quinta-feira, outubro 12, 2006

Tanto mói até que dói...

A manifestação de hoje, tal como a de professores há uma semana, mobilizou gente como há muito se não via por cá.
Não me interessam os números exactos, pois mais dezena de milhar, menos dezena de milhar, deu para perceber a ideia.
Só qum for muito autista ou nhurro não o perceberá.
Alguns dirão que reformas profundas da sociedade não se fazem sem danos e insatisfações.
Eu direi que reformas profundas da sociedade devem ser feitas a favor do maior número e procurando não sacrificar sempre as mesmas camadas sociais ou os grupos mais fragilizados.
E quando Sócrates ensaia o discurso da "coragem" seria bom que estendesse essa corgame às coutadas onde estão acomodados os antiogos colegas governantes das últimas décadas, preparando cadeiras para aqueles que saírem deste governo, após se terem portado bem.
Sou muito renitente a protestos de rua como estratégia recorrente ou como resultado de manipulações políticas, mas sejamos claros: a verdade é que boa parte do povinho começa a ficar farto. Ainda com bons modos, mas farto.
Um governo que não perceba isso, mesmo com maioria absoluta, poderá cair no erro do segundo governo maioritário de Cavaco que acabou como acabou, em absoluto descrédito e sem ter conseguido verdadeiramente resolver nada mais de estrutural do que a construção de auto-estradas.
Com jeitinho, este mandato socrático nem por isso ficará conhecido, antes podendo passar à posteridade como o de maior batida em retirada do Estado das suas obrigações fundamentais para com a maioria dos cidadãos, da Saúde à Educação, passando pela Segurança Social.
Entretanto, as OPA's florescem criando uma aparência de riqueza, meramente virtual e baseada em fluxos financeirois de que a arraia-miúda só consegue cheirar uns pózinhos, por muito que nos garantam que vamos ser donos da Galp-Energia.

AV1 (com imagem retirada do site da RTP, já acima linkado)

Choque Industrial

Quando há um ano ou mais vi os placards a anunciarem um "Condomínio Industrial no concelho da Moita", fiquei sem saber o que pensar.
Quando há alguns dias vi as diversas placas a indicarem o "Parque Industrial da Vila Rosa", sorri.
Agora que também já vi a placa para o "Parque Industrial do Carvalhinho", logo a seguir àquele remendo de estrada mal amanhado a caminho do Penteado, confesso que já nem sei o que pensar.
Por momento, senti-me em pleno Sillicon Valley.
Será que indicando o caminho para uma coisa, ela passa mesmo a existir?

AV1

Entretanto, o Sol já nasceu...



... e com sorte ainda é para quase todos.
E gostem ou não da rapariga, ou mesmo da música, o vídeo é girinho.

AV1

Dá-se um ligeiro aquecimento...

... na blogosfera local.
Os lobitos voltam a sair à rua e a ladriscar e as cabeças pensantes pensam, pensam, pensam, e com sorte nunca chegarão à praxis, mas não podemos pedir mais a cada um do que as suas possibilidades.
Má língua minha, só má língua, que tudo isto é inventado.

AV1

quarta-feira, outubro 11, 2006

El Lino Ibérico

Recebemos de um grupo andaluz ecologista, os "Berdes de Berda", que significa em Português, os "Verdes de Verdade" este comunicado que mesmo que eu pessoalmente não o aprove, deverei divulgar, porque, enfim...são animais em vias de extinção.

"El Lino ibérico es un felino de tamaño mucho mayor que un gato doméstico. Se
caracteriza por su aspecto robusto, sus patas largas y su cola corta con una borla
negra en el extremo y que suele mantener erguida batiéndola en momentos de peligro o
excitación.



Sus orejas están rematadas por unos característicos pinceles compuestos por pelos
negros rígidos cuya finalidad posiblemente sea la de descomponer la redonda silueta
de su cabeza, favoreciendo de este modo su mimetismo.
También son características las patillas que cuelgan de sus mejillas y que aumentan
progresivamente de tamaño con la edad. Los jóvenes de pocas semanas carecen de
patillas y casi de pinceles y en los individuos de un año ya aparecen las patillas,
aunque cortas, que apenas cuelgan por debajo de la barbilla. Los machos tienen las
patillas más largas que las hembras
.

Hábitat y distribución


El lince ibérico se encuentra exclusivamente en zonas muy restringidas de España y Portugal.
El hábitat principal del lince ibérico lo constituyen las áreas de bosque mediterráneo bien conservadas, aisladas de la actividad humana y con abundante matorral.
El tamaño del territorio está condicionado por la abundancia de presas potenciales, pero como media ocupa unos 10 kilómetros cuadrados. En zonas ricas en alimento, el territorio del lince será algo menor que en zonas pobres. Dentro de este territorio suelen existir distintas zonas vitales para el lince como las zonas de monte bajo para el descanso y las zonas de campeo donde el lince estará en activo y que coinciden con las de máxima densidad de conejos."


AV2, Breve nota...(reparem que pelo mapa, o único exemplar do Lino Ibérico em Portugal está presente no governo da República Portuguesa em Lisboa)

Mas aqueles três riem-se do quê?

Dos 327 pontos de interrogação distribuídos pelo Boletim?
Do peitinho de rola?
Ou do colega agarrado ao material?
Por essas e por outras é que eu não gosto que me tirem o retrato.

AV1

Se cheira a televisão...

... já existe sentido de Estado.
Embora fugazmente, lá apareceu em plenos telejornais nocturnos o Presidente local ao lado do Presidente nacional no Vale da Amoreira, claro que na zona requalificada, pois na zona defronte do campo do Vinhense chia mais fino, com os prédios todos descascados e os canteiros entregues ao mato.
Mas vá lá, depois de tudo o que andaram a dizer do homem nas Presidenciais, houve um pinguinho de vergonha, mas também era o mínimo dos mínimos que se poderia exigir numa situação destas.

AV1

De pequenino s'induca o menino (e a menina)











Chegou-me hoje às mãos um folheto distribuído pelas escolas básicas do concelho, no qual se alertam as crianças para o bom uso a dar à água, um bem que dentro em pouco será cada vez mais raro.
Iniciativa estimável certamente, não fosse a indecorosa tirada propagandística inserida lá dentro.
Só me questiono porque não aproveitaram para explicar às crianças que criaram uma taxa sobre os RSU, logo depois de ganharem as eleições, devido às dívidas acumuladas no ano anterior.

AV1

Conselho aos Munícipes Insatisfeitos

Não tentem mudar a terra, mudem de terra.
É aquilo que se pode depreender do conselho dado pelo assessor multiusos da CMM ao nosso amigo Luís Guerreiro relativamente ao assunto do post abaixo.
É incrível mas é verdade.
Um indivíduo que se gaba de boca aberta que gosta de ouvir as queixas dos munícipes e de procurar dar-lhes resposta, perante o lamento expresso pelo LG manda-o mudar de residência.
Um dia, por este andar, ficarão cá só os "puros", os distraídos e os acomodados, e as vitórias eleitorais serão com 101% dos votos expressos e impressos a priori, para não existirem imprevistos.
O problema é se forem impressos com a qualidade do Boletim da JF da Moita.
Realmente, estamos abaixo do nível do rabo do dachsund mais rasteiro, sem desprimor para a simpática espécie de canídeos.
O poder amoitado em todo o seu esplendor.

AV1

O Ódio às Árvores



Isto mete raiva, viver aqui na Moita, o ódio às árvores continua, agora derrubaram as que estavam em frente ao antigo cais, o pior é que ninguém aqui nesta terra se parece importar com este constante desertificar e empedrar de tudo, o arquictecto paisagista aqui da CMM, tem um ódio mortal às árvores e a empresa que faz os equipamentos para a CMM, com os repuxos e os pilaretes deve ser da família dele. Só assim consigo entender esta paixão pelo empedrado e a destruição de tudo o que era a antiga Moita e a sua substituição por este empedramento frio e sem alma, que só pode ser feito por quem não é daqui e que odeia isto tudo !
A dura estética do empedrado, descaracterizou e parece que não vai parar mais,e esta vila e os Moitenses nada fazem para se ôpor a isso !
A marginal da Moita antes desta reforma estava muito mais bonita e também a Praça da República, apenas lamento e deixo aqui o meu desabafo.
Foram estas obras que fizeram com que a CMM estivesse nesta situação de endividamento e para quê, ficou tudo muito pior do que estava anteriormente.
É triste viver aqui na Moita.

