segunda-feira, fevereiro 13, 2006

O anti-São Valentim




AV1 (mais destes aqui)

O Pinhal Temático do Forno


A verdade é que o dito Pinhal anda um bocadito "careca" e muito mal estimado.
Então pelo Verão, é um dó de ver tudo aquilo muito seco, quase a pedir um fogo que o leve.
Vamos esperar que, daqui por uns meses, nada de mal lhe aconteça.
A bem do Parque Temático, claro, para o qual a envolvente ecológica deverá ser decisiva.

AV1 (fotos do Oliude)

A quem souber de alguma coisa...

... peço de me actualizem sobre aquele projecto de criar uma rede de espaços culturais em Alhos Vedros, desde a antiga sede da Cooperativa até aos espaços vazios do actual Mercado.
A coisa aranca, não arranca, ou já arrancou e eu é que estava distraído ?

AV1

A Questão do Dia




A resposta óbvia: Depende.

Ou como declara Filipe de Botton (vice-presidente da Logoplaste: «Não se defendem centros de decisão com atitudes de entrega de abaixo assinados junto do Primeiro-Ministro. Essa forma empresarial de estar talvez já não seja a forma do futuro.»


AV1

Grelos frescos









... numa horta resistente à globalização e ao betão, perto de si.


AV1 (foto do Oliude)

CACAV, comemora o centenário do Nascimento de Agostinho da Silva


CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE AGOSTINHO DA SILVA

Vai ser comemorado em Portugal e no Estrangeiro, o Centenário do Nascimento do Prof. Agostinho da Silva.

A CACAV endereça um Convite a todos os amigos, para assistirem à exibição do filme " Agostinho da Silva: um pensamento vivo" de João Rodrigues Mattos, que irá ter lugar no dia 13 de Fevereiro, (2ª Feira), pelas 21,30 horas, na Biblioteca de Alhos Vedros.

Este filme irá ser exibido, em 100 localidades, no país e no estrangeiro, no mesmo dia e à mesma hora.

A anteceder a exibição do filme, estará patente ao público a Exposição Foto-Bio-Bibliográfica "Agostinho da Silva-pensamento e acção"

A Associação Agostinho da Silva, elaborou um programa comemorativa, que irá decorrer ao longo de 2006. Consultar este site.
A CACAV também irá promover algumas iniciativas, que divulgará na noite de 13 de Fevereiro.

AV2

O Polvo encolhido ou o Estado-Choco

Há quem clame contra a extensão do Estado na nossa sociedade e na nossa vida e que o designe como Estado-Polvo
É como com a questão do Agostinho da Silva, concordo e discordo.
É verdade que o Estado interefere em muita coisa em que devia estar quietro.
Mas também está longe de desempenhar convenientemente muitos dos papéis que um Estado moderno de matriz liberal, na sua acepção original, devia desempenhar.
Explico-me já:
O Estado moderno nascido da Revolução Francesa e dos princípios liberais do Iluminismo devia fazer assegurar um certo número de funções e fazê-las chegar a todos os cidadãos: do lado dos serviços deveria fazer chegar a todo o território, em boas condições, serviços básicos de segurança, defesa, justiça, saúde, educação, transportes e saneamento, não necessariamente por esta ordem; em troca tem o direito de impôr uma aparelho fiscal e, em caso de necessidade, o recrutamento militar. Como bónus mais ou menos discutível do ponto de vista ideológico, deve assegurar uma função de regulação no funcionamento do sistema económico.
E pronto.
Ora isso foi o que aconteceu na generalidade das nações ocidentais do hemisfério norte desde o final do século XVIII e atingiu um patamar de maturidade após a II Guerra Mundial, em meados do século XX.
Nós andamos há quase 200 anos a tentar conseguir algo vagamente parecido com isso e só há coisa de 20 anos conseguimos um salto quantitativo decisivo.
Em matéria de infraestruturas como escolas, centros de saúde, tribunais, postos de polícia só no final do século passado conseguimos estender a presença do Estado de forma sofrível a todo o país.
Ainda isso não tinha sido conseguido e já surgiam sinais de alarme e alertas para o excesso das despesas do Estado e a necessidade imperativa de racionalizar a prestação de certos serviços.
E as escolas que demoraram 150 ou mais anos a chegar a muitas terras do interior passaram a ser fechadas.
E os centros de saúde que ainda hoje não chegam a muitas zonas fortemente urbanizadas (veja-se o caso da Baixa da Banheira), começaram a ter de cumprir metas quatitativas de "actos médicos" para não serem fechados ou são-no pura e simplesmente (urgências em Alhos Vedros).
E os tribunais de algumas comarcas, tidas como pouco movimentadas, recebem ordem de fecho.
E os postos das forças de segurança, que continuam a faltar em muitos locais, começaram a ser agrupados (no tempo das famigeradas "super-esquadras" do Dias Loureiro) ou tardam em surgir.
E os acessos, quando são com um mínimo de qualidade, ou são logo taxados com portagens, apesar dos subsídios europeus e dos nossos impostos, ou dão uma discussão sem fim (as SCUT's).
Significa isto que o nosso modelo de Estado-Providência começou a desaparecer, antes de estar plenamente constituído.
Em outras paragens, ainda houve duas (a custo, três) gerações que conseguiram aproveitarar o modelo social europeu.
Por cá, nem uma geração conseguiu ter tudo isso, pois logo começaram os "cortes" em nome de todas e mais algumas razões.
Eu, pela parte que me toca, e a minha geração, parece que apanhámos apenas a parte do pagamento e de algum usufruto de alguns serviços, mas já nada nos garante que daqui a 25 anos teremos algo a que nos agarrar tirando a nós mesmos.
O Estado-Polvo entre nós não tem passado de um Estado-Choco.

AV1

Centenário





Faz hoje 100 anos que nasceu Agostinho da Silva, que muitos consideram um dos maiores pensadores portugueses.
Embora concorde com isso, também discordo.
Concordo porque, em si próprio, o que nos deixou escrito e dito Agostinho da Silva é importante na sua singularidade, assim como a sua vida é uma lição de vitalidade e inconformismo.
Porque discordo ?
Porque infelizmente essa vida e pensamento de AS deixou poucas raízes e, principalmente, muitas das que deixou foram e são inconsequentes ou são marcadas pelo aspecto mais pitoresco e menos rigoroso do homem, bastando para isso - e lá vai heresia . verificar o que se passou nessa matéria entre nós, em Alhos Vedros: as evocações de Agostinho da Silva esgotam-se quase em si mesmas, pouco tendo de consequências práticas.
Uma coreografia episódica de uma duvidosa estética da "vadiagem" e pouco mais.
E podem bater-me à vontade a este respeito, pois mantenho a mesma ideia há muito tempo.
Ora Agostinho da Silva tinha muito mais substância do que esse vadiar que tanto atraiu alguns.
Para isso basta ler os seus volumosos escritos e não se ficar por um apanhado pela rama e pela espuma das aparências.
No seu aproveitamento mais extremo, as apropriações de Agostinho da Silva desaguam no discurso do politicamente correcto mais inconsequente e inócuo, que só questiona o óbvio e nada ofende, ou seja, aquilo a que a vida do próprio mais se opôs, mesmo se no final da dita a súbita notoriedade pública o possa ter confundido e deixado resvalar do seu percurso inicial.
Mas enfim... tudo isto velhas heresias e dissidências minhas em relação a tertúlias alhosvedrenses, bem intencionadas não o nego, mas... mas... fiquemo-nos por aqui.
Quanto ao resto, o que interessa é que o Público vai fazer sair a partir do próximo Domingo uma colecção de 5 DVD's com as Conversas Vadias que passaram na RTP2, mais um documentário.
Recomendo - vivamente - o 4º DVD, de 12 de Março, com conversas que incluem Miguel Esteves Cardoso, Herman José e Manuel António Pina, três das mais interessantes da série, com algum humor e não necessariamente as mais reverenciais.

