sábado, fevereiro 28, 2009
Opinião - José Bastos
O Caso BPN - O nosso dinheiro
O défice do Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado pelo governo, para salvar os depositantes e evitar a corrida aos bancos, apresentava um buraco de 900 milhões de euros, mas segundo dados da comunicação social e não desmentidos, atinge hoje 1.800 milhões de euros.
Não se percebe a arrogância do Dr. Miguel Cadilhe e da sua equipa ao deporem no inquérito a decorrer na Assembleia da República, quando o défice que apresentaram ao governo, apurado pela sua equipa de auditores, era de 900 milhões e já vai no dobro.
Se era tão fácil como dizem encontrar as fraudes, porque não chegaram logo ao valor de 1.800 milhões de euros?
Atendendo aos valores que constam do relatório do património do Grupo SLN, que deve estar todo hipotecado ao BPN, em que os terrenos estão hipervalorizados, é muito possível que o défice ainda suba bastante quando se ajustarem os valores das hipotecas ao valor real dos terrenos.
Os terrenos da Herdade de Rio Frio, montado de sobro e uso agrícola estão avaliados em 730 milhões de euros, quando o seu valor anda à volta dos 30 a 35 milhões de euros. A diferença de 700 milhões de euros a ser verdade o que penso eleva extraordinariamente o défice.
Mas, não é só a Herdade de Rio Frio que está hipervalorizada, também a quinta das Fontainhas no Concelho da Moita está avaliada em 42 milhões de euros, quando a verdade e enquanto não for alterado o PDM da Moita não vale 1 milhão de euros.
A quinta das Fontainhas tem uma área de 27 hectares, fica situada na parte ocidental do concelho da Moita, junto ao IC 21, entre a Quinta da Lomba no concelho do Barreiro e o Vale da Amoreira no concelho da Moita. É zona REN conforme portaria n.º 778/93, de 3 de Setembro. É espaço canal do TGV. Será que o Estado vai pagar os terrenos como urbanizáveis?
Na revisão do PDM da Moita que ainda não foi aprovado, já conta como solo urbano multiusos proposto para comércio, industria e fogos de habitação.
Existe um protocolo entre a Câmara e os proprietários da quinta, quanto a mim sem valor jurídico, em que a Câmara se obriga a mudar o uso do solo do terreno.
A alteração do PDM da Moita tem sido acompanhada por uma grande polémica que dura há anos e já foram feitas inspecções pela tutela e investigações pela polícia judiciária.
http://umportodostodosporum.blogspot.com/2008/08/o-caso-da-quinta-das-fontainhas.htlm
Espero que este caso seja esclarecido com urgência e até parece mentira que o único preso seja o Dr. José Oliveira Costa, quando sabemos que uma fraude desta dimensão nunca é feita por uma só pessoa, mas por um grande número de malfeitores.
Também me parece urgente que o partido Comunista Português e o Partido Os Verdes, que têm maioria nas Câmaras da Moita, Palmela, Sesimbra e Setúbal onde estão implantados os terrenos do Grupo SLN se pronunciem sobre o assunto.
Do silêncio não aproveitam as populações nem a Democracia.
Não se percebe a arrogância do Dr. Miguel Cadilhe e da sua equipa ao deporem no inquérito a decorrer na Assembleia da República, quando o défice que apresentaram ao governo, apurado pela sua equipa de auditores, era de 900 milhões e já vai no dobro.
Se era tão fácil como dizem encontrar as fraudes, porque não chegaram logo ao valor de 1.800 milhões de euros?
Atendendo aos valores que constam do relatório do património do Grupo SLN, que deve estar todo hipotecado ao BPN, em que os terrenos estão hipervalorizados, é muito possível que o défice ainda suba bastante quando se ajustarem os valores das hipotecas ao valor real dos terrenos.
Os terrenos da Herdade de Rio Frio, montado de sobro e uso agrícola estão avaliados em 730 milhões de euros, quando o seu valor anda à volta dos 30 a 35 milhões de euros. A diferença de 700 milhões de euros a ser verdade o que penso eleva extraordinariamente o défice.
Mas, não é só a Herdade de Rio Frio que está hipervalorizada, também a quinta das Fontainhas no Concelho da Moita está avaliada em 42 milhões de euros, quando a verdade e enquanto não for alterado o PDM da Moita não vale 1 milhão de euros.
