quarta-feira, julho 15, 2009

Eugénio Menezes Sequeira: Ordenamento e Urbanismo: política, ambiente e corrupção

Aqui:

Estamos a rever novamente todas as questões relacionadas com o Ordenamento do Território, sem rever a Lei de Bases do Ambiente e republicando a Lei de Bases do Ordenamento. De facto revimos já a Reserva Ecológica Nacional (REN), a Reserva Agrícola Nacional (RAN), a Classificação do Solo, propomo-nos rever a Lei dos Solos, estamos em revisão do “Regime Florestal” (chamando a esta revisão Código Florestal, mas revogando a Estratégia Florestal, as Leis do Regime Florestal e mais 24 diplomas legais).

Mais uma vez, quando em Portugal algo funciona mal, geralmente porque não se cumprem as leis, o que se faz não é estudar e emendar o que de errado está no comportamento individual e institucional: o que se faz é alterar a Lei. Isto é, como é apanágio de uma mentalidade escolástica, o que nos importa é a forma e nunca o conteúdo.

Quando a Europa debate uma Directiva Quadro de Protecção do Solo, debate duro e complicado, em Portugal baralham-se as leis, democratizando as decisões arbitrárias como é o caso da RAN e da REN, como é o caso da classificação do solo, passando para as Autarquias o poder de decisão de não cumprir os objectivos da legislação. A capacidade de interpretação do “Relevante Interesse Geral” que abre as portas a todo o género de decisões arbitrárias, o facto das comissões e “Entidades” serem maioritariamente representantes das Obras Públicas, da Economia, dos responsáveis centrais da administração local, dos municípios e dos ministérios interessados, Agricultura e Ambiente.

Quando temos um Governo que se diz Socialista, mas que ficará conhecido na história por decisões gravíssimas na área do Ambiente e da Agricultura, tal como ficaram:
  • A continuação do projecto do Alqueva com a provável degradação dos solos da água do Alentejo sem benefícios agrícolas sustentáveis.
  • A construção da Barragem do Sabor.
  • O Programa Nacional de Barragens com elevado Potencial Hidroeléctrico, com um fortíssimo impacto a longo prazo na conservação dos peixes dos nossos rios (põe em causa o compromisso europeu para salvaguarda da biodiversidade Countdown 2010, http://www.countdown2010.net), destruído zonas de enorme interesse ecológico, e com impactos mal avaliados no incremento da erosão costeira, na emissão de metano, e na riqueza piscícola da costa portuguesa.
  • A alteração do local do novo Aeroporto de Lisboa, com a destruição da nossa melhor zona de produção de hortícolas etc., a destruição de sobreiros, a impermeabilização daqueles solos.
  • A falta de estratégia para o espaço rural, apostando nas grandes obras e na intensificação agrícola, causadora de enormes danos ambientais quando a Europa aposta na Agricultura Racional e amiga do Ambiente, na Agricultura de precisão, na agricultura com protecção integrada, biológica e na agricultura extensiva.

O que mais choca neste Governo PS é apostar na solução imediata e simples dos problemas da crise – emprego vindo das grandes obras, crescimento económico a todo o custo, aumento do emprego (deveria dizer menor desemprego) mesmo que saiba que a médio longo prazo iremos pagar demasiado caro este afã.

O que também choca neste Governo é falar a linguagem da Conservação da Diversidade Biológica, quando sabe sobejamente que as políticas que adoptou só irão agravar o problema. É o doublespeak orwelliano no seu melhor: proclamar a intenção de fazer algo, e realizar justamente o seu oposto.

O que choca é escutar este executivo falar em energias renováveis e cumprimento do protocolo de Quioto, quando em verdade continua a apostar no transporte rodoviário em vez do ferroviário, enquanto continua a apostar na construção de um novo e colossal aeroporto quando se sabe que o número de viagens está e irá continuar a diminuir visto que a internalização dos custos das emissões e o preço do petróleo subirá a prazo.