AV1

Adenda: Na 2:, de hoje a 5ª feira, lá pela uma da manhã, irão passar as conversas com Adelino Gomes, Maria Elisa, Miguel Esteves Cardoso e Herman José. Apesar de tudo, ao preço das boas cassetes VHS, sou capaz de sempre me ficar pela compra do tal DVD:

domingo, fevereiro 12, 2006

Não se esqueçam...





... vem aí a relativa novidade comercial chamada dia de São Valentim.
Mas não é preciso gastar muito para atingir o essencial.
Até 3ª feira iremos incluir algumas sugestivas imagens alusivas à data.

AV1

Especial "Heresias e Liberdades"







Já disponível no Alhos Vedros Visual, numa versão de apenas 10 imagens, embora já tenhamos em arquivo algumas dezenas, sobre a desproporcionada discussão em torno da liberdade de caricaturar este ou aquele, graficamente ou por escrito, já agora.
E olhem que isto é serviço público, porque dá muito trabalhinho reunir este material todo e depois fazer o upload.
Estimem-nos que nós não duramos sempre, pois não é por falta de nos lançarem fatwa's que nós ainda andamos por aqui.

AV1 (com cartoon de 8 de Fevereiro de Lalo Alcaraz sobre o poder da palavra e da imagem sobre as armas convencionais)

Sons Tugas


Desde há uns bons anos o meu xuto favorito (embora esta expressão se preste a injustificadas interpretações duvidosas...).

AV1

Quando perdemos o comboio...





... a nível municipal foi a partir de meados dos anos 80, quando os efeitos da crise da indústria na península de Setúbal estavam no seu auge e era necessário que os concelhos da zona tivessem optado por um modelo de desenvolvimento alternativo que não passasse por serem simples dormitórios.
Quando agora nos dizem que há poucos estímulos para a requalificação de zonas urbanas antigas e recuperação de edifícios, é confessar que se perderam 20 anos nessa matéria.
Por esses tempos eu ainda me interessava a sério por tais assuntos e ainda tinha uma réstia de esperança no que pudesse ser feito, mas cedo me desanimei.
Num dos artigos deste número especial de 1991, da revista Sociedade e Território, dedicado ao Património, Ambiente e Reabilitação Urbana, encontramos a lista das autaquias que há 15 anos já se tinham preocupado em apresentar candidaturas aoPrograma de Reabilitação das Áreas Urbanas Degradadas, em vigor desde 1985.
Na Margem Sul, à data (1991), apenas se tinham candidatado Alcochete, Almada, Palmela e o Seixal, tendo sido seleccionados os projectos de Alcochete e Palmela.
Claro que agora se nota a diferença, quando visitamos o centro histórico desses concelhos e o comparamos com o que temos. Em boa verdade, a Moita não tem grande centro histórico e onde o havia (Alhos Vedros) foi-se deixando degradar antes de passar para a demolição.
Por isso, se constata a imensa falta de visão dos autarcas que nos têm sido servidos nestes últimos 20-25 anos, não me parecendo que os novos tenham uma visão mais desempoeirada das coisas, apenas a tendo superficialmente mais modernaça, o que é diferente de ser moderna.

AV1

Concertos para a Juventude




Uma das minhas gravíssimas lacunas é o ouvido para a Música Clássica que perdi na infância e nunca voltei a achar por completo, apesar das doses que sofri em puto devido ao especial gosto que o meu pai tinha por umas sessões musicais do género aos fins de semana, no gira-discos lá de casa.
Mas eu sempre fui duro de compreensão e, tirando algo do mais óbvio. distingo com muita dificuldade os movimentos de uma peça, ou algo do Debussy de um Brahms.
O mais perto que tive de lá chegar foi quando passaram na RTP os programas do Leonard Bernstein dedicados aos jovens em que ele, de uma maneira fabulosa, nos comunicava como tudo isso se conseguia.
Mas, maravilhado com o poder de comunicação e o humor do homem, muitas vezes escapou-me o conteúdo.
Felizmente, a RTP Memória anda a repetir esses programas, e foi desta que eu consegui perceber a diferença essencial entre uma peça de Debussy e uma peça de Brahms, com o bónus de perceber como é que cada instrumento pode mudar o seu som, conforme o compositor, o mesmo acontecendo com o som de toda uma orquestra e a forma de a conduzir.
Comunicador nato, Bernstein consegue colar-me uma hora ao televisor, sem outra reacção aparente que não a boca semi-aberta e uma total incapacidade de reagir a outros estímulos exteriores.
A forma de desmontar uma peça, o modo como realça o contributo de cada instrumento, a maneira como nos ensina a reconhecer um compositor e uma época quase me fazem desatar a ouvir música sinfónica pela manhã e não apenas "A Primavera" d'As Quatro Estações de Vivaldi.

AV1

sábado, fevereiro 11, 2006

Em preparação


Um dossier especial com cartoons publicados na última semana sobre a liberdade de expressão e os seus eventuais limites e perigos.
Ou como disse alguém, "antes um excesso de caricatura, do que um excesso de censura".

AV1 (com um excepcional cartoon de 7 de Fevereiro de Doug Marlette)

Cartoons do Dia - Pat Oliphant


AV1 (com cartoons de 7 e 9 de Fevereiro daquele que talvez seja o melhor cartonista vivo)

AVP Erudito

Não é todos os anos que um livro super-premiado começa falando de nós.
Susan Neiman começa a introdução deste seu excelente ensaio sobre a ideia de Mal explicando que, na segunda metade do século XVIII, a evocação de Lisboa e do seu terramoto suscitava tanta consternação na Europa como no século XX a evocação de Auschwitz e dos seus crematórios.
A ler apesar do preço.

AV1

O Pinhal Temático do Forno



Aqui pode ficar o pavilhão dedicado à traição e execução dos Távoras, no contexto histórico da época pombalina e do Terramoto.
É espaçoso, arejado e dá para um belo palanque para encenar a sangrenta execução, precedida de amável tortura.

AV1 (foto do Oliude)

Sons Tugas


Vá lá, não é difícil, eu até dei uma pista há um par de dias sobre esta rapaziada.

AV1

O Mariscador

Há quem viva do trabalho da apanha de lambujinha, que é vendida para os restaurantes, este foi um mariscador que fotografei perto dum bando de flamingos.

AV2

Um Poste Bem Português

No Rosário alguém pintou as cores nacionais num poste.

AV2

Praias do Gaio-Rosário 2




Esta é a minha praia escondida preferida, no verão e na maré cheia é uma maravilha para nadar, a água é morna é límpida, tem também uma pequena ilha mesmo em frente.
Fica situada já no fim do Rosário, para lá da Comimba, mas isso fica para outro post.

AV2

Praias do Gaio-Rosário 1



Existem praias escondidas entre o Gaio e o Rosário, esta fica ali mesmo depois do parque do Gaio, frente à escola primária.

AV2

Mas quem os obriga a mentir ? - III

No caso do Valentim Loureiro - como no de Fátima Felgueiras e Isaltino Morais - a negação das evidências também entra já pelas raias do patológico.
As transcrições ontem conhecidas de telefonemas do "Major" deixam pouca margem à imaginação, mas acredito que, mais tarde ou mais cedo, acabem por não ser consideradas válidas como meio de prova.
Pouca coisa há que dizer ou acrescentar sobre um episódio destes.
Desde que conheci um colega dele, também oficial, que serviu no Exército português na Guiné e me descreveu o conceito fléxivel que VLoureiro tinha da propriedade do Estado e a forma como a justificou posteriormente (eram acções de protesto contra o regime ditatorial), só pode acreditar no que ele agora diz e desmente se for claramente acéfalo.

