Anuncia-se para brevemente um novo texto polémico do nosso colaborador Rolão Preto, motivado pela leitura do programa de festas da Mpita deste mês de Maio.
Com tantos concursos de sevilhanas, colóquios sobre tauromaquia e afins, Roldão Preto propõe que, em vez da secessão de Alhos Vedros defendida por Manuel Pedro ou da restauração do tradicional concelho de Alhos Vedros (apoiada por António da Costa e a generalidade dos nossos apoiantes e colaboradores), a Moita devia passar a pertencer a Espanha por troca com Olivença, que é nossa.
A coisa promete.
domingo, maio 09, 2004
sábado, maio 08, 2004
Pobres avezinhas
Agora que já vimos o resultado escultórico final que decora a nova rotunda junto ao Modelo da Moita (com o título de "As Aves"), já nos arrependemos de lhe termos atribuído apenas o 3º lugar nos melhores lugares para urinar (e não só) em público na Moita.
Atendendo à qualidade estéctica do monumento - que chega ao ponto de já vir aparentemente com o verdete da antiguidade incorporado - consideramos que daria boa luta à Praça de Toiros na disputa pelo 1º lugar.
Atendendo à qualidade estéctica do monumento - que chega ao ponto de já vir aparentemente com o verdete da antiguidade incorporado - consideramos que daria boa luta à Praça de Toiros na disputa pelo 1º lugar.
O Imposto Taurino e as tradições moiteiras
Como já referimos, o texto do nosso colaborador Manuel Pedro, publicado no jornal O Rio sobre "O Imposto Taurino" provocou grande celeuma e agitação pró e contra.
Em seguida apresentamos um dos textos pró, da autoria de um outro colaborador nosso - o António da Costa - que foi enviado para o jornal em causa mas que ainda não mereceu qualquer resposta ou publicação. Por isso, divulgamo-lo desde já.
Da Tauromaquia na Moita ou a Invenção da Tradição
A leitura do texto do vosso colaborador Manuel Pedro sobre o peso da tradição tauromáquica na Moita e sobre a possibilidade, a meio-caminho entre a seriedade irónica e a paródia séria, de criação de um imposto taurino, trouxe-me à memória uma das teses mais interessantes do historiador inglês Eric Hobsbawn.
Na obra The Invention of Tradition (Cambridge University Press, 1983), Hobsbawn e os outros colaboradores do volume analisam com profundidade o fenómeno conhecido por “tradição” e os processos pelo qual ele é criado ou, em grande parte das situações, forjado. Aquilo que muita vezes se apresenta como tradição identitária de uma região ou grupo humano não passa, afinal, de uma “tradição inventada”, quantas vezes em períodos bem recentes e historicamente bem definidos, e que ao ganhar crescente popularidade por razões conjunturais se vai tomando como uma prática comum de raízes imemoriais ou, no mínimo, seculares.
Vem isto a propósito da pretensa tradição tauromáquica da Moita.
Analisemos a questão com alguma atenção, esquecendo aquelas mitologias que radicam as tradições tauromáquicas lusas nas lutas com touros existentes na antiga ilha de Creta, porque essa é uma linhagem dificilmente demonstrável sem boa dose de imaginação e fantasia.
Em primeiro lugar, a tradição moderna, ou contemporânea, da tourada, tal como a conhecemos, em Portugal – a agora chamada “tourada à antiga portuguesa” – é uma diversão que vê os seus contornos definidos ao longo do século XVIII no contexto das formas de lazer do barroco tardio nacional, com destaque para os reinados de D. João V e D. José. Em praças com estruturas improvisadas e temporárias, as touradas tornam-se divertimento popular e aristocrático em simultâneo, beneficiando das atenções da Família Real quando têm lugar em Lisboa, particularmente defronte do Paço da Ribeira, antes do terramoto de 1755.
Em segundo lugar, as tradições populares locais de ligação de determinadas povoações a manifestações tauromáquicas, mesmo que com episódicas origens anteriores, só se vão cristalizando nos séculos XIX e XX, em contextos regionais relativamente circunscritos ao Ribatejo e a algumas zonas raianas do Alentejo. As “largadas” de touros vão-se tornando populares em momentos de festa, especialmente no Verão, quando as festividades estivais relacionadas com as colheitas se aliam aos festejos católicos evocativos de um(a) ou outro(a) padroeiro(a).
Ora bem, neste contexto, a tradição tauromáquica da Moita dita “do Ribatejo”, por conveniência e necessidade de distinção onomástica de outras Moitas algures, é um exemplo claro de uma tradição inventada para reforçar traços de identidade de uma localidade, de outra forma, sem particulares pergaminhos históricos.
Recordemos que a localidade da Moita é elevada a vila na sequência de um imbróglio legal com os privilégios e mercês de D. Francisco de Távora, sendo os seus limites e prorrogativas definidos na sequência de irregularidades várias que suscitaram à época acesa polémica (consulte-se a documentação constante na obra Moita – Vila há 300 anos publicada pela CMM, para comprovar o que se afirma). Então, como durante os 150 anos seguintes, a Moita era uma localidade de importância reduzida que, só pelas circunstâncias referidas, se emancipou do concelho de Alhos Vedros, com população e recursos escassos. O poder da Moita e os esforços para a criação de uma identidade própria só ganham verdadeira dimensão numa segunda fase do regime liberal, nas últimas décadas do século XIX, quando os rearranjos dos limites municipais são feitos ao sabor das conveniências eleitorais dos partidos do chamado Rotativismo e o mapa dos concelhos é delineado com base no interesse dos caciques locais.
No século XX, em especial durante o Estado Novo, a Moita consolida a mitologia da sua pretensa tradição ancestral. Esse é um período em que, um pouco por todo o país, a “tradição” é (re)inventada, tão ao gosto da ideologia salazarista que produziu a Exposição do Mundo Português. Todo o país é recoberto de pelourinhos, tristes simulacros dos genuínos, medievais ou manuelinos (como o de Alhos Vedros). A Moita ganha então o seu pelourinho, arrogando-se de um símbolo de um poder municipal sem verdadeira tradição.
É altura da fixação dos brasões municipais, da construção das obras emblemáticas das aldeias e vilas, que se pretendem as mais portuguesas de Portugal. Rasgam-se novas artérias, erguem-se as edificações mais representativas do período.
Na Moita, é o tempo da renovação da chamada “Avenida” (é mais uma alameda, mas...) a subir para o seu ponto alto – a Praça de Touros !!!
Outras terras organizam as suas artérias em função dos Paços do Concelho, da Igreja Matriz, do Tribunal. Alhos Vedros, por imposição urbanística do ilustre Presidente da Câmara moitense Vitor de Sousa viu a sua nova Avenida Bela Rosa travada e fechada pela Escola Primária. Pelo menos, e apesar de tudo, esse é um símbolo da Educação.
A Moita não ! Escolheu para topo da sua artéria mais representativa desses tempos uma Praça de Touros e arregimentou-se ao lote das terras que se arrogam de tradições tauromáquicas, sublinhando o facto de ser Moita “do Ribatejo”. A explicação da origem de tal topónimo é mais do que nebulosa. A linhagem no velho concelho ou terra do “Riba-Tejo”, dos séculos XII e XIII, é mais do que difícil, porque então a Moita era um aglomerado com meia dúzia de casotas e quintas. A ligação ao actual Ribatejo, e às tradições taurinas, é o exemplo mais acabado de uma tradição inventada, sem qualquer fundamentação razoável.
A tradição taurina da Moita é um gosto relativamente recente e, mais do que identidade, é como um desejo de ser outra coisa, diferente do que aquilo que se é. Se terras próximas, como a Aldeia Galega/Montijo ou até Alcochete tiveram durante muito tempo uma importante componente económica na pecuária, na criação de gado, que as liga um pouco aos costumes das planícies e lezírias do Tejo mais a montante, a Moita não é recordada por tal actividade.
Por outro lado, gostava de conhecer a fundamentação documental da antiguidade de tal tradição taurina que justifique o empenho que agora se demonstra na promoção e apoio a esta actividade, desde o poder autárquico (longe vão os tempos em que as touradas eram tidas como manifestações de conservadorismo reaccionário pela inteligentsia de esquerda) à imprensa local (vejam-se os frequentes encómios a qualquer iniciativa tauromáquica no Jornal da Moita ou mesmo a declaração de intenções manifestada em editorial recente de O Rio).
Não tenho nada contra a promoção da tauromaquia como ex-libris da Moita, mas com a condição de que esse é um símbolo da Moita, e não do seu concelho (terras com história bem mais antiga como Alhos Vedros ou o Barreiro, que pertenceram longamente à mesma unidade administrativa, não recordam tal passado). E, para finalizar, que essa promoção não seja feita à custa do forjar de uma memória histórica inexistente ou, pelo menos, bem diversa da que se pretende apresentar como legitimadora da tauromaquia como actividade maior do concelho, o qual é um todo e não apenas uma parte, mesmo que transitoriamente a sua sede.
António da Costa, Abril de 2004
Em seguida apresentamos um dos textos pró, da autoria de um outro colaborador nosso - o António da Costa - que foi enviado para o jornal em causa mas que ainda não mereceu qualquer resposta ou publicação. Por isso, divulgamo-lo desde já.
Da Tauromaquia na Moita ou a Invenção da Tradição
A leitura do texto do vosso colaborador Manuel Pedro sobre o peso da tradição tauromáquica na Moita e sobre a possibilidade, a meio-caminho entre a seriedade irónica e a paródia séria, de criação de um imposto taurino, trouxe-me à memória uma das teses mais interessantes do historiador inglês Eric Hobsbawn.
Na obra The Invention of Tradition (Cambridge University Press, 1983), Hobsbawn e os outros colaboradores do volume analisam com profundidade o fenómeno conhecido por “tradição” e os processos pelo qual ele é criado ou, em grande parte das situações, forjado. Aquilo que muita vezes se apresenta como tradição identitária de uma região ou grupo humano não passa, afinal, de uma “tradição inventada”, quantas vezes em períodos bem recentes e historicamente bem definidos, e que ao ganhar crescente popularidade por razões conjunturais se vai tomando como uma prática comum de raízes imemoriais ou, no mínimo, seculares.
Vem isto a propósito da pretensa tradição tauromáquica da Moita.
Analisemos a questão com alguma atenção, esquecendo aquelas mitologias que radicam as tradições tauromáquicas lusas nas lutas com touros existentes na antiga ilha de Creta, porque essa é uma linhagem dificilmente demonstrável sem boa dose de imaginação e fantasia.
Em primeiro lugar, a tradição moderna, ou contemporânea, da tourada, tal como a conhecemos, em Portugal – a agora chamada “tourada à antiga portuguesa” – é uma diversão que vê os seus contornos definidos ao longo do século XVIII no contexto das formas de lazer do barroco tardio nacional, com destaque para os reinados de D. João V e D. José. Em praças com estruturas improvisadas e temporárias, as touradas tornam-se divertimento popular e aristocrático em simultâneo, beneficiando das atenções da Família Real quando têm lugar em Lisboa, particularmente defronte do Paço da Ribeira, antes do terramoto de 1755.
Em segundo lugar, as tradições populares locais de ligação de determinadas povoações a manifestações tauromáquicas, mesmo que com episódicas origens anteriores, só se vão cristalizando nos séculos XIX e XX, em contextos regionais relativamente circunscritos ao Ribatejo e a algumas zonas raianas do Alentejo. As “largadas” de touros vão-se tornando populares em momentos de festa, especialmente no Verão, quando as festividades estivais relacionadas com as colheitas se aliam aos festejos católicos evocativos de um(a) ou outro(a) padroeiro(a).
Ora bem, neste contexto, a tradição tauromáquica da Moita dita “do Ribatejo”, por conveniência e necessidade de distinção onomástica de outras Moitas algures, é um exemplo claro de uma tradição inventada para reforçar traços de identidade de uma localidade, de outra forma, sem particulares pergaminhos históricos.
Recordemos que a localidade da Moita é elevada a vila na sequência de um imbróglio legal com os privilégios e mercês de D. Francisco de Távora, sendo os seus limites e prorrogativas definidos na sequência de irregularidades várias que suscitaram à época acesa polémica (consulte-se a documentação constante na obra Moita – Vila há 300 anos publicada pela CMM, para comprovar o que se afirma). Então, como durante os 150 anos seguintes, a Moita era uma localidade de importância reduzida que, só pelas circunstâncias referidas, se emancipou do concelho de Alhos Vedros, com população e recursos escassos. O poder da Moita e os esforços para a criação de uma identidade própria só ganham verdadeira dimensão numa segunda fase do regime liberal, nas últimas décadas do século XIX, quando os rearranjos dos limites municipais são feitos ao sabor das conveniências eleitorais dos partidos do chamado Rotativismo e o mapa dos concelhos é delineado com base no interesse dos caciques locais.
No século XX, em especial durante o Estado Novo, a Moita consolida a mitologia da sua pretensa tradição ancestral. Esse é um período em que, um pouco por todo o país, a “tradição” é (re)inventada, tão ao gosto da ideologia salazarista que produziu a Exposição do Mundo Português. Todo o país é recoberto de pelourinhos, tristes simulacros dos genuínos, medievais ou manuelinos (como o de Alhos Vedros). A Moita ganha então o seu pelourinho, arrogando-se de um símbolo de um poder municipal sem verdadeira tradição.
É altura da fixação dos brasões municipais, da construção das obras emblemáticas das aldeias e vilas, que se pretendem as mais portuguesas de Portugal. Rasgam-se novas artérias, erguem-se as edificações mais representativas do período.
Na Moita, é o tempo da renovação da chamada “Avenida” (é mais uma alameda, mas...) a subir para o seu ponto alto – a Praça de Touros !!!
Outras terras organizam as suas artérias em função dos Paços do Concelho, da Igreja Matriz, do Tribunal. Alhos Vedros, por imposição urbanística do ilustre Presidente da Câmara moitense Vitor de Sousa viu a sua nova Avenida Bela Rosa travada e fechada pela Escola Primária. Pelo menos, e apesar de tudo, esse é um símbolo da Educação.
A Moita não ! Escolheu para topo da sua artéria mais representativa desses tempos uma Praça de Touros e arregimentou-se ao lote das terras que se arrogam de tradições tauromáquicas, sublinhando o facto de ser Moita “do Ribatejo”. A explicação da origem de tal topónimo é mais do que nebulosa. A linhagem no velho concelho ou terra do “Riba-Tejo”, dos séculos XII e XIII, é mais do que difícil, porque então a Moita era um aglomerado com meia dúzia de casotas e quintas. A ligação ao actual Ribatejo, e às tradições taurinas, é o exemplo mais acabado de uma tradição inventada, sem qualquer fundamentação razoável.
A tradição taurina da Moita é um gosto relativamente recente e, mais do que identidade, é como um desejo de ser outra coisa, diferente do que aquilo que se é. Se terras próximas, como a Aldeia Galega/Montijo ou até Alcochete tiveram durante muito tempo uma importante componente económica na pecuária, na criação de gado, que as liga um pouco aos costumes das planícies e lezírias do Tejo mais a montante, a Moita não é recordada por tal actividade.
Por outro lado, gostava de conhecer a fundamentação documental da antiguidade de tal tradição taurina que justifique o empenho que agora se demonstra na promoção e apoio a esta actividade, desde o poder autárquico (longe vão os tempos em que as touradas eram tidas como manifestações de conservadorismo reaccionário pela inteligentsia de esquerda) à imprensa local (vejam-se os frequentes encómios a qualquer iniciativa tauromáquica no Jornal da Moita ou mesmo a declaração de intenções manifestada em editorial recente de O Rio).
Não tenho nada contra a promoção da tauromaquia como ex-libris da Moita, mas com a condição de que esse é um símbolo da Moita, e não do seu concelho (terras com história bem mais antiga como Alhos Vedros ou o Barreiro, que pertenceram longamente à mesma unidade administrativa, não recordam tal passado). E, para finalizar, que essa promoção não seja feita à custa do forjar de uma memória histórica inexistente ou, pelo menos, bem diversa da que se pretende apresentar como legitimadora da tauromaquia como actividade maior do concelho, o qual é um todo e não apenas uma parte, mesmo que transitoriamente a sua sede.
António da Costa, Abril de 2004
sexta-feira, maio 07, 2004
Proposta inovadora e muito útil
Vimos por este meio sugerir à CMM a criação da carreira de “Fiscal dos Detritos”.
Seria função destes profissionais, a fiscalização das situações em que, sem qualquer autorização e de modo claramente ilegal, são lançados detritos (entulhos de obras, principalmente) à beira das estradas e em terrenos particulares, chegando mesmo a desrespeitar vedações.
Em Alhos Vedros, foi prática habitual no caminha para o chamado “Cais Novo”, mas agora é hábito espalhado por todo o concelho, com destaque para estradas que atravessam zonas rurais.
A criação deste cargo teria obrigatoriamente vantagens.
Se funcionasse, seriam apanhados os responsáveis e aplicadas coimas, criadas para o efeito, que desencorajariam posteriores actos semelhantes.
Se não funcionasse, sempre se abriria uma nova carreira para a corrupção nos serviços camarários de fiscalização, que pudesse ombrear com os que têm por missão fiscalizar as obras no concelho, em especial aqueles senhores que fingem tão bem verificar se os novos prédios de apartamentos, moradias e vivendas estão de acordo com os projectos, ou mesmo os que são responsáveis pelo licenciamento dessas mesmas obras em prazo célere, quando dá jeito a construtores e promotores imobiliários “generosos”.
Seria função destes profissionais, a fiscalização das situações em que, sem qualquer autorização e de modo claramente ilegal, são lançados detritos (entulhos de obras, principalmente) à beira das estradas e em terrenos particulares, chegando mesmo a desrespeitar vedações.
Em Alhos Vedros, foi prática habitual no caminha para o chamado “Cais Novo”, mas agora é hábito espalhado por todo o concelho, com destaque para estradas que atravessam zonas rurais.
A criação deste cargo teria obrigatoriamente vantagens.
Se funcionasse, seriam apanhados os responsáveis e aplicadas coimas, criadas para o efeito, que desencorajariam posteriores actos semelhantes.
Se não funcionasse, sempre se abriria uma nova carreira para a corrupção nos serviços camarários de fiscalização, que pudesse ombrear com os que têm por missão fiscalizar as obras no concelho, em especial aqueles senhores que fingem tão bem verificar se os novos prédios de apartamentos, moradias e vivendas estão de acordo com os projectos, ou mesmo os que são responsáveis pelo licenciamento dessas mesmas obras em prazo célere, quando dá jeito a construtores e promotores imobiliários “generosos”.
quarta-feira, abril 28, 2004
Moita Online
Há uns tempos afirmámos que o site Moita Online ia desaparecer.
Qual não é o nosso espanto quando na Exame Informática do mês de Maio, na rubrica “Selecção Nacional” nos aparece o destaque do site Moita Online.
O novo endereço dá-nos acesso ao novo Moita Online.
Não sei se a coisa melhorou em relação ao outro.
Qual não é o nosso espanto quando na Exame Informática do mês de Maio, na rubrica “Selecção Nacional” nos aparece o destaque do site Moita Online.
O novo endereço dá-nos acesso ao novo Moita Online.
Não sei se a coisa melhorou em relação ao outro.
terça-feira, abril 27, 2004
Top 10 - Finalmente, o epílogo
Após longo interregno, aqui ficam os 3 locais “must” para fazer as chamadas “necessidades” na Moita:
3º lugar – A nova rotunda moiteira junto ao Modelo
Este local fez uma entrada directa para o topo nas últimas semanas, quando se verificou o arranque das obras para a construção do que se supõe ser uma escultura na rotunda que fica junto ao Modelo da Moita, no sentido de quem vai para o Carvalhinho ou para os acessos à Ponte Vasco da Gama.
Perto dela já existe uma outra coisa, a que por comodidade podemos chamar rotunda, mas que não passa de uma forma difícil de definir com umas oliveiras no meio.
Agora esta rotunda tem direito a arte – arte moiteira – e por isso mesmo merece que nos detenhamos no local e lá deixemos a nossa marca. De dia, é complicado, tanto por causa do movimento dos automóveis como pela concentração de pseudo-trabalhadores no local. Como qualquer obra nacional, cujas virtudes são potenciadas na Moita, encontramos nela uma dúzia de basbaques, dos quais 8 mandam trabalhar, 3 só estão de visita e 1 (africano ou de uma qualquer nação de Leste) é que trabalha a sério.
A última vez que lá passámos em horas mais calmas, verificámos o bom arejamento do local e a boa área para evacuar que existe naquilo que parece ser o pedestal da obra. Recomendamos, portanto, esta nova rotunda de que ainda não sabemos o nome como um local a explorar com maior profundidade quando a “obra” estiver acabada.
2º lugar – Edifício da Câmara Municipal da Moita
Como todos deviam calcular, este é um local que não podia faltar nesta lista. As explicações são praticamente desnecessárias, pelo que apenas vamos recomendar que, a fazer qualquer coisa, se faça no interior e não no exterior, pois é um ambiente muito mais calmo e repousado que qualquer outro no concelho, em particular no horário do expediente. Entre as 9 e as 17 horas, é um sossego absoluto, pois até as moscas se movem ao ritmo de funcionário municipal autárquico moiteiro, ou seja, pura e simplesmente não se movem a não ser que seja para o sacramental cafezinho das 10 (das11, das 12, do pós-almoço, das 15 e das 16) no café em frente (Fragata, Caravela, ou o raio lá que se chama) ou então para receber um incentivozinho de munícipe com necessidade de acelerar (!!!) qualquer processo pendente.
1º lugar – PRAÇA DE TOIROS DA MOITA
Pois claro, o local mais apropriado para depositar qualquer tipo de dejecto humano em todo o concelho da Moita é a sua praça de touros, símbolo por excelência das “tradições” tauromáquicas moiteiras. Longe vão os tempos em que as arcadas eram local abrigado dos olhares indiscretos, antes daquele redondel de blocos de apartamentos de gosto e qualidade mais que duvidosos, mas só o significado de uma pessoa defecar ou mictar ali faz esquecer os mirones curiosos das donas de casa e criancinhas ranhosas que se acumulam em redor.
É que fazê-lo aqui é toda uma atitude de desafio ao rançoso orgulho moiteiro e à sua expressão mais acabada: a pseudo-coragem dos moiteiros em juntarem-se em turba para enfrentarem touros com pouco mais para se defenderem do que um par de cornos, coisa que na Moita existe na ordem dos milhares e bem mais afiados dos que os bovinos lidados nas touradas estivais do Estio (bonita tirada esta, einh?).
3º lugar – A nova rotunda moiteira junto ao Modelo
Este local fez uma entrada directa para o topo nas últimas semanas, quando se verificou o arranque das obras para a construção do que se supõe ser uma escultura na rotunda que fica junto ao Modelo da Moita, no sentido de quem vai para o Carvalhinho ou para os acessos à Ponte Vasco da Gama.
Perto dela já existe uma outra coisa, a que por comodidade podemos chamar rotunda, mas que não passa de uma forma difícil de definir com umas oliveiras no meio.
Agora esta rotunda tem direito a arte – arte moiteira – e por isso mesmo merece que nos detenhamos no local e lá deixemos a nossa marca. De dia, é complicado, tanto por causa do movimento dos automóveis como pela concentração de pseudo-trabalhadores no local. Como qualquer obra nacional, cujas virtudes são potenciadas na Moita, encontramos nela uma dúzia de basbaques, dos quais 8 mandam trabalhar, 3 só estão de visita e 1 (africano ou de uma qualquer nação de Leste) é que trabalha a sério.