Luís Guerreiro

São gigabytes de ???????

Os que se encontram distribuídos pelas páginas Boletim da Junta de Freguesia da Moita, revelando em todo o esplendor a qualidade da cultura letrada moiteira e o esmero com que tudo isto é feito.
Resta perguntar: será que este porcaria de trabalho foi paga com dinheiros públicos?

AV1

Português como Língua de Adopção

Tenho o maior respeito pelas pessoas que vindas de outras paragens lutam com os truques maliciosos da Língua Portuguesa no seu dia-a-dia.
Admiro como os imigrantes de Leste conseguem em poucos meses compreender e expressar-se na nossa língua com bastante correcção.
Por isso, estou na linha da frente daqueles que percebem a dificuldade que os naturais do enclave castelhano na Margem Sul - vulgo "moiteiros" - têm para conseguir dominar as subtilezas do português corrente, em especial o escrito.
Mas também é para iso que existe o corrector ortográfico do Word, essa ferramente indispensável da literacia moderna.
Por isso, é por um lado compreeensível, mas por outro incompreensível, ou colocando nos termos muito usados na publicação, é quer compreensível, quer incompreensível que no Boletim da Junta de Freguesia da Moita a língua de Pessoa e Saramago seja pontapeada sem dó nem piedade a todos os níveis, desde a concordância nas frases entre o plural dos predicados e o singular dos sujeitos até à conjugação dos verbos "ver" e "haver", nunca esquecendo o sui generis modo de usar o "á" e "ás" por parte de todo aquele que passou na juventude pela JCP.
Penso mesmo que uma das lições de doutrinação passaará pela desorientação dos adversários políticos com a deficiente utilização do "á".
Mas, de qualquer forma, um Boletim deste tipo deveria ter, sei lá, um consultor para estas pequenas coisas, pois não me parece que a sua produção tenha de ser tão, mas tão acelerada, e o seu conteúdo tão, mas tão complexo, que não se possa produzir algo que não seja uma autêntica vergonha, não será assim, senhor dr. Faim?

AV1 (agradecendo ao Oliude as hilariantes imagens do Boletim)

Só eu sei...

... porque ainda me estou a rir com uma novidade que me confirmaram hoje sobre a vida intelectual local.

AV1

terça-feira, outubro 10, 2006

Boua Noute

Uma C.A.C.A.- Crónica Avulsa da Cultura Amoitada

Nem de propósito, há uns dias que tínhamos aqui uma crónica sobre este evento, apenas à espera de autorização do autor, presente na ocasião, para ser publicada, que aqui respeitamos a vontade e identidade alheias, para não falar na propriedade intelectual dos textos. Hábitos que nunca se devem perder (AV1).

«No Sábado, 30 de Setembro, houve uma homenagem ao Fernando Lopes Graça no Fórum José Manuel Figueiredo. E para abrilhantar a homenagem, e associando a isso o aniversário da CGTP, esteve lá o Carvalho da Silva. Fez um discurso tipo Fidel.
Antes dele discursou o Presidente da CMM, que ofereceu os habituais sacos-brinde à assistência de fiéis. E ainda antes do que verdadeiramente interessava, esteve um jovem que pelos vistos anda a produzir uma tese sobre o Lopes Graça e que de faccioso não parece ter nada, tamanha é a neutralidade com que apresenta o seu objecto de estudo e oculta o que lhe pode fazer sombra. O rapaz conseguiu associar o Cunhal, o Soeiro Pereira Gomes e mais umas individualidades da cor, sem mencionar uma única vez o Michel Giacometti. Depois brindou o público com a gravação de um discurso do Palma Carlos, para aí com quinze minutos. Entretanto lá fora começava o baile...
De facto por essa altura já se ouvia dentro da sala uma estranha música, uma espécie de batuque e que daí continuou pelo espectáculo fora. Chegou a "ofuscar" a Olga Prats. Enquanto a senhora tocava piano ouvia-se em fundo a música alheia. Às tantas só se parecia ouvir a música alheia, de tão alheia e irritante. Pronto, a insorização da sala é péssima, mas no intervalo fui investigar a origem do ruído alheio. Nada mais nada menos do que uma espécie de bailarico organizado pelo café Parke (tal e qual), numa das entradas do Parque José Afonso. Meia-dúzia de gatos na esplanada e um casalinho meio "tocado" apreciavam os hits rascas de antanho tocados por uma dupla que tinha chegado em auto-caravana. Uma guitarra e um órgão iam assim dando cabo da homenagem.
Lá dentro e até ao fim continuaram entre outros, o João Lobo e a Vivina, em estóica resistência às adversidades.»

Um Banheirense Convicto

Spam 342, Paciência 0

É o resultado ao final de 2 dias sem despejar o lixo fora.

AV1

Novidade

O Lado Certo, blog no feminino da Papoila Verde, entre Almada e o Alentejo.
Quase novinho em folha.

AV1

Escoamento à moiteiro...

O oliude já publicou esta foto há uns dias, mas eu recupero-a a qui para mostrar como quase toda a obra moiteira é feita destes pequenos nadas de sabedoria.
Se conseguirem abstrair-se da figura da cadelita, repararão que o alcatroamento desta rua - a Vasco da Gama - foi sendo feito em camadas sucessivas, sem remover as anteriores.
O que, neste caso como em outros pátios da zona que já desapareceram ou estão à espera de demolição, faz com que em período de chuva o escoamento siga o percurso inverso ao normal, ou seja, escorre da estrada para dentro do pátio.
Mas o mais divertido é que se mantém aquela ficção do tubo de PVC todo partido, porque daria muito trabalho ter elevado o passeio naquele quarteirão, que já de si é larguíssimo, para evitar a inundação periódica do lugar.
Mas o que se há-de fazer.
Quem está no gabinete nem sabe o que existe.
Quem está no terrreno não está para se chatear...
Quem ali vive não tem poder de sedução junto dos poderes que há...
Portanto, fica tudo na mesma de ano para ano.

AV1

Hoje Às 18h 45m, apresentação do M!N, na Praia da Gorda


Voltamos ao contacto com todos, após largos meses.
A nossa candidata Anália Rodrigues, abdicou da sua candidatura para as Autárquicas, apoiando nua o candidato Raminhos, que devido exclusivamente a esse apoio, conseguiu um lugar de vereador na CMM, onde há quem jure já lá o ter visto !
Estivemos juntos numa batalha pioneira. Demonstrámos que sem o apoio de máquinas partidárias, a não ser a do BE, sem dinheiro sem roupas e sem agências de comunicação, é possível dar expressão ao poder dos cidadãos. Demonstrámos que há um espaço para a intervenção cívica do Nudismo na Sociedade Portuguesa, local e Nacional, para além das disputas partidárias e que há muitas pessoas inconformadas e com vontade de tirar a roupa e intervir em defesa de causas justas.
Foi por isso que decidimos, após as eleições, dar corpo ao M!N – Movimento de Intervenção Nudista. Depois de todas as reuniões e diligências que conduziram à escritura, o movimento vai ser agora apresentado publicamente na próxima terça-feira, dia 10 de Outubro, na Praia da Gorda em Alhos Vedros, mesmo ali ao lado do desmantelamento de barcos do cais novo e em frente à Ilha do Rato às 18h 45m. Ficaremos muito gratos se quiserem partilhar este caminho connosco.