AV1

Mas quem os obriga a mentir ? - II

António preto, um capo dos laranjinhas da distrital de Lisboa de há muitoi se sabe estar enterrado até ao pescoço em esquemas duvidosos.
O facto de artifícios jurídicos terem entravado o avanço dos processos e levado ao arquivamento de outro, não impede que se saiba que o homem é o que realmente é.
Agora conhece-se que o seu dislate e despreço pela Justiça é tal que, para uma diligência em que era necessário fazer assinaturas e autógrafos para comparação grafoilógica, a criatura apareceu de braço engessado, devido a algo que se passara no Hospital de Santa marta.
Vem-se a a saber que o médico, para não se comprometer muito, disgnosticara uma flebite e receitara forte medicação e engessamento, quando o normal é ser usada aspirina e uma imobilização sem gesso, que permite alguns movimentos.
Se eu usasse este tipo de estratagema estava bem arranjado.
Como foi este senhor, resta o opóbrio público de se conhecer o que se passou, mesmo não indo dar em nada, porque de entrave em entrave os processos vão prescrevendo.

AV1

Mas quem os obriga a mentir ? - I

Leonor Beleza espraia o sorriso na 1ª página do Expresso e declara que já sabia há quatro anos que Champalimaud lhe ia deixar a direcção da sua Fundação.
O homem não lhe pediu segredo, mas ela mostra como é virtuosa, afirmando que achou que era coisa que não devia exibir.
Pois...
Mas então porque é que fez aquele - que agora sabemos encenado - espanto completo quando a situação se tornou pública ?
E porque é que afirmou que os seus contactos com Champalimaud tinham sido quase inexistentes até ao momento da sua morte ?
Como se a coisa lhe tivesse caído do Céu aos trambolhões naquele momento ?
Quer dizer... tecnicamente... nas milhentas relações que estabelecemos ao longo da vida, a coisa até podia ser mais ou menos verdadeira, mas o essencial é que não correspondia a toda a verdade.
E essa mentira de ocasião, para fazer efeito público, era perfeiramente desnecessária.
Só que há hábitos que se enraízam na vida política que são muito difíceis de perder.

AV1

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Para amanhã...






... mais fotos do Pinhal do Forno.
Ainda não chegou o Parque Temático e já anda por lá lixo por limpar.


AV1 (o bota-abaixo de elástico com foto do Oliude)

Agora para espairecer



Um dos filmes que não tive oportunidade de ver no cinema e que promete uma boas gargalhadas ou como é a vida de uma rapariga futebolista numa família tradicional indiana em Inglaterra.
E tem a Keira ainda muito jovenzinha, pois o filme é de 2002, salvo erro.

AV1

Vale pelo embrulho




Estive, finalmente, a ver O Crime do Padre Amaro, versão nacional actual, fita muito aclamada principalmente pelo que mostra da Soraia Chaves e, pelo caminho, do físico de mais um par de actrizes nacionais.
Se fosse um filme americano era algo médio-baixo, de tão óbvio que tudo é, dos elementos do enredo (caricaturas gay, umas pitadas de hip-hop e de gangs, velhotas beatas muito devassas, padres sempre prontos para a brincadeira) à utilização das cenas picantes para atrair público.
Como é produto nacional, há que aplaudir o argumentista que conseguiu de forma tão desenvolta imitar o que seria um produto industrial escorreito em outras paragens e arranjar cenas para tantas aparições de gente conhecida.
Claro que ficam na retina as aparições dos três padres como se fosse um western e o par de gays interpretado pelo Rui Unas e pelo Diogo Morgado, por causa do mecanismo de identificação que disparam.
Não desfazendo no físico da Soraia e das outras actrizes que connosco partilham toda a sua dinâmica peitoral.
Mas a coisa tem os fios todos à mostra, apesar do aspecto modernaço.
Não é tempo perdido, mas fica um bocadito de sabor a plástico na boca, porque não sei se anda por ali já algum silicone.
Na escala do Oliude, enquanto fime dou-lhe um 4/10.
Enquanto oportunidade de ver umas raparigas jeitosas com pele à mostra um 7/10.

AV1

O Último Dinossauro

Não, não é o Cavaco.
Podia ser...
Mas não é.
É, isso sim, o perene José Vilhena com a sua Gaiola Aberta nº 31 da 2ª série.
Razões para comprar a revista (€ 1,5) ?
Não necessariamente a esperança de um produto todo sofisticado e embrulhado em belo design, mas sim o prazer de encontrar algo com o seu quê de anacrónico e libertário em 36 pp. sem qualquer publicidade que não ao trabalho do próprio autor, tudo escrito e desenhado por ele, nem de propósito o assumido "director vitalício" da publicação.
O site do autor e da obra, encontra-se aqui, mesmo se alguns links vão dar a lado nenhum.

AV1

De papo cheio e prontos a chatear






O Oliude mandou-nos um saco com algumas dezenas de fotos do Pinhal do Forno, tal como ainda o conhecemos, já um bocadito depenado, mas ainda de pé.
O que acham que vamos fazer com este material ?
Chatear cum'ó caraças, como é natural e seria de esperar em gente carracenta como nós.
E para isso é preciso pouco.
Basta mostrar e arquivar para memória futura.
E depois podemos ir brincando e imaginando o que ficará onde !
Vai dar para um especial XXL no Alhos Vedros Visual, não falando em tudo o que aqui irá aparecendo.
Obrigado, amigo Oliude, é desta matéria que os nossos sonhos são feitos !

AV1

A Fusão de Concelhos, mais uma afronta para os Portugueses !

O Presidente da República, Jorge Sampaio que finalmente está de saída; durante a sua Presidência, conseguiu fazer adiar a justa luta dos cidadãos de Canas de Senhorim à Restauração do seu concelho.
A teimosia de Jorge Sampaio que tornou do impedimento de Canas de Senhorim à restauração do seu concelho, uma batalha pessoal, só é demonstrativo da visão centralista do ainda Presidente da República e contribuiu também para que Portugal não se desenvolva duma maneira mais equilibrada no Todo Nacional.
Numa última Presidência Aberta, Jorge Sampaio, aproveitou para corroborar com este governo da “União Nacional Socialista” a problemática e desde já muito polémica fusão de freguesias e até de concelhos, que promete incendiar o País assim que este governo se atrever a tentar pôr em prática esta afronta ao Poder Local.
Os intuitos economicistas deste governo são óbvios.
Este governo mandou encerrar milhares de escolas do País, acentuando com isso a desertificação do interior de Portugal, quando deveria investir e canalizar todas as possibilidades de desenvolvimento para esse mesmo interior do país, que deveria ser isso sim, um desígnio Nacional.
Somos agora confrontados com a posição do governo de destruição do Poder Local, baseado nos concelhos e freguesias, que são os poderes mais próximos das populações, quando se deveriam, era criar mais concelhos, de menor dimensão que articulassem duma maneira mais próxima os cidadãos dos seus reais interesses.
Este governo prepara-se para pôr em prática a opção da fusão de concelhos, o que vai obrigar as populações a radicalizar formas de luta para defenderem, com toda a legitimidade, os seus direitos.
Ninguém sabe até onde irão e que métodos serão utilizados.
Este é apenas o primeiro passo para este governo, pôr de novo na mesa a regionalização, que é uma forma de dividir para reinar e assim criar outros poderes intermédios ainda mais próximos dos poderes centrais Português e Espanhol.
O retalhar da nossa Nação será de novo julgado pelos Portugueses e acredito que esse desmembramento da nossa Pátria, será de novo derrotado pelos Portugueses e Portuguesas.
Não se pode destruir impunemente a nossa Pátria e entregá-la a Espanha em nome de nenhuma modernidade !

