

1-Em 27-11-1864, Manuel Gomes Padre Nosso e sua Esposa Ana dos Santos Miranda doaram parte da sua propriedade para a construção da Capela de Nª. Sª. Da Atalaia na Barra Cheia. Na escritura podemos ler que o terreno doado mede pelo sul 41,20 m, nascente 106,70 m, norte 57,20 m, e pelo poente 97,90 m.

2- Foi declarado no acto de escritura que tinha sido requerido autorização para a construção da Capela ao eminentíssimo Cardeal Patriarca de Lisboa.

3- Segundo transmissão oral, e alguns documentos entretanto desaparecidos a primeira festa foi realizada em 1865.

4- Com a implantação de República, tal como aconteceu em todo o País, grande parte dos bens da Paróquia de Alhos Vedros foi "confiscada", desde o ouro a outros bens da Freguesia, incluindo a Imagem de Nª. Sª. Dos Anjos. Os bens da Capela Barra Cheia e seu largo não foram excepção, existindo várias tentativas por parte da Junta de Freguesia de Alhos Vedros de vender o largo (conforme acta da Junta da Paróquia). Felizmente este acto não se realizou. (Existem muitos escritos sobre este assunto e com muito rigor de investigadores da nossa região)

5- As entidades Católicas, nomeadamente a Santa Sé, exigiram ao Governo da República a devolução dos bens da Igreja, tendo o Governo decretado a devolução de todos os bens à Igreja Católica, que fossem de sua propriedade a 1 de Outubro de 1910, excepto determinados edifícios de interesse para o Estado.

6- Os bens da Igreja Paroquial de S. Lourenço de Alhos Vedros foram parcialmente devolvidos. Nesta devolução, e conforme inventário, consta a Capela de Nª. Sª. Da Atalaia na Barra Cheia e seu adro.

7- Para clarificar a situação o Governo da República fez publicar uma portaria no Diário do Governo de 15 de Maio de 1937, reconhecendo a legitimidade da propriedade da Igreja sobre seus Bens na Barra Cheia.

8- Em 1941, parte da Capela caiu, e, por dificuldades financeiras, só em 1954 foi possível concluir a obras de restauro e ampliação da actual Capela.

9- Neste período foram cometidas algumas irregularidades afectando os terrenos propriedade da Igreja na Barra Cheia.

10- A Igreja manteve a sua actividade normal e regular, construiu legalmente o Centro Paroquial, em 1978 e até 1980, ampliou a Capela e construiu a Casa Mortuária em 1997/1998

11- Entretanto, chegou a conhecimento público que no loteamento nº4/83, que consta hoje na excepção ao PDM, "os proprietários cediam ao Município o Largo da Capela da Barra Cheia".

12- Após vários anos de contactos da Igreja com o Município para resolver o assunto, e apesar das promessas, nunca as mesmas foram satisfeitas.

13- Uma vez que o Município avançou com um projecto de obras para o arranjo do Largo e o lançou a concurso público sem fazer qualquer acordo com a Igreja, esta recorreu ao Tribunal para fazer valer a sua propriedade desde 1864.

14- Em tribunal, a CMM solicitou a desistência da acção, oferecendo o seu acordo, em conjunto com os restantes envolvidos, para reconhecer a propriedade plena da Igreja.

15- Quer isso dizer que o terreno foi reconhecido como privado da Igreja, sendo que esta o mantém acessível à população. Isto é, trata-se de um terreno tão privado como por exemplo um espaço interior e murado de uma qualquer propriedade (laica, religiosa, pública, etc), só que é uma propriedade "não murada", e por isso facilmente confundível com a via pública ou com um qualquer espaço do domínio público, sem o ser.

16- Esse acordo prevê futuras obras a realizar pela CMM, com arranjo do Largo, sob acordo da Igreja, desde que não prejudiquem as actividades da própria Igreja, quer na realização de festas anuais ou noutras actividades.

17- a) A intervenção actual (mínima) da Igreja visa garantir as 2 vertentes de uso do espaço: Uso primeiro: Pedonal, de arraiais, de festas, procissões e stands, etc, com uso principal pelas pessoas, devolvendo o espaço para o fim principal das actividades de lazer. Isso não impede contudo o acesso a veículos, apenas os condiciona e disciplina. Já hoje várias pessoas estão a solicitar à Comissão da Capela que sejam plantadas algumas árvores no largo.
b)Uso secundário: Acesso a carros, na medida do razoável e do necessário, sem contudo inviabilizar nem fazer perigar o uso principal pelas pessoas.