Por fim o que mais me choca, enquanto cidadão ambientalista e socialista, é o Governo do meu partido continuar a falar de ordenamento do território quando ao manipular a péssima legislação urbanística que temos, sinistra na suas omissões sobre a economia imobiliária, mais não faz do que distribuir mais-valias urbanísticas por quem entende. Vide os PIN, Projectos de Interesse Nacional.

Quando se debate a questão da corrupção em geral e a modalidade mais importante deste fenómeno entre nós não é debatida — a corrupção urbanística —; quando o nosso partido recebe, ou parece ter recebido apoio financeiro de promotores imobiliários; quando as medidas de política continuam em período de crise a fomentar a construção de mais habitação quando muita da que já existe permanece devoluta (e já chega para albergar mais de 2 milhões de portugueses) só nos resta citar uma autora clássica de estudos sobre corrupção:

“A existência de apropriações de rendas [diferenciais urbanísticas] afecta consideravelmente a percepção pública do mercado. Se a distribuição de rendimentos passar a ser vista como uma lotaria na qual os ricos ganhadores são apropriadores de rendas com bons contactos [na Administração Pública], enquanto os pobres e perdedores são todos aqueles que não se apropriam de rendas [por não terem bons contactos], começa a reinar um clima de suspeita generalizada” (A. Kruger 1975, The Political Economy of the Rent-Seeking Society).

A suspeita, a incongruência, justificada ou injustificada das decisões dos nossos e dos outros políticos portugueses estão a destruir a democracia. Reparem que à mulher de César não importa apenas ser séria, importa também que o pareça. O descrédito daqueles que deveriam zelar pelo interesse comum, pela sustentabilidade levará provavelmente a tentações totalitárias e ao descrédito da Democracia.

Repare-se que segundo a Lei de Bases do Ambiente (aprovada por unanimidade da Assembleia da República) “O Ordenamento é um instrumento da política do Ambiente” (artº 27º da Lei 11/87 de 7 de Abril), “é o processo integrado da organização do espaço biofísico tendo como objectivo o uso e a transformação do território, de acordo com as suas capacidades e vocações, e a permanência dos valores de equilíbrio biológico e de estabilidade geológica, numa perspectiva de aumento da sua capacidade de suporte de vida” (artº 5º da mesma Lei).

Ao dedicar determinados espaços para determinados fins (ecossistemas), para conseguir determinados objectivos, o Ordenamento corresponde à tradução espacial das políticas económicas, sociais e ambientais. Considerando que essa decisão (gestão do território) é ética, isto é, que obedece ao corpo de princípios ou valores que governam a sociedade e que distinguem o bem do mal, considerando que as decisões da Sociedade visam a satisfação das necessidades dessa mesma Sociedade e condenam a apropriação privada de bens e de património que são propriedades de todos, o ordenamento do território deve ter como Objectivo a distribuição equitativa da riqueza, portanto, a distribuição das externalidades, quer positivas quer negativas, visando a satisfação das necessidades do homem, agora e no futuro (alínea e) do artº 5º da Lei 48/98 de 11 de Agosto.

Porque hão de alguns arrecadar as mais-valias resultantes de uma valorização da valor do terreno em mais de 100 000% e outros perderem os Serviços ambientais e arrecadarem os riscos (cheias, erosão costeira, desertificação, perda de biodiversidade, destruição da paisagem, etc.).

Então é inaceitável que os Socialistas não encabecem o debate desta questão central do nosso sistema democrático, que se eliminada resolveria muito provavelmente os grandes problemas e a tentação das decisões imediatistas e insustentáveis a que temos assistido.


José Carlos Guinote: Corrupção e urbanismo: desatar o nó

Do número 4 da OPS:

Nenhuma reflexão sobre a ligação entre a corrupção e o urbanismo poderá ser feita sem nos debruçarmos sobre os mecanismos de geração das mais-valias simples e da sua captura e sobre os comportamentos dos agentes promotores das mudanças necessárias para elas se concretizarem. O Estado e os seus agentes desempenham um papel fundamental neste processo. A geração de mais-valias simples é trabalho e mérito absoluto do Estado e proveito total dos privados. No âmbito das suas competências constitucionais em matéria de urbanismo, o Estado toma decisões, sobretudo associadas à classificação e consequente mudança de uso dos solos, que permitem uma valorização brutal dos terrenos por elas abrangidos. Estamos a falar de solos rústicos que são classificados como urbanos sofrendo valorizações de centenas de vezes ou mesmo milhares de vezes o seu valor inicial. É essa valorização que estimula, como já escrevi, “a cada vez maior pressão dos usos urbanos sobre os terrenos rústicos e, em consequência, a pressão dos promotores sobre aqueles que, na Administração, têm o poder para decidir as indispensáveis mudanças de uso. (…)”. (1)