A última vez que lá passámos em horas mais calmas, verificámos o bom arejamento do local e a boa área para evacuar que existe naquilo que parece ser o pedestal da obra. Recomendamos, portanto, esta nova rotunda de que ainda não sabemos o nome como um local a explorar com maior profundidade quando a “obra” estiver acabada.
2º lugar – Edifício da Câmara Municipal da Moita
Como todos deviam calcular, este é um local que não podia faltar nesta lista. As explicações são praticamente desnecessárias, pelo que apenas vamos recomendar que, a fazer qualquer coisa, se faça no interior e não no exterior, pois é um ambiente muito mais calmo e repousado que qualquer outro no concelho, em particular no horário do expediente. Entre as 9 e as 17 horas, é um sossego absoluto, pois até as moscas se movem ao ritmo de funcionário municipal autárquico moiteiro, ou seja, pura e simplesmente não se movem a não ser que seja para o sacramental cafezinho das 10 (das11, das 12, do pós-almoço, das 15 e das 16) no café em frente (Fragata, Caravela, ou o raio lá que se chama) ou então para receber um incentivozinho de munícipe com necessidade de acelerar (!!!) qualquer processo pendente.
1º lugar – PRAÇA DE TOIROS DA MOITA
Pois claro, o local mais apropriado para depositar qualquer tipo de dejecto humano em todo o concelho da Moita é a sua praça de touros, símbolo por excelência das “tradições” tauromáquicas moiteiras. Longe vão os tempos em que as arcadas eram local abrigado dos olhares indiscretos, antes daquele redondel de blocos de apartamentos de gosto e qualidade mais que duvidosos, mas só o significado de uma pessoa defecar ou mictar ali faz esquecer os mirones curiosos das donas de casa e criancinhas ranhosas que se acumulam em redor.
É que fazê-lo aqui é toda uma atitude de desafio ao rançoso orgulho moiteiro e à sua expressão mais acabada: a pseudo-coragem dos moiteiros em juntarem-se em turba para enfrentarem touros com pouco mais para se defenderem do que um par de cornos, coisa que na Moita existe na ordem dos milhares e bem mais afiados dos que os bovinos lidados nas touradas estivais do Estio (bonita tirada esta, einh?).
sexta-feira, abril 23, 2004
A cada um o seu 24, desculpem, 25 de Abril
Embora tenhamos afirmado anteriormente que o nosso intuito não é polemizar indefinidamente com o nosso leitor Titta Maurício, somos obrigados a fazer mais umas referências a seu propósito.
Com alguma frequência, TN tem a simpatia de nos mandar umas propostas de consulta ao Diário Digital, onde, pelo vistos, mantém colaboração.
Até ao momento, nunca nos tínhamos dado ao trabalho, por termos mais que fazer e não ser nosso objectivo comentar textos ou situações não directamente relacionados com os propósitos deste blog.
Esta semana fomos fracos e fomos espreitar o texto porque se relacionava com os 30 anos do 25 de Abril.
Fomos fracos e pagámos cara a ousadia, porque nos ía caindo tudo ao ler o que lemos.
Então não é que TM, que nos critica pela nossa linguagem, usa expressões como “cobardes”, “bárbaros”, “canalhas” a propósito daqueles que encara comos seus adversários políticos. A adjectivação é colorida mas o rigor analítico fica curto, mesmo que tenha muita razão por trás.
Não sei se TM confunde este tipo de discurso com coragem. Se o faz está enganado, porque em Abril de 2004 não é particularmente corajoso revisitar a História a gosto. Aliás, o seu texto, em 1967, quando nasceu, teria sido aceite com igual liberdade, pois as ideias que professa eram então bastante populares no regime em vigor. Nesse aspecto, o 25 de Abril realmente não trouxe vantagens, pois chamar “canalha totalitarismo comunista” já antes era permitido.
O contrário é que não era. Por exemplo, a nós não nos seria permitido publicar textos a criticar os actores e decisores políticos, locais ou nacionais. Pensando bem, agora também não é propriamente possível, se não recorrermos à Internet, pois a generalidade da imprensa está domesticada e porta-se muito bem se quer continuar a comer as migalhas que deslizam da mesa do poder, a que TM já está sentado, de uma forma ou outra.
Quanto ao resto, ficamos a saber que TM leu um livro de Sanches Osório e que o aceita como a verdade completa, não usando mais nada para cotejar o que aí é relatado. Para docente universitário, tem poucas capacidades heurísticas e hermenêuticas mas, verdade seja dita, o nosso Ensino Superior está longe de ser de grande (ou média) qualidade.
O resto do texto é um descabelado arrazoado anti-comunista, como já não líamos há muito tempo. Pensamos que, afinal, Kaúlza de Arriaga e Galvão de Melo deixaram descendência e que o Jaime Nogueira Pinto já pode entregar a alma a Deus com alívio. Só lhe falta, a pretexto do Gulag, negar o Holocausto.
Só é pena que, como atrás dissemos, todo este denodo aconteça em 2004. Não somos muito mais velhos, mas na segunda metade dos anos 70 talvez se compreendesse melhor uma intervenção deste tipo. E então, talvez pudesse ter demonstrado alguma coragem, se tivesse idade para isso.
Por isso, caro TM, não nos enganámos desde o início. Realmente não pertencemos ao mesmo mundo, pois por certo, não foi nas suas relações que alguém ficou com salários em atraso na sequência dos primeiros governos em que o CDS participou (a gloriosa aliança PS/CDS de final dos anos 70 e os dois da AD original), nem foi na rua em que morava que mais de metade das famílias sobrevivia com o velho “fiado” na mercearia.
Claro que a culpa era dos “esquerdistas” e de mais ninguém.
Pois é, a declaração final de que as suas interrogações são legítimas não deixa de ser hipócrita porque o que ficou para trás não foram questões mas afirmações, muitas das quais com grau zero de fundamentação.
Realmente é verdade que o que fala é do pouco que se lembra e do (muito) pouco que leu. Isso nota-se e muito.
Se tivesse vivido, talvez fosse melhor ou, pensando bem, talvez não, porque o mundo visto da sua perspectiva é diverso do visto da nossa.
Se tivesse lido mais, também poderia ter construído um discurso menos trauliteiro (afinal, sempre tem um Avelino Ferreira Torres dentro de si, só lhe falta a idade e a oportunidade), mas, pensando bem, talvez não, porque o mundo lido da sua perspectiva não é o mesmo do lido da nossa.
Já agora, o COPCOM era COPCON. O livro que leu devia ter uma gralha.
Com alguma frequência, TN tem a simpatia de nos mandar umas propostas de consulta ao Diário Digital, onde, pelo vistos, mantém colaboração.
Até ao momento, nunca nos tínhamos dado ao trabalho, por termos mais que fazer e não ser nosso objectivo comentar textos ou situações não directamente relacionados com os propósitos deste blog.
Esta semana fomos fracos e fomos espreitar o texto porque se relacionava com os 30 anos do 25 de Abril.
Fomos fracos e pagámos cara a ousadia, porque nos ía caindo tudo ao ler o que lemos.
Então não é que TM, que nos critica pela nossa linguagem, usa expressões como “cobardes”, “bárbaros”, “canalhas” a propósito daqueles que encara comos seus adversários políticos. A adjectivação é colorida mas o rigor analítico fica curto, mesmo que tenha muita razão por trás.
Não sei se TM confunde este tipo de discurso com coragem. Se o faz está enganado, porque em Abril de 2004 não é particularmente corajoso revisitar a História a gosto. Aliás, o seu texto, em 1967, quando nasceu, teria sido aceite com igual liberdade, pois as ideias que professa eram então bastante populares no regime em vigor. Nesse aspecto, o 25 de Abril realmente não trouxe vantagens, pois chamar “canalha totalitarismo comunista” já antes era permitido.
O contrário é que não era. Por exemplo, a nós não nos seria permitido publicar textos a criticar os actores e decisores políticos, locais ou nacionais. Pensando bem, agora também não é propriamente possível, se não recorrermos à Internet, pois a generalidade da imprensa está domesticada e porta-se muito bem se quer continuar a comer as migalhas que deslizam da mesa do poder, a que TM já está sentado, de uma forma ou outra.
Quanto ao resto, ficamos a saber que TM leu um livro de Sanches Osório e que o aceita como a verdade completa, não usando mais nada para cotejar o que aí é relatado. Para docente universitário, tem poucas capacidades heurísticas e hermenêuticas mas, verdade seja dita, o nosso Ensino Superior está longe de ser de grande (ou média) qualidade.
O resto do texto é um descabelado arrazoado anti-comunista, como já não líamos há muito tempo. Pensamos que, afinal, Kaúlza de Arriaga e Galvão de Melo deixaram descendência e que o Jaime Nogueira Pinto já pode entregar a alma a Deus com alívio. Só lhe falta, a pretexto do Gulag, negar o Holocausto.
Só é pena que, como atrás dissemos, todo este denodo aconteça em 2004. Não somos muito mais velhos, mas na segunda metade dos anos 70 talvez se compreendesse melhor uma intervenção deste tipo. E então, talvez pudesse ter demonstrado alguma coragem, se tivesse idade para isso.
Por isso, caro TM, não nos enganámos desde o início. Realmente não pertencemos ao mesmo mundo, pois por certo, não foi nas suas relações que alguém ficou com salários em atraso na sequência dos primeiros governos em que o CDS participou (a gloriosa aliança PS/CDS de final dos anos 70 e os dois da AD original), nem foi na rua em que morava que mais de metade das famílias sobrevivia com o velho “fiado” na mercearia.
Claro que a culpa era dos “esquerdistas” e de mais ninguém.
Pois é, a declaração final de que as suas interrogações são legítimas não deixa de ser hipócrita porque o que ficou para trás não foram questões mas afirmações, muitas das quais com grau zero de fundamentação.
Realmente é verdade que o que fala é do pouco que se lembra e do (muito) pouco que leu. Isso nota-se e muito.
Se tivesse vivido, talvez fosse melhor ou, pensando bem, talvez não, porque o mundo visto da sua perspectiva é diverso do visto da nossa.
Se tivesse lido mais, também poderia ter construído um discurso menos trauliteiro (afinal, sempre tem um Avelino Ferreira Torres dentro de si, só lhe falta a idade e a oportunidade), mas, pensando bem, talvez não, porque o mundo lido da sua perspectiva não é o mesmo do lido da nossa.
Já agora, o COPCOM era COPCON. O livro que leu devia ter uma gralha.
Polémica taurina
O nosso colaborador Manuel Pedro publicou no jornal O Rio, com pequenas alterações, o texto já divulgado neste blog sobre um possível “imposto taurino” a impor no concelho da Moita.
O propósito polémico do texto só pode nerecer todo o nosso apoio, adivinhando-se forte discussão na sua sequência.
Com o objectivo de também dar o seu contributo à análise das pseudo-tradições taurinas moiteiras, outro nosso colaborador, António da Costa, enviou um outro texto para aquele periódico que, quando oportuno, também daremos a conhecer aqui.
O propósito polémico do texto só pode nerecer todo o nosso apoio, adivinhando-se forte discussão na sua sequência.
Com o objectivo de também dar o seu contributo à análise das pseudo-tradições taurinas moiteiras, outro nosso colaborador, António da Costa, enviou um outro texto para aquele periódico que, quando oportuno, também daremos a conhecer aqui.
domingo, abril 11, 2004
Reflexão pessoal do artista do azulejo Luís Guerreiro
O nosso leitor Luís Guerreiro deixa-nos aqui o seu testemunho sobre as dificuldades de um artesão a trabalhar em Alhos Vedros com os métodos moiteiros de apoio a este tipo de actividades
«E por falar em aumentos !
Vem a propósito a denúncia de uma situação de que fui vítima este ano. Vou expôr a situação:
Possuo uma pequena placa publicitária situada na Estrada Nacional 11, perto da encerrada e agora a saque empresa Helly Hansen, que é a única forma que tenho de indicar que existe a poucos metros dali uma Azulejaria Artística, que é desde 1989 a minha única actividade laboral, depois de ter estado 4 anos nas Caldas da Rainha a estudar a arte do azulejo.
Má hora em que pensei retornar à minha terra natal porque, tirando os primeiros anos em que a Câmara Municipal da Moita me deu efectivo apoio através de encomendas como os painéis de azulejos do Mercado Municipal da Moita (1993), pouco ou nenhum incentivo tenho tido.
Depois dessa data a Câmara da Moita deixou de ser um parceiro para a minha actividade, passando a uma situação de assegurar a minha invisibilidade artística através da ignorância completa do meu trabalho. De detentor de uma actividade de caciz artístico e cultural passei para um mero parceiro económico com os mesmo deveres e direitos de qualquer empresa.
Ora as características do meu trabalho não são de molde a ser enquadrado no estatuto de empresário, mas sim de artista, como aliás comprova o meu cartão de contribuinte em que estou exactamente na condição de trabalho de um Pedrito de Portugal, ou de um José Luís Procuna, porque é exactamente esse o meu estatuto profissional.
Sou um artista na arte do azulejo como os supracitados o são na arte de tourear...
Vem isto a propósito do aumento radical que sofreu a taxa mensal dessa pequena placa publicitária, que passou de € 2.52 por mês para € 10.7, ou seja de € 30.28 por ano para € 128.4, o que perfaz um aumento de mais de 400%.
Numa altura em que a crise se instalou em Portugal, com este governo de direita ultra-liberal e sem sentido social, é com muita pena que vejo este executivo local do PCP actuar desta maneira.
Na Assembleia da República, o PCP fazouvir a sua voz e muito bem, digo eu, contra os aumentos e perda de poder de compra dos portugueses. Mas a nível local, aqui no concelho da Moita, age desta forma.
Será que o PCP nacional está ao corrente da acção destes seus filiados da Moita, e se está, concordará ?
O desalento apossa-se de mim porque as encomendas teimam em não aparecer e tirando a Junta de Freguesia de Alhos Vedros que, através da sua Presidente Fernanda Gaspar, metodicamente me tem incentivado com encomendas e a quem agradeço o apoio, os responsáveis autárquicos da Moita têm vindo a ignorar a minha actividade, em especial desde que o antigo e eleito presidente se demitiu do cargo. Para além da insensibilidade demonstrada, agora até é a sobrevivência económica da minha actividade (de cariz artístico e cultural, volto a frisar) que colocam em causa.
Faço aqui também eco de um pormenor que me indicou outro colega artesão.
Todas as Cãmaras recebem convites para os seus artesãos participarem nas Feiras Nacionais de Artesanato, o que é uma forma de nós vendermos as nossas peças, recebermos encomendas e darmos a conhecer a nossa arte.
A Câmara Municipal da Moita por certo recebe esses convites, porque há uns anos atrás enviava-me, e a outros artesãos, as fichas de inscrição para essas Feiras, tendo mesmo participado em algumas. Actualmente, não sei porquê, deixaram de enviar esses convites, talvez seja para poupar nas cartas e selos, mas se assim é, pelo menos podriam expôr esses convites nos Paços do Concelho, para os artesão deles tomarem conhecimento.
Recordo que a maioria das Câmaras, para além de enviarem sistematicamente tais convites aos artesãos, muitas vezes ainda fornecem transporte e outras ajudas para esses artesãos se deslocarem a tais certames, porque, se pensarmos bem, essa é uma forma das autarquias darem a conhecer os recursos culturais da sua região, como fazem com os turísticos, desportivos e empresariais.
Mas, parece que a Câmara da Moita está de costas voltadas para os artesãos e artistas locais, excepção feita, é claro, aos artistas tauromáquicos.
Nesta Sociedade da Informação em que tudo deveria estar mais próximo dos cidadãos, noto com pesar que no município da Moita sucede exactamente o contrário.
È caso para dizer que entre o autismo deste governo local e o do governo nacional venha o Diabo e escolha.»
Luís Guerreiro, artista alhosvedrense
Abril de 2004
«E por falar em aumentos !
Vem a propósito a denúncia de uma situação de que fui vítima este ano. Vou expôr a situação:
Possuo uma pequena placa publicitária situada na Estrada Nacional 11, perto da encerrada e agora a saque empresa Helly Hansen, que é a única forma que tenho de indicar que existe a poucos metros dali uma Azulejaria Artística, que é desde 1989 a minha única actividade laboral, depois de ter estado 4 anos nas Caldas da Rainha a estudar a arte do azulejo.
Má hora em que pensei retornar à minha terra natal porque, tirando os primeiros anos em que a Câmara Municipal da Moita me deu efectivo apoio através de encomendas como os painéis de azulejos do Mercado Municipal da Moita (1993), pouco ou nenhum incentivo tenho tido.
Depois dessa data a Câmara da Moita deixou de ser um parceiro para a minha actividade, passando a uma situação de assegurar a minha invisibilidade artística através da ignorância completa do meu trabalho. De detentor de uma actividade de caciz artístico e cultural passei para um mero parceiro económico com os mesmo deveres e direitos de qualquer empresa.
Ora as características do meu trabalho não são de molde a ser enquadrado no estatuto de empresário, mas sim de artista, como aliás comprova o meu cartão de contribuinte em que estou exactamente na condição de trabalho de um Pedrito de Portugal, ou de um José Luís Procuna, porque é exactamente esse o meu estatuto profissional.
Sou um artista na arte do azulejo como os supracitados o são na arte de tourear...
Vem isto a propósito do aumento radical que sofreu a taxa mensal dessa pequena placa publicitária, que passou de € 2.52 por mês para € 10.7, ou seja de € 30.28 por ano para € 128.4, o que perfaz um aumento de mais de 400%.
Numa altura em que a crise se instalou em Portugal, com este governo de direita ultra-liberal e sem sentido social, é com muita pena que vejo este executivo local do PCP actuar desta maneira.
Na Assembleia da República, o PCP fazouvir a sua voz e muito bem, digo eu, contra os aumentos e perda de poder de compra dos portugueses. Mas a nível local, aqui no concelho da Moita, age desta forma.
Será que o PCP nacional está ao corrente da acção destes seus filiados da Moita, e se está, concordará ?
O desalento apossa-se de mim porque as encomendas teimam em não aparecer e tirando a Junta de Freguesia de Alhos Vedros que, através da sua Presidente Fernanda Gaspar, metodicamente me tem incentivado com encomendas e a quem agradeço o apoio, os responsáveis autárquicos da Moita têm vindo a ignorar a minha actividade, em especial desde que o antigo e eleito presidente se demitiu do cargo. Para além da insensibilidade demonstrada, agora até é a sobrevivência económica da minha actividade (de cariz artístico e cultural, volto a frisar) que colocam em causa.
Faço aqui também eco de um pormenor que me indicou outro colega artesão.
Todas as Cãmaras recebem convites para os seus artesãos participarem nas Feiras Nacionais de Artesanato, o que é uma forma de nós vendermos as nossas peças, recebermos encomendas e darmos a conhecer a nossa arte.
A Câmara Municipal da Moita por certo recebe esses convites, porque há uns anos atrás enviava-me, e a outros artesãos, as fichas de inscrição para essas Feiras, tendo mesmo participado em algumas. Actualmente, não sei porquê, deixaram de enviar esses convites, talvez seja para poupar nas cartas e selos, mas se assim é, pelo menos podriam expôr esses convites nos Paços do Concelho, para os artesão deles tomarem conhecimento.
Recordo que a maioria das Câmaras, para além de enviarem sistematicamente tais convites aos artesãos, muitas vezes ainda fornecem transporte e outras ajudas para esses artesãos se deslocarem a tais certames, porque, se pensarmos bem, essa é uma forma das autarquias darem a conhecer os recursos culturais da sua região, como fazem com os turísticos, desportivos e empresariais.
Mas, parece que a Câmara da Moita está de costas voltadas para os artesãos e artistas locais, excepção feita, é claro, aos artistas tauromáquicos.
Nesta Sociedade da Informação em que tudo deveria estar mais próximo dos cidadãos, noto com pesar que no município da Moita sucede exactamente o contrário.
È caso para dizer que entre o autismo deste governo local e o do governo nacional venha o Diabo e escolha.»
Luís Guerreiro, artista alhosvedrense
Abril de 2004
sexta-feira, abril 09, 2004
Colaboração - Manuel Pedro
Já em crónica anterior falei da existência da Confederação Mundial de Cidades Taurinas, no texto " O Imposto Taurino da Moita" em que estranhava que a Moita sendo uma vila pertencesse a uma confederação de Cidades...
Mas na última edição do Jornal da Moita, vem a novidade ! O presidente da camâra da Moita, João Lobo é também presidente duma organização que não existe, como nos explica Maurício do Vale que é também assim o seu virtual
secretário geral da nunca existente Confederação Mundial das Cidades Taurinas.
Conforme o crítico tauromáquico disse em conferência de imprensa, a CMCT, não está legalizada jurídicamente,sendo inexistente.
Por isso vai transformar-se a partir do ponto zero na ainda, virtual e inexistente União Mundial das Cidades e Vilas Taurinas, a futura e por enquanto inexistente UMCVT vem assim substituir a antiga e inexistente CMCT, que mesmo não existindo tinha como presidente João Lobo, que como residente da camâra também é inexistente, porque nunca foi eleito e apenas substituiu o verdadeiro presidente da camâra, que deixou subitamente as suas funções
por razões inexistentes, mas acredita-se que foi pura e simplesmente para existir verdadeiramente.
Mauricio do Vale diz ainda que a inexistente direcção da inexistente CMCT, está já a trabalhar no processo de legalização da nova e ainda inexistente, UMCVT, para que em Setembro próximo, em Olivença se possa divulgar a nova imagem da União, isto se até essa altura ela já existir.
Manuel Pedro,
8 de Abril de 2004
Mas na última edição do Jornal da Moita, vem a novidade ! O presidente da camâra da Moita, João Lobo é também presidente duma organização que não existe, como nos explica Maurício do Vale que é também assim o seu virtual
secretário geral da nunca existente Confederação Mundial das Cidades Taurinas.
Conforme o crítico tauromáquico disse em conferência de imprensa, a CMCT, não está legalizada jurídicamente,sendo inexistente.
Por isso vai transformar-se a partir do ponto zero na ainda, virtual e inexistente União Mundial das Cidades e Vilas Taurinas, a futura e por enquanto inexistente UMCVT vem assim substituir a antiga e inexistente CMCT, que mesmo não existindo tinha como presidente João Lobo, que como residente da camâra também é inexistente, porque nunca foi eleito e apenas substituiu o verdadeiro presidente da camâra, que deixou subitamente as suas funções
por razões inexistentes, mas acredita-se que foi pura e simplesmente para existir verdadeiramente.
Mauricio do Vale diz ainda que a inexistente direcção da inexistente CMCT, está já a trabalhar no processo de legalização da nova e ainda inexistente, UMCVT, para que em Setembro próximo, em Olivença se possa divulgar a nova imagem da União, isto se até essa altura ela já existir.
Manuel Pedro,
8 de Abril de 2004
quinta-feira, abril 08, 2004
Pedido de desculpas e contacto
Pelas razões mais que expostas nos últimos posts temos sido obrigados a adiar a nossa contagem do Top 10 dos sítios mais apropriados para urinar e defecar na Moita, atendendo à falta dos clássicos urinóis públicos.
Prometemos para breve a continuação da saga.
Entretanto, recordamos o nosso mail: avedros@clix.pt para o envio de colaborações.
Sabemos que já devíamos ter aprendido a inserir uma forma de contacto directo no próprio blog mas o pessoal tem-se mobilizado para ler e reponder ao nosso leitor TM.
Aproveitamos para anunciar uma reflexão pessoal do nosso leitor Luís Guerreiro para os próximos dias sobre os aumentos das taxas municipais sobre a publicidade.
Prometemos para breve a continuação da saga.
Entretanto, recordamos o nosso mail: avedros@clix.pt para o envio de colaborações.
