Proença de Carvalho hoje à noite em entrevista na RTP, espero que a não mostrar-se desinteressado do cargo que eventualmente quer.
Proença na Procuradoria Geral da República equivalia a meter, não um lobo entre ovelhas, mas um dragão entre os lobos.
Em vez de fazerem gato-sapato do Procurador-Geral, como com Souto Moura, com ele tudo o resto é que passava a andar em bolandas.
E não pelas boas razões.
AV1
quinta-feira, maio 25, 2006
O que nos ensinou o jogo de hoje?
Que uma equipa de "cromos" não ganha a uma equipa de jogadores de futebol.
Que as "trivelas" por si só não valem mais nada senão uma fotografia.
Que o Agostinho Oliveira devia deixar-se de armar-se aos cucos e de se colocar em bicos de pés, quando anda há anos acomodado pelas Selecções.
Que o Bruno Vale é um óptimo 3º guarda-redes para a Alemanha.
Que o Scolari, se calhar, se calhar, tem razão.
Mas só se calhar...
Zé Tachista
Que as "trivelas" por si só não valem mais nada senão uma fotografia.
Que o Agostinho Oliveira devia deixar-se de armar-se aos cucos e de se colocar em bicos de pés, quando anda há anos acomodado pelas Selecções.
Que o Bruno Vale é um óptimo 3º guarda-redes para a Alemanha.
Que o Scolari, se calhar, se calhar, tem razão.
Mas só se calhar...
Zé Tachista
Nada como a aposentação...
... para uma pessoa sentir um novo gosto pela vida.
E ir acumulando - ou tentando acumular - cargos honoríficos, mas com pouco que fazer.
Consta que o aposentado professor e ausente Presidente da Assembleia Municipal, se candidata a novo cargo.
Desta vez parece que é só a Vice-Presidente.
Mas lá que o homem está bem activo, está.
Olhando daqui até parece que bem podia ter trabalhado mais uns anitos antes de se aposentar.
Zé Bê
E ir acumulando - ou tentando acumular - cargos honoríficos, mas com pouco que fazer.
Consta que o aposentado professor e ausente Presidente da Assembleia Municipal, se candidata a novo cargo.
Desta vez parece que é só a Vice-Presidente.
Mas lá que o homem está bem activo, está.
Olhando daqui até parece que bem podia ter trabalhado mais uns anitos antes de se aposentar.
Zé Bê
É verdade!

O oliude lembra algumas reclamações e reivindicações da CDU no tempo pré-eleitoral.
Quanto a esta, que já foi objecto de um requerimento do vereador do PSD e acho que de uma intervenção de um do PS, o que foi feito?
É que a responsabilidade desta é da própria autarquia e de mais ninguém.
Se é para pugnarem, pugnem em família, pugnem-se a si mesmos.
Trabalhem.
Façam-se úteis.
Gosto que visitem o AVP, mas podem fazê-lo só uma ou duas vezes por dia.
No resto podem ir inventariando os equipamentos para a dita Carta.
Mas com 500 euros no orçamento para 2006 não dá para pugnar muito.
AV1
Será prenúncio?
No Jornal da Moita alguns articulistas deixaram de poisar com a frequência habitual.
Falta de tema?
Não acredito num país com um Governo e presidente que dizem encarnações do Demo!
E a nível local tanto haveria a demonstrar sobre o cumprimento das promessas eleitorais!
Falta de tempo?
Não acredito porque há tempo para surfar e recolher anedotas.
Falta de jeito e imaginação para algo mais do que a cassete?
Talvez, talvez...
Eu acho é que é desmotivação por falta de feed-back, daquele ósculo nocturno, impossível de receber num meio convencional.
Mas eis que, entretanto, assoma-se um novo articulista potencial que ultimamente tem dominado o "Correio do Leitor", de sua graça Hélio bernardo Lopes que, pela prosa de hoje, já percebe ao que anda.
Vá lá...
Já era tempo de lhe darem um maior destaque e deixarem o correio para outros leitores.
Ou mais ninguém escreve ao General, digo, ao jornal?
AV1
Falta de tema?
Não acredito num país com um Governo e presidente que dizem encarnações do Demo!
E a nível local tanto haveria a demonstrar sobre o cumprimento das promessas eleitorais!
Falta de tempo?
Não acredito porque há tempo para surfar e recolher anedotas.
Falta de jeito e imaginação para algo mais do que a cassete?
Talvez, talvez...
Eu acho é que é desmotivação por falta de feed-back, daquele ósculo nocturno, impossível de receber num meio convencional.
