Não consigo entender, como se pode apoiar um poder que sistematicamente vota Alhos Vedros ao esquecimento e abandono e que quando intervem, nas chamadas obras de requalificação, destrói património, histórico, no caso da Cadeia Velha, ou corta árvores e cobre de calçada, zonas verdes, no caso das obras da praça da República, como no caso das obras da Praça da República.
Alhos Vedros tem sido o fundo de maneio económico da Moita, através das suas fábricas de cortiça, nos anos de 1930 a 1970, depois com as suas fábricas de confecções, nos anos de 1970 a 1990.
Tem de se encontrar um novo ou novos desígnios económicos para Alhos Vedros, mas desses novos investimentos têm de se desenvolver efectivamente Alhos Vedros e não ajudar a Moita a tornar-se uma cidade.
Porque o que tem interesse para a Moita geralmente não tem nenhum interesse para Alhos Vedros e para os Alhos Vedrenses.
As causas não são comuns, nem a cultura nem as prioridades, por isso acho que os Alhos Vedrenses tem de se unir esforços para defender os interesses de Alhos Vedros e não para defender o concelho da Moita.
AV2
quarta-feira, junho 22, 2005
terça-feira, junho 21, 2005
YO ! Tá-se !

Quando pensam que são os pretos que fazem os assaltos nas linhas, estão-se a passar, o grupo não é de pretos ou brancos, o grupo é do People !
Rouba-se porque se os Betos têm, nós temos de ter também !
Aqueles cotas vão trabalhar todos os dias para quê ?
...dasse, rouba-se aos bacanos, porque não prestam, servem...são escravos !
Não se rouba no nosso bairro, aí tá-se !
Secção História da BD
PDM - Justo Apelo de Zoap
Ai está o apelo do nosso leitor Zoap à participação no debate público do PDM, assim como o "plano de festas". O nosso muito obrigado.
Saudações alhosvedrenses.
Inquérito público:
de 4 de Julho a 2 de Setembro
Apresentações públicas:
Dia 05 Julho:
21.00h Paços do Concelho
Dia 06 Julho:
21.00h Junta de Freguesia de Alhos Vedros
Dia 07 Julho:
21.00h Junta de Freguesia do Gaio/Rosário
Dia 12 Julho:
17.30h Junta de Freguesia do Vale da Amoreira
21.00h Junta de Freguesia da Baixa da Banheira
Dia 13 Julho:
21.00h Junta de Freguesia de Sarilhos Pequenos
Dia 14 Julho:
21.00h Junta de Freguesia da Moita
Um abraço,
Zoap
Adenda: Existem contradições, de acordo com o leitor MdS entre este calendário e um publicado pelo Jornal da Moita. No site da CMM, em pesquisa muito rápida, não consigo achar as datas. Quem ajuda a esclarecer isto ?
Saudações alhosvedrenses.
Tenho visitado o teu blog com alguma regularidade, visto ser um dos raríssimos exemplos de uma voz crítica apartidária neste concelho. Pedia-te que tentasses divulgar com a mais viva voz o apelo à participação para o processo de Inquérito Público à revisão do PDM da Moita que se irá realizar em Julho. Trata-se de uma oportunidade única para fazer ouvir as nossas preocupações e as nossas expectativas para o desenvolvimento desta terra, estando consagrado em lei que as nossas críticas tenham consequência directa sobre o plano que será apresentado.
Digo-te já que me parece absurda a data escolhida para a realização do inquérito, em período de férias, em período pré-eleitoral e realizando-se no período mínimo imposto pela lei (44 dias). Se estiveres interessado em participar não te inibas e fica atento ao programa das festas:
Inquérito público:
de 4 de Julho a 2 de Setembro
Apresentações públicas:
Dia 05 Julho:
21.00h Paços do Concelho
Dia 06 Julho:
21.00h Junta de Freguesia de Alhos Vedros
Dia 07 Julho:
21.00h Junta de Freguesia do Gaio/Rosário
Dia 12 Julho:
17.30h Junta de Freguesia do Vale da Amoreira
21.00h Junta de Freguesia da Baixa da Banheira
Dia 13 Julho:
21.00h Junta de Freguesia de Sarilhos Pequenos
Dia 14 Julho:
21.00h Junta de Freguesia da Moita
Um abraço,
Zoap
Adenda: Existem contradições, de acordo com o leitor MdS entre este calendário e um publicado pelo Jornal da Moita. No site da CMM, em pesquisa muito rápida, não consigo achar as datas. Quem ajuda a esclarecer isto ?
Mais do mesmo... II
Outro debate recorrente é o da insegurança.
De tantos em tantos anos, em particular na altura do Verão, lá volta com mais força o tema.
E, confessemo-lo, de cada vez com mais razão de ser e com maior atraso nas soluções possíveis para o problema.
Não sou dos que defende a repressão pura e dura sem atentar às causas do fenómeno.
Mas também não sou dos que desculpam os atentados à integridade física e aos bens dos outros apenas pelo contexto social.
Por fim, não sou dos que tentam sacudir o assunto para uma qualquer instituição mais à mão: a Polícia e a sua ineficácia ou a Escola e a sua incapacidade para formatar os indivíduos para uma vida pacífica em sociedade.
Vamos entender duas ou três coisas básicas e que me parecem óbvias:
1) Os contextos socio-económicos de miséria e exclusão são naturais viveiros de comportamentos de contestação ao modelo de sociedade que cria essa mesma miséria e exclusão. Nada mais natural do que contestar o que provoca uma situação de desvantagem. No entanto, não explicam tudo.
2) Na nossa sociedade, teoricamente multiracial e de brandos costumes, formaram-se com naturalidade núcleos de resistência cultural em determinadas comunidades imigrantes, os quais apresentam diversos níveis de agressividade. Isto não é nada de estranhar e é comum em sociedades de acolhimento - veja-se o caso dos EUA e as formas de organização solidária de comunidades como a italiana, a irlandesa ou mesmo a latino-americana. Muitas vezes esses laços pretendem apenas preservar a memória da terra~mãe, enquanto em outros se tornam contra-culturas com uma feição mais ou menos marginal e criminosa, mesmo.
