sábado, junho 11, 2005

Produto Moita

No estilo populista vago que o caracteriza na defesa dos interesses da Moita, Luís Chula propõe a criação de um “Produto Moita” que possa ser divulgado para além da região.
O meu colega co-editor já propôs, e muito a propósito, a produção da Bosta Aromática.
É, na minha opinião, uma proposta que revela visão e um perfeita adequação à realidade moiteira. O toque aromático – mesmo se estranho à Moita – compreende-se num produto para exportação para regiões onde o gosto pelo fedor da bosta legítima não esteja tão enraízado nos hábitos do quotidiano.
No entanto, eu proporia aqui um outro produto complementar ao da Bosta e que seria o Par de Cornos Amovível.
Este produto – um pouco à semelhança daqueles imponentes pares de chifres que alguns condutores gostavam de usar nos anos 60 e 70 nos seus automóveis para dar sorte (!!!) – poderia ser um interessante acessório decorativo para ser usado em casa, no carro ou – como é mais hábito na Moita se tomarmos atenção às conversas das esplanada e cafés da terra, a começar pelo mítico Fragata – na própria testa do(a) alegre proprietário.
Com os níveis de adultério actuais – mesmo se a média nacional é obrigatoriamente bem inferior à dos moiteiros – julgamos que este seria um produto com um mercado, local, nacional e quiçá mundial, absolutamente desmesurado e capaz de – em conjunto com a AutoEuropa, permitir o equilíbrio da balança comercial portuguesa e tornar a Margem Sul o maior pólo de desenvolvimento económico português, ultrapassando em importância a época dourada em que a Lisnave, a CUF, a Siderurgia e a Setnave tornaram o distrito de Setúbal um dos mais industrializados do país.
AV1

Jornalismo e Vão de Escada

É algo deselegante da nossa parte tecer considerações sobre o funcionamento interno das publicações periódicas que circulam no nosso concelho, em especial criticar pessoas que trabalham em condições que estão longe de ser as melhores.
No entanto, julgamos que qualquer um de nós, enquanto leitores, tem o direito e a legitimidade de omitir opinião sobre o produto que lhe é – literalmente – dado ou colocado na caixa de correio.
Sabe-se que aqui no AVP temos alguma desconfiança em relação à forma como o Jornal da Moita trata os assuntos de Alhos Vedros e como se limita em cerca de 80% das suas páginas a divulgar a publicidade que subsidia a publicação e a veicular os comunicados das estruturas partidárias locais ou os comentários de alguns opinadores, sem qualquer tipo de tratamento jornalistíco, enquadramento ou contextualização, para não falar no link da edição electrónica que sempre indicam (esta semana na página 6) e nunca funciona.
Publicam o que lhes mandam e já está.
Se isso poderá ser bom em alguns aspectos – não existência de filtragem da mensagem – é mau em outros – ausência de informação do leitor sobre a correcção ou não da mensagem transmitida ou mesmo de confronto de posições sobre determinados temas.
Mas, é perante esta ausência de trabalho jornalístico a sério que se torna mais divertido o tratamento dado recentemente ao Encontro sobre o Turismo que se realizou no concelho por iniciativa da Humaneasy Consulting e à forma como foi editado o comunicado sobre o mesmo.
Logo que lemos o artigo percebemos que ali não estava uma peça jornalística, mas um mero condensado das informações que tinham sido prestadas ao jornal.
AV1

De Volta !

Um dia antes do esperado, eis-me de volta ao convívio dos computadores.
Isto do descanso não é para mim, viciado no stress e na adrenalina.
Lá mais para a noite, a Boa-Língua estará de volta, pois tenho mesmo um Jornal da Moita à frente e que tanto pasto eu encontrei para me lambuzar.
É para compensar a secura que vai pelo resto do país.
AV1

sexta-feira, junho 10, 2005

Alentejanando


O AV1 está este fim de semana no Alentejo e eu descobri este Blog Alentejano que é uma maravilha.

Um mau dia de Portugal

Cerca de 500 jovens, foram a banhos...(Segundo fonte policial, citada pela agência Lusa, cerca de 500 jovens, entre os 12 e os 20 anos, constituídos em "gangs", entraram hoje às 15:00 na praia de Carcavelos e começaram a assaltar e a agredir os banhistas.) e o Luís Represas já é comendador!

Encontro sobre Turismo na Moita


Lopo Lencastre de Almeida da Humaneasy consulting, enviou-nos o texto sobre o encontro de
turismo da Moita que decorreu em 21 de Maio, publicamos aqui alguns excertos e o AV2,
comenta em notas com *asterisco.

-Proposta de desenvolvimento e promoção turísticaapresentada a entidades privadas na MoitaNo dia 21 de Maio realizou-se nas instalações da antiga fábrica Prisma, pertencentes à
Universidade Independente, o Encontro sobre Turismo no Concelho da Moita. Segundo a
organização, da Humaneasy Consulting, esta iniciativa decorre da constatação de que o
Concelho da Moita apresenta várias potencialidades turísticas, porventura únicas no
contexto da Área Metropolitana de Lisboa ou mesmo da Região da Costa Azul.

*"O facto de serem convidadas apenas entidades privadas merece-nos o nosso maior elogio e é
demonstrativo de coragem, mas também revela um pouco de ingenuidade, nestas coisas sem os
poderes darem uma ajuda, especialmente no concelho da Moita, a iniciativa privada é mal
vista pelos poderes e lobbys instalados"

-O encontro foi aberto pelo Sr. Lopo Lencastre de Almeida da Humaneasy Consulting que
apresentou o Sr. Vice-Presidente da Região de Turismo da Costa Azul, Dr. Ezequiel Lino, bem
como o Sr. Reitor da Universidade Independente, Prof. Dr. Luis Arouca, que se congratulou
pelo facto de esta iniciativa decorrer nas instalações da UnIO programa prosseguiu depois com uma apresentação com imagens feita pela Drª Paula Silva,
que durou cerca de uma hora, com uma abordagem ao desenvolvimento turístico para o Concelho
da Moita. Tratou-se não da apresentação de um estudo, mas sim de um conjunto de propostas,
alicerçadas na análise consistente de factos.

*"Ficam aqui registados os nomes dos organizadores do evento: Sr. Lopo Lencastre de Almeida
da Humaneasy Consulting e Drª Paula Silva, o que foi um dos dos pontos de discórdia entre
os organizadores do evento e o Jornal da Moita, por não os terem referido na notícia sobre
o encontro"

a “zona turística” a promover prioritariamente, nomeadamente o “triângulo”
Moita-Gaio/Rosário-Sarilhos Pequenos; as potencialidade principais e a gastronomia.

*"O "triângulo" Alhos Vedros/Baixa da Banheira/Vale da Amoreira, parece ter ficado
esquecido, neste projecto turístico, o que é demonstrativo das duas realidades do actual
concelho da Moita, a evolução a todos os níveis e também a nível turístico só pode ser
atingida pela valorização do nosso "triângulo" e pela independência do concelho de Alhos
Vedros"

Como objectivo de aumentar a “atractividade” à Moita, será necessário criar/ definir mais
do que uma imagem turística, um “produto turístico-Moita”. A proposta sugere 3 vertentes
principais, quer a desenvolver, quer a usar promocionalmente: Rio + Cavalos e campo +
Tauromaquia = Produto/imagem integrados

*"Já ontem demos a ideia do produto melhor para dimensionar turísticamente a Moita..."

A Feira do Rio, do Cavalo e do Touro

*"Pode ser a feira do Rio da Bosta e da Bosta do Cavalo e Touro"

O Engº Orlando Santos apresentou com entusiasmo o projecto de turismo que está em curso
para Sarilhos Pequenos, incluindo um Hotel e um conjunto de infra-estruturas e projectos
que têm beneficiado da parceria desenvolvida entre várias entidades locais congregadas na
Agência de Desenvolvimento Local de Sarilhos Pequenos, Aldeia Desportiva Ribeirinha.

*"Brevemente vamos divulgar imagens deste projecto, que mão amiga nos fez chegar"

quinta-feira, junho 09, 2005

"O Produto Moita"


Chegou-nos o sempre esperado Jornal da Moita e na página 6, Luís Chula o moiteiro de serviço faz um elogio às supostas tradições da terra, ele é a festa as largadas as touradas a feira de Maio a romaria até Viana do Alentejo dos moiteiros agarrados ao cavalo, os barcos típicos do Te(i)jo, eu sei lá que mais...Faz também um grande elogio à maneira moiteira de estar na vida que resulta dum perfeito equilíbrio entre o passado e o passado.Mas a dada altura da sua homenagem à "Way of Life" moiteira confessa-nos que ainda falta aos moiteiros mostrar aos estranhos estas particularidades de ser moiteiro afirmando que falta "O Produto Moita".
Sensibilizado com este pedido, procurei o que melhor poderia identificar este povo e aqui está uma coisa com que todos os moiteiros se identificarão imediatamente e que serve para imagem de marca desta terra de tão fortes tradições...

Está confirmado !

Em vez do Algarve junto com os outros milhões, vou de retiro para o Alentejo profundo.
Então até Domingo à tarde, a menos que me metam um computador à frente por entre os chaparros.

AV1

Os Pobres que Paguem a Crise !

Os Pobres que paguem a crise !

Apresento esta proposta para todos os Portugueses que estão reformados, doentes ou desempregados mas que neste momento de crise nacional estão unidos em solidariedade com o governo PS para ajudar a combater o déficit e com este pequeno gesto pretendem demonstrar o seu patriotismo e espírito de altruísmo.
Proponho pois que estas camadas mais pobres da população Portuguesa, dêem um dia por mês da sua reforma, do subsídio de doença ou do subsídio de desemprego para o Estado e assim com esta medida possam ajudar a combater o déficit e não fazer as classes média, alta e muito alta, sentir com tanta violência a política restritiva ao consumo que afectará essas classes privilegiadas !
Sim... porque para eles , os pobres e desempregados, doentes e reformados, que estão habituados a viver com dificuldades, pouco custará mais este pequeno esforço, mas imaginem o que custará a uma pessoa que não está habituada a sofrer essas dificuldades, agora ter de redimensionar todo o seu orçamento mensal...digamos por exemplo um político reformado que trabalhou arduamente em função da “Rés Publica” e da causa da nação durante para aí 12 anos e depois por imperativos patrióticos teve de trabalhar mais 6 anos numa empresa pública e agora é de novo chamado para cumprir o desígnio nacional de ser ministro das finanças !
Imaginem esse servidor da Pátria ter de abdicar dessas reformas que tão honesta e legalmente adquiriu !
Porque não pensem os pobres deste país que esses 15 000 € de reformas acumuladas que este cidadão ganha não serão reinvestidos no aumento do nosso património, quer com a compra de apartamentos e quintas em Azeitão ou montes no Alentejo, que depois de devidamente restauradas por exímios decoradores, arquitectos e paisagistas se mostram em revistas da especialidade que deveriam ser distribuídas gratuitamente aos desempregados por toda a nação, para que assim possam ver como é possível termos em Portugal do melhor que se faz na Europa e na América !
Os Mercedes e BMWs de última geração com GPS e tudo, são obras de arte que os nossos queridos compatriotas das classes altas nos fazem o favor de comprar, para assim nos equipararmos ao que melhor existe na América e na Europa e acho que outra medida a tomar seria também através de sorteios que poderiam ser televisionados ou em concursos, que pessoalmente, acho que se iriam tornar muito populares, proporcionassem a oportunidade de alguns pobres poderem entrar dentro desses carros e até darem uma voltinha...imaginem como isso seria bom para a auto estima das classes mais desfavorecidas.
Também as casas de campo dos ricos podiam ser visitadas em excursões que se poderiam organizar em todo o país, o que seguramente iria dimensionar o nosso turismo interno !
Por último faço um apelo aos maridos das operárias desempregadas do Vale do Ave que levam as suas mulheres para se prostituir, que entrem nesta “Onda” de solidariedade nacional e dêem um dia de “trabalho” das suas esposas para combater o déficit e ajudar assim Portugal a estar na linha da frente da Europa e da América !