Sabemos que já devíamos ter aprendido a inserir uma forma de contacto directo no próprio blog mas o pessoal tem-se mobilizado para ler e reponder ao nosso leitor TM.
Aproveitamos para anunciar uma reflexão pessoal do nosso leitor Luís Guerreiro para os próximos dias sobre os aumentos das taxas municipais sobre a publicidade.
quarta-feira, abril 07, 2004
Caramba, somos obrigados a responder outra vez.
Por qualquer razão, o nosso leitor TM (Titta Maurício, mas a gente já o trata com familiaridade) pensa que só escrevemos para ele e que os esclarecimentos apenas se lhe dirigem.
Já lá dizia o jovem Álvaro Cunhal em 75 – “olhe que não, olhe que não”.
Só que há quem escreva mas não seja para publicação ou que transmita oralmente (sim, nós existimos e falamos com o vulgo, mesmo sem por intermediários anónimos, como convém a uma organização clandestina).
Mas aqui ficam apenas alguns reparos, que a isso nos obriga a verdade, ou outra coisa qualquer.
- A malta não dá a cara porque não. Acho que é o argumento mais válido que podia haver. E a malta não usa os nomes de baptismo porque são muito feios, tipo Claudomiro, Leocádio, Lenine da Anunciação ou Tatiana Andreia.
- A malta já se quis divulgar, mas a imprensa local não gosta de dar visibilidade à concorrência virtual e deve achar que nós somos demasiado fora do sistema. Como não nos pretendemos anunciar no jornal do Lidl ou naqueles que são pagos pelas imobiliárias e não estamos para pagar anúncios no que resta, ficamos por onde estamos (e ficamos muito bem).
- O BE é nóvel porque é uma treta nova, formada por tretas velhas. Mas eles em Alhos Vedros até são quase todos bons rapazes e raparigas. Não fariam mal a ninguém e não têm grande culpa dos líderes nacionais que têm.
- O CDS/PP é “repassado” porque já passaram de CDS a PP ou a PP/CDS e voltaram a CDS ou a CDS/PP que a malta já não se entende. Já parecem o Santana Lopes com o PPD/PSD. Ainda se a mensagem fosse nova, vá que não vá, mas o Paulinho Portas não diz nada que se aproveite desde que deixou o Independente. E aquele de querer arrancar olhos aos Soares já chateia. Ao pé dele, o discurso do Manuel Monteiro até parece fresco e inovador.
- A gente não bate nos “rosinhas” ? O camarada não nos lê há tempo suficiente ou anda meio desatento. Quanto a bater a senhoras, tanto nos faz, se for preciso também batemos a minorias étnicas, criancinhas, jovens e mutilados de guerra. A malta é muito bad.
- A malta não ameaça ninguém. A malta é ameaçada (mesmo sendo muito bad).
- O caro leitor identificou a redundância. Muito bem. Proximamente tentaremos a hipérbole e o pleonasmo.
- A malta não tem qualquer fixação anal, por isso, ultrapasse lá a coisa. Não se fixe nisso. Pense nos passarinhos nos seus ninhos. Deixe-se lá de supositórios. A malta até tem medo de lhe mandar tomar xarope, não vá surgir aí qualquer fixação oral.
- A malta gosta de si, Titta, leia-nos pleeeeeeease. Apareça sempre que quiser.
- Antes de uma última nota cultural, apenas um reparo: continue a tentar identificar-nos. Tente encontrar indícios na nossa prosa, no nosso estilo. Tente provocar-nos e tirar-nos do sério para nos descairmos. É um entretém (os mais sofisticados escreveriam hobby) como outro qualquer nas cálidas tardes do Estio que se aproximam.
Nota cultural final (a pedido): N’O Nome da Rosa, o monge velhote provoca a morte de todos os que tentam ler uma suposta 4ª parte da Poética de Aristóteles dedicada ao Riso, porque considera ser esse um assunto perigoso, ameaçador e inapropriado para os leitores comuns. Capisce ?
Já lá dizia o jovem Álvaro Cunhal em 75 – “olhe que não, olhe que não”.
Só que há quem escreva mas não seja para publicação ou que transmita oralmente (sim, nós existimos e falamos com o vulgo, mesmo sem por intermediários anónimos, como convém a uma organização clandestina).
Mas aqui ficam apenas alguns reparos, que a isso nos obriga a verdade, ou outra coisa qualquer.
- A malta não dá a cara porque não. Acho que é o argumento mais válido que podia haver. E a malta não usa os nomes de baptismo porque são muito feios, tipo Claudomiro, Leocádio, Lenine da Anunciação ou Tatiana Andreia.
- A malta já se quis divulgar, mas a imprensa local não gosta de dar visibilidade à concorrência virtual e deve achar que nós somos demasiado fora do sistema. Como não nos pretendemos anunciar no jornal do Lidl ou naqueles que são pagos pelas imobiliárias e não estamos para pagar anúncios no que resta, ficamos por onde estamos (e ficamos muito bem).
- O BE é nóvel porque é uma treta nova, formada por tretas velhas. Mas eles em Alhos Vedros até são quase todos bons rapazes e raparigas. Não fariam mal a ninguém e não têm grande culpa dos líderes nacionais que têm.
- O CDS/PP é “repassado” porque já passaram de CDS a PP ou a PP/CDS e voltaram a CDS ou a CDS/PP que a malta já não se entende. Já parecem o Santana Lopes com o PPD/PSD. Ainda se a mensagem fosse nova, vá que não vá, mas o Paulinho Portas não diz nada que se aproveite desde que deixou o Independente. E aquele de querer arrancar olhos aos Soares já chateia. Ao pé dele, o discurso do Manuel Monteiro até parece fresco e inovador.
- A gente não bate nos “rosinhas” ? O camarada não nos lê há tempo suficiente ou anda meio desatento. Quanto a bater a senhoras, tanto nos faz, se for preciso também batemos a minorias étnicas, criancinhas, jovens e mutilados de guerra. A malta é muito bad.
- A malta não ameaça ninguém. A malta é ameaçada (mesmo sendo muito bad).
- O caro leitor identificou a redundância. Muito bem. Proximamente tentaremos a hipérbole e o pleonasmo.
- A malta não tem qualquer fixação anal, por isso, ultrapasse lá a coisa. Não se fixe nisso. Pense nos passarinhos nos seus ninhos. Deixe-se lá de supositórios. A malta até tem medo de lhe mandar tomar xarope, não vá surgir aí qualquer fixação oral.
- A malta gosta de si, Titta, leia-nos pleeeeeeease. Apareça sempre que quiser.
- Antes de uma última nota cultural, apenas um reparo: continue a tentar identificar-nos. Tente encontrar indícios na nossa prosa, no nosso estilo. Tente provocar-nos e tirar-nos do sério para nos descairmos. É um entretém (os mais sofisticados escreveriam hobby) como outro qualquer nas cálidas tardes do Estio que se aproximam.
Nota cultural final (a pedido): N’O Nome da Rosa, o monge velhote provoca a morte de todos os que tentam ler uma suposta 4ª parte da Poética de Aristóteles dedicada ao Riso, porque considera ser esse um assunto perigoso, ameaçador e inapropriado para os leitores comuns. Capisce ?
Ele ama-nos
Cá temos o Take 2 da resposta de Titta Maurício. Estamos felizes, porque nem em tempos de namoro juvenil recebíamos tanta correspondência.
Exmos. Senhores,
Por haverem [nós corrigimos o erro ortográfico que estava aqui, se não leva a mal, foi um acto de carinho] respondido em duas levas, em duas ondas replico.
Assim, e uma vez mais agradecendo a vossa disponibilidade para garantirem o direito de resposta, aqui vai... a ver se nos entendemos:
1º As ambições do Alhos Vedros ao poder, julgava eu, estão expressas no motu que acompanha o título: «Blog destinado a demonstrar como a Moita usurpou um poder que por direito lhe não pertence e o qual deve restituir em nome da simples decência». Se há outras, mesmo que modestas, sempre serão... não públicas!
2º Quanto à confissão que e feita de que não há projectos de intervenção pessoal na luta política no concelho ou nas suas freguesias ela merece dois comentários:
- como não é pública a vossa identidade, tal afirmação não poderá ser confirmada. Aliás, porque os vossos textos atacam sempre os mesmos e enaltecem... os outros, afirmar que não intervêm na luta política local é algo que fica por demonstrar!
- não que tal incomode. Pelo contrário: acho mesmo que a questão que (acredito) vos motiva não pode ficar por aqui, neste diálogo em circuito fechado (não obstante a net ser um meio disponível e acessível a todo o planeta, parece que são poucos aqueles que aqui participam - aliás, sugeria mesmo que tentassem dar maior visibilidade ao blog. E se entenderem que posso ser útil, disponham). Igualmente defendo que deverão tornar consequente as ideias aqui expostas e testadas. Na luta política, no concelho e nas suas freguesias.
3º Podem já ter contribuído para esse peditório, mas se as vossas pretensões são sérias... Hoje os meios são outros e as pessoas (e a sua disponibilidade para ouvir) poderá(ão) também ser outros. Mas essa será sempre decisão vossa.
4º Não vou voltar a falar sobre "dar a cara"... mesmo que o hajam feito no passado, neste vosso presente bloguista (porque não usam os vossos nomes de baptismo - ou de registo, se preferirem) vós sois perfeitos desconhecidos.
5º Quanto à apresentação que, no passado, hajam feito das vossas ideias, não sei com quem falaram. Nem sequer com quem falaram do "repassado" CDS-PP? Nas últimas eleições autárquicas, como é público, fui eu o candidato e não fui contactado por ninguém nesse sentido... assim, não compreendo onde encontraram «muita massa cinzenta, mas mais sob a forma de cimento e betão do que de neurónios vivos»? Concretizem com quem falaram e não digam assim, no geral: todos incluem e nada distinguem!
6º Já agora, porque é que o CDS-PP é "repassado" e o BE é "nóvel"? Como me parece que este não trouxe nenhuma ideia nova e as organizações que o compõem já existem, pelo menos, desde 1974 (a excepção parece ser Política XXI, a qual, no entanto, se bem me recordo, é herdeira directa - por refundação - do MDP/CDE, que já existia em 1969).
Mas, volto à pergunta: o CDS-PP é "repassado" porquê? Aguardo a resposta!
7º Quanto aos "aparelhos instalados"... concordo!
Quanto mais não seja porque não se aplica nem a mim nem ao CDS-PP.
Só é pena que, para variar, estes "meninos bolguistas" não cedam à tentação da inclusão pela inclusão de todos... que, no meu caso, uma vez mais, mais uma sessão de ataque pessoal? Porque não atacam os outros? Será porque sou o único que aqui aparece? Ou estarão a fazer tudo-por-tudo, para que aceite o vosso recorrente convite para não mais vos ler?!?
8º Agora a questão "investem" com o meu nome... só não esperava que se auto-apelidassem de "pategos"! Riam, riam... alguma vez haveriam de o fazer!
Pelo menos podem rir-se do meu nome: ele é público e está aí para isso e outras coisas (como ser respeitado, por exemplo). Já os vossos, se nem o desvendam, nem quero imaginar a que trocadilhos ou piadas se devem prestar...
9º Quando dizem que alguns leitores andam «enganados com as [vossas] ambições, vendo em [vós] ânsias que devem acalentar apenas em si» deixem que vos diga: não vale inverter os argumentos. Do mesmo já eu vos tinha indiciado! Por isso, então vos disse que «não avaliem os outros pelos vossos defeitos (...) normalmente só se acusa os outros daquilo que queremos esconder em nós!» Todavia, desse mal não posso eu ser acusado: os meus propósitos e ambições são públicos e notórios...
Quanto às vossas... são vossas! Como não sabemos quem são vossemecês... apenas podemos especular! E a culpa disso é exclusivamente vossa...
10º No que aos vossos "alvos" diz respeito... sois muito selectivos! Onde é que se referiram em tom irónico ou injurioso ao líderes do partido "vermelho menos vivo" (mais conhecido por "rosinhas")? Compreendo, comandados por uma senhora, merecem a tolerância devida a tal facto.
Porém, espero que seja por pouco tempo, ou então está desvendada a vossa origem e os vossos propósitos!!!
11º A do "pirilampo azul e amarelo"... tem piada! Não ofende e o culpado sou eu...
Ah, e adorei que me hajam tornado vosso.
12º Sobre o comentário/ameaça para aqueles que não amochem e aceitem as vossas piadolas de mau-gosto... está tudo dito sobre o grau de tolerância que cultivam! Não acham? Se entendem ser "burrice asneante" (agora depois da ironia, optam por uma nova figura de estilo: a redundância) as respostas às vossas assininas e tolejeiras piadolas, sempre direi que o que estão a precisar é de tomar umas doses de boa-disposição: em pílula ou supositório... é ao vosso gosto!
Com os Melhores Cumprimentos,
João Titta Maurício
Exmos. Senhores,
Por haverem [nós corrigimos o erro ortográfico que estava aqui, se não leva a mal, foi um acto de carinho] respondido em duas levas, em duas ondas replico.
Assim, e uma vez mais agradecendo a vossa disponibilidade para garantirem o direito de resposta, aqui vai... a ver se nos entendemos:
1º As ambições do Alhos Vedros ao poder, julgava eu, estão expressas no motu que acompanha o título: «Blog destinado a demonstrar como a Moita usurpou um poder que por direito lhe não pertence e o qual deve restituir em nome da simples decência». Se há outras, mesmo que modestas, sempre serão... não públicas!
2º Quanto à confissão que e feita de que não há projectos de intervenção pessoal na luta política no concelho ou nas suas freguesias ela merece dois comentários:
- como não é pública a vossa identidade, tal afirmação não poderá ser confirmada. Aliás, porque os vossos textos atacam sempre os mesmos e enaltecem... os outros, afirmar que não intervêm na luta política local é algo que fica por demonstrar!
- não que tal incomode. Pelo contrário: acho mesmo que a questão que (acredito) vos motiva não pode ficar por aqui, neste diálogo em circuito fechado (não obstante a net ser um meio disponível e acessível a todo o planeta, parece que são poucos aqueles que aqui participam - aliás, sugeria mesmo que tentassem dar maior visibilidade ao blog. E se entenderem que posso ser útil, disponham). Igualmente defendo que deverão tornar consequente as ideias aqui expostas e testadas. Na luta política, no concelho e nas suas freguesias.
3º Podem já ter contribuído para esse peditório, mas se as vossas pretensões são sérias... Hoje os meios são outros e as pessoas (e a sua disponibilidade para ouvir) poderá(ão) também ser outros. Mas essa será sempre decisão vossa.
4º Não vou voltar a falar sobre "dar a cara"... mesmo que o hajam feito no passado, neste vosso presente bloguista (porque não usam os vossos nomes de baptismo - ou de registo, se preferirem) vós sois perfeitos desconhecidos.
5º Quanto à apresentação que, no passado, hajam feito das vossas ideias, não sei com quem falaram. Nem sequer com quem falaram do "repassado" CDS-PP? Nas últimas eleições autárquicas, como é público, fui eu o candidato e não fui contactado por ninguém nesse sentido... assim, não compreendo onde encontraram «muita massa cinzenta, mas mais sob a forma de cimento e betão do que de neurónios vivos»? Concretizem com quem falaram e não digam assim, no geral: todos incluem e nada distinguem!
6º Já agora, porque é que o CDS-PP é "repassado" e o BE é "nóvel"? Como me parece que este não trouxe nenhuma ideia nova e as organizações que o compõem já existem, pelo menos, desde 1974 (a excepção parece ser Política XXI, a qual, no entanto, se bem me recordo, é herdeira directa - por refundação - do MDP/CDE, que já existia em 1969).
Mas, volto à pergunta: o CDS-PP é "repassado" porquê? Aguardo a resposta!
7º Quanto aos "aparelhos instalados"... concordo!
Quanto mais não seja porque não se aplica nem a mim nem ao CDS-PP.
Só é pena que, para variar, estes "meninos bolguistas" não cedam à tentação da inclusão pela inclusão de todos... que, no meu caso, uma vez mais, mais uma sessão de ataque pessoal? Porque não atacam os outros? Será porque sou o único que aqui aparece? Ou estarão a fazer tudo-por-tudo, para que aceite o vosso recorrente convite para não mais vos ler?!?
8º Agora a questão "investem" com o meu nome... só não esperava que se auto-apelidassem de "pategos"! Riam, riam... alguma vez haveriam de o fazer!
Pelo menos podem rir-se do meu nome: ele é público e está aí para isso e outras coisas (como ser respeitado, por exemplo). Já os vossos, se nem o desvendam, nem quero imaginar a que trocadilhos ou piadas se devem prestar...
9º Quando dizem que alguns leitores andam «enganados com as [vossas] ambições, vendo em [vós] ânsias que devem acalentar apenas em si» deixem que vos diga: não vale inverter os argumentos. Do mesmo já eu vos tinha indiciado! Por isso, então vos disse que «não avaliem os outros pelos vossos defeitos (...) normalmente só se acusa os outros daquilo que queremos esconder em nós!» Todavia, desse mal não posso eu ser acusado: os meus propósitos e ambições são públicos e notórios...
Quanto às vossas... são vossas! Como não sabemos quem são vossemecês... apenas podemos especular! E a culpa disso é exclusivamente vossa...
10º No que aos vossos "alvos" diz respeito... sois muito selectivos! Onde é que se referiram em tom irónico ou injurioso ao líderes do partido "vermelho menos vivo" (mais conhecido por "rosinhas")? Compreendo, comandados por uma senhora, merecem a tolerância devida a tal facto.
Porém, espero que seja por pouco tempo, ou então está desvendada a vossa origem e os vossos propósitos!!!
11º A do "pirilampo azul e amarelo"... tem piada! Não ofende e o culpado sou eu...
Ah, e adorei que me hajam tornado vosso.
12º Sobre o comentário/ameaça para aqueles que não amochem e aceitem as vossas piadolas de mau-gosto... está tudo dito sobre o grau de tolerância que cultivam! Não acham? Se entendem ser "burrice asneante" (agora depois da ironia, optam por uma nova figura de estilo: a redundância) as respostas às vossas assininas e tolejeiras piadolas, sempre direi que o que estão a precisar é de tomar umas doses de boa-disposição: em pílula ou supositório... é ao vosso gosto!
Com os Melhores Cumprimentos,
João Titta Maurício
terça-feira, abril 06, 2004
A gente nan tem partido
A gente nan é do PS.
A gente nan é do PC.
A gente nan é do BE.
A gente nan é do PSD.
A Gente nan é do CDS.
A gente nan é dos outros.
A gente pensa pla nossa cabecinha.
A gente nan é do PC.
A gente nan é do BE.
A gente nan é do PSD.
A Gente nan é do CDS.
A gente nan é dos outros.
A gente pensa pla nossa cabecinha.
Titta Maurício strikes again
O nosso leitor (já lhe chamaríamos colaborador, se ele não se ofendesse) Titta Maurício alegra-nos com mais uma prosa.
Existe uma 2ª parte, que não publicamos ainda, para que todos possam saborear o presente texto. Está mais cordato e só vamos fazer comentar dois aspectos:
- Só lhe fica bem dar-se mal com o neanderthal do Marco de Canaveses (mesmo sendo do Senado do CDS/PP).
- Quando possível, lhe explicaremos a relevância d'O Nome da Rosa para o efeito.
Exmos. Senhores,
Uma vez mais agradecendo a manutenção deste diálogo (?!?), respondo por ordem de inserção dos vossos comentários:
1º O carácter "humorístico-político" deste blog parece ser uma via de um só sentido. Quando alguns escrevem «indivíduos como o Titta Maurício, só fazem é atrofiar-nos a inteligência e no fundo só querem é tacho, e um lugarzinho de vereador na Câmara da moita», ou «este personagem de ópera bufa», estamos perante inolvidáveis e impagáveis pérolas de humor de primeira água... Quando eu respondo... não percebo e sou mal-disposto!?! Julgava que encaixavam melhor... afinal parece que só se riem das suas atoardas!
2º Se as minhas respostas são para vós (comparativamente) um "gozo supremo"... mal vai a vossa vida! Para mim há coisas bem mais gozosas... é tudo uma questão de gosto!
3º A comparação com o José Castel-Branco com os pirilampos é da vossa autoria e responsabilidade... só não sei o que dirão os pobres dos pirilampos!
4º É evidente que o vosso colaborador "Roldão Preto" tem direito à opinião... nem eu lho quero retirar. Longe de mim! Mas essa não é desculpa! Como eu também tenho o mesmo direito (e volto a agradecer a vossa elevação por o continuarem a respeitar) e assim ficamos numa de "pescadinha-de-rabo-na-boca": ele exerce o dele, eu o meu... só não sei em que é que o vosso comentário/esclarecimento contribui para a resolução do assunto?!? É um típico "não-adianta-nem-atrasa"... mas que está a mais!
5º Um breve comentário: não sei se a comparação com o Avelino Ferreira Torres beneficia o "Roldão Preto"?!? Eu não gostaria... até porque sou um dos "copinhos de leite" escarnecidos e atacados por esse "copázio-de-tintol-a-martelo"! Mas vossemecês é que o conhecem... acertem entre vós essas contas!
6º Quanto ao "brilho"... é evidente que estamos no campo das figuras de estilo. Poderão até optar por me colar à hiperbole... porém jamais poderão esconder a evidência: 30 anos depois do 25 de Abril, quantos foram aqueles que no nosso concelho, publicamente e por escrito, assumiram as suas convicções de direita?!? E quantos deram à publicidade crítica as suas opiniões (que me parecem - independentemente de concordarem ou não - coerentes e suficientemente expostas)? Só tenho pena de estar sózinho neste combate pela Liberdade, pelo direito de apresentar outras soluções para os problemas que aqui enfrentamos e de por elas lutar...
E isso, mesmo que queiram ironizar, não o podem negar!
7º Quantos aos vossos comentários aos meus comentários... são comentários! Mas sempre direi que não me tive como "emporcalhado", antes tendo dito que «as ideias jamais poderão ser mortas deste modo. Emporcalhadas, talvez! Mas, isso lava-se e passa!» Não vale, por isso, torcer o texto para ver se conseguem fazer piadas... é batota!
8º Já percebi que gostam que vos chamem «personagens de ópera bufa» e adoram que digam que o vosso blog apenas serve para de «nos atrofiar a inteligência»... são gostos!!! Será que gostam mesmo ou só acham piada é disso qualificar os outros?
A ironia é um remédio que tudos usam mas poucos o gostam de provar! E nisso vocês não são diferentes... só têm é a mania que o conseguem.
9º Não vi relevância d'O nome da rosa para a questão dos crimes cometidos com medo do riso!?! Mas, com toda a certeza, em breve me esclarecerão... Aquilo que nele encontro é uma estória da luta pelo esclarecimento e pela verdade... que alguns procuram ocultar ou afirmam ser perigoso conhecer (não estou a falar de vós... e, como diria o outro, eles sabem quem são e do que eu estou a falar!).
10º Já li e reli a minha resposta e não encontro onde possa ter dito que deixava de ser leitor do vosso blog. Será antes um wishfull thinking vosso? Não deixarei de ler... quanto mais não seja porque, se falam de mim, jamais volto as costas ou sequer assobio para o lado.
11º Sobre o carácter "cobarde" ou não da vossa prosa: peço muita desculpa, mas eu assino com o meu nome, coloco (se fôr possível) a imagem da minha cara. Vocês não!
Eu digo o que penso e assumo sobre mim as responsabilidades. Vocês não!!
Todos podem, querendo, saber quem eu sou! Vocês não!!!