Os agentes das mudanças de uso do solo e os seus comportamentos não podem ser ignorados, em particular os agentes catalizadores e os agentes permissivos. Entre os primeiros identifico aqueles que mais lucram com a especulação imobiliária e a transformação dos terrenos rústicos em terrenos urbanizáveis. É o caso dos bancos, das grandes empresas imobiliárias, dos fundos de investimento, das seguradoras e de instituições dotadas de grande capacidade financeira. A sua capacidade financeira e uma aguda consciência do valor das mais-valias em jogo permitem-lhes actuar a médio e longo prazo pressionando tenaz e demoradamente as decisões da Administração.

Quanto aos agentes permissivos, eles são sobretudo as autarquias e os governos. Quem é que nunca escutou as declarações entusiásticas dos autarcas abrangidos pelos chamados investimentos estruturantes? Tomam a peito a sua função de agentes permissivos e clamam alto e bom som que o desenvolvimento, seja lá isso o que for, pode estar em causa se os processos não avançarem. Na última legislatura viram os seus clamores compensados com a criação dos famigerados PIN (Projectos de Interesse Nacional). A propósito, a crise financeira internacional veio ou não mostrar como não passa de uma miragem um modelo de desenvolvimento local apoiado na promoção imobiliária elitista e nesse tipo de desregulamentação das regras do urbanismo? Os PIN são, apenas e só, o reconhecimento de que o país tem duas políticas urbanísticas para a mesma parte do território: uma para os cidadãos comuns, arrogantemente implacável e restritiva para a mais comezinha melhoria das condições de habitabilidade, e outra para os promotores dotados de elevada capacidade financeira, que permite a ultrapassagem de todas as restrições impostas pelas políticas públicas de conservação da natureza ou pela simples legislação urbanística, tout court.

Da mesma forma, não existe a mais pequena hipótese de se travar a forte relação entre urbanismo e corrupção na sociedade portuguesa se não promovermos as mudanças necessárias no sentido da socialização das mais-valias urbanísticas geradas pelo processo de desenvolvimento urbano. Se não o fizermos continuaremos a ter o enriquecimento ilícito e os crimes urbanísticos, sem qualquer penalização hoje em dia, associados à captura das mais-valias. O nosso modelo de desenvolvimento urbano continuará a ser dominado pelos interesses dos promotores privados, que encaram a cidade como um negócio e os cidadãos apenas e só como consumidores. Assim sendo, continuará a não ser possível articular as políticas urbanísticas com uma política pública de habitação capaz de dar uma resposta efectiva às diferentes necessidades dos diferentes grupos sociais. Continuaremos a ter, a par de uma segregação espacial das populações organizada segundo a sua capacidade financeira, – a expulsão de 300 mil habitantes de Lisboa para a periferia em menos de 30 anos é disso o mais radical testemunho – mais de 700 mil famílias a viverem em condições de alojamento verdadeiramente indignas e um crescente endividamento dos portugueses por força da única forma de acesso à habitação de que dispõem: a sua aquisição com recurso a crédito bancário.

Apenas a socialização das mais-valias urbanísticas permite à Administração controlar o desenvolvimento urbano e promover uma política pública de habitação que materialize os princípios da coesão e da mistura social e que dê resposta ao desígnio constitucional do direito à habitação.