A quinta das Fontainhas tem uma área de 27 hectares, fica situada na parte ocidental do concelho da Moita, junto ao IC 21, entre a Quinta da Lomba no concelho do Barreiro e o Vale da Amoreira no concelho da Moita. É zona REN conforme portaria n.º 778/93, de 3 de Setembro. É espaço canal do TGV. Será que o Estado vai pagar os terrenos como urbanizáveis?
Na revisão do PDM da Moita que ainda não foi aprovado, já conta como solo urbano multiusos proposto para comércio, industria e fogos de habitação.
Existe um protocolo entre a Câmara e os proprietários da quinta, quanto a mim sem valor jurídico, em que a Câmara se obriga a mudar o uso do solo do terreno.
A alteração do PDM da Moita tem sido acompanhada por uma grande polémica que dura há anos e já foram feitas inspecções pela tutela e investigações pela polícia judiciária.
http://umportodostodosporum.blogspot.com/2008/08/o-caso-da-quinta-das-fontainhas.htlm
Espero que este caso seja esclarecido com urgência e até parece mentira que o único preso seja o Dr. José Oliveira Costa, quando sabemos que uma fraude desta dimensão nunca é feita por uma só pessoa, mas por um grande número de malfeitores.
Também me parece urgente que o partido Comunista Português e o Partido Os Verdes, que têm maioria nas Câmaras da Moita, Palmela, Sesimbra e Setúbal onde estão implantados os terrenos do Grupo SLN se pronunciem sobre o assunto.
Do silêncio não aproveitam as populações nem a Democracia.
José Bastos
Montijo
Indecência
Do Jornal de Notícias:
«Sócrates recandidata-se em nome da decência democrática»
Ao ponto a que isto chegou quando o lobo se arma em protector das ovelhas.
OK, a metáfora do lobo não é a melhor, até porque...
«Sócrates recandidata-se em nome da decência democrática»
Ao ponto a que isto chegou quando o lobo se arma em protector das ovelhas.
OK, a metáfora do lobo não é a melhor, até porque...
Blogosfera Local
Companheiros e amigos (as)
“História da Companhia de Caçadores 3309”
São as novidades em:
http://dotejoaorovuma-cabel.
Um abraço
Carlos Vardasca
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
terça-feira, fevereiro 24, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Denúncia de um Abuso e Intimidação.
Uma nossa leitora devidamente identificada, vem denunciar um caso de abuso e intimidação, passado na Moita. Eis o texto enviado:
BRINCADEIRA DE CARNAVAL ou DE HALLOWEEN?
Pelas 14h50’, do domingo, 22 de fevereiro de 2009, fomos à Marisqueira Campino, na Moita, coisa que não fazíamos há algum tempo, embora conhecesse o Fernando (jovem empregado da casa da dona Antónia, há 20 anos), quando costumava lá tomar uma imperial e comer uns caracóis.
Comemos amêijoas à Bulhão Pato, que, por acaso, ao ir ao WC, vi que custavam 14€50, uma vez que, quando o Luís perguntou pela ementa o Senhor Fernando, agora proprietário, julgo eu, respondeu que não havia (mais tarde ele haveria de negar tal situação...). Pedimos também “um pouco” de canilhas, duas “bruxas”, uma dose de pão torrado. Fomos muito bem servidos, embora, desde o primeiro momento, eu tenha estranhado e comentado com o Luís, não ver naquele homem sério e friamente eficiente, o rapaz risonho, tímido e simpático de antigamente. Satisfeitos com a refeição ainda inacabada, pedimos mais uma garrafa de 3,75cl de BSE para completar o repasto. Tudo bem, dois cafezinhos para terminar em beleza.
Diante da conta exorbitante, qual não foi a nossa surpresa ao verificar que as tais amêijoas, o único prato que comemos que não era por quilo, custava 17€50 e não 14€50, como, por acaso, eu tinha visto no quadro entre a zona de bar e a zona de restaurante. Pedi a confirmação e o preço foi rectificado. Enfim, em vez de 67€22, paguei 64€22. O problema ali era o preço tão alto dos ditas bruxas. Como é que três bichinhos, e não dois, como havíamos pedido, custavam 13€21? Pesariam mesmo 190g, conforme a justificação? Nem na Trindade, em Lisboa, servem-nos a peso sem dizer antes quanto pesa determinado marisco, ou sem levar-nos à montra, onde escolhemos o marisco e assistimos ao seu peso.