12º É sempre bonito recordar os ensinamentos de um velho professor. Porém, se o vosso cú aguenta ou não... é um problema vosso! O meu nunca foi testado nesse aspecto...
Com os Melhores Cumprimentos,
João Titta Maurício
Existe uma 2ª parte, que não publicamos ainda, para que todos possam saborear o presente texto. Está mais cordato e só vamos fazer comentar dois aspectos:
- Só lhe fica bem dar-se mal com o neanderthal do Marco de Canaveses (mesmo sendo do Senado do CDS/PP).
- Quando possível, lhe explicaremos a relevância d'O Nome da Rosa para o efeito.
Exmos. Senhores,
Uma vez mais agradecendo a manutenção deste diálogo (?!?), respondo por ordem de inserção dos vossos comentários:
1º O carácter "humorístico-político" deste blog parece ser uma via de um só sentido. Quando alguns escrevem «indivíduos como o Titta Maurício, só fazem é atrofiar-nos a inteligência e no fundo só querem é tacho, e um lugarzinho de vereador na Câmara da moita», ou «este personagem de ópera bufa», estamos perante inolvidáveis e impagáveis pérolas de humor de primeira água... Quando eu respondo... não percebo e sou mal-disposto!?! Julgava que encaixavam melhor... afinal parece que só se riem das suas atoardas!
2º Se as minhas respostas são para vós (comparativamente) um "gozo supremo"... mal vai a vossa vida! Para mim há coisas bem mais gozosas... é tudo uma questão de gosto!
3º A comparação com o José Castel-Branco com os pirilampos é da vossa autoria e responsabilidade... só não sei o que dirão os pobres dos pirilampos!
4º É evidente que o vosso colaborador "Roldão Preto" tem direito à opinião... nem eu lho quero retirar. Longe de mim! Mas essa não é desculpa! Como eu também tenho o mesmo direito (e volto a agradecer a vossa elevação por o continuarem a respeitar) e assim ficamos numa de "pescadinha-de-rabo-na-boca": ele exerce o dele, eu o meu... só não sei em que é que o vosso comentário/esclarecimento contribui para a resolução do assunto?!? É um típico "não-adianta-nem-atrasa"... mas que está a mais!
5º Um breve comentário: não sei se a comparação com o Avelino Ferreira Torres beneficia o "Roldão Preto"?!? Eu não gostaria... até porque sou um dos "copinhos de leite" escarnecidos e atacados por esse "copázio-de-tintol-a-martelo"! Mas vossemecês é que o conhecem... acertem entre vós essas contas!
6º Quanto ao "brilho"... é evidente que estamos no campo das figuras de estilo. Poderão até optar por me colar à hiperbole... porém jamais poderão esconder a evidência: 30 anos depois do 25 de Abril, quantos foram aqueles que no nosso concelho, publicamente e por escrito, assumiram as suas convicções de direita?!? E quantos deram à publicidade crítica as suas opiniões (que me parecem - independentemente de concordarem ou não - coerentes e suficientemente expostas)? Só tenho pena de estar sózinho neste combate pela Liberdade, pelo direito de apresentar outras soluções para os problemas que aqui enfrentamos e de por elas lutar...
E isso, mesmo que queiram ironizar, não o podem negar!
7º Quantos aos vossos comentários aos meus comentários... são comentários! Mas sempre direi que não me tive como "emporcalhado", antes tendo dito que «as ideias jamais poderão ser mortas deste modo. Emporcalhadas, talvez! Mas, isso lava-se e passa!» Não vale, por isso, torcer o texto para ver se conseguem fazer piadas... é batota!
8º Já percebi que gostam que vos chamem «personagens de ópera bufa» e adoram que digam que o vosso blog apenas serve para de «nos atrofiar a inteligência»... são gostos!!! Será que gostam mesmo ou só acham piada é disso qualificar os outros?
A ironia é um remédio que tudos usam mas poucos o gostam de provar! E nisso vocês não são diferentes... só têm é a mania que o conseguem.
9º Não vi relevância d'O nome da rosa para a questão dos crimes cometidos com medo do riso!?! Mas, com toda a certeza, em breve me esclarecerão... Aquilo que nele encontro é uma estória da luta pelo esclarecimento e pela verdade... que alguns procuram ocultar ou afirmam ser perigoso conhecer (não estou a falar de vós... e, como diria o outro, eles sabem quem são e do que eu estou a falar!).
10º Já li e reli a minha resposta e não encontro onde possa ter dito que deixava de ser leitor do vosso blog. Será antes um wishfull thinking vosso? Não deixarei de ler... quanto mais não seja porque, se falam de mim, jamais volto as costas ou sequer assobio para o lado.
11º Sobre o carácter "cobarde" ou não da vossa prosa: peço muita desculpa, mas eu assino com o meu nome, coloco (se fôr possível) a imagem da minha cara. Vocês não!
Eu digo o que penso e assumo sobre mim as responsabilidades. Vocês não!!
Todos podem, querendo, saber quem eu sou! Vocês não!!!
12º É sempre bonito recordar os ensinamentos de um velho professor. Porém, se o vosso cú aguenta ou não... é um problema vosso! O meu nunca foi testado nesse aspecto...
Com os Melhores Cumprimentos,
João Titta Maurício
quinta-feira, abril 01, 2004
Nefasto evento
Até ao momento só fizemos dois destaques de artistas alhosvedrenses neste blog.
Nem de propósito, um deles (o azulejista Luís Guerreiro) acaba de ter aparatoso acidente de que nos é feito relato pelo nosso colaborador Cultural José Silva:
«O artista Alhos Vedrense Luis Guerreiro sofreu um acidente de viação na estrada que vai do Rosário para Sarilhos Pequenos, tendo a sua carrinha quase capotado numa
curva e estatelando-se lateralmente dentro dum riacho a uma profundidade de 2m, dentro do leito do riacho.
As condições climatéricas foram as grandes culpadas do acidente, pelo que nos disseram e por depoimento do próprio Luís Guerreiro, que saiu incólume de tão aparatoso acidente. A estrada em causa que liga o Rosário a Sarilhos Pequenos estava bastante molhada devido à forte chuva do dia de
O despiste ocorreu quando a roda da direita saiu fora do asfalto e apanhou a terra húmida perdendo de imediato o controle; bateu na berma em betão que serve a pequena ponte e foi aterrar lateralmente no leito do riacho. D
Dois Gaienses que passavam na altura do acidente ajudaram o infeliz artista a sair da viatura, abrindo a porta da esquerda que tinha ficado para cima, o seu inseparável cão o Rasta que sempre acompanha o seu dono, qual Milou do Tintin, foi o primeiro a ser evacuado da viatura sinistrada, saindo depois Luís Guerreiro com algum esforço, mas nenhum ferimento, tanto ele como o seu cão estão bem e descansando do susto
que ontem lhes aconteceu.
Só na segunda feira é que se veio a saber o estado em que ficou a carrinha, que teve de ser retirada por dois carros reboque, mas pelo que nos contou Luís Guerreiro, ficou bastante afectada...
Em jeito de desabafo Luís Guerreiro, disse-nos que isto era o culminar fatídico duma época em que as encomendas de painéis desceram para 10%, depois deste governo PSD/PP instalar a crise económica em Portugal, cortando
assim o poder de compra dos Portugueses.
Sem apoios da autarquia, nem do governo central este artísta Alhos Vedrense conta apenas com a ajuda incondicional dos seus pais que apenas dispôem duma reforma de 280 Euros cada um, e também da sua companheira Ernestina Sesinando.
Desejamos todos a Luís Guerreiro que a sua situação económica melhore e que não faça perigar o seu projecto de vida, fazer azulejos em Alhos Vedros e divulgar o nome dessa terra nos quatro cantos do Mundo, como o fez por exemplo no Brasil, em Brasília, realizando uma exposição de BD em azulejos que foi inovadora na tradição da arte azulejar Portuguesa.
José Silva,
29 de Março de 2004
Nem de propósito, um deles (o azulejista Luís Guerreiro) acaba de ter aparatoso acidente de que nos é feito relato pelo nosso colaborador Cultural José Silva:
«O artista Alhos Vedrense Luis Guerreiro sofreu um acidente de viação na estrada que vai do Rosário para Sarilhos Pequenos, tendo a sua carrinha quase capotado numa
curva e estatelando-se lateralmente dentro dum riacho a uma profundidade de 2m, dentro do leito do riacho.
As condições climatéricas foram as grandes culpadas do acidente, pelo que nos disseram e por depoimento do próprio Luís Guerreiro, que saiu incólume de tão aparatoso acidente. A estrada em causa que liga o Rosário a Sarilhos Pequenos estava bastante molhada devido à forte chuva do dia de
O despiste ocorreu quando a roda da direita saiu fora do asfalto e apanhou a terra húmida perdendo de imediato o controle; bateu na berma em betão que serve a pequena ponte e foi aterrar lateralmente no leito do riacho. D
Dois Gaienses que passavam na altura do acidente ajudaram o infeliz artista a sair da viatura, abrindo a porta da esquerda que tinha ficado para cima, o seu inseparável cão o Rasta que sempre acompanha o seu dono, qual Milou do Tintin, foi o primeiro a ser evacuado da viatura sinistrada, saindo depois Luís Guerreiro com algum esforço, mas nenhum ferimento, tanto ele como o seu cão estão bem e descansando do susto
que ontem lhes aconteceu.
Só na segunda feira é que se veio a saber o estado em que ficou a carrinha, que teve de ser retirada por dois carros reboque, mas pelo que nos contou Luís Guerreiro, ficou bastante afectada...
Em jeito de desabafo Luís Guerreiro, disse-nos que isto era o culminar fatídico duma época em que as encomendas de painéis desceram para 10%, depois deste governo PSD/PP instalar a crise económica em Portugal, cortando
assim o poder de compra dos Portugueses.
Sem apoios da autarquia, nem do governo central este artísta Alhos Vedrense conta apenas com a ajuda incondicional dos seus pais que apenas dispôem duma reforma de 280 Euros cada um, e também da sua companheira Ernestina Sesinando.
Desejamos todos a Luís Guerreiro que a sua situação económica melhore e que não faça perigar o seu projecto de vida, fazer azulejos em Alhos Vedros e divulgar o nome dessa terra nos quatro cantos do Mundo, como o fez por exemplo no Brasil, em Brasília, realizando uma exposição de BD em azulejos que foi inovadora na tradição da arte azulejar Portuguesa.
José Silva,
29 de Março de 2004
quarta-feira, março 31, 2004
Estranho, muito estranho
Há cerca de uma semana, com a indicação de "Confidencial" chegou-nos à redacção este documento sobre uma situação obscura em torno da posse do Pinhal das Formas.
Como, passada uma semana, a questão permanece, considerámos de interesse público a divulgação deste comunicado da concelhia PS da Moita (haveria de servir para qualquer coisa, mais que não fosse porque mexe com a CM do Barreiro, que é da cor). Não tem directamente a ver com Alhos Vedros mas sempre mostra a clareza de processos da gestão moiteira, mesmo quando feita por alhosvedrenses atraídos pelo poder.
O documento provém das estruras rosa, mas poderia provir de qualquer outra cor do arco-íris político.
COMUNICADO
O TERRENO DO ATERRO SANITÁRIO
UM CASO PARA Sherlok Holmes ?
Afinal de quem é o terreno?
Esta é a questão para a qual os socialistas da Moita procuram resposta.
Na reunião da Assembleia Municipal da Moita, do passado dia 5 de Dezembro de 2003, os autarcas do PS questionaram o Presidente da Câmara no sentido de verem esclarecidas dúvidas sobre a legitimidade do Município da Moita alienar sozinho o terreno de 55ha onde se encontra situado o aterro sanitário no Pinhal das Formas gerido pela AMARSUL.
Nos esclarecimentos prestados verbalmente pelo Presidente, relativamente aos quais os autarcas socialistas pediram cópia da gravação que lhes foi negada, são feitas afirmações que denunciam a existência de falsas declarações sobre a propriedade do terreno.
Aliás, o actual chefe do executivo camarário, João Lobo, diz não existir um único caso com estes contornos, mas sim dois, sem vir a referenciar qual o outro.
O misterioso caso da posse legítima da propriedade respeitante ao terreno do aterro sanitário do Pinhal das Formas data de 1981 onde, segundo o actual Presidente da Câmara, terá sido assinado uma declaração conjunta da propriedade do terreno, entre os Municípios da Moita e Barreiro, na altura ambos sob a gestão do PCP.
Nas suas declarações aos autarcas da Assembleia Municipal, João Lobo explica que o terreno tinha sido afectado a um investimento intermunicipal que envolvia esses Municípios e que uma das condições para que a candidatura fosse elegível era a efectiva posse do terreno ser conjunta, daí a existência da declaração conjunta.
Com esta candidatura as autarquias receberam verbas do Estado a fundo perdido que, presume-se pela palavras do actual Presidente, nunca o teriam sido se a declaração não existisse.
Mas, o Presidente da Câmara afirma que o terreno é exclusivamente propriedade da Câmara Municipal da Moita e não do Barreiro e com este argumento a CDU aprova, sozinha, a venda deste terreno à AMARSUL por 1.250.000 £ (250 mil contos). PS, PSD e Bloco de Esquerda, perante tanta dúvida não aceitam viabilizar a venda do terreno.
Só que o mesmo Presidente de Câmara, João Lobo, que diz que o terreno é e sempre foi exclusivamente do Município da Moita e que por isso leva a concluir que a declaração existente sobre a posse do terreno é enganadora, declara ter escrito ao actual Presidente da Câmara do Barreiro disponibilizando-se para haver “acerto de contas”.
E aqui a questão que se coloca é a de saber como se disponibiliza para acertar contas com a autarquia do Barreiro se afirma que o terreno é só da Moita?
Em que ficamos?
Que estanha história é esta?
Mas, mais, o Presidente da Câmara da Moita não disse aos autarcas da Assembleia Municipal que em Agosto de 1999, por proposta do então Presidente da Câmara do Barreiro da CDU, a Câmara Municipal do Barreiro deliberou “proceder à venda da sua quota na comunhão correspondente do terreno afecto ao aterro sanitário sito no Pinhal das Formas em Palmela, a favor da AMARSUL, SA, pelo montante de 125 mil contos”.
Perante tantos factos contraditórios os autarcas do Partido Socialista solicitaram por escrito, em 12 de Dezembro de 2003, ao Presidente da Assembleia Municipal da Moita, “a intervenção (…) junto das entidades adequadas no sentido dos factos poderem ser apurados os factos” e solicitaram que fosse facultada cópia dos documentos respeitantes às diligências desencadeadas, o que até ao momento não aconteceu.
Moita, 21 de Março de 2004
O Secretariado da CPC (PS)
Como, passada uma semana, a questão permanece, considerámos de interesse público a divulgação deste comunicado da concelhia PS da Moita (haveria de servir para qualquer coisa, mais que não fosse porque mexe com a CM do Barreiro, que é da cor). Não tem directamente a ver com Alhos Vedros mas sempre mostra a clareza de processos da gestão moiteira, mesmo quando feita por alhosvedrenses atraídos pelo poder.
O documento provém das estruras rosa, mas poderia provir de qualquer outra cor do arco-íris político.
COMUNICADO
O TERRENO DO ATERRO SANITÁRIO
UM CASO PARA Sherlok Holmes ?
Afinal de quem é o terreno?
Esta é a questão para a qual os socialistas da Moita procuram resposta.
Na reunião da Assembleia Municipal da Moita, do passado dia 5 de Dezembro de 2003, os autarcas do PS questionaram o Presidente da Câmara no sentido de verem esclarecidas dúvidas sobre a legitimidade do Município da Moita alienar sozinho o terreno de 55ha onde se encontra situado o aterro sanitário no Pinhal das Formas gerido pela AMARSUL.
Nos esclarecimentos prestados verbalmente pelo Presidente, relativamente aos quais os autarcas socialistas pediram cópia da gravação que lhes foi negada, são feitas afirmações que denunciam a existência de falsas declarações sobre a propriedade do terreno.
Aliás, o actual chefe do executivo camarário, João Lobo, diz não existir um único caso com estes contornos, mas sim dois, sem vir a referenciar qual o outro.
O misterioso caso da posse legítima da propriedade respeitante ao terreno do aterro sanitário do Pinhal das Formas data de 1981 onde, segundo o actual Presidente da Câmara, terá sido assinado uma declaração conjunta da propriedade do terreno, entre os Municípios da Moita e Barreiro, na altura ambos sob a gestão do PCP.
Nas suas declarações aos autarcas da Assembleia Municipal, João Lobo explica que o terreno tinha sido afectado a um investimento intermunicipal que envolvia esses Municípios e que uma das condições para que a candidatura fosse elegível era a efectiva posse do terreno ser conjunta, daí a existência da declaração conjunta.
Com esta candidatura as autarquias receberam verbas do Estado a fundo perdido que, presume-se pela palavras do actual Presidente, nunca o teriam sido se a declaração não existisse.
Mas, o Presidente da Câmara afirma que o terreno é exclusivamente propriedade da Câmara Municipal da Moita e não do Barreiro e com este argumento a CDU aprova, sozinha, a venda deste terreno à AMARSUL por 1.250.000 £ (250 mil contos). PS, PSD e Bloco de Esquerda, perante tanta dúvida não aceitam viabilizar a venda do terreno.
Só que o mesmo Presidente de Câmara, João Lobo, que diz que o terreno é e sempre foi exclusivamente do Município da Moita e que por isso leva a concluir que a declaração existente sobre a posse do terreno é enganadora, declara ter escrito ao actual Presidente da Câmara do Barreiro disponibilizando-se para haver “acerto de contas”.
E aqui a questão que se coloca é a de saber como se disponibiliza para acertar contas com a autarquia do Barreiro se afirma que o terreno é só da Moita?
Em que ficamos?
Que estanha história é esta?
Mas, mais, o Presidente da Câmara da Moita não disse aos autarcas da Assembleia Municipal que em Agosto de 1999, por proposta do então Presidente da Câmara do Barreiro da CDU, a Câmara Municipal do Barreiro deliberou “proceder à venda da sua quota na comunhão correspondente do terreno afecto ao aterro sanitário sito no Pinhal das Formas em Palmela, a favor da AMARSUL, SA, pelo montante de 125 mil contos”.
Perante tantos factos contraditórios os autarcas do Partido Socialista solicitaram por escrito, em 12 de Dezembro de 2003, ao Presidente da Assembleia Municipal da Moita, “a intervenção (…) junto das entidades adequadas no sentido dos factos poderem ser apurados os factos” e solicitaram que fosse facultada cópia dos documentos respeitantes às diligências desencadeadas, o que até ao momento não aconteceu.
Moita, 21 de Março de 2004
O Secretariado da CPC (PS)
segunda-feira, março 29, 2004
Revista de Imprensa I
Uma leitura da imprensa local é sempre um “must” para qualquer crítico do poder moiteiro que se queira bem informado das iniciativas das personalidades e instituições do burgo.
O “semanário independente da Moita e Baixa da Banheira” (note-se que não é de Alhos Vedros) que responde pelo nome de “Jornal da Moita” é um manancial de pretextos para dar brilho à pena.
Guardando para mais tarde a análise da aliança entre o poder tauromáquico, o poder político, a imprensa e a intelectualidade moiteira (e apêndices), podemos começar pela página 2 da edição de 25 de Março de 2004, onde se noticia o abespinhamento do actual vice-presidente da edilidade (lindo vocabulário, já parece que estagiei no jornal e tudo) com a situação da nossa agricultura e tece considerações de diversa ordem sobre o sector agrícola nacional e o mal que faz importar produtos do estrangeiro.
O homem tem toda a razão. Aliás, a autarquia a que tão ilustre edil pertence é um caso notório de grande apoio aos agricultores locais e de desenvolvimento das áreas agrícolas. A produção de urbanizações e barracões tem vindo a aumentar exponencialmente em tudo o que são terrenos livres, estando quase em situação de a Moita se tornar grande exportadora de apartamentos para países carenciados. Em matéria de nabos, bem ramudos, a produção também é abundante na Moita, sendo o vice-presidente da CMM um exemplo excepcional do seu viço (embora a rama comece a escassear).
Questões do tipo “como se classifica um país onde a situação agrícola vai diminuindo” são prementes e revelam um domínio brilhante e inovador da língua portuguesa e dos conceitos que esta temática mobiliza.
Rui Garcia adianta algumas respostas, embora esqueça uma essencial: a que só há boa produção, com bons terrenos e bom adubo. E, como até defende a produção biológica, o nosso edil deve estar feliz pois se há produção inesgotável na Moita é a de estrume, fisíco (a bosta propriamente dita, feita à base do belo dejecto intestinal) e intelectual (a bosta num sentido mais simbólico-metafórico, do género é merda mas está coberta por verborreia e pesporrência).
O “semanário independente da Moita e Baixa da Banheira” (note-se que não é de Alhos Vedros) que responde pelo nome de “Jornal da Moita” é um manancial de pretextos para dar brilho à pena.
Guardando para mais tarde a análise da aliança entre o poder tauromáquico, o poder político, a imprensa e a intelectualidade moiteira (e apêndices), podemos começar pela página 2 da edição de 25 de Março de 2004, onde se noticia o abespinhamento do actual vice-presidente da edilidade (lindo vocabulário, já parece que estagiei no jornal e tudo) com a situação da nossa agricultura e tece considerações de diversa ordem sobre o sector agrícola nacional e o mal que faz importar produtos do estrangeiro.
O homem tem toda a razão. Aliás, a autarquia a que tão ilustre edil pertence é um caso notório de grande apoio aos agricultores locais e de desenvolvimento das áreas agrícolas. A produção de urbanizações e barracões tem vindo a aumentar exponencialmente em tudo o que são terrenos livres, estando quase em situação de a Moita se tornar grande exportadora de apartamentos para países carenciados. Em matéria de nabos, bem ramudos, a produção também é abundante na Moita, sendo o vice-presidente da CMM um exemplo excepcional do seu viço (embora a rama comece a escassear).
Questões do tipo “como se classifica um país onde a situação agrícola vai diminuindo” são prementes e revelam um domínio brilhante e inovador da língua portuguesa e dos conceitos que esta temática mobiliza.
Rui Garcia adianta algumas respostas, embora esqueça uma essencial: a que só há boa produção, com bons terrenos e bom adubo. E, como até defende a produção biológica, o nosso edil deve estar feliz pois se há produção inesgotável na Moita é a de estrume, fisíco (a bosta propriamente dita, feita à base do belo dejecto intestinal) e intelectual (a bosta num sentido mais simbólico-metafórico, do género é merda mas está coberta por verborreia e pesporrência).
sexta-feira, março 26, 2004
Top 10 - afinal continua
Depois de um interlúdio causado pela seborreia intelectual de um ou outro leitor mais distraído continuemos com a nossa contagem:
4º lugar - Escola de Tauromaquia da Moita (ou lá que raio se chama a coisa).
É um local acolhedor, a caminho das paradisíacas praias do Gaio e Rosário, perto das estevas e velhas salinas, zona bucólica e aprazível para quem queira aliviar-se em ambiente quase campestre (as urbanizações ameaçam).
O maior senão é o perigo de algum moiteiro com pretensões tauromáquicas investir contra nós, confundindo-nos com um toureiro a sério e o nosso imponente órgão com uma firme bandarilha.
Quanto aos moiteiros de quatro patas, não há perigo. Ao contrário dos de 2, e apesar das semelhanças das armações chifrais, até são mansos e estão habituados ao alívio ao ar livre.
4º lugar - Escola de Tauromaquia da Moita (ou lá que raio se chama a coisa).
É um local acolhedor, a caminho das paradisíacas praias do Gaio e Rosário, perto das estevas e velhas salinas, zona bucólica e aprazível para quem queira aliviar-se em ambiente quase campestre (as urbanizações ameaçam).