A bem da Nação

Manuel Pedro

A Doença das Rotundas II


Rotunda da Lagoa da Pega (foto do Brocas)

Será que isto é terra de ninguém ?
Será que só as rotundas da Moita têm direito a ser cuidadas ?
Quem é responsável por isto ?
Seria assim tão difícil pelo menos fingir que o tratamento dado ao diferentes espaços do concelho segue a mesma bitola ?
Sinceramente, não acho que isto seja questão propriamente de incompetência. É apenas a manifestação prática de uma forma de pensar, em que as prioridades não passam pela freguesia de Alhos Vedros.
E isto é assim há décadas e décadas, por parte do poder moiteiro.
E claro que esse poder moiteiro pode até ser exercido por pessoas nascidas ou criadas em Alhos Vedros, assim como a apatia da generalidade dos que por cá estão não ajuda nada, pois o habitual é ouvirem-se as ladaínhas queixosas de circunstância, mas mais nada...
É preciso que percebamos uma coisa.
Se não existir uma tomada de posição clara de quem em Alhos Vedros ainda tem voz, isto continuará sempre assim, o Parque das Salinas infecto até ao momento de algum evento promovido pela CMM, o Cais Velho cheio de dejectos, a capela da Misericórdia a degradar-se, as ruas daquilo a que a até a CMM chama zona histórica (5 de Outubro e Cândido dos Reis) entregues ao bichos, sem qualquer tipo de requalificação dos imóveis (não chega fazer passeios...).
E perceba-se ainda uma outra coisa: se a CDU tem sido responsável por 30 anos de menorização de AV, nem sequer ao nível do discurso o PS parece trazer mudança para melhor, a avaliar pelas declarações da sua líder local e pela hierarquia de prioridades que apresentou no texto de apresentação da sua candidatura.
Por muita estima que nos mereça o esforço do Vítor Cabral, tenhamos consciência que o PS-Moita está a apostar é na Baixa da Banheira e na manutenção da vitória na freguesia da Moita.
Nós por cá, que nos desenrasquemos sozinhos.

AV1

A Doença das Rotundas


Rotunda da BP (foto do Brocas)

Terra que se queira apresentar como imbuída do espírito do Progresso, é terra que precisa de apresentar abundantes rotundas, alegadamente para facilitar a distribuição do trânsito.
Nem sempre será assim, porque muitas rotundas atrapalham mais do que um velho e clássico cruzamento com semáforos mas, vá lá, conceda-se que esta é uma das modas do momento a que é difícil fugir.
Entre nós, a doença das rotundas atacou em força, especialmente na Moita e na ligação da Moita às urbanizações da Fonte da Prata.
Nas rotundas da Moita tem havido algum cuidado no areemedo de decoração.
Pode-se discordar do gosto artístico das esculturas usadas na Rotunda do Boi ou na Rotunda dos Passarocos, ou mesmo da forma esdrúxula da Rotunda das Oliveiras junto ao Modelo, mas conceda-se que houve alguma preocupação em amanhá-las.
Só que, curiosamente, nas rotundas entre a Moita e a freguesia de Alhos Vedros o mesmo não se passou.
Junto à BP, ainda em território moiteiro, arranjou-se um ajardinamento maneirinho, com iluminação e tal, mais painéis propagandísticos para as actividades autárquicas, para a rotunda que anuncia a entrada na sede do concelho.
O problema são as outras quatro rotundas, todas já em território alhosvedrense, desde a rotunda que faz a distribuição do trânsito para o acesso aos Brejos, Barra Cheia, etc, e daí para Lisboa, até à rotunda junto à Lagoa da Pega e ao cadáver da Fristads.
Não sei se o evidente desleixo é da CMM, se da Junta de Freguesia de Alhos Vedros.
Agora o que é verdade é que se há dinheiro para fazer a rotunda e para os acessos em redor, também seria capaz de existirem umas centenas ou uns poucos de milhares de euros, para dar um ar menos abandonado àquelas rodelas no meio da estrada.
Será que não se arranjam umas árvorezitas, como as oliveiras trazidas do Alqueva pela Câmara de Palmela ?
Ou mesmo as palmeiras-anãs de leque da praxe, que já irritam até mais não, mas são melhores que nada ?
Ou uns arbustos raquíticos, da família dos do Largo do Mercado em Alhos Vedros ?
Não era preciso instalarem um sistema de rega muito caro.
Bastava passarem por lá uma ou duas vezes por semana com um camião cisterna e estava feito.

Clássicos FC



Não são da clássica colecção Argonauta, mas são boas recordações dos anos 70, com umas capas a condizer.
Para estas tardes de Verão, enquanto a criançada dorme a sesta, não são nada de deitar fora.

Bom Dia !



Como alguns milhões de portugueses, devo ir aproveitar os dias que se aproximam para tentar (des) carregar um pouco as baterias, ultimamente em evidente sobrecarga.
Isto se o esforço que me exige cada vez mais a condução nos tempos que correm, não me faça ficar quietinho no meu canto, tentando fazer o mínimo possível e que ninguém me chateie (o que implica não ver noticiários, não ler jornais, não consultar a net e ficar-me pela audição de música seleccionada a dedo e ler uns clássicos de BD para desanuviar o espírito).
Por isso, a partir de um par de horas deixo isto entregue ao AV2, que tem por obrigação manter a chama, desde que não pegue mais do que fogos virtuais (já repararam no declínio das imagenbs que estou a usar... estou nas últimas...) , porque dos outros já começam a existir muitos.

AV1

quarta-feira, junho 08, 2005

Isto sim é publicidade !



Que belo padrão o deste tecido...
Assim até apetece ir para a caminha.
Dormir é que...

Comentários e Best Off

Eu prometo que antes de ir de férias recolho muitos dos bons comentários que vão ficando perdidos aí por baixo e os organizo por temas num part de Best Off's.
(Não sei é quando - ou mesmo se - vou de férias...)

É só Obrar !

Quem se queixa das obras do Túnel dos Marquês para entrar em Lisboa, devia ser obrigado a atravessar a Moita em período pré-eleitoral.
A juntar à impossibilidade de fazer a Marginal, para quem segue para o Montijo pela Nacional, acresce agora o desvio que se é obrigado a fazer por causa das obras na rotunda do Juncalinho/Palheirão.
Com a semaforização a funcionar normalmente, a dimensão das ruas por onde se faz o desvio leva à acumulação de trânsito a qualquer hora do dia, seja até à zona da rotunda do Boi ou até às proximidades do Campo do Moitense.
Não sei se, mesmo sendo Verão e o pessoal indo de férias, este afã de obras de última hora não fará ricochete.
Por outro lado, vê-se bem que a CDU está a apostar tudo por tudo por recuperar a freguesia da Moita ao PS, enquanto o PS parece claramente apostado em subir na freguesia da Baixa da Banheira, a mais populosa, agendando para lá alguns dos mais marcantes acontecimentos da pré-campanha.
O real/aparente desinteresse do pessoal por Alhos Vedros só tem uma vantagem: pelo menos, não somos obrigados a vê-los passar tanta vez à nossa porta.

Já agora, também quero...


Martin Rowsom in The Guardian

... espetar o meu prego no Tratado Constitucional Europeu.
Não vi mais que 10 minutos o Prós e Contras a este respeito.
Já sei o que o Pacheco Pereira tem a dizer porque o leio com frequência e o Jorge Miranda só pode dizer o que uma pessoa tecnicamente competente pode dizer. Do outro lado, o Ribeiro e Castro faz um papel ingrato que nem será muito da sua convicção, enquanto o Vital Moreira se enreda sozinho numa confusão que não se percebe. Enquanto isso, o Miguel Beleza (era ele o terceiro dos "Sins", não era ?) esfregava os olhos, estremunhado.
No fundo, em vez de discutirmos a bondade ou maldade da coisa, já só se discute o que fazer com o seu cadáver (ia chamar-lhe aborto, o que se apropriaria em mais de um sentido, mas depois alguém ainda se ofende...).
Todos sabemos que este TEE não vai existir, só que temos mais de 15 meses para encher até à data marcada para a certidão de óbito.
Em tudo isto, só me espanta uma coisa: como é que ainda houve classes políticas que deixaram que existisse referendo, sem uma ratificação meramente formal pelos respectivos Parlamentos.
Sejamos bem claros a este respeito.
O TCE foi feito sem qualquer intervenção ou debate popular, por isso não é de espantar que o povinho esteja contra ele. É falaccioso dizer-se que até agora as nações favoráveis são 10 contra 2 contra. Na verdade, em matéria de referendos há 2-1 a favor do Não e, por este andar, só não há 3-1 em pouco tempo porque os ingleses nem sequer se darão ao trabalho de o fazer.
Porquê esta recusa dos cidadãos perante um documento que traria amanhãs que cantam ?
Antes de mais desconfiança perante o desconhecido.
E, pior do que isso, um desconhecido que ninguém quis tornar conhecido.
Poder-se-á dizer que foram muitos - ou pelo menos, vários - os documentos relevantes da História da Humanidade escritos por grupos restritos de iluminados.
Só que nesses casos - Constituição Americana, Declaração dos Direitos do Homem, etc - a sua elaboração nasceu da própria pressão popular e a sua ratificação seria pacífica.
Neste caso, do TCE não se passou nada assim.
Tudo foi feito no cinzentismo dos gabinetes, baseando-se em compromissos entre grupos que pouco têm a ver com os cidadãos que afirmam representar.
Contra o TCE, eu tenho reservas de forma e conteúdo, sendo que as de forma são, neste caso tão importantes como as de conteúdo, porque ambas resultam do seu espírito essencialmente anti-democrático.
Ao nível do conteúdo porque, em primeiro lugar e como já foi afirmado por muitos, viria a ser um documento fechado, que só poderia ser revisto por unanimidade e propõe soluções seriamente limitativas das soberanias nacionais.
Ao nível da forma, porque todo o processo se desenrolou longe dos cidadãos e a consulta a estes foi sempre feita a contra-gosto.
Vê-se bem a razão dos receios.
Mas agora, na situação em que estamos, o que fazer ?
Interromper as ratificações ?
Por mim, não, em especial no caso dos referendos.
Se parássemos por aqui haveria sempre a desculpa do 10-2 e porventura dos 15-2 ou 17-2, porque as ratificações asseguradas pelos prosseguiriam.
Continuando, teremos uma melhor percepção do que os cidadãos europeus pensam desta visão reduzida que os seus representantes têm do que é a Democracia.
E continuando terei ainda o prazer egoísta de, mesmo já estando o TCE morto, poder ir espetar o meu prego no seu caixão.