Mas eis que, entretanto, assoma-se um novo articulista potencial que ultimamente tem dominado o "Correio do Leitor", de sua graça Hélio bernardo Lopes que, pela prosa de hoje, já percebe ao que anda.
Vá lá...
Já era tempo de lhe darem um maior destaque e deixarem o correio para outros leitores.
Ou mais ninguém escreve ao General, digo, ao jornal?
AV1
Está giro!
O Banheirense tornou-se um site de anedotas.
Pelo menos, está melhor do que estava.
Já não é totalmente inútil, é apenas francamente inútil.
Mas continua por lá ainda uma fixação mórbida em mim, acusando-me de ser todos e mais alguém e até se esquecem que há dois AV's mas pronto, é o que dá ter ido espreitar os comentários.
Aprendi.
Voltar para a toca e deixar o quintal dos outros em paz, que anedotas recebo-as às dezenas por mail e para parvoíce pura e dura chegam-nos os moiteiros dos bois, não precisamos dos amoitados do lado.
AV1
Pelo menos, está melhor do que estava.
Já não é totalmente inútil, é apenas francamente inútil.
Mas continua por lá ainda uma fixação mórbida em mim, acusando-me de ser todos e mais alguém e até se esquecem que há dois AV's mas pronto, é o que dá ter ido espreitar os comentários.
Aprendi.
Voltar para a toca e deixar o quintal dos outros em paz, que anedotas recebo-as às dezenas por mail e para parvoíce pura e dura chegam-nos os moiteiros dos bois, não precisamos dos amoitados do lado.
AV1
Antropologia Taurina - O Iberismo Latente
Leio entediado a peça do Jornal da Moita sobre o lançamento da revista Moita-Tauromaquia, o mais recente produto da moitice taurina licenciada.
Há algo que sinceramente não percebo.
Se a tauromaquia é uma tradição genuína nossa, inscrita na História nacional desde o século XVIII com honras de diversão régia, porque diabo os moiteiros insistem no abrilhantamento das suas iniciativas com sevilhanas e outras castelhanadas de gosto duvidoso?
Se a Moita é do Ribatejo, como alguns tão pressurosamente reclamam, o que têm contra um bom fandango?
É nacional, é igualmente tradicional, típico das lezírias legítimas, evoca os campinos, por isso o que tem a antropologia taurina local contra isso?
Não é suficientemente dotado de salero espanholado?
Zé Tércio
Há algo que sinceramente não percebo.
Se a tauromaquia é uma tradição genuína nossa, inscrita na História nacional desde o século XVIII com honras de diversão régia, porque diabo os moiteiros insistem no abrilhantamento das suas iniciativas com sevilhanas e outras castelhanadas de gosto duvidoso?
Se a Moita é do Ribatejo, como alguns tão pressurosamente reclamam, o que têm contra um bom fandango?
É nacional, é igualmente tradicional, típico das lezírias legítimas, evoca os campinos, por isso o que tem a antropologia taurina local contra isso?
Não é suficientemente dotado de salero espanholado?
Zé Tércio
Antropologia Taurina - Os Meandros da Podridão
Não conheço o meio, mas não é difícil adivinhar-lhe para além dos contornos.
O mundo taurino é tão transparente como o do futebol, em especial o dos tempos áureos da década de 90 quando valia tudo nos bastidores das transferências e das contas pré-SAD.
No mundo taurino, parece que as "mafias" também actuam pela calada.
Fernando Camacho, um dos maiores, há quem diga o maior, empresários taurinos nacionais suicidou-se com um tiro, depois de telefonar a um amigo denunciando as pressões de que era alvo por parte das "mafias", aparentemente relacionadas com a reabertura do Campo Pequeno.
Mas é este mundo que a moitice taurina glorifica e quer erguer como identidade, ao som de sevilhanas.
Estejam à vontade.
Sirvam-se...
Zé Tércio
O mundo taurino é tão transparente como o do futebol, em especial o dos tempos áureos da década de 90 quando valia tudo nos bastidores das transferências e das contas pré-SAD.
No mundo taurino, parece que as "mafias" também actuam pela calada.
Fernando Camacho, um dos maiores, há quem diga o maior, empresários taurinos nacionais suicidou-se com um tiro, depois de telefonar a um amigo denunciando as pressões de que era alvo por parte das "mafias", aparentemente relacionadas com a reabertura do Campo Pequeno.
Mas é este mundo que a moitice taurina glorifica e quer erguer como identidade, ao som de sevilhanas.
Estejam à vontade.
Sirvam-se...
Zé Tércio
Portugal no Mundial

Já repararam bem no hino que estes iberistas, arranjaram para representar Portugal:
"Olé, Olé, cá vamos pró mundial
Olé, Olé, prá vitória de Portugal"
Mas estes gajos pensam que isto é Espanha !