O maior senão é o perigo de algum moiteiro com pretensões tauromáquicas investir contra nós, confundindo-nos com um toureiro a sério e o nosso imponente órgão com uma firme bandarilha.
Quanto aos moiteiros de quatro patas, não há perigo. Ao contrário dos de 2, e apesar das semelhanças das armações chifrais, até são mansos e estão habituados ao alívio ao ar livre.
terça-feira, março 23, 2004
Esclarecimento editorial - Parte II
Algumas críticas, umas mais perspicazes que outras, que nos foram dirigidas nos últimos tempos, pessoalmente ou por mail, levam-nos a alargar o esclarecimento inserido no último post.
Fundamentalmente, as críticas mais recorrentes que nos são dirigidas focam dois pontos:
a) Que nos refugiamos no anonimato, pelo que parecemos recear dar a cara pelo que escrevemos e pelas nossas posições.
b) Que a forma como por vezes alguns dos nossos colaboradores se expressam não presta um bom serviço à causa que dizemos defender.
Vamos a ver se nos entendemos.
Este blog tem ambições bem mais modestas do que as que nos assacam.
Se é verdade que a causa subjacente (combate ao poder moiteiro, recuperação do poder de decisão municipal para Alhos Vedros) existe e nos anima, não é menos verdade que isso não está associado a projectos de intervenção pessoal na actual luta política no concelho ou nas suas freguesias.
Para esse peditório já demos.
Há entre nós quem tenha actividade partidária há cerca de duas décadas.
Há quem, não tendo intervenção partidária, teve intervenção pública em assuntos de interesse para Alhos Vedros.
Há inclusivamente quem já tenha escrito sobre a freguesia, o concelho e a própria região em que se inserem, mais do que muitos intervenientes activos no processo político concelhio.
Ou seja, já todos nós demos a cara, a seu tempo, e em diversas formas.
O problema é que os resultados foram nulos e as nossas ideias nunca tiveram grande acolhimento nas estruturas de poder político institucional em acção no concelho. Deparámo-nos com indiferença e, muito em especial, com muita ignorância e estupidez, para nos deixarmos de rodeios.
Da esquerda (o nóvel BE) à direita (o repassado CDS/PP) encontrámos muita massa cinzenta, mas mais sob a forma de cimento e betão do que de neurónios vivos.
Por isso, cansámo-nos dessa intervenção formal e decidimos enveredar por uma via mais informal e divertida, pelo menos para nós. Quisemos agitar as águas de outra forma. Parece que o vamos conseguindo a pouco e pouco, mas sem que nos tenham ainda verdadeiramente percebido.
Estamo-nos borrifando para as lutas de poder e somos inutilizáveis (diria mesmo que inúteis) para aproveitamentos e manobras políticas dos aparelhos instalados, dominados por mentecaptos com maior ou menores capacidades de (auto)ilusão.
Os comunistas instalados na Moita são mais capitalistas do que muitos capitalistas assumidos. Os socialistas e social-democratas só diferem no facto de ainda não dominarem a situação. Quando lá chegassem pouco mudaria, excepção feita às empreitadas de obras públicas e licenças de construção. Os populares brilham no escuro e exibem duplas consoantes nos nomes para patego rir. Os bloquistas estão mais preocupados em legalizar os charritos e num discurso de politiquês correcto que só engana quem os não conhece.
Por isso, fazemos o que nos diverte e quem não quer não leia. Se alguém quiser criticar publicamente, esteja à vontade, pois divulgaremos mesmo os mais descabelados textos que nos enviarem a desdizer-nos, para publicação.
O que é pena, mas isso já esperávamos, é que boa parte dos nossos leitores andam, pelos vistos, enganados com as nossas ambições, vendo em nós ânsias que devem acalentar apenas em si.
Sejamos francos: estamos fartos da inépcia e imbecilidade dos responsáveis partidários do concelho da Moita. Portanto, não se admirem se vos gozarmos de acordo com os nossos interesses do momento. Já batemos em quem tivemos de bater, do vermelho (mais ou menos vivo) ao laranja, não esquecendo o nosso pirilampo azul e irascível.
Se não perceberam ainda o nosso espírito, talvez ainda vos possamos eleger como local ideal para fazermos as necessidades no nosso Top 10 dos locais para urinar e defecar em público.
Mas, por favor, não nos poupem à manifestação da vossa burrice asneante, pois é disso que se alimenta a nossa boa disposição. E quando repararem em alguém que sorrie à vossa passagem, desconfiem, pode ser um(a) de nós.
Fundamentalmente, as críticas mais recorrentes que nos são dirigidas focam dois pontos:
a) Que nos refugiamos no anonimato, pelo que parecemos recear dar a cara pelo que escrevemos e pelas nossas posições.
b) Que a forma como por vezes alguns dos nossos colaboradores se expressam não presta um bom serviço à causa que dizemos defender.
Vamos a ver se nos entendemos.
Este blog tem ambições bem mais modestas do que as que nos assacam.
Se é verdade que a causa subjacente (combate ao poder moiteiro, recuperação do poder de decisão municipal para Alhos Vedros) existe e nos anima, não é menos verdade que isso não está associado a projectos de intervenção pessoal na actual luta política no concelho ou nas suas freguesias.
Para esse peditório já demos.
Há entre nós quem tenha actividade partidária há cerca de duas décadas.
Há quem, não tendo intervenção partidária, teve intervenção pública em assuntos de interesse para Alhos Vedros.
Há inclusivamente quem já tenha escrito sobre a freguesia, o concelho e a própria região em que se inserem, mais do que muitos intervenientes activos no processo político concelhio.
Ou seja, já todos nós demos a cara, a seu tempo, e em diversas formas.
O problema é que os resultados foram nulos e as nossas ideias nunca tiveram grande acolhimento nas estruturas de poder político institucional em acção no concelho. Deparámo-nos com indiferença e, muito em especial, com muita ignorância e estupidez, para nos deixarmos de rodeios.
Da esquerda (o nóvel BE) à direita (o repassado CDS/PP) encontrámos muita massa cinzenta, mas mais sob a forma de cimento e betão do que de neurónios vivos.
Por isso, cansámo-nos dessa intervenção formal e decidimos enveredar por uma via mais informal e divertida, pelo menos para nós. Quisemos agitar as águas de outra forma. Parece que o vamos conseguindo a pouco e pouco, mas sem que nos tenham ainda verdadeiramente percebido.
Estamo-nos borrifando para as lutas de poder e somos inutilizáveis (diria mesmo que inúteis) para aproveitamentos e manobras políticas dos aparelhos instalados, dominados por mentecaptos com maior ou menores capacidades de (auto)ilusão.
Os comunistas instalados na Moita são mais capitalistas do que muitos capitalistas assumidos. Os socialistas e social-democratas só diferem no facto de ainda não dominarem a situação. Quando lá chegassem pouco mudaria, excepção feita às empreitadas de obras públicas e licenças de construção. Os populares brilham no escuro e exibem duplas consoantes nos nomes para patego rir. Os bloquistas estão mais preocupados em legalizar os charritos e num discurso de politiquês correcto que só engana quem os não conhece.
Por isso, fazemos o que nos diverte e quem não quer não leia. Se alguém quiser criticar publicamente, esteja à vontade, pois divulgaremos mesmo os mais descabelados textos que nos enviarem a desdizer-nos, para publicação.
O que é pena, mas isso já esperávamos, é que boa parte dos nossos leitores andam, pelos vistos, enganados com as nossas ambições, vendo em nós ânsias que devem acalentar apenas em si.
Sejamos francos: estamos fartos da inépcia e imbecilidade dos responsáveis partidários do concelho da Moita. Portanto, não se admirem se vos gozarmos de acordo com os nossos interesses do momento. Já batemos em quem tivemos de bater, do vermelho (mais ou menos vivo) ao laranja, não esquecendo o nosso pirilampo azul e irascível.
Se não perceberam ainda o nosso espírito, talvez ainda vos possamos eleger como local ideal para fazermos as necessidades no nosso Top 10 dos locais para urinar e defecar em público.
Mas, por favor, não nos poupem à manifestação da vossa burrice asneante, pois é disso que se alimenta a nossa boa disposição. E quando repararem em alguém que sorrie à vossa passagem, desconfiem, pode ser um(a) de nós.
segunda-feira, março 22, 2004
Esclarecimento
A equipa da redacção deste blog sente-se na necessidade de esclarecer os seus leitores que este é um blog de características humorístico-políticas, em que o desejo (conseguido ou não) de humor tem tanta importância como a sua possível(eis) mensagem(ns) política(s).
Infelizmente, nem todos perceberam à primeira (nem à 2ª, nem à 3ª, vamos a ver se à 4ª lá vão).
O nosso leitor Titta Maurício é um deles.
Só para fazer um paralelismo, é como o pessoal do blog "Gato Fedorento" estar a gozar com o José Castelo Branco e ele ainda lhes dar o gozo supremo de responder à provocação (Esclareça-se desde já, para evitar más-disposições, que só fomos buscar este exemplo porque foi Titta Maurício que primeiro falou em pirilampos que brilham).
Roldão Preto é o pseudónimo de um nosso colaborador que tem direito às suas opiniões. Boas ou más.
Digamos que é o nosso Avelino Ferreira Torres, alguém que não será "camarada", mas antes "colega" do nosso leitor Titta Maurício no partido a que pertence.
Roldão Preto tem toda a liberdade para escrever o que quiser neste blog, desde que não incorra em qualquer tipo de ilegalidade.
Não foi o caso. Titta Maurício acha-se emporcalhado, embora ao mesmo tempo ache que brilha. É paradoxal mas não impossível.
Ficamos ainda a saber que leu várias obras clássicas, o que é bom para a sua formação.
Ficámos ainda a saber que não gosta de tachos, o que é bom para as frigideiras.
Ficámos ainda a saber (muito ficámos nós a saber) que deixou de gostar de nós, o que é uma pena para ele.
Quanto a nós gostaríamos apenas que percebesse que "os meninos do bloguinho", "cobardes" e isso tudo se estão marimbando positivamente para leitores que não sabem distinguir uma mera brincadeira de uma ofensa. Leia Platão, para perceber o que Sócrates entendia como ironia, e também Umberto Eco ("O Nome da Rosa") para perceber os crimes que podem ser cometidos pelo medo do riso.
Brilhe, homem, brilhe, e veja se não acaba como aquelas borboletas que acabam por se queimar nas lâmpadas.
Leia-nos se quiser, caso contrário, não leia.
No fundo, cresça e apareça, pois como dizia um antigo professor meu de quem nem gosto particularmente, "não há cu que o aguente".
Assinado "Os meninos do blog" (Fazemos casamentos e baptizados, serviço ao domícilio, águas quentes e frias para lavar tudo o que deva ser lavado)
Infelizmente, nem todos perceberam à primeira (nem à 2ª, nem à 3ª, vamos a ver se à 4ª lá vão).
O nosso leitor Titta Maurício é um deles.
Só para fazer um paralelismo, é como o pessoal do blog "Gato Fedorento" estar a gozar com o José Castelo Branco e ele ainda lhes dar o gozo supremo de responder à provocação (Esclareça-se desde já, para evitar más-disposições, que só fomos buscar este exemplo porque foi Titta Maurício que primeiro falou em pirilampos que brilham).
Roldão Preto é o pseudónimo de um nosso colaborador que tem direito às suas opiniões. Boas ou más.
Digamos que é o nosso Avelino Ferreira Torres, alguém que não será "camarada", mas antes "colega" do nosso leitor Titta Maurício no partido a que pertence.
Roldão Preto tem toda a liberdade para escrever o que quiser neste blog, desde que não incorra em qualquer tipo de ilegalidade.
Não foi o caso. Titta Maurício acha-se emporcalhado, embora ao mesmo tempo ache que brilha. É paradoxal mas não impossível.
Ficamos ainda a saber que leu várias obras clássicas, o que é bom para a sua formação.
Ficámos ainda a saber que não gosta de tachos, o que é bom para as frigideiras.
Ficámos ainda a saber (muito ficámos nós a saber) que deixou de gostar de nós, o que é uma pena para ele.
Quanto a nós gostaríamos apenas que percebesse que "os meninos do bloguinho", "cobardes" e isso tudo se estão marimbando positivamente para leitores que não sabem distinguir uma mera brincadeira de uma ofensa. Leia Platão, para perceber o que Sócrates entendia como ironia, e também Umberto Eco ("O Nome da Rosa") para perceber os crimes que podem ser cometidos pelo medo do riso.
Brilhe, homem, brilhe, e veja se não acaba como aquelas borboletas que acabam por se queimar nas lâmpadas.
Leia-nos se quiser, caso contrário, não leia.
No fundo, cresça e apareça, pois como dizia um antigo professor meu de quem nem gosto particularmente, "não há cu que o aguente".
Assinado "Os meninos do blog" (Fazemos casamentos e baptizados, serviço ao domícilio, águas quentes e frias para lavar tudo o que deva ser lavado)
Resposta à resposta
Por uma vez a caravana passa...
Da primeira vez que no blog Alhos Vedros ao Poder resolveram "investir" contra mim, respondi com educação e julguei ter iniciado um diálogo entre seres racionais... e polidos! Já a resposta pareceu-me ácida, porém nos limites do tolerável. Até passei a ser um assíduo leitor do blog... e a simpatizar com as pretensões!
De repente, "passaram-se dos carretos" sem que eu tenha sido o causador ou sequer respondido! A não ser porque, como na fábula da serpente e do pirilampo... detestam quem, pensando diferente, brilhe!
A esta agora eu respondo:
com que então eu atrofio a vossa inteligência? O mero facto de aos meus argumentos só conseguirem rebater com o insulto é já elogio bastante! Continuem que eu gosto e a malta agradece...
"personagem de ópera bufa"? Eu não ando por aí a defender ideias sem fundamento e a asneirar, ofendendo outros e povoações inteiras! Se eu não soubesse que era mentira, julgaria que a razão para o decréscimo populacional observado em Alhos Vedros na última década se devia ao êxodo daqueles que não querem ser confundidos com certa posições bloguistas...
eu quero tacho, eu?!? Já pensaram que ao defenderem a cessão do concelho, denunciam a vontade de serem vereadores... de uma coisa ainda mais pequena! Não vos basta serem membros da Assembleia de Freguesia... ou acham que mereciam subir ao executivo da Junta? Se o meu móbil fosse o tacho acha que estando o meu partido no governo, 2 anos depois não o teria? Esqueceu-se (ou nem sabe) que o evento de encerramento da campanha eleitoral nacional autárquica do CDS-PP, em 2001, foi na Moita? E que o resultado autárquico alcançado pelo CDS-PP em 2001, no distrito de Setúbal, foi o melhor do país? E que, por isso, se o objectivo fosse o "tacho" esse seria um (mais do que excelente) "cartão-de-visita" para tal propósito? Aliás: eu prefiro ter esta liberdade que me permite dizer o que penso... Não avaliem os outros pelos vossos defeitos. Se estão à procura de "tacho" não acusem os outros... normalmente só se acusa os outros daquilo que queremos esconder em nós!
quanto à minha condição de "nado-morto": se o fosse (coisa que não cabe a um bloguinho determiná-lo) nunca seria como político, que não sou, mas apenas um cidadão que dedica alguns dos seus momentos livres à política! Mais, como diria o outro, as notícias da minha morte política são manifestamente exageradas! Finalmente, admito que possa ser morto na política, pois eu sou um alvo concreto, determinado e identificável... ao contrário dos cobardes meninos do clube do bloguinho que se escondem atrás do anonimato, para praticarem a calúnia e infâmia! Mas as acções ficam com quem as pratica!
lugar de vereador na Moita? Errado: Presidente da Câmara! Porque tenho projecto, ideias, vontade e meios para ajudar a nossa terra a ser melhor, a proporcionar mais e melhores salários, mais e melhor meio ambiente, mais e melhores condições para sermos felizes! E serão os militantes do CDS-PP e os eleitores da Moita quem decidirá!
quanto à questão do aborto... aqui o abuso demonstrou a vossa absoluta ignorância! Já li o Mein Kampf... como li o Das Kapital (de Karl Marx), A origem das espécies (de Charles Darwin), O que fazer? (de Vladimir Ilich Ulianov), O príncipe (de Nicola Machiavelli)... e tantos outros. E estes são só os com origem na esquerda. É que eu, sendo Professor Universitário (área de Direito Constitucional, Ciência Política e Sociologia) tenho o dever e oprazer de os ler, comentar e ensinar! Só não percebo o que isto tem a ver com o aborto?!? É mais uma das boutades do costume: dizer mal por dizer... por o Hitler no meio e.. quando julgam que provaram o quão malvado eu sou, só conseguem é demonstrar a estupidez de quem pouco tem para dizer!
não conheço o Manuel Pedro. Agradeço a defesa que ele faz das suas convicções... onde defender aqueles que são acusados nas costas é um princípio que partilhamos!!! Só tenho pena que, como sempre, os "perros" raivosos se voltem agora para ele. A grande vantagem é que já se tê de virar para dois lados... e um dia serão muitos mais! E aí... ficarão a "ladrar p'rás paredes"!
assumir que eu por pensar à direita "desejarei mal" ao Manuel Pedro só porque (suponho) ele é de esquerda é não só fazer um juízo muito errado do que sou e do que penso.. mas é mais o resultado do problema de "Narciso": quem muito se olha ao espelho, acaba por ver nos outros o seu mero reflexo!
Quanto às demais reflexões sobre "o poder moiteiro": vindas de quem vêm, só poderão fazer mais mal que bem às pretensões daqueles que defendem o "restauracionismo alhos vedrense"... mas a linguagem fica com quem a profere e as ideias jamais poderão ser mortas deste modo. Emporcalhadas, talvez! Mas, isso lava-se e passa!
Com os melhores cumprimentos,
João Titta Maurício
Da primeira vez que no blog Alhos Vedros ao Poder resolveram "investir" contra mim, respondi com educação e julguei ter iniciado um diálogo entre seres racionais... e polidos! Já a resposta pareceu-me ácida, porém nos limites do tolerável. Até passei a ser um assíduo leitor do blog... e a simpatizar com as pretensões!
De repente, "passaram-se dos carretos" sem que eu tenha sido o causador ou sequer respondido! A não ser porque, como na fábula da serpente e do pirilampo... detestam quem, pensando diferente, brilhe!
A esta agora eu respondo:
com que então eu atrofio a vossa inteligência? O mero facto de aos meus argumentos só conseguirem rebater com o insulto é já elogio bastante! Continuem que eu gosto e a malta agradece...
"personagem de ópera bufa"? Eu não ando por aí a defender ideias sem fundamento e a asneirar, ofendendo outros e povoações inteiras! Se eu não soubesse que era mentira, julgaria que a razão para o decréscimo populacional observado em Alhos Vedros na última década se devia ao êxodo daqueles que não querem ser confundidos com certa posições bloguistas...
eu quero tacho, eu?!? Já pensaram que ao defenderem a cessão do concelho, denunciam a vontade de serem vereadores... de uma coisa ainda mais pequena! Não vos basta serem membros da Assembleia de Freguesia... ou acham que mereciam subir ao executivo da Junta? Se o meu móbil fosse o tacho acha que estando o meu partido no governo, 2 anos depois não o teria? Esqueceu-se (ou nem sabe) que o evento de encerramento da campanha eleitoral nacional autárquica do CDS-PP, em 2001, foi na Moita? E que o resultado autárquico alcançado pelo CDS-PP em 2001, no distrito de Setúbal, foi o melhor do país? E que, por isso, se o objectivo fosse o "tacho" esse seria um (mais do que excelente) "cartão-de-visita" para tal propósito? Aliás: eu prefiro ter esta liberdade que me permite dizer o que penso... Não avaliem os outros pelos vossos defeitos. Se estão à procura de "tacho" não acusem os outros... normalmente só se acusa os outros daquilo que queremos esconder em nós!
quanto à minha condição de "nado-morto": se o fosse (coisa que não cabe a um bloguinho determiná-lo) nunca seria como político, que não sou, mas apenas um cidadão que dedica alguns dos seus momentos livres à política! Mais, como diria o outro, as notícias da minha morte política são manifestamente exageradas! Finalmente, admito que possa ser morto na política, pois eu sou um alvo concreto, determinado e identificável... ao contrário dos cobardes meninos do clube do bloguinho que se escondem atrás do anonimato, para praticarem a calúnia e infâmia! Mas as acções ficam com quem as pratica!
lugar de vereador na Moita? Errado: Presidente da Câmara! Porque tenho projecto, ideias, vontade e meios para ajudar a nossa terra a ser melhor, a proporcionar mais e melhores salários, mais e melhor meio ambiente, mais e melhores condições para sermos felizes! E serão os militantes do CDS-PP e os eleitores da Moita quem decidirá!
quanto à questão do aborto... aqui o abuso demonstrou a vossa absoluta ignorância! Já li o Mein Kampf... como li o Das Kapital (de Karl Marx), A origem das espécies (de Charles Darwin), O que fazer? (de Vladimir Ilich Ulianov), O príncipe (de Nicola Machiavelli)... e tantos outros. E estes são só os com origem na esquerda. É que eu, sendo Professor Universitário (área de Direito Constitucional, Ciência Política e Sociologia) tenho o dever e oprazer de os ler, comentar e ensinar! Só não percebo o que isto tem a ver com o aborto?!? É mais uma das boutades do costume: dizer mal por dizer... por o Hitler no meio e.. quando julgam que provaram o quão malvado eu sou, só conseguem é demonstrar a estupidez de quem pouco tem para dizer!
não conheço o Manuel Pedro. Agradeço a defesa que ele faz das suas convicções... onde defender aqueles que são acusados nas costas é um princípio que partilhamos!!! Só tenho pena que, como sempre, os "perros" raivosos se voltem agora para ele. A grande vantagem é que já se tê de virar para dois lados... e um dia serão muitos mais! E aí... ficarão a "ladrar p'rás paredes"!
assumir que eu por pensar à direita "desejarei mal" ao Manuel Pedro só porque (suponho) ele é de esquerda é não só fazer um juízo muito errado do que sou e do que penso.. mas é mais o resultado do problema de "Narciso": quem muito se olha ao espelho, acaba por ver nos outros o seu mero reflexo!
Quanto às demais reflexões sobre "o poder moiteiro": vindas de quem vêm, só poderão fazer mais mal que bem às pretensões daqueles que defendem o "restauracionismo alhos vedrense"... mas a linguagem fica com quem a profere e as ideias jamais poderão ser mortas deste modo. Emporcalhadas, talvez! Mas, isso lava-se e passa!
Com os melhores cumprimentos,
João Titta Maurício
terça-feira, março 16, 2004
Top 10 das necessidades ao ar livre - 1ª metade da tabela
Recordemos que estamos a passar em revista os melhores locais para fazer as necessidades fisiológicas na Moita, atendendo á falta de sanitários públicos.
Quem tiver mais sugestões pode sempre enviá-las para avedros@clix.pt.
5º lugar - Pelourinho da Moita
Aqui está um lugar solene para fazer o que é necessário.
Ao contrário de Alhos Vedros que tem um digno pelourinho manuelino (o único completo de todo o distrito), a Moita tem um sucedâneo produzido em pleno Estado Novo, ou seja um pelourinho fascista, aliás, como o próprio poder moiteiro.
Aliviar as entranhas em tal objecto - inestético e desprovido de valor artístico - é um favor feito ao bom gosto e aos valores da democracia e poder popular.
Deveria haver mesmo uma romaria mensal de alhosvedrenses e outras gentes submetidas à força à Moita para conspurcar dignamente tal símbolo de um poder usurpador e, nem de propósito, caucionado pelo poder salazarista.