AV1

Alguns dos flagelos que se aproximam

a) Temperaturas acima dos 30-32º . Por mim, e ao contrário dos criogenistas que acham que é possível suspender as funções vitais a temperaturas muito baixas, defendo que a vida deveria ficar em suspenso acima das referidas temperaturas. De qualquer das maneiras, nada se faz de útil ou produtivo nos meses de Julho e Agosto por isso se fechássemos a loja até o défice diminuiria. Fazíamos uma espécie de leasing do litoral a sul do cabo da Roca aos ingleses, alemães e escandinavos. Eles que se desenrascassem sozinhos.

b) Os Santos Populares. Desde as fogueiras que se saltavam na infância nas ruas de AV que não acho graça nenhuma a esta quadra. Fui uma vez ver o desfile das marchas populares na Av. Liberdade, por forte pressão da minha actual cara-metade e de uma das suas amigas, e jurei para nunca mais. A dupla povo legítimo no seu melhor+turistas de ocasião em busca de pitoresco local é demasiado forte para mim. Chamem-me elitista, que eu não me importo...

Fogos de vista

«A relação dos portugueses com a natureza deve estar profundamente marcada pelo facto de tê-la a arder.
É que nunca a queima pára. Por toda a parte há qualquer coisa que arde. O país inteiro é fogo de artifício e fogaréus de arraial. Fogueiras em plena rua e intermináveis incêndios de floresta.
O maior espectáculo de todos são os incêndios de floresta.
A cada Verão que passa, os políticos prometem fazer finalmente alguma coisa e, cada Verão, a coisa arde com violência acrescida. Anos atrás, era vê-los bradando que, graças às medidas tomadas, as estatísticas indicavam que, até Junho inclusive, e comparado com os mesmos meses do ano anterior, o número de incêndios tinha diminuído drasticamente. Ora, obrigado. Durante o mês de Junho inteiro tinha chovido a potes.»
(Gerrit Komrij, Um almoço de negócios em Sintra, Porto, 1999, p. 52)

E agora, algo completamente diferente !


Foto AVP (em tarde de estúpido calor)

Em homenagem a todos aqueles que dizem/escrevem que só vemos o que está mal, eis que em jeito de redenção aqui estamos a destacar um exemplo de sucesso na nossa freguesia.
Por mero acaso, vim a saber há coisa de uma semana que na Barra Cheia existe uma das maiores unidades de produção de leite da região, cujo proprietário é o senhor João Macarrão, fornecedor dos leites Mimosa, com um número de cabeças de gado a rondar os três milhares e toda uma parafernália de equipamentos que fez ficar roído de inveja um familiar meu que pertence a este mesmo ramo de actividade.
Claro que vou evitar, em nome de toda a imagem construtiva e positiva que estou a tentar aqui construir para o AVP, fazer qualquer tipo de humor bovino, vacuum ou mesmo leiteiro, evitando alusões duvidosas a tetas, chifres e tudo o mais que aqui se ofereceria de mão beijada.
Convém ainda explicar que só conheci o senhor no dia em causa, com ele trocando um simples e clássico passou-bem e que não me foi prometido qualquer fornecimento vitalício de leite em troca desta menção.
Resta apenas sublinhar que, afinal e apesar do declínio da indústria têxtil e corticeira em AV, ainda existem exemplos de sucesso económico na nossa freguesia.

Bom Dia


Foto do Brocas

A Quinta da Fonte da Prata Sul, ao amanhecer, enquanto não é betonizada.
(Acho que usámos esta foto, mas fica bem na mesma...)

terça-feira, junho 07, 2005

Isto é que são Padrinhos !

PS Moita promove“Encontro com Mário Soares”
(Rostos Online)

A camarada Eurídice parece que anda a mobilizar a artilharia toda.
Agora até o Marocas vem à Baixa da Banheira.
Se lhe sai o tiro pela culatra, vai ser bonito.
Já não sei o que me divertia mais: se ver a dupla dinâmica levar um chuto no traseiro, se a dótôra Eurídice dar com os burrinhos na água.
Atendendo ao aspecto caricatural de candidatura proto-populista - mascarada de independente - da coligação PSD/CDS não se arranja mesmo forma de perderem todos ?

A Biblioteca



«Qualquer que seja a disposição organizacional - formal e informal - um partido é um agregado de pessoas que formam constelações de grupos rivais. Um partido pode mesmo ser, quando observado de dentro, uma confederação mal estruturada de subpartidos. No outro extremo, o partido totalitário também encerra uma estrutura grupal informal, com frequência caracterizada por intensa luta de grupos.»
(Giovanni Sartori, Partidos e Sistemas Partidários, Brasília, 1982, p. 94)

Libertário, Moi ?

No teste que fiz recentemente para perceber o meu posicionamento político, e para os que se lembram, fiquei situado bem perto do canto dos libertários de esquerda, onde normalmente gostam de incluir o Ghandi, o Dalai-Lama ou até o Mandela. Até houve quem dissesse que eu era é libertino e não libertário.
Ora, e para meu espanto, neste tipo de testes, fico sempre normalmente mais à esquerda do que toda a gente que conheço, incluindo o meu colega co-editor que se afirma como um libertário anarquista ou amigos meus claramente situados à esquerda no nosso espectro político.
Somando isto ao facto de ser tido como um empedernido reaccionário e um conservador elitista por vários conhecidos que comigo embirram (e aqui incluo ocasionais visitantes do AVP), fiquei com graves dilemas de esquizofrenia ideológica, para acrescentar ao estado de desarranjo mental habitual.
Dediquei-me então a descobrir a raíz do paradoxo de me posicionar na esquerda baixa de acordo com os parâmetros dos testes políticos e na direita alta para os que me observam de fora.
E acho que encontrei a razão para isso.
Vamos por partes.
Normalmente, o nosso posicionamento em relação à dicotomia direita/esquerda passa por um conjunto de posições perante determinados aspectos estruturantes da sociedade, que para mim são os seguintes:

a) Função do Estado.
b) Organização Económica.
c) Segurança e Ordem Pública.
d) Direitos Sociais e Modos de Vida.

Ora nestes aspectos, eu dificilmente posso ser incluído na esquerda ou na direita nos três primeiros: sou muito céptico em relação à capacidade do Estado intervir eficazmente na sociedade, mas acho impensável que ele se demita de um forte papel regulador em países como o nosso; sou favorável à economia de mercado e à iniciativa privada, mas com um papel fiscalizador do Estado que permita corrigir as impurezas do capitalismo selvagem; embora desconfie de todo o tipo de mecanismos policiais repressivos, acho que a ordem e a disciplina são valores fundamentais a preservar.
Onde eu viro claramente à esquerda e ultrapasso quase toda a gente em matéria de defesa das liberdades individuais – sou um individualista feroz que gosta de trabalhar em grupo, desde que cada um faça o seu papel – é no capítulo dos direitos sociais e da tolerância para com modos de vida alternativos ao meu.
Ora vejamos o que acho das chamadas questões civilizacionais, ou fracturantes:

a) Aborto – Sou favorável à despenalização até às 10-12 semanas nos termos actualmente em vigor, ou até prazos mais alargados por questões de preservação da vida da mãe ou de graves malformações do feto. Tenho dificuldade em definir prazos sem um esclarecimento científico credível.
b) Drogas leves e duras – A favor da despenalização do consumo das leves, desde que a malta do Bloco de Esquerda deixe os filhos fumar a erva em casa e não à minha porta, porque depois se põem a rir muito, a cuspir para o chão e a dizer disparates. Contra a descriminalização das duras. Fortemente a favor da repressão do tráfico.
c) Educação Sexual nas Escolas – Completamente a favor, embora ache que nem sempre existem os meios humanos disponíveis para a desenvolver com toda a (in)formação necessária. Só esclarecendo é possível evitar muitos problemas posteriores gravíssimos para a saúde pública e para os indivíduos.
d) Eutanásia – Favorável à morte assistida quando esse é o desejo expresso do paciente ou o seu estado de sofrimento extremo é irreversível. Estados de coma profundo em que o paciente não expressou a sua vontade levantam-me problemas quanto ao direito dos familiares tomarem a decisão.
e) Homossexualidade – Nada contra, incluindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Dúvidas quanto à questão dos direitos de adopção não por causa de alguma incapacidade intrínseca dos homossexuais para criarem uma criança, mas antes por causa da potencial ignorância e intolerância do ambiente envolvente.
f) Prostituição – Absolutamente a favor da sua legalização como actividade económica, desde que seja exercida como uma profissão equivalente às outras e não como uma imposição de extrema vulnerabilidade económica ou sob coacção.
g) Sexo em geral – Tudo a favor, antes, durante e depois do casamento. Com idade para votar e mais de metade do meu peso (>45 kg), desde que seja voluntariamente, julgo que ninguém deve meter o bedelho.
h) Uniões de Facto – A favor da sua equiparação ao casamento no que se refere a direitos de paternidade e de herança porque envolve terceiros, mas absolutamente contra no que se refere à relação entre o casal. Se é para ser rebelde e contestatário às normas e convenções da sociedade, não me venham depois pedir para lhes assegurar os direitos que essas mesmas convenções permitem. Ou há coerência, ou então vão passear.

Mas esclareçamos um detalhe.
Na generalidade destas matérias, no plano individual, sou conservador, pois casei-me (mesmo se não cheguei propriamente puro à data do evento), não consumo (nem consumi) drogas, nunca me vi na situação de participar numa situação de IVG, nunca recorri à prostituição, não sou homossexual e só no caso da eutanásia, terei uma experiência pessoal directa.
No entanto, não me incomoda nada que os outros tenham modos de vida alternativos ao meu.
Façam o que bem entenderem.
Desde que também respeitem a minha liberdade e não me venham impor nada.
Como podem ver, o meu individualismo e liberalismo é pouco consentâneo com a esquerda clássica, mesmo se a minha relação com a autoridade é ambígua: não gosto do seu exercício, mas gosto que lá esteja - e que todos saibam disso - para quando é necessário exercê-la.
No entanto, a minha tolerância para com a diferença parece completamente inconciliável com os valores morais da direita ocidental clássica.
E aí é que eu vou parar no canto da libertinagem.
Mesmo se é maior a fama do que o proveito.

