Por muito que se tente debater qualquer assunto minimamente sério sobre o concelho, isso torna-se muito difícil porque do outro lado não aparece praticamente ninguém, excepção feita ao Nuno Cavaco.
O resto enrosca-se e encaracola-se e nada.
Depois aparecem por outras bandas os que nos tratam como corja e que apontam o dedo ao facto de aqui só se dar um lado do problema.
Mas alguém se chega à frente, sem ser os do costume, e dá um tostão para o nosso peditório ?
Seja sobre as opções de ordenamento do PDM, as deslocalizações da RAN e da REN ou o Parque Temático ?
Não !
Por isso, a falta ou insuficiência de contraditório só acontece porque o dito contraditório desapareceu para parte incerta e só deixou a chave de casa ao NC para regar as flores e dar de comer aos peixinhos.
E como eu já disse lá para trás, ele sozinho não pode dar conta de todo o recado, por muito que sue as estopinhas.
AV1
terça-feira, fevereiro 07, 2006
A Bobone que interessa !

É a Maria Ana e até vem na Dica da Semana.
Parece que canta, mas nunca ouvi.
Mas pelo aspecto, é moça saudável nuns 31 aninhos que à primeira vista parecem ter passado sem grande aspereza.
Sempre é uma redenção, pelo menos aos nossos olhos, para a família Bobone, que tão mal representada tem andado.
AV1
Degustação II
Claro que em ambiente tão selecto, as presenças são quase tão notáveis como as experiências culinárias.
Após a nossa chegada, de um par de jovens engravatados e de fatiota formal que faz adivinhar gestores de algo e de um pequeno grupo de gente claramente ligada ao imobiliário em almoço de planeamento de negócios, surgiu o par de autarcas-modelo da nossa Península, ele sempre vistoso no seu aspecto falsamente soixante-huitard (e lá me acompanhou na falta de gravata e na blusa de gola alta que adivinhei com a griffe certa) e ela cada vez mais elegante quanto se vai afastando do estereótipo feminino da sua filiação partidária.
Mesa recatado ao canto.
Serviço como quem já é conhecido(a) na casa.
Discrição q.b.
Claro que a refeição não terminaria sem que à mesa chegasse uma pequena oferenda de artigo de produção local, enviada pelo senhor da mesa do imobiliário, que depois surgiu para a troca de gentilezas da praxe.
É bonito, é sinal de fina educação e cai bem a toda a gente.
Hábitos que se criam. Simpatias que se cultivam.
Até um almoço escorre melhor
AV1
Após a nossa chegada, de um par de jovens engravatados e de fatiota formal que faz adivinhar gestores de algo e de um pequeno grupo de gente claramente ligada ao imobiliário em almoço de planeamento de negócios, surgiu o par de autarcas-modelo da nossa Península, ele sempre vistoso no seu aspecto falsamente soixante-huitard (e lá me acompanhou na falta de gravata e na blusa de gola alta que adivinhei com a griffe certa) e ela cada vez mais elegante quanto se vai afastando do estereótipo feminino da sua filiação partidária.
Mesa recatado ao canto.
Serviço como quem já é conhecido(a) na casa.
Discrição q.b.
Claro que a refeição não terminaria sem que à mesa chegasse uma pequena oferenda de artigo de produção local, enviada pelo senhor da mesa do imobiliário, que depois surgiu para a troca de gentilezas da praxe.
É bonito, é sinal de fina educação e cai bem a toda a gente.
Hábitos que se criam. Simpatias que se cultivam.
Até um almoço escorre melhor
AV1
Degustação I
Hoje foi dia feriado cá em casa.
Por razões de agenda, a gerência decidiu que hoje era o dia de comemorar o Dia dos Namorados e um dia de aniversário familiar, com um almoço fora dos moldes habituais.
Pelo que nos dirigimos a um estabelecimento restaurativo (e não só) muito recente na Península de Setúbal e com uma crítica gastronómica muito favorável na boa imprensa especializada na área (eu leio essa parte dos jornais, sim senhor, se o crítico gastronómico for de confiança e provas dadas).
Saca-se do cartão Visa e pomo-nos a caminho, que uma vintena de quilómetros se fazem na boa.
Ora bem, a visita foi um sucesso, mesmo se a conta foi pesada e se os empregados olharam para os meus jeans e blusa de gola alta com certa desconfiança, avisando-me quando me passou o cardápio que as doses eram pequenas.
O ambiente é excelente e a cozinha é afrancesada mas com ingredientes tugas de qualidade.
Significa isso que as doses são minúsculas, mas parecendo brincadeiras da Barbie e do Jen, muito bonitas de ver mas passíveis de caber naquela minha cárie do molar lá de trás.
São as chamadas doses de degustação, que o chef aconselha a partilhar, como se o respectivo volume o permitisse sem recurso a uma colher de chá.
Mas são boas e recomendam-se.
Os preços, não sendo pornograficamente hard core, acabam por ser de uma certa obscenidade requintada, devido ao número de doses que é necessário ingerir (2 entradas+2 sopas+4 pratos+2 doces) para sairmos de lá amanhadinhos.
Mas um dia não são dias e um tipo finge que foi a Paris e já está de volta.
Porque um risotto de açafrão servido num copo de gelado não se pode ver todos os dias, nem umas migas de pão alentejano com pato assado se espera serem servidas em quantidade passível de ser contida num pratinho de sobremesa.
Nem um capuccino de cogumelos servido numa chávena é algo que se imagina normal ao nosso almoço.
Mas tudo se conjugou na perfeição com a chegada do sortido final de doces conventuais e o sorvete de vinho que anteciparam um cafézinho médio, abaixo do que eu faço em casa.
Mas no fim a alma ficou lavada das tristezas e cinzentismos do quotidiano, pela vista circundante e pelas diversões que as duas horas de lazer nos permitiram.
O preço não o conto por rebuço e pudor, não vá o meu colega co-editor ter uma síncope antes de me estrangular e chamar pequeno-burgês deslumbrado.
AV1
Por razões de agenda, a gerência decidiu que hoje era o dia de comemorar o Dia dos Namorados e um dia de aniversário familiar, com um almoço fora dos moldes habituais.
Pelo que nos dirigimos a um estabelecimento restaurativo (e não só) muito recente na Península de Setúbal e com uma crítica gastronómica muito favorável na boa imprensa especializada na área (eu leio essa parte dos jornais, sim senhor, se o crítico gastronómico for de confiança e provas dadas).
Saca-se do cartão Visa e pomo-nos a caminho, que uma vintena de quilómetros se fazem na boa.
Ora bem, a visita foi um sucesso, mesmo se a conta foi pesada e se os empregados olharam para os meus jeans e blusa de gola alta com certa desconfiança, avisando-me quando me passou o cardápio que as doses eram pequenas.
O ambiente é excelente e a cozinha é afrancesada mas com ingredientes tugas de qualidade.
Significa isso que as doses são minúsculas, mas parecendo brincadeiras da Barbie e do Jen, muito bonitas de ver mas passíveis de caber naquela minha cárie do molar lá de trás.
São as chamadas doses de degustação, que o chef aconselha a partilhar, como se o respectivo volume o permitisse sem recurso a uma colher de chá.
Mas são boas e recomendam-se.
Os preços, não sendo pornograficamente hard core, acabam por ser de uma certa obscenidade requintada, devido ao número de doses que é necessário ingerir (2 entradas+2 sopas+4 pratos+2 doces) para sairmos de lá amanhadinhos.
Mas um dia não são dias e um tipo finge que foi a Paris e já está de volta.
Porque um risotto de açafrão servido num copo de gelado não se pode ver todos os dias, nem umas migas de pão alentejano com pato assado se espera serem servidas em quantidade passível de ser contida num pratinho de sobremesa.
Nem um capuccino de cogumelos servido numa chávena é algo que se imagina normal ao nosso almoço.
Mas tudo se conjugou na perfeição com a chegada do sortido final de doces conventuais e o sorvete de vinho que anteciparam um cafézinho médio, abaixo do que eu faço em casa.
Mas no fim a alma ficou lavada das tristezas e cinzentismos do quotidiano, pela vista circundante e pelas diversões que as duas horas de lazer nos permitiram.
O preço não o conto por rebuço e pudor, não vá o meu colega co-editor ter uma síncope antes de me estrangular e chamar pequeno-burgês deslumbrado.
AV1
Sempre é para discutir ?
Por estas bandas alguns assuntos parecem ser tabu para certos sectores da opinião.
Uma defesa fundamentada das grandes opções do PDM em revisão não é assumida com clareza por ninguém. Não vou agora especular sobre isso de novo, embora já existam mais pistas sobre alguns zigues que se deram e dos zagues que se seguiram.
Quanto ao Parque Temático a implementar no Pinhal do Forno o silêncio ainda tem sido maior.
Apareceu o Presidente Lobo em manobras de propaganda e show-off mediático, mas mais ninguém se chegou à frente do lado da CMM a justificar este projecto, o que terá a sua razão de ser pois parece que ninguém sabia de nada fora alguns eleitos, mas eleitos sem ser no sentido de legitimação democrática mas apenas de confiança pessoal do dito Presidente.
Se assim não é, ninguém explicou melhor tudo o que se passou.
Por isso, aplaudo o Nuno Cavaco que foi o primeiro a quebrar o muro de silêncio a a reagir no post sobre a Ordem de Serviço que o Mão Amiga nos enviou.
Ele afirma achar que o Parque Temático vai ser bom e fazer-nos muito felizes, desde que se acautelem certas condições.
Acrescenta ainda que não percebe se aqui no AVP somos contra ou a favor.
Pois é !
O Nuno anda a ganhar pontos nesta matéria. Ele é a favor desde que...
Olha eu também (e acho que o AV2 também, mas ele é que sabe) !
Eu também seria a favor desde que...
Só que, infelizmente, as minhas razões para duvidar da bondade do projecto são diversas, a começar pelas que deixei expostas em dois comentários e que agora retomo.
1) Quanto às condições necessárias de preservação ambiental da única mancha florestal da freguesia e concelho, que o próprio Presidente Lobo jurara defender com palavras belas, só posso contatar que a acção da CMM em termos de defesa do ambiente só tem passado por palavras, palavras, palavras, sendo o caso do Pinhal do Forno um exemplo maior das trocas e baldrocas neste particular, desde as permutas que voltam a dar e baralhar, até às promessas de corredores verdes e pulmões florestais que só servem para entreter os ingénuos ou muito crédulos.
.
2) Quanto ao aval dos vereadores que votaram favoravelmente o projecto, é para o lado que eu me deito melhor porque, a esta altura, talvez já tenham acordado do encantamento causado pela melopeia com que os embalaram. Claro que agora a CDU os tem na mão, caso eles tenham a ousadia de mudar de posição. Mas eu, como não tenho nadinha a ver com isso, continuo a manifestar e a dar voz aos que têm dúvidas sobre o secretismo e opacidade do processo anterior à apresentação pública deste projecto. Para não falar na jiga-joga da REN e das desanexações à medida das conveniências.
.
3) Por fim, e por agora, quanto à minha posição final, só posso repetir não posso tomar posição clara e informada sobre algo que até os próprios vereadores do Poder alegadamente não tinham conhecimento prévio atempado. Porque ao público só chegou propaganda e show-off para a comunicação social do presidente João Lobo e de mais ninguém, excepção feita aos tipos da Badoca, tendo sido necessários os blogs andarem ao tio-ao-tio para disponibilizar as informações online que a CMM preferiu guardar para si. Portanto, estou contra o processo e a forma como decorreu. Quanto à substância do projecto, só posso ter uma opinião capaz se souber o que foi combinado nas entrelinhas do protocolo. Porque a letra escrita já foi tantas vezes letra morta que não posso acreditar só no que é dito para munícipe ouvir. E quem quiser questionar o projecto tem os posts do AVP ao seu dispôr, assim como quem nos queira esclarecer.
Dá para perceber agora a minha posição ?
Seria preferível ou cómodo eu ser contra tout court sem explicitar razões e argumentos ou solicitar esclarecimentos ?
Já sei que os eleitos não lêem blogs, nem a isso estão obrigados por lei (já o Cavaco, Aníbal, não lia jornais quando era PM), mas apenas o Jornal da Moita e recortes feitos pelas assessorias (não estou a falar do meu caro Nuno, é óbvio, que já estará acima dessas petitezas), mas será que essas assessorias fariam o favor de alargar o seu olhar e não terem medo de fazer recortes de material menos cordato ?
Dará agora para debater o projecto sem ser com base em declarações para os media na base do one man show ?
Será possível, alguém esclarecer as dúvidas sobre tudo isto, sem ser com pedradas ?
Será possível, por uma vez, termos uma gestão autárquica transparente e com os míticos telhados de vidro e não com vidraria fumada e fosca ?
Eu, cidadão erradamente anónimo, agradeceria imenso.
E até acho que isso aumentaria a democracia, civil ou outra.
AV1
Uma defesa fundamentada das grandes opções do PDM em revisão não é assumida com clareza por ninguém. Não vou agora especular sobre isso de novo, embora já existam mais pistas sobre alguns zigues que se deram e dos zagues que se seguiram.
Quanto ao Parque Temático a implementar no Pinhal do Forno o silêncio ainda tem sido maior.
Apareceu o Presidente Lobo em manobras de propaganda e show-off mediático, mas mais ninguém se chegou à frente do lado da CMM a justificar este projecto, o que terá a sua razão de ser pois parece que ninguém sabia de nada fora alguns eleitos, mas eleitos sem ser no sentido de legitimação democrática mas apenas de confiança pessoal do dito Presidente.
Se assim não é, ninguém explicou melhor tudo o que se passou.
Por isso, aplaudo o Nuno Cavaco que foi o primeiro a quebrar o muro de silêncio a a reagir no post sobre a Ordem de Serviço que o Mão Amiga nos enviou.
Ele afirma achar que o Parque Temático vai ser bom e fazer-nos muito felizes, desde que se acautelem certas condições.
Acrescenta ainda que não percebe se aqui no AVP somos contra ou a favor.
Pois é !
O Nuno anda a ganhar pontos nesta matéria. Ele é a favor desde que...
Olha eu também (e acho que o AV2 também, mas ele é que sabe) !
Eu também seria a favor desde que...
Só que, infelizmente, as minhas razões para duvidar da bondade do projecto são diversas, a começar pelas que deixei expostas em dois comentários e que agora retomo.
1) Quanto às condições necessárias de preservação ambiental da única mancha florestal da freguesia e concelho, que o próprio Presidente Lobo jurara defender com palavras belas, só posso contatar que a acção da CMM em termos de defesa do ambiente só tem passado por palavras, palavras, palavras, sendo o caso do Pinhal do Forno um exemplo maior das trocas e baldrocas neste particular, desde as permutas que voltam a dar e baralhar, até às promessas de corredores verdes e pulmões florestais que só servem para entreter os ingénuos ou muito crédulos.
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2) Quanto ao aval dos vereadores que votaram favoravelmente o projecto, é para o lado que eu me deito melhor porque, a esta altura, talvez já tenham acordado do encantamento causado pela melopeia com que os embalaram. Claro que agora a CDU os tem na mão, caso eles tenham a ousadia de mudar de posição. Mas eu, como não tenho nadinha a ver com isso, continuo a manifestar e a dar voz aos que têm dúvidas sobre o secretismo e opacidade do processo anterior à apresentação pública deste projecto. Para não falar na jiga-joga da REN e das desanexações à medida das conveniências.
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3) Por fim, e por agora, quanto à minha posição final, só posso repetir não posso tomar posição clara e informada sobre algo que até os próprios vereadores do Poder alegadamente não tinham conhecimento prévio atempado. Porque ao público só chegou propaganda e show-off para a comunicação social do presidente João Lobo e de mais ninguém, excepção feita aos tipos da Badoca, tendo sido necessários os blogs andarem ao tio-ao-tio para disponibilizar as informações online que a CMM preferiu guardar para si. Portanto, estou contra o processo e a forma como decorreu. Quanto à substância do projecto, só posso ter uma opinião capaz se souber o que foi combinado nas entrelinhas do protocolo. Porque a letra escrita já foi tantas vezes letra morta que não posso acreditar só no que é dito para munícipe ouvir. E quem quiser questionar o projecto tem os posts do AVP ao seu dispôr, assim como quem nos queira esclarecer.
Dá para perceber agora a minha posição ?
Seria preferível ou cómodo eu ser contra tout court sem explicitar razões e argumentos ou solicitar esclarecimentos ?
Já sei que os eleitos não lêem blogs, nem a isso estão obrigados por lei (já o Cavaco, Aníbal, não lia jornais quando era PM), mas apenas o Jornal da Moita e recortes feitos pelas assessorias (não estou a falar do meu caro Nuno, é óbvio, que já estará acima dessas petitezas), mas será que essas assessorias fariam o favor de alargar o seu olhar e não terem medo de fazer recortes de material menos cordato ?
Dará agora para debater o projecto sem ser com base em declarações para os media na base do one man show ?
Será possível, alguém esclarecer as dúvidas sobre tudo isto, sem ser com pedradas ?
Será possível, por uma vez, termos uma gestão autárquica transparente e com os míticos telhados de vidro e não com vidraria fumada e fosca ?
Eu, cidadão erradamente anónimo, agradeceria imenso.
E até acho que isso aumentaria a democracia, civil ou outra.
AV1
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Curiosidade
AVP Erudito