3) A integração das comunidades de imigrantes - em especial num país de emigrantes como o nosso - não pode passar pela aculturação forçada das novas gerações de descendentes de outras culturas, nomeadamente africanas. Por isso, se é legítimo exigir que os imigrantes cumpram os deveres de cidadania inerentes a uma vida colectiva pacífica e tolerante, também se lhes deve permitir o direito de4 expressarem a sua diferença, desde que de forma não agressiva para os outros.
4) Sendo necessária uma rápida acção de represssão quando se verificam fenómenos de perturbação da oprdem pública, em especial os que manifestam um grau de organização já elevado, a principal acção deve estar a montante desses fenómenos, ou seja, agindo de forma a não dar pretextos fáceis para se justificarem acções disruptivas. Traduzindo por miúdos: a sociedade deve organizar-se de forma a permitir a todos um nível mínimo de vida que não justifique acções de "vingança" ou "desforra" por parte dos que se consideram discriminados e despojados dos bens a que se acham com direito. Claro que essa percepção é subjectiva, mas numa sociedade sem desigualdades gritantes, é mais fácil atenuar determinados comportamentos.
5) Deve evitar-se, em especial por parte dos teóricos das teorias da "reprodução da desigualdade", o discurso de acusação à Escola por não fazer o enquadramento necessários de todos os indivíduos que por lá passam. Nada mais divertido (no mau sentido) do que ouvir ou ler aqueles que acham que a Escola é um mecanismo formatador das consciências e comportamentos e reprodutor das desigualdades sociais, lamentarem-se porque a Escola não formatou suficientemente os indivíduos para eles não adoptarem comportamentos de contestação agressiva. Não há político demagogo ou sociólogo de pacotilha de Esquerda que não venha com esse tipo de ladaínha que atribui à falta de sucesso na escola o desenquadramento social.
Meus amigos, se calhar a coisa é ao contrário... Se os miúdos tiverem uma habitação decente num bairro com condições mínimas, se os pais trabalharem em condições legais com salários capazes de suprir as necessidades essenciais e um pouco mais, se tiverem estruturas formais que enquadrem positivamente a manifestação da sua diferença cultural, talvez sejam menos frequentes episódios de evidente quebra de coesão social. Não é porque na Escola tiveram duas ou três negativas que desatam a partir tudo à volta.
6) Em vez de brandirmos com estatísticas (a la Jorge Coelho na Quadratura do Círculo) sobre o quão boa é a integração social em Portugal (é verdade que ainda não atingimos o clima de guerra social latente dos subúrbios franceses ou a vaga de neonazismo da Alemanha), em vez mesmo de debatermos muito as teorias em voga há 30 anos sobre os efeitos da desigualdade social, talvez fosse melhor olhar para as condições em que vivem muitas comunidades de imigrantes e lembrarmo-nos que não as devemos tratar como o fizeram com os nossos emigrantes. Como familiar de emigrantes na França, Alemanha, EUA e Canadá (pelo menos) ouvi suficientes histórias de discriminação e humilhação para as querer reproduzir na minha terra.
7) Evitem-se, por favor os chavões fáceis. Apesar do que escrevi, não acho que a pobreza implica uma propensão para o crime (isso foi moda entre os patologistas sociais de há 100 e mais anos), porque se assim fosse não existiriam crimes de colarinho branco. Se é verdade que se deve erradicar a miséria da nossa sociedade como forma de a defender de alguns ataques, não é menos verdade que deve ser pela demonstração das vantagens da vida em comum, respeitando a liberdade dos outros e o direito de expressão de todos, que também passa a resolução de uma parte do problema. Se os exemplos de desonestidade, de logro, de falta à verdade, de maledicência institucional, de encobrimento sistemático de actos contrários à lei, de incumprimento da palavra dada, de fintas à Justiça com base em artifícios técnico-jurídicos, de impunidade perante actos clamorosamente negligentes e/ou dolosos, continuarem a partir de cima e dos que aparentam "sucesso", dificilmente os que estão em baixo encontrarão razões para adoptar condutas que só podem associar à falta desse sucesso.
AV1
De tantos em tantos anos, em particular na altura do Verão, lá volta com mais força o tema.
E, confessemo-lo, de cada vez com mais razão de ser e com maior atraso nas soluções possíveis para o problema.
Não sou dos que defende a repressão pura e dura sem atentar às causas do fenómeno.
Mas também não sou dos que desculpam os atentados à integridade física e aos bens dos outros apenas pelo contexto social.
Por fim, não sou dos que tentam sacudir o assunto para uma qualquer instituição mais à mão: a Polícia e a sua ineficácia ou a Escola e a sua incapacidade para formatar os indivíduos para uma vida pacífica em sociedade.
Vamos entender duas ou três coisas básicas e que me parecem óbvias:
1) Os contextos socio-económicos de miséria e exclusão são naturais viveiros de comportamentos de contestação ao modelo de sociedade que cria essa mesma miséria e exclusão. Nada mais natural do que contestar o que provoca uma situação de desvantagem. No entanto, não explicam tudo.
2) Na nossa sociedade, teoricamente multiracial e de brandos costumes, formaram-se com naturalidade núcleos de resistência cultural em determinadas comunidades imigrantes, os quais apresentam diversos níveis de agressividade. Isto não é nada de estranhar e é comum em sociedades de acolhimento - veja-se o caso dos EUA e as formas de organização solidária de comunidades como a italiana, a irlandesa ou mesmo a latino-americana. Muitas vezes esses laços pretendem apenas preservar a memória da terra~mãe, enquanto em outros se tornam contra-culturas com uma feição mais ou menos marginal e criminosa, mesmo.
3) A integração das comunidades de imigrantes - em especial num país de emigrantes como o nosso - não pode passar pela aculturação forçada das novas gerações de descendentes de outras culturas, nomeadamente africanas. Por isso, se é legítimo exigir que os imigrantes cumpram os deveres de cidadania inerentes a uma vida colectiva pacífica e tolerante, também se lhes deve permitir o direito de4 expressarem a sua diferença, desde que de forma não agressiva para os outros.
4) Sendo necessária uma rápida acção de represssão quando se verificam fenómenos de perturbação da oprdem pública, em especial os que manifestam um grau de organização já elevado, a principal acção deve estar a montante desses fenómenos, ou seja, agindo de forma a não dar pretextos fáceis para se justificarem acções disruptivas. Traduzindo por miúdos: a sociedade deve organizar-se de forma a permitir a todos um nível mínimo de vida que não justifique acções de "vingança" ou "desforra" por parte dos que se consideram discriminados e despojados dos bens a que se acham com direito. Claro que essa percepção é subjectiva, mas numa sociedade sem desigualdades gritantes, é mais fácil atenuar determinados comportamentos.