É muito Olé, Olé...não havia necessidade de tantos Olés.
Arre porra que é demais !
Volto a reiterar o pedido para os Portugueses porem as bandeiras ao contrário, como forma de protesto para com os iberistas que estão no governo e contra este governo de iberistas !
AV2
quarta-feira, maio 24, 2006
Delei em Paris !
Nacionalismos

Agora que toda a gente, mesmo os iberistas, aproveita o Mundial para pôr bandeiras nacionais nas janelas, é giro ver que as comunidades, neste caso a Brasileira, também aproveitam para mostrar o seu nacionalismo, embora vivendo em Badajoz.
AV2, com foto enviada pelo Luís Guerreiro, tirada na urbanização de São Sebastião na Moita, vulgo, bairro dos pretos, como lhe chamam os moiteiros.
Luta de Classes
Confesso que tenho uma razoável aversão por todos os detentores de grandes jipalhadas, mesmo quando têm uma família nuclear reduzida, vivem em espaço urbano e usam o "espada" apenas para fazer a ronda das compras semanais e a rotina diária de uma dezena de quilómetros.
Chamem-me proletário complexado, mas é verdade que esse tipo de ostentação balofa e desnecessária me mexe com os nervos.
Não é só porque um Jeep daqueles custa uma pipa de massa que eu não tenho.
É também porque, mesmo que a tivesse, não a usaria daquela forma.
Mesmo recorrendo a crédito e cortando em quase tudo, só para o exibir feito pavão, como muitos o fazem.
(Cá para nós eu até tenho um cunhado que tem 2-Mercedes-2 daqueles com piscas nos retrovisores e tudo, pato-bravo é claro...)
Por isso, me divirto como qualquer puto malcriado quando vejo um destes pacóvios asneirar em grande.
Hoje assisti ao estacionamento típico deste tipo de labrego e, pouco depois, à feliz consequência de tal acto.
O que nem sempre é possível.
Ali estava ele; símbolo de macho-alfa, dominador, todo atravessado, meio em cima do passeio, a impedir a passagem, sem respeito por ninguém.
Quando entrou na coisa para se ir embora, meteu logo o "som", carregou no acelerador para dar uns fumos de potência, engatou a marcha-atrás e zásss....
Em cheio com o retrovisor no poste da luz que estava ali mesmo ao lado.
Coisa linda de se ver, aqueles estilhaços.
Poesia para os ouvidos e colírios para os olhos.
Valem umas belas centenas de euros que para mim dão para uns quantos pneus.
Maravilha.
Deus afinal é grande e hoje passou à hora certa no sítio certo.
Para a próxima é para ver se pode ser num daqueles faróis xpto, que é para alimentar os meus complexos de classe.
Zé Teso
Chamem-me proletário complexado, mas é verdade que esse tipo de ostentação balofa e desnecessária me mexe com os nervos.
Não é só porque um Jeep daqueles custa uma pipa de massa que eu não tenho.
É também porque, mesmo que a tivesse, não a usaria daquela forma.
Mesmo recorrendo a crédito e cortando em quase tudo, só para o exibir feito pavão, como muitos o fazem.
(Cá para nós eu até tenho um cunhado que tem 2-Mercedes-2 daqueles com piscas nos retrovisores e tudo, pato-bravo é claro...)
Por isso, me divirto como qualquer puto malcriado quando vejo um destes pacóvios asneirar em grande.
Hoje assisti ao estacionamento típico deste tipo de labrego e, pouco depois, à feliz consequência de tal acto.
O que nem sempre é possível.
Ali estava ele; símbolo de macho-alfa, dominador, todo atravessado, meio em cima do passeio, a impedir a passagem, sem respeito por ninguém.
Quando entrou na coisa para se ir embora, meteu logo o "som", carregou no acelerador para dar uns fumos de potência, engatou a marcha-atrás e zásss....
Em cheio com o retrovisor no poste da luz que estava ali mesmo ao lado.
Coisa linda de se ver, aqueles estilhaços.
Poesia para os ouvidos e colírios para os olhos.
Valem umas belas centenas de euros que para mim dão para uns quantos pneus.
Maravilha.
Deus afinal é grande e hoje passou à hora certa no sítio certo.
Para a próxima é para ver se pode ser num daqueles faróis xpto, que é para alimentar os meus complexos de classe.
Zé Teso
O que Carrilho "esqueceu"...
... e é muito, muito importante.
A questão de saber como a publicidade comercial e institucional condiciona a agenda de certos órgãos de comunicação, desde a mera divulgação simpática e preferencial de "peças" ao completo subsídio da existência desse órgão.