O meu companheiro, então, pediu o livro de reclamações, para reclamar do preço... penso eu. E não é que ninguém respondia nada até que chegou o tal senhor fernando que nos disse que se quiséssemos escrever no livro de reclamações, teria de ser na frente da GNR. Eu tentei explicar ao tal senhor fernando que tínhamos direito a usar o livro de reclamações e ele insistiu na GNR, cheio de segurança. Tentei lembrá-lo de quem eu era antigamente, com o objectivo de que ele percebesse que eu não queria problemas, mas ele continuou, com ar intimidatório, a dizer que chamaria a GNR, de telemóvel na mão. Farta daquela palhaçada, eu pedi para o meu amigo vir comigo, mas ele insistiu em ficar. Saí e fui para o carro. Estive lá com o meu cão, até que resolvi voltar à dita cuja marisqueira para apoiar o Luís, pois eu sabia que nós tínhamos razão.
Entretanto, já lá estava a GNR que, agindo de forma simplista, já pretendia tornar a situação um mero caso de confusão por bebedeira do reclamante. Intervim, disse que estava junto e que poderia eu mesma escrever no livro de reclamações. Expliquei o que se passara, dizendo que o tal senhor fernando nos tinha ameaçado com chamar a polícia, por querermos usar o seu livro de reclamações. Muito conhecido, provavelmente, do digníssimo dono do bar, o guarda interveio logo, dizendo que isso não era uma ameaça... desculpei-me com o facto de usar a palavra de forma corriqueira, pois não sou advogada (sendo que, para mim, e penso que para o resto dos falantes da língua Portuguesa, o facto de dizer ao meu filho “não faças isso porque se não levas tau tau”, é pura e simplesmente uma ameaça, se eu não concretizar o acto).
Confirmou, o tal senhor fernando, em frente do guarda, que o que dissera foi que só poderíamos escrever no livro de reclamações em frente da GNR. Muita parra, pouca uva. Tal qual eu tinha dito.
Percebi logo a situação e não permiti que tudo se passasse como se fosse um caso de bebedeira, ofereci-me para soprar o balão e disse que, com certeza, daria algum valor porque nós dois bebêramos uma garrafa de 7,5cl e outra de 3,75cl de BSE, vinho branco, com o qual acompanháramos o nosso almoço, o que não nos deixou propriamente bêbados e perturbadores da ordem pública.
Enfim, foi-me entregue o livro de reclamações e eu expliquei brevemente, por escrito, que tive de escrever a reclamação em frente de um agente da Guarda Nacional Republicana, porque assim o exigira o proprietário do estabelecimento, deixando de evidenciar o primeiro motivo que a tentar reclamar nos levou, e realçando o facto de tal imposição, com certeza intimidatória, para não dizer ameaçadora, da presença da GNR para um acto que me é de direito, seja qual for a reclamação sobre qualquer estabelecimento.
O guarda, por sua vez, embora eu oferecesse, não viu o meu bilhete de identidade, nem conferiu a minha assinatura, não tomou nota de nada, deixando-me, com ar complacente, preencher a dita ficha. Ao sair, o seu colega guarda insistiu e aconselhou-me, em relação ao meu amigo: “No estado em que ele está, é melhor levá-lo para casa.”, ao que eu prontamente respondi, e repeti, que o seu estado era o de quem tinha dividido comigo, uma garrafa e meia de vinho branco BSE, o que não justificava essa visão de que tudo não passara de uma altercação por alcoolização.
Só mais tarde vim a saber que, enquanto estive no carro com o cão, passou-se esta situação: É incrível que, não sei se o telefonema foi apenas mais uma manobra de intimidação, o tal senhor fernando, a rir zombeteiramente, depois de ligar para a GNR, disse que a polícia iria demorar e que ele teria de ficar lá no bar a tarde toda. Entretanto, em atitude de “panelinha”, o meu amigo foi ouvindo alguns desaforos de amigos-do-tal- senhor-fernando, que ali estavam presentes e de que nem vale a pena lembrar. Novas atitudes intimidatórias, que só visavam a não utilização do dito livro de reclamações... O meu companheiro, então, dirigiu-se pessoalmente à GNR, que não registou nada, nem lhe entregou qualquer comprovante da participação, para chamá-los e só aí é que apareceram.