5) Deve evitar-se, em especial por parte dos teóricos das teorias da "reprodução da desigualdade", o discurso de acusação à Escola por não fazer o enquadramento necessários de todos os indivíduos que por lá passam. Nada mais divertido (no mau sentido) do que ouvir ou ler aqueles que acham que a Escola é um mecanismo formatador das consciências e comportamentos e reprodutor das desigualdades sociais, lamentarem-se porque a Escola não formatou suficientemente os indivíduos para eles não adoptarem comportamentos de contestação agressiva. Não há político demagogo ou sociólogo de pacotilha de Esquerda que não venha com esse tipo de ladaínha que atribui à falta de sucesso na escola o desenquadramento social.
Meus amigos, se calhar a coisa é ao contrário... Se os miúdos tiverem uma habitação decente num bairro com condições mínimas, se os pais trabalharem em condições legais com salários capazes de suprir as necessidades essenciais e um pouco mais, se tiverem estruturas formais que enquadrem positivamente a manifestação da sua diferença cultural, talvez sejam menos frequentes episódios de evidente quebra de coesão social. Não é porque na Escola tiveram duas ou três negativas que desatam a partir tudo à volta.
6) Em vez de brandirmos com estatísticas (a la Jorge Coelho na Quadratura do Círculo) sobre o quão boa é a integração social em Portugal (é verdade que ainda não atingimos o clima de guerra social latente dos subúrbios franceses ou a vaga de neonazismo da Alemanha), em vez mesmo de debatermos muito as teorias em voga há 30 anos sobre os efeitos da desigualdade social, talvez fosse melhor olhar para as condições em que vivem muitas comunidades de imigrantes e lembrarmo-nos que não as devemos tratar como o fizeram com os nossos emigrantes. Como familiar de emigrantes na França, Alemanha, EUA e Canadá (pelo menos) ouvi suficientes histórias de discriminação e humilhação para as querer reproduzir na minha terra.
7) Evitem-se, por favor os chavões fáceis. Apesar do que escrevi, não acho que a pobreza implica uma propensão para o crime (isso foi moda entre os patologistas sociais de há 100 e mais anos), porque se assim fosse não existiriam crimes de colarinho branco. Se é verdade que se deve erradicar a miséria da nossa sociedade como forma de a defender de alguns ataques, não é menos verdade que deve ser pela demonstração das vantagens da vida em comum, respeitando a liberdade dos outros e o direito de expressão de todos, que também passa a resolução de uma parte do problema. Se os exemplos de desonestidade, de logro, de falta à verdade, de maledicência institucional, de encobrimento sistemático de actos contrários à lei, de incumprimento da palavra dada, de fintas à Justiça com base em artifícios técnico-jurídicos, de impunidade perante actos clamorosamente negligentes e/ou dolosos, continuarem a partir de cima e dos que aparentam "sucesso", dificilmente os que estão em baixo encontrarão razões para adoptar condutas que só podem associar à falta desse sucesso.
AV1
Mais do mesmo...
... já não sei se diga, já não sei se fale.
Ontem, no Prós & Contras, um milhentésimo sexagentésimo vigésimo décimo debate sobre a prevenção dos fogos e a melhor maneira de os combater.
Se outra prova não houvesse da falta de visão estratégica de uma classe política (o Estado tem meios aéreos, próprios, o Estado não deve ter meios aéreos próprios, o Estado deve voltar a...), e de uma incapacidade atroz de ultrapassar os interesses individuais e de grupo (coordenação autónoma dos Bombeiros, coordenação conjunta com a Protecção Civil, modelo centralizado, modelo descentralizado, mandas tu ou mando eu...), os fogos aí estão todos os anos para provar a inexistência de uma política florestal nacional, a escassez e desarticulação das estratégias de prevenção activa e a predominância do voluntarismo na acção dos bombeiros.
Por enquanto vão-se salvando as casas na maior parte dos casos, mas já não há muito mais de interesse para arder...
Por isso, este tipo de debates não adianta nada, ao repisar o repisado, ao denunciar o denunciado e ao propor o que já foi mais do que proposto.
O clima não ajuda, mas a incompetência faz bem maiores danos.
Ontem, no Prós & Contras, um milhentésimo sexagentésimo vigésimo décimo debate sobre a prevenção dos fogos e a melhor maneira de os combater.
Se outra prova não houvesse da falta de visão estratégica de uma classe política (o Estado tem meios aéreos, próprios, o Estado não deve ter meios aéreos próprios, o Estado deve voltar a...), e de uma incapacidade atroz de ultrapassar os interesses individuais e de grupo (coordenação autónoma dos Bombeiros, coordenação conjunta com a Protecção Civil, modelo centralizado, modelo descentralizado, mandas tu ou mando eu...), os fogos aí estão todos os anos para provar a inexistência de uma política florestal nacional, a escassez e desarticulação das estratégias de prevenção activa e a predominância do voluntarismo na acção dos bombeiros.
Por enquanto vão-se salvando as casas na maior parte dos casos, mas já não há muito mais de interesse para arder...
Por isso, este tipo de debates não adianta nada, ao repisar o repisado, ao denunciar o denunciado e ao propor o que já foi mais do que proposto.
O clima não ajuda, mas a incompetência faz bem maiores danos.
segunda-feira, junho 20, 2005
Até amanhã !

Os nossos agradecimentos aos Escrúpulos Precários
A equipa do AVP despede-se por hoje - o mais avantajado é o AV1, que anda um bocadinho a descair para o gordito... é o excesso de exercício nos maxilares - enquanto pensa com delícia nas próximas sondagens a apresentar à simpática audiência. Adivinha-se, antes de mais, uma consulta sobre que pivot televisivo feminino levanta mais a moral do povo quando dá as notícias, uma outra sobre o maior flagelo musical das últimas décadas do século XX e, não necessariamente por último, qual a pior canção/cantor/grupo que participou nos lusos Festivais da Canção.
Não esqueceremos as temáticas locais, mas não gostaríamos de, desde já, revelar o tema de tais sondagens cujos resultados se adivinham capazes de alterar por completo o panorama local seja no plano político, como cultural.
