domingo, maio 31, 2009

Sobre os Palavrões nos Comentários

Atenção !

O nível de insultos entre comentadores está a tornar-se muito reles !
Podem ofender-se à vontade e ofender-nos, mas não utilizem expressões que sejam demasiado óbvias, abreviem para FDP, C..., Da-se, etc.
Sejam criativos, porque a partir de agora todos os palavrões demasiado óbvios terão o brinde de ver eliminado o comentário de quem o fizer, isto sem excepções, inclusive para os editores.

A política de total liberdade de opinião continua porém sem nenhuma espécie de filtro, salvaguardando a excepção acima descrita.

sábado, maio 30, 2009

O MILITANTE #3

PERANTE ESTA CORJA DE
TAXISTAS EUROPEÍSTAS,
FEDERALISTAS, IBERISTAS,
ANTI-PATRIÓTICOS,
NAZIS ARMADOS EM
NACIONALISTAS,
MAOISTAS ARMADOS
EM NACIONALISTAS,
SOCIAIS-FASCISTAS,
VITALISTAS E RANGELISTAS,
ARMADOS EM SALVADORES
DA PÁTRIA DOS ALEMÃES
E DOS FRANCESES.
PORTISTAS FASCISTAS-POPULISTAS
E MIGUEL PORTISTAS TROTSKISTAS
E EX-STALINISTAS...
QUE SE CANDIDATAM AO
PARLAMENTO EUROPEU, PARA
GANHAR UMA FORTUNA POR MÊS,
ENQUANTO O POVO PORTUGUÊS
ESTÁ DESEMPREGADO E
A PASSAR FOME.
EM QUE PARTIDO
DEVEREMOS VOTAR ?
ABSTENÇÃO NÃO !
O VOTO NULO É A SOLUÇÃO !

sexta-feira, maio 29, 2009

Opiniões e corrupções

No Jornal de Notícias:

«Corrupção absoluta

A característica mais marcante destes quatro negros anos de maioria absoluta do PS é o reforço, generalização e consolidação do fenómeno da corrupção. Na legislatura que ora termina, nem Governo nem Parlamento produziram qualquer medida eficaz contra a corrupção. Pelo contrário, tentaram legitimá-la e até incentivá-la.

A primeira machadada na democracia foi a criação desse nado-morto que é o Conselho de Prevenção da Corrupção. Constituído maioritariamente por directores gerais nomeados por Sócrates, não poderia ser nem sério nem competente. Ao fim de quase um ano de vida, não se lhe conhece mérito ou actividade relevante. Só pelo facto de existir e não actuar, funciona como entidade branqueadora, cumprindo assim objectivo inverso àquele para que foi criado. Deveria até designar-se de conselho de prevenção... do combate à corrupção.

O segundo e bem mais duro ataque foi desferido contra o regime democrático quando o Governo veio permitir a adjudicação, por ajuste directo, nas empreitadas de obras públicas para contratos até 5 150 000 euros. Livres de escolher os fornecedores que muito bem entendem, no secretismo dos gabinetes e sem dar qualquer explicação a ninguém, os políticos fazem pois muitas obras para mostrar serviço ao povo. Muitas e quanto mais caras melhor, para assim favorecerem os amigos de sempre, os construtores do regime. As contrapartidas estão patentes no enriquecimento obsceno de alguns políticos e começam já a ser visíveis em gastos sumptuosos nas campanhas eleitorais.

Mas o golpe de misericórdia no sistema político ainda estava para chegar, com a aprovação recente, no Parlamento, de legislação que permite donativos aos partidos, em numerário - em "cash", em notas, dinheiro vivo - de montantes até 1 250 000 euros; 50 vezes mais do que anteriormente estipulado. Numa atitude de cartel, os partidos praticaram o crime quase perfeito, que lhes permite alicerçarem o seu poder em cima de malas de dinheiro sujo.

Se não for vetada pelo presidente, esta lei abjecta do financiamento partidário constituirá a última peça num regime cuja arquitectura é propícia ao florescimento da corrupção. Os políticos irão adjudicar, sem nenhum controlo, obras da ordem dos cinco milhões de euros. E daqui poderão desviar, sem qualquer rasto, valores de aproximadamente um milhão de euros. Tudo legalíssimo. E abençoado pelo silêncio protector do Conselho de Prevenção da Corrupção.»

