AVP-Editorial:
António Duro, responde às perguntas feitas, informalmente, pelo AVP e revela que não comentou nenhum post em nenhum Blogue como AD, sendo isso uma usurpação de identidade fraudulenta e ignóbil, de quem assinou como AD.
A pedido do próprio, todos os comentários do António Duro serão por isso respondidos por e-mail ao AVP, que os publicará em forma de post.

Em primeiro lugar quero agradecer a forma leal e correcta com que o AVP, um dos meus blogues de referência, me lançou este repto e tentarei responder com a maior sinceridade dentro do que penso e do que me é de momento possível faze-lo já.
Aproveito para deixar aqui o meu firme repúdio por alguns posts que abusivamente têm aparecido neste e noutro blogue do concelho, como tendo sido deixados por mim, com o meu nome, com AD ou como anónimo e que possa levar à interpretação de que tenha sido eu, para me denegrir. Não o fiz, desde que fui eleito candidato dentro do meu partido e pelo menos até à eleições não o farei. Quando entender dever responder fá-lo-ei por esta via que acordámos e que é fiel da minha pessoa. Também é abusivo e falso que seja um dos membros do AVP como já ouvi por aí e me perguntaram directamente. Não conheço as pessoas que fazem o AVP, elas e eu já demonstrámos que trilhamos caminhos muito diferentes em termos ideológicos, identificamo-nos talvez e apenas quanto ao queremos melhor para este concelho e àquilo que não queremos mais no/do mesmo. Também quanto ao princípio, “O que nos interessa são apenas as pessoas”. Não tenho problemas em afirmar que detesto a politiquice, nem nunca quis ser político na verdadeira acepção da palavra, ou querer qualquer “tacho” que esta me dê. Também não tenho andado tão fora da vida autárquica como já me quiseram acusar, já fiz um mandato como vereador e um como líder da bancada do PS na assembleia municipal no mandato anterior. Mas desde sempre fui um particular munícipe atento. A cidadania não se esgota em lugares ocupados e por aqueles princípios ninguém poderia aparecer de novo a candidatar-se. Enfim, tretas de quem não tem outros argumentos válidos. Vamos então às respostas possíveis no momento em relação ao repto que o AVP me lançou:
- Não confundo a politica nacional do PS com a politica local. Gostaria também que todos os que possam equacionar votar na minha candidatura e lista do PS local, fizessem o mesmo e pudessem separar as águas. Há não muito tempo, antes de ser ou sonhar ser candidato, escrevi no JM o que pensava em termos de política nacional e de política local. Mantenho essa postura. Cumprimentarei todos os candidatos do PS às eleições europeias ou legislativas que possam passar pela Moita, com a cortesia e a hospitalidade como se impõe. Sou do PS há cerca de 30 anos. Mas a minha luta é local. Essa é minha campanha, a minha causa e é a essa que me vou dedicar de corpo e alma.
- Quem vai ser o vereador da cultura. Não tenho ainda a lista à câmara formada. Tenho algumas ideias mas ainda é cedo para tal. Quanto ao como promover a cultura e o desporto, aí não tenho a mínima dúvida, radicalmente do que tem sido feito pelo executivos que têm passado pela gestão da CMM. Se vencer as eleições esta será uma área onde darei pessoalmente especial atenção. Estou a trabalhar com equipas multi-disciplinares de candidatura o programa de candidatura a diversos níveis, Mediante estas reuniões de trabalho e com a participação de algumas pessoas dessas diversas áreas, escolheremos o candidato a vereador da cultura bem como a outros pelouros. Pensamos apresentar, na altura certa, algumas novidades na abordagem a novas formas de gestão municipal. Quinta-feira vamos lançar oficialmente o nosso site do PS-Moita, nele vai lá estar uma rubrica para o Programa Participativo. Vamos pedir e estimular a participação de todos os que quiserem a dar o seu contributo para uma gestão mais participativa, sem necessidade de se identificarem até, protegendo a privacidade dos mesmos. Infelizmente não vivemos numa sociedade tão aberta e democrática como deveria de ser. Vamos ter nas listas a participação de alguns trabalhadores da câmara, pessoas corajosas e que não ganhando nós a câmara pagarão certamente na pele essa ousadia de participar em listas conta o poder instituído. Temos casos de trabalhadores socialistas da câmara que ocuparam cargos, por requisição oficial em organismos tutelados pelo governo, ou que participaram em listas nossas em eleições anteriores, que foram marginalizados quando voltaram aos seus lugares na câmara. É isso a liberdade que Abril nos deu? Há quem tenha a boca cheia de palavras bonitas sobre a defesa dos trabalhadores mas quando mandam procedem como o pior patronato reaccionário. São os mesmos que dizem muito defender a liberdade em Portugal mas defenderam, e defendem, ainda algumas ditaduras no mundo. É conforme as “cores partidárias”. Para mim não há ditaduras boas ou más, tudo o que é ditadura é mau.