Trouxe comigo a factura do almoço, que só em frente do guarda exigi, tal era a minha boa vontade anteriormente, e o original da folha de reclamação, que, por sinal, é a guia errada, pois em situação de tanto constrangimento e irritabilidade contida, parece que nenhum dos dois encarregados do nosso caso leu a targeta na parte inferior da ficha de que aquela tem de ser entregue até cinco dias úteis a partir da reclamação.
E agora? Será que o problema será visto pelas autoridades competentes como uma grave falta de respeito do proprietário em relação aos direitos legais dos seus clientes, pessoas idóneas e trabalhadoras do Concelho, ou será visto como apenas um distúrbio de carnavalescos inconscientes? Será que a “pena” deixa de existir porque não é uma reclamação em relação à qualidade da comida ou dos toaletes?
Bolas! Depois de tanto marisco em tantas casas de renome e de vários países, fui roubada e insultada bem na minha freguesia!
Maria Ernestina de Andrade Sesinando
Comentário do AVP:
Evitai os restaurantes moiteiros, pois além de roubados podeis ser presos !
BRINCADEIRA DE CARNAVAL ou DE HALLOWEEN?
Pelas 14h50’, do domingo, 22 de fevereiro de 2009, fomos à Marisqueira Campino, na Moita, coisa que não fazíamos há algum tempo, embora conhecesse o Fernando (jovem empregado da casa da dona Antónia, há 20 anos), quando costumava lá tomar uma imperial e comer uns caracóis.
Comemos amêijoas à Bulhão Pato, que, por acaso, ao ir ao WC, vi que custavam 14€50, uma vez que, quando o Luís perguntou pela ementa o Senhor Fernando, agora proprietário, julgo eu, respondeu que não havia (mais tarde ele haveria de negar tal situação...). Pedimos também “um pouco” de canilhas, duas “bruxas”, uma dose de pão torrado. Fomos muito bem servidos, embora, desde o primeiro momento, eu tenha estranhado e comentado com o Luís, não ver naquele homem sério e friamente eficiente, o rapaz risonho, tímido e simpático de antigamente. Satisfeitos com a refeição ainda inacabada, pedimos mais uma garrafa de 3,75cl de BSE para completar o repasto. Tudo bem, dois cafezinhos para terminar em beleza.
Diante da conta exorbitante, qual não foi a nossa surpresa ao verificar que as tais amêijoas, o único prato que comemos que não era por quilo, custava 17€50 e não 14€50, como, por acaso, eu tinha visto no quadro entre a zona de bar e a zona de restaurante. Pedi a confirmação e o preço foi rectificado. Enfim, em vez de 67€22, paguei 64€22. O problema ali era o preço tão alto dos ditas bruxas. Como é que três bichinhos, e não dois, como havíamos pedido, custavam 13€21? Pesariam mesmo 190g, conforme a justificação? Nem na Trindade, em Lisboa, servem-nos a peso sem dizer antes quanto pesa determinado marisco, ou sem levar-nos à montra, onde escolhemos o marisco e assistimos ao seu peso.
O meu companheiro, então, pediu o livro de reclamações, para reclamar do preço... penso eu. E não é que ninguém respondia nada até que chegou o tal senhor fernando que nos disse que se quiséssemos escrever no livro de reclamações, teria de ser na frente da GNR. Eu tentei explicar ao tal senhor fernando que tínhamos direito a usar o livro de reclamações e ele insistiu na GNR, cheio de segurança. Tentei lembrá-lo de quem eu era antigamente, com o objectivo de que ele percebesse que eu não queria problemas, mas ele continuou, com ar intimidatório, a dizer que chamaria a GNR, de telemóvel na mão. Farta daquela palhaçada, eu pedi para o meu amigo vir comigo, mas ele insistiu em ficar. Saí e fui para o carro. Estive lá com o meu cão, até que resolvi voltar à dita cuja marisqueira para apoiar o Luís, pois eu sabia que nós tínhamos razão.