Horror e pavor

As obras junto à entrada nascente de Alhos Vedros e o estaleiro em que se tornou aquele espaço defronte das Morçoas é uma coisa de fugir.
Abriram a estrada que devia estar feita há 10 anos, porque é ano de eleições e nem sei quem pagou tão escasso alcatrão, mas a verdade é que já não era sem tempo.
O divertido é que logo antes da rotunda, para quem vem do lado da vila hoje havia corte de uma das faixas e de manhã era filas até não se poder.
Maravilhoso!

A Ana Mamalhoa, bola, Malhoa na Playboy nº 3?



Consta que sim.
Pode ser que desta vez não sobrem as resmas que sobraram nas edições anteriores, embora esta seja mesmo para carniceiros.

quinta-feira, maio 28, 2009

II Feira Medieval de Alhos Vedros-Amanhã a Partir das 15h



Programa

29 Maio – sexta-feira 15h00
-Abertura da Feira nas tendas dos mercadores, Abertura da exposição das 3 culturas, cristã, judaica e muçulmana e Alquimia Medieval, na praça central do Parque das SalinasJogos medievais no Parque dos Infantes

Leitura do aviso da carta de D. Jorge de Lencastre, aos homens bons de Alhos Vedros a anunciar a próxima Visitação da Ordem de Santiago ao concelho.

17h00 -Ateliers de animação,

19h30-Comeres de sabor medieval e beberes de aroma nas tabernas do Burgo,

21h00-Visita do Meirinho e do Almotacem às tendas de mercadores,

21h15-Teatro das sombras no terreiro do Paço,21h30

-Danças e Bailias nos Terreiros do Burgo e do Paço da Graça

22h00 -Viagem fantástica, teatro de rua- La Baldufa “Drago” Espanha

23h00-Espectáculo de malabarismo de fogo30 Maio -

sábado13h00-

Abertura da Feira nas tendas dos mercadores e exposições,Comeres de antanho com tempero mourisco e beberes suaves nas tabernas do burgo,

14h00-Arruada pelas ruelas do Burgo e Jogos medievais no Parque dos Infantes,

15h00-Recebimento dos Cavaleiros da Ordem de Santiago das bandas da Mouta e Palmela,

16h00-Desfile solene da Visitação de D. Jorge de Lencastre e dos Monges da Ordem de Santiago aos bens da Ordem em Alhos Vedros. Poço Mourisco, Pelourinho e Capela da Misericórdia, acompanhados de música, danças e teatro com todos os grupos de animação,

17h00-Animação nas ruas dos mercadores,Danças palacianas no Terreiro do Paço da Graça,

18h00-Torneio a cavalo de Homenagem a D. Jorge de Lencastre e combates apeados,19h00-Exercícios de Falcoaria,

19h30-Comeres de sabor medieval e beberes de aroma nas tabernas do Burgo,21h00-Visita do Meirinho e do Almotacem às tendas de mercadores,

21h30-Sarau das 3 culturas no terreiro do Paço da Graça em honra dos VisitadoresFesta cristã com Danças Palacianas e Canções da RenascençaFesta Judaica com Danças Orientais,Festa sarracena com danças do ventre, danças sufi e a arte do encantador de serpentes,

23h00-Animação de malabarismo de fogo.
31 Maio - Domingo13h00

-Abertura da Feira nas tendas dos mercadores e exposições,

Comeres de petiscos serranos e beberes frescos nas tabernas do burgo14h00-Arruada pelas ruelas do Burgo e Jogos medievais no Parque dos Infantes,

15h00-Danças do reino dos Algarves no Terreiro do Paço da Graça

16h00-Desfile solene da Visitação de D. Jorge de Lencastre e dos Monges da Ordem de Santiago aos outros bens da Ordem em Alhos Vedros.