18- No momento actual, com efeito, os carros entram e circulam e voltam a sair, mas por espaços orientados e previsíveis. A segurança das pessoas está objectivamente reforçada.

19- Anteriormente, qualquer veículo poderia surgir de qualquer lado, em todas as direcções e sentidos, sem limitação nenhuma, incluindo de velocidade ou surpresa do seu surgimento.

20- Aliás, o condicionamento de trânsito (em praças, ruas, etc) é uma normalidade, muitas vezes desejável, e muitas vezes esquecida e não assumida.

21- O erro de português na placa não decorreu de um erro no pedido, mas sim na impressão; identificado alguns dias depois da sua colocação. Vai ser corrigido, quando as férias terminarem. É justo e necessário apontar-se o erro, e isso deve ser agradecido. Contudo, quem nunca errou talvez possa desesperar com este erro. Quem por vezes erra, só se lhe pede que compreenda e tenha paciência, pois ele será rectificado.

22- Quanto ao Processo judicial, e eventuais contestações, ele é ou será acessível a quem o desejar consultar, no próprio Tribunal, e novas acções serão naturalmente possíveis num estado de direito, colocadas em sede própria.

O Largo da Igreja da Barra Cheia: Algumas achegas


Eis uma breve resenha da história da propriedade do terreno do "Terreiro da Capela de Nª. Sª. Da Atalaia na Barra Cheia", recolhida a partir do testemunho daqueles que sabem da matéria.
  1. Em 27-11-1864, Manuel Gomes Padre Nosso e sua Esposa Ana dos Santos Miranda doaram parte da sua propriedade para a construção da Capela de Nª. Sª. Da Atalaia na Barra Cheia. Na escritura podemos ler que o terreno doado mede pelo sul 41,20 m, nascente 106,70 m, norte 57,20 m, e pelo poente 97,90 m.

  2. Foi declarado no acto de escritura que tinha sido requerido autorização para a construção da Capela ao eminentíssimo Cardeal Patriarca de Lisboa.

  3. Segundo transmissão oral, e alguns documentos entretanto desaparecidos a primeira festa foi realizada em 1865.

  4. Com a implantação de República, tal como aconteceu em todo o País, grande parte dos bens da Paróquia de Alhos Vedros foi "confiscada", desde o ouro a outros bens da Freguesia, incluindo a Imagem de Nª. Sª. Dos Anjos. Os bens da Capela Barra Cheia e seu largo não foram excepção, existindo várias tentativas por parte da Junta de Freguesia de Alhos Vedros de vender o largo (conforme acta da Junta da Paróquia). Felizmente este acto não se realizou. (Existem muitos escritos sobre este assunto e com muito rigor de investigadores da nossa região)

  5. As entidades Católicas, nomeadamente a Santa Sé, exigiram ao Governo da República a devolução dos bens da Igreja, tendo o Governo decretado a devolução de todos os bens à Igreja Católica, que fossem de sua propriedade a 1 de Outubro de 1910, excepto determinados edifícios de interesse para o Estado.

  6. Os bens da Igreja Paroquial de S. Lourenço de Alhos Vedros foram parcialmente devolvidos. Nesta devolução, e conforme inventário, consta a Capela de Nª. Sª. Da Atalaia na Barra Cheia e seu adro.

  7. Para clarificar a situação o Governo da República fez publicar uma portaria no Diário do Governo de 15 de Maio de 1937, reconhecendo a legitimidade da propriedade da Igreja sobre seus Bens na Barra Cheia

  8. Em 1941, parte da Capela caiu, e, por dificuldades financeiras, só em 1954 foi possível concluir a obras de restauro e ampliação da actual Capela.

  9. Neste período foram cometidas algumas irregularidades afectando os terrenos propriedade da Igreja na Barra Cheia.

  10. A Igreja manteve a sua actividade normal e regular, construiu legalmente o Centro Paroquial, em 1978 e até 1980, ampliou a Capela e construiu a Casa Mortuária em 1997/1998

  11. Entretanto, chegou a conhecimento público que no loteamento nº4/83, que consta hoje na excepção ao PDM, "os proprietários cediam ao Município o Largo da Capela da Barra Cheia".

  12. Após vários anos de contactos da Igreja com o Município para resolver o assunto, e apesar das promessas, nunca as mesmas foram satisfeitas.