A situação actual alimenta-se de alguns mitos que diversos especialistas defendem, com muito sucesso, junto dos decisores políticos. Um dos mais nefastos é o de que o processo de desenvolvimento urbano é naturalmente deficitário. É este mito juntamente com o álibi do custo zero que legitima depois a entrega aos privados do controlo do desenvolvimento urbano. Naturalmente que o desenvolvimento urbano é deficitário, mas apenas e só porque neste modelo a Administração abdica em favor dos privados da captura e socialização das mais-valias urbanísticas, ficando depois com os encargos a longo prazo que ele acarreta. Na prática, no sistema actual, são os contribuintes que financiam, com os seus impostos, o desenvolvimento urbano, com a cumplicidade do Estado e proveito de alguns happy few.

Voltando à políticas de habitação, devemos referir que a resposta determinada pelo mercado, a de que dispomos desde há décadas, apenas permite responder à procura solvente, aquela com capacidade financeira própria ou capacidade de endividamento, excluindo todas as outras. Esta resposta feita pelo mercado organiza a localização espacial das famílias segundo a sua capacidade económica promovendo guetos de ricos e guetos de pobres, ficando estes cada vez mais afastados do centro das cidades, expulsos para as periferias hipertrofiadas. Compete depois ao Estado, mais uma vez com recurso ao dinheiro dos contribuintes, construir pesadas e sempre insuficientes infraestruturas de transporte que permitam o acesso de centenas de milhar de trabalhadores ao centro da cidade.

A socialização das mais-valias é pois o elemento central da mudança política a levar a cabo para desatar o nó que liga actualmente a corrupção ao urbanismo, garantindo ao mesmo tempo um melhor ordenamento do território e uma vida urbana mais justa, mais democrática, mais plural, com cidades mais humanizadas.
A mudança que defendo resulta da transformação do actual modelo introduzindo as seguintes alterações que aqui refiro de uma forma necessariamente resumida:
  • Todos os espaços rústicos que passem a integrar os perímetros urbanos não devem adquirir o estatuto de solos urbanizáveis. Esse estatuto só lhes será conferido em sede de Plano de Urbanização (PU) ou de Plano de Pormenor (PP), cuja elaboração será exclusivamente pública e decidida pela Administração.
  • Imediatamente após a aprovação de um PP ou PU, as mais-valias urbanísticas geradas devem ser tributadas, criando-se um imposto específico para estas situações que nada tem a ver com o imposto de mais-valias existente. Os Planos Directores Municipais (PDMs) devem incluir cartas de referência com os valores indicativos do imobiliário válidos para todo o território e para toda a Administração. A tributação incidirá sobre a diferença de valor entre o solo urbano e o solo rústico oficialmente fixadas.
  • Aos proprietários abrangidos deve ser dado um prazo não superior a 6 meses para decidirem se participam no processo de desenvolvimento urbano. Findo esse prazo, em caso afirmativo, deverão pagar o imposto de mais-valias urbanísticas e de seguida os custos do desenvolvimento urbano (taxas, custos de realização de infraestruturas, etc.).
  • Em caso negativo a Administração deve obrigatoriamente adquirir os terrenos pelo valor do uso existente antes da aprovação do Plano.
  • O Código das Expropriações deve ser revisto no sentido de consagrar o valor do uso existente como o valor da indemnização.
  • A Política de Habitação deve ter os seus objectivos definidos nos PDMs. Os PUs devem obrigatoriamente incluir um Plano Local de Habitação que deve tratar a habitação no seu sentido mais amplo e não reduzida às questões da habitação social.
  • O Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT) deve ser revisto no sentido de tornar os objectivos de coesão social e de mistura social imperativos deixando de depender da “sensibilização” dos promotores.
Esta mudança política deve ser feita em nome da esquerda, assumindo essa mesma esquerda a capacidade para fazer as mudanças efectivamente transformadoras da sociedade numa direcção progressista e de justiça social. Transformação que tarda para desespero de muitos e proveito de muito poucos.

(1) José Carlos Guinote, "Urbanismo e Corrupção. Mais Valias: Quem as gera e quem as captura", e ainda "Urbanismo e corrupção: as mais-valias e o desenvolvimento urbano", Le Monde Diplomatique - Edição Portuguesa, Agosto 2008.

terça-feira, julho 14, 2009

Máscara para gente que trabalha !