AV1

Isto é Bom !



Pelo menos enquanto escrevo, ouve-se muito bem.

Libertário ou Libertino ?

Prometo a resposta para as razões do meu posicionamento político no teste no Political Compass ainda durante a tarde de hoje.
Agora é que as audiências descem a pique,

AV1

Será legítimo ?


Foto AVP

Fazer discutir o PDM em período estival, a um par de meses das eleições autárquicas ?
Independentemente das simpatias e dos desejos de cada um, será razoável que uma equipa autárquica aprove um documento desta importância quando pode estar de saída ?

Secção Nostalgia



É verdade que esta referência devia ter entrado no domingo (5/Junho) ou na próxima quinta-feira (dia da semana em que se publicava o MA), mas acabámos por ficar a meio termo ao chamar para aqui a publicação há 25 anos do nº 1600 do Mundo de Aventuras, publicação de BD que atravessou e alegrou as duas primeiras décadas da nossa vida.
Na altura, tínhamos direito ao Fantasma de Syd Barry, ao Star Hawks de Gil Kane e Ron Goulart, ao Tarzan de Russ Manning, ao Flash Gordon de Mac Raboy, a uma adaptação da série televisiva Os Vingadores, a um western do português José Pires e uma história curta da escola franco-belga do Tintin.
Já sei, vão-me dizer que estou com a nostalgia típica da (pré) meia-idade.
Ou isso, ou é porque não me adaptei a encontrar nas bancas revistas de BD que ou são da Disney ou são Hellraisers, Hellblazer, Wolverines e quejandos, que não consigo distinguir entre si.

Sim, sinhores !!

Estes rapazes (Carlos Pinto Coelho, Joaquim Letria, Carlos Medina Ribeiro e Nuno Crato) têm um evidente bom gosto.

É o que nosa resta !



Com o calor a derreter-nos boa parte da afluência (há uma semana que não chegamos à centena a que nos habituamos), resta-nos recorrer à antiga táctica do Se7e quando, nos últimos tempos de publicação, punha raparigas de aspecto saudável e desinibido na primeira página, para tentar reanimar as vendas.

Belo Pensamento

«Votar é dos actos que mais nos realizam como cidadãos e, por isso, é urgente que expressemos nas urnas o nosso ideal de bem comum. A não ser que esteja a chuviscar. Nesse caso, quero que a democracia se lixe.»
Miguel Góis, Gato Fedorento - O Blog, p. 11

(Eu acrescentaria «a não ser que ... esteja uma canícula do caraças.»)

segunda-feira, junho 06, 2005

A Europa Ontem

Em Setembro de 1929, enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Aristide Briand apresentaria formalmente uma proposta, que já vinha sendo discutida, de constituição de uma Federação Europeia, que os seus contemporâneos rapidamente crismariam de Estados Unidos da Europa.
A discussão do memorando Briand ocuparia boa parte da imprensa internacional no final desse ano e do ano de 1930, a par com o despoletar das consequências do crash da Bolsa de Nova York no mês seguinte.
No entanto, a discussãona imprensa em torno do projecto de uns EUE - já então pensados como contraponto aos EUA - foi bastante animada e ainda hoje nos ressoam nos argumentos então esgrimidos, questões que 75 anos depois parecem contuar actuais.
Fiquemmo-nos, por agora, apenas com um exemplo, da autoria do artuculista Marques Guedes do jornal portuense O Primeiro de Janeiro

«Uma entente económica entre as grandes nações aperta-se dia a dia, caminhando para uma regulamentação estreita da vida económica da Europa (...) procurando modificar os próprios conceitos de soberania no direito internacional público, para que depois por eles se molde a liberdade de acção e de defesa dos Estados que teem de ser sacrificados aos interesses das grandes potências.
(...)
Por tudo isto é que ando, a um tempo a esta parte, a repetir os perigos que podem vir de nos conservarmos de olhos cegos e ouvidos surdos ao rápido evoluir dos nacionalismos económicos para um internacionalismo, de que há-de resultar a ruína dos povos industrialmente fracos, se a tempo eles não se prepararem para uma maior resistência ou uma modificação radical da sua economia.»
(O Primeiro de Janeiro, 5 e 7 de Junho de 1929, p. 1)

A Europa Hoje

Uma das análises mais interessantes do Não francês ao Tratado Constitucional foi feita por Martin Kettle no The Guardian que, entre outros aspectos, sublinha o facto de ter sido a divisão quase ao meio do PS francês na votação a decidir o resultado do referendo.
Para Kettle, ao alinhar com o resto da esquerda e com a extrema direita na negativa, a maior parte dos socialistas terá decidido optar por se manter num passado visto como mais seguro e recusar, recusando um futuro dominado pela globalização. Ou seja, os socialistas - e por extensão todo o resto da esquerda que votou em mais de 95% no Não - ter-se-ão, como Peter Pan, recusado a crescer.
Na síntese deste mesmo artigo para a edição em língua francesa do Courrier International, afirma-se mesmo que a principal razão terá sido a recusa de aceitar o mundo que os rodeia.
Como eu os compreendo !
Se a única maneira de dar um abanão nisto é votar Não, então votemos Não.
Já lá dizia o poeta que não sabia por onde queria ir, mas que sabia que por aí não queria ir.

Relíquias


Foto do Brocas

Pessoal da JCP, não podiam ir fazer isto para outro lado ?
O Mercado de AV já está no estado em que está, não precisava da vossa colaboração !
É que depois a Junta de Freguesia, ou lá quem é, nunca mais manda pintar isto.
E já agora, por curiosidade...
Não haveria tinta vermelha ?

A Descrença

A reunião anual do pessoal do meu curso, apesar da quantidade de convivas andar ultimamente muito minguada, é sempre uma oportunidade ímpar para perceber como a geração que nasceu até meados dos anos 60 e apanhou o 25 de Abril com uma dezena ou dúzia de anos (malta que agora anda pelos 40-45 anos) em vez de geração rasca foi uma geração sempre à rasca.
Não tivemos idade para ser anti-fascistas, não tivemos idade para ser verdadeiros revolucionários, levámos com a crise da primeira metade dos anos 80 num período crucial da vida, quando se decidia o nosso destino (académico, profissional, familiar) e, pouco depois, já não eramos suficientemente jovens para apanhar a onda dos rascas propriamente ditos que gostavam de pintar e mostrar os respectivos rabos para as nascentes televisões privadas, como estratégia de luta contra o Cavaco da segunda maioria e condição de pré-adesão ao PSR.
Por isso, somos tendencialmente descrentes.
Entre os presentes havia os descrentes crónicos (este que s'assina), os descrentes iberistas, que acham que isto só vai lá aderindo a Espanha, os descrentes resignados, que acham que não há forma de dar a volta ao sistema em que vivemos e que o melhor é sobreviver no que ele nos reserva e os descrentes desiludidos, que o são porque deixaram de acreditar no que até há mais ou menos tempo acreditaram com muita força.
Realmente, faltou-nos o elemento optimista que é trazido por um colega nosso, muito bem colocado numa autarquia da Margem Norte, sobrevivente a todas as intempéries, cavalgando sempre todas as ondas e ficando sempre por cima por mais voltas que a Situação dê, não se lhe aplicando nunca aquela do à rasca.
Na ausência do A., realmente, ficaram apenas as diversas facções críticas que, com maior ou menos sucesso profissional e/ou pessoal, com maior ou menor grau de realização dos seus objectivos de vida, entraram na segunda metade da vida com um cepticismo a toda a prova, infelizmente de experiência feito.

AV1

Livrinhos


Vitorino Nemésio, Primeiro Corso (1996)
Jorge Dias, Os elementos fundamentais da Cultura Portuguesa (1985)
David M. Ferreira, E aos costumes disse nada (1995)
Eça de Queiroz, Civilização/José Matias (1995)

Nos tempos que correm - de calor que impele à preguiça e de crise que impõe a contenção - é bom relembrar estas deliciosas colecções de pequenos livrinhos, a bom preço, que foram saindo principalmente a partir dos anos 90, com sucesso variável.
A percursora foi a colecção O Essencial da Imprensa Nacional ainda em meados de 80 com livrinhos originais de divulgação sobre temas científicos e culturais a 100$00 o volume.
O exemplo foi retomado na década seguinte pela parceira Bertrand/Civilização e pela Europa-América com a publicação de pequenos textos clássicos nacionais ou excertos de obras internacionais (PEA), até surgir a mais agradável e apelativa de todas essas colecções de pequeno formato e uma das grandes iniciativas associadas à realização da EXPO-98, ou seja a edição de 98 livrinhos com textos directa ou indirectamente ligados ao tema dos Oceanos.

Não sei se deram por isso...

... mas está uma brasa !
Alcochete - Foto AVP
(E aquilo do lado direito não é uma mancha,
era mesmo um pássaro em voo.. antes de cair para o lado !)

domingo, junho 05, 2005

A União Local

Não sou muito favorável a consensos artificiais, nem a coligações excessivamente alargadas do tipo Centrão que é tudo e não é nada.
No entanto, em situações de evidente gravidade julgo que é importante que as pessoas valorizem o que as une na defesa de uma causa comum e deixem para trás aquilo que as separa e que, em muitos casos, é bem mais superficial e conjuntural do que as disputas do momento fazem parecer.
Por isso, aqui se apela para que aqueles que nos últimos tempos têm procurado fazer ouvir a sua voz na defesa dos interesses de Alhos Vedros se unam, já não digo de modo formal, mas pelo menos de uma forma orgânica como grupo de pressão nos seus partidos, nas colectividades a que pertencem, através dos órgãos de comunicação social a que têm acesso, de maneira a ampliarmos um movimento que vise travar o declínio de Alhos Vedros nos mais diversos planos: na subalternização a que é votada na hierarquia das prioridades partidárias, na desordem urbanística instalada que visa transformá-la em mais um dormitório de recurso, na degradação permanente do seu património histórico, no ataque continuado ao seu património natural, nma destruição de uma identidade muito própria e que já só sobrevive a muito custo relativamente ao que se passava no tempo dos nossos pais e avós.
Não adianta encolher os ombros, em ar de resignação, dizendo que isto não tem remédio.
É preciso acção, seja ela através da simples palavra escrita, da intervenção activa nas discussões internas das forças políticas locais, da interpelação dos actores políticos com responsabilidades autárquicas ou da promoção de iniciativas que devolvam uma maior centralidade a Alhos Vedros no concelho da Moita.
Por isso apelamos, entre outros e por ordem alfabética dos que nos vêm neste momento à mente,, a pessoas como o Carlos Vardasca, o Frederico Tavares, o Joaquim Raminhos, o Leonel Coelho, o Luís Carlos Santos, o Luís Guerreiro ou o Vítor Cabral, que têm na maior parte dos casos um papel reconhecido na vida local e/ou uma militância política relevante, para que redobrem os seus esforços e procurem articular as suas acções no sentido de valorizarem aquilo que os pode unir em defesa da nossa terra e que o façam a tempo de inverter uma situação que só nos entristece e embaraça a todos.
Porque não chega ser-se natural ou residir-se em Alhos Vedros para se defender os seus interesses. Se assim fosse, não teríamos tido o tratamento de segunda categoria que nos tem sido dispensado.
É preciso colocarmos os interesses comuns acima de conveniências e ambições pessoais.
Só assim será possível deixarmos de ser os parentes pobres do concelho.
Só assim será possível fazer justiça à memória de uma terra que tem sido um mero joguete dos poderes autárquicos instalados, da Ditadura à Democracia.
Só assim será possível não envergonharmos nem os nossos filhos, nem os nossos pais.
A Bem de Alhos Vedros
AV1

