quarta-feira, dezembro 12, 2007

Trabalho, muito trabalho...

A razão da ausência quase completa durante o dia de hoje.
Cansaço, muito cansaço.
E verdade seja dita, se nos astrairmos do movimento editorial em torno de Alhos Vedros, a vida local está mortiça.
Está tudo à espera que algo rebente.

terça-feira, dezembro 11, 2007

E já informou os seus colegas disso?

No Rio, a propósito do lançamento da revista Foral 2014:

«Em representação da Câmara Municipal, a vereadora Vivina Nunes salientou que Alhos Vedros é a terra do concelho que tem ainda mais património vivo, que é preciso cultivar e preservar.»

Em especial o caterpillar-Garcia e o bulldozer-Lobo?
Património vivo?
Ainda temos?
Que bom.
Mas com um esforçozinho eles acabam por destruir tudo.
Não é por falta de tentarem.
Acham que paredes velhas são para derrubar.
Pilarestes é que são bons.
O poço qualquer dia é abalroado por uma camioneta que esteja a estacionar por ali.
O palacete está cai-não-cai.
A capela da Misericórdia está como sabemos e nada se fez para a recuperar.
Quanto ao património natural nem é bom falar, porque é a maior das vergonhas.
Mas temos rotundas.
Muitas.
Rotundas são boas.
A malta anda à volta, fica tontinha e não percebe que este tipo de declarações são mesmo para ofender a inteligência de qualquer um com vergonha ca ra.

Autarca-modelo

Da TSF:

«Isaltino Morais vai sentar-se no banco dos réus

Além de Isaltino Morais, vão também a julgamento a irmã do autarca, Floripes Morais de Almeida, o jornalista Fernando Trigo, o promotor imobiliário João Algarvio e Mateus Marques.
Florípes Almeida vai responder em Tribunal por co-autoria material com o irmão de um crime de branqueamento de capitais.
O jornalista e actual empresário Fernando Trigo vai a julgamento por um crime de participação económica em negócio e um crime de branqueamento de capitais, ambos em co-autoria com Isaltino Morais.
O promotor imobiliário João Algarvio vai sentar-se no banco dos réus pela autoria material na forma consumada de um crime de corrupção activa.
O arguido Mateus Marques responde também em julgamento por um crime de corrupção activa na forma consumada.»


E claro que clama inocência de tudo e mais alguma coisa.
Interessante a aliança entre os intervenientes, as suas ocupações e trajectos profissionais.

Este sacana tem cá uma lata

Do Público:
«Líder líbio acusa europeus de não respeitarem africanos
Kadhafi confronta países ocidentais com direitos dos imigrantes»

Nada como ter recursos energéticos no país para um tipo passar do terrorismo de Estado para lições de ética política.
E - como com o Putin, o Chávez, os tipos da Arábia Saudita, etc, etc - os grandes líderes europeus metem a viola no saco e sorriem.

A vantagem é que dá para fotografar (mal) a qualidade urbanística

Mais devagarinho, por favor....

Já não chegavam as obras no IC21.
Mal acabam as obras na rotunda da REFER, vai de levar com as obras ali no viaduto a caminho do Vale da Baixa.
O melhor é mesmo andar a pé.
Só é pena que aquilo não tenha espaço para peões.
Pois é, esqueceram-se.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