  13. Uma vez que o Município avançou com um projecto de obras para o arranjo do Largo e o lançou a concurso público sem fazer qualquer acordo com a Igreja, esta recorreu ao Tribunal para fazer valer a sua propriedade desde 1864

  14. Em tribunal, a CMM solicitou a desistência da acção, oferecendo o seu acordo, em conjunto com os restantes envolvidos, para reconhecer a propriedade plena da Igreja.

  15. Quer isso dizer que o terreno foi reconhecido como privado da Igreja, sendo que esta o mantém acessível à população. Isto é, trata-se de um terreno tão privado como por exemplo um espaço interior e murado de uma qualquer propriedade (laica, religiosa, pública, etc), só que é uma propriedade "não murada", e por isso facilmente confundível com a via pública ou com um qualquer espaço do domínio público, sem o ser.

  16. Esse acordo prevê futuras obras a realizar pela CMM, com arranjo do Largo, sob acordo da Igreja, desde que não prejudiquem as actividades da própria Igreja, quer na realização de festas anuais ou noutras actividades

  17. A intervenção actual (mínima) da Igreja visa garantir as 2 vertentes de uso do espaço:
    Uso primeiro: Pedonal, de arraiais, de festas, procissões e stands, etc, com uso principal pelas pessoas, devolvendo o espaço para o fim principal das actividades de lazer. Isso não impede contudo o acesso a veículos, apenas os condiciona e disciplina. Já hoje várias pessoas estão a solicitar à Comissão da Capela que sejam plantadas algumas árvores no largo.
    Uso secundário: Acesso a carros, na medida do razoável e do necessário, sem contudo inviabilizar nem fazer perigar o uso principal pelas pessoas.

  18. No momento actual, com efeito, os carros entram e circulam e voltam a sair, mas por espaços orientados e previsíveis. A segurança das pessoas está objectivamente reforçada.

  19. Anteriormente, qualquer veículo poderia surgir de qualquer lado, em todas as direcções e sentidos, sem limitação nenhuma, incluindo de velocidade ou surpresa do seu surgimento.

  20. Aliás, o condicionamento de trânsito (em praças, ruas, etc) é uma normalidade, muitas vezes desejável, e muitas vezes esquecida e não assumida.

  21. Pelo que nos dizem, erro de português na placa não decorreu de um erro no pedido, mas sim na impressão; identificado alguns dias depois da sua colocação. Vai ser corrigido, quando as férias terminarem. É justo e necessário apontar-se o erro, e isso deve ser agradecido. Contudo, quem nunca errou talvez possa desesperar com este erro. Quem por vezes erra, só se lhe pede que compreenda e tenha paciência, pois ele será rectificado.

  22. Quanto ao Processo judicial, e eventuais contestações, ele é ou será acessível a quem o desejar consultar, no próprio Tribunal, e novas acções serão naturalmente possíveis num estado de direito, colocadas em sede própria.


Fotos e texto recolhidos junto de diversas fontes que por ora se mantêm anónimas.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Amanhã falamos mais sobre o local que envolve esta placa



É pena é a Igreija.
É que nem com o Acordo Ortográfico passamos a apanhar carangueijo no rio Teijo.
Apaguem lá o i.

Para a Europa?

Do Rostos Online:

«Debate - as obras na Avenida Alfredo da Silva Barreiro vai ser um exemplo para a Europa
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que a intervenção que vai ser concretizada na Avenida Alfredo da Silva “é uma obra de requalificação e transformação do centro da cidade”.“É preciso colocar o Barreiro com um centro de qualidade ao nível Europeu. É o esforço que este Executivo está fazendo” – salientou Matias Lopes, da Administração do FORUM BARREIRO.»

Quando as eleições se aproximam, a linguagem dos políticos ganha imenso em hipérboles e outras figuras de stilo a atirar para o exagerado.
Na Moita foi a treta daas «novas centralidades», no Barreiro querem ser um exemplo para a Europa em matéria de requalificação de centros históricos.
Também por ali se verifica uma interessante aliança entre o Partido do Colectivo e alguns interesses particulares em período pré-eleitoral.
No fim logo veremos o que resta de tamanhas promessas.

Apoiar a excepção, combater a regra

Inauguramos aqui a publicação de alguns artigos de reflexão sobre a temática do ordenamento do território, elaboração de PDM's, etc, etc. Tudo textos originais e de diversa origem.