Especial, Eduardo Teixeira Coelho no Suplemento em Quadrinhos


Eduardo Teixeira Coelho (1919-2005), um dos maiores autores portugueses de Banda Desenhada, marcante ao longo de muitas décadas do século XX, morreu no dia 31 de Maio, este Suplemento em Quadrinhos Especial é uma homenagem que os editores do AVP e AVVisual pretendem fazer a este grande mestre da 9ª Arte que com o seu traço elegante e elástico fez das melhores BDs e Ilustrações em Portugal e no Mundo.
Pode ver este ESPECIAL ETC no AVVisual !
Os textos são de Leonardo de Sá e António Dias de Deus e foram publicados no livro ETCoelho-A Arte e a Vida em 1998 e pertencem às edições Época de Ouro, publicamos apenas a introdução, quem desejar este livro pode contactar com o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem Impressa / Câmara Municipal da Amadora ou com as Edições Época de Ouro, Apartado 180, 2825 Costa da Caparica, tel/fax: 21 2902365

Ficção Científica



O texto do L. Guerreiro sobre a Ficção Científica e as referências que faz a alguns autores, fizeram-me relembrar aquele que para mim é o autor preferido desse género, Philip K. Dick, que ganha o título por uma unha negra ao Robert A. Heinlein.
Ambos foram abundantemente publicados em Portugal, primeiro na mítica colecção Argonauta e depois na colecção de FC das Publicações Europa-América.
Aqui ficam dois dos títulos de PKD, mais conhecido do grande público por adaptações cinematográficas de novelas ou contos seus como o Blade Runner ou o Relatório Minoritário, publicados em inícios dos anos 80, por serem os que estavam mais à mão.
A visão delirante de Dick, com as suas explorações da mente humana (Os 3 Estigmas) e dos esquemas conspirativos globais (A Penúltima Verdade) são recorrentes na sua obra, assim como o humor é na de Heinlein, a começar pelo muito premiado Um Estranho numa Terra Estranha.
Quanto à Ursula Le Guin, Os Despojados é uma metáfora interessante do mundo da Guerra Fria, mas talvez prefira hoje o ecologista A Floresta é o Nome do Mundo (nº 72 desta mesma colecção).

Especial ETC no Suplemento em Quadrinhos


Mais logo, porque já é Domingo, no Suplemento em Quadrinhos, prestamos homenagem a Eduardo Teixeira Coelho.

sábado, junho 04, 2005

In Memoriam (E. T. Coelho)


Jornal do Cuto nº 10

Eduardo Teixeira Coelho (1919-2005), um dos maiores autores portugueses de Banda Desenhada, marcante ao longo de muitas décadas do século XX, morreu no dia 31 de Maio e nós, desgraçadamente, só agora demos por isso.

Fica para amanhã...

... a nossa proposta de lista de União Local para defender os interesses de Alhos Vedros.
O almoço de curso deste ano - que foi trazido para a Margem Sul, obrigando alguns lisboetas a atravessaram a ponte sem ser para irem para a praia - demorou mais do que o costume (à mesa das 12.45 às 16.30 é obra !) e a conversa deu para mangas (apesar da falta do grupo ligado às autarquias, estiveram presentes colegas desde a docência ao pessoal da Presidência da República e a boa-língua e a coscuvilhice informada abundaram), por isso durante o resto do dia a digestão travou a inspiração.
Esperemos que a sopa de pedra, açorda de marisco, o bacalhau espiritual, a salada de orelha, o arroz de pato as farófias e a torta de laranja (fora as entradas, pois a coisa foi tipo buffet, por isso dei o meu melhor...) já não estejam em alegre convívio no meu sistema digestivo e tenham deixado espaço para a produção literária.
Já lá diziam os artistas de outrora, não há nada como a fome para aguçar o engenho.
E eu não tenho fome há quase 10 horas.

AV1

Luís Guerreiro e a Ficção Científica na Moita

Bons dias caros editores do AVP,
Ontem fui à biblioteca da Moita assistir a uma conferência sobre Ficção Científica em Portugal, com o escritor Luís Filipe Silva, a conversa com o escritor estava programada para as 21.30h mas eu só cheguei lá perto das 22h, pedi informação à funcionária onde seria a conferência e ela apontou-me um grupo de 5 pessoas que conversavam, notei duas pessoas que já conhecia da CMM, eram eles o Rui Garcia e a Dora Enguiça, além do escritor estava também presente a esposa do Rui Garcia e outra senhora que vim a saber depois era uma funcionária da câmara... pois é eu era o único assistente da conferência !
Cumprimentei a todos e lá nos sentamos à volta de uma mesa para ouvir o escritor falar sobre FC.
Parece que os Moitenses têm algum problema com a Ficção Científica, pois numa outra ocasião fui com a minha mulher assistir ao filme Metrópolis de Fritz Lang também na Biblioteca e nessa ocasião fomos nós também os únicos espectadores.
Enfim a conversa sobre FC em Portugal decorreu amenamente e denotei um bom conhecimento do tema por parte do vereador Rui Garcia.
A exposição do tema baseou-se muito na colecção da Caminho de FC, que a editora devido à sua política editorial acabou, terminando também a colecção policial...
pelo que contou o Luís Filipe Silva parece que essa editora que tem uma conotação com o PCP, ponderou e chegou à conclusão serem estas duas temáticas pouco virtuosas para com a luta de classes e extingiu-as.
Fiz notar ao escritor que a literatura de FC em Portugal não se limitava à prosa escrita mas também teria de englobar a BD de FC e apontei-lhe o exemplo de Victor Mesquita com o seu Eternus 9, que foi publicado na revista de BD Portuguesa, Visão em 1976.
O Luís Filipe Silva explicou-me que nesta sua conversa apenas se tinha preparado para a vertente da prosa de FC, o que me foi compreensível.
Falou-se da FC em geral e de como a Espanha tem nos últimos anos produzido bastante novo e bom material de que o LFS apresentou exemplos, naturalmente que os EUA como maior produtor mundial da temática não foi esquecido e nesse contexto referiu-se o nome da grande escritora norte-americana Ursula K. Le Guin e da sua obra emblemática: Os Despojados.
Rui Garcia já tinha lido esse livro e fez uma observação que me pareceu incorrecta, quando se referiu à história ser passada num planeta Comunista e num planeta Capitalista, corrigi-o dizendo-lhe que o planeta não era comunista do tipo do comunismo da antiga URSS, mas sim um planeta Anarquista Utópico na linha de Kropotkine, ou seja um planeta onde não existia estado, no que fui apoiado pelo escritor, referi também que a autora criou e fez parte de um movimento literário-político que são os "Sci-Fi Libertarians".
Falou-se ainda da corrente Cyber-Punk e o escritor fez notar que existem péssimas traduções e péssimos tradutores em Portugal.
Foi uma noite bem passada num ambiente tertuliano e saí de lá satisfeito e agradavelmente surpreendido com esta faceta de Rui Garcia que desconhecia.
É pena que estes eventos não consigam cativar o interesse dos Moitenses e isto apesar de ontem não haver nenhuma largada ou tourada ou festa que obviamente os impedisse de irem a uma manifestação cultural !

Saudações de Luís Guerreiro

Ofertas, não Obrigado !



Desculpem lá se não fiquei nada admirado por neste guia não existir, em 58 propostas de Hotelaria ou de Turismo em Espaço Rural, nenhuma no concelho da Moita (e, quase por natural extensão), no do Barreiro.
É verdade que até existiriam potencialidades mas nas últimas décadas têm delapidado quase todo o património natural e paisagístico do concelho e muito em especial do da freguesia de Alhos Vedros.
Por isso andamos curiosos com o que se fala por aí...

E por falar em palácios que se vendem...


Foto do Brocas (já por ele antes publicada)

Que destino estará reservado a esta velha memória do estatuto municipal de Alhos Vedros ?
Que defesa do património lhe estará reservada ?
A mesma decadência da capela de uma das Misericórdias mais antigas do país ?
A compra por um qualquer arrivista e o derrube, com autorização camarária, para construir edifício de apartamentos, desde que "mantenha a traça" ?
Manuel Herminio Monteiro tinha razão.
Os Hunos estão entre nós e são bem mais ferozes e bárbaros que os de outros milénios.

A Biblioteca



«A Primavera torna-nos buliçosos. Apetece-nos percorrer o país. Os campos estão verdes e floridos e a água transborda dos ribeiros. Procuramos os bons restaurantes da província sob o pretexto de ir às feiras ou em visita a parentes afastados. E pelo caminho sobe-se aos miradouros. Uma capela, um cruzeiro, uma mesa de pedra, uma nascente e uma imensidão de território com o mar ao fundo. Gostamos desta terra que desde sempre escolhemos para ser a nossa terra. Pelo caminho revisitamos velhas catedrais e saboreamos o seu silêncio de cera e pó antigo que as rosáceas alumiam.
Por isso nos irritamos com a selvajaria que vem tomando conta de alguns centros históricos. As nossas cidades estão a ser assaltadas por um bando de Hunos que a troco do vil metal vendem a alma ao diabo. Não é apocalíptico dizer que em Portugal se estão a cometer crimes de lesa-cultura de uma brutal insensibilidade.
(...)
Há sempre um doutor na Câmara que se encontra cada vez mais com um senhor construtor civil, que por acaso é casado com a filha de um distribuidor de mercearia que até já dizem ser o mais rico da região e que agora já não está interessado em acções da Torralta, porque agora o que está a dar é investir na sua terra e por isso comprou um velho palácio...»
Manuel Hermínio Monteiro, K nº 8 de Maio de 1991, reeditado no volume Urzes (Lisboa, 2004, pp. 152-153)

Bom Dia !



O pequeno almoço está viçoso.
Hoje estamos muito biológicos.

Tudo vai ser diferente...

sexta-feira, junho 03, 2005

Daqui prá frente...


... o mais certo é ser sempre a descer, com as férias à porta e a desmobilização da malta.
No entanto, em Maio conseguimos atingir mais de 2800 entradas e cerca de 6000 page-views.
Agora é ver se conseguimos arranjar um subsidiozito ou uma pensão simpática.
Como estamos com mais de ano e meio de trabalho, o que equivale a 25% do tempo que Campos e Cunha passou como Vice-Governador do Banco de Portugal, aceitamos sem refilar uns 1750 € por mês, a acrescer ao nosso salário normal.
E não se fala mais nisso.
Ou se falarmos, é só para dizer bem.