Cole em cartão, recorte os olhos, destaque o nariz e ponha um elástico, para segurar nas orelhas.

Vá para a praia ou para o campo, ou para Cabo Verde, e pense que trabalha...

Urbanismo E Corrupção - Ops nº 4


Imprescindível.



Lançamento da Revista OPS!, número 4, dossier Urbanismo e Corrupção, com Manuel Alegre

O número 4 da OPS! é lançado nesta terça feira, dia 14, 18h30, na livraria Círculo das Letras. Com um dossier dedicado ao tema "Urbanismo e Corrupção", editado por Pedro Bingre, Helena Roseta e Nuno David, este número inclui uma entrevista a Guilherme Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção. Conta ainda com uma extensa reportagem sobre as pistas apontadas por Maria José Morgado em comunicação dada na Universidade Lusófona, à volta do sistema de licenciamento urbanístico e os desastres do urbanismo ilegal. Além do editorial de Manuel Alegre, escrevem neste número Nuno David, Pedro Bingre, Helena Roseta, José Carlos Guinote, Eugénio Sequeira, Pedro Tito de Morais, Luis Novaes Tito, Maria José Gama, Jorge Martins e Leonor Janeiro.
Apresentação dia 14 Julho, terça, 18h30, Livraria Círculo das Letras (Rua Augusto Gil, 15 b), com Manuel Alegre, Pedro Bingre, Nuno David, Fernando Nunes da Silva.

OPS! nas redes sociais

- no facebook, “Ops Opiniao Socialista”, http://pt-pt.facebook.com/people/Ops-Opiniao-Socialista/1700361777

- no Twitter http://twitter.com/OPS_cos.

Vidas



Já viram a paciência?
E que tal a selecção musical?

Pensavam que agora todos os dias era serviço público?
Façam lá o favor de também mandar material.
Já houve tempo em que vocês se mexiam e não ficavam só a ver-nos trabalhar.

domingo, julho 12, 2009

O AVP esteve lá!!!



No grandioso jantar de lançamento da campanha da CDU.

O shõr presidente, trabalhador sorridente, o doutor emplastro e os candidatos às juntas [correcção) mais a miúda com a saia às cores e joelhinhos de fora que parece que também é candidata.

Valham-nos as vaquinhas de quatro patas....

A ver as carrinhas passar...

Estaleiro permanente



Até podem dizer que não pode ser de outra maneira.
Mas a verdade é que nas zonas húmidas que existem a norte da estrada nacional, nas antigas zonas alagadiças das margens do Tejo, quase não há palmo que não esteja a ser esburacado, entulhado, coberto com estaleiros ou outras utilizações que destroem completamente o pouco que resta de vegetação natural, perturbam a função de drenagem destes solos e tornam tudo uma horrorosa paisagem de estaleiro permanente da Moita até Alhos vedros.
Neste caso são os contentores, vulgo monoblocos, da Ferrovial.

Ainda se fosse dos empreiteiros...

Do site do Diário de Notícias:

«Partidos encobrem "podres" dos banqueiros
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje em Peniche outros partidos políticos de encobrirem as práticas dos banqueiros por dependerem deles para as suas campanhas eleitorais quando falam das pequenas e médias empresas.»

Este país anda perigoso

No blogue Injustiças da Justiça.

sábado, julho 11, 2009

O AVP Musical de volta

De volta ao cu de Judas em que transformaram Alhos Vedros

Não percebo se é lixeira a céu aberto, se deserto, se um buraco sem fim, se tudo, se apenas o deixa-andar que esta gente assina de cruz sem ver.

Liliana Campos na GQ

Para desanuviar o olhar.Está boa, muito boa - Playboy, envergonha-te por não teres convencido esta miúda a mostrar o bocadinho que falta - e prova que não há nexexidade de se gastar muito dinheiro em roupinha.

Já agora, ófaxavor de me acorrentarem?

Gente que trabalha para depois demolir




Será que não há a mínima vergonha destes senhores estarem a apresentar como obra aquilo que não passa da demolição do que antes fizeram?

Os fora-de-portas da campanha

Já temos uma colheita dos três candidatos com aparentes melhores meios de campanha.