As 3 idades de um "clássico" local



Em 1981 a publicação dos Subsídios para a História de Alhos Vedros foi a verdadeira pedrada no charco do total desconhecimento existente - para além das memórias individuais e das estórias orais - quanto à ancestralidade de Alhos Vedros e detalhes da sua História.
Obra do padre Carlos Alves era uma publicação de divulgação, sem grandes pretensões académicas.
Mas preencheu um cantinho do enorme vazio existente sobre o tema.
Rapidamente esgotada a edição, passou mais de uma década até aparecer uma segunda, em 1992.
Foi entre esses anos que, curiosamente, o meu interesse sobre as origens e a situação de Alhos vedros teve maior vigor.
Ou dizendo melhor: cresceu e quase desapareceu.
Primeiro com a constatação do muito que se podia fazer em termos de preservação do que tinha ficado como que parado no tempo, o que o historiador local/regional António Nabais considerava ser a sorte da terra; depois o desânimo perante o esventramento da terra em nome do progresso, que se viria a confirmar fugaz, e a permanência de verdadeiros atentados ao património natural, como era o caso da zona ribeirinha.
Os abarracamentos pseudo-industriais que se estenderam um pouco por toda a localidade desfearam-na, assim como o mau-gosto urbanístico, mas os alhosvedrenses parecem ter encarado isso, na sua maioria, como os efeitos indesejados mas necessários, do desenvolvimento.
Em 1992 eu já tinha desistido, porque percebera que o caminho tomado era outro e que a sensibilidade para as questões do património - apesar de alguns esforços individuais ou da acção da CACAV - era nula.
A 2ª edição da obra, com poucas modificações em relação à anterior (uma nova introdução e um esboço cronológico) deu-a a conhecer a mais gente.
Mas não era o suficiente para fazer os alhosvedrenses encararem o seu Património como uma riqueza.
O Urbanismo é que imperava e o poder moiteiro ditava as regras, mesmo quando isso era feito por gente de Alhos Vedros.
Em matéria de estudos pouco se ia fazendo, apesar das promessas.
E tudo se ia degradando.
Passaram 15 anos e o panorama ainda é mais deplorável em termos de destruição do património local, natural e edificado.
O poder político é de uma insensibilidade brutal nestas matérias e a ignorância é a regra.
O modelo de desenvolvimento é o da suburbanização terceiro-mundista, patega e míope.
Em termos de estudos locais, progrediu-se alguma coisa, mas muito menos do que o desejável.
Quem tem o dever de apoiar este tipo de trabalhos prefere gastar o dinheiro em carros, viagens ao estrangeiro em nome de geminações tropicais ou em eventos que não deixam marca.
E ao fim de 15 anos, os Subsídios do padre Carlos Alves ainda mantêm grande parte da sua importância.
A nova edição é bem mais agradável, mais completa e rica do que as anteriores.
Pelo cuidado gráfico, pelo enriquecimento iconográfico.
Mas, até por isso, alguns detalhes poderiam ter sido melhorados, com o apoio de algum estudioso local.
Falta uma bibliografia de apoio com as obras publicadas nos últimos 25 anos. São poucas, mas existem. E ainda outras de enquadramento.
Falta uma ficha técnica mais atenta à identificação, datação e origem das imagens.
Falta uma modernização do conteúdo equivalente à modernização da forma.
Mas não deixa de ser um objecto bonito de se ter, como que o reencontro com o velho "clássico" que foi amarelecendo nas nossas estantes.
O Padre Carlos está de parabéns, pela longevidade do interesse que o seu estudo suscita.
O Vitor Cabral também, pelo empenho que colocou nesta edição.
E a todos os outros, nomeados ou não, que ajudaram a esta edição.
Agora venham mais cinco... não reedições, mas novos trabalhos.

Sinal de Esperança



A publicação da revista Foral 2014.
Que seja o ponto de partida para a divulgação de estudos que se anunciam, muito em especial os de António Ventura, José Manuel Vargas e Tiago do Pereiro.
É altura de passar das propostas vagas a actos concretos.
Mesmo se os condicionalismos exigem que a publicação tenha alguns traços que a afastam do cânone das revistas de divulgação histórica é bem melhor do que ficarmos parados, em conversas de café, à espera do Graal, sempre com propostas muito etéreas e nunca com realizações, por simples que sejam.
Parabéns, pois à Alius Vetus, à sua publicação e respectivos fundadores, incluindo aquele que ainda há pouco tempo amesquinhava a história alhosvedrense.
Esperemos que a conversão seja sincera.

Só por aqui não concordam em levá-los

Do Público:
Barros Duarte desmente acordo na Marinha Grande

João Barros Duarte quebrou o silêncio no sábado ao conceder uma entrevista à Rádio 94 FM, de Leiria, em que desmentiu ter concordado com o seu afastamento da presidência da Câmara da Marinha Grande.
O ex-autarca, que pediu há cerca de um mês a suspensão do mandato, diz que ficou surpreendido quando o PCP lhe comunicou que ele devia abandonar a liderança do município, por a sua imagem e a do partido estarem desgastadas. "Fiz uma sondagem e percebi que não havia essa imagem. Houve um movimento no sentido de degradar a minha imagem", afirmou Barros Duarte, que reconquistou a câmara para o PCP, depois de dois mandatos do socialista Álvaro Órfão.
O comunista considera que o seu afastamento foi um "erro crasso", em termos políticos, e atribui a iniciativa a "dois ou três camaradas", que acusa de "má formação, incompetência política e maldade". "Infelizmente, com esta abertura democrática do PCP, introduziram-se indivíduos que não têm bagagem moral para pôr em prática os princípios do partido."
Ao fim de 45 anos de militância, Barros Duarte confessa que quase foi forçado pelo PCP a voltar a candidatar-se à Câmara da Marinha Grande e que a ideia era que transmitisse a sua experiência autárquica a Alberto Cascalho, que assumiu a presidência da autarquia na sequência do pedido de suspensão apresentado pelo ex-presidente após ter estado um mês de baixa médica.»