AV2

Mais Baixa da Banheira

Graças aos desafios do Oliude descobri mais este blog que é feito da BB para o mundo.
Com bom gosto, o que é sempre difícil num espaço onde o romantismo parece imperar.
Vai ficar brevemente a provar que existe vida aqui ao lado.

AV1

A teoria dos "desafios"

Um dos fenómenos mais interessantes do discurso actual é o dos "desafios".
Parece que toda a gente está preparada para "novos desafios".
Em especial em grupos como os apresentadores de televisão, os artistas, os futebolistas e os políticos.
Um programa não presta para nada e é retirado do ar ? Os responsáveis ou os envolvidos dizem que vão partir para um "novo desafio".
Um futebolista não joga e é emprestado ao Mijinha na Escada F. C. ? Afirma logo que a sua carreira estava a precisar mesmo de "um desafio como este" para ser relançada.
Um político perde umas eleições, é destituído de um cargo ou é nomeado para um lugar do género "prateleira dourada" ? É um "desafio estimulante" que assume, arregaçando as mangas e etc e tal.
Tudo conversa fiada, mas fica bem falar em desafios quando ou as coisas correram mal e foi necessário bater em retirada, ou então quando não se assumem compromissos anteriores e se voa para outros destinos.

Isto veio-me à ideia ao ler o panegírico em forma de texto jornalístico, publicado ontem, quanto ao "desafio" que Eurídice Pereira encontra no seu novo cargo obviamente aparelhístico na CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. Claro que EP vai para onde vai, porque perdeu umas eleições e todos sabíamos que, se perdesse, era apenas uma questão de tempo e oportunidade, a sua partida para outras paragens. Era mais do que óbvio que não iria ficar atrás a exercer o mandato para que foi eleita, mesmo sendo como elemento da Oposição a olhar para um Poder maioritário.
Mas não era necessário este lançamento de areia para os nossos olhos, a que o JM se associa com a alegria acrítica de sempre.
Diz-me uma pessoa de evidente boa vontade e improvável aparente ingenuidade, que a drª EP no cargo para que foi nomeada poderá estar em situação de melhor ajudar o concelho.
Só nos seus sonhos, caro amigo !
Então, ela vai para lá para ajudar os que lhe ganharam cá a desenvolver o concelho ?
Mas o meu caro está a falar das mesmas pessoas que eu ?
Acha alguém sinceramente que EP, ao ir para vice-presidente daquilo, está a pensar nos interesses do concelho ?
E acha que, depois do azedume com que se mimosearam há uns poucos meses, ela, o Lobo, o Garcia e o resto se vão irmanar numa acção comum em prol de todos nós ?
Uma ideia dessas só como brincadeira é que se pode (não) tomar a sério.
Eurídice Pereira foi à vida dela, como sempre, depois de dois anos em que pensou que a sua carreira política pessoal podia ser beneficiada por uma vitória na corrida para a CMM.
Isso já era sabido e quase todos o perceberam, e nem teria sido sequer necessário alguns terem feito a campanha suja que fizeram, como vendetta ressabiada, a partir do interior do próprio PS.
Mas, como se viu com o seu aliado Mourinha que antecipou o desastre, só a vitória interessava, o resto fica para os figurantes com efectiva ligação à terra e cuja vida passa por cá.
Nesse aspecto, a malta da CDU tem uma vantagem, pois não tendo a sombrinha do Estado Central, estão limitados a lutar com unhas e dentes pelo pouco que têm para distribuir, e isso passa quase em exclusivo por umas dezenas de autarquias a sul do Tejo.
Aí se explica a diferença de níveis de combatividade.
Aí se percebe a diferença de natureza das almofadas de cada um.

AV1

Pensamentos avulsos

Se a Badoca contactou várias autarquias da zona, sondando da disponibilidade para a instalação do Parque Temático, porque é que o presidente João Lobo afirma que era necessário negociar tudo em segredo, para ter uma vantagem em relação à concorrência ?
É que se os contactos existiram como se afirma na memória descritiva que já postámos, o segredo era desnecessário, porque os outros já sabiam; se o segredo era mesmo necessário, é porque a história oficial que nos foi contada não corresponde à realidade.

Se a razão de destruir as zonas rurais e florestais do concelho para lotear e urbanizar a esmo é porque o financimento das autarquias é como é (isso nos explica repetidamente o amigo Nuno Cavaco), não sendo esse financiamento determinado pelos espaços verdes, será que a CMM contemplaria a hipótese de derrubar prédios para proceder a reflorestações, caso o financiamento fosse calculado de outro modo ? A lógica seria, na sua essência, a mesma, pois para aumentar uma área seria preciso reduzir a outra.

AV1

O enxerto está de volta !

É verdade.
A conversa fiada da regionalização está de regresso, provando a teoria do mito do eterno retorno.
É o que faz o desemprego de gente com cartão partidário, muitos com uma licenciatura recente e activismo nas jotas por recompensar.
Nada como tentar arranjar mais uma estrutura político-administrativa intermédia para encaixar mais uns aparelhistas, aqui mais avermelhados, ali mais rosados, acolá mais alaranjados, porque os azulados já têm os paizinhos e mentores para os desenrascar por outros lados.
Todos aos vossos abrigos, portanto, que se prepara nova investida para esticar a mama para mais bocas.
A conversa da descentralização e da necessidade do desenvolvimento regional é mera treta.

AV1

Secção "Não que fazer mais meninas, mas devia ao menos tentar"

Cláudia Jacques, rapariga das minhas idades, mas de que nunca tinha ouvido falar e que desconfio não ter passado pela Secundária da Moita, afirma que não quer ter mais filhos, pois já tem duas raparigas e uma "criança prende muito".
Tem razão, mas não é motivo para não ir tentando.
Em especial, porque o namorado de ocasião anda pelos Brasis em trabalho e uma pessoa tem que se entreter com qualquer coisa.

AV1 (completamente imerso em literatura cor de rosa)

A Ternura dos 40

Pessoal descomprometido, há duas quarentonas frescais novamente livres e em muito bom estado de conservação: a Heather Locklear vai finalmente separar-se do canastrão do Richie Sambora e a Sheryl Crowe anunciou o fim da relação com o Lance bolinha de aço Armstrong.
Não digam que não avisei.

AV1 (de saída do WC com a Caras nas mãos)

Jet 1,5 - Más Notícias

A confirmar-se o casamento da Merche Romero com o Cristiano Ronaldo, lá se vai uma solteiríssima de primeira água.
Esperemos que ao menos o rapaz se consiga livrar daquela horrorosa acne juvenil.