Gillete de Pila, porta voz do M!N, Movimento de Intervenção Nudista

segunda-feira, outubro 09, 2006

Boatos da Reacção

É o que serão certamente os rumores de razoável mal-estar à beira da Tristão de Ataíde.
A dupla dinâmica que muitos engoliram como mal menor, e até pareceu convencer algum eleitorado, vai caindo nas preferências dos camaradas que finalmente terão percebido que esta malta só cá tem estado para se orientar, enquanto desorienta tudo o resto.
Uma aposentação aqui, um mandato para queimar acoli, pois não se vai cá estar para a avaliação eleitoral em 2009, tudo indica que as batatas quentes vão ficar a saltar nas mãos de outros, que depois à pressa serão obrigados a varrer os estragos para debaixo da carpete e jurar a pés juntos que a culpa não foi deles.
Vai ser bonito vai.
Nunca fui grande fã da antiguidade como argumento, mas esta geração realmente da ortodoxia só herdou os tiques. A coerência lançou-a às urtigas e polvilhou-a com arrogância q.b.
Veja-se o caso do PDM, exemplo maior da completa cedência aos interesses privados e total esquecimento do interesse público.
Antigamente, podíamos ser pobrezinhos, mas pelo menos havia algum decoro.
De há uns anos para cá isto tem sido só a descer.
Alguém ponha mão naqueles dois ou isto em 2009 já só vai servir para fazer o rescaldo da terra queimada.

AV1

Mais uma obra para a posteridade...

Photobucket - Video and Image Hosting
Mais um reperfilamento em vista.
Quando houver dinheiro, é claro, o que na melhor das hipóteses aponta para 2009.
Mais uma obra moiteira em toda a sua magnificência, ou seja, bastante cosmética em retoques e nada se altera de essencial.
O que esta via precisa é de um piso decente que não seja esburacado a cada oportunidade e que as tampas do escoamento dos esgotos e ágiuas pluviais não venham pelos ares a cada chuvada mais forte.
E já agora, pensam plantar mesmo umas árvores de jeito naqueles sítios que agora não passam de terreno bravio ou são daqueles caniços que secam em menos de um ano?
E os pinheiros mansos do lado norte será que resistem à investida, ou vão funcionar para abrigar o estaleiro como é costume?

AV1

O PAM: Patrono Amoitado Monárquico

Ao que parece a Real Regata que partiu da Moita no passado dia 5 de Outubro, com o patrocínio do D. Duarte Nuhnho foi coisa pensada e idealizada a partir da cabeça deste santo senhor, aparentemente um prodígio de saber e moiteiro por (ad)opção, capaz de escrever uma obra como esta - As Novas Tecnologias, o Futuro dos Impérios e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse - cuja introdução me deixa absolutamente banzado pela colagem de material tão erudito como díspare e quem escreve díspare fica a um passo de disparatado, assim como me parece que ficaria melhor nas Edições Ésquilo ou outras do género do que na Europa-América.
Eu sei que existem adeptos do pai do satélite por estas bandas e que os irei irritar solenemente, mas para além de promover almoços e jantas a que não aparece, o que fez exactamente este senhor, para além de se fazer anunciar de forma vitalícia como "pai" do primeiro satélite português, para merecer tamanha subserviência do Centro Naútico Moiteiro?

AV1

Vocabulário Actual da Gestão Autárquica Moiteira - Letra O

Obra - só existem dois tipos de obras para o poder moiteiro. A "obra feita" que é da responsabilidade do poder moiteiro ou então a "obra por fazer" que é sempre da culpa do Poder Central, sem qualquer excepção. Pensando bem, existem ainda dois tipos de obra adicionais: a "obra que está a ser feita" que também é sempre da responsabilidade do poder moiteiro, mesmo que seja paga por dinheiros comunitários ou por transferências do Estado Central (o reperfilamento da Marginal, as actividades extracurriculares nas Escolas, a futura ETAR, etc) ou então as "obras em projecto", cuja ideia é sempre do poder local, mas cuja execução é sempre adiada devido a entraves do Poder Central. No fundo vai tudo dar ao mesmo pois, no fundo, no fundo, o que o autarca moiteiro mais faz é mesmo obrar.

Florentino Higiénico

domingo, outubro 08, 2006

AVP Turno da Noite



O tipo já se casou (com outro, claro), já não correm perigo...
E o vídeo continua pleno de pujança...
Digo eu!

AV1

The Space Between

De acordo com fontes altamente colocadas nos mentideros políticos locais há movimentações preparatórias de algo que ainda não se percebe bem o que é, mas que se adivinha porque surge.
O AV2 tem andado a gozar com o M!C, coisa a que aqui no AVP até temos direito a fazer porque apoiámos claramente a candidatura de Alegre à Presidência e eu e o Brocas até ajudámos a pregar/agrafar o raio dos dois cartazes (foram assim tantos?) que o Luís Guerreiro conseguiu colocar na nossa freguesia.
Só que, pelo menos para mim, aquilo esgotou-se em si mesmo, foi uma campanha para a Presidência, que revelou a insatisfação de muitos cidadãos em relação aos aparelhismos partidários, mas não penso que isso possa ser capitalizado em qualquer movimento proto ou para-partidário.
Alegre tem a sua história pessoal e política tanto de independência e rebeldia q.b., assim como de homem do PS também q.b.
Para além disso, o milhão e tal de votos que mobilizou, tendo uma origem contestatária do "sistema" vagamente comum, também tem uma grande heterogeneidade e será uma ingenuidade muito grande pensar que será argamassa suficiente para algo muito sólido.
O exemplo do PRD serve de antecedente.
Só que...
Só que por cá parece que, apesar da miúfa de se chegarem à frente na altura certa, há quem tenha ficado a sonhar com a expressão da votação em Alegre no concelho, que disputou taco a taco a vitória a Jerónimo de Sousa, apesar da sua estrutura local visível ser praticamente um one-man-show, mais o nosso apoio virtual.
A coisa deve ter ficado a caraminholar em certas cabecinhas, umas mais experientes ou um pouco menos, e perceberam que existe uma massa eleitoral "de esquerda" que claramente não se identifica com o PCP, o PS ou o próprio Bloco.
Existe ali um intervalo, cada vez mais largo, entre a ortodoxia actual do PC e a deriva central do PS, que o Bloco não sabe ocupar, nem pode, devido aos seus tiques de protagonismo fracturante, no plano nacional, e à aparente apatia a nível local.
Vai daí há quem sonhe...
Vai daí há quem se procure posicionar...
Vai daí há quem fique à espera para ver.
E há quem duvide de coligações mal amassadas de muitos egos desavindos, dificilmente enquadráveis numa qualquer frente de comum à Situação local.
Uma espécie de União não bloquista de Esquerda, entre a velha cepa e uns arremedos de ex-jovens.
Pode ser que, mas ver para crer.
É verdade que em matéria de autárquicas o voto é muitas vezes feito em piloto automático, com a retribuição na hora certa dos favores recebidos, do filho empregado, da obra licenciada, do subsídio recebido, e por aí adiante.
Mas também é verdade que para apresentar uma alternativa há dois caminhos que nunca darão resultado, como me parece óbvio:

a) Nem campanhas postiças de quem aparece, mas sempre com a sensação que está por cá como podia estar em outro lado, como etapa no tirocínio para outros voos.
b) Alianças de ocasião de muita gente que, apesar de algum prestígio, seja encarada como motivada por uma qualquer desforra e que ou já passou do seu tempo ou ainda não percebeu que o seu não chegou porque nunca chegará, pelo menos enquanto não deixarem a postura de permanente reserva.

Mas não sejamos desde já descrentes e vejamos no que tudo isto dá.
Mas não deixa de ser interessante como, já em 2006 e perante o descalabro que deverá ser este mandato autárquico, enredado nos seus próprios compromissos e cedendo em toda a linha aos interesses privados, se sinta o latejar de alternativas por enquanto desalinhadas.
É verdade que para se conseguir alguma coisa e ser ir ganhando posições são indispensáveis pelo menos dois anos de trabalho árduo.
Ou mais.