(Ouvi alguém falar em XFM, Bárbara Guimarães e Ministério da Cultura na mesma frase?)
Gostaria em especial de notar como certas campanhas de remodelação de imagem de empresas que funcionam no mercado em monopólio, ou em algo equivalente, são manás publicitários para certas bolsas ávidas.
Atenção que falo no plano nacional, mas não só...
Ou já alguém reparou nos fluxos publicitários de certos grupos empresariais para outros "certos e determinados" grupos comunicacionais?
Ou ainda como certos opinadores muito rebeldes - olé Barnabé - são absorvidos pelo sistema ou acabam soaristas, de avental para não se sujarem?
Ou, do outro lado, como precisam de uma cruz de prata ao peito para se protegerem do mal e dos vampiros?
Ou como certos filhos de gente importante consegue sempre aquele estágio mesmo a calhar ou as alianças familiares que se estabelecem entre estes e aqueles?
Tanto, tanto, que Carrilho "esquece".
AV1
A questão de saber como a publicidade comercial e institucional condiciona a agenda de certos órgãos de comunicação, desde a mera divulgação simpática e preferencial de "peças" ao completo subsídio da existência desse órgão.
(Ouvi alguém falar em XFM, Bárbara Guimarães e Ministério da Cultura na mesma frase?)
Gostaria em especial de notar como certas campanhas de remodelação de imagem de empresas que funcionam no mercado em monopólio, ou em algo equivalente, são manás publicitários para certas bolsas ávidas.
Atenção que falo no plano nacional, mas não só...
Ou já alguém reparou nos fluxos publicitários de certos grupos empresariais para outros "certos e determinados" grupos comunicacionais?
Ou ainda como certos opinadores muito rebeldes - olé Barnabé - são absorvidos pelo sistema ou acabam soaristas, de avental para não se sujarem?
Ou, do outro lado, como precisam de uma cruz de prata ao peito para se protegerem do mal e dos vampiros?
Ou como certos filhos de gente importante consegue sempre aquele estágio mesmo a calhar ou as alianças familiares que se estabelecem entre estes e aqueles?
Tanto, tanto, que Carrilho "esquece".
AV1
Whatttt????
Algumas das últimas pesquisas feitas por quem entrou no AVP (dados do Extreme Tracker hoje à 14.45 horas):
sexo tantrico
"rita seguro" instituto superior de ciencias sociais e politicas
salsaparrilha
ver malangatana nos blogues
Merche Romero tântrico
clinicas medicas alhos vedros emagrecimento
hasse ferreira arquitecto
criogenistas
Vá lá, que nas últimas 20 há uma só sobre Alhos Vedros e uma mão cheia sobre "alhosvedrosaopoder".
É que eu já estou a ficar baralhado e a pensar que o AVP é uma enciclopédia.
Agora as do sexo tântrico deixam-me curioso...
AV1
sexo tantrico
"rita seguro" instituto superior de ciencias sociais e politicas
salsaparrilha
ver malangatana nos blogues
Merche Romero tântrico
clinicas medicas alhos vedros emagrecimento
hasse ferreira arquitecto
criogenistas
Vá lá, que nas últimas 20 há uma só sobre Alhos Vedros e uma mão cheia sobre "alhosvedrosaopoder".
É que eu já estou a ficar baralhado e a pensar que o AVP é uma enciclopédia.
Agora as do sexo tântrico deixam-me curioso...
AV1
Se é para denunciar à Carrilho...
... de forma vaga então fica aqui um par de casos, sobre gente que trabalha na comunicação social, em cargos de algum relevo.
.
1) Há uns 3 anos, salvo erro, vi-me na contingência de ocupar tempo na secretária de um editor com "peso" num grande órgão de comunicação social.
Disseram-me para esperar e procurar qualquer coisa para me entretar no dito computador. Não me foi dito para não tocar em nada "sensível" ou "confidencial",e mbora o PC fosse mesmo "pessoal" e não daqueles em rede onde todos entram.
Distraidamente, fui abrindo ficheiros de uma pasta que tinham nomes de gente conhecida. Eram perfis dessas pessoas para uma publicação de outro grupo empresarial, concorrente, e que eram assinado por uma outra pessoa, mais dada ao "social" e com carências ao nível da escrita.
Caso claro de um ghost-writer em que alguém com mais capacidades, mas com algo a ganhar, vende o seu tempo e talento a outrém de menor valia intelectual mas carteira plena, em troca de refeições em bons restaurantes, estadias em bons hóteis e convites para a "cobertura" de determindos "eventos" onde se conhece "gente gira".
.