A ter em atenção amanhã...

... o que o Brocas vai mostrar sobre o que anda a fazer pela nossa freguesia.
... o que se está a tentar fazer no Letters from Elise quanto às regalias dos políticos.

Quanto a nós iremos apresentar aqueles que apoiaríamos, caso se entendessem, percebessem que têm se calhar mais em comum do que pensam e fizessem uma lista independente a apresentar nas próximas autárquicas (para a Junta de Freguesia, por exemplo).
No mínimo do Bloco e do MRPP ao PS, passando pela própria CDU há gente que se tem destacado, pelo menos em tese, na defesa de Alhos Vedros, pelo que os desafiaremos a assumirem-se publicamente como um grupo de pressão, mais que não seja dentro das respectivas estruturas partidárias.
Quanto ao PSD e CDS, cada vez conheço em Alhos Vedros menos pessoas que assumam uma militÂncia activa, por isso são capazes de estar sub-representados, mas não é por qualquer tipo de estigma, é mesmo por desconhecimento.
Até aposto que já estão a adivinhar a quem vamos apontar o dedo.

A Biofesta



Iniciativa muito interessante que vai ser desenvolvida em Alhos Vedros em este fim de semana e sobre a qual a melhor informação pode ser encontrada aqui e o folheto aqui (embora com a data desactualizada), pois o site da CMM e outros são muito mais parcos nos elementos ou apenas reproduzem o que se encontra neste site.
Como bónus, os editores do AVP começaram a somar 2+2 e ainda passam por lá para ver se encontramos alguns dos nossos leitores para comer uns tremoços de produção biológica.

Isto desde que a organização garanta que não deixa o Rui Garcia ficar com os louros todos da coisa, como na notícia do Diário do Barreiro (retirámos o link porque estava sempre a dar erro), em especial se não fez grande coisa.

Outra sugestão



Agora musiquinha para animar o fim de semana.

Eu sei que vai haver a Biofesta em Alhos Vedros este fim de semana e que essa é uma sugestão de visita obrigatória, mas como não tenho aqui o folheto do evento, ainda não consegui arranjar uma imagem para colorir/ilustrar essa sugestão.

Sugestão



Nick Hornby é um dos autores contemporâneos que mais me agradam, mesmo se não será dos preferidos dos críticos.
Tem três romances (o High Fidelity, este About a Boy e o How to Be Good), editou um par de colectâneas e escreveu ainda livros de crónicas sobre futebol (acima o Fever Pitch) e música (31 songs).
Escreve sobre temas que são comuns a toda uma geração (para além do futebol e da música, sobre as relações amorosas, a paternidade, etc), independentemente de se viver na Inglaterra ou em Portugal.
Existem traduções nacionais de quase tudo.
Apresento edições inglesas apenas porque são mais baratas, mais nada.

O cartoon de 6ª feira


Angeli, O Grande Deus de Rhalah Rikota

Hoje sinto-me pródigo.
Em vez de uma têm direito a duas tirinhas do grande Angeli.

(Agora, após legítimos protestos, com a imagem arquivada em formato decente)

Mais um artista português !



Numa recente entre vista ao Público, Rádio Renascença e Dois, dizia este senhor que também ia ser atingido pelo aumento da idade das reformas na Função Pública, porque como professor universitário iria trabalhar mais 5 anos.
Claro que se esqueceu do insignificante detalhe que é estar com uma pensão - por 6 anos de funções - do Banco de Portugal de mais de 6750 euros mensais desde os 49 anos, que ainda acumula com o seu salário normal (antes de docente da Fac. Economia e agora de ministro).
Ele diz que são "direitos adquiridos e legítimos" - e eu nem vou aqui falar daqueles que são meus e também achava adquiridos - e isso não contesto.
Apenas regurgito quando releio as tiradas em que ele proclamou a sua autoridade moral sobre o assunto, por se afirmar atingido pelas novas regras que quer impor.
Assim também eu, ó Tadeu.

No Confessionário com...

Já vos falei das minhas aventuras recentes com os barbeiros ?
Não ?
Interessam-vos ?
Também não ?
Não faz mal que eu conto na mesma.
Qualquer tipo sabe que o barbeiro está para um homem quase como um(a) ginecologista para as mulheres. Sei que a imagem não é das melhores, mas foi o que me ocorreu para explicar que é um ambiente a que nos habituamos, onde nos mexem onde normalmente só deixamos mexer pessoas de quem gostamos e que não é fácil mudar.
Como alhosvedrense típico, o meu percurso barbeirístico também foi típico.
Nos anos 60, pela mão do meu pai, lá comecei a ir ao Estreia levar a tigelada da ordem, apesar dos protestos da minha mãe, tendo-me transferido nos anos 70, por indicação de um primo mais velho, para o Setúbal, onde me mantive um regular até meados dos anos 80, com uma ou outra infidelidade ocasional.
Qualquer um de nós, nos quarentas ou mesmo trintas tardios, que tenha conhecido o Setúbal sabe ao que íamos. No meu caso, em especial nos late-seventies, foi a época dourada do look revolucionário-taurino, com aquelas patilhas até quase ao queixo e o cabelo apenas 1,5 cm mais curto do que quando lá tinha entrado.
Em meados de 80, com a transferência de parte do meu tempo para Lisboa, fui variando de barbeiro, sem nunca poisar em nenhum. Tipo vida amorosa dos vintes.
Com a estabilização dos trintas e em parte por solidariedade leonina, passei a frequentar desde meados dos anos 90 o barbeiro Jorge do Barreiro, junto ao Tribunal velho e frente ao Parque, que, para quem o conheça, forma com o seu filho uma das duplas sportinguistas mais características da Margem Sul, a que se juntam as centenas de galhardetes clubísticos espalhados pelas paredes (se é que é assim que se chamam aqueles triângulos com os emblemas dos clubes e uma fitinha para pendurar).
Só que no último par de anos, o tempo por vezes escasseia para lá ir, porque nem sempre me dá jeito passar por lá.
Foi então, que passei a ir às meninas.
Por “meninas” entendam-se - é claro, o que é que estavam a pensar ? - cabeleireiras unisexo de Centros Comerciais e não só, onde também nós podemos cortar o cabelo, mesmo se com algum inicial incómodo e natural hesitação.
Até agora tive um par de experiências semi-traumatizantes: a primeira, com uma senhora simpaticíssima que, perante a minha abundância capilar no pescoço (sim, tenho linhagem directa dos grandes símios...), me me fez a proposta de uma depilação daquela área a que eu, armado em modernaço, acedi.
Grave erro.
Resumo breve da experiência: DOR, MUITA DOR.
Não repeti e, meus amigos, não tentem. Nem vou elaborar mais sobre a coisa.
A última experiência, mais recente, foi menos traumática mas de certa forma igualmente delirante, só que agora pelo fundo musical.
Na meia hora da função passaram, a partir de k7 escolhida para o efeito (não foi uma sequência radiofónica ocasional), entre outra maravilhas da pop-music, Peter Cetera em dueto com não-sei-quem, Roberta Flack (Killing me softly, uma das 10 músicas que mais detesto), Gladys Knight (Licence to Kill) e uma versão do Blue Moon por uma voz masculina que não consegui identificar (também passou o Drive dos Cars, mas isso ainda se aguenta).
Sublinho que as músicas da Roberta Flack e da Gladys Knight foram trauteadas perto dos meus ouvidos pela senhora em causa, o que facilitou o seu trabalho, porque fiquei com os cabelos em pé.
E assim foi.
Pois.
Acho que vou desistir de ir às meninas.
O preço não foi mau, mas podem-se apanhar coisinhas más.

AV1

(Ainda mais outra) curta

Lembrei-me do plano ideal para, de uma vez, resolver o problema do défice da Segurança Social, eliminar os idosos com reformas de miséria e, por tabela, grande parte do desiquílibrio das contas públicas: é só passar a idade da reforma para os 90 anos.

(Outra) Curta

Antes das 9 da manhã de hoje trauteava em pleno trânsito o More Than a Woman dos Bee Gees.
De repente estranhei-me e depois compreendi-me.
Tinha vestido uns jeans com o cós frontal muito apertado.

(isto continua estranho... eu sei o que é um "cós" ?)

Curta I

Está oficialmente aberta, desde quarta-feira, dia 1 de Junho, a época de condução com o bracinho de fora.

Bom Dia


Foto AVP

A maré vazia do Tejo vista de Alcochete, mais propriamente da zona de estacionamento do Alfoz.

quinta-feira, junho 02, 2005

Costa veta novas autarquias

Este artigo que li na última edição do Expresso deixa-me muito preocupado e pode fazer-me ponderar a ter uma mudança de opinião sobre o meu declarado apoio ao PS para as próximas autárquicas aqui no concelho da Moita, alia-se a isso o facto do PS se preparar para pôr de novo em agenda a Regionalização...
Eu, que como o nosso colaborador Manuel Pedro, defendo o Municipalismo com Municípios menores e mais próximos dos municípes e sou contra a Regionalização e todos os "Tachos" que se criarão em nome dessa outra esfera de poder, a regionalização, leva-me a ponderar noutras alternativas para o concelho e especialmente para Alhos Vedros...
AV2

Texto do Expresso:

«Costa veta novas autarquias
O Governo não aceita nem mais um concelho e quer acabar com as mini-freguesias


O GOVERNO está a preparar o «pacote autárquico» que prevê o congelamento da criação de no­vas autarquias e a fusão de; fregue­sias com menos de mil habitan­tes. O ministro da tutela, Antó­nio Costa, que está a preparar uma nova lei-quadro para os mu­nicípios, tem na sua posse um le­vantamento a nível nacional que indica que mais ele metade das freguesias do país não atinge, um milhar de residentes.
Fonte oficial do gabinete do
ministro assegurou ao EXPRES­SO que, «logo à partida, fregue­sias nestas condições das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto vão ser fundidas». Quan­to às restantes, «serão avaliadas caso a caso». A mesma fonte ofi­cial sublinha que estas medidas preconizam uma ((descentraliza­ção séria da administração lo­cal, com o redimensionamento de algumas autarquias de for­ma a permitir uma melhor ges­tão de recursos financeiros».
De acordo com o último Cen­sos do Instituto Nacional de Es­tatística, de 2001, na área metro­politana de Lisboa existem 10 fre­guesias onde o número de habi­tantes é inferior a mil, sete das
quais na cidade-capital: Castelo (587), Madalena (380), Mártires (341), Sacramento (880), SantaJusta (700), Santiago (857). Além destas, estão também nas mes­mas circunstâncias Gradil (9°1) e Vila Franca (888), em Mafra, e Cachoeiras (769) e Calhandriz
(84'), em Vila Franca de Xira.
No Grande Porto, as fregue­sias com essas características são sete, todas localizadas no concelho de Vila do Conde: Ar­cos (869), Canidelo (941), Ferrei­ró (660), Mosteiró (891), Outei­ro (378), Parada (365) e Toun­gues (788).
Estas medidas governamen­tais, que António Costa quer ver aplicadas até final de 2006, dei­tam por terra as pretensões dos defensores da criação de novos concelhos.