AV1

Espaço Comercial

Meu caro amigo L. Guerreiro, é favor depositar o estipêndio acordado à porta da minha casa. Nesta época aceito em doces e compotas, nomeadamente marmelada e doce caseiro de tomate, o meu favorito (AV1).

Caros Amigos,
A crónica dos acontecimentos da minha Exposição de HQ/BD em Azulejos, em Brasília, já está no
Escudo, a minha página oficial de destaques da Azulejaria Artística Guerreiro.
A grande quantidade de informação sobre este evento, que aconteceu em Brasília no Museu de Arte de Brasília, mas também em Pirenópolis, pequena cidade a 160 Km de distância do Distrito Federal, fizeram que eu sentisse a necessidade de criar um Blog,
http://azulejariaartisticaguerreiro.blogspot.com/ para Notícias da AAG e também para inserir os Vídeos da AAG, que são dois por enquanto, a entrevista que eu dei à Rádio Nacional de Brasília e o vídeo da inauguração da Exposição, no dia 2 de Agosto no MAB.
Este Blog será actualizado assim que se justificar, mais ou menos uma vez por mês, e quero inserir outros vídeos de divulgação do trabalho da AAG, que já conta 17 anos de trabalho ininterrupto, apesar de todas as dificuldades sentidas por uma oficina que quer manter a qualidade da Azulejaria Tradicional Portuguesa.
"As Aventuras de Jerílio no séc. 25" foi a exposição de HQ/BD em Azulejos que apresentei em Brasília no MAB, fizeram com que começasse a Aventura de Luís Cruz Guerreiro para que ela se tornasse possível...
O Blog
Notícias AAG News é um suplemento do Escudo e não deve ser lido separadamente, tem um slide show depois do título, que mostra as fotos de Brasília e Pirenópolis, mas que irá mudar conforme as notícias mudem.
O Jornal "
O RIO" publicou a notícia da Exposição com destaque na sua edição # 203 e aproveito para agradecer o apoio às Artes que o Sr. Brito Apolónia tem desde sempre mantido no seu jornal, que é afinal de nós todos.
A página
ALBUNS continua a publicar os cromos de Azulejos "Os Barcos d'O RIO" e o nº 10 de 16, já está disponível para os colecionadores virtuais.

Esperando que não os tenha maçado muito, despeço-me com amizade.

Luís Cruz Guerreiro

Entretanto na Rússia...

... foi assassinada com quatro tiros no elevador do prédio onde vivia, a jornalista Anna Politkovskaya, conhecida pela forma como denunciava as prepotências do poder russo, nomeadamente na Tchechénia, e de Vladimir Putin.
Nos tempos que correm ter opinião independente ainda não está ao alcance de todos e dizem as más-línguas quem Moscovo as coisas estão quase a um nível brejneviano.

AV1

Nuestros Hermanos - Parte 2

O maior problema com que Espanha, e principalmente as Canárias, se confronta relaciona-se com a chegada em catadupa de imigrantes ilegais da costa africana.
No arquipélago em causa, em 2006 já se atingiu um total de chegadas (mais de 27.000) equivalente ao do triénio 2002-2004 e seis vezes superior ao de 2005.
As estruturas regionais de acolhimento rebentam pelas costuras e as condições em que ficam os "sem papéis" degradam-se a cada nova vaga de chegadas.
Embora a dimensão essencialmente insular do fenómeno funcione como "almofada" para uma reacção mais forte da opinião pública espanhola, a verdade é que a situação se torna cada vez mais dramática.
O excerto do diagrama sobre a forma como se organizam os centros de acolhimento revela bem até que ponto a ruptura está iminente.
Até ao momento só mesmo as correntes dominantes e os ventos alíseos do Atlântico têm impedido que este fenómeno se estenda à Madeira.
Se isso acontecesse gostaria de ver a reacção nacional a começar pelo sempre muito simpático e acolhedor Alberto João.

AV1

Nuestros Hermanos - Parte 1

Hoje vendi-me por completo à imprensa espanhola e andei à cata das edições dominicais de algus dos periódicos de referência do país vizinho.
No ABC vem, por exemplo, uma interessante análise sobre a polémica que em Portugal surge sempre que se fala em iberismo e se fazem sondagem sobre a relação ibérica.
A enviada em Lisboa, Bélen Rodrigo considera absurda a ideia de que Portugal se possa vir a converter numa hipotética comunidade autónoma de Espanha e tem razão.
Duplamente.
Primeiro, porque a ideia realmente é muito pobrezinha porquie se assenta apenas no facto de Espanha ter melhores indicadores económicos, quem quiser viver de acordo com eles pode ser ir para Badajoz, Sevilha, Madris ou Vigo.
Segundo, porque a Espanha não tem qualquer interesse agora que tenta arrefecer os ânimos de bascos e catalães, ficar com um apêndice problemático chamado Portugal, a refilar-lhe às orelhas. Porque é muito mais útil para os espanhóis instalarem-se cá livremente, sem depois terem de aguentar com as reivindicações internas, porque por muitos iberistas que tenhamos acho que os tugas ainda continuam a ser mais.
Já viram o problema que era aturarem o fernando Ruas a refilar com as verbas para as autarquias?
Ou terem o Pinto da Costa a estender o "morte aos mouros" a Madrid e ao Real?
Ou mesmo terem de suportar as críticas incisivas contra o poder central dos articulistas moiteiros.
Ná...
Mais vale ficarmos todos assim, nós com a ilusão da independência e eles sem a necessidade de nos ouvirem todos os dias.

AV1

Então que seja um bom Domingo!

sábado, outubro 07, 2006

Os Grandes Inventores do M!N










O AV1 e o AV2, no dia 10 de Outubro, apresentam o Manifesto do M!N, Movimento de Intervenção Nudista, em que a nossa Presidente, Anália Rodrigues, fará uma declaração pública em pelota.

AV2

Brocas M!C








Até o nosso camarada, Brocas, se rendeu ao apelo do "Clube do M!C", ele que sempre apoiou o M!N.

AV2

Família Figueiredo, quis entrar no Clube do M!C nos anos 70 !





A prova está aqui, quando eram crianças os meninos Figueiredo, quiseram a todo o custo entrar no "Clube do M!C", mas o pai não os deixou !
Felizmente, digo eu...

AV2

O Clube do M!C











Ora bem parece que toda a pandleirage local e não só, está afim de entrar no Clube do M!C, cá pra mim é mais o Clube do M!N...

AV2

Ó pá, o velhote está esclerosado






Bob Thaves, Frank and Ernest

A Bomba Invejada

Carla Hilário Quevedo é autora de um dos primeiros blogs nacionais com algum destaque. Parece que a designação de Bomba Inteligente é algo auto-complacente, mas não posso confirmar se é factual. Nunca vi a senhora ao vivo, pelo que não sei se é uma "bomba" e quanto a "inteligente", pelos escritos que vou lendo, sê-lo-á, mas não numa proporção assim para deixar qualquer um assarapantado, tanto que nunca julguei indispensável linká-la para o nosso agradável público.
Na última revista Atlântico, CHQ investe contra os invejosos que criticam outras pessoas por chegarem a certas posições de destaque por terem os conhecimentos certos.
A teoria base é que os invejosos são todos medíocres e os invejados todos pessoas de méritos.
Nesta mundivisão em dois tons, muito dialéctica, penso que CHQ se coloca do lado dos invejados.
Só pode, claro...
Terá as suas razões.
Só que conclui que a maior punição para os invejosos é que «o invejado nunca perca um segundo da sua vida com o invejoso».
Ora bem...
A avaliar pela dimensão do texto em causa, a "Bomba" demorou bem mais do que uns segundos em redor dos invejosos, o que começa a colocar em causa o "Inteligente".