2) Um conhecido meu dos tempos da Faculdade, que felizmente não lê este blog, sentiu-se injustiçado pelo destino que ia tendo nos anos imediatos á licenciatura. Via gente da sua geração, de menores méritos, singrar nos meios comunicacionais, chegando a articulistas de nomeada e a cargos de chefia. Vai, mudou a agulha ao prego e tornou-se jornalista, na variante da Economia e da elaboração de "perfis" de gestores e empresários de sucesso. O rapaz sabia escrever bem e já estava na fase do "já não me interessa se isto é mesmo assim, eu quero é passear". As visitas aos empresários em causa nunca acabam de mãos vazias. Os convites para as viagens - tal como o outro - para "cobrir" certos eventos internacionais someçam a cair na mesa. As estadias em Londres, Barcelona, Nova York. Os convites anexos para espectáculos na berra. O que qualquer alma descansada sempre quis da vida.
Dramas de consciência? Não me parece tê-los, pois acha que está a penas a cobrar aquilo que merece pelos seus serviços.
Há notícias "plantadas" na área da Economia e Finanças?
Claro que as há, é onde elas surgem com amior frequência e sofisticação, adquadas a cada tipo de órgão de informação.
É fenómeno novo?
Não.
Está agora mais disseminado?
Sim!
Porquê?
Porque se já não acreditamos em nada, nem em ninguém, o rigor e o valor da verdade passam a ser relativos e meramente instrumentais.
E porque cada vez as ambições e os interesses clamam mais alto a sua fatia da alma de muito boa gente.
AV1
.
1) Há uns 3 anos, salvo erro, vi-me na contingência de ocupar tempo na secretária de um editor com "peso" num grande órgão de comunicação social.
Disseram-me para esperar e procurar qualquer coisa para me entretar no dito computador. Não me foi dito para não tocar em nada "sensível" ou "confidencial",e mbora o PC fosse mesmo "pessoal" e não daqueles em rede onde todos entram.
Distraidamente, fui abrindo ficheiros de uma pasta que tinham nomes de gente conhecida. Eram perfis dessas pessoas para uma publicação de outro grupo empresarial, concorrente, e que eram assinado por uma outra pessoa, mais dada ao "social" e com carências ao nível da escrita.
Caso claro de um ghost-writer em que alguém com mais capacidades, mas com algo a ganhar, vende o seu tempo e talento a outrém de menor valia intelectual mas carteira plena, em troca de refeições em bons restaurantes, estadias em bons hóteis e convites para a "cobertura" de determindos "eventos" onde se conhece "gente gira".
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2) Um conhecido meu dos tempos da Faculdade, que felizmente não lê este blog, sentiu-se injustiçado pelo destino que ia tendo nos anos imediatos á licenciatura. Via gente da sua geração, de menores méritos, singrar nos meios comunicacionais, chegando a articulistas de nomeada e a cargos de chefia. Vai, mudou a agulha ao prego e tornou-se jornalista, na variante da Economia e da elaboração de "perfis" de gestores e empresários de sucesso. O rapaz sabia escrever bem e já estava na fase do "já não me interessa se isto é mesmo assim, eu quero é passear". As visitas aos empresários em causa nunca acabam de mãos vazias. Os convites para as viagens - tal como o outro - para "cobrir" certos eventos internacionais someçam a cair na mesa. As estadias em Londres, Barcelona, Nova York. Os convites anexos para espectáculos na berra. O que qualquer alma descansada sempre quis da vida.
Dramas de consciência? Não me parece tê-los, pois acha que está a penas a cobrar aquilo que merece pelos seus serviços.
Há notícias "plantadas" na área da Economia e Finanças?
Claro que as há, é onde elas surgem com amior frequência e sofisticação, adquadas a cada tipo de órgão de informação.
É fenómeno novo?
Não.
Está agora mais disseminado?
Sim!
Porquê?
Porque se já não acreditamos em nada, nem em ninguém, o rigor e o valor da verdade passam a ser relativos e meramente instrumentais.
E porque cada vez as ambições e os interesses clamam mais alto a sua fatia da alma de muito boa gente.
AV1
Mensagem Conhecida, Mensageiro Errado
Voltando ao assunto do Carrilho...
Ontem lá pela madrugada repetiu na RTPN o Prós & Contras sobre o lançamento do livro do homem, o que é uma clara desmesura dos meios em relação ao produto.
Apanhei partes que já tinha visto e fiquei de novo sem ver outras que gostava de ter apreciado, pelo abarracamento do confronto com Ricardo Costa.
Mas concentremo-nos no que acho essencial, que não é o livro em si, mas o conteúdo a que se refere e, por tabela, a credibilidade deste mensageiro de ocasião e do seu apoderado circunstancial.