Este Verão, estaremos imparáveis (ou talvez não... depende das opiniões...).
Porquê ?

Porque será que não valorizamos coisas que são nossas e que têm uma história riquíssima ?
Porque será que as autoridades locais, embora sabendo-se que este imóvel é de valor concelhio (está no Anexo 3 do Decreto), o deixam ficar ao abandono, abrindo-o apenas, em meses bissextos, para dar respeitabilidade a alguns eventos culturais passageiros ?
Porque será que não se valoriza o facto de a Misericórdia de Alhos Vedros ser uma das mais antigas de todo o país, fundada apenas dois anos depois da de Lisboa, mesmo se inicialmente ficava em outro local da vila ?
É certo que a CMM parece não saber a data dessa fundação, assim como muitas instituições locais (ressalve-se uma ou outra escola, melhor informada) e regionais (caso da Região de Turismo da Costa Azul) têm evidentes dificuldades na decifração epigráfica da data de construção desta Capela, mas isso não é razão para a deixar ali ao canto, meio encoberta, com o relógio sempre nos 20 para as 9.
Pelos vistos, não há manifesto que a salve.
E voltaremos a este assunto brevemente, se não se importarem.
O Livro a Ler...
Antes de começarem todos a protestar que isto hoje não sai nada de jeito, que não escrevemos nada sobre a terra e os costumes moiteiros que tanto criticamos, carreguem lá com o dedinho aqui e deliciem-se com o que a Rititi tem a dizer sobre a época das touradas.
Do melhor, pessoal, do melhor !!!
Fora eu gaja casada com amante dos toiros e dificilmente escreveria melhor.
E o livro vai todo pelo mesmo caminho.
Citação a propósito
«Quando tiverem desaparecido as hortas e quintas que ainda lhe refrescam os subúrbios, roídos já da lepra de alvenaria e pronto invadidos pelos esquadrões cerrados do casario de mau-gosto, em mesquinhos arruamentos que atestam a ausência de sentido urbanista no crescimento da capital - Lisboa ficará sendo o tipo acabado da cidade unhabitável. E o lisboeta, para fugir aos calmores e à crueza da luz estival, terá apenas a magra sombra dos prédios, essa mesma reduzida à estreiteza dos passeios, onde mal há espaço para postes, basbaques e candieiros.
Os nossos jardins, com as suas raras árvores cortadas à escovinha, são exíguos quintais de família. E esses pobres seres tosquiados e atrofiados que se alinham como procissões de asilo ao longo das nossas avenidas, só por metáfora se chamam árvores. Lisboa, capital da caliça, é o paraíso, o logradouro dos contrutores.»
José Rodrigues Miguéis, A Amargura dos Contrastes (Lisboa, O Independente, 2004, p. 61, reedição da crónica original de 25 de Novembro de 1933, no jornal O Globo)
Quem fala da Lisboa de há 70 anos, fala do concelho da Moita dos nossos dias.
Modernices (actualização)
Estamos a tentyar inserir uma funcionalidade destinada a fazer mini-sondagens no AVP, a partir do serviço Pollhost.com, mas parece que algo ainda não está a funcionar bem. Se não der certo passaremos para o FreePolls, caso o raio do programa não nos inviabilize todos os nomes e utilizador que escolhemos.
Mas se calhar o melhor é estarmos quietos e deixarmo-nos destas nhorquices.
Adenda: Já está tudo OK. O problema, afinal, era a localização da coisa no template. Já podem votar, que nós iremos sofisticando os inquéritos e aceitamos propostas de temas para novas auscultações ao amável público.
Mas se calhar o melhor é estarmos quietos e deixarmo-nos destas nhorquices.
Adenda: Já está tudo OK. O problema, afinal, era a localização da coisa no template. Já podem votar, que nós iremos sofisticando os inquéritos e aceitamos propostas de temas para novas auscultações ao amável público.
É só mais um bocadito...

Foto do Brocas
... e o pessoal já aparece.
Isto hoje está meio atrapalhado, mas ja começamos a largar postas.
Entretanto fiquem-se com o Pelourinho manuelino de Alhos Vedros, que todos conhecemos, mas que talvez não saibamos ser o único inteiro em toda a Margem Sul.
O atraso tem, por vezes, destas vantagens.
Resta saber se não requalificam o Largo da Misericóridia e inadvertidamente o deitam abaixo.
domingo, junho 19, 2005
Notas soltas
Apenas três apontamentos que restam do fim de semana:
* Inenarrável entrevista, tipo OMO lava mais branco, de Manuel Maria Carrilho ao jornal que o tenta levar ao colo para a CML (Expresso). O nível das ofensas que dirige a Carmona Rodrigues vai muito para lá do plano político e revela a mesma baixeza que levou à produção do famigerado vídeo com a Bá'bara e o Dinis Maria, mais os cidadões.
* Interessante evolução sobre o caso Freeport. Afinal poderá ter havido uma conspiraçãozita a meter agentes da Judiciária, órgãos de comunicação social e alguém do círculo íntimo da governação de então. Agradecíamos que aquele(s) nosso(s) leitor(es) que pareciam muito bem informados sobre a coisa na altura, nos tragam agora algum esclarecido contributo que permita alumiar o que se adivinha ser um outro baixíssimo episódio da politiquice nacional.
* Afinal existem menos tugas DOC da Frente Nacional preocupados com a criminalidade do que maralha de várias cores disponível para espalhar a confusão em Carcavelos. Seja por onde for que peguemos nestas questões, as conclusões não são animadoras (ainda se lembram do proto-pseudo-episódio racista do final do Verão de 93 em Alhos Vedros que fez tanto alarido e acabou por parir um rato ?). Isto deve ser do calor...
* Por fim, Rodrigues dos Santos a abrir o Telejornal desta noite com o anúncio de Tiago Monteiro ir em 3º lugar na corrida de F1 em Indianapolis. Não é que fosse mentira, só que demorou um bocadinho a explicar que só tinham partido seis pilotos, os que usavam pneus Bridgestone, devido aos problemas de segurança que os Michelin tinham experimentado. O valor de TIago Monteiro não está em causa, pois não terá sido por acaso que foi piloto de testes da Renault. Agora resta saber o que fará a Presidência da República já que, em seu tempo, Pedro Lamy foi agraciado no 10 de Junho por ter obtido 1 ponto ao longo de dois anos de carreira na F1. Agora o Tiago conseguiu já 6 pontos, 1 pódio e acabar todas as corridas em que entrou. O que resta: nomeá-lo Senador vitalício da Nação.