AV1 (certamente medíocre, mesmo não sendo muito invejoso)

Mais blogosfera local?

Embora a orgânica me escape e tenha descoberto a coisa por mero acaso, aqui fica a ligação para aquilo que parece ser o ponto nuclear de "uma constelação de blogges amigos", o que já de si me deixa assim como que...
Agora resta saber se...

AV1

Paixão pela Educação

No Suplemento Deliberações do último Boletim Municipal deparamos com a atribuição da verba de 36.000 euros no âmbito da Acção Socioescolar, o que é bem sintomático do interesse e do investimento da autarquia na área educativa - relembremos que tal aposta foi afirmada de forma inequívoca pelo shôr presidente em longa entrevista, de que não acho o link, ao Rostos Online - pois ultrapassa em 2% o cachet pago a Tony Carreira (terá sdo com factura?) e bastante mais o aluguer do palco para o espectáculo.
O facto do show kitsch-pimba ter levado 50.000 euros não é passível de reparos, pois nada como um "evento" popular para dinamizar e animar as massas, que isso de escolas deve ser o Poder Central a fazer, as autarquias é mais para as festarolas, foguetes e largadas.
Só não percebo porque a CMM não fez um comunicado a divulgar o seu investimento na alegria do povo.
E agora não se esqueçam: da próxima vez que gastarem uns milhares de euros em computadores para as Escolas, apareçam logo a anunciar isso como um grande investimento, mas esqueçam-se de o comparar com o custo dos bilhetes comprados para o festival do Pedrito de Portugal.
E já agora, logo que voltem a protestar com os atrasos nos pagamentos da DREL, aproveitem para dizer quanto recebem do Estado para as actividades de prolongamento curricular e quanto efectivamente gastam.

AV1

Não, não é o Pinhal das Formas...





... é mesmo Marte, com a zona de "Cabo Verde" da cratéria de Victória, fotografada pelas geringonças da NASA. E há mais.
Até já me está a voltar a vontade de reler os velhos livros da colecção Argonauta.

AV1

Mas, mas, mas...

... há bairros degradadods no nosso concelho?
E que justifiquem a visita do Presidente da República nas próximas 3ª e 4ª feira integrada no Roteiro para a Inclusão?
Mas aqui não incluímos todos no mesmo saco, em especial quando o saco está roto??
Deve ser algum erro.
Mas não sendo, quero ver como reagirão as autoridades locais, sempre muito pressurosas da dignidade institucional quando se trata de se defenderem dos ataques, mas sempre ao nível mais rasca do ataque político e da educação mais rasteira quando se trata dos seus adversários e ódios de estimação.
Ou será que por uma vez vão ter um mínimo de postura institucional e não repetirem aquele tipo de atitude infantilóide que tiveram quando o secretário de Estado da Administração Interna passou por aqui, ainda por cima sendo um vizinho barreirense?
Ou vão limitar-se a mandar alguns assessores multiusos ou técnicos desocupados para ficar na fotografia?
Será que a dupla dinâmica vai perder a oportunidade de aparecer em prime-time televisivo?
É que no recente encontro extraordinário dos autarcas, apesar da posição fonteira, do shôr presidente só se viu a cor meio atijolada da camisola, não tendo dado para checar a griffe.

AV1

sexta-feira, outubro 06, 2006

Publicidade Vintage


Garanto-vos.
Este é o tipo de publicidade capaz de me vender um carro.

AV1

O Labirinto

Ainda a propósito da forma brilhante como foi resolvida a comunicação entre as zonas a sul da linha do caminho de ferro e a "vila" ou, no caso presente, o Modelo para ir às compras, o nosso amigo Joaquim Nobre enviou este diagrama que ajuda a perceber como quem desenhou isto não deve ter necessidade de usar este trajecto.
os problemas com a posse dos terrenos não explica tudo, pois teria sido possível outra solução menos retorcida.
Aliás, istro também explica um pouco - e estou sempre a repetir isto - porque o Parque das Salinas foi mal pensado e está pior localizado.
Tivessem-no feito defronte do Charlot entre as Morçoas e a Bela Rosa e veriam como estava sempre cheio, mas preferiram enterrá-lo em terreno alagadiço e fora de mão, reservando a outra zona para caixotaria.
Tudo sempre em prol do bem estar da população e tal, da fruição dos espaços e coiso.
Em prol do que rende mais, claro, embora por vezes a forretice saia caro, como se percebeu por todos os problemas na execução do Parque das Salinas, numa zona que pedia toda uma outra intervenção, em articulação com o Cais, o Moinho de Maré e o centro da vula, não estivessem os barracões da GEFA ali esparramados.
Enfim... o costume.
Nada a estranhar, pois...

AV1

A Room with a View



Do entulho como arte no Bairro Gouveia.
Podem dar nomes muito bonitos às urbanizações, mas o pior é o que destroem em redor.
Como não é à beira-rio, não deve ser preciso o famoso bem-estar.

AV1 (com foto do JJCN)

Amizades para o Porvir



Afinidade tão ou mais forte que esta só mesmo a daquela empresa que, embora actuando na zona sem qualquer tipo de concorrência no sector em que opera, se farta de alugar espaço para publicidade estática.
Sempre é uma forma de gastar uns trocados. E do outro lado de facturar umas verbas nestes tempos de crise.


AV1

Vocabulário Analítico do Moiteiro Básico e Encartado - Letra O

Olhos - sendo o espelho da alma, no caso do moiteiro estão por regra esbugalhados, perante o maravilhamento constante que o mundo exterior provoca no seu pobre intelecto. Isto é tanto mais verdade quanto o moiteiro consiga sair do seu ambiente natural - Moita e territórios anexados - e contactar com uma realidade dicersa, não constituída apenas por bosta, cervejolas, discussão de futebol e bojardas avulsas dirigidas à moiteirada feminina. Mas, mesmo em plena Moita, o moiteiro também tende naturalmente para o esbugalhamento ocular, seja em desordenada e corajosa fuga durante uma largada, seja quando algum rabo de saia vai mais alçado e o moiteiro vê algo para além do que lhe é habitual ver. O resultado prático de esbugalhamento é um consequente avermelhamento da branca do olho, causado pela dilatação dos capilares devido ao esforço constante a que são forçados. Pode ser confundido também com a adesão acrítica a uma força política e a determinado clube de futebol, mas não é essa necessariamente a causa, pois há moiteiros com outras tendências, sendo mesmo que agora há uns que até parecem querer ser monárquicos e tudo. Para finalizar, resta apenas destacar que este olhar esbugalhado também é muitas vezes particularmente fixo, induzindo no observador mais incauto a sensação correcta de estar perante alguém com severas limitações intelectuais.

Faustino Retina

quinta-feira, outubro 05, 2006

Sublime Kitsch



Isto é antológico. E como demorou a estar disponível, c'um raio!
Música e vídeo a valerem 9,5/10 apesar de todas as ofensas que o AV2 me vai lançar antes de cair para o lado, todo arrepanhadinho pelo vómito.

AV1

Até que ponto o LulaLá irá...


...agora que já acordou com o PMDB, a aliança, dividindo esse partido em duas alas, uma que apoia a sua aliança e outra que está contra !

"Partido tradicionalmente dividido, o PMDB está rachado no Rio. Na terça-feira, o adversário de Lula no segundo turno, o tucano Geraldo Alckmin, recebeu apoio do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB) e da atual governadora, Rosinha Garotinho (PMDB). A aliança não teve apoio do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), que, irritado, anunciou na quarta-feira seu afastamento da campanha do tucano. O pefelista avisou que, a partir de agora, só pedirá votos para a candidata do PPS ao governo do estado, Denise Frossard. A candidata, por sua vez, anunciou que iria anular o voto para presidente, mas recuou nesta quinta-feira. A decisão da candidata provocou críticas de cientistas políticos.

"BRASÍLIA - Ao receber o apoio do candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PMDB, Sérgio Cabral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou que vai construir no segundo turno o que não foi construído no primeiro, referindo-se à aliança com o PMDB do Rio."