A teoria é simples:
Existe actualmente uma comunicação social fraca, vulnerável a solicitações e favores, preguiçosa, que não investiga os assuntos e prefere publicar o que lhe é dado por "agências de comunicação" ou estruturas afins ou "encomendado" em troca de um qualquer "pagamento". A opinião publicada é parcial, dada a campanhas orquestradas e a democracia comunicacional está prevertida.
Nestes termos, concordo a 95% com a teoria.
Já aqui nos parcos meios do AVP se denunciou isso a nível local e nacional.
É uma realidade.
Ponto final.
Agora onde é que a porca torce o rabo?
Em duas questões:
a) Este mensageiro tem credibilidade para emitir esta mensagem, erguer-se como paladino da justiça e da transparência e denuncia as situações de forma clara? E o seu aliado de momento, Emídio Rangel?
b) Se a situação existe tal como é descrita, o que fazer?
Vamos lá então por partes.
a) Em primeiro lugar, Carrilho é dos políticos com menos credibilidade para denunciar este tipo de situação e para ser o mensageiro da "boa nova" salvífica. Mesmo se acreditarmos que renegou parte do passado e agora é um "cristão-novo", prosélito em toda a escala da verdade comunicacional. Porquê? Porque se tivesse ganho, apesar de todas as congeminações que diz terem existido, estava calado. Porque aparece com esta ladaínha porque perdeu devido à falta de empatia com o eleitorado e devido a erros de arrogância estratégica, impondo-se a mal dentro do PS como candidato e reduzindo as hipóteses de diálogo com o resto da esquerda em Lisboa.
Foi por isso que ele perdeu. Não sou original nesta análise, porque ela é evidente. Carrilho só ganharia a CML se tivesse existido, isso sim, uma conspiração tenebrosa contra Carmona Rodrigues. Ele perdeu, tal como João Soares perdeu, por manifesta inépcia e auto-convencimento de uma capacidade política que não tem.
Para além de que Carrilho usou, ou beneficiou, mesmo se em escala menor ou com menor profissionalismo, de diversas manobras de "assassinato de carácter" de colegas seus de Partido, para chegar, antes de logo, a Ministro da Cultura e depois a candidato à CML. As vítimas foram António Reis e Ferro Rodrigues e não me lembro, em especial no caso de Ferro Rodrigues, de o ver inflamado a defendê-lo, em especial quando as candidaturas a Lisboa se perfilaram.
Carrilho calou-se enquanto a roda rodava em seu favor, quando aparecia na SIC e no Expresso e quando o "filósofo" se tornou presença frequente nas revistas light, em especial naquelas que lhe convinham e sob as condições acordadas para aparecer.
Quanto a Rangel, depois do passado glorioso na TSF, a sua passagem pela SIC e RTP, com todo o esquema aparelhista que montou e as suas bravatas quanto à possibilidade de manipular a conduta dos portuguerses a partir de audiências maioritárias demonstram bem quem foi um dos "pais" desta nova tendência de tudo tornar espectacular na informação televisiva e das possibilidades imensas de manipulação do público.
b) Mas se a existência das agências de comunicação é uma realidade e a sua aceitação plena é abençoada pelas mais altas instâncias do estado socialista - vejam-se as campanhas comunicacionais deste Governo sobre a OTA e o TGV que fazem parecer ingénuas as manobras de Santana Lopes, Paulo Portas e Morais Sarmento para erguer uma Central de Comunicação no governo anterior - o que fazer perante o que é encarado como um mal?
Das duas, três: ou se vive com isso, sofrendo ou não; ou se denuncia a situação desde o ovo e mesmo quando o ovo está no seu ninho e não só no dos outros; ou, por fim, se vai pacientemente desmontando na prática a acção dessas campanhas comunicacionais, não apenas quando os visados somos presuntivamente nós.
Modéstias à parte, aqui no AVP tentamos fazer isso em relação à incipiente, mas eficaz localmente, máquina oficial de propaganda moiteira da aliança político-taurina de circunstância. Porque fazemos isso? Porque achamos qu o público merece um contra-spin à imagem bela e delicodoce de coisas que o não são. Já aqui falámos de livros como o The Rise of Political Lying ou o All'Fair de James Carville e Mary Matalin ou ainda de vários sobre os spin doctors de Tony Blair e do Labour, que demonstram teoricamente e na prática como tudo isto funciona e como pode ser contrariado.
Contraria-se a coisa, denunciando situações concretas e facultando a informação correcta, quando não é isso que os "meios oficiais" colocam em circulação.