Coreto, Moinho de maré e salina, acompanhados de música, danças e teatro com todos os grupos de animação

17h00-Animação nas ruas dos mercadores, Danças Orientais, Dança Sufie a arte do encantador de serpentesDanças medievais no Terreiro do Paço da Graça

18h00-Torneio de Armas de Cortesia a Cavalo em honra dos Visitadores, e despedida da comitiva

19h00-Exercícios de Falcoaria

19h30-Comeres tradicionais e beberes de mão-cheia nas tabernas do burgo

21h00-Leitura da acta de despedida de D. Jorge de Lencastre,Danças e folguedos na praça do burgo,Animação de malabarismo de fogo e despedida dos feirantes

quarta-feira, maio 27, 2009

AVP Divulgação-DEBATE

"REQUALIFICAÇÃO DA ZONA RIBEIRINHA E ACTIVIDADES TRADICIONAIS"

29 de Maio, 21h30 - SARILHOS PEQUENOS / MOITA - Auditório 1º de Maio Sarilhense (junto ao restaurante "O Fragateiro")

A Concelhia do Bloco de Esquerda da Moita promove já esta sexta-feira, 29 de Maio, pelas 21h30, o 4º dos debates integrados no Fórum "O Concelho da Moita no presente e no futuro", com a presença de:

Paula Tavares (bióloga)
Vitor Ribeiro (professor)
Mário Pinto (investigador em embarcações tradicionais)
Luís Morgado (artista plástico)

É Tempo de questionar, de debater ideias, de falar dos problemas de forma aberta e frontal, de modo a criarmos dinâmicas, que levem à construção de um Projecto de Desenvolvimento Sustentável e Ecológico do nosso Concelho.

Queremos que este Fórum constitua uma tribuna contra o amorfismo a que estamos submetidos no nosso Concelho, e que seja também um incentivo à cidadania participativa, conjugando esforços para uma melhoria da qualidade de vida na terra onde vivemos.

Apelamos à Vossa participação!

Concelhia BE - Moita

terça-feira, maio 26, 2009

Agora quanto à Autoeuropa

Os alemães sabem que se aquilo fechar, a economia portuguesa entra em coma profundo.
E abusam da sorte e da crise.
Os sindicatos sabem que, perante tal iminência, o Governo será obrigado a intervir se o impasse se prolonga e apostam nesse desgaste.
Agora vamos lá ver quem tem um par de duques e quem tem um par de ases.

È só obrar!

Já não sei onde é que hão-de esburacar mais.
Nem sei quem manda tanta obra.
Só sei que ali ao pé da bomba da BP na Moita já chateia.
Digo eu.
É isso e os canos espalhados ali à entrada da nossa santa terrinha.
Aquilo já estava feio que se fartava desde que cortaram as árvores.
Agora está apenas horroroso.
Apetece emigrar para o Darfur.

Vi 12 comentários no post do outro dia

Quer-me parecer que é melhor não espreitar.
A sério.
Parece-me que deve haver por ali muita fúria.
Só de olhar de longe.

sábado, maio 23, 2009

Agora assuntos sérios

Do Público:

«Trabalho ao sábado volta à negociação na Autoeuropa»

Já sabemos que todos os kamaradas só defendem trabalho gratuito ao sábado se for para o Partido.
Tipo Igreja Católica, mas em judeu, por causa do sabbath.

O camarada Jerónimo vem aí amanhã

Anda tudo num rodopio para ver se fica na fotografia ao lado do grande líder da classe que já foi operária, mas agora é funcionária da câmara.
Os banheirolas devem estar em êxtase.
Na Dinis Ataíde encomendou-se uma rodada extra de criquetes e mines.

A Pimpinha Jardim na GQ

Não temos, porque não gostamos muito de alimentar o ego a betinhas cuja mamã se anda a gabar de ser ela a escolher a foto «ousada» da capa.
Se aquilo é «ousado» vou ali ao meu Renault 5 com a vizinha do 1º frente e explico-lhes o que é verdadeira ousadia.
Mas podemos comprar, porque a revista traz uns óculos de sol como brinde e como se vê pelo dia de hoje, precisamos mesmo, mesmo, de uns óculos réban made in chaina.