O livro (Fascism: A Reader's Guide, editado por Walter Laqueur) tem, na sua edição original, já mais de um quarto de século, mas continua muito interessante.
São cerca de 550 páginas e existe um exemplar usado à venda na Amazon inglesa, com uma capa diferente, por qualquer coisa como 200 escudos (70 pence andam por aí). O de 65 p. com a capa que se mostra eu já encomendei e mesmo com o envio fica em dinheirinho velho por qualquer coisa como 1200 escudos.
É pouco dinheiro por tudo aquilo que contém e ensina, desde que a língua inglesa não vos assuste fora das praias do Algarve.
E não tenham medo de dar o nº de cartão de crédito, não sejam mariquinhas, quer dizer, sem ofensa para os ditos, que são pessoas respeitáveis e por mim deviam poder casar.
Raios, ia sendo politicamente incorrecto.
AV1
Ordem de Serviço GP-1 de 6FEV06
Assunto:
Notícias e análises insidiosas sobre o PDM e o Parque Temático voltaram a surgir esta segunda-feira, como já vem sendo hábito no início de cada semana
Comunica-se a todos os Departamentos, Serviços, Secções, Gabinetes, Secretárias colocadas em Halls e Corredores, a todos os Vãos-de-escada e inclusive a todas as situações de eventual leitura ‘durante o serviço’ nas WC’s, a seguinte
Notícias e análises insidiosas sobre o PDM e o Parque Temático voltaram a surgir esta segunda-feira, como já vem sendo hábito no início de cada semana
Comunica-se a todos os Departamentos, Serviços, Secções, Gabinetes, Secretárias colocadas em Halls e Corredores, a todos os Vãos-de-escada e inclusive a todas as situações de eventual leitura ‘durante o serviço’ nas WC’s, a seguinte
Ordem de Serviço:
* Fica expressamente interdito a todo e qualquer Funcionário desta casa aceder ao conhecido Portal venenoso, sito em Alhos Vedros, cujo nome nem é bom citar, nem tampouco a um outro denominado numa e noutra ocasião.
* Esta determinação é de aplicação geral e imediata, e tem caracter imperativo.
No respeitante aos nossos Amigos, que usualmente saem a terreiro com grande garra e engenho, na defesa das nossas posições, sempre e sejam elas quais forem, desde que sejam de nós emanadas, deve aplicar-se igualmente a Ordem acima, com a possibilidade excepcional de poderem de relance espreitar tais notícias, mas na condição de manterem sensatamente a postura que tão bem vêm privilegiando, a saber:
* Nenhum comentário, nenhuma deixa, nem uma palavra sobre o tema, sob pena de poderem comprometer as suas actuais carreiras e as suas aspirações políticas futuras.
Moita, GP, 6 de Fevereiro de 2006
.
No respeitante aos nossos Amigos, que usualmente saem a terreiro com grande garra e engenho, na defesa das nossas posições, sempre e sejam elas quais forem, desde que sejam de nós emanadas, deve aplicar-se igualmente a Ordem acima, com a possibilidade excepcional de poderem de relance espreitar tais notícias, mas na condição de manterem sensatamente a postura que tão bem vêm privilegiando, a saber:
* Nenhum comentário, nenhuma deixa, nem uma palavra sobre o tema, sob pena de poderem comprometer as suas actuais carreiras e as suas aspirações políticas futuras.
Moita, GP, 6 de Fevereiro de 2006
.
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(Documento recolhido e enviado por Mão Amiga)
(Documento recolhido e enviado por Mão Amiga)
Inter Pares

Primeiro de tudo acho que a instituição do casamento está muito extrapolada pela nossa sociedade e pessoalmente não sinto a mínima vontade de me casar...mas, esta é apenas a minha opinião.
Outras pessoas consideram o casamento importante, especialmente um amigo meu que é fotógrafo de casamentos e diz que cada vez tem menos trabalho, porque cada vez se casa menos em Portugal, pelo menos para ele os casamentos entre Gays seriam uma tábua de salvação para a sua profissão, por isso parto do princípio que se as pessoas se desejam casar que casem.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo deverá ter o mesmo valor social dos casamentos heterossexuais, primeiro, porque se for valorizado o casamento heterossexual tendo em conta, por exemplo a continuação da espécie humana, então os casais que não cumprem a função da reprodução deveriam ser extintos como antigamente.
Todos os casais que vivem juntos há mais de 6 meses, sabem que o sexo é apenas um dos factores de união do casal e nem sequer é o mais importante.
O Amor e a Amizade são para mim os factores mais importantes e são eles que fazem com que as pessoas fiquem juntas.
Se valorizarmos o Amor em relação ao Sexo numa relação a dois, então a sociedade tem o dever de o preservar , nem que seja por ser tão raro.
Isto deveria valer ainda mais para as Religiões, especialmente quando se advogam Religiões do Amor, mas isso é lá com elas e a sociedade Civil não tem nada a ver com isso.
Por último acho que as divisões sexuais que actualmente são reconhecidas estão desfasadas da realidade, porque na espécie humana essas relações não são tão lineares.
Há quem seja homossexual mas prefira ter uma relação estável heterossexual e quem seja heterossexual e isso não o impeça de ter relações homossexuais, isto já para não falar de desvios sexuais tabu, como este por exemplo.
A sexualidade humana é muito complexa e variada e por isso não pode ser cerceada pelo facto das pessoas quererem viver assumidamente umas com as outras em casais homo ou heterossexuais.
Claro que isto é tendo apenas em conta o facto de presumirmos que estas relações são Monogâmicas, porque se abrangermos esta liberdade à Poligamia então as hipóteses são ainda maiores.
AV2
O Contra-Ataque