Pena que o camarada local que colaborava com aquele blogue da Marinha Grande com mais autores do que entradas não esteja disponível para nos esclarecer sobre a natureza do desgaste de Barros Duarte.
Porque pelos vistos o homem é mais ortodoxo que a própria ortodoxia pois critica a "abertura democrática" do PCP.
Deve ser da falta de vista....

Topes


A revista Blitz escolheu os dez melhores álbuns internacionais do ano.
Eis a lista:

1º - LCD Soudsystem - Sound of Silver
2º - The National - Boxer
3º - M.I.A. - Kala
4º - Amy Whinehouse - Back to Black
5º - Animal Collective - Strawberry Jam
6º - !!! - Myth Takes
7º - Arcade Fire - Neon Bible
8º - Kanye West - Graduation
9º - Andrew Bird - Armchair Apocrypha
10º Battles - Mirrored

Tudo muito alternativo e eclético e sem levantar grandes objecções. Aliás aqui no AVP demos sinal da publicação de pelo menos metade destes álbuns e outros só não apareceram por falta de vídeos ou tempo.
Por isso aqui ficam os Animal Collective e os !!!.

Importa-se de repetir?



Este texto é das coisas mais improváveis de encontrar no número do 10º aniversário de O Rio.
Porque o autor, da última vez que o jornal teve problemas, foi para a concorrência dizer mal, de forma pouco subtil, na concorrência.
Porque o autor depois de andar a cuspir fogo sobre os blogues agora parece ter sido acometido de uma súbita conversão.
Mas, enfim, só por isso ganha uns pontitos e até ao Ano Novo não lhe chamamos mais antropófago do regime.
E se continuar a não assinar com a peneirice do "antropólogo", até prometemos fazer uma trégua nesse aspecto.

domingo, dezembro 09, 2007

A Árvore Centenium-AVP



Deveria ser já um dos ex-libris de Alhos Vedros.
Juntamente com a palmeira sobrevivente do Largo do Coreto.
E é naturalmente mais gira que aquela toda artificial que seteve em Lisboa e agora está no Porto.
Até ao Natal vamos imaginar aqui umas forma de a decorar.
E é aproveitar antes que inventem que é preciso cortá-la.
E ela não está torta.
Eu é que sou naturalmente torto a fotografar.

400-500 milhões em Lisboa, 4-5 milhões na Moita

Assim vão as necessidades de empréstimos pelas autarquias.
O negócio cozinhado por António Costa-Presidente de Câmara com base na lehislação preparada por António Costa-Ministro, se passar no Tribunal de Contas, vai ser pretexto para um forróbódó de todo o tamanho por ese país fora.
Com sorte levam o sector bancário à falência.
Costa-Presidente de Câmara bem pode afirmar que o pessoal do PSD não percebeu nada do esquema por ele montado.
O problema é que este precedente, criado com o beneplácito da aliança de esquerda PS-PCP-BE vai ajudar a aumentar o clima de irresponsabilidade na gestãoi autárquica nesta parte final dós mandatos em decurso.
Conseguidos os empréstimos, a partir de meados de 2008 vai ser um gastar por conta igual ao que caracterizou o ano de 2005, um pouco por todo o lado e também aqui na Moita.

Para além disso, e no plano moiteiro, já repararam que as necessidades de empréstimo, resultantes de dívidas à CGS e ADSE, entre outros credores, acabam por corresponder em grande parte ao dinheiro gasto pela CMM com o reperfilamento e as obras de final do mandato passado (finalização do Fórum Cultural, obrinhas nas Praças da República, intervenção no Vale, etc), o que significa que - na prática - o poder moiteiro não tem capacidade para fazer nada que não seja pago pelo Estado Central ou feito "por conta"?