Pelo lado da CDU temos a dupla imparável dos aposentados sorridentes - pudera, pudera - notando-se uma subtil diferença na dimensão da dupla presidencial.
Para quem já os viu ao vivo, em matéria de cabeçorras não me parece existir a disparidade que o cartaz transmite.


Quanto ao PS ganha-se humildade em relação à última campanha, mas falta algo. O slogan é demasiado vago. Vamos fazer? O quê?
Eu cá já prefiro mesmo é que não façam mais asneira. Antes paradinhos.


O caso do PSD é mais interessante, porque o camarada Nascimento está um bocado de braços caídos, o que é mau presságio.
Também aquela ideia de ir colocar os fora-de-portas, mesmo fora de portas, ali por bandas dos Fidalguinhos em terrenos que julgo serem tecnicamente já do município barreirense.

quinta-feira, julho 09, 2009

Não te cuides, esteiro...


... e a malta que diz que trabalha e faz ainda te entulha todo!

Para que conste

Não é por causa das amizades que possam haver e da tentação de uns canapés oferecidos.
É mesmo porque dá a ideia de deslumbramento - não propriamente ingenuidade, que ele já não idade para isso - que o António Chora merece levar uns belos calduços no caçhaco.
Não mediu as consequências?
Um tipo que anda nisto há tanto tempo?
É preciso uma fita métrica.
Agora é tarde e é assim que se perde um capital de credibilidade tão necessário para a borrasca que anda pela Autoeuropa.

Gente que obra e não limpa o... entulho

quarta-feira, julho 08, 2009

Os Aposentados!


Isto é a mais absoluta falta de vergonha.
Estes dois senhores reformaram-se há quatro anos, à entrada para este mandato que está a acabar.
Fizeram-no às escondidas do eleitorado, um ainda antes de completar 50 anos com mais de 3000 euros de reforma e o outro antes dos 60 com quase outro tanto. Falhou um bocadinho, mas compensou isso continuando a ir aos eventos da escola onde dava aulas.

Se quisessem trabalhar não andavam com o traseiro a roçar-se pelas cadeiras dos gabinetes, em reuniões da treta, alimentado-se das benesses que os cargos políticos dão nestas terreolas do desterro que eles têm feito por destruir.

Trabalho sabem mal o que é.
Ou então a obra feita é como o dique, obra tão cara ao senhor Gonçalves, que agora custa uma fortuna a demolir.
Ou é o Parque Temático que o senhor Lobo anunciou aos quatro ventos que estaria pronto a meio do mandato que acabou.

A verdade é que estes dois senhores não gostam de trabalhar.
Gostam de dizer que trabalham.
gostam que coloquem as suas carinhas larocas em cartazes e painéis grandes como se alguém achasse que é verdade o que lá se diz.
O que gostam é de passear.
O shôr Presidente então pela-se por ir a Cabo Verde, com a desculpa de não sei o quê geminado e o Tarrafal. Vai sempre em meses de frio por cá que é para amornar os pézinhos.
Ou então vai passear pelas Cidades Taurinas.
Já o outro, o presidente mineral, chega-lhe coisa mais modesta que o homem não é beto-comuna e é de gostos mais locais.
Chegam uns comes e uns bebes.

Fizessemos a contabilidade das promessas de há quatro anos e teríamos escassa lista, tudo obra adiada por causa do Poder Central ou feita em calendário agradável pela Simarsul.

O que sobra: entulho por todo o lado, camionetas da câmara em excesso de velocidade depois das almoçaradas, a entrar a rasgar em tudo o que é rotunda e muita falta de vergonha.

O concelho está melhor do que há quatro anos?
Não, mas já ninguém se rala.
Isto é para queimar, raios partam o Verão que anda muito húmido.