Continuo a ter dificuldade em perceber a celeuma em torno das caricaturas feitas acerca de Maomé, não pela eventual ofensa sentida pelos muçulmanos, mas pela desproporção de consequências que gerou.
Julgo que só os mais radicais estão interessados nesta confusão, sejam os fundamentalistas islâmicos e sionistas, sejam as extremas-direitas europeias xenófobas.
Além disso, parece-me algo ilógico e paradoxal associar as estratégias de movimentos xenófobos europeus a uma investida sionista anti-muçulmana, mas enfim...
Só que agora temos direito a um contra-ataque, teoricamente nos mesmos termos da sátira desenhada, por parte de algumas organizações islâmicas, como esta, a Arab-European League.
Por mim tudo bem, já que se invoca o direito à liberdade de expressão para atacar exactamente quem a defende.
Só gostaria é que os cartoons do dia tivessem todos a mesma graça do de hoje (até tem umas certas ressonãncias nacionais, se as almas mais sensíveis não levarem a mal) e que não pusessem o Hitler na cama com a Anne Frank como em outro caso, porque isso não é xenofobia ou crítica política, mas apenas uma alusão pedófila ridícula.
AV1 (com cartoon não assinado)
Ibéria para quê ?
Tenho amigos fortemente nacionalistas e muito sensíveis a qualquer ligação a Espanha e aos "castelhanos" (abrem excepçõpes notáveis para galegos, bascos e catalães e acho que os asturianos também não são de desprezar...), chegando um deles ao ponto de, há uns anos, sempre que dava explicações em Lisboa a espanhóis sobre o caminho para a Expo, os mandar na direcção de Belém.
Mas há outros perfeitamente fascinados por todo o que parece luzir em Espanha; cada ida a Madrid ou a Barcelona é como se o mundo se lhes abrisse em frente dos olhos e estão sempre a argumentar com o poder económico espanhol.
Eu tenho uma costela mais nacionalista muito maior do que a iberista, se é que tenho alguma destas, e os argumentos economicistas não me convencem muito, mas mesmo esses acho-os um bocadinho carentes de fundamentação para além dos indicadores macro-económicos.
No Anuário que veio com o Expresso este final de semana temos 2 páginas (86-87) onde se espraiam alguns indicadores socio-económicos para o todo ibérico.
Em poucos deles há que invejar ao país vizinho.
Em termos demográficos, tirando a Catalunha e um pouco mais, toda a zona a norte do eixo do Tejo está tão envelhecida como o nosso Alentejo.
Se em matéria de PIB per capita só Lisboa e Vale do Tejo conseguem competir com as zonas mais rocas de Espanha (Madrid, Catalunha e zona envolvente) e o resto do país exceptuando o Algarve, se encontra ao nível das regiões mais pobres como a Extremadura e a Andaluzia, a verdade é que em termos de desemprego, mais de metade do país vizinho tem taxas de inactividade entre os 10 e os 18%, coisa que ainda entre nós não se atingiu. Em termos médios, o desemprego é mais do dobro entre as mulheres e quase 50% superior no caso dos homens.
Realmente, por lá, quem tem dinheiro terá em média um poder de compra bem acima do nosso, mas também é verdade que o desemprego é elevadíssimo fora dos grandes centros economicos (Castilla-La Mancha e Catalunha).
Por isso, percebo que os mais consumistas só vejam aquilo que brilha.
Agora os que quiserem ter um pouco mais de atenção a questões como a coesão social e nacional, era bom que pensassem duas vezes.
É que a Catalunha, por ser mais rica, quer descolar-se o mais possível do resto - um pouco como a Lombardia e o Vale do Pó no Norte de Itália, embora com fndamentos políticos diferentes - enquanto as zonas mais deprimidas estão longe de morrer de amores pelos madrilistas.
Se muitos "espanhóis" não o querem ser, porque o quererão alguns de nós ?
Já tiveram uma hipótese em 1385 que falhou, entre 1580 e 1640 ajudaram a virar isto de pantanas e agora querem exactamente o quê ?
A mim chega-me a devolução de Olivença, com o resto podem ficar...
AV1
Mas há outros perfeitamente fascinados por todo o que parece luzir em Espanha; cada ida a Madrid ou a Barcelona é como se o mundo se lhes abrisse em frente dos olhos e estão sempre a argumentar com o poder económico espanhol.
Eu tenho uma costela mais nacionalista muito maior do que a iberista, se é que tenho alguma destas, e os argumentos economicistas não me convencem muito, mas mesmo esses acho-os um bocadinho carentes de fundamentação para além dos indicadores macro-económicos.
No Anuário que veio com o Expresso este final de semana temos 2 páginas (86-87) onde se espraiam alguns indicadores socio-económicos para o todo ibérico.
Em poucos deles há que invejar ao país vizinho.
Em termos demográficos, tirando a Catalunha e um pouco mais, toda a zona a norte do eixo do Tejo está tão envelhecida como o nosso Alentejo.
Se em matéria de PIB per capita só Lisboa e Vale do Tejo conseguem competir com as zonas mais rocas de Espanha (Madrid, Catalunha e zona envolvente) e o resto do país exceptuando o Algarve, se encontra ao nível das regiões mais pobres como a Extremadura e a Andaluzia, a verdade é que em termos de desemprego, mais de metade do país vizinho tem taxas de inactividade entre os 10 e os 18%, coisa que ainda entre nós não se atingiu. Em termos médios, o desemprego é mais do dobro entre as mulheres e quase 50% superior no caso dos homens.
Realmente, por lá, quem tem dinheiro terá em média um poder de compra bem acima do nosso, mas também é verdade que o desemprego é elevadíssimo fora dos grandes centros economicos (Castilla-La Mancha e Catalunha).
Por isso, percebo que os mais consumistas só vejam aquilo que brilha.
Agora os que quiserem ter um pouco mais de atenção a questões como a coesão social e nacional, era bom que pensassem duas vezes.
É que a Catalunha, por ser mais rica, quer descolar-se o mais possível do resto - um pouco como a Lombardia e o Vale do Pó no Norte de Itália, embora com fndamentos políticos diferentes - enquanto as zonas mais deprimidas estão longe de morrer de amores pelos madrilistas.
Se muitos "espanhóis" não o querem ser, porque o quererão alguns de nós ?
Já tiveram uma hipótese em 1385 que falhou, entre 1580 e 1640 ajudaram a virar isto de pantanas e agora querem exactamente o quê ?
A mim chega-me a devolução de Olivença, com o resto podem ficar...
AV1
Aqui ao lado
A página da Câmara Municipal de Palmela na net está em baixo, mas mesmo assim temos tudo explicadinho sobre o processo de revisão do PDM, a tempo e a horas e com as regras bem explicitadas.
Não é que por lá também não aconteçam coisas estranhas (em Águas de Moura, no Palmella Village na Quinta do Anjo) ou dormitórios à pressão e nem sempre perfeitamente estruturados (Pinhal Novo). Mas muito disso até se deve ao autarca modelo Carlos Sousa, o mesmo que foi, de mota em punho, para Setúbal pactuar com algumas tropelias pelas serranias da Arrábida.
Mas sempre as coisas parecem mais claras, porque sabemos quem vai fazer o quê, quando e em que termos.
Não é a embrulhada de anos a fio que temos pela Moita, com zigue-zagues sucessivos, desconhecimento se as regras definidas à partida foram respeitadas à chegada ou se chegaram a existir, com os técnicos a atirarem as orientações da revisão para os políticos e os políticos a não assumirem as suas opções, desculpando-se com as leis e as regras técnicas, para não falar da míngua das sessões de esclarecimento com a populaça em contraponto ao (pré-eleitoral) convívio aparente com os construtores da zona em ambiente freirático.
O PDM de Palmela pode dar um grande acidente da Natureza, mas pelo menos dá para seguir os seus passos e monitorizar o processo.
Na Moita, só sabe quem por lá andou e deve estar obrigado a sigilo profissional, porque não é bonito vir cá para fora falar das mazelas e desformidades dos doentes.
AV1
Não é que por lá também não aconteçam coisas estranhas (em Águas de Moura, no Palmella Village na Quinta do Anjo) ou dormitórios à pressão e nem sempre perfeitamente estruturados (Pinhal Novo). Mas muito disso até se deve ao autarca modelo Carlos Sousa, o mesmo que foi, de mota em punho, para Setúbal pactuar com algumas tropelias pelas serranias da Arrábida.
Mas sempre as coisas parecem mais claras, porque sabemos quem vai fazer o quê, quando e em que termos.
Não é a embrulhada de anos a fio que temos pela Moita, com zigue-zagues sucessivos, desconhecimento se as regras definidas à partida foram respeitadas à chegada ou se chegaram a existir, com os técnicos a atirarem as orientações da revisão para os políticos e os políticos a não assumirem as suas opções, desculpando-se com as leis e as regras técnicas, para não falar da míngua das sessões de esclarecimento com a populaça em contraponto ao (pré-eleitoral) convívio aparente com os construtores da zona em ambiente freirático.
O PDM de Palmela pode dar um grande acidente da Natureza, mas pelo menos dá para seguir os seus passos e monitorizar o processo.
Na Moita, só sabe quem por lá andou e deve estar obrigado a sigilo profissional, porque não é bonito vir cá para fora falar das mazelas e desformidades dos doentes.
AV1
Notícias (Magazine) de Ontem