AV1

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Uma Jogada de Mestre

Considero que foi uma jogada de Mestre da SONAE, a OPA sobre a PT.
A Telefónica, espanhola accionista da PT e sua compradora futura, pelo que tudo levava a crer, foi apanhada pela SONAE num momento de fragilidade económica, pois comprou à pouco tempo uma operadora Inglesa de telemóveis.
Ao apresentar a OPA neste momento, a SONAE deixou a sua principal hipotética concorrente sem possibilidade de realizar uma Contra OPA à PT.
O BES não pretende fazer nenhuma Contra OPA, mas apenas jogar na Bolsa para que as Acções da PT subam e ganhar dividendos com isso, por isso está fora da jogada.
A PT e a Telefónica espanhola, são detentoras de mais de 50% do capital duma operadora de telemóveis Brasileira, que a SONAE já descartou de futuros encargos.
Se a SONAE comprar a PT, a Telefónica espanhola terá de comprar à PT as acções dessa empresa Brasileira de Telemóveis, mas como está numa situação difícil devido à compra da tal operadora Inglesa de telemóveis, terá de pedir a algum Banco que subsidie essa transacção, mas não poderá ser o Banco Santander porque esse Banco já acordou o financiamento à SONAE...
Qual será então o Banco que financiará essa operação de compra da operadora Brasileira ?
Aceitam-se apostas !
Uma outra pergunta. Será que o Estado Brasileiro está interessado em que uma companhia espanhola seja detentora da maior operadora móvel de telefones do Brasil ?
De qualquer dos modos a jogada põe em causa a Telefónica espanhola e os negócios que o governo Português tem com Espanha, põe também em causa a continuação da Telefónica espanhola no Brasil, redimensionando esta empresa espanhola ao seu lugar em Espanha na América Latina e em Inglaterra.
Parece o Tratado de Tordesilhas das telefónicas Ibéricas, isto se a SONAE comprar efectivamente a PT.

AV2

Nostalgia Musical Nacional

Mler If Dada, Coisas que fascinam (1987)
Radar Kadafi, Prima Dona (1990)

Se o Castpost ajudar até meto o Pandra-Bomba dos primeiros a tocar.

AV1

Coleccionismo II

O Centenário do meu Sporting Clube de Portugal também mereceu dos Correios uma edição comemorativa !

AV2, este só comprei para mim...

Coleccionismo I


Demoraram mas, chegaram, os selos comemorativos de Álvaro Cunhal, líder Comunista e grande lutador Anti-Fascista, já cá moram !

AV2, com boas notícias para o AV1, porque comprei dois selos também para ti camarada.

Taras e Manias

O Brocas desafiou-me e lá vai:

1-Gosto de andar de bicicleta pelas margens do rio
2-Gosto de coleccionismo, especialmente BD
3-Nas festas com os amigos obrigo-os a ouvir as músicas que gosto...infelizmente para eles
4-Aprecio muito os vinhos tintos de Palmela e as ervas aromáticas
5-Pratico nudismo sempre que posso, especialmente quando tomo banho

O desafio agora é para o JM o Luís Carlos o JJCN o Iraldo Bocarrota e o AlhosVedrense

AV2

O Cartoon do Dia












AV1 (recorrendo ao Filibuster Cartoons)

Parvónia à força !





Sou um viciado em tudo o que é papel impresso.
Livros, revistas, jornais, tudo o que cheire a papel e tinta.
Só não colecciono listas telefónicas porque ocupam muito espaço.
Mas tenho preferências, como é natural.
A revista Vanity Fair é uma delas. A maior parte das capas são fabulosas, em particular as de números especiais e as que usam composições de Annie Leibovitz.
A edição americana deste mês traz uma foto desdobrável em tríptico com o estilista Tom Ford e as musas Keira Knightley e Scarlett Johansson não como vieram ao mundo, porque agora estão muito mais crescidas e apetecíveis.
A tristeza é que, num raio de umas dezenas de km só por acaso posso comprar a dita revista.
Os press-centers dos centros comerciais cada vez optam pelas revistas de grande consumo e racionam o que interessa.
O resto das papelarias nem conta para o efeito.
No Montijo, a Vanity Fair às vezes aparece em exemplar singular.
A Bo-Doi desapareceu por completo, subitamente, quando antes chegavam cinco.
A Esquire inglesa por vezes aparece, por vezes não.
À Atlantic Monthly não ponho olhos em cima há muitos meses.
Em contrapartida tenho 234 revistas de informática, 176 de carros e 98 de bordados, ponto-cruz e lavores diversos, não esquecendo umas coisas inglesas estranhas, ao pé das quais as nossas Caras, Lux e Vip parecem revistas de alto gabarito.
Se for a Almada, com sorte e no dia certo, talvez encontre alguma coisa.
Caso contrário, resta ir a Lisboa.
O que, convenhamos é ridículo. E sai caro, se não houver outro pretexto.
Porque se eu tentar assinar a revista, como já fiz, o rapaz-carteiro encarrega-se de me destruir pacientemente cada exemplar ou enfiá-lo da forma menos óbvia e mais retorcida na caixa do correio.
E viva, pois, o reino da Parvónia !

AV1

Importa-se de repetir ?


Tentei começar a ler o artigo do Nuno Cavaco no JM de hoje.
Fiquei cansado só com o título, pelo que vou deixar para mais logo.
Entretanto lembrei-me de um bom título de um filme do Paul Newman que é O Efeito dos Raios Gama nos Malmequeres, que no original ainda é mais longo e igualmente abstruso.
E fiquei a pensar escrever uma réplica com o título Como disfarçar e fazer esquecer que a CMM não tem um política ambiental, enquanto ficamos a ver passar os comboios.
Que acham ?

AV1

Como uma liberdade

No essencial, concordo com este abaixo-assinado.
Só não sei se chega a valer para qualquer coisa, para além de marcar uma posição.
Estou farto da multiculturalidade politicamente correcta.
Há 20 anos tinha professora muito de esquerda que, em nome disto e daquilo, justificava a existência de ditaduras corruptas e bélicistas no Terceiro Mundo com os seus costumes civilizacionais.
E ainda nos nossos dias há aquela inteligência de pacotilha que tenta nivelar todos os conjuntos de valores e mostrá-los como equivalentes (tipo Boaventura Sousa Santos).
Ora eu não concordo com isso.
Nem com as tentativas que queriam impôr quaisquer valores à força, sejam eles quais forem.
Por isso e não só, eu não quero que quem faz cartoons, ou escreve, tenha um polícia atrás ou dentro da sua cabeça.

AV1

A Grande Corrente das Taras e Manias

O k7pirata enviou-me este desafio, que já vem de outras paragens e ao qual eu darei a devida continuação:

«Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.»

Ora bem, vamos lá, embora abaixo das 50 taras, eu seja obrigado a deixar muito de fora:

5 hábitos estranhos efectivos:
1) Tenho algum prazer em escrever na minha língua-mãe sem muitos erros ortográficos.
2) Gosto de ler as secções de crítica gastronómica de alguns jornais.
3) Retiro quase tanta satisfação da leitura da revista Maria como de um bom livro de "Ciência Social".
4) Não frequento cafés e pastelarias das redondezas, e detesto as respectivas conversetas de pseudo-tertúlia.
5) Há 20 anos que considero o xadrez o desporto fisicamente mais emocionante do calendário internacional para ser praticado por mim.

5 hábitos estranhos suplentes:
1) Tal como o meu desafiador, detesto a própria ideia de fazer campismo.
2) Adormeço a ver qualquer filme pornográfico, quase tão rapidamente como a ouvir Jean Michel Jarre, Mike Oldfield, Yes, Camel ou aquele projecto minimal-repetitivo do Vitor Rua que se chamava Telectu, e só um pouco mais depressa do que a ouvir o The Wall dos Pink Floyd.
3) Tenho O Crime do Padre Amaro em casa há quase 2 semanas e ainda não fui ver a Soraia Chaves.
4) Para que se esclareça, sou um caucasiano a entrar na meia-idade, heterossexual, da pequena burguesia suburbana, com um trabalho que escolhi e uma vida familiar estável, desde a relação com os progenitores até à relação com a família nuclear, o que me torna membro de uma estreita minoria de seres humanos do mundo ocidental.
5) Nunca me inscrevi em qualquer partido, clube de futebol, colectividade ou outro tipo de organização que implique aceitar estatutos e ter cartão se associado com foto e emblema, excepção feita ao passe social e a cartões de bibliotecas.

Agora escolho para continuar esta corrente, o AVetus, o Mário da Silva, o Nuno Cavaco, o Oliude e o Zelupi.
E quem não aceitar é uma laranja podre.