Quem tiver mais sugestões pode sempre enviá-las para avedros@clix.pt.
5º lugar - Pelourinho da Moita
Aqui está um lugar solene para fazer o que é necessário.
Ao contrário de Alhos Vedros que tem um digno pelourinho manuelino (o único completo de todo o distrito), a Moita tem um sucedâneo produzido em pleno Estado Novo, ou seja um pelourinho fascista, aliás, como o próprio poder moiteiro.
Aliviar as entranhas em tal objecto - inestético e desprovido de valor artístico - é um favor feito ao bom gosto e aos valores da democracia e poder popular.
Deveria haver mesmo uma romaria mensal de alhosvedrenses e outras gentes submetidas à força à Moita para conspurcar dignamente tal símbolo de um poder usurpador e, nem de propósito, caucionado pelo poder salazarista.
sexta-feira, março 12, 2004
Direito de resposta - Roldão Preto
Para intercalar a tabela do Top 10, aqui temos mais um texto polémico do nosso leitor Roldão Preto, ainda pouco satisfeito com o nosso leitor Titta Maurício e a defesa que dele foi feita pelo nosso colaborador Manuel Pedro
Indivíduos como o Titta Maurício, só fazem é atrofiar-nos a inteligência e no fundo só querem é tacho, e um lugarzinho de vereador na Câmara da Moita.
Não entendo como Manuel Pedro pode defender esta personagem de ópera Bufa, deve ser devido ao seu "humanismo" de esquerda, doença que afecta os "intelectuais" marxistas...
Manuel Pedro defende o seu inimigo, na concepção "democrática" que tem por base todas aquelas teorias pacifistas e humanistas que dizem que temos de dar voz e liberdade, mesmo aqueles que nos desejam mal e se tiverem a mínima opurtunidade nos pisam e destroem !
Não vou aqui perder mais tempo com o Titta, porque não gosto de gastar cera com ruím defunto, e chamo-lhe defunto porque ele é um nado-morto da política local !
Ele que é contra o aborto deveria era ler o Mein Kampf, em vez da Bíblia.
Enfim vou agora directamente ao artigo, que espero o dono deste Blog publique em nome da liberdade de expressão:
Alhos Vedros tem sido menosprezado e pisado pelo poder moiteiro desde que perdeu a sua independência e o seu concelho.
Podem dizer que mais nos une aos moiteiros do que nos divide.
Mas isso diz quem não vive na Moita !
Eu vivo entre os moiteiros, amoitado, e só quem não contacta com os moiteiros é que pode querer governar esta gentalha...Durante as festas da Moita que acontecem diversas vezes por ano, as ruas ficam fechadas ao trânsito para os moiteiros fazerem largadas, o barulho das luzes é ensurdecedor.
Os moiteiros jogam morteiros continuamente e sem descanso até ficarem sem dedos...
Acordam-nos às 8 da manhã, soltando 8 morteiros, que fazem disparar os alarmes dos carros disparar e tocar freneticamente.
Para finalizar este meu artigo vou-lhes contar o que mais me custa
pessoalmente, eu que sou Alhosvedrense e infelizmente sou obrigado POR MOTIVOS POLÍTICOS a viver no exílio aqui na Moita...é que para transitar dentro da Moita durante as festas tem ter de se pôr um papel no carro, a dizer que se é residente, ou seja é a humilhação máxima para um Alhosvedrense como eu, ter de andar com um rótulo de moiteiro colado no pára-brisas do carro !
SECESSÃO OU MORTE
Indivíduos como o Titta Maurício, só fazem é atrofiar-nos a inteligência e no fundo só querem é tacho, e um lugarzinho de vereador na Câmara da Moita.
Não entendo como Manuel Pedro pode defender esta personagem de ópera Bufa, deve ser devido ao seu "humanismo" de esquerda, doença que afecta os "intelectuais" marxistas...
Manuel Pedro defende o seu inimigo, na concepção "democrática" que tem por base todas aquelas teorias pacifistas e humanistas que dizem que temos de dar voz e liberdade, mesmo aqueles que nos desejam mal e se tiverem a mínima opurtunidade nos pisam e destroem !
Não vou aqui perder mais tempo com o Titta, porque não gosto de gastar cera com ruím defunto, e chamo-lhe defunto porque ele é um nado-morto da política local !
Ele que é contra o aborto deveria era ler o Mein Kampf, em vez da Bíblia.
Enfim vou agora directamente ao artigo, que espero o dono deste Blog publique em nome da liberdade de expressão:
Alhos Vedros tem sido menosprezado e pisado pelo poder moiteiro desde que perdeu a sua independência e o seu concelho.
Podem dizer que mais nos une aos moiteiros do que nos divide.
Mas isso diz quem não vive na Moita !
Eu vivo entre os moiteiros, amoitado, e só quem não contacta com os moiteiros é que pode querer governar esta gentalha...Durante as festas da Moita que acontecem diversas vezes por ano, as ruas ficam fechadas ao trânsito para os moiteiros fazerem largadas, o barulho das luzes é ensurdecedor.
Os moiteiros jogam morteiros continuamente e sem descanso até ficarem sem dedos...
Acordam-nos às 8 da manhã, soltando 8 morteiros, que fazem disparar os alarmes dos carros disparar e tocar freneticamente.
Para finalizar este meu artigo vou-lhes contar o que mais me custa
pessoalmente, eu que sou Alhosvedrense e infelizmente sou obrigado POR MOTIVOS POLÍTICOS a viver no exílio aqui na Moita...é que para transitar dentro da Moita durante as festas tem ter de se pôr um papel no carro, a dizer que se é residente, ou seja é a humilhação máxima para um Alhosvedrense como eu, ter de andar com um rótulo de moiteiro colado no pára-brisas do carro !
SECESSÃO OU MORTE
quarta-feira, março 10, 2004
Top 10 - a fechar a 1ª metade da tabela
6º lugar - Junto à esquadra da GNR
Este é, de longe, o local mais calmo para a actividade mictória em todo o concelho.
É um repouso absoluto. É dos sítios mais pacatos que se podem encontrar, pois a actividade é quase nula, tirando uns arrotos após o almoço, uns suspiros pela hora de fechar a porta (pois, porque agora as esquadras têm hora de abertura e fecho) e uma ou outra alma que, por engano, ali entra a pensar que pode tratar de qualquer assunto.
Em caso de perturbação da ordem pública, este é um bom refúgio, porque é certo que, em tal eventualidade, ninguém ali mexe uma palha.
Quanto ao facto de ser relativamente ilegal fazer as necessidades em público (pois pode ser considerado atentado ao pudor ou mesmo conspurcação da via pública) por certo que não será em tal local que alguém estará a pensar em evitar qualquer transgressão.
Para além disso, mesmo que alguém procure fazer qualquer coisa, nesta vizinhança ninguém tem forma física para apanhar um caracol coxo e anémico em tarde de sol.
O sítio não é muito agradável (quiçá mesmo algo sombrio) mas nada substitui uma muda de água às azeitonas (no 8º lugar já a tínhamos mudado aos tremoços, por isso...) em tamanho recato.
Bem haja a GNR pelo descanso que dá à população em geral e aos mijadores necessitados, em particular.
Este é, de longe, o local mais calmo para a actividade mictória em todo o concelho.
É um repouso absoluto. É dos sítios mais pacatos que se podem encontrar, pois a actividade é quase nula, tirando uns arrotos após o almoço, uns suspiros pela hora de fechar a porta (pois, porque agora as esquadras têm hora de abertura e fecho) e uma ou outra alma que, por engano, ali entra a pensar que pode tratar de qualquer assunto.
Em caso de perturbação da ordem pública, este é um bom refúgio, porque é certo que, em tal eventualidade, ninguém ali mexe uma palha.
Quanto ao facto de ser relativamente ilegal fazer as necessidades em público (pois pode ser considerado atentado ao pudor ou mesmo conspurcação da via pública) por certo que não será em tal local que alguém estará a pensar em evitar qualquer transgressão.
Para além disso, mesmo que alguém procure fazer qualquer coisa, nesta vizinhança ninguém tem forma física para apanhar um caracol coxo e anémico em tarde de sol.
O sítio não é muito agradável (quiçá mesmo algo sombrio) mas nada substitui uma muda de água às azeitonas (no 8º lugar já a tínhamos mudado aos tremoços, por isso...) em tamanho recato.
Bem haja a GNR pelo descanso que dá à população em geral e aos mijadores necessitados, em particular.
segunda-feira, março 08, 2004
Top 10 - Não desistimos
7º Lugar - Traseiras do Restaurante Horizonte Azul
Aqui está um local que reune diversas condições que se podem considerar ideais para aliviar a bexiga ao ar livre, desde que se obedeça a algumas regras simples.
Em primeiro lugar, escolher a hora de almoço, se possível praí das 13 às 15 horas, ou jantar (embora seja mais incómodo no Inverno). Em seguida, reparar se o "parque de estacionamento" está bem repleto de carros de alta cilindrada e marca alemã. Depois, atentar no sentido do vento. Outro cuidado a ter é não nos expormos desnecessariamente ao trânsito em circulação e aos curiosos mirones.
Reunidas estas condições optar pelas traseiras do estabelecimento ou mesmo pelas rodas dos carros.
Desta forma, se poderá expelir a bela urina dourada apreciando a paisagem do estuário do Tejo, desde que a brisa não seja muito forte, e ao mesmo tempo pensando que o estamos a fazer enquanto as eleites político-económicas do poder moiteiro comem à tripa forra no interior do restaurante.
Num estado mais avançado, se estivermos mais para a produção de fezes, poderemos mesmo mais tarde gabarmo-nos de nos termos cagado para o Presidente e Vereadores da CMM (parece que são figuras recorrentes à mesa do "Horizonte Azul).
Consideramos que, a pleno céu aberto, poucas opções melhores poderemos encontrar no concelho.
No conjunto dos parâmetros este é um espaço de 4 estrelas.
Aqui está um local que reune diversas condições que se podem considerar ideais para aliviar a bexiga ao ar livre, desde que se obedeça a algumas regras simples.
Em primeiro lugar, escolher a hora de almoço, se possível praí das 13 às 15 horas, ou jantar (embora seja mais incómodo no Inverno). Em seguida, reparar se o "parque de estacionamento" está bem repleto de carros de alta cilindrada e marca alemã. Depois, atentar no sentido do vento. Outro cuidado a ter é não nos expormos desnecessariamente ao trânsito em circulação e aos curiosos mirones.
Reunidas estas condições optar pelas traseiras do estabelecimento ou mesmo pelas rodas dos carros.
Desta forma, se poderá expelir a bela urina dourada apreciando a paisagem do estuário do Tejo, desde que a brisa não seja muito forte, e ao mesmo tempo pensando que o estamos a fazer enquanto as eleites político-económicas do poder moiteiro comem à tripa forra no interior do restaurante.
Num estado mais avançado, se estivermos mais para a produção de fezes, poderemos mesmo mais tarde gabarmo-nos de nos termos cagado para o Presidente e Vereadores da CMM (parece que são figuras recorrentes à mesa do "Horizonte Azul).
Consideramos que, a pleno céu aberto, poucas opções melhores poderemos encontrar no concelho.
No conjunto dos parâmetros este é um espaço de 4 estrelas.
domingo, março 07, 2004
Top 10 - Sempre a subir
8º lugar - Os recantos das Estação dos Correios
Mais conhecida como a irmã anã e atarracada das Amoreiras, a estação dos CTT da Moita é um prodígio de recantos para a bela "mijinha".
Para quem lá passe com frequência, isto não é uma novidade e muitos menos para todos aqueles que já usaram tão belo recinto para mudarem a água aos tremoços.
Não há cantinho esconso que não esteja repleto de sinais que quadrupedes e bípedes elegeram esta Estação como um "must" para a tarefa mictória.
Portanto, não quebremos a corrente.
Mais conhecida como a irmã anã e atarracada das Amoreiras, a estação dos CTT da Moita é um prodígio de recantos para a bela "mijinha".
Para quem lá passe com frequência, isto não é uma novidade e muitos menos para todos aqueles que já usaram tão belo recinto para mudarem a água aos tremoços.
Não há cantinho esconso que não esteja repleto de sinais que quadrupedes e bípedes elegeram esta Estação como um "must" para a tarefa mictória.
Portanto, não quebremos a corrente.
domingo, fevereiro 29, 2004
Top 10 - continuação
9º lugar - Parque da Moita.
É apenas justo que qualquer ser humano tenha os mesmos direitos que os cãezinhos dos moiteiros e moiteiras que os põem a fazer toda a porcaria na relva e junto às árvores onde, depois, as criancinhas andam a correr e a brincar. É ver pela frescura da manhã, respeitáveis (?) senhoras e senhores a darem ar às pilinhas dos lulus parque acima e parque abaixo.
Por isso, nada como escolhermos igualmente um belo spot e despejar o que aja a despejar. Já que não se lembraram de fazer uns WCzinhos à mão.
E vivam os direitos dos animais.
É apenas justo que qualquer ser humano tenha os mesmos direitos que os cãezinhos dos moiteiros e moiteiras que os põem a fazer toda a porcaria na relva e junto às árvores onde, depois, as criancinhas andam a correr e a brincar. É ver pela frescura da manhã, respeitáveis (?) senhoras e senhores a darem ar às pilinhas dos lulus parque acima e parque abaixo.
Por isso, nada como escolhermos igualmente um belo spot e despejar o que aja a despejar. Já que não se lembraram de fazer uns WCzinhos à mão.
E vivam os direitos dos animais.
TOP 10 dos melhores sítios para urinar na Moita
Como prometemos, irá ser desenvolvida uma análise detalhada dos melhores locais para se urinar (ou mesmo defecar) fora de casa na localidade da Moita pois as autoridades locais acham que urinóis públicos são coisa do passado que não cabem no século XXI (infelizmente a nossa bexiga e intestino não foram informados).
Ou fingimos ir tomar uma bica ao café da esquina ou então resta-nos ir à Biblioteca Pública fingir que vamos ler a Enciclopédia da Estupidez Humana.
Comecemos por ordem crescente:
10º lugar: No acesso às antigas casas de banho públicas na Avenida (frente à CGD). Nada mais justo usar o espaço que durante tantos anos nos permitiu aliviar as nossas impaciências. A porta está fechada ? Faz-se no acesso. Contra temos o facto de ser pouco higiénico ao fim de um certo tempo de utilização mas favor temos o fedor que se vai soltar para a via pública e atingir o narizinho delicado do moiteiro transeunte.
Brevemente seguir-se ão novas propostas - o 9º e 8º lugares estão quase aí.
Ou fingimos ir tomar uma bica ao café da esquina ou então resta-nos ir à Biblioteca Pública fingir que vamos ler a Enciclopédia da Estupidez Humana.
Comecemos por ordem crescente:
10º lugar: No acesso às antigas casas de banho públicas na Avenida (frente à CGD). Nada mais justo usar o espaço que durante tantos anos nos permitiu aliviar as nossas impaciências. A porta está fechada ? Faz-se no acesso. Contra temos o facto de ser pouco higiénico ao fim de um certo tempo de utilização mas favor temos o fedor que se vai soltar para a via pública e atingir o narizinho delicado do moiteiro transeunte.
Brevemente seguir-se ão novas propostas - o 9º e 8º lugares estão quase aí.
sábado, fevereiro 21, 2004
Problemas técnicos
O nosso blog tem andado meio parado por razões técnicas não por falta de assunto ou de vontade verrinosa de flagelar o poder moiteiro.
Para breve, para além de outras promessas anteriores, anuncia-se um grandioso artigo sobre os melhores lugares para urinar ou defecar, fora de casa, no nosso concelho, atendendo à falta gritante de urinóis públicos.
Até me torço todo de antecipação de tão gostosa prosa.
Para breve, para além de outras promessas anteriores, anuncia-se um grandioso artigo sobre os melhores lugares para urinar ou defecar, fora de casa, no nosso concelho, atendendo à falta gritante de urinóis públicos.
Até me torço todo de antecipação de tão gostosa prosa.
terça-feira, fevereiro 03, 2004
Figuras mediáticas alhosvedrenses - Miguel de Sousa
Sim, é verdade.
Existe um alhosvedrense mediático, e não estamos a falar da nossa conterrânea anã que fez sucesso nos programas da primeira fase da SIC.
É ele o Miguel de Sousa (MS), vidente (e não medium), é verdade, mas apesar disso é um filho de Alhos Vedros. É certo que vê-lo, pipilante, no seu calçãozinho justo a caminho da Escola, tira alguma aura mística a uma personalidade desta projecção, mas sempre é uma figura do nosso Jet-Seis.
O rapaz (por momentos ia escrevendo homem, mas não que que me processem) aparece na TV, publica horóscopos nas reviats de sociedade, entrevista alguns dos nossos “famosos” (ponham aspas nisso) e agora até já dá entrevistas.
Vem isto a propósito da entrevista que MS deu à Maxmen deste mês, a qual revela todo o prodígio que ele é e só pode derivar da infância alhosvedrense, entalada entre os gases tóxicos da CUF/Quimigal e os gases ainda mais tóxicos do hálito dos moiteiros.
O que ficamos, então, a saber nesta entrevista ?
· Que MS não tem visões (ora bolas !!!).
· Que MS não é mais sério que os outros (O QUÊ ???)
· Acerta em 80% das previsões (já veremos, mais abaixo, porquê).
· Que aprendeu o que sabe com o mestre Belline em Marselha (não terá sido com o Bellini em Nápoles ?).
· Que ninguém em Portugal está em condições de lhe aumentar a “bagagem” (do que é que ele está exactamente a falar ? Do “pacote” ?).
· Que deitou cartas a uma actriz francesa desconhecida que o ajudou muito (de que maneira ? Conta ! Conta !!).
· Que tem ranking no Delta Blanc (uh ???).
· Que previu a morte da Lady Di (eu também sou capaz de prever a morte de toda a Família Real inglesa para este século e não me ando a gabar disso).
· Que não joga à sueca (nem à italiana, nem à brasileira, disso já desconfiava eu, desde que ele era pequenino).
· Que não quer falar sobre o caso da Casa Pia (ele lá saberá porquê...).
Quanto a previsões para 2004, temos material ainda melhor:
· O FCPorto vai ser campeão (isto é uma grande surpresa para todos, em geral, e para o Mourinho, em particular).
· Portugal não vai ser campeão europeu de futebol (não me digas .... esta é uma previsão difícil cum’ó caraças).
· O Papa vai morrer (esta é baixa, Miguel, pois o homem só não morreu porque ainda não o informaram).
· O Marcelo Rebelo de Sousa vai ser candidato à Presidência (olhe que não, olhe que não).
Ou seja, vais acertar 3 em 4, o que dá 75% e está perto da tua média. És o maior.
O problema é que todos os alhosvedrenses com mais de 60 de QI são capazes de prever tudo aquilo em que vais acertar.
Verdade seja, tu não estás mal. Nós é que somos todos muit’a bons, dentro do género visionário e vidente.
Eu, por exemplo, só falho na previsão da elevação de Alhos Vedros a sede de concelho já em 2004 e consigo os mesmos 75%.
Então se acrescentar a previsão dificílima que, durante este ano, vão continuar a existir fiscais e GNR’s moiteiros corruptos, consigo acertar 4 em 5, chego aos 80% e ainda me arrisco a escrever cartas astrais com a Maya (está a ficar fora do prazo, mas não me importava de a ver de saiazinha curta a caminho da Escola, como vi o MS) para a SIC e a Nova Gente.
Bem haja, Miguel, que tão alto elevas o nome de Alhos Vedros.
PS: Não perca o próximo episódio das “figuras mediáticas alhosvedrenses” no qual se revela que quando o autor deste post há 10-12 anos lhe comprava jornais, Isabel Angelino ainda tinha pelos nas pernas (a depilação a laser ainda não estava entre nós).
Existe um alhosvedrense mediático, e não estamos a falar da nossa conterrânea anã que fez sucesso nos programas da primeira fase da SIC.
É ele o Miguel de Sousa (MS), vidente (e não medium), é verdade, mas apesar disso é um filho de Alhos Vedros. É certo que vê-lo, pipilante, no seu calçãozinho justo a caminho da Escola, tira alguma aura mística a uma personalidade desta projecção, mas sempre é uma figura do nosso Jet-Seis.
O rapaz (por momentos ia escrevendo homem, mas não que que me processem) aparece na TV, publica horóscopos nas reviats de sociedade, entrevista alguns dos nossos “famosos” (ponham aspas nisso) e agora até já dá entrevistas.
Vem isto a propósito da entrevista que MS deu à Maxmen deste mês, a qual revela todo o prodígio que ele é e só pode derivar da infância alhosvedrense, entalada entre os gases tóxicos da CUF/Quimigal e os gases ainda mais tóxicos do hálito dos moiteiros.
O que ficamos, então, a saber nesta entrevista ?
· Que MS não tem visões (ora bolas !!!).
· Que MS não é mais sério que os outros (O QUÊ ???)
· Acerta em 80% das previsões (já veremos, mais abaixo, porquê).
· Que aprendeu o que sabe com o mestre Belline em Marselha (não terá sido com o Bellini em Nápoles ?).
· Que ninguém em Portugal está em condições de lhe aumentar a “bagagem” (do que é que ele está exactamente a falar ? Do “pacote” ?).
· Que deitou cartas a uma actriz francesa desconhecida que o ajudou muito (de que maneira ? Conta ! Conta !!).
· Que tem ranking no Delta Blanc (uh ???).
· Que previu a morte da Lady Di (eu também sou capaz de prever a morte de toda a Família Real inglesa para este século e não me ando a gabar disso).
· Que não joga à sueca (nem à italiana, nem à brasileira, disso já desconfiava eu, desde que ele era pequenino).
· Que não quer falar sobre o caso da Casa Pia (ele lá saberá porquê...).
Quanto a previsões para 2004, temos material ainda melhor:
· O FCPorto vai ser campeão (isto é uma grande surpresa para todos, em geral, e para o Mourinho, em particular).
· Portugal não vai ser campeão europeu de futebol (não me digas .... esta é uma previsão difícil cum’ó caraças).
· O Papa vai morrer (esta é baixa, Miguel, pois o homem só não morreu porque ainda não o informaram).
· O Marcelo Rebelo de Sousa vai ser candidato à Presidência (olhe que não, olhe que não).
Ou seja, vais acertar 3 em 4, o que dá 75% e está perto da tua média. És o maior.
O problema é que todos os alhosvedrenses com mais de 60 de QI são capazes de prever tudo aquilo em que vais acertar.
Verdade seja, tu não estás mal. Nós é que somos todos muit’a bons, dentro do género visionário e vidente.
Eu, por exemplo, só falho na previsão da elevação de Alhos Vedros a sede de concelho já em 2004 e consigo os mesmos 75%.
Então se acrescentar a previsão dificílima que, durante este ano, vão continuar a existir fiscais e GNR’s moiteiros corruptos, consigo acertar 4 em 5, chego aos 80% e ainda me arrisco a escrever cartas astrais com a Maya (está a ficar fora do prazo, mas não me importava de a ver de saiazinha curta a caminho da Escola, como vi o MS) para a SIC e a Nova Gente.
Bem haja, Miguel, que tão alto elevas o nome de Alhos Vedros.
PS: Não perca o próximo episódio das “figuras mediáticas alhosvedrenses” no qual se revela que quando o autor deste post há 10-12 anos lhe comprava jornais, Isabel Angelino ainda tinha pelos nas pernas (a depilação a laser ainda não estava entre nós).
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Crónicas do Quotidiano - Estacionamento moiteiro
Hoje tive a desdita de ter de estacionar em território moiteiro. Ordeiro, parei o meu carrinho enquanto esperava por uma pessoa.