Entretanto, já lá estava a GNR que, agindo de forma simplista, já pretendia tornar a situação um mero caso de confusão por bebedeira do reclamante. Intervim, disse que estava junto e que poderia eu mesma escrever no livro de reclamações. Expliquei o que se passara, dizendo que o tal senhor fernando nos tinha ameaçado com chamar a polícia, por querermos usar o seu livro de reclamações. Muito conhecido, provavelmente, do digníssimo dono do bar, o guarda interveio logo, dizendo que isso não era uma ameaça... desculpei-me com o facto de usar a palavra de forma corriqueira, pois não sou advogada (sendo que, para mim, e penso que para o resto dos falantes da língua Portuguesa, o facto de dizer ao meu filho “não faças isso porque se não levas tau tau”, é pura e simplesmente uma ameaça, se eu não concretizar o acto).
Confirmou, o tal senhor fernando, em frente do guarda, que o que dissera foi que só poderíamos escrever no livro de reclamações em frente da GNR. Muita parra, pouca uva. Tal qual eu tinha dito.
Percebi logo a situação e não permiti que tudo se passasse como se fosse um caso de bebedeira, ofereci-me para soprar o balão e disse que, com certeza, daria algum valor porque nós dois bebêramos uma garrafa de 7,5cl e outra de 3,75cl de BSE, vinho branco, com o qual acompanháramos o nosso almoço, o que não nos deixou propriamente bêbados e perturbadores da ordem pública.
Enfim, foi-me entregue o livro de reclamações e eu expliquei brevemente, por escrito, que tive de escrever a reclamação em frente de um agente da Guarda Nacional Republicana, porque assim o exigira o proprietário do estabelecimento, deixando de evidenciar o primeiro motivo que a tentar reclamar nos levou, e realçando o facto de tal imposição, com certeza intimidatória, para não dizer ameaçadora, da presença da GNR para um acto que me é de direito, seja qual for a reclamação sobre qualquer estabelecimento.
O guarda, por sua vez, embora eu oferecesse, não viu o meu bilhete de identidade, nem conferiu a minha assinatura, não tomou nota de nada, deixando-me, com ar complacente, preencher a dita ficha. Ao sair, o seu colega guarda insistiu e aconselhou-me, em relação ao meu amigo: “No estado em que ele está, é melhor levá-lo para casa.”, ao que eu prontamente respondi, e repeti, que o seu estado era o de quem tinha dividido comigo, uma garrafa e meia de vinho branco BSE, o que não justificava essa visão de que tudo não passara de uma altercação por alcoolização.
Só mais tarde vim a saber que, enquanto estive no carro com o cão, passou-se esta situação: É incrível que, não sei se o telefonema foi apenas mais uma manobra de intimidação, o tal senhor fernando, a rir zombeteiramente, depois de ligar para a GNR, disse que a polícia iria demorar e que ele teria de ficar lá no bar a tarde toda. Entretanto, em atitude de “panelinha”, o meu amigo foi ouvindo alguns desaforos de amigos-do-tal- senhor-fernando, que ali estavam presentes e de que nem vale a pena lembrar. Novas atitudes intimidatórias, que só visavam a não utilização do dito livro de reclamações... O meu companheiro, então, dirigiu-se pessoalmente à GNR, que não registou nada, nem lhe entregou qualquer comprovante da participação, para chamá-los e só aí é que apareceram.
Trouxe comigo a factura do almoço, que só em frente do guarda exigi, tal era a minha boa vontade anteriormente, e o original da folha de reclamação, que, por sinal, é a guia errada, pois em situação de tanto constrangimento e irritabilidade contida, parece que nenhum dos dois encarregados do nosso caso leu a targeta na parte inferior da ficha de que aquela tem de ser entregue até cinco dias úteis a partir da reclamação.
E agora? Será que o problema será visto pelas autoridades competentes como uma grave falta de respeito do proprietário em relação aos direitos legais dos seus clientes, pessoas idóneas e trabalhadoras do Concelho, ou será visto como apenas um distúrbio de carnavalescos inconscientes? Será que a “pena” deixa de existir porque não é uma reclamação em relação à qualidade da comida ou dos toaletes?