AV1

Cosmogonia Antropológica *

«O desenvolvimento do desporto masculino e feminino não será alcançado sem que se entenda que a sua democratização é uma tarefa inadiável.
(...)
Em português muito explícito: ou evoluímos e detemos um olhar de discriminação positiva em relação aos direitos da mulher ao desporto ou, em alternativa ficamos na História como um bom exemplo de fidelidade à visão salazarista do papel do homem na codiedade, com tudo o que ela acarreta e que no caso em apreço se resume à seguinte expressão: Machismo no desporto.» VPMendes no Jornal da Moita, p. 6.

AV1 (com a revista Menina e Moça da Mocidade Portuguesa Feminina nº 9 de Janeiro de 1948, para demonstrar aquilo que cada um perceberá a seu modo...)

* ou é isso ou é a demonstração que os nalguinhas também são sensíveis.

Boas Notícias



Só 8 ?
E inclui as actrizes ?
E inclui as ligações homossexuais ?
E as outras 92 estão satisfeitas ?
Mas isso é um progresso enorme !
Eu estava convencido que eram 80 as que fingiam, metade das quais bastante mal.
Cá para mim, são 8 de 100 as que fingem a coisa quando se dedicam à auto..., à auto..., bem vocês percebem.
É que eu não acredito em tanta competência masculina.
E não vale virem-me já apontar o dedo.

AV1

O Presidente Clandestino

O Presidente da República Jorge Sampaio acabou hoje a sua Volta a Portugal, visitando os últimos concelhos onde ainda não pousara o seu pé presidencial.
Mostrando grande coragem política, ao passar pelo concelho de Nelas pela matina, alterou a agenda que tinha previamente anunciado - e mesmo assim de forma restrita - para evitar a presença dos activistas pela elevação de Canas de Senhorim a concelho.
Na TSF, o representante do Movimento declarou que tinham decidido não aparecer na visita do PR, porque isso seria prejudicial e, em caso de excessos, tornaria Jorge Sampaio uma vítima dos acontecimentos. Disse ele, e muito bem, que a decisão fora difícil mas a que o bom senso recomendava.
Tem toda a razão.
Já Jorge Sampaio mostrou de que fibra são feitos os políticos que temos, aos quais não basta não cumprir a palavra dada, ainda preferindo escusar-se a justificar o seu comportamento e passar quase clandestinamente pelos sítios incómodos e enfrentar a populaça.
Então adeus, meu caro JS, que bela forma de recordarmos a sua última excelentíssima Presidência Aberta.

AV1

Esclarecimento ao AVP

O representante de Manuel Alegre em Alhos Vedros, Luís Guerreiro envia-nos este esclarecimento, sobre o "desabafo" que enviou para o "O Banheirense".

"O desabafo que enviei para “O Banheirense” teve apenas a ver com um comentário em que Daniel, achava que a frontalidade e o dar a cara , tinham para ele maior credibilidade do que quem prefere o anonimato para expressar as suas ideias, expliquei com o meu próprio caso, que as pessoas que se dão ao luxo de exercer esse seu direito de se expressar livremente e sem utilizarem o recurso ao anonimato, têm de pensar se a sua situação profissional, social ou política é de tal modo confortável e segura que se possam dar a esse luxo.
Porque quem possuir essas prerrogativas e for também politicamente correcto q/b, então faz favor de se expressar com o seu nome e pode dar a cara pelo que defende. Se pelo contrário, for um cidadão que tenha dificuldades económicas, que seja politicamente incorrecto e não tenha um partido, um lobby, uma religião, um grupo de influência social ou política e uma grande segurança familiar e afectiva, então deixe-se de parvoíces e assuma o anonimato, porque é essa a única possibilidade que tem de se exprimir livremente, ou sofrerá as consequências.
Esta “democracia” é a “democracia” dos vencedores e dos que têm as costas protegidas e quem acredita na liberdade de expressão, basta ver o tratamento que o meu texto sobre a candidatura de Manuel Alegre, teve durante as eleições Presidenciais no único jornal do Concelho o “Jornal da Moita”...Pura e simplesmente não foi publicado !
Soube também que o texto de candidatura de Louçã, só foi publicado depois das eleições e de Garcia Pereira nem se ouviu falar.
O facto de ter desabafado no Blog “Banheirense”, não significa que não sinta pela equipa editorial do AVP um grande apreço e reconheço aqui o apoio que deram ao nosso candidato Manuel Alegre, que apoiaram ainda antes de ele ter formalizado a sua candidatura à Presidência da República.
A minha análise política dos acontecimentos, pré e pós eleitorais, não só destas eleições Presidenciais, mas também das eleições Autárquicas, estão a ser reflectidas e ponderadas.
Reservo-me neste momento ao direito de não comentar o comentário do AV1.
Brevemente e em primeira mão, enviarei o meu testemunho para o AVP, sobre a situação político / partidária Local e Nacional e sobre a minha própria posição, num esclarecimento público que pretendo seja frontal e sem equívocos.

Saudações Amigas de Luís Guerreiro, ao AVP"

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Talento literário


«Frederico sentou-se à beira da cama e Patrícia sobre ele - foi assim que ficaram unidos como o homem e a mulher primitivos. Amaram-se, soltando gemidos, a pele suada, o prazer indomável, até que se arrastaram num clímax que se inscreveu na memória das suas peles.»

Henry Miller com os copos ?
Anais Nin pedrada ?
Margarida Rebelo Pinto no seu estado normal ?
Tó Zé Martinho em guião erótico para a TVI ?
Não !!!
Apenas alguém que se assina Dulce Lima, autora do conto erótico "Surpresa Inesperada" na revista Ana da outra semana.
Já lá diz o AV2, isto é melhor do que a Maxmen e a FHM juntas !

AV1

Ora cá está o que eu dizia !


No Post "Inter Pares" eu disse:
"A sexualidade humana é muito complexa e variada e por isso não pode ser cerceada pelo facto das pessoas quererem viver assumidamente umas com as outras em casais homo ou heterossexuais.Claro que isto é tendo apenas em conta o facto de presumirmos que estas relações são Monogâmicas, porque se abrangermos esta liberdade à Poligamia então as hipóteses são ainda maiores."
...e agora aí está a confirmação das minhas expectativas, isto é só o começo.

"The Netherlands and Belgium were the first countries to give full marriage rights to homosexuals. In the United States some politicians propose “civil unions” that give homosexual couples the full benefits and responsibilities of marriage. These civil unions differ from marriage only in name.
Meanwhile in the Netherlands polygamy has been
legalised in all but name. Last Friday the first civil union of three partners was registered. Victor de Bruijn (46) from Roosendaal “married” both Bianca (31) and Mirjam (35) in a ceremony before a notary who duly registered their civil union.
“I love both Bianca and Mirjam, so I am marrying them both,” Victor said. He had previously been married to Bianca. Two and a half years ago they met Mirjam Geven through an internet chatbox. Eight weeks later Mirjam deserted her husband and came to live with Victor and Bianca. After Mirjam’s divorce the threesome decided to marry.
Victor: “A marriage between three persons is not possible in the Netherlands, but a civil union is. We went to the notary in our marriage costume and exchanged rings. We consider this to be just an ordinary marriage.”
Asked by journalists to tell the secret of their peculiar relationship, Victor explained that there is no jealousy between them. “But this is because Mirjam and Bianca are bisexual. I think that with two heterosexual women it would be more difficult.” Victor stressed, however, that he is “a one hundred per cent heterosexual” and that a fourth person will not be allowed into the “marriage.” They want to take their marriage obligations seriously: “to be honest and open with each other and not philander.”