Um dia, em visita a um dos nossos parques naturais, conhecemos um velhote que não calava o seu descontentamento com o modo como ele estava a ser gerido. “Nem lenha nos deixam cortar!”- reclamava, contra os responsáveis pela regulamentação súbita que lhe controlava cada gesto da vida. Chamava-lhes “os engenheiros” contra quem um dia explodiu: “Já pensaram que aquilo de que gostam e que dizem querer defender, foi o que nós vos deixámos? Pelos vistos, não fizemos um mau trabalho”.

Aquele homem reflectia uma relação solidária com o território, de quem dele sempre dependeu para sobreviver, não admitindo ser possível que houvesse quem lhe quisesse retirar mais do que aquilo que lhe dava. Nos muitos anos da sua vida, tinha aprendido que se queria lenha tinha que deixar crescer as árvores, se queria água, não a podia contaminar, se queria terra, tinha que dela cuidar. O que ele não sabia, é que era... um sobrevivente.

O fim desta relação utilitária entre o Homem e a terra, está na origem das múltiplas perversões, cujas consequências hoje sofremos. Deixou de haver limites. Recursos hídricos, solos de elevada aptidão agrícola, espécies animais e vegetais, tudo foi sacrificado à nova concepção do território exclusivamente entendido enquanto mercadoria. As fragilidades da nossa economia e a necessidade de integrar uma mão-de-obra pouco qualificada, extremaram o problema, dando à especulação imobiliário e a todas as actividades que giram à sua volta, um peso que, no conjunto dos países da União Europeia, talvez só seja comparável ao que se passa em Espanha.

Quando José Sócrates dirigiu a pasta do Ambiente, denunciou o excesso de construção prevista no conjunto dos planos directores municipais (PDM). Enquanto primeiro-ministro, chegou a prometer a revisão da famigerada “Lei dos Solos”. Não só ainda não o fez, como permitiu a criação dos famosos PIN (projectos com potencial interesse nacional, que permitiram furar a pouca regulamentação existente), reduziu o controlo sobre a elaboração dos PDM e aumentou o peso dos poderes locais na definição dos limites da Reserva Ecológica Nacional- como já alguém disse, o ordenamento do nosso território está refém de interesses que não são os das populações.

Por tudo isto, os problemas sentidos em torno da revisão do PDM da Moita, longe de serem excepção, são a regra (ainda há dias foi noticiado um estranho processo de aquisição de terrenos no Parque Natural da Ria Formosa, que não deve ter desfecho muito diferente). Excepcional, tem sido a resposta dada pelos cidadãos que constitui um exemplo do caminho a seguir. Como tal, deve ser divulgada e apoiada. Para que não seja mais possível privatizar os lucros e socializar os prejuízos. Para que “os engenheiros” deste país, deixem de se preocupar mais com meia-dúzia de aparas cortadas para a lareira, do que com o cimentar massivo do território, cada vez mais privatizado.


Da equipa do Pastel de Vouzela

As mais-valias... esses bichinhos de estimação

Em O Rio:
«Mais-Valia: O ordenamento do território está entregue à iniciativa e ganância dos interesses privados»

Texto do arquitecto Joaquim Jordão

domingo, agosto 03, 2008

Interessante

Sesimbra - Identidade e Memória.

Gajas nuas no AVP

Hoje não há.
Mas na praia havia umas interessantes, mesmo se não totalmente nuas.
Um paninho aqui e ali também ajuda a estimular a imaginação.
Por isso, quem por aqui passou para pouca-vergonha, hoje saiu-se mal.
Domingo é dia da Família.
Haja respeito.
Ou não.

Na Comporta? Seria...?


Do Expresso:
«Criatura marinha lança pânico na Praia do Pego
"Um animal enorme" esteve a escassos metros da costa e levou à saída imediata da água de todos os banhistas. Há quem fale em tubarão, mas as autoridades marítimas ainda não sabem do que se trata.»

Eu acho um pouco feio que tratem assim uma pessoa só porque ela decide atirar-se à água e desfrutar dos prazeres do Verão.

sábado, agosto 02, 2008

Outras coincidências

No Arre-Macho faz-se um interessante estudo sobre a (des)localização da REN com o PDM moiteiro, fruto da aliança Povo-MFA, desculpem isso era antigamente, da aliança Colectivo-Interesses Particulares.

Há filhos e enteados...



Que isto da democracia e do amor pelo povo e pela igualdade e tal, os cidadãos e o camandro, tem muito que se lhe diga.
Vai-se a ver e foi só ele que pediu e mais ninguém.
Que isto só vai lá assim...
Coincidências, claro.

Foi só fumaça?