Sei que muita gente não gosta desta senhora nem pintada de preto com alcatrão e penas, mas é sempre interessante quando alguém perto do topo da hierarquia judicial diz aquilo que o vulgo como eu percepciona no seu dia-a-dia.
Não vale a pena extrair citações. Quem não tiver comprado, ainda arranja certamente as sobras do DN de ontem numa qualquer papelaria.
Para completar o ramalhete só falta vir agora um deputado do CDS-PP protestar com o conteúdo das declarações, como fez Nuno Melo na última audição ao Procurador-Geral da República no Parlamento.
AV1 (com a revista do DN de ontem, para a qual só houve tempo hoje)
Análises a retalho sobre o Parque Temático da Moita - II
O Protocolo assinado entre a Câmara da Moita
e a Badoca Parques parece um contrato desigual.
Será? Como é possível? Porquê?
.
Parece na verdade um contrato desigual, desequilibrado, o Protocolo assinado a 18 de Janeiro de 2006 nos Paços do Concelho da Moita, entre a Câmara Municipal e a Badoca – Actividades Turísticas, visando a criação de um Parque Temático no Pinhal do Forno, numa zona REN do Município com cerca de 64 hectares.
Interessa compreender se as Partes aí surgem ou não tratadas de uma forma próxima da igualdade, com referências reciprocamente valorativas, com aparente equilíbrio de cedências, responsabilidades e contrapartidas, para podermos ajuizar da postura negocial dos representantes das duas Entidades, e podermos compreender o porquê das posições de cada um.
De uma rápida leitura do Protocolo, uma tese parece sobressair:
Interessa compreender se as Partes aí surgem ou não tratadas de uma forma próxima da igualdade, com referências reciprocamente valorativas, com aparente equilíbrio de cedências, responsabilidades e contrapartidas, para podermos ajuizar da postura negocial dos representantes das duas Entidades, e podermos compreender o porquê das posições de cada um.
De uma rápida leitura do Protocolo, uma tese parece sobressair:
O Contrato é entre Partes desiguais, a balança pende sempre simpaticamente a favor da Badoca, a Câmara surge como Entidade que até parece que foi defendida por defensores da Promotora.
Será?
E se for, como foi possível?
E se for, como foi possível?
E porque será?
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As referências a obrigações da Badoca são sempre com uma larga margem de liberdade e permissividade, bem suavizadas, e a favor da Promotora:
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Cada vez que no Protocolo são referidas responsabilidades da Badoca, essas suas obrigações surgem sistematicamente envoltas numa capa de permissiva liberdade de actuação, seguramente muito agradável para a Sociedade, em que o que a Badoca deve, deve poucochinho e assim assim, enquanto que as exigências e as obrigações do Município são claras e passíveis de acarretar com o seu incumprimento a própria resolução do Acordo.Veja-se por exemplo o Anexo I em Fls 1, al.a) dos Considerandos do Protocolo onde se começa logo por citar uma Memória descritiva não vinculativa do futuro Parque, que será uma obrigação da Badoca precisamente …”não vinculativa”.
Quanto a contrapartidas da Badoca, aquilo que a Promotora terá de pagar ou ceder, muito já se escreveu, nomeadamente aqui.
Em síntese, e face à cedência do direito de superfície por 50 anos e do direito de opção de compra em Fls. 3, al.g) dos Considerandos do Protocolo, são deveres da Badoca:
* Pagar 65 Euros/Mês pelo arrendamento de cada hectare (10.000 m2) de futuro Espaço Urbano Lúdico-cultural e de Lazer. É isso o que a renda de 50.000 Euros anuais realmente significa;
* Ceder anualmente 5.000 Bilhetes de entradas gratuitas a distribuir pelo Município. São cerca de 100 bilhetes por semana, 52 semanas tem o ano, num universo de entradas globais em que por dia se prevê poder chegar-se aos 8.000, aos 20 e aos 30.000 Visitantes ‘pagantibus’. Nesse quadro, as ‘borlas’ a distribuir pelos Jovens, Idosos e outros Munícipes da Moita serão uma enormíssima insignificância;
* Desembolsar no final pelos 64 hectares o montante de 3 milhões de Euros. Daqui a 50 anos, não nos doa a nós a cabeça. Nessa época, daqui a tantos anos, o Pinhal do Forno será dado.
* Contrapartidas locais, nas zonas confinantes da Várzea da Moita nomeadamente, no Quadrado e no Rego de Água igualmente, Zero.
* Contrapartidas verdes, no Concelho em geral, Zero.
* Pagar 65 Euros/Mês pelo arrendamento de cada hectare (10.000 m2) de futuro Espaço Urbano Lúdico-cultural e de Lazer. É isso o que a renda de 50.000 Euros anuais realmente significa;
* Ceder anualmente 5.000 Bilhetes de entradas gratuitas a distribuir pelo Município. São cerca de 100 bilhetes por semana, 52 semanas tem o ano, num universo de entradas globais em que por dia se prevê poder chegar-se aos 8.000, aos 20 e aos 30.000 Visitantes ‘pagantibus’. Nesse quadro, as ‘borlas’ a distribuir pelos Jovens, Idosos e outros Munícipes da Moita serão uma enormíssima insignificância;
* Desembolsar no final pelos 64 hectares o montante de 3 milhões de Euros. Daqui a 50 anos, não nos doa a nós a cabeça. Nessa época, daqui a tantos anos, o Pinhal do Forno será dado.
* Contrapartidas locais, nas zonas confinantes da Várzea da Moita nomeadamente, no Quadrado e no Rego de Água igualmente, Zero.
* Contrapartidas verdes, no Concelho em geral, Zero.
Ah!
Temos ainda outras contrapartidas a cargo da Badoca:
Esta deverá custear até 2 milhões de Euros a construção de um Troço Viário da futura CREM, assinalada no nº 2 da Cláusula Nona do Protocolo como surgindo a vermelho num determinado Anexo III, e que será a principal via de acesso ao Parque.
Parece coisa importante. Muito dinheiro, dir-se-á.
Será?
Dois milhões de Euros ou cerca de 400 mil contos são muitos Euros, mas para construir CREM’s e Rodovias com exigências modernas, são pouco mais do que tostões. Como se pode verificar neste caso, que corresponde a um troço de 5 kms de IC5 entre Fafe e Guimarães custou recentemente 37 milhões de euros ou seja 7,4 milhões de contos, dos quais 5,4 milhões de contos foram custo da obra incluindo revisões de preços e 2 milhões de contos são custos de expropriações.
Por estas contas, os 2 milhões de Euros (não são contos, são Euros) da Badoca dariam para cerca de 300 metros. Bom.
Esta deverá custear até 2 milhões de Euros a construção de um Troço Viário da futura CREM, assinalada no nº 2 da Cláusula Nona do Protocolo como surgindo a vermelho num determinado Anexo III, e que será a principal via de acesso ao Parque.
Parece coisa importante. Muito dinheiro, dir-se-á.
Será?
Dois milhões de Euros ou cerca de 400 mil contos são muitos Euros, mas para construir CREM’s e Rodovias com exigências modernas, são pouco mais do que tostões. Como se pode verificar neste caso, que corresponde a um troço de 5 kms de IC5 entre Fafe e Guimarães custou recentemente 37 milhões de euros ou seja 7,4 milhões de contos, dos quais 5,4 milhões de contos foram custo da obra incluindo revisões de preços e 2 milhões de contos são custos de expropriações.
Por estas contas, os 2 milhões de Euros (não são contos, são Euros) da Badoca dariam para cerca de 300 metros. Bom.
Ou como se pode constatar neste outro caso, em Tavarede, onde a Variante à EN 109 constituiu uma empreitada com um investimento previsto de 14,29 milhões de Euros (c/ IVA), sendo que o traçado da Variante tem uma extensão total de 2.262 metros.
Por estas contas também, os 2 milhões da Badoca dariam sensivelmente também para os tais cerca de 300 metros. Óptimo.
Por estas contas também, os 2 milhões da Badoca dariam sensivelmente também para os tais cerca de 300 metros. Óptimo.
Ou como se pode depreender ainda aqui, onde se fala de um troço de um total de 53 quilómetros entre Albergaria (Aveiro) e Boaldeia (Viseu) na A25, onde o investimento total assumido pela concessionária se elevou a 1,1 bilião de euros, dos quais cerca de 693 milhões dizem respeito a custos de construção.
Por estas contas, os 2 milhões da Badoca dariam apenas para cerca de 100 metros. Melhor ainda. Mais que bom e óptimo, bóptimo mesmo.
Teremos pois a Badoca a subsidiar qualquer coisa entre 100 a 300 metros de acessos da CREM.
No dito Anexo III não deve ser um tracejado a vermelho, deve ser um ponto. Um pontinho.
Queriam mais?
Por estas contas, os 2 milhões da Badoca dariam apenas para cerca de 100 metros. Melhor ainda. Mais que bom e óptimo, bóptimo mesmo.
Teremos pois a Badoca a subsidiar qualquer coisa entre 100 a 300 metros de acessos da CREM.
No dito Anexo III não deve ser um tracejado a vermelho, deve ser um ponto. Um pontinho.
Queriam mais?
Estão sempre a tempo de ir ao Totta.
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As referências a obrigações da Câmara da Moita são sempre estritas e bem pesadas, com o seu eventual desrespeito a provocar graves consequências:
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Bem diferentes surgem as referências às obrigações camarárias, firmes, taxativas, capazes pelo seu desrespeito de isentar a Badoca de toda e qualquer responsabilidade ou obrigação, passíveis de deitar por terra o próprio Protocolo.
Brrr!
Que medo.
Brrr!
Que medo.
* Começa logo por se dizer a Fls 2, al.c) dos Considerandos do Protocolo que o terreno identificado irá ser integrado no domínio privado do município da Moita, em consequência da Revisão em curso do PDM. “…Irá ser integrado no domínio privado do município da Moita”…, lemos bem. Aliás, já há 3 anos havíamos lido algo semelhante: “Esta parcela de terreno vai passar para o domínio municipal” (Parágrafo 1) e “e ceder para o domínio municipal um terreno da sua propriedade, no Pinhal do Forno” (Parágrafo 2) em "Câmara da Moita protege maior mancha florestal do concelho".
* E para quê, perguntar-se-á? Para… na sequência do interesse demonstrado pela Promotora … e do consequente pedido para não inclusão (do Pinhal do Forno) na REN, … o Município da Moita, através dos seus órgãos próprios, vir a promover a exclusão da Proposta de Revisão do PDM e a sua posterior classificação como espaço urbano com usos lúdico-culturais e de lazer em Fls 4, nº 1 da Cláusula Segunda, desclassificação de REN essa que será efectuada de forma prioritária em Fls.5, nº 2 da Cláusula Segunda
* Daí decorrendo que o município da Moita pondera no âmbito da Revisão do PDM em curso a alteração da classificação do terreno em causa para solo urbano com usos lúdico-culturais e de lazer, em Fls 2, al.d) dos Considerandos do Protocolo.
* Daí decorrendo que o município da Moita pondera no âmbito da Revisão do PDM em curso a alteração da classificação do terreno em causa para solo urbano com usos lúdico-culturais e de lazer, em Fls 2, al.d) dos Considerandos do Protocolo.
Como se compreende, são modificações de peso fortíssimo e significado maior, como já largamente se referiu em outra ocasião e em numerosos outros textos aqui compilados.
Dando neste texto de barato a questão bem fulcral do papel da Macle SA como “única e legítima proprietária e possuidora do Pinhal”, (assunto também já muito falado).
e a merecer análise a retalho própria, por exemplo, quando da Análise à Proposta de Resolução da Câmara de 11JAN2006), o que compete à Câmara é estruturante, interfere com a muito sensível e absolutamente excepcional passagem de solos rurais para solos urbanos, e choca frontalmente com todas as posturas e afirmações do Município em matéria de classificação de REN, sempre e tão só quando confrontada com Moradores e Proprietários rurais da zona, quando Pessoas de fraco ou ‘desinteressante’ poder económico.
* Simultaneamente, a Câmara inova manifestamente e cria um doce estilo novo quando se compromete com uma viabilidade construtiva não inferior a 40.000 m2 de área de construção acima do solo, em Fls 4, nº 1 da Cláusula Segunda, e Fls 5 e 6, no nº 2 da Cláusula Terceira, e Fls 7 e 8, nº 1 da Cláusula Quinta.
Surpreendente:
Não menos de 40 mil m2. Poderão ser 50 mil, ou 60 mil, ou 200 mil m2. Desde que não sejam menos de 40 mil.
Expressivo.
A merecer fazer escola para o futuro, a ver vamos.
* Tudo isto sempre regado a preceito de rasgados elogios das capacidades da Promotora Badoca Parques em Fls 2 e 3, al.g) dos Considerandos do Protocolo, assim como nº 2 da Cláusula Primeira, a Fls.4
Ah!
* Não esquecer que ao falar-se de Condições Resolutivas, essas são todas em defesa e na óptica do interesse da Promotora Badoca, conforme se pode ler a Fls 11 e seguintes, Cláusula Décima.
* Simultaneamente, a Câmara inova manifestamente e cria um doce estilo novo quando se compromete com uma viabilidade construtiva não inferior a 40.000 m2 de área de construção acima do solo, em Fls 4, nº 1 da Cláusula Segunda, e Fls 5 e 6, no nº 2 da Cláusula Terceira, e Fls 7 e 8, nº 1 da Cláusula Quinta.
Surpreendente:
Não menos de 40 mil m2. Poderão ser 50 mil, ou 60 mil, ou 200 mil m2. Desde que não sejam menos de 40 mil.
Expressivo.
A merecer fazer escola para o futuro, a ver vamos.
* Tudo isto sempre regado a preceito de rasgados elogios das capacidades da Promotora Badoca Parques em Fls 2 e 3, al.g) dos Considerandos do Protocolo, assim como nº 2 da Cláusula Primeira, a Fls.4
Ah!
* Não esquecer que ao falar-se de Condições Resolutivas, essas são todas em defesa e na óptica do interesse da Promotora Badoca, conforme se pode ler a Fls 11 e seguintes, Cláusula Décima.
Mas porquê, Senhores? Porquê? Porquê?
Por que razão, num mesmo Protocolo, as referências e as obrigações às duas Partes em presença surgem como tão desiguais, tão díspares, tão desequilibradas?
Realmente, importa saber:
* Terão os Negociadores da parte da Câmara descurado os interesses do Município?
* Terão os Negociadores do Município considerado que era justo e razoável onerar a negro carregado tudo o que fosse obrigações da Câmara, e ao mesmo tempo aligeirar com matizes suaves e gentis todas as contrapartidas da Badoca?
* Mas porquê?
* Ou será que houve Negociadores desatentos, distraídos, precisamente os representantes do Município, face a exigentes e muito profissionais Negociadores representando a outra Parte?
* Ou será que os Negociadores de ambas as Partes estavam todos irmanados numa mesma defesa de um só dos campos em discussão?
* E o poder político local, para que serve? O que deve esse Poder Político local razoável e exigentemente controlar e defender?
Alguém que me esclareça, que me fino de temores e de dúvidas, a maior das quais é simples e objectiva:
* Quem defendeu quem e o quê? E porquê?
Ajudem-me por favor, se souberem.
Que eu tremo só de recear.
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Mão Amiga
Afinal havia imagens
Parece que afinal e apesar de os Islamitas, inclusive os Portugueses, terem afirmado que a sua religião proibe as imagens de Maomé, não tem sido por isso que durante os séculos não o tenham retratado, como pode ser comprovado aqui !
Gostaria de saber as retaliações que foram feitas contra estes "infiéis" que a tal se atreveram.
AV2
Gostaria de saber as retaliações que foram feitas contra estes "infiéis" que a tal se atreveram.
AV2
domingo, fevereiro 05, 2006
Coisas novas e coisas de espantar
Por um lado, percebe-se agora parte da razão dos problemas do Blogger, pois deviam estar a preparar a versão em língua portuguesa da coisa, a qual ainda não está completa, pois as instruções para os atalhos de formatação do texto continuam em extrangêro.
Por outro, o Sitemeter comeu-nos todas as entradas de dia 28 de Janeiro, que ficou a zeros.
Azares do ofício.
Entretanto, e como as nossas contas no castpost já estavam a ficar cheias, temos agora aí ao lado uma experiência com uma rádio cotonete, onde não podemos escolher música a música mas apenas por géneros e sub-géneros. Va,os lá aver no que dá e se valerá a pena a chinfrineira.
AV1
Por outro, o Sitemeter comeu-nos todas as entradas de dia 28 de Janeiro, que ficou a zeros.
Azares do ofício.
Entretanto, e como as nossas contas no castpost já estavam a ficar cheias, temos agora aí ao lado uma experiência com uma rádio cotonete, onde não podemos escolher música a música mas apenas por géneros e sub-géneros. Va,os lá aver no que dá e se valerá a pena a chinfrineira.
AV1
Molduras do Gaio
O que é preciso é ter calma !
O pessoal do Banheirense está quase tão agitado como nós aqui no final de Verão e Outono Quente do ano passado.O facto de neste fim de semana (incluindo sexta-feira como logo noticiámos) o Blogger ter andado às aranhas fez com que pudessem confundir-se ataques-piratas com o simples mau funcionamento do dito.
Como já deixei escrito por lá, e por repetida experiência própria, enquanto não assistirem a intromissões no vosso template que deixam o aspecto do blog a estreitar página abaixo até ficarem com uma única letra por linha, mantenham-se frios.
Enquanto não se intrometerem de tal modo que consigam alterar-vos os dados do login (aconteceu com um outro blog local em Setembro) ou os links andarem todos a mudar de sítio (outro caso) é sinal que é só para chatear.
Enquanto conseguirem colocar imagens sem ser necessário recorrer a serviços externos ao Blogger, a coisa ainda anda mansinha.
Quando vos ameaçarem que se quiserem vos apagam da blogosfera, os passos a seguir são simples:
a) Gravar logo todos os arquivos (no vosso caso ainda é fácil, já connosco cada mês são megas e megas de informação).
b) Mudar (bi-)semanalmente os dados do login.
c) Guardar em ficheiro próprio, a parte do template que foi alterada com a introdução de links para, em caso de maiores danos, reporem o original, adicionando-lhes as alterações ou, muito simplesmente, guardarem todo o html do template.
d) Criar um espaço alternativo, se possível em outro anfitrião, e importar todo o conteúdo para lá para, em caso de maior gravidade, poderem arrancar de novo mediante mensagens enviadas aos vossos contactos ou deixadas em comentários dos outros blogs.
e) Cruzar os dedos, em especial se forem lerdos como nós em matéria de defesa informática pois, como nos aconteceu, houve logo quem dissesse que só não nos varria de vez porque não queria.
f) Só depois disso é que se começa a praguejar e a tomar ansiolíticos.
Aqui no AVP sabemos do que falamos, pois de Setembro a Novembro do ano passado foi um fartote de acidentes de percurso (fora as ameças de nos identificarem através de amigos na PJ e outros mimos mais contundentes espalhados por aí) e ainda há pouco tempo, logo que começámos a teclar muito num assunto, surgiram coisas que não são estranhas porque já estamos habituados.
Portanto, caros banheirenses, welcome to the jungle.
AV1 (só a título de exemplo, foram necessárias quatro tentativas de upload da imagem que está nesta "posta")
Muito, muito interessante
Global Voices, um espaço criado a partir de Harvard, destinado à divulgação global de blogs locais ou como tentar estabelecer um rede mundial de blogs.
Internacionalistas e multiculturalistas de todas as cores, uni-vos.
AV1
Internacionalistas e multiculturalistas de todas as cores, uni-vos.
AV1
Secção Nostalgia