AV2

O Fórum Barreiro

Cheguei muito tarde a este texto sobre o Fórum Barreiro em construção e à mini-discussão que se lhe seguiu no Distrito Online.
Também deixei a minha moedinha na caixa, mas só deve aparecer daqui por uns tempos.
Mas hei-de tentar tratar o assunto por aqui, em especial temas como o modelo de desenvolvimento baseado só no terciário ou a decad~encia que o Barreiro experimentou nos últimos 25 anos, enredado entre a teia desfeita da CUF/Quimigal, um poder autárquico perdido no tempo e uma população que só nos últimos tempos parece ter despertado paa um maior nível de exigência em relação aos seus eleitos.
Entretanto, tinha sido giro, se os intervenientes não tivessem, em alguns casos, preferido atirar culpas para os partidos alheios em vez de confrontarem argumentos.
A bem dizer, só um escapou ao mal de, ao conhecerem-se os interlocutores, sacarem da cassete anti-este e anti-aquele.
O rapaz popular pode não pertencer ao partido que mais nos agrada, mas que tal concentrarem-se no texto ?

AV1

História (ilustrada) da Fossa

Disponível no Arre-Macho.

AV1

O Modelo de Financiamento das Autarquias

Escreve o nosso leitor Nuno Cavaco, em resposta ao meu desejo de ver reflorestar certas áreas do concelho, que isso não deve ser feito «para impedir consolidações de centros urbanos ou o aparecimento de novas urbanizações. Para travar o crescimento urbanístico apenas e só com alteração ao quadro de financiamento das autarquias, porque de outro modo podemos falar, falar, que não acontece nada nem se vislumbram alternativas».

Discordo e vou explicar, no aspecto teórico e no concreto porquê.
No concreto:
a) A reflorestação de zonas como as que envolvem as urbanizações da Fonte da Prata, da Vila Rosa ou o ordenamento de outras áreas do concelho não são para travar nada, mas deviam ser, isso sim, algo de essencial, como elemento integrante dessas mesmas urbanizações. Não é plantando depois um par de dezenas de caniços, regados a desoras, em canteiros de pedra que se defende o ambiente. E não é fazendo um risco num mapa do PDM e escrevendo corredor de protecção acústica que se implementa efectivamente essa protecção. Que quer, sou um adepto convicto das teses do arquitecto Ribeiro Telles, que certamente conhecerá mas de que não deve gostar tanto como eu ou gosta mas diz que não dá porque o financiamento das autarquias e tal.... Não ! Existe é falta de coragem política para quebrar (maus) hábitos instalados.

b) Eu não defendo a reflorestação dos "centros urbanos", a menos que considere "centros urbanos" todas as zonas que se estendem, sem excepção, da Baixa da Banheira até à Moita. Para mim, a Lagoa da Pega, o Rego de Água, o Juncalinho, a Quinta da Fonte da Prata Sul, etc, etc, não são essenciais à consolidação dos centros urbanos. São apenas espaços que a CMM usa e abusa e pensa usar e abusar para lotear para gerar receita, que é uma receita de curto prazo, com encargos a médio e longo prazo bem mais avultados. Consolidar os centros urbanos passa, isso sim, por requalificar zonas residenciais em decadência e não esperar para abatê-las a camartelo e substituí-las por caixotes. Consolidar os centros urbanos, teria passado por não deixar esventrá-los com barracões ao sabor das conveniências subsidiodependentes de alguns interesses privados.

Por tudo isto, agora passo ao abstracto do modelo de financiamento das autarquias, recorrendo a exemplos concretos para efeito demonstrativo:

c) Se é certo que esse modelo está errado, isso acontece tanto do lado das receitas como do lado das despesas. As autarquias (de todos os quadrantes) deviam saber gerir os seus meios e não serem um sorvedouro de dinheiros públicos para gastar em pessoal, como agências de empregos para as suas clientelas fiéis ou em projectos grandiosos, de encher o olho mas com resultados pofundamente duvidosos; o dique da Moita, concretizando de novo, está aí para todos vermos o que é dinheiro mal gasto, muito dinheiro, sem quaisquer efeitos positivos ou penalização dos decisores políticos e técnicos envolvidos. O reperfilamento da Marginal vai pelo mesmo caminho.

d) As autarquias vivem do que ganham com o imobiliário e com os acordos que estabelecem com esse sector. Mas a verdade é que o dinheiro que se vai buscar ao sector do imobiliário gera muito mais despesas com as infraestruturas que são necessárias criar e depois manter para servir as populações que aí vão residir. Eu sei qual é, mais ou menos, a receita que dá um loteamento feito dentro das normas regulares e não preciso de imaginar muito o que custam as infraestruturas de apoio correspondentes, a menos que sejam feitas com material e mobiliário urbano de má qualidade, o que por cá é a regra, do candeeiro à papeleira. E as contrapartidas exigidas a certas empresas, como se tem visto, deixam as autarquias nas mãos de humores privados. O que se ganha a curto prazo é depois gasto no dobro ou triplo a médio-longo prazo, mas o que interessa é ganhar eleições.
Não é preciso ir muito longe para concretizar, basta ver o que se tem passado na Fonte da Prata. Os acessos foram feitos, assim como as infraestruras básicas. Surgiu o casario.
Vem aí o resto, podem dizer-me. Mas está chegar tarde e aos soluços. Até os ridículos arranjos das rotundas parecem ser o resultado de mendicidade institucional.

e) O sistema de financiamento das autarquias só pode sair do círculo vicioso "lotear para obter receita, gastar para equipar, voltar a lotear para gerar mais receita, gastar para equipar, etc, etc", quando houver coragem política para travar esta espiral que não dá em nada de bom. Porque assim estamos condenados a que a terra para lotear um dia acabe e então o que se faz ? Um patamar nas nuvens ? Fechamos a loja e desaparecemos ? A verdade é que as autarquias vivem acima das suas possibilidades, porque inflacionaram desmesuradamente as despesas e, agora, não há maneira de dar a volta. Parecem os clubes de futebol, só que aí já existem regras de rigor e quem não rende fecha as portas e os responsáveis já podem ser responsabilizados (passe-se a repetição) pelos erros de gestão. Nas autarquias, isso só acontece em casos excepcionais e mesmo o ritual eleitoral não serve para muito, porque realmente (quase) ninguém consegue ganhar eleições prometendo rigor nas despesas, contenção nos investimentos, equilíbrio no ordenamento do território. É que, se fizer isso, ainda antes de lhe faltarem os votos começam a faltar-lhe os famosíssimos meios de campanha.

AV1

Nostalgia Musical p'á Tarde







Dois grupos semi-conhecidos, um da fase final do vinil (segunda metade dos anos 80) e outro da fase inicial do cd (primeira metade dos 90).
Cada um deles chegou apenas à mão cheia de álbuns originais, ou à volta disso, sendo que estes são distantes apenas 3 anos: o Crooked Mile, 3º dos Microdisney é de 87 e o Life, 1º dos Inspiral Carpets é de 90. Pontos altos: Town to Town de um This is how it feels de outro.

AV1

Vou ali e já venho...








... mas há um ou dois assuntos aflorados nos comentários de alguns posts, que terá interesse aprofundar, nomeadamente as eventuais consequências da não presença de um vereador na aprovação do Parque Temático e a muito interessante - se fosse para aplicar - ideia de reflorestar alguns espaços do concelho, nomeadamente com sobreiros, de que já há muito falamos mas a que agora o nosso leitor Nuno Cavaco parece dar um apoio muito interessante.
Será que é possível encontrar uma fresta no muro e passarem uns decibéis até a ouvidos até agora moucos ?

AV1

Mas que franciscas tão guapas !