Nisto, chega um condutor trintão tipicamente moiteiro.
Atravessa o jipe atrás de mim, cortando-me a saída e põe-se a olhar para fora, de oculinho escuro (estava tudo nublado e chovia) e mascando pastilha. Depois, sai da coisa, deixa as portas abertas e vai falar não sei com quem.
Fiquei a admirar a leveza da educação daquela besta.
O mundo era só dele.
Que grande balde de merda que merecia ter levado por aquelas ventas abaixo.
Não é espécime único, mas o moiteiro ao volante é um desvio da Natureza.
João Carneiro
Nisto, chega um condutor trintão tipicamente moiteiro.
Atravessa o jipe atrás de mim, cortando-me a saída e põe-se a olhar para fora, de oculinho escuro (estava tudo nublado e chovia) e mascando pastilha. Depois, sai da coisa, deixa as portas abertas e vai falar não sei com quem.
Fiquei a admirar a leveza da educação daquela besta.
O mundo era só dele.
Que grande balde de merda que merecia ter levado por aquelas ventas abaixo.
Não é espécime único, mas o moiteiro ao volante é um desvio da Natureza.
João Carneiro
domingo, janeiro 25, 2004
Afinando a maquinaria
Andam por aí uns pendentes a anunciar uma concentração de Tunning para dia 1 de Fevereiro junto à Escola Básica 2+3 D. Pedro II. Por estranho que pareça, tal actividade, tem o apoio da Câmara Municipal da Moita.
Ora aí temos.
Nada como apoiar uma actividade que, só para os muito distraídos e hipócritas, é que não está nos limites da legalidade.
A concentração por si só, não tem nada de ilegal.
Agora o que me parece é que o que eles fazem depois não é, e todos o sabemos.
Só que dá o apoiozinhos - e que tal um subsidiozinho - é que não.
Se calhar temos uns autarcas todos radicais (tipo Carlos Sousa, de noite, a "abrir" de mota nas estradas e atalhos da Arrábida) e não sabíamos.
Isto é o poder moiteiro em todo o seu esplendor mentecapto.
Ora aí temos.
Nada como apoiar uma actividade que, só para os muito distraídos e hipócritas, é que não está nos limites da legalidade.
A concentração por si só, não tem nada de ilegal.
Agora o que me parece é que o que eles fazem depois não é, e todos o sabemos.
Só que dá o apoiozinhos - e que tal um subsidiozinho - é que não.
Se calhar temos uns autarcas todos radicais (tipo Carlos Sousa, de noite, a "abrir" de mota nas estradas e atalhos da Arrábida) e não sabíamos.
Isto é o poder moiteiro em todo o seu esplendor mentecapto.
sábado, janeiro 17, 2004
sexta-feira, janeiro 16, 2004
Manifesto Anti-Titta não é correcto !
Estou profundamente indignado com o "Manifesto Anti-Titta" de autoria de "Roldão Preto", acho que são manifestações desta índole que podem comprometer desde já à partida o movimento embrionário que visa a restauração do concelho de Alhos Vedros, isto compreendendo a abrangência das duas posições chave que dinamizam este Blog: A secessão ( Divisão do actual concelho da Moita em dois, ficando Alhos Vedros e a Moita coexistindo
como concelhos independentes, posição da qual sou apologista, com a separação natural que é o rio da Moita *) e o integralismo ou
integracionismo que pretende a mudança para Alhos Vedros do poder usurpado pela Moita, em nome do centralismo e numa visão mais regionalista do tema da restauração do concelho de A.Vedros, inclusivé podendo abranger localidades vizinhas como é o caso do Lavradio, Coina e quiçá o próprio Barreiro, de que é defensor o meu caro amigo e criador deste Blog.
Estas duas ideias são aparentemente antagónicas mas não o são na realidade, porque não se põe em causa a ideia básica que é a restauração do concelho de Alhos Vedros.
Mas quando indíviduos como "Roldão Preto" apenas utilizam a critíca destrutiva e nada apresentam como alternativa ao " Status Quo" actual, a credibilidade do Blog, Alhos Vedros ao Poder, fica manchada e em nada contribui para o fortalecimento do movimento emergente para a restauração do Concelho de Alhos Vedros.
Lembro a Roldão Preto (...Curioso nome, que faz lembrar Rolão Preto, que foi o impulsionador em Portugal do Nacional-Sindicalismo na segunda década do séc. 20, e fervoroso admirador do fascismo Italiano e do Nazismo Alemão ) que os ideais radicais de extrema direita já foram à muito eleminados da face da Terra, com a derrota do Fascismo e do Nazismo e em Portugal com o
advento da gloriosa Revolução de Abril.
Mesmo que não se concorde com as ideias de Titta Mauricio, não se deve partir para a crítica destrutiva do indíviduo, mas sim para um diálogo que possa talvez encontrar mais pontos em
comum do que divergências que nos separam.
E não podemos esquecer que a Baixa da Banheira e o Vale da Amoreira terão o incontornável o direito de ter um estatuto priveligiado no futuro estatuto das freguesias a integrar, se assim os seus cidadãos o entenderem, no futuro concelho de Alhos Vedros, que posteriormente explicarei em próximas
crónicas, aqui neste Blog e também se assim for permitido, no jornal de referência O RIO.
*Quero frisar que esta idea não tem como intuito a destruição económica dum futuro concelho da Moita, independente do futuro concelho de Alhos Vedros, mas sim uma maior rentabilização dos dois futuros concelhos, isto multiplicando por dois as potencialidades da nossa região, ao invés de agora que estão divididas por dois.
Saudações Restauracionistas
Manuel Pedro
como concelhos independentes, posição da qual sou apologista, com a separação natural que é o rio da Moita *) e o integralismo ou
integracionismo que pretende a mudança para Alhos Vedros do poder usurpado pela Moita, em nome do centralismo e numa visão mais regionalista do tema da restauração do concelho de A.Vedros, inclusivé podendo abranger localidades vizinhas como é o caso do Lavradio, Coina e quiçá o próprio Barreiro, de que é defensor o meu caro amigo e criador deste Blog.
Estas duas ideias são aparentemente antagónicas mas não o são na realidade, porque não se põe em causa a ideia básica que é a restauração do concelho de Alhos Vedros.
Mas quando indíviduos como "Roldão Preto" apenas utilizam a critíca destrutiva e nada apresentam como alternativa ao " Status Quo" actual, a credibilidade do Blog, Alhos Vedros ao Poder, fica manchada e em nada contribui para o fortalecimento do movimento emergente para a restauração do Concelho de Alhos Vedros.
Lembro a Roldão Preto (...Curioso nome, que faz lembrar Rolão Preto, que foi o impulsionador em Portugal do Nacional-Sindicalismo na segunda década do séc. 20, e fervoroso admirador do fascismo Italiano e do Nazismo Alemão ) que os ideais radicais de extrema direita já foram à muito eleminados da face da Terra, com a derrota do Fascismo e do Nazismo e em Portugal com o
advento da gloriosa Revolução de Abril.
Mesmo que não se concorde com as ideias de Titta Mauricio, não se deve partir para a crítica destrutiva do indíviduo, mas sim para um diálogo que possa talvez encontrar mais pontos em
comum do que divergências que nos separam.
E não podemos esquecer que a Baixa da Banheira e o Vale da Amoreira terão o incontornável o direito de ter um estatuto priveligiado no futuro estatuto das freguesias a integrar, se assim os seus cidadãos o entenderem, no futuro concelho de Alhos Vedros, que posteriormente explicarei em próximas
crónicas, aqui neste Blog e também se assim for permitido, no jornal de referência O RIO.
*Quero frisar que esta idea não tem como intuito a destruição económica dum futuro concelho da Moita, independente do futuro concelho de Alhos Vedros, mas sim uma maior rentabilização dos dois futuros concelhos, isto multiplicando por dois as potencialidades da nossa região, ao invés de agora que estão divididas por dois.
Saudações Restauracionistas
Manuel Pedro
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Reacções
O nosso colaborador Manuel Pedro não gostou do manifesto abaixo e promete, para breve, rebatê-lo acesamente.
terça-feira, janeiro 13, 2004
Manifesto anti Tetta, quer dizer anti Titta (Roldão Preto)
O nosso amigo Roldão Preto aparentemente não gostou dos votos de Boas Festas do nosso leitor Titta Maurício e vai daí enviou-nos este poema de inspiração modernista/futurista:
Morra Titta, morra Pum Pum !
Que se te acabe a Tetta !
Porque és cheio da treta
Dizes que és católico
mas és é opurtunista
Dizes ser do PP,
Mas tu és é da BB !
Morra Titta, morra Pum Pum !
Depois de tantos anos de falsos comunistas
Tinha de aparecer um falso fascista.
Porque és cheio da Treta
Que se te acabe a Tetta !
Morra Titta, morra Pum Pum !
Dizes que o aborto é crime
Então devias ser preso !
Morra Titta, morra Pum Pum !
Com votos de um santo 2004, Roldão Preto
Morra Titta, morra Pum Pum !
Que se te acabe a Tetta !
Porque és cheio da treta
Dizes que és católico
mas és é opurtunista
Dizes ser do PP,
Mas tu és é da BB !
Morra Titta, morra Pum Pum !
Depois de tantos anos de falsos comunistas
Tinha de aparecer um falso fascista.
Porque és cheio da Treta
Que se te acabe a Tetta !
Morra Titta, morra Pum Pum !
Dizes que o aborto é crime
Então devias ser preso !
Morra Titta, morra Pum Pum !
Com votos de um santo 2004, Roldão Preto
sexta-feira, janeiro 02, 2004
Cadáveres
Após breve interregno em paragens não devastadas pelo poder moiteiro, voltei à santa terrinha no novo ano para encontrar velhas chagas.
Para não ir mais longe, para quem chega da sede do poder pela Estrada Nacional, que ex-libris mais simbólico do que o cadáver das instalações fabris da Helly-Hansen ? O estado de decomposição avança, com tudo o que pode ser roubado e vandalizado a sê-lo à vista de todos. Há uns anos quando inquiri, numa sessão pública, o então PC da Moita (Presidente da Câmara, claro, uns dois lá para trás) sobre as condições da construção do 3º e 4º mamarrachos da empresa (claramente despropositados atendendo à zona envolvente), foi-me respondido com irritação que os postos de trabalho criados deviam impedir críticas do tipo das minhas. Vê-se agora os postos de trabalho que sobreviveram a um par de anos de chegada de subsídios para a construção. Nada que não se tivesse passado com a Gefa, digo, Guston, dito, Qualquer Coisa, com outro belo conjunto de barracos a entalarem a igreja e o actual verdejante parque. Mas esta é uma tradição do espírito empresarial e da visão de futuro do poder moiteiro, a de alimentarem a ganância alheia e facilitarem as falências fraudulentas, como bem se lembram quando a Igreja do Deus da Cueca Rota ainda se chamava Lander e tantos outros nomes depois. Pois, porque se Alhos Vedros tem são cadáveres das maiores estruturas fabris do concelho: veja-se o destino da Corticeira Ibérica, para além das já atrás referidas. Sorte teve a Socorquex: como já ficava em território plenamente moiteiro teve direito a passar a núcleo museológico.
Destinos...
Para não ir mais longe, para quem chega da sede do poder pela Estrada Nacional, que ex-libris mais simbólico do que o cadáver das instalações fabris da Helly-Hansen ? O estado de decomposição avança, com tudo o que pode ser roubado e vandalizado a sê-lo à vista de todos. Há uns anos quando inquiri, numa sessão pública, o então PC da Moita (Presidente da Câmara, claro, uns dois lá para trás) sobre as condições da construção do 3º e 4º mamarrachos da empresa (claramente despropositados atendendo à zona envolvente), foi-me respondido com irritação que os postos de trabalho criados deviam impedir críticas do tipo das minhas. Vê-se agora os postos de trabalho que sobreviveram a um par de anos de chegada de subsídios para a construção. Nada que não se tivesse passado com a Gefa, digo, Guston, dito, Qualquer Coisa, com outro belo conjunto de barracos a entalarem a igreja e o actual verdejante parque. Mas esta é uma tradição do espírito empresarial e da visão de futuro do poder moiteiro, a de alimentarem a ganância alheia e facilitarem as falências fraudulentas, como bem se lembram quando a Igreja do Deus da Cueca Rota ainda se chamava Lander e tantos outros nomes depois. Pois, porque se Alhos Vedros tem são cadáveres das maiores estruturas fabris do concelho: veja-se o destino da Corticeira Ibérica, para além das já atrás referidas. Sorte teve a Socorquex: como já ficava em território plenamente moiteiro teve direito a passar a núcleo museológico.
Destinos...
O fim da memória
Vamos averiguar melhor, mas informa-nos fonte amiga que os restos da velha cadeia de Alhos Vedros, há tanto esquecidos, devem ter os dias dias contados num processo parecido com o do espaço onde funcionava o velho Cinema da terra.
Quando as autoridades camarárias são estúpidas e os empreiteiros as têm na mão, é o que acontece.
Quando as autoridades camarárias são estúpidas e os empreiteiros as têm na mão, é o que acontece.
segunda-feira, dezembro 22, 2003
sexta-feira, dezembro 19, 2003
A perda da memória
Existem maneiras mais ou menos subtis de apagar a memória das populações/povoações.
Em Alhos Vedros uma das menos evidentes passa pela própria toponímia das ruas.
Quase ou mesmo todos os povoados com existência ancestral têm orgulho nas suas origens e exibem-no, como uma mais valia patrimonial. Qualquer terra com raízes (pré-)medievais como Alhos Vedros, para além do mais sede de concelho mais de meio milénio, regista para a posteridade os locais simbólicos da sua História comum. Têm a sua antiga “Rua Direita”, o seu Rossio, o Largo do Paço, as ruas com referências às antigas actividades económicas aí dominantes no passado mais ou menos longínquo ou com a evocação aos seus antigos habitantes mais ilustres.
Em Alhos Vedros, a memória parece ter sido apagada e reescrita apenas a partir do momento da sua decadência e em particular desde quando deixou de ser sede de concelho. Significa isto que, à parte os sacramentais navegadores dos Descobrimentos e terras do Ultramar que tanto diziam à toponímia salazarista, quase só encontramos por Alhos Vedros menções a datas/acontecimentos e figuras da História contemporânea (5 de Outubro, Cândido dos Reis, Miguel Bombarda, Agostinho Neto, Humberto Delgado, etc, etc). Até um 1º cabo, certamente conhecido na sua família, tem direito a uma rua mas nada sabemos da antiga toponímia da vila de Alhos Vedros.
Aliás, mesmo uma das principais artérias da povoação (que corria das imediações da actual Junta de Freguesia até perto da actual Estação dos Caminhos de Ferro, passando pela Cadeia, Pelourinho e Misericórdia, com ramificações para os antigos Paços do Concelho e para a Igreja), está tão descaracterizada e segmentada que nada a evoca.
Compreende-se que em povoados de instalação mais recente (Baixa da Banheira, Vale da Amoreira) ou de História mais curta e árida (a actual sede do concelho), não exista uma memória a preservar, mas numa terra com uma existência quase certamente milenar isso é incompreensível.
Culpa de quem ?
Culpa do poder e da gestão toponímica dos moiteiros e seus apaniguados, mas não só.
Culpa dos próprios alhosvedrenses que há muito parecem aceitar o seu destino como se ele não estivesse na suas mãos e como se deles também não dependesse algum tão simples, quanto fundamental, como a preservação da sua memória.
Em Alhos Vedros uma das menos evidentes passa pela própria toponímia das ruas.
Quase ou mesmo todos os povoados com existência ancestral têm orgulho nas suas origens e exibem-no, como uma mais valia patrimonial. Qualquer terra com raízes (pré-)medievais como Alhos Vedros, para além do mais sede de concelho mais de meio milénio, regista para a posteridade os locais simbólicos da sua História comum. Têm a sua antiga “Rua Direita”, o seu Rossio, o Largo do Paço, as ruas com referências às antigas actividades económicas aí dominantes no passado mais ou menos longínquo ou com a evocação aos seus antigos habitantes mais ilustres.
Em Alhos Vedros, a memória parece ter sido apagada e reescrita apenas a partir do momento da sua decadência e em particular desde quando deixou de ser sede de concelho. Significa isto que, à parte os sacramentais navegadores dos Descobrimentos e terras do Ultramar que tanto diziam à toponímia salazarista, quase só encontramos por Alhos Vedros menções a datas/acontecimentos e figuras da História contemporânea (5 de Outubro, Cândido dos Reis, Miguel Bombarda, Agostinho Neto, Humberto Delgado, etc, etc). Até um 1º cabo, certamente conhecido na sua família, tem direito a uma rua mas nada sabemos da antiga toponímia da vila de Alhos Vedros.
Aliás, mesmo uma das principais artérias da povoação (que corria das imediações da actual Junta de Freguesia até perto da actual Estação dos Caminhos de Ferro, passando pela Cadeia, Pelourinho e Misericórdia, com ramificações para os antigos Paços do Concelho e para a Igreja), está tão descaracterizada e segmentada que nada a evoca.
Compreende-se que em povoados de instalação mais recente (Baixa da Banheira, Vale da Amoreira) ou de História mais curta e árida (a actual sede do concelho), não exista uma memória a preservar, mas numa terra com uma existência quase certamente milenar isso é incompreensível.
Culpa de quem ?
Culpa do poder e da gestão toponímica dos moiteiros e seus apaniguados, mas não só.
Culpa dos próprios alhosvedrenses que há muito parecem aceitar o seu destino como se ele não estivesse na suas mãos e como se deles também não dependesse algum tão simples, quanto fundamental, como a preservação da sua memória.
quinta-feira, dezembro 18, 2003
Afinal...
Conforme prometido, fomos visitar a exposição sobre Alhos Vedros, por ocasião do 489º (quadricentésimo octogésimo nono) aniversário do foral de Alhos Vedros, iniciativa promovida pela CACAV com o trabalho do investigador de História Local Victor Manuel.
O trabalho e o esforço são meritórios e o investigador é sério, nada daqueles moiteiros que s'assinam antropólogos, sociólogos e afins.
Pese embora algum amadorismo, vê-se que é um trabalho de dedicação do autor.
Por aí, tudo está bem, demonstrando-se à saciedade a importância histórica de Alhos Vedros e do seu concelho.
O que há a apontar são questões de logística. Sabemos das dificuldades em promover um evento deste tipo mas, por amos do deus que quiserem, convinha que a coisa durasse um pouco mais de 2 semanas e com um horário mais alargado. quem trabalha não pode ir de tarde; quem tem família não dá jeito ir à noite, pelo que quem trabalha e tem família ficou com um mísero fim de semana para dar uma olhadela à coisa.
Vejam lá se para a próxima, fazem isto sem ser às escondidas e se estas iniciativas não são apenas quando o foral faz anos.
José Silva, 16 de Dezembro de 2003
O trabalho e o esforço são meritórios e o investigador é sério, nada daqueles moiteiros que s'assinam antropólogos, sociólogos e afins.
Pese embora algum amadorismo, vê-se que é um trabalho de dedicação do autor.
Por aí, tudo está bem, demonstrando-se à saciedade a importância histórica de Alhos Vedros e do seu concelho.
O que há a apontar são questões de logística. Sabemos das dificuldades em promover um evento deste tipo mas, por amos do deus que quiserem, convinha que a coisa durasse um pouco mais de 2 semanas e com um horário mais alargado. quem trabalha não pode ir de tarde; quem tem família não dá jeito ir à noite, pelo que quem trabalha e tem família ficou com um mísero fim de semana para dar uma olhadela à coisa.
Vejam lá se para a próxima, fazem isto sem ser às escondidas e se estas iniciativas não são apenas quando o foral faz anos.
José Silva, 16 de Dezembro de 2003
terça-feira, dezembro 16, 2003
Caros colaboradores
Para prevenir os problemas causados pela quadra natalícia, pede-se que todas as próximas colaborações nos sejam enviadas até ao próximo dia 22 de Dezembro para avedros@clix.pt.
Saudações restauracionistas
Saudações restauracionistas
domingo, dezembro 14, 2003
Figuras desprezíveis - João Lobo
Nos antípodas de Leonel Coelho está João Lobo, renegado AlhosVedrense e actual moiteiro. Falamos do actual presidente da câmara da Moita.
Sem ideologia e de moral elástica, defensor dos interesses moiteiros, foi ordenado presidente da câmara para substituir o anterior cessante, não teve por isso a sua prova de fogo perante umas eleições autárquicas, João Lobo é o tipo de "Comunista" que a direita e a burguesia gostam.
Esperemos que o Povo do actual concelho da Moita preste bem atenção a este lacaio dos interesses moiteiros e defensor do "Lobby" tauromáquico moiteiro e não lhe renovem o contrato, perdão, o mandato, derrotando assim este pseudo "Comunista".
Roldão Preto
Sem ideologia e de moral elástica, defensor dos interesses moiteiros, foi ordenado presidente da câmara para substituir o anterior cessante, não teve por isso a sua prova de fogo perante umas eleições autárquicas, João Lobo é o tipo de "Comunista" que a direita e a burguesia gostam.
Esperemos que o Povo do actual concelho da Moita preste bem atenção a este lacaio dos interesses moiteiros e defensor do "Lobby" tauromáquico moiteiro e não lhe renovem o contrato, perdão, o mandato, derrotando assim este pseudo "Comunista".
Roldão Preto
sábado, dezembro 13, 2003
Léxico restauracionista
A partir de agora sempre que nos referirmos à Casa do Povo da Moita queremos na realidade dizer Praça de Touros da Moita (e vice-versa).
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Ai, ai, ai, ai, ai
Consta que há uma exposição de fotografia sobre Alhos Vedros na respectiva Misericórdia.
Iremos ver com o coração nas mãos.
Na próxima semana, o nosso colaborador cultural, José Silva, fará o relato.
Medo, muito medo.
Iremos ver com o coração nas mãos.
Na próxima semana, o nosso colaborador cultural, José Silva, fará o relato.
Medo, muito medo.
sexta-feira, dezembro 05, 2003
Figuras históricas ilustres Alhosvedrenses - Leonel Coelho
Como vem expresso nos estatutos do Blog-Alhos Vedros ao poder, venho por este meio inaugurar a secção Figuras Heróicas e como primeiro entre todos, escolhi Leonel Coelho, o grande impulsionador da Academia de Alhos Vedros, fundador da Feira do Livro de Alhos Vedros e militante e dirigente local do MRPP, antiga OCMLP de que também foi militante o seu ex-camarada Fernando Rosas e Durão Barroso que agora militam em partidos estranhos à ideia Marxista/Leninista/ Stalinista/Maoista.
Leonel Coelho tem sido coerente com os seus ideais e nunca os abandonou como os traidores que eu mencionei anteriormente.
Isso deve-se sobretudo à sua proveniência de homem do Povo.
Enquanto os outros lacaios da burguesia como os supracitados voltaram às suas origens, ou seja á defesa da burguesia e dos poderes a ela associados, Leonel Coelho manteve-se puro e imbuido dos ideais românticos que a sua geração abandonou em troca de favores e mordomias que o dinheiro lhes proporcionou, no caso de Durão Barroso a sua saída da militância MLSM foi radical e passou a defender o grande capital internacional, no caso de Fernando Rosas foi mais subtil e por isso mais canalha, defende uma oligarquia de poder "comunista" autoritário cuja fórmula teve como expoente máximo Staline que curiosamente mandou matar Trotsky, partido que foi agénese do PSR e que depois se aliou com os seus algozes da a UDP.
Estranha sinergia esta que aliou dois antigos inimigos. Mas é esta a esquerda do bloco.