Como o fim de semana futebolístico me está a correr bem, até consigo relembrar uma glória do futebol que, sendo da Margem Sul, também foi lampião, ou seja o homem do brinquinho, o grande Vítor Baptista, senhor de um futebol magnífico e de um destino trágico.
Este e outro material irá sendo incluído regularmente no Futebol na Margem Sul.
AV1
Pois é, Luís, pois é !
O Luís Guerreiro deixou um depoimento (post ? comentário ? aquilo por lá anda confuso) no Banheirense, que reza assim:
Antes de mais lamento que não nos tenhas escolhido para o desabafo, depois de durante tanto tempo termos sido tu. Mas isto são apenas ciumeiras de passagem.
Mas quanto à substância, aqui vai a minha réplica:
Quanto se defende uma causa em que se acredita, ou se faz isso reconhecendo as consequências possíveis e habituais na nossa democracia diminuída (acabei por gostar desta expressão), ou se faz em condições de conforto, optando pelo que é cómodo (Sócrates para o PS, Soares ou Cavaco para a Presidência) e que se sabe não conter riscos.
No primeiro caso, que foi o teu, a opção deveria ser desinteressada, mas o Marcel Mauss dois posts abaixo, explica que isso é um pouco difícil. De alguma forma, esperamos sempre uma retribuição, pelo menos um reconhecimento do nosso esforço. É legítimo mas, em boa verdade, é realmente algo demasiado romântico porque não acho que seja estúpido, apenas achando isso ingénuo e nós não temos idade já para ingenuidades. Mas se é romântico e utópico, não deves ficar a ruminar sobre o que agora devia ser e não é.
Se tivesses escolhido apoiar o Soares, mesmo com uma enorme derrota, poderias ter direito a uma recompensa (in)directa, como acontecerá a algumas brigadas que verão compensado o seu esforço com um subsídiozinho à investigação, um lugarzito de assessoria, uma nomeação meio desapercebida no meio da floresta.
Mas não foi assim e deves orgulhar-te da coerência das tuas opções, das tuas crenças e do teu comportamento (isto já parece tirado de outro blog, caraças...).
Claro que agora, sem nenhuma estrutura por trás, o apoio a Alegre não tem retorno possível.
É triste mas a realidade política é o que é.
Eu apoiei o Manuel Alegre, não sendo do PS nem de qualquer partido, optando sempre por não dar a cara, nem o nome. Sei porque fiz isso e expliquei-te em várias conversas o porquê. E esse porquê está directamente ligado ao que agora te desanima.
Disse o que disse, escrevi o que escrevi e pronto. Fiquei satisfeitíssimo com o resultado em Alhos Vedros e lamentei a unha negra que faltou para uma segunda volta que seria vitoriosa. Neste momento, o que o Alegre fizer é lá com ele e com a sua consciência. Se ele fundar mesmo um movimento cívico, quase certamente não participarei, a menos que a causa me entusiasme. Para mim, a candidatura do Alegre à Presidência foi a candidatura do Alegre à Presidência, no seu contexto e nas suas circunstâncias. Mais nada. Foi um belo momento de mobilização cívica que assim deve permanecer, limpa de oportunismos subsequentes.
Tudo o mais ou todos aqueles que apareçam a tentar cavalgar a onda, não me merecem muito tempo de atenção.
Todos aqueles que estão sinceramente desanimados com o fim da festa - como é o teu caso - merecem-me o maior respeito mas também uns petelecos nas orelhas para acordarem.
É que como já escrevi, não há almoços grátis e tu pagaste o teu em Setúbal.
Como retribuição, singela que seja, tens a foto a duas páginas no Correio da Manhã para recordar a tua alegria e o teu entusiasmo.
Quanto ao resto, a vida tem de continuar...
AV1
«Eu dei a cara pelo Manuel Alegre, aquando das eleições internas no PS, para secretário geral e agora por Manuel Alegre para a Presidência da República e vejam o que eu ganhei, o PS ostracizou-me e o Manuel Alegre agora voltou para o Parlamento.
Resumindo só me queimei políticamente e profissionalmente dando a cara pelo que acredito.
Uma coisa descobri, só dá a cara quem tem as costas protegidas ou então quem é irremediávelmente estúpido e romântico, como é o meu caso e o de muitos que como eu gastaram do seu bolso o que tinham e o que não tinham para agora tudo ficar na mesma.Esta democracia é uma democracia minada pelos lobbys e aparelhismos partidários e quem tem algum poderzinho agarra-se a ele com unhas e dentes em todos os partidos desta reles democracia !
Luís Guerreiro»
Antes de mais lamento que não nos tenhas escolhido para o desabafo, depois de durante tanto tempo termos sido tu. Mas isto são apenas ciumeiras de passagem.
Mas quanto à substância, aqui vai a minha réplica:
Quanto se defende uma causa em que se acredita, ou se faz isso reconhecendo as consequências possíveis e habituais na nossa democracia diminuída (acabei por gostar desta expressão), ou se faz em condições de conforto, optando pelo que é cómodo (Sócrates para o PS, Soares ou Cavaco para a Presidência) e que se sabe não conter riscos.
No primeiro caso, que foi o teu, a opção deveria ser desinteressada, mas o Marcel Mauss dois posts abaixo, explica que isso é um pouco difícil. De alguma forma, esperamos sempre uma retribuição, pelo menos um reconhecimento do nosso esforço. É legítimo mas, em boa verdade, é realmente algo demasiado romântico porque não acho que seja estúpido, apenas achando isso ingénuo e nós não temos idade já para ingenuidades. Mas se é romântico e utópico, não deves ficar a ruminar sobre o que agora devia ser e não é.
Se tivesses escolhido apoiar o Soares, mesmo com uma enorme derrota, poderias ter direito a uma recompensa (in)directa, como acontecerá a algumas brigadas que verão compensado o seu esforço com um subsídiozinho à investigação, um lugarzito de assessoria, uma nomeação meio desapercebida no meio da floresta.
Mas não foi assim e deves orgulhar-te da coerência das tuas opções, das tuas crenças e do teu comportamento (isto já parece tirado de outro blog, caraças...).
Claro que agora, sem nenhuma estrutura por trás, o apoio a Alegre não tem retorno possível.
É triste mas a realidade política é o que é.
Eu apoiei o Manuel Alegre, não sendo do PS nem de qualquer partido, optando sempre por não dar a cara, nem o nome. Sei porque fiz isso e expliquei-te em várias conversas o porquê. E esse porquê está directamente ligado ao que agora te desanima.
Disse o que disse, escrevi o que escrevi e pronto. Fiquei satisfeitíssimo com o resultado em Alhos Vedros e lamentei a unha negra que faltou para uma segunda volta que seria vitoriosa. Neste momento, o que o Alegre fizer é lá com ele e com a sua consciência. Se ele fundar mesmo um movimento cívico, quase certamente não participarei, a menos que a causa me entusiasme. Para mim, a candidatura do Alegre à Presidência foi a candidatura do Alegre à Presidência, no seu contexto e nas suas circunstâncias. Mais nada. Foi um belo momento de mobilização cívica que assim deve permanecer, limpa de oportunismos subsequentes.
Tudo o mais ou todos aqueles que apareçam a tentar cavalgar a onda, não me merecem muito tempo de atenção.
Todos aqueles que estão sinceramente desanimados com o fim da festa - como é o teu caso - merecem-me o maior respeito mas também uns petelecos nas orelhas para acordarem.
É que como já escrevi, não há almoços grátis e tu pagaste o teu em Setúbal.
Como retribuição, singela que seja, tens a foto a duas páginas no Correio da Manhã para recordar a tua alegria e o teu entusiasmo.
Quanto ao resto, a vida tem de continuar...
AV1
Despejo de fossa :-)
O Broncas no Arre-Macho arreia-lhe com força, mas também em jeito, ou vice-versa.
Quem de Direito que se despenteie se não estiver penteado.
AV1 (pensando que o post, até pelo título ficava bem com o Saiu para a Rua do Rui Veloso)
Quem de Direito que se despenteie se não estiver penteado.
AV1 (pensando que o post, até pelo título ficava bem com o Saiu para a Rua do Rui Veloso)
Não há almoços grátis

Ainda a propósito das ideias, contrario senso, do James Carville sobre o interesse do Estado financiar os gostos e humores dos políticos para que não sejam tão vulneráveis à corrupção, lembrei-me de um daqueles estudos que quando são lidos em jovem nos deixam sempre marcadauma profunda impressão. Foi o caso do Essai sur le don do Marcel Mauss que li em belas fotocópias meio esborratadas, em meados da década de 80 ou antes, a chegar aos 20 aninhos, por qualquer razão que não me escapa, mas que não vos interessa aqui para nada.
Apenas interessa que recentemente adquiri a edição inglesa a preço de alfarrabista civilizado e que a teoria básica do ensaio que passa pela constatação de, em grande número de sociedades ditas "primitivas" a ideia de "caridade" ou de ajuda material puramente altruísta ser algo estranho, sendo que as "oferendas" nunca são desinteressadas e implicam muitas vezes um complexo jogo de equilíbrios sociais, em que quem recebe deve retribuir de alguma forma o que lhe foi dado.
No caso das oferendas com carácter religiosos, a retribuição pretendida é óbvia e faz parte do próprio sistema de crenças e da relação de reciprocidade estabelecida com o divino.
No caso das oferendas com cariz político, também as retribuições são evidentes, pois o súbdito que oferece ao seu suserano espera algo em troca, mais que não seja protecção, enquanto o suserano ao retribuir com essa protecção ou algo mais espera que o retorno se faça em termos de serviço e fidelidade (é toda a base do sistema feudal).
Por fim, no caso de oferendas de carácter aparentemente apenas social, está em causa a honra dos envolvidos, sabendo quem recebe que deve retribuir pois, caso contrário, é a sua dignidade social que está em jogo.
Embora esta não seja uma teoria global que explique todo o sistema de troca de "ofertas" que existiu e existe nas sociedades humanas, é muito útil para compreendermos que certas simpatias ou favores que se fazem e recebem em certos quotidianos não são desinteressadas e esperam retribuição.
E, retomando Carville, na esfera da vida pública, muitas vezes a retribuição devida é bem mais onerosa para o bem comum do que o valor da oferta dada, mais que não seja porque a primeira oferta pode ser feita apenas um indivíduo ou um pequeno grupo de indivíduos, enquanto a retribuição pode ser feita à custa de toda a comunidade.
O fiscal ou agente da autoridade que aceita um lanche ou almoço grátis, sabe certamente que o equilíbrio só será reposto quando retribuir de algum modo esse favor, seja fazendo vista grossa ao incumprimento dos regulamentos ou não autuando quem prevarica.
O agente político que aceita uns dias de férias aqui ou acolá, uma substancial atençãozinha na prestação de um serviço ou mesmo uma simpática prenda para algum familiar, sabe que mais tarde ou mais cedo se verá na obrigação quase "moral" de retribuir o favor recebido, mesmo que não solicitado.
Aliás, não é por acaso que Marcel Mauss, para além da antropologia, parece ter sido particularmente atraído pela análsie de certos fenómenos políticos.
É que as coisas não são assim tão diferentes, pois a natureza humana e das relações humanas não varia assim tanto.
AV1
sábado, fevereiro 04, 2006
Aos cronistas de "A Bola"
Já sei que não me vão ler, mas não custa nada perguntar:
Hoje a culpa também está a ser do Alcides ?
AV1
Hoje a culpa também está a ser do Alcides ?
AV1
Tédio
Dúvida radical
Se ninguém teve autorização para representar Maomé no seu tempo, como é que sabem que os cartoons "ofensivos" o representam ?
Não poderão os cartunistas ter usado um sósia ?
E mesmo que seja um Maomé legítimo, não poderá ser outro Maomé, o tipo homónimo da padaria de Meca que ficava na esquina do beco do Al-Guidar com a travessa da Al-Mofada ?
AV1
Não poderão os cartunistas ter usado um sósia ?
E mesmo que seja um Maomé legítimo, não poderá ser outro Maomé, o tipo homónimo da padaria de Meca que ficava na esquina do beco do Al-Guidar com a travessa da Al-Mofada ?
AV1
O esclarecimento que se impunha !
Não, não foi nenhum dos editores que ganhou o prémio do Euromilhões.O AV2 não sei, mas eu que apenas apostei 8 prudentes euritos, consegui ter um saldo positivo de 0,93 € (um 12º prémio dá 8,93).
Para 2ª vez que joguei na coisa (a outra foi num jackpot semelhante há uns belos meses), considero um resultado prometedor.
Vou esperar mais um par de meses para experimentar de novo o rush de adrenalina de entregar o bilhete e consultar os resultados.
AV1 (que, ao contrário de quem afirma que não saberia o que fazer, tem uma ideia muito clara com o que faria com umas dezenas de milhões de euros)
Concertos