Aqui Lulalá, começa a aventar que a sua estrtégia para não ter ganho na primeira volta, foi planeada para que pudesse haver uma aliança entre o PMDB e o PT, para existir a grande União Lulalistica e com esta lata...

"- A política tem uma dinâmica extraordinária. E esses momentos tardam, mas acontecem. Se não pôde ser construído no primeiro, está sendo construído agora - afirmou Lula, no Palácio da Alvorada.

O presidente disse ainda que foi um dos idealizadores do segundo turno no Brasil e que governar é uma tarefa difícil e que, por isso, precisa do apoio da maioria para comandar o país.
- Eu fui um dos batalhadores para que a gente tivesse segundo turno no Brasil. Eu me espelhava muito no que aconteceu com Salvador Allende, no Chile, que foi eleito com 33% e teve dificuldade para construir hegemonia para governar, onde a população pudesse por maioria se manifestar - disse Lula. "


A realidade é que ao PMDB, também lhe interessa esta aliança pois assim, o Rio de Janeiro, continua a ser o Estado Brasileiro mais subsidiado...

"...Cabral, por sua vez, afirmou que é muito importante o Rio ter um governador afinado com a presidência da República, porque o estado não pode ficar na contramão. Lula afirmou que o governo federal tem investido R$ 385 milhões em segurança pública no estado. Ainda segundo Lula, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, recebeu orientação para dar prioridade ao estado por causa dos Jogos Panamericanos de 2007. Para o presidente, esses recursos depois dos jogos serão revertidos em favor da população do Rio."


AV2



AVP Musical








Relativa desilusão no caso do Beck, embora isso signifique que ele fez apenas um álbum bom e não excelente.
No caso dos Walkmen a última faixa, Another one goes by, faz lembrar o Bob Dylan vintage e como ele até poderia ter sido um dos meus compositores favoritos, caso fizesse mais musiquinhas como esta e não aquelas fanhosices em que ele se meteu durante os anos 70, 80 e boa parte dos 90 (eu ando a catar o vídeo no Youtube mas só achei uma versão ao vivo com o som muito mauzinho).

AV1

A regata real moiteira


Hoje é um dia de tristeza para a Moita, devido a ter-se tornado possível a logística que viabilizou a "Regata Real", por parte da Centro Náutico Moitense e da Associação Naval Sarilhense que foram as organizadoras do acontecimento, foi por isso, efectuada a saída da Regata Real, no preciso dia em que se comemora a implantação da República, data memorável em que a ideia monárquica deixou de ser a representante no estado arquista Português.

Os participantes desta traição à República e que apresentam a bandeira monárquica no seu cartaz, foram vários, entre os quais destaco a participação de quase todas as canoas da Moita, da Fragata, "Eu sou do Tejo", do barco oficial de Alcochete, da "Desvairada" e "Adega Machado", infeliz participação Alhos Vedrense...
Todos estes barcos participaram e ainda, ganharam 100 €, pela sua participação (Judas também se vendeu por 30 dinheiros) e das Câmaras Municipais de Alcochete, Almada, Moita, Montijo, Vila Franca da Xira e Barreiro.

A República Portuguesa, não pode ser vilependiada desta maneira em nome da tradição!
Os moitenses têm de saber que estão a ser usados pela contra-revolução monárquica, para aqui instaurar o mesmo sistema arquista, integrando Portugal em Espanha da maneira mais fácil que seria a coroa portuguesa, fazer casamentos dos seus infantes com a coroa espanhola, se houvesse a implantação do sistema monárquico aqui em Portugal !

AV2

Alhos Vedros, a Vila Puzzle

O povoamento contemporâneo da freguesia de Alhos Vedros foi sempre algo disperso devido à sua extensão, apesar do núcleo central da chamada "vila". Nas segunda metade do século XX foram surgindo ou crescendo núcleos com origens mais ou menos antigas, o Campo da Forca/Bairro Gouveia, a Vinha das Pedras, as Arroteias, as Morçoas e, por fim, a Fonte da Prata, não esquecendo obviamente as zonas menos populosas da Barra Cheia, dos Brejos Faria, do Bairro Francisco Pires, etc.
Mas digamos que dentro de "Alhos Vedros" a partir dos anos 70 tínhamos as Morçoas a nascente, as Arroteias, o Bairro Gouveia e a Vinha das Pedras para lá da linha do comboio e o "Forno da Cal" a fechar as hostilidades a poente.
Apesar desta dispersão e de algumas distâncias a percorrer, a circulação das pessoas sempre se fez com alguma facilidade.
Com o aumento populacional e de trânsito, bem como com algumas exigências da "modernidade" é que começaram diversos problemas que acabaram por espartilhar completamente algumas zonas de Alhos Vedros, em especial devido à evidente falta de boas soluções para facilitar a mobilidade de pessoas e veículos. Se entre as Morçoas e a "vila" as coisas sempre se vão componto, ou entre as Arroteias, o Bairro Gouveia e as actuais "vilas" ou a Vinha das Pedras ao mesmo acontece, já o mesmo não se passa quando é necessário passar de um dos lados da linha férrea para o outro, com duas situações de estrangulamento ou má circulação evidentes.
A primeira delas é a continuada falta de solução para a distribuição do trânsito entre as Arroteias e as Morçoas, na zona da EN, com aqueles entroncamentos complicados na zona da bomba de gasolina, com permanentes riscos acrescidos para peões e chapa batida entre automóveis. Para não falar no facto de os melhoramentos na Nacional terem ficado lá atrás, servindo apenas até à semi-deserta nova Quinta da Fonte da Prata, sinal mais do que evidente de que a aposta na suburbanização não é a ideia mais certa para os tempos que correm.
A segunda passa-se com o "corte" entre o Bairro Gouveia e a Vinha das Pedras e o núcleo central da vila de Alhos Vedros. É certo qu a então CP foi responsável pelo fecho das passagens de nível, mas a solução alternativa - seja quem for que foi o responsável - deixou muito a desejar a vários níveis, desde o desenho viário, ao enquadramento paisagístico, não esquecendo a falta de fluidez que obriga a esse tipo de trânsito.
Com a abertura do Modelo e outras superfícies comerciais e as obras de remodelação da Estrada Nacional parece querer solucionar-se a parte mais simples que é a circulação entre a Baixa da Banheira e essas superfícies, o que é natural em termos de atracção de consumidores. Já no que se relaciona àcirculação para Alhos Vedros, Vinha das Pedras e Bairro Gouveia nada parece ter tendência a melhorar, muito pelo contrário.
A forma como se pretende intervir na zona da vala que desagua no Cais Velho, a evidência de ser necessário cortar um canto ao Parque das Salinas, para não falar na própria localização da superfície comercial, exageradamente em cima da dita vala, faz adivinhar a existência de problemas a curto prazo.
Desde logo porque não basta o alarido em volta da obra e a sua execução para lhe garantirem qualidade.
E quem lá passa agora todos os dias sofre pelo facto de não ter sido feita a obra antes do "negócio".
E, para quem olhar com um pouco de atenção, nota-se bem por onde tudo aquilo pode vir a dar o chamado "buraco".
Mas quem sou eu, que nem consegui chegar a engenheiro de obra feita, para colocar em causa a visão estratégica dos poderes públicos e privados deste concelho à beira mar plantado?

AV1

quarta-feira, outubro 04, 2006

Bom









Para ouvir e para ler.



AV1

Giro










Mais aqui.