Enfim presto aqui a minha homenagem a esse Alhos Vedrense, que por acaso nasceu na Beira Baixa- Leonel Coelho, cujo nome se há-de destacar entre muitos outros ilustres AlhosVedrenses, como símbolo de coragem abnegação e coerência da sua ideologia, mesmo que não concordemos com ela.
Que Viva Leonel Coelho
Que Viva a Feira do Livro de Alhos Vedros
Que Viva a Academia
Roldão Preto
Leonel Coelho tem sido coerente com os seus ideais e nunca os abandonou como os traidores que eu mencionei anteriormente.
Isso deve-se sobretudo à sua proveniência de homem do Povo.
Enquanto os outros lacaios da burguesia como os supracitados voltaram às suas origens, ou seja á defesa da burguesia e dos poderes a ela associados, Leonel Coelho manteve-se puro e imbuido dos ideais românticos que a sua geração abandonou em troca de favores e mordomias que o dinheiro lhes proporcionou, no caso de Durão Barroso a sua saída da militância MLSM foi radical e passou a defender o grande capital internacional, no caso de Fernando Rosas foi mais subtil e por isso mais canalha, defende uma oligarquia de poder "comunista" autoritário cuja fórmula teve como expoente máximo Staline que curiosamente mandou matar Trotsky, partido que foi agénese do PSR e que depois se aliou com os seus algozes da a UDP.
Estranha sinergia esta que aliou dois antigos inimigos. Mas é esta a esquerda do bloco.
Enfim presto aqui a minha homenagem a esse Alhos Vedrense, que por acaso nasceu na Beira Baixa- Leonel Coelho, cujo nome se há-de destacar entre muitos outros ilustres AlhosVedrenses, como símbolo de coragem abnegação e coerência da sua ideologia, mesmo que não concordemos com ela.
Que Viva Leonel Coelho
Que Viva a Feira do Livro de Alhos Vedros
Que Viva a Academia
Roldão Preto
quarta-feira, dezembro 03, 2003
Direito de resposta à resposta
Meu caro,
Podíamos ir muito longe na questão do sentido de um texto estar em quem o escreve ou na forma como é lido.
Também nós poderíamos afirmar que fomos treslidos.
Nunca o acusámos, caro leitor conservador, de defender a atomização dos concelhos. O que escrevemos foi que entre nós (este blog não tem um só animador) existem aqueles (como aquele que se assina Manuel Pedro neste blog e no jormal O Rio) que acham que a divisão do poder local deve ser maior.
Tínhamos percebido (à 1ª tentativa) a sua posição. Por isso, a observação sobre as aspirações da restauração de Alhos Vedros estarem ameaçadas por faltarem as estruturas não colhe neste ponto particular.
A questão da referência às cores partidárias resulta directamente do exercício de aritmética eleitoral que fazia no artigo em causa como fundamentação para a mudança no concelho.
A abstenção não significa ausência de intervenção política ou cívica. Aliás, ela (a abstenção) é neste momento tão importante que põe em causa a legitimidade de muitaos resultados de eleições.
Porque optam as pessoas por não votar, quando têm convicções ?
Porque ou não encontram em quem votar ou precisam de fazer carreira nas estruturas partidárias existentes (e, desculpar-me-á, mas isso é vender parte da alma ao demo) ou ainda teríamos de fundar movimentos cívicos de cidadãos independentes e, até ao momento, isso entre nós só deu resultado com trânsfugas dos velhos partidos.
Quanto a argumentação mais detalhada sobre as questões mais de fundo sobre o municipalismo poderá consultar o post de 28 de Novembro no qual se faz uma análise mais séria e com melhor gosto do tema em apreço, o que nos leva a algumas notas finais de conteúdo mais satírico:
a) Não sei se inaugurei a minha participação política ou cívica com a abertura e participação neste blog. Como permaneço sob pseudónimo até posso ser um aparatchik disfarçado.
b) As questões do mau-gosto, nos tempos que correm, não sendo relativas, dependem muito da nossa posição em relação ao que se toma como mau-gosto. Desculpar-me-á mas o líder do seu partido, após brilhante carreira do Independente, é um exemplo claro de mau-gosto e erro de casting como pretenso político sério de direita. Equivalente só terá no irmão Miguel no outro lado do espectro político. Não vale a pena exemplificar muito, mas desde a boutade de não saber passar cheques à cerimónia pseudo-privada/pública de homenagem a Maggiolo Gouveia, passando pelas obras na casa dele, do tio, ou sei lá de quem, é só tristezas. Por isso, é que não consigo alistar-me em partidos, quando temos líderes destes. Mas isto são opiniões.
c) O Tocqueville era um político conservador, embora não ultramontano. Lá por ser democrata, não era necessariamente jacobino.
E, realmente, não o treslemos, pois (embora não tenha o texto em papel à minha frente), algures o meu caro leitor prosa qualquer coisa como "a ideia brotou do Povo", mas isso sempre se pode confirmar.
Enfim, aqui estamos sempre ao dispor para o que der e vier.
Saudações restauracionistas.
Podíamos ir muito longe na questão do sentido de um texto estar em quem o escreve ou na forma como é lido.
Também nós poderíamos afirmar que fomos treslidos.
Nunca o acusámos, caro leitor conservador, de defender a atomização dos concelhos. O que escrevemos foi que entre nós (este blog não tem um só animador) existem aqueles (como aquele que se assina Manuel Pedro neste blog e no jormal O Rio) que acham que a divisão do poder local deve ser maior.
Tínhamos percebido (à 1ª tentativa) a sua posição. Por isso, a observação sobre as aspirações da restauração de Alhos Vedros estarem ameaçadas por faltarem as estruturas não colhe neste ponto particular.
A questão da referência às cores partidárias resulta directamente do exercício de aritmética eleitoral que fazia no artigo em causa como fundamentação para a mudança no concelho.
A abstenção não significa ausência de intervenção política ou cívica. Aliás, ela (a abstenção) é neste momento tão importante que põe em causa a legitimidade de muitaos resultados de eleições.
Porque optam as pessoas por não votar, quando têm convicções ?
Porque ou não encontram em quem votar ou precisam de fazer carreira nas estruturas partidárias existentes (e, desculpar-me-á, mas isso é vender parte da alma ao demo) ou ainda teríamos de fundar movimentos cívicos de cidadãos independentes e, até ao momento, isso entre nós só deu resultado com trânsfugas dos velhos partidos.
Quanto a argumentação mais detalhada sobre as questões mais de fundo sobre o municipalismo poderá consultar o post de 28 de Novembro no qual se faz uma análise mais séria e com melhor gosto do tema em apreço, o que nos leva a algumas notas finais de conteúdo mais satírico:
a) Não sei se inaugurei a minha participação política ou cívica com a abertura e participação neste blog. Como permaneço sob pseudónimo até posso ser um aparatchik disfarçado.
b) As questões do mau-gosto, nos tempos que correm, não sendo relativas, dependem muito da nossa posição em relação ao que se toma como mau-gosto. Desculpar-me-á mas o líder do seu partido, após brilhante carreira do Independente, é um exemplo claro de mau-gosto e erro de casting como pretenso político sério de direita. Equivalente só terá no irmão Miguel no outro lado do espectro político. Não vale a pena exemplificar muito, mas desde a boutade de não saber passar cheques à cerimónia pseudo-privada/pública de homenagem a Maggiolo Gouveia, passando pelas obras na casa dele, do tio, ou sei lá de quem, é só tristezas. Por isso, é que não consigo alistar-me em partidos, quando temos líderes destes. Mas isto são opiniões.
c) O Tocqueville era um político conservador, embora não ultramontano. Lá por ser democrata, não era necessariamente jacobino.
E, realmente, não o treslemos, pois (embora não tenha o texto em papel à minha frente), algures o meu caro leitor prosa qualquer coisa como "a ideia brotou do Povo", mas isso sempre se pode confirmar.
Enfim, aqui estamos sempre ao dispor para o que der e vier.
Saudações restauracionistas.
Direito de resposta (João Titta Maurício)
Meus Caros,
Quero dar-vos os parabéns pela Vossa iniciativa: interessante, estruturada, inteligente (ainda que, por vezes, com brincadeira a mais causem perda de solidez argumentativa e alguma dispersão).
Respeitando a Vossa opinião, repito que (de acordo com o texto por Vós colocado on-line) tresleram o meu texto. Senão, digam onde é que defendo que quero «elevar a Baixa da Banheira a cidade e depois a concelho»?!?
E, compreendendo o humor, parece-me de muito mau-gosto a frase que me classifica como um «submarino moiteiro perdido nos arbustos do Parque da Baixa da Banheira e que por aí deve ter visto a "luz" quando limpava o rabo ao texto de um discurso do Portas Júnior».
Quanto ao conteúdo do texto inserido no Vosso blog em 25 de Novembro, permitam-me os seguintes comentários:
1. Começo o meu texto clarificando que o escrevo a título pessoal. Não posso, não devo, nem quero esconder a minha condicção e opção ideológico-partidária. Mas não é isso que me move. Fui desafiado, interroguei, fui esclarecido e convencido. Apresentei a minha opinião. Sujeito-a à publicidade crítica. E respondo, reafirmando, clarificando ou ajustando a minha opinião.
2. A defesa do municipalismo é, para mim, não uma convicção recente mas uma luta já com alguns anos (consubstanciada, por exemplo, na participação - como mandatário de um movimento - no referendo sobre a Lei da Regionalização). No meu artigo, em concreto, a opção pela transferência da sede do concelho não permite que dele se conclua que eu seja "atomista". Pelo contrário, como a apresento como alternativa à criação de um novo concelho, poderia era ser classificado como estando mais próximo da proposta "concentracionista". Aliás, a bem da verdade, sempre diria que estou mais próximo é do restauraccionismo das antigas liberdades municipais (selvática e arbitrariamente postergadas pelos "pseudo-liberdadeiros" do Miguelismo). A bem da Liberdade e da Tradição! E, por isso, paradoxalmente, muito próximo de si, Paulo.
4. A análise em concreto do meu texto:
a) a "coloração" que atribui às freguesias do concelho não me parecem correctas: a grande base de sustentação do PCP é a Baixa da Banheira. Por isso, não vejo como se pode falar que esta e o Vale da Amoreira são mais "laranja azulada"?!? Além disso, como não defendo do binómio Baixa da Banheira/Vale da Amoreira e o resto do concelho e como os leitores manter-se-iam os mesmo (só haveria a mudança da sede do concelho), não compreendo como seria «uma forma de arranjar cadeiras de poder a uma pseudo AD local»?!?
E se abríssemos o jogo e confessássemos as nossas verdadeiras preferências?
b) concordo que há várias origens ou causas para a abstenção. E que é evidente que ela é um direito. Porém, como responsável político (e, portanto, co-responsável por esses resultados) tenho o dever de alertar e opinar sobre a circunstância de a verdade política (imposta de modo absoluto no nosso concelho) resulta de uma votação onde a força maioritária dispõe de cerca de 1/5 dos votos possíveis.
Concordará que a modorra não serve a ninguém, e que os responsáveis políticos da oposição deverão acordar para esta realidade e procurar motivar os ora abstencionistas.
Já agora, tendo em atenção o estilo de participação e importância do PEV na governação das nossas autarquias, melhor seria que, em alternativa, aumentasse (e muito) a votação no MPT. Mas é só uma opinião...
c) uma vez mais, não compreendo a acusação de "fragmentação": o concelho teria as mesmas dimensões territoriais, o número de eleitores seria idêntico... apenas mudava a sede de concelho! Assim se pode compreender quando afirmo que fui "treslido"!Aliás, afirmo no texto (alvo do vosso comentário) o seguinte: «porque defendo o municipalismo como base de organização política da Nação, entendo que a proliferação de concelhos apenas enfraquece as autarquias, as quais quero fortes, mais interventivas, e com mais competências e verbas».
Mais, a fundamentação da mudança da sede do concelho não se reduz à demografia, nem tampouco ela é a mais determinante. O que há é uma situação (verificável e quantificável) de prejuízo evidente para a maior concentração populacional do concelho. Eu proponho uma solução para discussão. Se há outras, estou disponível para as conhecer, analisar e decidir.
Venham elas...
Quanto à invocação da dimensão dos concelhos alentejanos, considero-a uma emanação de um subconsciente centralista: porque é que o critério para a redefinição dos concelhos teria que se aubordinar a um só critério? E porque é que não deveria ser a demografia aquele que presidiria a essa definição nas zonas de elevada concentração populacional?
d) (ultrapassando mais uma vez as "bocas" - que julgo respondidas nos números anteriores -, não deixo de manifestar um profundo desagrado pela insinuação ínsita na expressão "clientes" - uma evolução daquela outra: "lacaio"!)
Se os critérios para a definição de um concelho se resumissem aos que apresenta («razões lógicas» e «visarem a criação de unidades territoriais dotadas dos meios, estruturas e serviços indispensáveis à qualidade de vida da sua população») então lá se iam as pretensões de Alhos Vedros...
E volto a recordar: concordando com esses objectivos de adequação material das capacidades com as necessidades dos concelhos, a questão que coloquei à discussão foi A MUDANÇA DA SEDE DO CONCELHO!
e) não vejo onde possa dicordar da afirmação «a fragmentação dos municípios existentes, salvo muito diminutas excepções, é muitas vezes feita não apenas a favor dos novos concelhos mas principalmente contra os existentes e apenas serviria para a multiplicação de micro-elites ou nomenklaturas locais cada vez mais medíocres, a avaliar pelos maus serviços que as actuais já prestam»! Aliás, também foi por isso que não abracei a sugestão da criação de um novo concelho... Coisa que, repito, não defendo nem defendi!
No entanto, não posso deixar de comentar o seguinte: quem afirma que, em 15 anos, apenas votou uma vez, é justo que se lhe pergunte: o que tem feito para que as "nomenklaturas" locais sejam menos medíocres? Inaugurando o blog, começou agora a sua intervenção política. Parabéns e bem-vindo ao clube! Agora é preciso tornar consequente e avaliável essa nossa participação. Não basta dizer que os políticos prestam um mau serviço: importa substituí-los! E ter consciência que (citando Cícero) a política é suja, mas é por as pessoas "limpas" dela se afastarem que ela continua suja!
f) até que enfim: uma proposta alternativa! Apesar da fundamentação escassa, é perceptível o que pretende alcançar. Porém, não resolve o problema de base: por esta não ser a sede do concelho, há um claro prejuízo económico (em termos de investimento e algumas importantes oportunidades de negócio) por parte da população da Baixa da Banheira. E a questão é tão mais grave quanto esta é mais de metade da população do concelho! E isso não é resolvido pelo reforço dos poderes das freguesias: é política da esmagadora maioria das empresas que seriam parceiras nesses negócios.
g) faltava a provocação final. É evidente (e nem compreendo de onde vem a questão dos «estatutos sociais especiais»?!?) que nunca invoquei o nome do Povo. Apelei ao Povo... até porque, segundo julgo, permanece como o Soberano! Eu só disse, e repito «qualquer que seja a solução, os próximos resultados autárquicos são importantes: a decisão sempre dependerá de maiorias na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia!
E essas só dependem da vontade do Povo... que vota!»
Finalmente: Alexis de Tocqueville um conservador?!? Deve estar a dar voltas no túmulo, coitado!
5. Comentário final. Vão perdoar-me, mas tenho que repetir: todo o meu texto foi treslido. Assumiram que ele afirmava coisas que não dizia (sequer abordava ou, quando o fazia, era em sentido contrário). Leram com preconceito e, constantemente, erraram o alvo!
Aguardo novas tentativas...
Quero dar-vos os parabéns pela Vossa iniciativa: interessante, estruturada, inteligente (ainda que, por vezes, com brincadeira a mais causem perda de solidez argumentativa e alguma dispersão).
Respeitando a Vossa opinião, repito que (de acordo com o texto por Vós colocado on-line) tresleram o meu texto. Senão, digam onde é que defendo que quero «elevar a Baixa da Banheira a cidade e depois a concelho»?!?
E, compreendendo o humor, parece-me de muito mau-gosto a frase que me classifica como um «submarino moiteiro perdido nos arbustos do Parque da Baixa da Banheira e que por aí deve ter visto a "luz" quando limpava o rabo ao texto de um discurso do Portas Júnior».
Quanto ao conteúdo do texto inserido no Vosso blog em 25 de Novembro, permitam-me os seguintes comentários:
1. Começo o meu texto clarificando que o escrevo a título pessoal. Não posso, não devo, nem quero esconder a minha condicção e opção ideológico-partidária. Mas não é isso que me move. Fui desafiado, interroguei, fui esclarecido e convencido. Apresentei a minha opinião. Sujeito-a à publicidade crítica. E respondo, reafirmando, clarificando ou ajustando a minha opinião.
2. A defesa do municipalismo é, para mim, não uma convicção recente mas uma luta já com alguns anos (consubstanciada, por exemplo, na participação - como mandatário de um movimento - no referendo sobre a Lei da Regionalização). No meu artigo, em concreto, a opção pela transferência da sede do concelho não permite que dele se conclua que eu seja "atomista". Pelo contrário, como a apresento como alternativa à criação de um novo concelho, poderia era ser classificado como estando mais próximo da proposta "concentracionista". Aliás, a bem da verdade, sempre diria que estou mais próximo é do restauraccionismo das antigas liberdades municipais (selvática e arbitrariamente postergadas pelos "pseudo-liberdadeiros" do Miguelismo). A bem da Liberdade e da Tradição! E, por isso, paradoxalmente, muito próximo de si, Paulo.
4. A análise em concreto do meu texto:
a) a "coloração" que atribui às freguesias do concelho não me parecem correctas: a grande base de sustentação do PCP é a Baixa da Banheira. Por isso, não vejo como se pode falar que esta e o Vale da Amoreira são mais "laranja azulada"?!? Além disso, como não defendo do binómio Baixa da Banheira/Vale da Amoreira e o resto do concelho e como os leitores manter-se-iam os mesmo (só haveria a mudança da sede do concelho), não compreendo como seria «uma forma de arranjar cadeiras de poder a uma pseudo AD local»?!?
E se abríssemos o jogo e confessássemos as nossas verdadeiras preferências?
b) concordo que há várias origens ou causas para a abstenção. E que é evidente que ela é um direito. Porém, como responsável político (e, portanto, co-responsável por esses resultados) tenho o dever de alertar e opinar sobre a circunstância de a verdade política (imposta de modo absoluto no nosso concelho) resulta de uma votação onde a força maioritária dispõe de cerca de 1/5 dos votos possíveis.
Concordará que a modorra não serve a ninguém, e que os responsáveis políticos da oposição deverão acordar para esta realidade e procurar motivar os ora abstencionistas.
Já agora, tendo em atenção o estilo de participação e importância do PEV na governação das nossas autarquias, melhor seria que, em alternativa, aumentasse (e muito) a votação no MPT. Mas é só uma opinião...
c) uma vez mais, não compreendo a acusação de "fragmentação": o concelho teria as mesmas dimensões territoriais, o número de eleitores seria idêntico... apenas mudava a sede de concelho! Assim se pode compreender quando afirmo que fui "treslido"!Aliás, afirmo no texto (alvo do vosso comentário) o seguinte: «porque defendo o municipalismo como base de organização política da Nação, entendo que a proliferação de concelhos apenas enfraquece as autarquias, as quais quero fortes, mais interventivas, e com mais competências e verbas».
Mais, a fundamentação da mudança da sede do concelho não se reduz à demografia, nem tampouco ela é a mais determinante. O que há é uma situação (verificável e quantificável) de prejuízo evidente para a maior concentração populacional do concelho. Eu proponho uma solução para discussão. Se há outras, estou disponível para as conhecer, analisar e decidir.
Venham elas...
Quanto à invocação da dimensão dos concelhos alentejanos, considero-a uma emanação de um subconsciente centralista: porque é que o critério para a redefinição dos concelhos teria que se aubordinar a um só critério? E porque é que não deveria ser a demografia aquele que presidiria a essa definição nas zonas de elevada concentração populacional?
d) (ultrapassando mais uma vez as "bocas" - que julgo respondidas nos números anteriores -, não deixo de manifestar um profundo desagrado pela insinuação ínsita na expressão "clientes" - uma evolução daquela outra: "lacaio"!)
Se os critérios para a definição de um concelho se resumissem aos que apresenta («razões lógicas» e «visarem a criação de unidades territoriais dotadas dos meios, estruturas e serviços indispensáveis à qualidade de vida da sua população») então lá se iam as pretensões de Alhos Vedros...
E volto a recordar: concordando com esses objectivos de adequação material das capacidades com as necessidades dos concelhos, a questão que coloquei à discussão foi A MUDANÇA DA SEDE DO CONCELHO!
e) não vejo onde possa dicordar da afirmação «a fragmentação dos municípios existentes, salvo muito diminutas excepções, é muitas vezes feita não apenas a favor dos novos concelhos mas principalmente contra os existentes e apenas serviria para a multiplicação de micro-elites ou nomenklaturas locais cada vez mais medíocres, a avaliar pelos maus serviços que as actuais já prestam»! Aliás, também foi por isso que não abracei a sugestão da criação de um novo concelho... Coisa que, repito, não defendo nem defendi!
No entanto, não posso deixar de comentar o seguinte: quem afirma que, em 15 anos, apenas votou uma vez, é justo que se lhe pergunte: o que tem feito para que as "nomenklaturas" locais sejam menos medíocres? Inaugurando o blog, começou agora a sua intervenção política. Parabéns e bem-vindo ao clube! Agora é preciso tornar consequente e avaliável essa nossa participação. Não basta dizer que os políticos prestam um mau serviço: importa substituí-los! E ter consciência que (citando Cícero) a política é suja, mas é por as pessoas "limpas" dela se afastarem que ela continua suja!
f) até que enfim: uma proposta alternativa! Apesar da fundamentação escassa, é perceptível o que pretende alcançar. Porém, não resolve o problema de base: por esta não ser a sede do concelho, há um claro prejuízo económico (em termos de investimento e algumas importantes oportunidades de negócio) por parte da população da Baixa da Banheira. E a questão é tão mais grave quanto esta é mais de metade da população do concelho! E isso não é resolvido pelo reforço dos poderes das freguesias: é política da esmagadora maioria das empresas que seriam parceiras nesses negócios.
g) faltava a provocação final. É evidente (e nem compreendo de onde vem a questão dos «estatutos sociais especiais»?!?) que nunca invoquei o nome do Povo. Apelei ao Povo... até porque, segundo julgo, permanece como o Soberano! Eu só disse, e repito «qualquer que seja a solução, os próximos resultados autárquicos são importantes: a decisão sempre dependerá de maiorias na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia!
E essas só dependem da vontade do Povo... que vota!»
Finalmente: Alexis de Tocqueville um conservador?!? Deve estar a dar voltas no túmulo, coitado!
5. Comentário final. Vão perdoar-me, mas tenho que repetir: todo o meu texto foi treslido. Assumiram que ele afirmava coisas que não dizia (sequer abordava ou, quando o fazia, era em sentido contrário). Leram com preconceito e, constantemente, erraram o alvo!
Aguardo novas tentativas...
terça-feira, dezembro 02, 2003
Moita Online
Chega-nos a notícia que o portal Moita Online se vai finar.
Paz à sua alma.
Cá para mim há duas causas imediatas:
A cor da coisa (o laranja disfarçava mal a inspiração).
Os erros ortográficos ("freuguesia" e outros) e a pobreza da informação não-oficial.
Paz à sua alma.
Cá para mim há duas causas imediatas:
A cor da coisa (o laranja disfarçava mal a inspiração).
Os erros ortográficos ("freuguesia" e outros) e a pobreza da informação não-oficial.
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