Dia 8 de Fevereiro próximo passam por cá os Depeche Mode e até parece que prometem voltar para um concerto de Verão no Alvade XXI.
Estando retirado das lides de idas a concertos há uma mão cheia de anos por razões familiares e de falta de paciência para multidões, este é um dos raros casos que me levou a considerar a hipótese de voltar ao Pavilhão Atlântico depois da semi-desilusão do penúltimo concerto do REM em Lisboa, que só não foi mais porque a meia hora de abertura dos Suede tinha sido muito boa.
Confesso não ser grande adepto de concertos em estádios, embora ainda suporte uns coliseus e uns pavihões atlânticos.
Durante uns anos, a falta de idade e dinheiro mantiveram-me longe deste tipo de eventos, para além de que também eram raros por cá. Não partilhei, por isso, as idas aos primeiros concertos punk/new wave do meu camarada co-editor nos anos 70, nem estive em nenhum daqueles festivais míticos e percursores de tudo o resto. quanto muito uma Febre de Sábado de Manhã em Alvalade com os Fischer Z em pico de popularidade (c. 1981), para não falar de uma anterior no então Pavilhão da CUF/Quimigal onde fiz o trajecto de entrada entre a sanduíche e o puro e simpls voo planado.
Raramente estive num concerto verdadeiramente memorável, apesar de umas quantas idas ao dito Estádio de Alvalade e outros espaços do género.
Grande excepção: o concerto dos U2 em 93.
Outras boas coisas: GNR no Coliseu para gravação do duplo ao vivo, Rui Veloso e Paul Simon num aprazível final de tarde e início de noite em Alvalade, assim como boa parte do atrasadíssimo concerto do Prince no mesmo sítio numa noite gelada de um Verão já distante.
Mas foram mais as desilusões, desde um Lloyd Cole em finais de 80 no Dramático de Cascais em que nada se percebia do som até uma Carmel na Aula Magna, em que não trazia a secção de sopros usada nos álbuns Everybody's Got a Little Soul e Set me Free (1987 e 1989) e me deixou ali a olhar para ontem, não esquecendo um Sting em piloto automático.
Algumas coisas óbvias desnecessárias: quase todos os concertos brasileiros, tirando sempre os do Caetano Veloso e o do Ney Matogrosso plumado ainda nos anos 80.
Grandes barretes também: Tracy Chapman no Coliseu para esquecer por completo.
Desgostos profundos: Estar em viagem quando cá veio a Suzanne Vega e ter optado por não ir ver o David Bowie.
Opções assumidas: Não colocar os pés em concertos assumidamente mal frequentados, como o dos Guns'n'Roses, assim como todos os que prometessem afluência acima da média de metaleiros, betinhos e betinhas da linha a mostrar as fatiotas ou tardo-punks desorientados. O que, convenhamos, reduz logo para 10-15% o número de eventos frequentáveis.
Há um par de meses estive quase para ir ver os Pink Martini, mas falhou-me o baby-sitting.
Agora são os Depeche Mode que vou falhar por falta de bilhetes, assim como a 28 de Julho o mais certo é não estar por cá.
E até tenho pena, porque são dos tipos que consegui aturar sempre, desde a fase pop quase-quase gay até ao período mais negro ali por volta dos meados e finais de 90.
Conseguiram envelhecer, envelhecendo naturalmente, sem ficar eternamente gaiteiros e pseudo-modernaços, nem desnecessariamente decadentes e enredados numa deprimente e entediante meia-idade (o Sting serve como modelo para os dois tipos de exemplo).
E isso é uma qualidade nos tempos que correm.
AV1
Não é má-língua...

... é mesmo ignorância !
Para que serve este projecto, para além de fazer as primeiras páginas dos Jornais do Barreiro e da Moita ?
Para sacar umas centenas de milhar de euros em fundos da União Europeia ?
É que nada do que é apresentado como função desta "Agência da Energia" parece estar muito para além do que seriam as funções normais das autarquias nesta matéria.
Lê-se que:
«A Agência Local de Energia terá como objectivo “contribuir para a gestão da procura de energia, a eficiência energética, e o melhor aproveitamento dos recursos energéticos endógenos”. Se a candidatura for aprovada, a Agência começará por elaborar um estudo energético para a área dos dois concelhos, com um levantamento e a caracterização das necessidades energéticas de ambos os concelhos. » (O Rio Online)
O que isto revela é a completa falta de "trabalho de casa" nesta matéria, parecendo que as autarquias envolvidas andam uns bons anos atrás do tempo em matéria de política energética e ambiental, em especial atendendo ao seu acelerado processo de desenvolvimento urbano com a consequente pressão sobre o consumo energético.
Pronto... a captação de fundos é um bem em si mesmo para fazer aquilo para que não há dinheirinho, em virtude das finanças locais estarem nas lonas.
Só que, se o projecto não for aprovado, as promessas sobre o que se fará em alternativa são ainda mais vagas do que o costume.
Mas para que servem certos departamentos destas Câmaras ?
Só para existirem ?
É mesmo verdade que a CMB e a CMM não têm qualquer tipo de estudos sobre racionalização dos consumos energéticos ?
Nem nenhuma espécie de ideia sobre como o fazer nos seus próprios edifícios e equipamentos, como se depreende das declarações de João Lobo ao JM ?
Mas, mas, mas...
AV1
Zig-Zag
O projecto de criar uma Cidade do Cinema no Barreiro foi apresentada como grande projecto mobilizador do concelho vizinho há não muito tempo, estava o PS no poder. Claro que a oposição CDU apresentou dúvidas sobre a coisa (a este propósito o A-Sul fez há dias uma breve retrospectiva).Agora no poder e aparentemente com a sedução dos projectos que podem fazer dinheirinho sem grandes custos para a autarquia (afinal os terrenos da Quimiparque são do Estado...), a actual Presidência da CMB já aparece a dizer que sim... que o projecto até é bom e 2tem pernas para andar".
Só que quem promove este tipo de projectos não anda nisto a brincar e já se deve ter apercebido das contradições locais e nacionais, pelo que pede os terrenos a custo-zero.
Por isso, ou muito me engano, ou a Cidade do Cinema vai acabar na Tunísia ou em Marrocos.
AV1
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Coisas que não fazem o mundo melhor
Calças à boca de sino para os homens.
O cubo de Rubik.
Saias-calça para as raparigas.
O cubo de Rubik.
Programas de televisão da sociedade civil.
O cubo de Rubik.
Artigos de opinião da Inês Pedrosa, Clara Pinto Correia e Clara Ferreira Alves.
O cubo de Rubik.
Os 3 milhões de livros de Sudoku em circulação.
O cubo de Rubik.
Método das temperaturas para prevenir a gravidez.
O cubo de Rubik.
A desflorestação da selva amazónica.
O cubo de Rubik.
O PDM em revisão no concelho da Moita.
O cubo de Rubik.
Qualquer fotografia do Rui Garcia no Boletim Municipal.
O cubo de Rubik.
Qualquer piada contada por um seminarista de Viseu ou um jotacêpê da Margem Sul.
O cubo de Rubik.
Prolongar ainda mais este post.
O cubo de Rubik.
AV1 (aterrado com o regresso do estabelecimento de recordes de resolução do cubo de Rubik).
O cubo de Rubik.
Saias-calça para as raparigas.
O cubo de Rubik.
Programas de televisão da sociedade civil.
O cubo de Rubik.
Artigos de opinião da Inês Pedrosa, Clara Pinto Correia e Clara Ferreira Alves.
O cubo de Rubik.
Os 3 milhões de livros de Sudoku em circulação.
O cubo de Rubik.
Método das temperaturas para prevenir a gravidez.
O cubo de Rubik.
A desflorestação da selva amazónica.
O cubo de Rubik.
O PDM em revisão no concelho da Moita.
O cubo de Rubik.
Qualquer fotografia do Rui Garcia no Boletim Municipal.
O cubo de Rubik.
Qualquer piada contada por um seminarista de Viseu ou um jotacêpê da Margem Sul.
O cubo de Rubik.
Prolongar ainda mais este post.
O cubo de Rubik.
AV1 (aterrado com o regresso do estabelecimento de recordes de resolução do cubo de Rubik).
Aparato útil...
Tudo vai bem no País COR-DE-ROSA/LARANJA
Pastiche
Dupont: Olá o céu está azul e onde não está é porque tem nuvens.Dupond: Está, está, muito bem observado. Como tu observas bem meu amigo.
Dupont: Obrigado, eu sei que tu aprecias bastante o meu acto de observar.
Dupontd: Olá amigos, que espaço agradável para se estar:
Dupont e Dupond (em coro): Muito bem observado !
Dupondt: Que bons observadores que vocês são. Mas há quem não seja bom observador e nos venha perturbar.
Dupont: Maus observadores, gente escarninha, pouco elevada. Mas não nos vencerão.
Dupond: Não nos vencerão porque nós sabemos que o céu está azul e com nuvens.
Dupondt: Algumas nuvens com belas formas, a lembrar poesia.
Dupont: Belas formas, sim, bem observado, continuas a admirar-me pela tua coerência e sensibilidade.
Dupondt: És muito simpático.
Dupond: Ele é muito simpático. Não é como outros que por aí andam que não foram educados para ser simpáticos.
Dupondt e Dupont: Muito bem, amigo Dupond, tiraste-nos as palavras da boca.
(continuação ad nauseum até que !!!!)
Dupond: Vamos continuar esta conversa no café ?
Dupont e Dupondt: Vamos:
Dupond: Então vamos.
(Graças a Deus, Alá, Shiva, ao Goucha e a todas as avózinhas banheirenses)
AV1 (o meta-crítico que neste momento rebola entre o riso e a agonia)
AVP pró Povo !
A minha salvaçãoEm dias de crise de inspiração, só há uma forma de me animar, a qual é - como já saberão - a leitura da nossa imprensa light ou cor-de-rosa.
Já aqui mencionei a revista Ana, irmã mais nova ou filha de mãe ainda adolescente da revista Maria ess'outra instituição nacional.
A Ana é mais modesta, menos informativa em quantidade (mais magra de páginas), mas igualmente fértil em qualidade.
Dirigida a um público algo mais jovem do que a Maria, esta é uma revista que, apesar disso, tem uma estrutura similar e contém o mítico espaço para consultório afectivo-sexual (esta semana ocupando as páginas 76 a 79, partilhadas com publicidade a crédito pessoal e com o Professor Bambo esse enorme sábio que também cura a impotência).
Confesso que alguns leitores sentirão aquele spleen derivado a uma intolerável aversão a estes temas, mas que hei-de fazer, este é o húmus que alimenta muito do nosso povo e eu gosto de mergulhar as mãos nesse húmus e trazê-lo à superfície aqui no AVP.
(Para além de andar as escrever frases cada vez mais longas e de gosto duvidoso...)
Portanto, analisemos brevemente as dúvidas desta semana, a que a drª Maria Morais responde de forma competente, mas sobre as quais eu também tenho um ou outro detalhe a acrescentar.
'Bora lá:
O sexo oral é prejudicial na gravidez ?
Depende ! Desde que não seja já a caminho da maternidade, penso que não ! E mesmo nesse caso se for com outra pessoa que não a parturiente, também não deve ter grandes consequências na saúde de ninguém.
O que é o coitus interruptus ?
Uma grande treta e, para além disso, uma das malandrices mais antigas da rapaziada para enganar as crédulas. A vantagem é que, como vimos acima, nos meses seguintes, pode continuar a praticar sexo oral.
Pode aprender-se sexo tântrico ?
Não, nasce-se já sabendo e percebe-se pelo selo com tanso escrito na testa. São só uns eleitos a começar pelo Sting. Mas o memorável é que a drª que responde diz que não conhece nenhum "local para aprender e praticar sexo tântrico". Ó sôra dótôra que tal começar por casa ?
Os homens também têm ponto G ?
Claro, é a Garganta Gabarola. Mas, para além desse, fundamentalmente é todo o resto do corpo.
[O namorado] Exige que [ela] seja virgem.
Fácil de resolver. Aconselhe-o a aderir ao islamismo radical. Torne-se homem-bomba e, apesar da actual carência das ditas no paraíso muçulmano, deve arranjar algumas virgens nos céus dessas partes do mundo.
Quer-me como actriz de filmes pornográficos ?
Só podemos responder depois de ver o desempenho. Se não valer a pena, dizemos na volta do correio.
Podem-se aumentar os testículos ?
Eu não reproduzo aqui a resposta da dótôra porque é demadiado dahhhhh. Mas ao rapaz um conselho: peça a alguém de confiança para os puxar como se não houvesse amanhã ou então prenda-os à porta do prédio, em especial se for daquelas que descai e não tem mola de amortecimento. Se doer, não há problema e até é bom sinal. Se o que arde é porque cura, o que dói é porque estica.
Serei Homossexual ?
Frankly my dear, who cares ? Não te preocupes, que daqui a umas semanas ou meses até já te podes casar e tudo.
Não sente prazer.
Experimente um pouco de sexo antes de deitar e vá aumentando a dose.
O sexo oral provoca cárie ?
Sim, em todos aqueles que rangem os dedos ao ver outros a praticá-lo.
[A namorada] Não gosta de depilar-se.
Olhe, veja lá se não namora com o rapaz da questão acima.
Quero fazer a circuncisão.
E depois, pá ? Faz e deixa-te de coisas ! Tira é bem as medidas ou pede para que não seja o tipo estrábico do talho da esquina a tratar do assunto. E já agora vê lá se emprestas a lâmina à namorada do tipo anterior.
AV1 (dôtor Gineco Lógico ao vosso dispor...)
AVP Erudito