TVManela x TVMarinho-Resultado: 0.1

quinta-feira, maio 21, 2009

AVP BD-Exposição permanente de BD em Azulejo nos Arquivos Guerreiro


Depois da exposição no Posto de Turismo da Moita, que esteve fechada ao público durante uma semana, e para os visitantes que não tiveram oportunidade de ver, "As Aventuras de Jerílio no séc. 25", BD em Azulejos de Ficção Científica, estarão em exposição nos Arquivos Guerreiro, de forma permanente, na Galeria particular do autor.

As 17 tiras, já publicadas, do "Deserto da Educação" também estarão patentes nesta exposição.

A Vernissage, com belisquetes e beberete, terá início às 17h de sábado, 23 de Maio.

Os Arquivos Guerreiro ficam situados em Alhos Vedros, perto das Bombas da Gasolina e da Discoteca Kleópatra.

Rua Duarte Pacheco, nº4 e 6, Alhos Vedros, Portugal

Telf(s): 21 2048677 e 962309704
Veja aqui o mapa.
Apareçam!

terça-feira, maio 19, 2009

Ainda sobre a Confor-Decor

Em Post de Quarta-feira, Setembro 24, 2008, o AVP denunciou a "empresa" Confor-Decor porque um nosso leitor tinha sido insultado por um funcionário dessa "empresa".

Durante todo este tempo, oito meses temos recebido diversos e-mails a queixarem-se ainda de ser pressionados e enganados por esta "empresa", hoje chegou-nos o último que nos afirma que soube pela DECO da inexistência desta empresa.

Eis o e-mail que nos chegou hoje do Sr. Emanuel Vidal:

Boa tarde a todos. tenho 30 anos e estou "responsavel" pelos meus avós que têm ambos 87 anos. No telefonema de almoco que fiz para casa dos meus avós, o meu avô contou-me que tinha sido contactado por uma empresa Multi-Markas e que tinha de responder a uma pergunta se a loja era de informatica ou electrodomesticos. Ele respondeu a 2º e ganhou 350€ em vale.
Depois tinha que ligar para o 212763933.
Desta feita fui eu que liguei para lá, e respondeu um senhor chamado Jorge Ribeiro.
Como seria de calcular, falei grosso com o senhor e inquiri em que base de dados foi localizar este numero de telefone e ele recusou-se a responder, dizendo-me que podia ligar para onde queria, quando queria e a que horas queria.depois disto liguei para a DECO e sugeriram fazer queixa junto da associação de marketing directo. Liguei para essa associação e constatei junto deles que esta empresa nao existe. sugeriram ligar para as autoridades locais. Liguei para a PSP de almada. Tentaram desanimar-me de todas as maneiras possiveis, no entanto, sugeriram caso eles voltem a ligar, que morda o isco e marque um encontro e contacte as autoridades para estarem nas redondezas nessa altura para apanhar em flagrante.
Curiosamente, tentei ligar novamente para o numero de telefone dessa pseudo-empresas para marcar um encontro, mas nao atendem. Vou continuar a tentar ... estas situações têm de terminar.
Não é por mim, porque de mim nao levam nada, mas sim por causa das pessoas com mais idade (e nao só) que pela sua inocencia e dificuldades financeiras caiem nesse engodo.

Emanuel Vidal

Outros 17 casos foram sendo relatados nestes meses, os nossos leitores podem ver o histórico destas denúncias aqui, além duma resposta particularmente violenta, desta pseudo empresa de burlões, à primeira denúncia.

Que mal é que eu fiz para gostar disto?