Adenda: Isto é mesmo indescritível.
* Inenarrável entrevista, tipo OMO lava mais branco, de Manuel Maria Carrilho ao jornal que o tenta levar ao colo para a CML (Expresso). O nível das ofensas que dirige a Carmona Rodrigues vai muito para lá do plano político e revela a mesma baixeza que levou à produção do famigerado vídeo com a Bá'bara e o Dinis Maria, mais os cidadões.
* Interessante evolução sobre o caso Freeport. Afinal poderá ter havido uma conspiraçãozita a meter agentes da Judiciária, órgãos de comunicação social e alguém do círculo íntimo da governação de então. Agradecíamos que aquele(s) nosso(s) leitor(es) que pareciam muito bem informados sobre a coisa na altura, nos tragam agora algum esclarecido contributo que permita alumiar o que se adivinha ser um outro baixíssimo episódio da politiquice nacional.
* Afinal existem menos tugas DOC da Frente Nacional preocupados com a criminalidade do que maralha de várias cores disponível para espalhar a confusão em Carcavelos. Seja por onde for que peguemos nestas questões, as conclusões não são animadoras (ainda se lembram do proto-pseudo-episódio racista do final do Verão de 93 em Alhos Vedros que fez tanto alarido e acabou por parir um rato ?). Isto deve ser do calor...
* Por fim, Rodrigues dos Santos a abrir o Telejornal desta noite com o anúncio de Tiago Monteiro ir em 3º lugar na corrida de F1 em Indianapolis. Não é que fosse mentira, só que demorou um bocadinho a explicar que só tinham partido seis pilotos, os que usavam pneus Bridgestone, devido aos problemas de segurança que os Michelin tinham experimentado. O valor de TIago Monteiro não está em causa, pois não terá sido por acaso que foi piloto de testes da Renault. Agora resta saber o que fará a Presidência da República já que, em seu tempo, Pedro Lamy foi agraciado no 10 de Junho por ter obtido 1 ponto ao longo de dois anos de carreira na F1. Agora o Tiago conseguiu já 6 pontos, 1 pódio e acabar todas as corridas em que entrou. O que resta: nomeá-lo Senador vitalício da Nação.
Adenda: Isto é mesmo indescritível.
Novidades
Apenas uma pequena actualização, no sentido de destacar que agora já podem saber a temperatura na zona da Grande Lisboa e que também passámos a incluir os links permanentes do Arre-Macho (blog moitense que inaugura a secção Para Lá da Ribeira), do Escândalos no Montijo e da Presidência da República. Sabemos que não são coisas muito parecidas, mas mesmo assim...
Para os primeiros dias da semana, e atendendo ao impasse em que se encontra a questão da Capela da Misericórdia, iremos aqui dar um nosso empurrãozito, com pequeno texto, algumas referências documentais e material fotográfico de arquivo.
Quem quiser colaborar com opiniões ou materiais sobre a Misericórdia, a sua História e a sua capela é favor usar o mail que está por cima do relógio, aí mesmo do vosso lado direito, ao alto.
Para os primeiros dias da semana, e atendendo ao impasse em que se encontra a questão da Capela da Misericórdia, iremos aqui dar um nosso empurrãozito, com pequeno texto, algumas referências documentais e material fotográfico de arquivo.
Quem quiser colaborar com opiniões ou materiais sobre a Misericórdia, a sua História e a sua capela é favor usar o mail que está por cima do relógio, aí mesmo do vosso lado direito, ao alto.
Suplemento Dominical em Quadrinhos (BD) #22

Este é nº22 do Suplemento em Quadrinhos, conseguimos pôr num formato correcto para leitura as séries que vinhamos a publicar, estão neste momento em Arquivos.
No Dobro do Formato, vamos continuar com as séries que vinhamos publicando, são elas o Tarzan, o Príncipe Valente, os Quadrinhos Dourados e o Frank Zappa Comic Book que já vão na 22ª semana de publicação !
Apresentamos uma história completa de ETCoelho em 4 páginas !
A "Flecha 2000" é a escolhida para esta semana na secção: "Revistas em Quadrinhos" que brevemente terá disponíveis as 22 anteriores revistas, das quais destaco o MA com as suas 5 séries !
A Imagem do Dia
O Cartoon de Domingo

Jeff Danziger
Agora que nós tínhamos preparado uma sessão especial de links para preparar o referendo sobre o Tratado Constitucional Europeu, o processo de ratificação parece que vai ficar em banho-maria. O Pacheco Pereira já suspendeu o Sítio do Não e o Marcelo Rebelo de Sousa só tinha um esboço do que seria o do Sim, mas até isso já desapareu hoje.
Resta-nos ir despachando alguns cartoons que já recolheramos sobre o tema.
Neste é a vez do Blair explicar à França e Alemanha porque não está muito preocupado com o assunto, após ganhar a terceira eleição com maioria absoluta graçlas ao bom desempenho económico, apesar (ou antes por causa) de se ter mantido fora da zona Euro.
A Memória do Dia
Lx Comics, nº 1, Primavera de 1990.
Já lá vão 15 anos, mais mês, menos mês, que saiu o primeiro número da LX Comics, revista alfazinha dedicada à BD e publicada com o apoio da CML.
Belo formato, grafismo q.b., qualidade dos materiais acima da média com boa parte de produção nacional.
Foi editando uns números até que me foi desaparecendo da vista...
Pena... muita pena.
O Livro do Dia
Agora que a de Feira do Livro de Lisboa já acabou e a de Alhos Vedros ainda não começou, aqui estamos nós na nossa missão de divulgação literária.
Neste caso é o resultado do meu atraso na produção da minha autobiografia.
Um gajo chamado Martin Page já me ficou com a ideia (esta edição é de 2005 e é brasileira).
sábado, junho 18, 2005
Frank Zappa Comic Book

As primeiras 21 páginas com a história de Frank Zappa, estão já disponíveis, nos Arquivos do nosso Suplemento Dominical.
Amanhã, continua a história no Suplemento em Quadrinhos #22
Hoje estamos anti-tudo !