Grande livro a pequeno preço (2,5€), de acordo com a tradicional técnica de compra deste pindérico que assina por baixo.
Boa análise da evolução da arte e técnica de lisonjear para conseguir atingir os objectvos.
Vejamos aqui um excerto, parcialmente baseado em outro autor (Edward E. Jones). O termo insinuação é usado no sentido em que o acto de insinuar algo não perfeitamente verdadeiro, com o objectivo de agradar ao interlocutor:
«A insinuação, refere Jones, é um lubrificante social. Esconde e camufla o que realmente está por dentro. A transparência é perigosa. "Os benefícios da clareza de informação", diz Jones, "seriam comprados a um custo que seria intoleravelmente alto, do ponto de vista da manutenção do sistema social". Noutras palavras, a franqueza é perigosa. Um pouco de insinuação na interacção social dá-nos a todos mais espaço de manobra e para respirar. Permite-nos manter as ilusões. É mais amável e mais gentil. Faz com que todos fiquem felizes, poiius, quando ocorre uma insinuação bem sucedida, o alvo sente-se mais feliz e mais seguro e o insinuador sente-se bem sucedido. Todos ganham.» (Richard Stengel, Breve História da Lisonja, Lisboa, 2002, p. 277)
Talvez agora se perceba que muita gente fala por aí em insinuação num sentido pejorativo, que não corresponde necessariamente ao sentido acima descrito.
O sentido acima descrito está, contudo, bem presente entre nós, sendo muito usado pelos chamados nalguinhas e por outros donos de discursos redondos na nossa praça.
AV1
Tudo a salvo
Ora bem, o Blogger andou às aranhas pelo menos uma horita e ia-nos deixando à beira de um ataque de nervos.
O AV2 diz que lá se foi o post matinal quando ia publicá-lo pelas 10.30.
Eu ia ficando com o cartoon do amputado ainda mais amputado, mas safei-me a tempo.
Devem ter sido sequelas do Kama Sutra por aí. Fomos avisados, várias vezes, mas a verdade é que nos esquecemos de espalhar a má nova.
Agora vejam lá se não se deixam enganar, se colocam suspensórios juntamente com o cinto e evitam ficar com as calças na mão.
AV1
O AV2 diz que lá se foi o post matinal quando ia publicá-lo pelas 10.30.
Eu ia ficando com o cartoon do amputado ainda mais amputado, mas safei-me a tempo.
Devem ter sido sequelas do Kama Sutra por aí. Fomos avisados, várias vezes, mas a verdade é que nos esquecemos de espalhar a má nova.
Agora vejam lá se não se deixam enganar, se colocam suspensórios juntamente com o cinto e evitam ficar com as calças na mão.
AV1
Fundamentalismos há muitos !

Foi notícia recente, o protesto de grupos fundamentalistas islâmicos em relação à forma como o seu profeta Maomé foi retratado no Ocidente em diversos cartoons.
Mas o fundamentalismo não se fica por aí. Nos EUA, Tom Toles publicou em 29 de Janeiro no Washington Post o cartoon reproduzido, o que levou a uma revoada de protestos da administração Bush e das chefias militares americanas (reprodução da carta aqui) quanto à forma como é apresentado um soldado amputado e Donald Rumsfeld, secretário da Defesa.
Em todos os lados, sendo legítima a discordância quanto ao gosto ou à opinião de quem exerce a sátira, começa a notar-se o avanço da intolerância para com a liberdade de expressão. No caso americano, a forma brutal de usar os (não assumidos) mecanismos censores do Estado fizeram com que a vaga de multas quanto ao uso de linguagem imprópria afastassem Howard Stern da rádio convencional, obrigando-o a recorrer a uma modalidade de rádio por satélite paga, como os
canais televisivos, após 30 anos de actividade e inúmeras contendas judiciais com o poder político, em especial quando os Republicanos o detêm.Mas os exemplos poderiam repetir-se com facilidade e nem sempre a fronteira entre a crítica ao gosto e a acção repressiva é muito clara, em especial quando a crítica emana de quem tem o poder de multar, reprimir, prejudicar profissional e economicamente ou assediar judicialmente.
O fundamentalismo e os watchdogs dos regimes que se afirmam possuidores da Verdade Única estão por todo o lado, e nem sempre o percebem.
AV1
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Ó tempo volta p'a trás !
Graças ao Brocas descobri que a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira está com o fuso horário atrasado quase dois anos e a precisar de um revisor ortográfico !É (falta de) obra !
AV1
Ideias
Hoje na Sic-Comédia, no programa do Jay Leno datado do passado dia 23, depois de uma Jennifer Lopez ridiculamente vestida, foi entrevistado o sempre bem disposto James Carville, um dos opinadores americanos mais influentes na comunicação social, do lado do Partido DEmocrático.Para além de promover o seu novo livro em co-autoria (embora o melhor seja o que escreveu com Mary Matalin sobre a forma como ambos trabalharam em campos opostos na campanha presidencial que opôs Bush sr. e Clinton, assim se conheceram e apaixonaram), Carville espalhou algumas ideias, no mínimo, controversas.
Uma delas, não completamente delirante, é que ele acha que ser impossível combater totalmente a corrupção na política e a corrosão do sistema político, pelo que propõe que se pague do erário público aos políticos os pequenos/grandes prazeres que os fazem felizes (viagens ao estrangeiro para praticar golfe, almoços nos melhores restaurantes, etc), desde que isso evite que eles venham a ser pagos às escondidas do público por grupos de pressão e interesses instalados.
O argumento é o de que, a longo prazo, sai mais caro o pagamento dos favores prestados a esses interesses ocultos do que o ficanciamento directo pelo Estado das fraquezas humanas dos políticos.
Pensando bem, não é tão disparatado como parece à primeira vista.
AV1
A merecer atenção
A proposta veiculada no Reason da ANSOL, Associação Nacional para o Software Livre, para colaborar no Plano Tecnológico do Governo.
Pelo menos fica a intenção de fazer cócegas ao amigo Bill.
AV1
Pelo menos fica a intenção de fazer cócegas ao amigo Bill.
AV1
Anonimato e Bloguices
Não, não é mais conversa, mas apenas alguns links interessantes: do Committee to Protect Bloggers, do CyberJournalist.net um (curto) código de ética para os bloggers, no Washington Post o artigo The Great Blogging Ethics Debate com muitas mais ligações e o relatório final da conferência sobre Blogging, Journalism and Credibility.
Só estas leituras já demoram, por isso, logo se apresentarão outras propostas.
AV1
Só estas leituras já demoram, por isso, logo se apresentarão outras propostas.
AV1
Era uma boa ideia !
Há uns meses atrás, em troca de ideias à distância, alguém me afirmava ser de todo o interesse que, num espírito de democracia participativa como reza a sagrada Constituição, os órgãos autárquicos - e um deles em particular que não vou nomear por óbvias razões - mantivessem um espaço na net para divulgar o que lá se passa, as decisões tomadas, as discussões tidas, e por aí fora.
Assim como se fosse uma espécie de livro de actas público, que todos pudessem consultar com o resumo do que se ia passando.
Ou seja, não chega anunciar no site da CMM que vai haver sessão de Câmara e depois no Boletim Municipal fazer o rol das decisões.
Isso é muito curto.
Interessaria abrir a famigerada democracia e, em vez de troca de comunicados oficiais das cúpulas partidárias locais, disponibilizar o desempenho e opiniões expressas de cada eleito a propósito dos assuntos debatidos, para não se passar a vida no diz que disse mas não disse que disse.
É que nem tudo é público, nem o espaço dá para todos, nem o registo auricular serve de prova documental em caso de discussão.
Por isso, vá lá, há tanta gente nova nas AF's e na própria AM, por certo todos gostariam de mostrar aos "cidadãos anónimos" a vossa acção em prol da comunidade.
E não vale dizer que é uma ideia para "aprofundar", porque assim ainda vamos dar ao centro da terra e não aparece nada feito e na prática o aprofundar limita-se a ser enterrar.
AV1
Assim como se fosse uma espécie de livro de actas público, que todos pudessem consultar com o resumo do que se ia passando.
Ou seja, não chega anunciar no site da CMM que vai haver sessão de Câmara e depois no Boletim Municipal fazer o rol das decisões.
Isso é muito curto.
Interessaria abrir a famigerada democracia e, em vez de troca de comunicados oficiais das cúpulas partidárias locais, disponibilizar o desempenho e opiniões expressas de cada eleito a propósito dos assuntos debatidos, para não se passar a vida no diz que disse mas não disse que disse.
É que nem tudo é público, nem o espaço dá para todos, nem o registo auricular serve de prova documental em caso de discussão.
Por isso, vá lá, há tanta gente nova nas AF's e na própria AM, por certo todos gostariam de mostrar aos "cidadãos anónimos" a vossa acção em prol da comunidade.
E não vale dizer que é uma ideia para "aprofundar", porque assim ainda vamos dar ao centro da terra e não aparece nada feito e na prática o aprofundar limita-se a ser enterrar.
AV1
Há coisas incompatíveis
Uma delas é o esforço por tentar aceder à informação e ao conhecimento que é relevante para um pleno exercício da cidadania e da participação na vida pública.
Outra é a permanente tentativa de controlar a informação que circula, evitando que ela escape de forma não controlada e que surja nos momentos errados, nos locais errados.
Eu sei que estou do lado cómodo, porque é daquele que, apesar de reveses importantes, tem vindo a ganhar terreno ao longo dos últimos séculos e que, em última instância e como sou optimista, acabará por ganhar. Mas respeito por todos os que lutam do lado adversário (que não é para mim o de inimigos), mesmo sabendo que as suas vitoriazinhas ocasionais nunca serão finais.
AV1
Outra é a permanente tentativa de controlar a informação que circula, evitando que ela escape de forma não controlada e que surja nos momentos errados, nos locais errados.
Eu sei que estou do lado cómodo, porque é daquele que, apesar de reveses importantes, tem vindo a ganhar terreno ao longo dos últimos séculos e que, em última instância e como sou optimista, acabará por ganhar. Mas respeito por todos os que lutam do lado adversário (que não é para mim o de inimigos), mesmo sabendo que as suas vitoriazinhas ocasionais nunca serão finais.
AV1
Mais do mesmo