O pecado do bom gosto?

segunda-feira, maio 18, 2009

Manifesto-Américo Jorge-Um caso de Justiça 2

Notificação da CMM a Américo Jorge, Contraditório e Pedido de Apreciação ao Ministério do Ambiente.





domingo, maio 17, 2009

Manifesto-Américo Jorge-Um caso de Justiça

A TODOS OS MUNÍCIPES:

Afirma a CCDR-LVT no ofício DSOT/DOT-000050-2009 (enviado pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades ao Ministério Público no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada) que –“A proposta de delimitação da Reserva Ecológica Nacional (REN) do concelho da Moita … foi elaborada pela Câmara Municipal da Moita… com base em estudos técnicos específicos …”

Isto não pode ser verdade ou então foram levianos e irrealistas tais pretensos “estudos técnicos”…, mantidos no segredo dos “deuses…” e escondidos dos legítimos interessados!
Se existem verdadeiras razões técnicas para a inclusão total dos prédios do sítio da Alfeirã em Alhos Vedros, na Reserva Ecológica Nacional, por que razão vem agora a CM da Moita pretender fazer passar um GASODUTO DE ALTA PRESSÃO pelos prédios privados que diz ter incluído na Reserva Ecológica Nacional… quando dispõe, mesmo ao lado, fora dessa “Reserva Ecológica”…, de uma faixa de terreno público que ela própria ocupou há quase 35 anos, para fazer passar a projectada estrada para o “Cais Novo” de Alhos Vedros que foi entretanto abortada?

Afinal a Alfeirã é Reserva Ecológica ou é GASODUTO PRIVADO, PARA SERVIR PRIVADOS…, mas imposto publicamente?

Diz ainda a CCDR-LVT o seguinte: – “Afirma o exponente ser absurda a proposta da CM ao classificar a totalidade do seu prédio e de outros prédios adjacentes como REN, entendendo-se, no entanto, que tal opinião não se encontra fundamentada na argumentação invocada”. Informa também que “não foram apresentados quaisquer elementos/estudos que tecnicamente comprovem a inadequação da classificação da área em questão como REN…”

Com o devido respeito, não é ao particular que compete apresentar “elementos/estudos” que tecnicamente comprovem tal inadequação! Compete ao Estado, isso sim, elaborar previamente os CRITÉRIOS OBJECTIVOS, HONESTOS, PÚBLICOS E IGUAIS PARA TODOS…, que permitam, sem sombra de dúvidas, integrar ou excluir determinada área, na Reserva Ecológica Nacional, implicando, além disso, o indispensável ressarcimento por prejuízos aos particulares, em vez de se permitir a arbitrariedade notória, nesse sentido praticada pela actuação abusiva da Câmara Municipal da Moita!

O referido exponente está cansado de apresentar, também nesse sentido, argumentação que reputa muito pertinente e irrefutável, á qual verdadeiramente ninguém responde nem contradita e limitou-se a requerer ao Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, precisamente que fossem elaborados esses estudos adequados, devendo, até lá, ser revogada a decisão tomada em 12 de Outubro de 2005 – SEM CONSULTA PÚBLICA PRÉVIA COMO A LEI EXIGE – pela Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional ou pela CM da Moita ou pela CCDR-LVT que, ao fim e ao cabo, mais parecem uma única e a mesma entidade…!

Não podem existir quaisquer “estudos técnicos específicos” SÉRIOS E HONESTOS que permitam incluir em REN e logo a seguir excluir da REN, pequenas parcelas de território, em função dos respectivos proprietários e de quem paga ou não paga contribuições pecuniárias (ou outras) à Câmara Municipal da Moita…, retirando da Reserva Ecológica, como tem sucedido na Moita…, os terrenos dos “amigos”, para simultaneamente colocar essa Reserva Ecológica em áreas onde ela nunca existiu nem se justifica!

Assim, o signatário mantém tudo o que disse na sua CONTESTAÇÃO DE 1 DE SETEMBRO de 2008, apresentada no âmbito da Discussão Pública do Projecto de Revisão do PDM da Moita, nomeadamente nos números 2 e 3, 5 e 6, 9 e 10, 17,18 e 19, que aqui considera integralmente transcrita.

Quanto ao teor das “comunicações enviadas por parte da Câmara Municipal da Moita” de fls. 106 a 167v dos Autos, elas constituem mera fotocópia truncada de partes de um relatório da Inspecção-Geral da Administração Local.
Tais comunicações, como foram recebidas, são constituídas pelas páginas 15 a 40, 42 a 71, 215 a 233, 281 e 285 a 286 somente, do mencionado relatório.
O respectivo texto, parcial e tendencioso…, torna-se assim incompreensível e confuso, nalgumas partes inexacto mesmo e até contrário à verdade dos factos (nomeadamente o que se afirma no 2.1.1.3 da página 15).