Através de mail amigo chegou-nos esta imagem de uma pequena máquina fotográfica digital que um conhecido laboratório andou a distribuir aos médicos para promover a utilização do medicamento em causa, o Celebrex, que é da mesma família (os cox-2 denunciados pela agência americana FDA aqui) do Vioxx, ou seja dos anti-inflamatórios que têm efeitos secundários potencialmente muito graves para a saúde.
É só espreitar aqui para o aviso geral sobre este tipo de fármacos e aqui para os perigos específicos do Celebrex.
Sei que não somos especialistas no assunto mas, a avaliar pelo que dizem os nossos amigos americanos, parece que a cura pode provocar mais danos (cardiovasculares) do que a doença.
Como, por mero acaso, tenho na família alguém que recorre a este tipo de medicamentos, não quis deixar de divulgar aqui o aviso que nos chegou pois não nos parece correcto andarem a incentivar os médicos a usar aquilo que já se sabe ser perigoso e de que o Infarmed permite a comercialização, mesmo depois de avisar para os seus perigos.
O Espírito Santo está em todo o lado !
Não é só em Benavente que o Grupo Espírito Santo tem interesses imobiliários em zonas onde a protecção da Natureza devia ser prioritária.
Este sábado vem um encarte de publicidade no Expresso em que se publicita o projecto para a aldeiazinha do Possanco, junto ao Tejo e ao estuário do Sado, numa extremidade da Herdade da Comporta (para mais detalhes).
O engraçado nisto é que, já lá vai mais de uma dúzia de anos, quando tive a minha primeira e única experiência de colaboração com uma empresa de publicidade, já estes tipos andavam ás voltas com a melhor forma de vender a Herdade da Comporta às postas para Turismo. Se me esforçar muito ainda arranjo o logotipo da época do que deveriam ser os folhetos publicitários.
Entalados pelas limitações ditadas pelo Poder Central à construção naquela zona do litoral do que pelas autarquias locais, ali muito carentes de meios e a babar pelo dinheiro a recolher por tais projectos (mesmo sendo da CDU, como em Benavente, aliás), acabaram por ir adiando ou reformulando os projectos sempre na mira de furarem os entraves e em nome das suas potencialidades estruturantes.
Pelos vistos é desta que a coisa vai e, como de costume, o que vem no retrato não vai ser aquilo com que os compradores irão deparar passados uns anos, quer porque nem sempre a realidade consegue mostrar-se à altura da publicidade, quer porque a meio da coisa, já o projecto foi todo alterado e, após a autorização inicial, é muito mais fácil duplicar ou triplicar a área do loteamento para construção e reduzir para metade ou um terço o ratio da área média por construção.
Mais uma...
Foto do Brocas
Para os mais desatentos ou para quem não é de cá, estamos aqui a proceder a Serviço Público e a divulgar a enésima Feira/Festa promovida pela CMM nos últimos meses: ela foi a Feira das Capacidades (uma boa ideia), ela foi a habitual Festa de Maio, ela foi a I Feira do Movimento Associativo, ele foi um Encontro de Bandas, ela vai ser a participação no Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas, ela vai a IX Feira Equestre a realizar daqui a umas três semanas. Vejam lá que até houve uma - a primeira - Feira do Livo e tudo na Moita há coisa de uns seis meses. E eu não me estou a lembrar de tudo.
Enfim, é um fartote de actividades cólturais e outras que tais.
A ideia não é necessariamente má, como já sublinhámos há uns dias.
Mesmo que na maior parte dos casos sejam iniciativas que a mim não me dizem nada, é verdade que dirão a outras pessoas e, portanto, são tão legítimas como uma Feira de Alfarrabistas, um Festival de Banda Desenhada, um Ciclo (já não digo festival porque há um na Tróia) de Cinema decente ou um Fórum destinado a discutir - a sério - o que é o Desenvolvimento Sustentado em zonas deprimidas como a nossa, tudo coisas onde eu passaria um bom pedaço do meu tempo.
Na falta de uma ideia para um desenvolvimento económico de tipo mais tradicional, opta-se pela organização de eventos como chamariz ocasional ou regular de gentes de fora e espera-se que, à moda de turismo, a terra fique no mapa.
No entanto, não sei se este afã festivo e organizativo será para durar.
Quer-me parecer, mas isto sou eu que já fui mais optimista, que no ano de 2006 as vacas vão minguar.
Nem tudo corre mal...

... nas idas matinais ao Modelo.
Depois de contornarmos todos os veículos mal estacionados, GNR incluída, e passarmos pelos mirones de quem toma o cafézinho da manhã, temos direito a uma "ilha" com uma micro-promoção de livros, principalmente da Asa.
Mas sempre se arranjam coisas boas por pouco dinheiro, como as que acima se incluem (vieram ainda os Contos Apátridas do Luis Sepúlveda e amigos).
Nas historietas sobre os gatos, temos a seguinte passagem de Théophile Gautier:
«Não é tarefa fácil conquistar a amizade de um gato, deste filósofo ponderado e tranquilo, uma criatura de hábitos, um amante da decência e da ordem. Não concede o seu afecto de forma leviana e, ainda que possa consentir em ser nosso companheiro, nunca é nosso escravo. Mesmo quando está na mais afectuosa das disposições, preserva sempre a sua liberdade e recusa uma obediência servil. Mas, uma vez que se tenha conquistado a sua confiança, é um amigo para toda a vida. Partilha as nossas horas de trabalho, de solidão, de melancolia. Passa noites inteiras nos nossos joelhos a ronronar e a dormitar, satisfeito com o nosso silêncio e desprezando, pelo amor que nos tem, a companhia dos da sua espécie.»
O que querem...
A primeira parte do texto parece ter sido escrita a pensar em mim e o final dos gatos(as) que fui tendo ao longo da vida.
sexta-feira, junho 17, 2005
Série Flagelos da Humanidade

Não, não foram só os Pink Floyd que me atormentaram nos anos 70.
O Mike Oldfield também. Este é apenas o primeiro dos três álbuns Tubular Bells que ele foi semeando ao longo da sua carreira, mal sentia que o declínio e o esquecimento eram ainda maiores do que o costume (mesmo se inferiores ao que ele merecia). Os UB40 também fizeram três Labour of Love, mas nenhum é tão mau como as sinfonetas deste rapaz.
Remédio santo para qualquer tipo de insónia e óptimo indutor de estados hipnóticos.