Durante umas horas foram muitos os blogues alojados no Blogger que não se conseguiam visionar usando o Explorer.
Com o Opera e o Firefox tudo corria bem.
Já não é a primeira vez.
De browser já mudei há muito, qualquer dia é a vez do AVP, apesar de muito resistente à inovação, mudar de poiso que há serviços de alojamento de blogues que não são tão vulneráveis, apesar de gratuitos, como o Blogger.
Será finalmente que na reentrée nos artilhamos e passamos para outras bandas?
A ver vamos, dizia o surdo...

Silêncios

Os amoitados banheirenses, apesar de uma equipa-maravilha de quatro elementos, um dos quais mestre, outro um génio artístico e o outro um aristocrata local, fizeram seis posts em todo o mês de Julho, deixando o pobre do Luís coma responsabilidade de fingir que aquilo existe.
Discute-se o PDM?
Não interessa nada, a malta está de férias.
Assembleia Municipal, sessão extraordinária de Câmara?
O pessoal foi a banhos.
É o chamado amor pela terra, pela discussão e debate dos assuntos importante para a região e o concelho.
Assim se vê ao que andam e andaram.
À cata da migalhinha.
Do lugarzinho nas listas.
De uma estátua nova.
De uns lugares cativos no Fórum.

O AVP não abre no Internet Explorer


Desde as 7 h. mais ou menos que os Blogues; AVP, o Arre-Macho, o Kaos e o Nova Águia dos que pesquisei até agora apresentam esta mensagem de erro do IE e não abrem.

No Opera abrem todos...o que é que se passa ?

sexta-feira, agosto 01, 2008

AVP Friday Night


Hercules & Love Affair

Era a única razão para ir ao All-Garve

Da TSF:

«Massagens proibidas nas praias algarvias
O comando marítimo do sul decidiu proibir as massagens nas praias algarvias. A justificação para esta proibição está relacionada com o receio de eventuais fins mais quentes de massagens que até podem começar inocentes.»

Mas então poderia haver outra razão para um tipo se meter no meio do inferno dos bifes em All-Bufeira?
E o interesse está todo nos «eventuais fins mais quentes» das massagens.
Mas alguém as quer para enregelar?

Infelizmente

Do Jornal de Notícias:

«Providência cautelar não trava queima de resíduos na Arrábida
A providência cautelar apresentada ao Tribunal Administrativo Fiscal de Almada pelas câmaras de Palmela, Sesimbra e Setúbal, com o propósito de impedir a co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira da Secil, foi rejeitada.
Em comunicado, o Ministério do Ambiente refere que o tribunal recusou os pedidos de suspensão de eficácia das licenças ambiental, de instalação e de exploração que permitiam queimar lixo perigoso naquela unidade industrial.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada considerou ainda improcedentes os pedidos feitos pelas autarquias, que queriam impedir o Ministério de atribuir novas licenças à fábrica da Secil e travar a realização de testes e operações de queima na cimenteira.
"Os efeitos suspensivos da providência cautelar já se encontravam anulados por via da Resolução Fundamentada apresentada pela Agência Portuguesa do Ambiente (entidade que emite as licenças) em 14 de Fevereiro de 2008", acrescenta o comunicado.»

Para o clube de fãs dos glúteos da Ruth Marlene



Que tantos têm sido os curiosos com a nossa selecção de imagens da FHM. Aqui têm um vídeo que mostra que a bunda da rapariga é realmente o atributo a destacar.
Resta saber qual o nível de aproveitamento.
Pelo sim pelo não, que tal comparar com o fio dental da Alexandra Lencastre?
Não é muito actual, mas...
Ou a Diana Chaves...
Ou a Carolina Patrocínio.

Pronto, tomem lá ainda o Making of em que se percebe que ela precisa de se "soltar" mais...



Desculpem-me lá os mais sensíveis...

Mais uma rodada

Do site da autarquia moiteira:

«Reunião pública extraordinária da Câmara Municipal
A Câmara Municipal da Moita vai realizar uma reunião pública extraordinária no dia 5 de Agosto, às 17:00h, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Esta reunião terá como único ponto da Ordem de Trabalhos a abertura da discussão pública sobre as alterações introduzidas pela Assembleia Municipal da Moita à proposta de revisão do Plano Director Municipal, apresentada pela Câmara Municipal.»