AV1

O Dilema

Por um lado gostaria de saber em que termos está a proposta de revisão do PDM que vai ser apresentada de novo à vereação no próximo dia 18.
Mas, por outro, para isso terei de me dirigir à sacramental sede do poder moiteiro e fazer algum requerimento qualquer, pois online não dei por nada, e nesse momento irei logo ser carimbado como já aconteceu com um blogueiro aqui da terra.
Mal eu ponha os pés na CMM a pedir informações, tiram-me logo a ficha e fazem-na chegar ao assessor multiusos, se não for ele a pedi-la logo, aquele mesmo que dizia não querer saber de nada, mas que faz tudo para saber de tudo. Do assessor multiusos passava logo para o subchefe da camarilha e para outras ramificações da malta amoitada.
E depois é chato porque posso ser obrigado a "dar a cara" e ter de contemporizar e ainda acabar a beber uns copos em alegre cavaqueira, salvo seja, naquele tipo de convívio forçado do género estás a ver que eu nem tenho rabo pontiagudo e só andaram a dizer mentiras acerca de mim?
E eu não tenho feitio para isso.
Mas respeito quem tem, caso contrário nem sabia de nada.
E já toda a gente sabe que eu nem tenho barba rija e é mais chá e bolos ou então cervejas gay tipo Super Bock Green ou Sagres Boémia com sabor a caramelo.
É chato, prontosss.

AV1

E por falar em Bairro Gouveia

Já deram conta da vergonha que está a ser feita com as terras e os entulhos retirados da obra do pomposo Jardim Central?
Estão a ser depositadas ali ao lado em plena zona de solo húmido, alagadiça, adjacente a zonas de infiltração e escorrência de águas.
É perfeitamente incrível que aquilo seja autorizado daquela forma, quando justificam a localização da REN exactamente com a protecção de terrenos como aquele.
Se o objectivo é aterrar aquilo para depois também urbanizar é uma completa asnice, apenas ao nível de outras asnices feitas por aqueles lados ou na entrada da Baixa da Banheira.
Já para não falar no aspecto daqueles montículos amarelados.
Continuo sem compreender a mentalidade daqueles que só se preocupam em manter a casa limpa da porta para dentro, não se importando de toda e qualquer porcaria que esteja do lado de fora. O mesmo é válido para os donos das obras que não têm qualquer vergonha em largar qualquer carga em qualquer lado, à beira da estrada.
Ali, nem dá para negar quem é o autor da malfeitoria, mas se calhar os poderes instituídos nem consideram malfeitoria.
O mais triste é mesmo isso, é acharem que aquilo não é nada de mais.
É a ignorância e a grunhice como regime mental e modo de vida (de sucesso, claro).

AV1

E o Modelo ali tão perto!

Já viram a "ginástica" que é preciso para alguém da Vinha das Pedras ou mesmo do Bairro Gouveia e Vilas "anexas" ir de carro às compras até ao Modelo?
Ele é cá um revolteio que até dá dores de cabeça. E então com as tampas bem altas no meio da estrada ainda temos obstáculos adicionais.
E claro que agora se percebe - finalmente - que aquela curva para entrar em Alhos Vedros junto ao Parque das Salinas tinha sido desenhada por um engenheiro dos bons.
Anos depois de sucessivas tangentes dos autocarros e veículos pesados, lá parece que vão alargar aquilo.
Não era sem tempo.
Agora só espero que a estação das chuvas não os apanhe ainda com a obra por acabar, porque se aquilo já vai ficar "bonito" em situação normal, nem quero ver antes das obras acabadas.
Mas são obras moiteiras... com ou sem contrapartidas são sempre bem pensadas e superiormente calendarizadas.

AV1

Vocabulário Actual da Gestão Autárquica Moiteira - Letra N

Negação - estado em que vive permanente o poder moiteiro, em virtude da completa desresponsabilização que assume perante tudo o que corre mal ou francamente mal no concelho, atribuindo as culpas a outros ou afirmando que os críticos fariam pior. Se as infraestruturas desportivas faltam, a culpa é do Poder Central; se as dívidas e o défice se acumulam é inevnção da oposição e dos desvairados bloguistas; se o processo do PDM foi um completo entorse nas regras básica da transparência, finge-se que não se percebe; se as obras prometidas não são feitas dentro dos prazos anunciados, foram os particulares que as não fizeram conforme tinham prometido nas contrapartidas, como se a autarquia não tivesse competências fiscalizadoras e punitivas; se existe falta de estacionamento e a circulação em certas zonas dos centros urbanos é problemática ou mesmo caótica, a culpa é dos cidadãos que insistem em ter veículos automóveis e em utilizá-los, como se não fosse a autarquia a definir os espaços reservados para construção e para outros fins; se o Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal se aposentam às escondidas dos eleitores, a culpa é das leis; se mal chove saltam as tampas da rede de escoamento de esgotos e águas pluviais, a culpa é do arrefecimento do clima e não do projecto deficiente da dita rede; se praticamente ninguém usufrue do Parque das Salinas é porque os alhosvedrenses são uns calhaus completos avessos ao verde, não é porque ele é completamente excêntrico ás zonas mais populosas da freguesia; se a zona ribeirinha de Alhos Vedros entre o Cais Velho e o Cais Novo se foi tornando uma estrumeira a céu aberto, a culpa é sempre de quem vai lá deitar os monos por não ter outro sítio para o fazer (ou por serem umas bestas, é verdade), pois os serviços moiteiros não têm qualquer obrigação de proceder à sua limpeza. E poderia continuar indefinidamente.

Armandinho Escrófula

Leituras em Vermelho




Aspectos interessantes: enquanto em O Militante se aponta para a juventude comunista "transformar o sonho em vida", o que me parece um slogam pouco materialista e escassamente dialéctico, na Atlântico, no artigo sobre a visão americana de Álvaro Cunhal dá-nos a conhecer o fascínio por ele exercido sobre o embaixador americano em Lisboa durante o ano de 1974, Stuart Nash Scott, que o considerava "franco e directo", para além de "afável, inteligente, atraente e muito impressionante".
Talvez receando a conversão do embaixador ao marxismo nacional, Kissinger mandaria trocar o embaixador em Janeiro de 1975, enviando para cá o famoso Frank Carlucci.

AV1

Uma Obra Moiteira em 10 Passos Simples

1 (Mês 1) - Em período pré-eleitoral, após sesão de brainstorming brutal, um candidato mais iluminado detecta uma necessidade premente do concelho em matéria de infraestruturas.

2 (Mês 2) - A promessa da obra surge na propaganda eleitoral, em declarações inflamadas pelo facto de, apesar de ser da competência do Poder Central, a Autarquia ir avançar com a obra. Colocam-se outdoors no local escolhido para a obra.

3 (Mês 6) - Após a vitória nas eleições, retiram-se os outdoors.

4 (Mês 12) - Relembra-se a necessidade da obra e o facto do Poder Central insistir em a não fazer.

5 (Mês 24) - Relembra-se a necessidade da obra e o facto do Poder Central insistir em não a fazer, mas a a Autarquia estar a fazer todos os contactos possíveis para a sua realização.

6 (Mês 36) - Relembra-se a necessidade da obra e o facto de a Autarquia ir corajosamente avançar para a sua construção sem quaisquer apoios.

7 (Mês 44) - Numa nova sessão de brainstorming chega-se à conclusão que a obra anunciada deve ser prometida para o novo mandato.

8 (Mês 45) - A promessa da obra surge na propaganda eleitoral, em declarações inflamadas pelo facto de a Autarquia ir avançar com a obra, apesar de todos os obstáculos levantados pelo Poder Central. Voltam a colocar-se outdoors no local escolhido para a obra. Alguém lembra o facto de já ser promessa antiga e é acusado de ser um cripto-fascista e um vendido à oposição local e à situação nacional.

9 (Mês 50) - Retiram-se os outdoors e anuncia-se um estudo prévio para o projecto.

10 (Mês 60) - Devido à asfixia do Poder Local democrático, conclui-se que a obra ainda não tem condições para avançar.

Continua (afinal são 20 os passos necessários...)

AV1

terça-feira, outubro 03, 2006

Ó meu amigo !!!