Bolas! Depois de tanto marisco em tantas casas de renome e de vários países, fui roubada e insultada bem na minha freguesia!
Maria Ernestina de Andrade Sesinando
Comentário do AVP:
Evitai os restaurantes moiteiros, pois além de roubados podeis ser presos !
domingo, fevereiro 22, 2009
Investigações
Os 6 mil hectares de terrenos que a SLN comprou a alguns kilómetros do novo aeroporto
Na reportagem do Jornal Sol de 14 de Fevereiro, sobre o assunto em título, com manchete de primeira pagina, vinha um artigo de Luís Rosa, que entre outras coisas, dizia o seguinte:
“A jóia da coroa da Pluripar acabam por ser os terrenos próximos do futuro aeroporto, avaliados em mais de 730 milhões de euros- “negócio concretizado em Dezembro de 2007, através da compra à Sociedade Agrícola de Rio Frio”, (detentora de mais de 60 hectares de área de construção na futura cidade aeroportuária), afirma Fernando Fantasia.”
Segundo artigo publicado na mesma página e sobre o mesmo assunto pela jornalista Graça Rosendo, a jóia da coroa (herdade de Rio Frio), não pertence à Pluripar, mas sim à Parefur, SA e à Gestoprata, SA. A Graça Rosendo diz que o terreno tem uma área de construção 1 milhão 740.000 m2 e o Fernando Fantasia diz que tem 60 hectares (600.000m2) de área de construção. São diferenças astronómicas que necessitam de ser esclarecidas.
Estes terrenos não estão na periferia da herdade de Rio Frio, são o que resta da herdade.
Estes terrenos são agrícolas e florestais conforme o Prot-Aml e PDM de Palmela e neles existe o famoso sobreiral de Rio Frio mandado plantar por José Maria dos Santos. Os sobreiros por lei só podem ser derrubados para equipamentos de utilidade pública.
Como vivi sempre perto da herdade de Rio Frio, cujo monte fica muito perto do Montijo e conheço alguns dos personagens desta história, tenho muitas dúvidas e penso o seguinte:
1 – Sem que o PROT-ML em alteração e o PDM de Palmela transformem o uso do solo da herdade de Rio Frio de florestal e agrícola para urbanizável, os terrenos devem avaliados pelo seu uso actual;
2 – Temos que saber quem avaliou a herdade de Rio Frio (6 mil hectares) para uso agrícola e florestal (montado de sobro) em 730 milhões de euros.
3 – Para um terreno com este uso e com esta área dificilmente o seu valor atingirá os 35 milhões de euros.
4 – A estratégica política de alteração do PROT-ML, com a construção do novo aeroporto, passa por aproveitar os terrenos das antigas fábricas da margem sul e as zonas urbanizáveis das cidades e vilas já existentes. Nunca ninguém falou na criação de uma nova cidade em Rio Frio.
5 – A Naer já reservou uma área de 6.330 hectares, junto ao futuro aeroporto, para uma cidade aeroportuária.
6 – Os portugueses devem ser informados de quanto estas empresas devem ao BPN, que hoje é nacionalizado e se existem hipotecas e qual o seu valor.
7 – Estamos em presença de uma mega-fraude de consequências imprevisíveis e como o BPN foi nacionalizado, somos nós que vamos pagar a factura.
8 – O Governo, a Caixa Geral de Depósitos e a actual administração do BNP tem obrigação de nos explicar tudo sem esperar pela decisão dos processos crime nos tribunais.
9 – Se se concluir que a estratégia do PROT-MLé fazer crescer as zonas urbanas já existentes (cidades e vilas da margem sul), os terrenos da herdade de Rio Frio, poderão estar supervalorizados em mais de 700 milhões de euros nas contas do Banco.
10- Isto é poderá estar registado um activo de 730 milhões de euros, quando o que deve estar são 30 milhões.
José Bastos
Montijo
“A jóia da coroa da Pluripar acabam por ser os terrenos próximos do futuro aeroporto, avaliados em mais de 730 milhões de euros- “negócio concretizado em Dezembro de 2007, através da compra à Sociedade Agrícola de Rio Frio”, (detentora de mais de 60 hectares de área de construção na futura cidade aeroportuária), afirma Fernando Fantasia.”