Por isso não fazemos "requerimentos" pelos "canais oficiais". Se quiséssemos informação mastigada, digerida e cuspida por uma máquina de propaganda chegava-nos o que nos querem dar.
Por isso, a atitude correcta é identificar os momentos em que a comunicação distorce a informação, verificar a informação correcta e apresentá-la.
Mesmo quando não temos nada a ganhar ou perder com isso, em termos individuais.
E é por estas bandas que Carrilho falha, porque já se percebeu que este livro e estas denúncias, ao contrário de 20 anos de ladaínha do Pacheco Pereira a este respeito, vão desaparecer logo que Carrilho for chamado para um qualquer cargo de responsabilidade.
O que o chateia é a sua dispensabilidade pelo poder socrático e a sua ausência das primeiras linhas do PS actual.
Daí ter arrigementado para as hostes dos presentes no lançamento do livro outros amargurados do PS, desde aqueles por quem tenho alguma admiração política (Alegre) ou simpatia pessoal (Medeiros Ferreira), mas que são apenas uma coligação de actuais vencidos da política.
Então, tal como ele fez como Ministro da Cultura, veremos como ele filtra como qualquer outro a informação e se esquece das denúncias de agora.
E isto não é um processo de intenções, porque se baseia no conhecimento do que ele fez como governante e de alguns dos meios que usou.
Quereria eu Carrilho como paladino de uma causa, que até aceito?
Não, porque ele me largaria à primeira esquina em que houvesse uma grande instituição cultural onde ele pudesse "fazer obra", "mudar as coisas".
Não estivesse o CCB com outro já lá ou a Gulbenkian com os quadros aparentemente preenchidos e alguma esperança existiria.
A única hipótese é morrer para aí outro Gulbenkian ou outro Champallimaud e deixar um legado de muitos milhões para uma Fundação para a Cultura, designando Carrilho como seu presidente, e logo se esfumariam no ar todas estas veemências.
AV1
Ontem lá pela madrugada repetiu na RTPN o Prós & Contras sobre o lançamento do livro do homem, o que é uma clara desmesura dos meios em relação ao produto.
Apanhei partes que já tinha visto e fiquei de novo sem ver outras que gostava de ter apreciado, pelo abarracamento do confronto com Ricardo Costa.
Mas concentremo-nos no que acho essencial, que não é o livro em si, mas o conteúdo a que se refere e, por tabela, a credibilidade deste mensageiro de ocasião e do seu apoderado circunstancial.
A teoria é simples:
Existe actualmente uma comunicação social fraca, vulnerável a solicitações e favores, preguiçosa, que não investiga os assuntos e prefere publicar o que lhe é dado por "agências de comunicação" ou estruturas afins ou "encomendado" em troca de um qualquer "pagamento". A opinião publicada é parcial, dada a campanhas orquestradas e a democracia comunicacional está prevertida.
Nestes termos, concordo a 95% com a teoria.
Já aqui nos parcos meios do AVP se denunciou isso a nível local e nacional.
É uma realidade.
Ponto final.
Agora onde é que a porca torce o rabo?
Em duas questões:
a) Este mensageiro tem credibilidade para emitir esta mensagem, erguer-se como paladino da justiça e da transparência e denuncia as situações de forma clara? E o seu aliado de momento, Emídio Rangel?
b) Se a situação existe tal como é descrita, o que fazer?
Vamos lá então por partes.
a) Em primeiro lugar, Carrilho é dos políticos com menos credibilidade para denunciar este tipo de situação e para ser o mensageiro da "boa nova" salvífica. Mesmo se acreditarmos que renegou parte do passado e agora é um "cristão-novo", prosélito em toda a escala da verdade comunicacional. Porquê? Porque se tivesse ganho, apesar de todas as congeminações que diz terem existido, estava calado. Porque aparece com esta ladaínha porque perdeu devido à falta de empatia com o eleitorado e devido a erros de arrogância estratégica, impondo-se a mal dentro do PS como candidato e reduzindo as hipóteses de diálogo com o resto da esquerda em Lisboa.
Foi por isso que ele perdeu. Não sou original nesta análise, porque ela é evidente. Carrilho só ganharia a CML se tivesse existido, isso sim, uma conspiração tenebrosa contra Carmona Rodrigues. Ele perdeu, tal como João Soares perdeu, por manifesta inépcia e auto-convencimento de uma capacidade política que não tem.
Para além de que Carrilho usou, ou beneficiou, mesmo se em escala menor ou com menor profissionalismo, de diversas manobras de "assassinato de carácter" de colegas seus de Partido, para chegar, antes de logo, a Ministro da Cultura e depois a candidato à CML. As vítimas foram António Reis e Ferro Rodrigues e não me lembro, em especial no caso de Ferro Rodrigues, de o ver inflamado a defendê-lo, em especial quando as candidaturas a Lisboa se perfilaram.