Eu até poderia gastar umas (ou muitas) linhas a desmontar a argumentação elaborada com alguma sofisticação e qualidade no Banheirense, caso não me cheirasse logo - à distância de um par de quilómetros - à fragrância daquela malta que lida muito mal com os mecanismos da blogosfera.
Ao quarto post, as razões profundas surgem claramente à superfície, sendo que os problemas da Baixa da Banheira ou qualquer tema vagamente próximo do anúncio do blog "onde se discute a Baixa da Banheira" são deixados para trás em nome da verdadeira campanha que há a desenvolver.
Clamam logo, a propósito do "anonimato" nos blogs, pela "democracia diminuída".
Já não falando no comentário de outro adepto da casa em que se falava das "paredes que têm ouvidos".
Vá lá que no caso em apreço, embora o autor insista na designação errada de anonimato (se tem nome, mesmo se fictício, quanto muito é alguém "incógnito" e que escreve sob pseudónimo), pelo menos percebe que existe um nome e um sujeito, mas que pode ser múltiplo (e já agora ubíquo, omnisciente e omnitudo).
Quanto ao resto, até lhe daria razão não fosse desaguar nas teorias das diminuições democráticas e se, aparentemente (porque "daniel" também não sei a que Daniel corresponde exactamente, se é que há algum), a lição de moral e ética cívica democrática não viesse de alguém que parece perfilhar um alinhamento político coincidente com uma força partidária que durante muito tempo usou os "anonimatos" ou os pseudónimos como estratégia de combate contra uma situação adversa.
Mas isso era dantes, em que havia Fascismo. Agora há Democracia, aquela democracia em que os adversário têm os olhos vidrados pelo poder e em que as minorias, depois de perderem, é para se calarem, como um guru local costuma dizer.
Mas muitos exemplos, diversos, do uso do "anonimato" se poderiam usar como estratégia de luta por uma causa mal vista e perigosa, remetendo para o século XIX e boa parte do século XX, mas penso que não seriam do agrado do autor, sujeito físico ou virtual daniel.
Claro que não se parece entender que determinados assuntos, numa democracia que para certos pensadores só está ameaçada fora do concelho ou com a eleição de Cavaco, são de delicado tratamento e de consequências problemáticas para os seus autores que só dessa forma têm a liberdade para divulgar informações e opiniões. Claro que só os outros ameçam e diminuem a democracia.
Claro que se prefere lançar anátemas gerais sobre o anonimato, por serem de fácil produção e execução (à laia das fatwa's do fundamentalismo islâmico), em vez de se procurar rebater os argumentos e os factos adiantados por esse ínvios e maldosos anónimos, peçonha horrenda que por aí anda.
Claro que a democracia não é diminuída por jogadas de bastidores, secretistas, combinadas em ambientes recatados, entre meia dúzia de eleitos (só alguns no sentido literal), escondidas aos eleitos que o não são, embora sendo
Isso, é óbvio, não diminui a democracia, antes a enriquece.
Porque, no fundo, e sejamos claros: qualquer anónimo é um criminoso potencial ou mesmo real, desde logo produtor de delitos de opinião, a quem não se podem ir logo assacar responsabilidades pelo desvio, pela dissidência.
A irritação é tanto maior quanto, para além do delito, acresce a aparente impunidade.
E depois, quais moscas, zumbimos e volteamos e tornamos a zumbir.
Quando chegará a Idade do Supremo MATA-MOSCAS que nos leve a todos e deixe a democracia em paz, uma democracia plena, homogénea, disciplinada, de braço no ar ou levas com a marreta ?
AV1 (um dos diminuídos ou diminuidores da democracia, já não sei...)
Boas Notícias
E logo a propósito do Jornal da Moita:
a) Não temos Nalguinhas esta semana, o que é um bem maior para a comunidade, quase tanto como a construção de um polidesportivo decente + duas piscinas municipais, com dimensões olímpicas.
b) Temos um texto do Manuel Madeira, em que não é usado vocabulário demasiado agressivo ou despropositado, embora não se consiga escapar a uns "perigos revanchistas" repescados directamente das campanhas presidenciais de 1980 e 1985.
Por tudo isto, esta semana o JM passa quase incólume pela mesa de edição do AVP.
AV1
a) Não temos Nalguinhas esta semana, o que é um bem maior para a comunidade, quase tanto como a construção de um polidesportivo decente + duas piscinas municipais, com dimensões olímpicas.
b) Temos um texto do Manuel Madeira, em que não é usado vocabulário demasiado agressivo ou despropositado, embora não se consiga escapar a uns "perigos revanchistas" repescados directamente das campanhas presidenciais de 1980 e 1985.
Por tudo isto, esta semana o JM passa quase incólume pela mesa de edição do AVP.
AV1
Dia Mundial das Zonas Húmidas
Pois... é hoje (alguns elementos aqui, aqui e aqui, embora em alguns casos não muito actualizados).
Comemora-se desde 1997 em atenção à Convenção de Ramsar assinada em 2 de Fevereiro de 1971 e também devido ao facto de Paris Hilton ter atingido nesse mês (Fevereiro de 97) os 16 aninhos, permitindo que os seus parceiros em actividades recreativas de forte conteúdo lúdico deixassem de poder ser acusados de qualquer infracção às leis.
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Comemora-se desde 1997 em atenção à Convenção de Ramsar assinada em 2 de Fevereiro de 1971 e também devido ao facto de Paris Hilton ter atingido nesse mês (Fevereiro de 97) os 16 aninhos, permitindo que os seus parceiros em actividades recreativas de forte conteúdo lúdico deixassem de poder ser acusados de qualquer infracção às leis.
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Secção "Pronta para fazer meninos"

Se bem se lembram a semana passado inaugurámos estas secção com Ruth Marlene, a par da sua gémea "Pronta para Amar", no caso inaugurada por Patrícia Tavares.
Esta semana, de novo graças à Nova Gente, ficamos a saber que também Elizabete Jacinto, a nossa camionista de serviço, está com uma vontade danada de procriar.
Após análise meramente superficial, a equipa do AVP decidiu afirmar a sua disponibilidade para a ajudar nessa tarefa, que poderá implicar diversas tentativas, porque a rapariga anda pelas nossas idades apesar do belo estado da carroçaria, desde que sejam cumpridas certas condições:
a) Usar um vestido que fira menos a vista, se possível qualquer coisa mais "interior" e de remoção não muito problemática (todo o tempo perdido é perdido...).
b) Nada de pensar em pensões de alimentação, pois nós é que estamos a entrar com o serviço difícil e o fornecimento do material.
c) Nem sonhos de nos fazer entrar no Paris ou Lisboa-Dakar, porque aquilo tem muita areia e a areia faz imenso ardor nas virilhas e nessas condições é difícil tentar fazer meninos.
Preenchidos esse quesitos, a malta está pronta para avançar, porque estamos aqui meramente para ajudar e com um extremo altruísmo para com todo este tipo de causas humanitárias.
AV1
Uma religião sem sentido...de humor

Os fundamentalistas Islâmicos, já declararam a morte aos infiéis Ocidentais que publicaram os cartoons sobre o seu profeta. Uma coisa que me chateia nas religiões é a falta de sentido de humor que demonstram sempre que são acossados.
Em nome da liberdade de imprensa acho que estes fundamentalistas Islâmicos deveriam ser obrigados a rir, até rebentarem !
AV2 (texto)/AV1 (selecção de imagem)
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Cinefilia Pluralista
E se fosse verdade ?
Ser este post do Broncas no Arre-Macho correspondesse à verdade eu ia já preencher o cartão de acólito na rua Tristão Ataíde ou em qualquer outra sede correspondente.
E depois, como bónus, ia de joelhos até à Soeiro Pereira Gomes, que é mais perto do que Fátima e caminho mais direito, em especial indo de joelhos mas em transportes públicos.
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E depois, como bónus, ia de joelhos até à Soeiro Pereira Gomes, que é mais perto do que Fátima e caminho mais direito, em especial indo de joelhos mas em transportes públicos.
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Haverá ainda esperança ?

Que tudo isto possa parar, nem que seja por via policial ou judicial ?
Duas páginas mais adiante, o caderno Local do Público de hoje noticia ainda a suspensão de uma urbanização em Tomar (Quinta da Machuca) por acção de uma providência cautelar da Quercus.
É que as leis portuguesas, se aplicadas, até são razoáveis neste tipo de questões.
A sua aplicação é que é uma desgraça e algumas autoridades são as primeiras a queixarem-se, a arranjarem subterfúgios e manigâncias para fugirem com o corpinho ao seu cumprimento, a fazerem acordos para-legais e a incitarem ao avanço para situações de facto consumado, se não de forma activa, pelo menos passivamente ao não exercerem fiscalização capaz.
Em Setúbal aliaram-se um Ministro do Ambiente que à data se afirmava muito interventivo (o nosso conhecido Sócrates) e um Presidente da Câmara cujo projecto era abater tudo o que verdejasse e fazer crescer tudo o que desse pilim aos cofres da Câmara (Mata Cáceres).
Claro que tudo se resove com as sacramentais declarações de utilidade pública, barreira legais aos desmandos, mas simples de ultrapassar com uns despachozitos conjuntos dos Ministérios competentes.
O que não deixa de ser curioso é que o actual executivo, que foi de maioria absoluta da CDU no último mandato, nada alterou nesta situação, nem quando recebeu de volta o Plano de Pormenor, mandado pelo actual Ministro do Ambiente, por não cumprir diversas disposições relativas ao estatuto de empreendimento de utilidade pública; pelo contrário, declarou logo que iria resolver as irregularidades.
É que, no fundo, as estratégias de desenvolvimento e de financiamento das autarquias não mudam assim tanto com a cor dos executivos.
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Vamos lá a isso !
Com o tempo vamos ficando comodistas e, também para não nos andarmos a repetir e a sermos nós a cavar cada buraco a ver se achamos minhoca, gostaríamos que blogs com uma visão do mundo local diferente da nossa contribuíssem com os seus diagnósticos e as suas propostas sobre o concelho, já que podem não ser só da nossa freguesia.
Normalmente, existe o hábito em alguns espíritos de nos acusarem de só vermos, em conluio com outros blogueiros locais, um lado da coisa, mais exactamente o da garrafa meio vazia.
A razão para isso é simples, como nunca esteve cheia e nós não bebemos nada, nunca nos parece meio-cheia, mas sim que continua por encher...
Mas adiante...
Esquecendo aqueles blogs que nunca chegam a ser, e como o Alhosvedrense se parece ter esvaído no rescaldo pós-eleitoral, resta-nos que o recente Banheirense, até pela equipa múltipla que apresenta, aceite o desafio de confrontar pontos de vista sobre diversos aspectos que consideramos extremamente problemáticos na vida do concelho, desde aquilo que achamos ser a inexistência de um política ambiental integrada no concelho até à sua completa dormitorização e betonização, num modelo de subúrbio de terceira que relembra a Amadora dos anos 80, não esquecendo ainda a forma desarticulada como têm funcionado as Juntas de Freguesia, a tendência para reagir em vez de agir preventivamente em situações de exclusão e vulnerabilidade social, a aparente estreita ligação de interesses públicos e privados, no que se trata da política de ocupação dos solos ou ainda a debilidade de uma política cultural que não passe por bois, Festa da Moita e uns espectáculos avulsos.
Nós, e eu em particular, ficamos á espera, mas se necessário for repescaremos textos antigos sobre o assunto.
E a ideia não é só acumularmos comentários reactivos, mas produzir prosa palpável e articulada, com argumentos lógicos e fundamentação factual.
Era bom que isso acontecesse, era...
Por exemplo, podíamos tentar perceber se acabar com a última mancha florestal contínua do concelho terá o desfecho desejado...
Mas esse deve ser assunto tabu.
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Normalmente, existe o hábito em alguns espíritos de nos acusarem de só vermos, em conluio com outros blogueiros locais, um lado da coisa, mais exactamente o da garrafa meio vazia.
A razão para isso é simples, como nunca esteve cheia e nós não bebemos nada, nunca nos parece meio-cheia, mas sim que continua por encher...
Mas adiante...
Esquecendo aqueles blogs que nunca chegam a ser, e como o Alhosvedrense se parece ter esvaído no rescaldo pós-eleitoral, resta-nos que o recente Banheirense, até pela equipa múltipla que apresenta, aceite o desafio de confrontar pontos de vista sobre diversos aspectos que consideramos extremamente problemáticos na vida do concelho, desde aquilo que achamos ser a inexistência de um política ambiental integrada no concelho até à sua completa dormitorização e betonização, num modelo de subúrbio de terceira que relembra a Amadora dos anos 80, não esquecendo ainda a forma desarticulada como têm funcionado as Juntas de Freguesia, a tendência para reagir em vez de agir preventivamente em situações de exclusão e vulnerabilidade social, a aparente estreita ligação de interesses públicos e privados, no que se trata da política de ocupação dos solos ou ainda a debilidade de uma política cultural que não passe por bois, Festa da Moita e uns espectáculos avulsos.
Nós, e eu em particular, ficamos á espera, mas se necessário for repescaremos textos antigos sobre o assunto.
E a ideia não é só acumularmos comentários reactivos, mas produzir prosa palpável e articulada, com argumentos lógicos e fundamentação factual.
Era bom que isso acontecesse, era...
Por exemplo, podíamos tentar perceber se acabar com a última mancha florestal contínua do concelho terá o desfecho desejado...
Mas esse deve ser assunto tabu.
AV1
Casem-nas e pronto !

A propósito de duas moçoilas que se querem casar, e na falta de melhor agenda política fracturante, o Bloco desenterra a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo com base na Constituição que, ao contrário das leis comuns que regem o casamento, determina que não exista discriminação com base na orientação sexual.
Não podia estar mais de acordo, por uma vez, com algo dito pelo Louçã, sempre naquele seu ar de pastor evangélico da Esquerda legítima.
Por isso, façam lá o que o homem diz e, também por uma vez, ele ficará sem causa para defender durante uns dias nas televisões (o que seria um bem em si mesmo).
Um casamento civil é um contrato entre duas pessoas que decidem organizar a sua vida juntas.
Homem+mulher, homem+homem, mulher+mulher, gato+periquito, o que seja.
Quem come quem não vem ao caso.
Afinal o casamento não é um matrimónio, que é sacramento religioso e regrado por dogmas divinos.
Só peço uma coisa: que aos deputados do BE seja dada liberdade de voto nesta matéria, que é de consciência porque eu tenho a certeza, em especial se fosse voto secreto, que na bancada bloquista não haveria unanimidade.
AV1 (e poupem-me a críticas cheias de pruridos quanto à imagem usada...)
Estreia um destes dias...
Post-it
Dois blogs fotográficos, mais ou menos recentes de gente próxima: Na Margem (mais antigo, já quase veterano) e Imagens e Coisas (mais novinho, caloiro mesmo).
AV1
AV1
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