Segundo artigo publicado na mesma página e sobre o mesmo assunto pela jornalista Graça Rosendo, a jóia da coroa (herdade de Rio Frio), não pertence à Pluripar, mas sim à Parefur, SA e à Gestoprata, SA. A Graça Rosendo diz que o terreno tem uma área de construção 1 milhão 740.000 m2 e o Fernando Fantasia diz que tem 60 hectares (600.000m2) de área de construção. São diferenças astronómicas que necessitam de ser esclarecidas.
Estes terrenos não estão na periferia da herdade de Rio Frio, são o que resta da herdade.
Estes terrenos são agrícolas e florestais conforme o Prot-Aml e PDM de Palmela e neles existe o famoso sobreiral de Rio Frio mandado plantar por José Maria dos Santos. Os sobreiros por lei só podem ser derrubados para equipamentos de utilidade pública.
Como vivi sempre perto da herdade de Rio Frio, cujo monte fica muito perto do Montijo e conheço alguns dos personagens desta história, tenho muitas dúvidas e penso o seguinte:
1 – Sem que o PROT-ML em alteração e o PDM de Palmela transformem o uso do solo da herdade de Rio Frio de florestal e agrícola para urbanizável, os terrenos devem avaliados pelo seu uso actual;
2 – Temos que saber quem avaliou a herdade de Rio Frio (6 mil hectares) para uso agrícola e florestal (montado de sobro) em 730 milhões de euros.
3 – Para um terreno com este uso e com esta área dificilmente o seu valor atingirá os 35 milhões de euros.
4 – A estratégica política de alteração do PROT-ML, com a construção do novo aeroporto, passa por aproveitar os terrenos das antigas fábricas da margem sul e as zonas urbanizáveis das cidades e vilas já existentes. Nunca ninguém falou na criação de uma nova cidade em Rio Frio.
5 – A Naer já reservou uma área de 6.330 hectares, junto ao futuro aeroporto, para uma cidade aeroportuária.
6 – Os portugueses devem ser informados de quanto estas empresas devem ao BPN, que hoje é nacionalizado e se existem hipotecas e qual o seu valor.
7 – Estamos em presença de uma mega-fraude de consequências imprevisíveis e como o BPN foi nacionalizado, somos nós que vamos pagar a factura.
8 – O Governo, a Caixa Geral de Depósitos e a actual administração do BNP tem obrigação de nos explicar tudo sem esperar pela decisão dos processos crime nos tribunais.
9 – Se se concluir que a estratégia do PROT-MLé fazer crescer as zonas urbanas já existentes (cidades e vilas da margem sul), os terrenos da herdade de Rio Frio, poderão estar supervalorizados em mais de 700 milhões de euros nas contas do Banco.
10- Isto é poderá estar registado um activo de 730 milhões de euros, quando o que deve estar são 30 milhões.
José Bastos
Montijo
Tudo em família...
Do Público:
«Ex-presidente do ICN ajudou a viabilizar nova frente de Alcochete
«Ex-presidente do ICN ajudou a viabilizar nova frente de Alcochete
Antes, a frente ribeirinha de Alcochete era feita de secas de bacalhau. A zona, que agora está abandonada, vai ser ocupada por três empreendimentos turísticos, para cuja viabilização terá contribuído o antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), Carlos Guerra.
Guerra confirmou ontem ao Expresso que, depois de ter abandonado a presidência do ICN, em 2002, já depois da autorização do Freeport, prestou serviços como consultor à Sociedade Ambiente e Manutenção (SAM). Esta é uma das empresas de Manuel Pedro, um dos dois sócios da consultora Smith&Pedro suspeitos de pagamentos corruptos no âmbito da autorização do outlet. O outro é Charles Smith. Ambos foram já constituídos arguidos.
Enquanto presidente do ICN, Carlos Guerra teve um papel determinante na aprovação do Freeport e no "encolhimento" simultâneo da Zona de Protecção Especial do Tejo. Saiu em Agosto de 2002, já com o Governo de Durão Barroso em funções, tendo requerido então uma licença sem vencimento. Em 2004 estava a trabalhar com Manuel Pedro, elaborando pareceres para a SAM que tiveram como alvo os empreendimentos turísticos previstos para as antigas secas de bacalhau. Uma pretensão que foi acolhida favoravelmente pela Câmara de Alcochete, com a condição de serem precedidos por Estudos de Impacto Ambiental (EIA).