Esse relatório da IGAL apenas procura sancionar todos os actos administrativos da Autarquia, para daí inferir, na generalidade, que os queixosos não têm razão e que os respectivos requerimentos e inúmeras queixas devem ser considerados improcedentes!
Mesmo assim, passamos à apresentação do contraditório relativamente às páginas recebidas e àquilo que delas conseguimos entender.

Não é verdade o que se afirma em 2.1.3.1 de que “Nunca foi solicitada qualquer alteração desta licença”. Repetidas vezes, o interessado apresentou verbalmente as suas pretensões no Serviço de Gestão Urbanística da CM da Moita, no sentido de ser aconselhado sobre a forma burocrática de proceder, tendo sido sempre erradamente condicionado quanto aos requerimentos que poderia apresentar!

Aliás, os Serviços respectivos da CM da Moita sempre lidaram de má fé com as consultas e pretensões do interessado.

Depois de os autarcas terem perseguido judicialmente o queixoso por DELITO DE OPINIÃO e obrigado este a pagar indemnizações pecuniárias às suas próprias pessoas…, os serviços da CM da Moita sempre procuraram boicotar todas as pretensões do interessado.

Exemplo flagrante disso mesmo, constitui o requerimento que apresentou para a constituição de três lotes de 2500 m2, expressamente sugerido pelos próprios serviços nesses precisos termos, para logo a seguir o indeferirem alegando que, afinal, teriam de ter 2501 m2 pelo menos!

Outro exemplo flagrante foi o caso de um pedido seu ter merecido informação técnica de viabilidade desde que fosse apresentado um “estudo prévio” e, sem nunca ter solicitado ao interessado esse mesmo “estudo prévio”, ter pura e simplesmente indeferido a pretensão…, por não ter sido entregue o tal “estudo prévio”!

Outro exemplo ainda, foi o de ter concedido no prédio 10 Secção Z, um alvará de um só lote, recebendo as respectivas taxas de urbanização…, ao mesmo tempo que a CM da Moita fazia incluir ou permitia que fosse incluído em RAN, o respectivo território.
Mais outro exemplo ainda, constitui o facto de a CM da Moita excluir da Reserva Ecológica Nacional uma parte do prédio vizinho para Poente e, simultaneamente, fazer incluir na REN parte do prédio do queixoso onde acabara de informar ser o único local onde este poderia edificar e onde também a própria autarquia ocupara uma parte com o alargamento da via publica adjacente!

O tratamento discriminatório está bem patente aliás e é por demais evidente no resultado da malha urbana desenvolvida à volta do prédio do queixoso, constituindo esse prédio, uma verdadeira e evidente ilha de excepção.

A própria enumeração factual e cronológica elaborada pela IGAL, de todas as tentativas de desenvolvimento tentadas pelo interessado junto da CM da Moita, mostram precisamente isso mesmo, apesar da IGAL, interpretando tendenciosamente as queixas, procurar demonstrar exactamente o contrário!

Quanto ao prédio 22, Secção P sito no Carvalhinho/Abreu Pequeno e aos terrenos de Severino da Costa adjacentes a esse prédio, prometera a CM da Moita a esse promotor, a urbanização conjunta dos respectivos terrenos, juntamente com o terreno do queixoso, se o viesse a adquirir…! Chegou mesmo a ser elaborado o respectivo projecto de arquitectura conjunto.
Mas como essa usurpação se não consumou…, a CM da Moita negou a mesma possibilidade de urbanizar ao proprietário tradicional do terreno.

E, situações dessas são por demais conhecidas de muitos outros munícipes e estão bem patentes nas negociatas fomentadas pela própria CM da Moita com a celebração dos célebres protocolos, ao que a IGAL fecha propositadamente os olhos…, apesar de referir as respectivas queixas!
Essas queixas já foram amplamente divulgadas, até na imprensa pública diária…, pelo que nos coibimos de aqui as repetir!