Mas é só para abrir a discussão ou pode discutir-se mesmo?
Tipo democracia em funcionamento e palavra aos munícipes?
Ou é como da outra vez que depois não deixam falar ninguém?
E os controleiros vão estar à porta?
O Madeira foi convidado?
E o mestre, já está disponível para dar apoio?
E que entusiasmo súbito agora com estas questões...
Há prazos a encurtar?
Ou gostam mesmo de fazer reuniões em Agosto, quando a malta está de férias?
Porque nem todos têm carrinhos da câmara para andar para cá e para lá, com gasolina à conta...
E as tácticas de defesa e ataque, já estão bem delineadas?
Pediram conselhos a D. João I, o Almeida?
Só fala o shôr Presidente e o resto da vereação faz figura de corpo presente?
Tantas dúvidas...

Opiniões - Brito Apolónia

No site de O Rio, o respectivo director saúda a rápida reacção do poder moiteiro aos recentes desenvolvimentos no caso do PDM. Resta saber se rapidez rimou com transparência. Parece que não. Digo eu.

Mas leiamos o comentário em causa:

«Até que Enfim!
Com tanto que se tem dito, de mal e muito mal, a respeito da revisão do Plano Director Municipal, nomeadamente: as ‘mexidas’ na REN do solo concelhio; os controversos protocolos; a discutível audição pública sobre a revisão do plano; as sucessivas aprovações do PDM a nível local; o parecer desfavorável da CCDR-LVT; a contestação ao funcionamento da última Assembleia Municipal, entre outros casos, nem sempre (quase nunca) os órgãos autárquicos municipais vieram a público rebater e esclarecer o que se dizia na comunicação social e na praça pública.
A princípio, as pessoas davam o benefício da dúvida. Depois, a contestação foi sendo tanta e sustentada por alegados casos concretos que, à falta do necessário esclarecimento de quem era visado, muita gente passou a suspeitar e outros a convencerem-se. Esta atitude de ‘Moita-carrasco’ ajudou a crescer e a credibilizar o movimento de cidadania mais conhecido e exemplar no país.
Por via destes antecedentes, causou alguma admiração a resposta pronta do Executivo Municipal, com uma conferência de imprensa, a propósito do atraso na aprovação final da revisão do PDM. O mesmo se poderá dizer para o PCP, o partido que sustenta a maioria nos órgãos municipais, que saiu com um comunicado a defender as posições que os seus eleitos locais tomaram na já referida Assembleia Municipal.

Até que enfim! Dizemos nós.

José de Brito Apolónia»

E nós levamos com a Júlia Pinheiro, a Fátima Mamã Lopes, O Cláudio Ramos e o Goucha!




Não é justo, claro que não é justo.
E depois a malta quer emigrar, claro que quer emigrar.
É que nem a Zon, nem o Meo têm estes canais com estas pessoas saudáveis a apresentar.
Levamos com a Maya, a Ana Maria Lucas e um monte de doidões como o Eiró.
E ficamos t'istes, claro que ficamos t'istes.
Síndroma de carência afectiva, heterossexualidade irremediável, chamem-lhe o que quiserem.

A sério!

A malta não tem filiação partidária aqui no AVP.
Temos algumas simpatias pessoais, mas nenhum credo a defender.
Nem interesses ou protocolos.
Nem carreiras a garantir.
Nem familiares para empregar.
Gostamos mesmos é que os brutamontes locais levem nas trombas de quando em vez, que é para saberem o que é bom.
Há mais de 30 anos que usam e abusam de todos no recreio que é este concelho.
Têm os seus protegidos, aliam-se a outros grandalhões e intimidam os outros todos.
Mas esquecem-se que um dia os pequeninos podem juntar-se e bater o pé aos brutamentos acomodados, de barriga cheia de tanta mama, décadas a fio.
E nessa altura só sabem reagir como sempre souberam.
Ameaçando, caluniando, intimidando.
Fazendo juízos de intenções quanto a quems e lhes opõe.
Quanto o poder moiteiro saca do Manuel Madxeira para escrever no Jornal da Moita já se percebeu que chegaram ao fim dos recursos e da imaginação.
Vejam lá como os banheirenses andam calados e mudos.
Deve ser das férias, como é natural.
O mestre e em especial o Jean-Pierre são pessoas para não quererem sujar as mãos nesta altura do ano.
São gente fina e sofisticada.
Não ouvem, nunca viram, não dizem nada.
São amigos dos seus amigos.
E, realmente, por estas alturas a melhor táctica é ficarem calados.
Revela um bocadito de falta de coragem, mas já sei que eles vão dizer que os cobardes são os anónimos.
Discordo: cobardes são os que fazem fretes a quem manda e desaparecem quando o calor aperta.