A revista espanhola DT é das coisas que se podem aceitar na casa de um anti-iberista convicto como eu.
Em especial a deste mês que traz na capa a Rosario Dawson e no interior as 50 chicas eleitas como as mais sexys pelos leitores.
Tirando o óbvio (a Jolie em 2º lugar) e o muito contestável (Shakira em 3º), temos o mais do que justo (Jessica Alba, Monica Belluci, Scarlett Johansson, Keira Knightley, Eva Mendes e Charlize Teron) ainda no top 10, não falando no resto de uma lista muito latina e muito miscigenada.
Isto sim é multiculturalidade !

AV1

Cinco coisas que me incomodam no Fórum TSF

E que me incomodam muito, ao ponto de mudar logo de estação, mas isso é porque tenho pouca paciência e muito mau feitio.

1) Pessoas que começam por um médio-longo elogio ao programa, ao moderador de serviço (quase sempre o sacramental e paciente Manuel Acácio, doutor para os mais respeitosos), à estação radiofónica, ao tema em apreço, aos participantes anteriores e ao Universo em geral e particular, incluindo as constelações de Cassiopeia e Andrómeda.

2) Malta que conhece sempre alguém ligado ao assunto em discussão:
É sobre racismo ? "Até tenho um amigo que é negro e vou muito a restaurantes chineses!" É sobre a polícia ? "Tenho três primos que são da PSP e um tio na GNR!" É sobre o casamento de homossexuais ? "Tenho um cunhado, casado com três filhos que diz que é maricas!" É sobre o estado da economia ? "Tenho duas cunhadas e uma mulher a dias que estão no desemprego!" É sobre o terrorismo ? "Tenho um gajo lá no prédio que diz que é homem-bomba e o Bin Laden passou por lá no Domingo à tarde!" É sobre o sistema político ? "Tenho um conhecido que é motorista dum deputado !" E por aí abaixo, ad nauseum...

3) Gente que acha que a culpa é sempre do Governo, seja qual for o Governo, desde o preço da gasolina até à temperatura da água no pacífico Norte, não esquecendo as alterações nos hábitos sexuais das taínhas com listas azuis ao comprido do lombo. Normalmente são participantes do Seixal, da Cruz de Pau e alguns do Barreiro; está demonstrado e eu até já fiz um estudo estatístico a esse respeito.

4) Simpáticos ouvintes que decidiram participar no Fórum sem saber sobre que tema é, falando sobre o que lhes vem à cabeça quando não chegam mesmo, em plena emissão, a perguntar qual o tema do programa.

5) Indivíduos muito certinhos que prometem ter uma intervenção curta e concisa e depois falam, falam, falam, como se não houvesse Fórum amanhã, fazendo um discurso em círculo, infindável na sua repetição até que o pobre Manuel Acácio lhes baixa o som e corta o pio.

Mas tirando isto até gosto muito do Fórum da TSF.
Tirando uns 76 outros é o meu programa de rádio favorito entre as 10.30 e as 11.00 da manhã.

AV1

Eu sempre soube

Hoje a caminho da Vasco da Gama lá ia eu ouvindo os noticiários da TSF, quando surge a referência ao enésimo estudo sobre nutrição e riscos para a saúde que desmente tudo o que me tentaram ensinar na adolescência, há apenas um quarto de século atrás (tanto tempo já ???).
A verdade é que ninguém parece saber muito bem ao que anda, fazendo-se pesquisas sobre pesquisas nesta matéria, com subvenções públicas e privadas (nos EUA e em outros países desenvolvidos estes estudos fazem-se em grande), apenas para ir achando conclusões contraditórias sobre conclusões contraditórias.
Não sou especialista na área - como em quase nenhuma - mas o óbvio é óbvio: não somos todos iguais, cada pessoa não é um caso mas o seu organismo tem predisposições genéticas, eventualmente partilhadas com um grupo maior ou menor de outros indivíduos, que o colocam mais ou menos vulnerável a certas ameaças.
Tive pessoas da família e dos meus conhecimentos super-regradas que morreram razoavelmente jovens de AVC's e cancros, enquanto outras muito menos preocupadas em seguir normas ditadas pelos especialistas ainda aí andam.
Por isso só me dirijo pelo meu bom-senso quando o encontro disponível para me atender.
A averdade é que as tentativas para demonstrar e validar teorias unívocas, universais, para o comportamento (físico, psíquico e social) das pessoas só podem estar condemnadas ao fracasso.
Felizmente.
Eu é já uma bela feijoada à transmontana para comemorar a coisa.
O azeite afinal é bom para a saúde, o feijão tem fibras para os intestinos, a carninha tem proteína que ajuda a crescer, se levar umas folhas de couve até tem vegetais verdes.
E o resto é conversa.

AV1

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Olha do que eu me lembrei mesmo há bocado !

Não é que há um vereador em exercício que não votou favoravelmente o projecto do Parque Temático !
Ainda por cima um que nos últimos anos não parece dar ponto sem nó e que, por estar onde e como está, devia ter sabido da coisa e não soube ou fez que não soube.
Não me espanta nada que daqui a uns tempos apareça a dizer, caso alguma coisa corra mal, que ele não esteve lá, não viu, não leu e não votou, por isso não está obrigado a nada.
Mas posso estar errado, como de costume.

AV1

Rais'parta isto !

Então não é que o Blogger aportuguesou, abrasileirando ?
"Seu blog foi publicado com sucesso", "publicar postagem", "seu nome de tela" e "anônimo" são alguns mimos que nos esperam agora ao usá-lo.
Eu sei que nós não contamos para nada e que o brasilês é uma língua mais doce e cantada, mas coisa por coisa, preferia que a coisa aparecesse em alto-alentejano.
Tão entêndêdo uóte ai mine ?

AV1

Citação da Noite

Afinal o hábito de escrever sob pseudónimo não é só nosso; no Notícias Magazine esxiste uma coluna designada malaposta do português em crise que é assinada por um Zé de Bragança.
Esta semana aborda o tema do intelectual urbano, esse ser sempre de esquerda e muito politicamente correcto que enxameia Lisboa e arredores. Ainda bem que nós somos apenas suburbanos.
Eis uma passagem cuja escrita invejo, tal como todo o texto que é muito bom e quase ao estilo de um bom velho M.E.Cardoso.

«O intelectual urbano é, portanto, um mamífero. Por natureza e por sucção. Ou seja, animal e mamão. Mas é um mamífero vertebrado, ainda que a sua vertebração seja mais cartilagínea do que óssea e mais propensa à curvatura e à sujeição do que à verticalidade e à hirteza. Ele relincha como o cavalo árabe, de crinas ao vento mas aceita o freio e teme a espora que sempre pica.»

Claro que isto quase só se pode escrever sob pseudónimo.
Porque eles tarem e andarem por aí e serem muitos e não levarem estas coisas a bem.

AV1

Uma grande decisão...


...dum grande empresário Português.
Saúdo a decisão da compra da PT, por Belmiro de Azevedo, é bom que a PT continue em mãos Portuguesas, porque é uma empresa de referência Nacional, assim como o é, reconhecidamente a SONAE.

AV2

À Descoberta da História Local





É uma excelente proposta e os detalhes podem encontrar-se por aqui.


AV1

Olhá novidade !

É novo, alhosvedrense, tem bom aspecto e esperamos que continue.
Por enquanto promete ir mais longe do que muitos outros.
É o Alius Vetus.

AV1

Altamente recomendáveis


Danko Jones, Lovercall, cd Born a Lion
Hot Hot Heat, Bandages, cd Make Up the Breakdown

AV1 (quem, como o AV2, não gostar da rádio sempre a tocar, tem um botãozinho de stop que sempre alivia...)