O caos na Rua Vasco da Gama


Estas fotos foram recolhidas e enviadas por alguém que hoje andou a fazer o levantamento de toda a porcaria que anda a ser deitada para qualquer terreno aberto que exista entre a Moita e Alhos Vedros, em especial à entrada de Alhos Vedros, defronte das Morçoas, junto à vala real.
As queixas dos moradores são mais do que muitas e não há desculpas para o estaleiro a céu aberto, sem qualquer sinalização ou limitação, com o lixo e a poeira a voarem pelo ar.
Até há pouco tempo era zona de passagem de crianças e jovens para a Escola, mas isso não impede que exista todo o tipo de material abandonado, buracos sem qualquer protecção para quedas, tudo por ali ao desmando.
O desvio do trânsito é feito sem sinalização ou fiscalização, com a aceleração a ser a regra básica numa rua em que grande parte do trajecto quase não tem passeios.
Os telefonemas para a câmara não são poucos, mas ninguém liga, ninguém faz nada, num total desrespeito pelas queixas dos munícipes.
A junta de freguesia já sabemos que não existe, apenas servindo para enfeitar o currículo de algumas e alguns.
Podem dizer que é em nome do desenvolvimento e progresso, mas seria difícil delimitar as zonas de estaleiro, fiscalizar o depósito de detritos e materiais ou sinalizar devidamente o desvio e o trajecto?

terça-feira, julho 07, 2009

Prazeres juvenis



Custam 3 euros, são da Panini-Brasil e têm muito mais páginas que os americanos e ingleses que são bem mais caros.
por vezes as páginas vêm coladas por causa do tempo que ficaram a vegetar nos armazéns de sobras do lado de lá do Atlântico, mas é só por causa da tinta.

Proposta pré-eleitoral

Depois de saber toda a gente que anda a colar ao Bloco neste período pré-eleitoral - o resultado das europeias a rondar os 20% no concelho foi histórico - e tendo conhecimento que o camarada Luís Nascimento tem apostado sucessivamente nas pilecas erradas no interior do PSD, acho que a melhor ideia mesmo era o Raminhos convidá-lo para nº 2 da lista do BE.

Para já o camarada Luís é de esquerda e só tem vergonha em admiti-lo. Diz que é de direita porque gosta de usar fato e gravata de vez em quando.
Em seguida, o Bloco já tem lá tanta gente e de tão desvairadas origens, que nada seria de espantar o acolhimento de um laranjinha simpático.

E esta aliança impediria o PSD de ficar com 5-6% dos votos no concelho, só acima do CDS e do MRPP e era capaz de levar o Bloco para os 25-30% e tornar a disputa pela câmara moiteira muito divertida.

Penso eu.

Novo logotipo do PS

Pinho Rules

domingo, julho 05, 2009

A Destruição duma Obra Faraónica moiteira II


Agora com legendas em português, para que se entenda na realidade o que foi e está a ser feito.
Onde se lê "Às Malvas",
deveria ler-se "À Merda"...

sexta-feira, julho 03, 2009

A Destruição duma Obra Faraónica moiteira


Milhões de contos para a construir, milhões de euros para a destruir.

Assim se vê a força do moiteiro, PC !

"Sustância" Blogueira Faraónica


Como o prometido é devido, aqui vai a crítica ao Blogue, "Faraónico Riba tejo"


Foi uma agradável surpresa, porque ao que me parece não tem uma vertente ideológica definida.

Os temas são vários e importantes como é o caso deste especificamente, sobre o despesismo da CMM em boletins que são na verdade boletins do regime e apologistas das obras faraónicas moiteiras.

As parecenças entre o Sócretinismo nacional e o Lobismo local são muito reais e os pontos de convergência dos dois regimes são também muito próximos. Ambos são uns mãos largas em questões de imagem, mas ambos têm pouca "sustância", embora ambos subsistam apenas pela imagem que aparentam...

O povo que não vota, talvez agora se aperceba que a imagem e a aparência são apenas formas desta gentinha continuar a viver à custa de nós todos e quiça comece a ponderar em votar em pessoas que apesar de não terem uma imagem tão "metro", talvez mereçam mais o nosso voto.

Finalizo com uma expressão cristã:

Vão de "metro" satanases !

...ou de bicicleta, chega de andarem de carro com motorista !

PS. Parece que a hiperligação ao título, não está funcional...

Manuel Pinho, o chifrudo...



Será que o homem é da Moita e não sabíamos?