As antigas secas, que ocupam entre 15 a 20 hectares, integram a Zona de Protecção Especial do Tejo, criada em 1994, e fazem parte da Reserva Ecológica Nacional. Duas das três secas são hoje propriedade da empresa norte-americana Sulway. A outra foi comprada por uma empresa local, a Ponte Pedrinha.»
Guerra confirmou ontem ao Expresso que, depois de ter abandonado a presidência do ICN, em 2002, já depois da autorização do Freeport, prestou serviços como consultor à Sociedade Ambiente e Manutenção (SAM). Esta é uma das empresas de Manuel Pedro, um dos dois sócios da consultora Smith&Pedro suspeitos de pagamentos corruptos no âmbito da autorização do outlet. O outro é Charles Smith. Ambos foram já constituídos arguidos.
Enquanto presidente do ICN, Carlos Guerra teve um papel determinante na aprovação do Freeport e no "encolhimento" simultâneo da Zona de Protecção Especial do Tejo. Saiu em Agosto de 2002, já com o Governo de Durão Barroso em funções, tendo requerido então uma licença sem vencimento. Em 2004 estava a trabalhar com Manuel Pedro, elaborando pareceres para a SAM que tiveram como alvo os empreendimentos turísticos previstos para as antigas secas de bacalhau. Uma pretensão que foi acolhida favoravelmente pela Câmara de Alcochete, com a condição de serem precedidos por Estudos de Impacto Ambiental (EIA).
As antigas secas, que ocupam entre 15 a 20 hectares, integram a Zona de Protecção Especial do Tejo, criada em 1994, e fazem parte da Reserva Ecológica Nacional. Duas das três secas são hoje propriedade da empresa norte-americana Sulway. A outra foi comprada por uma empresa local, a Ponte Pedrinha.»
sábado, fevereiro 21, 2009
Carnaval de Alhos Vedros
Aceitam-se fotos de todos os tamanhos e formatos.
A malta publica, mesmo estando em digressão.
A malta publica, mesmo estando em digressão.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Não há Hortas Urbanas no Concelho da Moita !


Pensa ele...
Estou-me a referir ao vereador Carlos Santos, que detém os Pelouros de:
• Departamento de Ambiente e Serviços Urbanos• Partido Médico Veterinário• Serviço Municipal de Protecção Civil, na Câmara Municipal da Moita.
• Departamento de Ambiente e Serviços Urbanos• Partido Médico Veterinário• Serviço Municipal de Protecção Civil, na Câmara Municipal da Moita.
e passo a citá-lo:
«O balanço deste seminário é muito positivo. Falamos das hortas urbanas, uma realidade que não existe no nosso concelho, porque a nossa vocação está mais no sector do ensino, na educação e criar estes espaços nos recreios e logradouros das escolas e não nos espaços urbanos. Este colóquios são sempre motivo de reflexão.»
Será possível que este vereador, não se tenha apercebido da quantidade de hortas urbanas que existem no concelho moiteiro, nomeadamente no Vale da Amoreira, na Moita, em Alhos Vedros, no Gaio-Rosário e em Sarilhos Pequenos e de todas as outras que foram destruídas em Alhos Vedros, frente à Kleópatra, e na Baixa da Banheira, para construir o Parque, só para citar dois exemplos.
Esta ignorância total da realidade, de quem está à frente do Pelouro do Ambiente da CMM, é inaceitável, e merece que o AVP faça uma reportagem sobre as Hortas Urbanas que ainda existem no concelho e das que foram destruídas.
Este tema foi primeiro apresentado no Blogue:
O Plano da Moita, depois o A-Sul fez-lhe também referência.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Eu a Pensar que era Brincadeira de Carnaval...
...e afinal era mesmo verdade !
Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras
acho que era por terem posto mulheres nuas no Magalhães...

Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras
acho que era por terem posto mulheres nuas no Magalhães...

A explicação é simples, este governo só gosta de homens nús !
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