Depois de tanta exposição e dois livros publicados ainda se vem queixar?
Provavelmente acha que deveria ser pago pelo seu trabalho de investigador, pois faz mais do que a malta toda lá da DASC junta.
Até tem a sua razão.
Mas isso de pagar bem e a horas a CMM reserva para o Tony Carreira, por isso o meu caro Vitor está no ramo errado.

AV1 (com recorte da 1ª página do último O Rio)

A cultura pela repetição...




Ora cá está um Blogue, que tive curiosidade de ver, porque fez um comentário no "Banheirense", este Blogue, diz ser um " Blogue histórico e cultural de Paredes de Coura publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves", mas que se tenta afirmar pela repetição imagética, só as iluminuras do foral Manuelino, contei 12 imagens iguais e repetidas, mas gnomos a abrirem um livrinho, peço que as contem vocês...
Então senhor Jofre, são estas pequenas coisas que dão mau nome à cultura.
Coloque imagens cândidas como esta e vai ver como tem muito mais leitores.



Sr. Jofre, o sr. parece ser uma boa pessoa, por isso e pelo amor à cultura, evite estes disparates e não os repita !
















AV2, a tentar salvar a cultura e armado em Diácono Remédios...

AVP Popular




E que dizer dos livrinhos do Hugo Pratt, incluindo a série do corto Maltese, em formato de bolso, suavemente coloridos e a preços decentes?
Na Bliss há uns quantos no topo da prateleira de BD e aqui têm mais informações.

AV1

AVP Erudito


Número bastante recente de uma revista sobre política europeia, todo dedicado às relações entre Europa e América e a forma diferente de ambos os lados do Atlântico verem o mundo, em especial nesta era Bush Jr.
E o melhor é que se pode pedir de borla à editora como cópia de amostra para decidirmos se queremos assinar.
Países civilizados é o que é.
Cá tínhamos de enviar logo o cheque, mesmo que a coisa se extraviasse nos correios, como me tem acontecido com a National Geographic, a Maxmen, a Visão, enfim... mais vale ir ali à Saturno.

AV1

Faz o que eu digo e não o que eu faço

A CMM parece especialmente encrespada com a DREL por não ter pago ainda a sua parte relativa á construção do pavilhão na EB 2/3 José Afonso.
Não sei porquê a estranheza.
Não foi isso que a CMM fez durante quase todo o 2005 com os seus fornecedores, nomeadamente a famosa divida à Amarsul, entre outras pequenezas menores, para poder ter dinehiro para a propaganda da "obra feita"?

AV1

A minha definição de Urgência(s)...

... não contempla isto, em especial quando se trata de zonas desertificadas e envelhecidas, em que as pessoas têm especiais dificuldades de deslocação.
Se é verdade que precisamos de menos Estado, não é exactamente nestes termos.
Assim é retrocedermos 20, 30 ou mais anos.
Comecem por emagrecer o Estado, livrando-o das excrescências e não do essencial.
Como exemplo do que é superficial temos, por exemplo, a tentativa disfarçada de criação de estruturas regionais que vão duplicar competências entre o Estado Central e as autarquias e apenas servirão para engordar alguns boys and girls em início ou final de carreira.
Prefiro urgências no sítio certo do que um gabinete qualquer de mangas de alpaca.
Começo a ficar convencido pela minha própria ideia disparata, ou nem tanto, de que é mais fácil achar um Modelo, um Lidl ou um Intermarché do que um serviço do Estado em condições.

AV1

segunda-feira, outubro 02, 2006

SCPxLeiria



Uma GRANDE Vitória de 2 a zero, contra o Leiria e...
uma pirueta, bem metida,sim senhor !

AV2

Mas que lindo empedrado...

A nova edição do Boletim Municipal, com aquele grafismo ondulado, espraia-se em elogios sobre o reperfilamento da Marginal moiteira.
Eu volto a dizer - e não estou a ser má língua, pois é algo que penso ser evidente - há excesso de pedra e falta de verde.
Isto agravado com a tradicional tendência dos técnicos paisagistas moiteiros para ignorarem o movimento do Sol e espetarem com os bancos ribeirinhos numa posição em que nunca, tirando à noite, mas nunca mesmo, conseguem apanhar sombra.
Quem se quiser sentar fica à estorreira do Sol e mai'nada.
Eu sei que a ideia é ser algo soalheiro e aprazível, mas deste modo é apenas um modo de ficar esturricado, em especial a criançada que deve ser protegida nestas circunstâncias.
Já na versão anterior, o pessoal era obrigado a ficar do lado de cá dos canteiros para refrescar um pouco.
Agora nem isso.
Ou estarei a ver mal?

AV1 (com foto do Boletim Municipal, sem autoria individual indicada)

Continuo surpreendido

Com tanto gasto nas altas esferas da CMM a visitar os blogs, porque é que nas sugestões da Maré Cheia para a Internet nunca surge uma sugestãozita sobre um destes espaços, mesmo que seja daqueles mais cordatos para o Poder?
Até dava um ar de Modernidade e Progresso e tudo...


AV1

2ª Volta nas eleições Brasileiras











Lula, não foi eleito à primeira, como mostravam as arrasadoras sondagens, até à uma semana atrás, Geraldo Alckmin, consegui-o assim mais um tempo para derrotar o candidato, Lula que em nome da esquerda, criou a maior rede de corrupção, dentro do seu próprio
partido o PT, reduzindo a zero a esperança nele depositada, pelos Brasileiros e pela esquerda em geral.
Aqui se prova mais uma vez que a esquerda "festiva", quando se torna arquista, fica mais conservadora e agarrada ao poder do que a direita.
O PSDB de Geraldo Alckmin, não será concerteza a solução para o Brasil, que só lá vai com uma Revolução, que acabe com os 5%, que detêm 90%, da riqueza do país, mas será concerteza uma alternativa à sem vergonhice de um partido (o Partido dos Trabalhadores), que em nome da "esquerda" e do "povo", roubaram o estado e corromperam e foram corrompidos.
Mas para mim o pior que o Lula fez nem sequer passa por o que o seu partido fez, mas sim a omissão que o candidato, fez disso e a sua subjugação a Chavez, o ditador Venezuelano e a Cuba.
O manifesto anti-patriotismo de Lula é para mim o pior de todos os defeitos deste actual presidente da maior nação do Mundo que fala português.
Parabéns pois ao povo Brasileiro, por ter dado mais esta prova de maturidade política !

AV2

domingo, outubro 01, 2006

Nem tudo parece correr mal


E por estas bandas, as casinhas têm-se vendido bem?
Dá para cobrir os buraquitos nas contas?

AV1

Arrefecimento Local

A blogosfera local anda meio murcha.
Entre os mandados calar e os sem tempo para falar, a coisa anda meio débil a precisar de uma injecção de adrenalina, pois não há nada como uma discussão de faca e alguidar para servir de chamariz à maralha.
Depois logo se vê o que se arranja.

AV1

Divulgação


Blogs Alhos Vedrenses

Casa de Estudos de Alhos Vedros

O meu amigo, Luís Carlos, divulga uma exposição que seguramente terá interesse para muitos dos nossos leitores e é ela: "O Olho do Cu, na Fundação Serralves", bem hajas meu amigo, por divulgares no teu Blog, este maravilhoso evento, que francamente é deveras obrigatório de ser visto por toda a classe política e empresarial portuguesa !

AV2

Boas e Más Notícias

As boas é que a minha estimada filha acedeu a deixar de ouvir no carro exclusivamente o cd do Patinho, após apenas cerca de 1792 audições.
As más é que o dito patolas foi substituído pela ritmada bébé Lilly que, para ser sincero e verdadeiro, é assim a modos que irritante com o seu insistente "está lá, está lá, quero falar com o meu papá"!
Portanto, se num destes dias ouvirem este som num carro em que o condutor pareça ter um olhar mais esgazeado do que o normal - e por estas bandas o normal já é bem esgazeado em relação à média europeia - então é melhor afastarem-se para uma distância prudente.
É que eu não garanto a segurança de ningúém.

AV1