Hoje são só assuntos importantes !

Estive até há pouco a ver, com o cérebro quase por completo ausente, um episódio da segunda temporada da série Las Vegas (canal Fox).
É impressão minha ou aquilo é uma espécie de Marés Vivas só que em clima de Casino ?
Tem um canastrão mais velho (neste caso um James Caaan mais decadente que o Hasselhoff, sendo que hoje tivemos direito ao mítico bronze do George Hamilton como guest star), um par de canastrões mais novos e uma série de actrizes boas como o milho, sempre com vestimentas generosas para o nosso olhar.
O enredo é quase tão nulo como o do Baywatch e só sobra o estilo, neste caso mais espalhafatoso ainda do que o das praias da Califórnia.
Apesar de tudo, com o calor que se instala, é como um refresco que sabe bem enquanto se bebe, mas que passados uns minutos já esquecemos exactamente ao que sabia.
Mas não nos importamos de beber de novo.
Como vêem, isto hoje estamos a despachar tudo o que é assunto sério.
Assuntos sérios !

Um gajo não é de ferro e, em certos momentos, é obrigado a ceder aos temas quentes da actualidade.
E, convenhamos, esta semana foi marcada pela saída do nº 1500 da revista Nova Gente, uma verdadeira Bíblia da informação social cá do burgo.
Cativado pelo conceito de capa desdobrável adornada com galeria de beldades, à maneira da gloriosa Vanity Fair (mas sem conseguirem uma foto de conjunto como as da Annie Leibowitz mas apenas uma montagem com o Photoshop ou um amigo dele), gastei 1,25 € pela coisa.
Antes de mais, lamento o desaparecimento de O Meu Pipi (salvo seja) ele faria retoricamente com estas raparigas até me babo só de pensar.
Assim, resto eu.
Bem, vamos lá...
Notas de prova:
Entradas:
Capa desdobrável com Catarina Furtado (menos irritante do que o costume), a Sofia Alves (tão balofa como de costume), a Merche Romero (menos exuberante do que o costume), a Bárbara Guimarães (tão pose como de costume), a Marisa Cruz (tão grávida como começa a ser costume), a Isabel Angelino (com a pálpebra menos levantada do que o costume), a Isabel Figueira (como de costume) e a Sónia Araújo (mais vermelha do que o costume).
Prato Principal:
Dossier alargado sobre 16 personalidade (pp. 64-95), em que surgem, sem qualquer necessidade visível, 4 homens (Luís Esparteiro, Ruy de Carvalho, Jorge Gabriel e Manuel Luís Goucha), um dos quais numa pose perfeitamente dispensável (Esparteiro) e outro demasiado tostado para os meus olhos (Goucha). Quanto às meninas desprezadas pela capa, quase todas o foram bem: a Rita Mendes está com um cabelo de fugir a 300 à hora, a Fátima Lopes estilista é de fugir em qualquer circunstância, a Marta Pereira está parva de todo e a Teresa Guilherme acumula as duas últimas categorias sem grande esforço.
Quanto à nossa local Angelino, lá confessa ter trabalhado entre os 20 e os 21 anos numa livraria (alô Papelaria Saturno, foram promovidos...), ter tido uma primeira paixão aos 4 anos por um urso de peluche (rapariga precoce, mas mal acompanhada...), ter ficado muito triste pela morte da sua cadela Maria Pantufa (consta pelos canis que foi suicídio...) e - em nota de redacção - nunca ter dado prioridade à procriação (esperamos que pelo menos tenha treinado para o efeito...).
Sobre(a)mesa:
Escolheríamos, nos tempos que correm, claramente a Merche Romero, seguindo-se um pouco de Isabel Figueira com o café. A Angelino, como já a conhecemos dos tempos da "livraria", sabemos que tem bom aspecto, mas nem sempre corresponde às expectativas, em termos de desempenho.
Notas finais:
Muito mal amanhadinha a montagem de conjunto das páginas 62-63.
Inexplicável a ausência da Alexandrinha Lencastre, cuja vida também mudou e que também cresceu (para a frente, principalmente), nestes anos de publicação da Nova Gente.
Ponto a favor: a ausência da Alexandra Fernandes e das outras meninas da metereologia da SIC de outrora (excepção feita à que casou com o MEC).
Lixo escondido com o fedor de fora
Duas semanas antes de abrir a Expo98 tive a possibilidade de visitar o espaço, que estava em final de preparativos. Por todo o lado ainda havia entulho e restos das obras amontoados. Quando perguntei a uma pessoa responsável o que seria daquilo, disse-me que iriam estender uns tapetes de relva e que daí a dias nada se veria.
E foi verdade. Dias depois, lá voltei e vi as elevações de terreno verdejante, sob as quais estavam todos os detritos acumulados ao longo de meses.
Já na altura, aquilo me pareceu uma metáfora para o nosso país. Somos os mesmos de sempre, quantas vezes para pior, mas com uma patine de modernidade a tapar os podres e a pobreza (material, espiritual) de sempre. Quando se raspa o verniz, estala tudo à volta e aflora toda a porcaria que sempre cá esteve.
Com tudo o que estes últimos anos nos têm brindado (da pedofilia aos incêndios, das cabalas do Rato à prostituição de Bragança, do papel higiénico dos protestos estudantis às “pensões” dos Ministros, do défice que é o que não é aos referendos que não são o que são, ou vice-versa), parece-me que a patine estalou de vez, a relva secou, e o entulho começa a ficar à mostra.
O nosso país é uma manta de retalhos, em que o século XXI está mal cosido às permanências do Antigo Regime (não só salazarista mas mesmo pré-liberal), a “choldra” de D. Carlos pouco mudou e está pior que governável, porque agora “governa-se”.
Talvez as pessoas que agora vemos a falar na televisão ganhem alguma aura – quiçá dignidade – com o tempo, mas por enquanto são uns simulacros de líderes (políticos, de opinião, culturais, económicos). A sua pequenez é tanto maior quanto mais os comparemos com os seus antecessores, eles próprios muitas vezes longe do desejável.