Canas e Fátima adiadas. Na corrida ao estatuto a concelho estão Canas de Senhorim, Fáti­ma, Esmoriz, Rio Tinto,) Erme­sinde, Sacavém, Mora e Pinhal Novo.
Recorde-se que o Presi­dente da República, Jorge Sam­paio, travou as ambições destes movimentos, ao vetar a passa­gem de Canas de Senhorim e Fá­tima a município.
Na altura, a de­cisão presidencial provocou pro­testos em várias destas localida­des, como em Esmoriz, onde a Li­nha do Norte foi cortada. »

VALENTINA MARCELlNO

A Biblioteca do Eunuco (de volta...)



No já distante ano de 1994, a revista Colóquio, Educação e Sociedade da Fund. Gulbenkian produziu um número em grande parte dedicado à análise do papel das elites na sociedade, em particular da portuguesa.
Em especial um dos artigos veio-me à memória, por ocasião de uma troca privada de mails com um dos nossos leitores, em especial quando lhe escrevia que descreio da verdadeira existência de elites em Alhos Vedros (económicas ou culturais) e, por extensão, no nosso próprio país. O que existem são grupos com estratégias de poder em determinadas áreas, o que para mim é diferente.
Mas fiquemo-nos com uma passagem do artigo produzido por Veiga Simão para o dito número da dita revista:

«Temos de admitir, como verdadeiro, que estudo e engenho se divorciaram cedo no nosso País e não se juntaram bem até aos dias de hoje. Talvez porque o engenho tivesse partiudo nas levas sucessivas de que a História dá conta... Talvez porque o estudo não pode expandir-se, em harmonia, deixxando congelar muita inteligência perdida, em ribeiros do interior. Talvez porque não nos abrimos, em tempo adequado, às aplicações científicas e técnicas dos conhecimentos...
(...) Neste clima foi fácil a proliferação de elites, facilmente dominadas por interesses específicos, sem visão global e modernizante da continuidade da nossa missão histórica. Foi fácil a algumas dessas elites estrangeirarem-se por subordinação, importando, com atraso, modas com que conviveram noutros países ou viveram em tertúlias. As elites dominantes tenderam a ser imitativas, defensivas dum status quo, em vez de inovadoras e agentes da mudança necessária.
Por isso nunca se interessaram por definir e fazer prevalecer um modelo integrado de desenvolvimento para o nosso País, agindo com lentidão perante o divórcio da Escola e do Trabalho, das Universidades e das Empresas e satisfazendo-se com as caricaturas de Portugal como País de analfabetos ou como País de Doutores.»
José Veiga Simão, "A Importância das Elites", in Colóquio, Educação e Sociedade, Dezembro de 1994, nº 7, pp 133-134.

Bibó Desporto !!


Escola 1º ciclo das Arroteias (Foto do Brocas)

É na adversidade que se descobrem os maiores craques.
Quem conseguir vencer nestas condições vence em qualquer lado.
(Ou talvez não...)

Ciclovias

Em resposta a uma dúvida nossa, o nosso amigo Carneiro deixou, em dois comentários, o seguinte texto que achamos revelador de conhecimentos que devem ser transmitidos a quem por cá - Situação e Oposição de braço dado - pensa que percebe do assunto.
Ele já nos deixou mais um pouco de texto mas, para não alongarmos o post, por agora ficamos assim.



«Circuitos cicláveis poderão ser as ciclovias. Deste lado do rio, temos a de Oeiras - passeio marítimo - que só é transitável com segurança até às 8:30 H. Depois é todo o tipo de bicicletas, triciclos, quadriciclos, patins, lambretas eléctricas, mães e pais divorciados - que os casados não saem tanto com os filhos - avós, sopeiras e cães, muitos cães, de várias marcas e modelos, soltos ou com trelas "telescópicas" que se emaranham nos passantes. A malta desloca-se em monte, a granel, sem regra ou preceito. Quem quer fazer ciclismo, ou passa cedo, ou vai para a marginal que acaba por ser mais segura.
Ciclovia do Guincho - 7 Km da marina da cascais até ao Guincho. Os dois primeiros quilómetros são intransitáveis pelas razões supra referidas. Os outros fazem-se com relativo conforto.Em Monsanto existe uma ciclovia com 2 Km - passa ao antigo restaurante Panorâmico que está em obras. Só uma rapaziada de BTT, eu e meia dúzia de malucos como eu é que subimos aquilo. Dói um bocado.
João Soares, antes de perder as eleições mandou pintar a "ciclovia de Telheiras" que começava neste local e se prolongava até entre campos. Tinha mais de 10 semáforos pelo caminho e as obras da nova WC do Sporting acabaram com ela.
Existe um projecto trans-europeu de ciclovias - que na península ibérica desce de Barcelona pela costa, é suposto atravessar o Algarve até Vila do Bispo e subir a Costa até ao Minho - que pretende aproveitar uma "berma mais larga" e criar uma canal de tipo BUS para as bicicletas. Este, no meu modesto entendimento, é o caminho preferível. Traz problemas de invasão do canal pelos automobilistas, mas é o mais praticável. As vias do primeiro tipo acabam por degenerar, já que as ciclovias degeneram noutras utilizações de lazer, porque há falta de espaços para a malta passear e o civismo do costume impera - ninguém sabe de que lado é que deve passear.
Em Terragona existe um circuito de tipo Kartódromo para bicicletas. Se eu tivesse dinheiro para investir metia-me numa coisa destas. Estrada com 4 metros de largura, circuito fechado com 3 ou 4 Km com algumas subidas, zona de Apoio com restaurante, balneários, enfermaria, oficina, loja de Bikes e de roupa desportiva, etc. A malta pagava à hora, não incomodava nas estradas e andava seguro. Iluminado podia funcionar à noite. Voltando ao projecto europeu: o modelo é o holandês ou o alemão: sistemática ciclovia de dois metros ao lado da estrada ou avenida.
Não sei qual a intenção da candidatura à Câmara. Se é começar do zero, convém fechar avenidas e outros locais ao transito automóvel, para iniciar a malta na bicicleta. Se é proporcionar via para deslocações substitutivas dos carros, então parece que a ciclovia deve ser de tipo BUS. A Moita tem boas condições para se andar de bicicleta - essa região é plana. Aqui em Lisboa é mais complicado com as colinas. Só atletas de alto nível que nem este V. amigo é que aguenta o esforço.
Estou a trabalhar num projecto de peregrinação a Roma de bicicleta. Tenho amigos militares que todos os anos vão a Lourdes. Costumam utilizar as tais ciclovias em Espanha nos locais onde já estão praticáveis. Estou a pendurar-me. Não fui à tropa por excesso de habilitações, mas passo a ser o major Alvega.
Em Espanha o cicloturismo é uma indústria a sério. É o país com mais ciclistas profissionais, mais cicloturistas, mais marcas de bicicletas, maior volume de negócios, incluindo o turismo.
Há provas de 6 dias nos Pirenéus - a Quebrantahuessos (porque terá este nome?), a Pirenaica, outras nas Baleares e nas Canárias. Há tarifas especiais de avião para levar as bikes. Há serviço de transporte de bagagem entre hoteis, nos percursos sem retorno (andamos 120 Km por dia, e à noite, quando chegamos ao novo hotel, já lá está a bagagem).
As realizações de passeios não são exactamente como os nossos: lá a malta cumpre o Código da Estrada ou a Polícia retira-lhe a Bike, ou multa a organização, ou acaba com o passeio. Os percursos regra geral têm 3 alternativas - 110 Km, 140 e 180 Km, por exemplo -, para acautelar a capacidade de cada um. Enfim, não é como cá que se fazem 55 Km, invadindo ambas as faixas, alguns sem capacete. E passando o vermelho do semáforo mesmo em frente ao AV1 só para o irritar.
Genericamente não tenho mais para dizer. Questões concretas ?»

Carneiro

Imprensa Local III

Agora, para variar, uma nota de satisfação:
No jornal O Rio, o historiador local António Ventura continua uma mais do que meritória iniciativa de divulgação dos materiais do riquíssimo acervo das vereações da Câmara de Alhos Vedros.
Já aqui várias vezes defendemos o seu estudo por especialistas e a sua divulgação,se possível em publicação monográfica
Será que a CMM só está interessada em promover coisas sobre touros e não se interessa em apoiar um trabalho de investigação deste tipo ?
Há terras em que, independentemente da cor política, há gente conhecedora nos Departamentos Culturais, a começar pelos vereadores que não precisam de ser despertados para estes assuntos.
Ou será que pela autarquia moiteira só se lê A Bola ("SLB Campeão !!!") e o 24 Horas ("Elsa Raposo passeia feliz e enamorada com o seu huskie") ?

Imprensa Local II

Já a páginas 6 do mesmo Jornal da Moita temos direito a um texto assinado por Eurídice Pereira (que a nós nos chegou apenas em nome do PS-Moita já há uns tempos) sobre o endividamento da CMM.
Não temos nada contra o que vem escrito, a serem correctos os dados adiantados.
Já o que nos admira é que, perante tal panorama, a mesma EP se desdobre em promessas eleitorais perfeitamente mirabolantes a cada iniciativa em que participa, desde as visitas a zonas do concelho até ao verdadeiramente onírico plano de promoção do desporto no concelho apresentado recentemente no Fórum por um Concelho Menor.
Se a autarquia está endividada até ao pêlo e os tempos são de crise, de que cartola vão sair tantos coelhos gordos e reluzentes ?

Imprensa Local

Quinta-feira é dia do sempre ansiado Jornal da Moita com as suas pérolas jornalísticas.
Esta semana, a primeira a chamar-nos a atenção surge na página 3 com o título "Desenvolvimento turístico em debate".
É uma peça não assinada e, quem tenha um mínimo de conhecimentos disto, percebe que é texto fornecido à redacção para publicar tal e qual.
No entanto, o assunto em questão é relevante e - embora pensemos voltar a falar disto com mais profundidade e elementos - demonstra como as estratégias de desenvolvimento do concelho, mesmo escassas, irão passar ao lado de Alhos Vedros.
Leiam com atenção o que está escrito e percebam como Alhos Vedros, apesar do reconhecimento do que resta do seu património, vai ficar definitivamente para trás, sendo a aposta em torno do chamado "triângulo - Moita-Gaio/Rosário-Sarilhos Pequenos".
Enquanto por Alhos Vedros não abrirmos os olhos e quem tem responsabilidades não deitar mãos à obra em proveito de todos e não apenas de si, isto está tudo acabado.
A leitura desta peça é, aliás, muito interessante como preparação para vermos que o que o novo PDM nos reserva.
Mas, ao que parece, só meia dúzia de gatos pingados estão preocupados com isso.