Carrilho calou-se enquanto a roda rodava em seu favor, quando aparecia na SIC e no Expresso e quando o "filósofo" se tornou presença frequente nas revistas light, em especial naquelas que lhe convinham e sob as condições acordadas para aparecer.
Quanto a Rangel, depois do passado glorioso na TSF, a sua passagem pela SIC e RTP, com todo o esquema aparelhista que montou e as suas bravatas quanto à possibilidade de manipular a conduta dos portuguerses a partir de audiências maioritárias demonstram bem quem foi um dos "pais" desta nova tendência de tudo tornar espectacular na informação televisiva e das possibilidades imensas de manipulação do público.
b) Mas se a existência das agências de comunicação é uma realidade e a sua aceitação plena é abençoada pelas mais altas instâncias do estado socialista - vejam-se as campanhas comunicacionais deste Governo sobre a OTA e o TGV que fazem parecer ingénuas as manobras de Santana Lopes, Paulo Portas e Morais Sarmento para erguer uma Central de Comunicação no governo anterior - o que fazer perante o que é encarado como um mal?
Das duas, três: ou se vive com isso, sofrendo ou não; ou se denuncia a situação desde o ovo e mesmo quando o ovo está no seu ninho e não só no dos outros; ou, por fim, se vai pacientemente desmontando na prática a acção dessas campanhas comunicacionais, não apenas quando os visados somos presuntivamente nós.
Modéstias à parte, aqui no AVP tentamos fazer isso em relação à incipiente, mas eficaz localmente, máquina oficial de propaganda moiteira da aliança político-taurina de circunstância. Porque fazemos isso? Porque achamos qu o público merece um contra-spin à imagem bela e delicodoce de coisas que o não são. Já aqui falámos de livros como o The Rise of Political Lying ou o All'Fair de James Carville e Mary Matalin ou ainda de vários sobre os spin doctors de Tony Blair e do Labour, que demonstram teoricamente e na prática como tudo isto funciona e como pode ser contrariado.
Contraria-se a coisa, denunciando situações concretas e facultando a informação correcta, quando não é isso que os "meios oficiais" colocam em circulação.
Por isso não fazemos "requerimentos" pelos "canais oficiais". Se quiséssemos informação mastigada, digerida e cuspida por uma máquina de propaganda chegava-nos o que nos querem dar.
Por isso, a atitude correcta é identificar os momentos em que a comunicação distorce a informação, verificar a informação correcta e apresentá-la.
Mesmo quando não temos nada a ganhar ou perder com isso, em termos individuais.
E é por estas bandas que Carrilho falha, porque já se percebeu que este livro e estas denúncias, ao contrário de 20 anos de ladaínha do Pacheco Pereira a este respeito, vão desaparecer logo que Carrilho for chamado para um qualquer cargo de responsabilidade.
O que o chateia é a sua dispensabilidade pelo poder socrático e a sua ausência das primeiras linhas do PS actual.
Daí ter arrigementado para as hostes dos presentes no lançamento do livro outros amargurados do PS, desde aqueles por quem tenho alguma admiração política (Alegre) ou simpatia pessoal (Medeiros Ferreira), mas que são apenas uma coligação de actuais vencidos da política.
Então, tal como ele fez como Ministro da Cultura, veremos como ele filtra como qualquer outro a informação e se esquece das denúncias de agora.
E isto não é um processo de intenções, porque se baseia no conhecimento do que ele fez como governante e de alguns dos meios que usou.
Quereria eu Carrilho como paladino de uma causa, que até aceito?
Não, porque ele me largaria à primeira esquina em que houvesse uma grande instituição cultural onde ele pudesse "fazer obra", "mudar as coisas".
Não estivesse o CCB com outro já lá ou a Gulbenkian com os quadros aparentemente preenchidos e alguma esperança existiria.
A única hipótese é morrer para aí outro Gulbenkian ou outro Champallimaud e deixar um legado de muitos milhões para uma Fundação para a Cultura, designando Carrilho como seu presidente, e logo se esfumariam no ar todas estas veemências.
AV1
Pensamento de Barriga Vazia
Se eu fico sempre admirado quando o AVP, mesmo estando normalmente nos 10-15% dos blogs mais visitados (vá... não queriam agora falsas modéstias, pois não?), se encontra atrás de blogs que já fecharam as portas, o que sentirão aqueles cujos blogs serão ainda menos visitados do que blogs que nem sequer ainda foram criados?Zé Gago (consegui escrever quatro vezes a palavra "blogs" num par de linhas, é obra!)
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