- Sobre o que penso fazer ou propor para Alhos Vedros. Como digo estamos a trabalhar o programa e a estudar freguesia a freguesia, com encontros locais, ouvindo no terreno as pessoas, sobre o que acham mal e o que aspirariam para a sua terra. Mas posso desde já dizer que entendo ser Alhos Vedros, das 3 vilas que compõem este concelho, aquela que mais abandonada tem sido em diversos domínios. É uma vergonha o estado de degradação a que deixaram chegar Alhos Vedros quanto ao chamado património edificado, entre outros, principalmente a sua zona histórica ou antiga, como se queira chamar. Alhos Vedros é nossa vila histórica em vários domínios. Alhos Vedros foi a 1ª vila sede de concelho. Alhos Vedros é a capital da história deste concelho. Alhos Vedros foi a capital das indústrias deste concelho, uma das vilas mais empregadoras deste distrito e área metropolitana. Com vontade, com empenho., sem complexos, no diálogo com organizações estatais, inquilinos, senhorios e empresários, tudo farei para se tentar revitalizar e recuperar as habitações degradadas, demolir as sem recuperação, mas promovendo a sua substituição mantendo a traça características dessas zonas, o seu legado histórico e cultural, as suas envolvências ambientais para a qualidade de vida, mas também as indústrias em Alhos Vedros, e tentar atrair empresas e investidores que queiram aproveitar as condições que ainda ali existem e as novas centralidades que os grandes investimentos públicos vão trazer a esta região e criar postos de trabalho nesta vila histórica, que nos diz muito a todos os que tenham memória e decência.
- Com quem fazer acordos pós-eleitorais no caso de vencer sem maioria absoluta. Sem qualquer dúvida que os tentarei fazer com o Bloco de Esquerda e com o PSD. É natural não? Temos grosso modo a mesma opinião crítica ao estado do concelho e da gestão da câmara, temos assim a obrigação de sermos alternativa e depois a provar se a população assim o quiser e decidir nas urnas de voto. Tenho grande respeito pelos comunistas, não sou anti-comunista, tenho amigos e familiares comunistas, sou dos que acham que o partido comunista faz falta á democracia e tem o seu lugar de pleno direito nesta. Os comunistas lutaram, como outros anti-fascistas, pela implementação da liberdade no nosso país, nada disto se questiona, mas em termos da gestão da câmara têm governado mal, o que é reconhecido por muitos simpatizantes comunistas ou da CDU, pelo que lhes fará a bem, e ao concelho, uma cura de humildade e de passarem do poder para a oposição. Não quero polémicas estéreis e muito menos de discutir pessoas, não é tempo para isso, o futuro colectivo é que interessa e não há tempo a perder para recuperar o tempo pedido. O demasiado tempo no poder faz adormecer, cria vícios, cega, e só um “cego” não vê que as coisas não estão bem. Estamos em democracia, dêem-nos 4 anos de benefício de dúvida e julguem-nos nas eleições seguintes. Já fui vereador com pelouro e trabalho realizado, acho que foi visível a modernização e melhoria da higiene pública, desde a mecanização da limpeza de ruas e renovação e potenciação do parque de veículos de recolha de lixos e contentores modernos, até ao vestuário e protecção do pessoal no trabalho, das preocupações ambientais, com a inovação da recolha selectiva de materiais e com a sensibilização da população para as questões ambientais. Na luta que empreendi para o entendimento das câmaras desta zona (todas de maioria comunista então e que me custou alguma ingratidão e críticas por membros do meu próprio partido) para a transformação da lixeira numa unidade de tratamento de lixos. Modéstia à parte mas fui o pioneiro dinamizador que conduziu à Limarsul na altura, agora expandida e ampliada na Amarsul. Os trabalhadores do pelouro de Salubridade e Ambiente sabem como foram tratados, o que foi feito em prol deles, que lhes foi devolvida dignidade que alguns lhe esqueciam, pois faziam e fazem, seja na limpeza das ruas, na recolha do lixo, nos cemitérios, etc, um trabalho tão nobre quanto outro qualquer, mas se calhar até mais importante que muitos outros para a nossa saúde pública e ambiental. Comigo não vale a pena a injúria e as campanhas de intimidação aos trabalhadores da câmara, eles sabem que comigo os seus postos de trabalho estão assegurados, que conto com todos, se puder até vou tentar integrar mais pessoas no trabalho da câmara como política de combate á crise e ao desemprego, comigo haverá mais atenção para com eles, pois são importantíssimos para a nossa terra e têm que ser apoiados e acarinhados, na prática do dia a dia e não em comunicados ou festas pontuais para fazer de conta. Num executivo de maioria comunista/CDU, pelas listas do PS, não tive qualquer problema de trabalhar com eles e eles comigo. Acima de tudo está, ou deve estar, a nossa terra.
- Distribuirei pelouros aos vereadores de outros partidos que queiram assumir responsabilidades sérias, respeitando as suas opiniões divergentes e o seu livre direito de poderem discordar ou concordar com as grandes linhas de opção e plano da câmara, debaixo de uma gestão dirigida por mim. Todos somos poucos para fazer o muito que é necessário pela nossa terra. Há uma janela de oportunidades desperdiçadas que urge recuperar.
Por uma “Janela de Oportunidades neste Concelho, para Todos”.
António Duro
Candidato à Presidência da Câmara Municipal da Moita pelas listas do PS-Moita
Um abraço para todos os leitores do AVP e os que o fazem.