Mais TSF

Ainda na área da actividade económica, foi dado destaque durante a manhã a um livro de ficção de uma jornalista (Destinos Cruzados de Sandra Guimarães, em entrevista a ler aqui) que investigou a situação social do vale do Ave, onde as trabalhadoras têxteis, desempregadas e não só, se dedicam à prostituição para complementar os rendimentos familiares com a conivência dos maridos.
Quanto a isto sou perfeitamente amoral, porque sou favorável á legalização da prostituição como actividade semelhante a qualquer outra que se baseie na utilização do corpo humano.
Claro que sou contra a prostituição forçada e motivada por miséria.
No entanto, e essa parte não ouvi tendo sido o meu colega AV2 a chamar-me a atenção, parece que apareceu um senhor de um qualquer serviço público a declarar que os homens deviam ter em atenção que era ilegal promoverem a prostituição das mulheres !
Outro grande sim senhor, como o dedicado em baixo ao Belmiro !
É só isso que lhe ocorre declarar ?
Que o lenocínio é ilegal ?
Nada a dizer quanto à situação de miséria e vulnerabilidade socio-económica daquelas gentes ?
Será que despedi-lo não ajudaria a diminuir o défice e, ao mesmo tempo, abriria um posto de trabalho a alguém capaz ?

Demasiados assuntos, tão pouco tempo

Hoje a disponibilidade é curta mas, só para chatear, parece que os assuntos chovem que nem cerejas.
Antes de mais, quando se anda em trânsito, ouve-se rádio para distrair e, nos intervalos de ouvir a Marginal com os seus clássicos a sério, lá se vai sempre parar à TSF.
Hoje foi dia de pérolas, umas verdadeiras, outras falsas.
Entre as verdadeiras, tivemos o director-adjunto do Jornal de Negócios, Paulo Ferreira de sua graça, a sublinhar que, depois da promessa de não subir impostos ir à vida, se seguirá a de criar 150.000 empregos. Como é óbvio pelos indicadores disponíveis até 2009 tomara que não desapareçam esse número de empregos.
Outra pérola verdadeira: José Roquette a ligar para o fórum como economista e, aparentemente, ninguém a perceber quem era o homem. Se é verdade que se deve dar igualdade de tratamento a todos os ouvintes, não deixa de ser curioso que quem listou Roquette para falar tivesse resumido o seu currículo a "economista". Devia ser estagiário, pela certa.
Agora uma das pérolas falsas: Belmiro de Azevedo, no seu melhor estilo arrogante a declarar que os sindicatos devem esquecer a ideia de que "o emprego é um direito adquirido".
Sim senhor !
E já agora, será que para os empresários de sucesso do regime, os subsídios, os licenciamentos a jeito e as avenidas de acesso ao poder, a exploração do trabalho assalariado em condições degradantes e a acumulação de lucros sem qualquer função social também serão "direitos adquiridos" ?

quarta-feira, junho 01, 2005

Não sei do que gosto mais !


(Mais uma) Grande foto do Brocas
(E olhem que chegaram uns belos pacotes delas)

Se do olhar para os céus da esfinge da Kleopatra - do género, tirem-me deste filme - se do ligeiro estrabismo da dita, se ainda da vermelhidão da boca em atitude de desagrado.
Se calhar do que gosto mesmo mais é do(a) passarito(a) - ia escrevendo passarinha, o que se prestava a inuendos, mas a moral e os bons costumes impediram-me como vêem - no seu nariz, provavelmente o(a) único(a) ser inocente por aquelas paragens.

NEE !!!

Afinal, mais de 60% dos holandeses também estão contra a aprovação do Tratado Constitucional Europeu.
Isto apesar de, no Parlamento, os teóricos representantes de 85% do eleitorado estarem a favor.
Isto demonstra-nos como a democracia representativa pode funcionar mal, se os representantes insistirem em esquecer os representados.

Sou a favor da existência de referendos nesta matéria por uma questão fundamental, que é e não é meramente formal.
Sei que votei - quer dizer, eu abstive-me mas, para facilitar, digamos que votei - nas eleições para os deputados ao Parlamento Europeu e votei para o Parlamento nacional.
Os senhores de Bruxelas e Estrasburgo, uns eleitos e outros por eles nomeados, decidem escolher uma comissão que elabora uma Constituição para ser aplicada a 25 países e a centenas de milhões de pessoas.
Depois de elaborado é devolvido para aprovação por quem os nomeou e, pelo menos a lógica democrática assim o exigiria, quem os nomeou deveria devolver a aprovação da coisa a quem os elegeu, ou seja a todos nós, em quem reside a soberania, pelo menos em tese e nos livros que falam destas formalidades.
Se delegamos, no momento das eleições, a soberania nos nossos representantes e estes nomeiam alguém para uma tarefa, é de curial bom senso e sentido democrático, para não dizer boa educação, consultar-nos sobre o desempenho daquela tarefa.
Mas, ao que parece, estas minhas ideias não são do agrado de todos e mesmo entre nós a ideia do referendo sobre esta matéria nunca foi completamente pacífica e cada vez foram maiores as reservas quando se começou a perceber que, afinal, a opinião dos representados não coincide com a dos representantes. E a estes, também aparentemente, não ocorreu que talvez seja a sua opinião que, mais do que mudar, tem um défice de legitimidade.

Também muito recomendável...

... vai ser a publicação amanhã no AVP do texto que o amigo Carneiro nos deixou nuns comentários mais abaixo sobre ciclovias.
Vê-se que percebe do que fala, o que não é sempre o caso de quem escreve sobre isso cá por estas bandas.
E ao contrário do que ele percebeu, ninguém aqui achou uma seca; o "OK" era apenas porque fiz o meu comentário a meios dos dele e não percebi que não tinham acabado.
Só não incluímos já o texto, para o caso de querer fazer alguns acrescentos.
Mas por mim está óptimo e as gralhas já estão remendadas.

Muito recomendável...

... a leitura deste texto do Carlos Vardasca na página 7 d'O Rio de hoje.
Se te candidatares à CMM, ainda me convences a votar no Bloco (e desde que eu me esqueça dos vossos dirigentes nacionais... que, digam o que disserem... cada vez são mais iguais aos outros... hi... hi... hi...).

Já a leitura das promessas do PS para o sector do Desporto, na página 10, dá-me a sensação de estar na feira a ouvir uma vendedora de banha da cobra a convencer-me a levar este mundo e o outro por tuta e meia.
Será que aquelas promessas todas são para cumprir em quantos mandatos ?
Dizem que a CMM está endividada até aos gorgomilhos e depois, em vez de rigor, prometem isto tudo ?
Algo não bate certo, dótôra.

(Amigo Carneiro, faz sentido falar em circuitos cicláveis ? É que isto não me soa nada bem ! Mas como sou ignorante na matéria peço ajuda a quem sabe ...)

Dia Mundial da Criança



Vá lá...
Disfarcem e digam que vão comprar isto para a criançada... e depois vejam vocês.
Foi a nossa primeira proposta de filme aqui no AVP com direito a imagem.
Vale a pena e são 6,9 €, com o Público de hoje..
Não é de borla, mas...

Especial Praça de Alhos Vedros


Foto AVP

Já ao seu dispor no Alhos Vedros Visual, depois da prestimosa cedência - pela segunda vez - de fotos do Brocas, para completarmos a nossa colecção.
Aqui, e para não nos alongarmos mais, atenção ao detalhe da qualidade do piso, algo que se estende do alcatrão da rua, aos blocos e lancis dos passeios, não esquecendo o piso da zona do mercado exterior matinal.

A Praça e o seu Largo II


Foto AVP

Já nesta perspectiva, olhando para Norte, temos direito a uma visão do espaço onde se densenvolve o "mercado" exterior propriamente dito, com aquele bloco de apartamentos lá ao fundo mesmo a perguntar "quando é que acabam o resto do quarteirão, já que os barracões aqui ao lado já caíram há montes de tempo ?"
Não se vê daqui mais é interessante o cotovelo que fizeram na ligação da Rua Francisco de Almeida com a Diogo Cão, que é para os condutores entrarem a medo ou, caso contrário, ser mais fácil um pequeno/médio acidente.
Embora a qualidade da foto não seja a melhor - e o Hello não é muito favorável a estes formatos - repara-se que o revestimento exterior da Praça propriamente dita está em belíssimo estado de desleixo.

A Praça e o seu Largo


Foto AVP

Conforme prometido, aqui estão algumas panorâmicas do belo Largo que enquadra a Praça de Alhos Vedros e o depósito da água. A foto está meio tremida e a revelação não foi a melhor (é o que faz revelar em cadeias de lojas de grandes superfícies, mas a malta é póbri), mas dá para apanhar a ideia.
Neste lado sul do Largo, após sairmos da Rua Afonso de Albuquerque, o piso é de gravilha, sem se perceber se é rua ou passeio. Os canteiros das árvores estão bem no meio.
Em frente, do lado direito, as ruínas industriais que justificam o nome da Rua da Cortiça, enquanto do lado esquerdo temos aquele bunker em forma de U, construído salvo erro em 1994 e que, uma década depois, tem ficalmente o primeiro espaço comercial ocupado.
Para este Largo deita uma das entradas para as garagens, mais exactamente a entrada das traseiras.
Temos então que daquele lado, o nascente, a faceta residencial não passa de duas empenas e uma visão de portões de garagens ao nível da cave.
Penso que é um conceito urbanístico e arquitectónico claramente vencedor.

A Praça


Foto AVP

Esta é a entrada da Praça de Alhos Vedros.
Não vou fazer muitos reparos à tacanhez da arquitectura pública que exibe porque foi feita há cerca de um quarto de século, quando o bom-sendo e o bom-gosto faziam um intervalo.
No entanto, não se pode deixar de lamentar toda a falta de manutenção que a estrutura exibe, mesmo se sempre se pode dizer que os grafitos aparecem de um dia para o outro.
Não é o caso destes que ali andam já há algum tempo, mas, pronto...
Mas o que verdadeiramente se lamenta é que todo o largo em seu redor revele toda a incapacidade e indiferença da autarquia moiteira para com um espaço que teria (quase) tudo para ser pensado como um conjunto harmonioso.
Infelizmente não é isso que se passa.
Parte do largo parece ser rua com piso em alcatrão, enquanto outra parte parece ser qualquer coisa que não se percebe, com piso em gravilha e sem limites para peões.
Em seu redor amontoam-se traseiras de casinhas chãs, ruínas de fábricas e blocos de apartamentos, cada cor seu paladar, tudo rematado com equipamento urbano de 4ª categoria e um ajardinamento na base do arbusto que cresce por ti mesmo até nós voltarmos a passar por cá, mais a acumulação do lixo que se proporciona sempre que à falta de civismo individual se junta a preguiça e o desleixo institucionais.
Mas, apesar da perda de várias imagens nossas e do Brocas que estavam preparadas para um especial (pelas razões já ontem lamentadas...), iremos tentar mostrar ao longo do dia aquilo que agora enunciámos.