E olhem que da CGA e da ADSE não se livram com a atribuição de medalhas de mérito muncipal...

E não vale a pena disfarçarem, em Lisboa meteram o pescoço na força com o PS malvado e como o Zé.
Depois não venham aqui dizer mal deles.

A época de caça já abriu!

sábado, dezembro 08, 2007

Os 10 anos de O Rio


A edição está nas bancas e online.
É muito, muito interessante observar quem respondeu à chamada.
As presenças são simpáticas.
As ausências são evidentes e muito ruidosas.
Aqui pelo AVP há um leitor da primeira hora e um leitor ocasional, mais tarde regular.
A nossa solidariedade vale o que vale.
Acho mesmo que expressá-la muito até poderá ser contraproducente, pois os tempos andam estranhos.
Resta saber se haverá um 11º ano.
Quando da primeira "suspensão" o barulho e os protestos parecem ter servido para alguma coisa.
E agora?

(para não misturarmos as coisas, deixa-se para amanhã a análise de um dos mais improváveis textos incluídos nesta edição de O Rio)

Mais milhão, menos milhão

Do Público;

«Fraca adesão
Vanessa Gouveia
Ligação ao Fogueteiro e Barreiro em dúvida
A circulação nas composições da primeira linha da rede do MST tem estado muito abaixo das expectativas, justificando os utentes que, enquanto não for criada uma verdadeira articulação com outros meios de transporte, a adesão continuará fraca. Inaugurada o primeiro troço no dia 31 de Abril último com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates - 20 anos após ter sido idealizado -, que a considerou uma obra estratégica, o MST aguarda ainda a ligação ao interface rodoviário e fluvial de Cacilhas. A segunda linha, porém, entrará em funcionamento mais cedo, até ao Monte da Caparica. Da viabilidade destes traçados está dependente a extensão ao Fogueteiro e Barreiro.
A concessionária Metro Transportes do Sul irá receber mais 70 milhões de euros pela conclusão da primeira fase da obra do Metro Sul do Tejo (MST) no concelho de Almada, uma derrapagem orçamental que colmatará o atraso de três anos na exploração da rede do transporte de superfície na sua totalidade.
Uma aumento de mais de 20 por cento no orçamento inicial, que previa um custo total da obra de 320 milhões de euros, que o deputado do PSD eleito pelo círculo de Setúbal, Luís Rodrigues, quer ver responsabilizado, "para não ser o Estado, e consequentemente, cada um de nós, a arcar com dívidas contraídas devido a atrasos".»

Proposta

Tal como o diário era obrigatório em todo o balcão comercial local desde meados dos anos 70 (banindo-se a restante imprensa, excepto no caso da imprensa desportiva ou do DN) e antes de finar-se devido ao seu sucesso editorial, agora deveria obrigar-se à presença do Boletim Municipal e do Avante em todas as esquinas, sendo proibidas as cópias de O Rio e expulsos do concelho todos os seus assinantes.
Penso eu de que.

Uma parelha de sucesso



Até o Público trouxe publicidade a uma fundação khadafiana, pretensamente humanitária, contra o uso de metralhadoras.
Eu acho bem.
Já era tempo para mudarem para mísseis terra-terra.

Coisas Boas

1º SALÃO ILUSTRARTE DO LIVRO INFANTIL DO BARREIRO NO AMAC

«De 8 de Dezembro a 11 de Dezembro

O Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), no Barreiro, vai receber, de 8 a 11 de Dezembro, o 1º Salão ILUSTRARTE do Livro Infantil do Barreiro, um espaço de divulgação e promoção do livro infantil, ponto de encontro de autores, ilustradores, editores e público, infantil ou não.

Este certame, apadrinhado pelo Salon du Livre et de la Presse Jeunesse de Montreuil, surge ao fim de quatro anos de programação ininterrupta de exposições (trinta) e em plena 3ª edição da ILUSTRARTE – Bienal Internacional de Ilustração para a Infância 2007, cuja mostra se encontra patente ao público no AMAC até 31 de Janeiro de 2008.

O 1º Salão terá quatro dias de intensa actividade. Contará com a presença dos melhores escritores e ilustradores nacionais, disponíveis para autografar e personalizar os livros dos visitantes; lançará novos livros – os originais das ilustrações do livro a ser apresentados serão exibidos –, e terá abertas para visita as exposições da ILUSTRARTE 2007 e de projectos de alunos finalistas da ARCO.»