É claro que ninguém da Câmara foi esclarecer a IGAL do que realmente se terá passado nas várias tentativas de obter licenciamentos…

Apenas lhe foram fornecidos os papeis que a CM da Moita muito bem entendeu, os quais evidentemente procurou apresentar em forma legal irrepreensível.

Por isso a IGAL se preocupou tanto em enumerar exaustivamente todos os actos administrativos formais relativos aos pedidos escritos do queixoso (que na realidade nada provam de tudo o que se passou…), assim como em enumerar exaustivamente todos os actos administrativos relativos aos licenciamentos de vários vizinhos, os quais a CM da Moita procurou demonstrar estarem conformes com as “Normas Urbanísticas” por ela própria elaboradas e por ela própria geograficamente aplicadas de forma diferenciada, com base em critérios arbitrários e discricionários, que ninguém quer discutir.

E é precisamente aqui que reside a questão. Com este condicionalismo pseudo legal e ilegítimo, facílimo se torna à CM da Moita discriminar arbitrariamente, quer num sentido, quer noutro, entre os munícipes…, conforme as suas próprias conveniências e interesses. E os resultados estão à vista!

Tanto mais que a CM da Moita tem sucessiva e constantemente modificado esses mesmos critérios de ordenamento do território, precisamente em função dos proprietários dos terrenos e de quem mais contrapartidas lhe paga. Basta ver os célebres “PROTOCOLOS”, incluindo em área urbana zonas anteriormente em Reserva Ecológica e colocando a Reserva Ecológica abusiva e gratuitamente, nos terrenos daqueles que nada lhe podem pagar!!!
Quanto a esses “Protocolos”…, a IGAL, no seu relatório, procura descaradamente demonstrar a sua inocuidade…

Começando por descrever alguns deles (apenas os que convinha…), nomeadamente as contrapartidas que trariam à Autarquia (embora à custa da usurpação de direitos legítimos de outros munícipes…), termina concluindo sucessivamente para cada um deles que não produziram (até agora…) quaisquer efeitos e, por isso, serão inatacáveis!

Esquece a IGAL porém, que foram precisamente esses protocolos que determinaram todo o ordenamento do território do Concelho da Moita, constante do Projecto de Revisão do PDM que a Autarquia enviou para homologação do Governo da República.

A IGAL analisou os “Protocolos” que lhe convinha, daí inferindo que nenhum “Protocolo” produziu (até agora…) quaisquer efeitos. Mas por que razão não mencionou a IGAL os “Protocolos” que já produziram efeitos? Que já permitiram a construção de edificações totalmente em contravenção do PDM ainda hoje em vigor?

E, por muita justificação legal que os “contratos administrativos” possam ter, desde que isentos e honestos…, eles não poderão certamente ser celebrados em prejuízo de terceiros, como se tem verificado na Moita!

Não deixa de ser curioso que seja a própria IGAL a afirmar repetidamente que “Aquando da fase de inquérito público do PDM, terá sempre o exponente o direito de defender os seus pontos de vista.” Direito esse que, no entanto, tanto a CM da Moita como a própria IGAL, ao contrário do que afirma, demonstram ostensivamente não aceitar!

No desenrolar de todo o seu incrível relatório, a IGAL, declarando-se incompetente em matéria de ordenamento do território, limita-se a seriar a cronologia das muitas queixas apresentadas, referindo inclusivamente e muito por alto, alguns “blogues” da internet sobre a matéria (que integral e levianamente parece querer atribuir à autoria do signatário…), sempre de forma tendenciosa e sem dar a mínima resposta às questões objectivamente apresentadas pelos reclamantes, como se a única coisa que interessasse fosse o mero formalismo de justificar a actuação prepotente e discricionária da Câmara Municipal da Moita.

Assim, na parte que lhe diz respeito, o signatário mantém integralmente as reclamações que apresentou à Câmara Municipal da Moita em sede de Discussão Pública do Projecto de Revisão do Plano Director Municipal, nomeadamente também por exposições apresentadas nos dias 7, 12 e 15 do mês de Julho do ano de 2005, que aqui considera integralmente reproduzidas.

Américo da Silva Jorge