O “chico-espertismo”, a incompetência arrogante, a ineficácia pomposa, a fácil verborreia vazia de significado, estão entre nós para durar, e não são umas quantas viagens a Paris, Londres, Bruxelas ou Nova Iorque, que fazem desaparecer traços de carácter bem entranhados. Chegámos a um ponto, em que o mais decente é tentar não ter nada a ver com isto e nem vale a pena escapar para outras paragens, porque por lá nos arriscamos a encontrar os “portugueses de sucesso” que mandaram colocar a relva em cima do entulho e se foram embora com o dinheiro da empreitada da sua remoção.
AV1
(Escrito originalmente em Outubro/03 para outro blog, agora apenas com um retoque e um ou outro ligeiro acrescento de meia dúzia de palavras. Atenção que, quando da redacção do último parágrafo. ainda não tínhamos exportado o Barroso e o Guterres.)
E foi verdade. Dias depois, lá voltei e vi as elevações de terreno verdejante, sob as quais estavam todos os detritos acumulados ao longo de meses.
Já na altura, aquilo me pareceu uma metáfora para o nosso país. Somos os mesmos de sempre, quantas vezes para pior, mas com uma patine de modernidade a tapar os podres e a pobreza (material, espiritual) de sempre. Quando se raspa o verniz, estala tudo à volta e aflora toda a porcaria que sempre cá esteve.
Com tudo o que estes últimos anos nos têm brindado (da pedofilia aos incêndios, das cabalas do Rato à prostituição de Bragança, do papel higiénico dos protestos estudantis às “pensões” dos Ministros, do défice que é o que não é aos referendos que não são o que são, ou vice-versa), parece-me que a patine estalou de vez, a relva secou, e o entulho começa a ficar à mostra.
O nosso país é uma manta de retalhos, em que o século XXI está mal cosido às permanências do Antigo Regime (não só salazarista mas mesmo pré-liberal), a “choldra” de D. Carlos pouco mudou e está pior que governável, porque agora “governa-se”.
Talvez as pessoas que agora vemos a falar na televisão ganhem alguma aura – quiçá dignidade – com o tempo, mas por enquanto são uns simulacros de líderes (políticos, de opinião, culturais, económicos). A sua pequenez é tanto maior quanto mais os comparemos com os seus antecessores, eles próprios muitas vezes longe do desejável.
O “chico-espertismo”, a incompetência arrogante, a ineficácia pomposa, a fácil verborreia vazia de significado, estão entre nós para durar, e não são umas quantas viagens a Paris, Londres, Bruxelas ou Nova Iorque, que fazem desaparecer traços de carácter bem entranhados. Chegámos a um ponto, em que o mais decente é tentar não ter nada a ver com isto e nem vale a pena escapar para outras paragens, porque por lá nos arriscamos a encontrar os “portugueses de sucesso” que mandaram colocar a relva em cima do entulho e se foram embora com o dinheiro da empreitada da sua remoção.
AV1
(Escrito originalmente em Outubro/03 para outro blog, agora apenas com um retoque e um ou outro ligeiro acrescento de meia dúzia de palavras. Atenção que, quando da redacção do último parágrafo. ainda não tínhamos exportado o Barroso e o Guterres.)
Olh'ó entulho fresquinho, ó freguês !
Foto do Brocas
Mais aterro, menos aterro, o pessoal gosta é de entulhar a zona ribeirinha no acesso ao Cais Novo.
Nunca ninguém sabe quem foi, nem viu, nem ouviu nada.
Era como as descargas da GEFA/Guston a meio da noite para o Tejo.
Mesmo os serviços da Câmara que por lá terão passado a renovar o piso do caminho não terão dado por isso, nem era essa a sua função.
Já aqui aconselhámos há ano e meio a criação da função de fiscal dos detritos, mas parece que a CMM ainda não pegou na ideia.
Estamos em Mudanças...
Com os subsídios por baixo da mesa que recebemos para "plantar" comentários e notícias no AVP, conseguimos os meios necessários para mudarmos de instalações.
Não é o Papamobile, não é um carro de compras da GNR, mas dá para o gasto.
Já tínhamos dito que não somos incorruptíveis, mas apenas que cobramos bem pelos serviços que prestamos.
Quotidianos tristes
O pessoal já aqui sabe a embirração que voto a quem, com muito espaço para estacionar de forma regular, gosta de usar os lugares dos deficientes, ou deixa o carro em segunda fila ou encostadinho ao sítio para onde vai, mesmo dificultando o trânsito dos restantes.
O Modelo da Moita/Carvalhinho, na hora do café da manhã e na do almoço é um bom exemplo da falta de civismo neste aspecto.
Quando vejo aquelas moiteiras e moiteiros de ar azeiteiro dono do mundo, cheios de suburbanite aguda, a encostar onde lhes apetece, fico logo com o desejo de que apareça um carro da PSP ou GNR que desate a distribuir multas e reboques.
Na semana passada, o meu desejo parecia concretizar-se.
Na manhã de 5ª ou 6ª feira lá estava o carrinho da GNR, encostado à esquerda junto à entrada do dito Modelo, mesmo juntinho aos prevaricadores.
Vai dar molho, pensei eu, e desta vez até vou ver.
Entrei e olhei em redor.
Nada de GNR.
Terão ido fazer qualquer diligência, pensei eu, e segui para dentro do supermercado.
Tinha acertado na da diligência.
O sôr agente (mais com ar de sargento pela curta estatura e rotundo diâmetro) tinha ido diligenciar a compra de um peixinho fresco à peixaria do tio Belmiro.
Enfim... não fiquei espantado porque conheço boa parte dos agentes locais e, sendo tudo malta porreira, em nada se distinguem do resto da populaça, deles tendo todos os vícios e quase nenhuma das raras virtudes.
Desapareci dali o mais depressa que pude, antes que não resistisse a mandar umas bocas à autoridade.
Hoje qual não é o meu espanto quanto me apercebo que, no acesso ao estacionamento do Modelo, ia mesmo atrás do mesmo carrinho da GNR (com uma matrícula que tinha uns numerozidos de que só identificarei o 9 como último, por pudor), com o mesmo tipo sozinho lá dentro, que voltou a estacionar em sítio proibido, e lá foi às comprinhas... destas vez mais variadas e não piscícolas.
Já sei que os homens ganham pouco e merecem pouco respeito da maralha; no entanto, penso que já saberiam isso antes de irem para lá e, para mais, muitos não conseguiriam melhor cá fora.
No entanto, o baixo pagamento, não deve ser desculpa para o desrespeito pelas regras.
Que eu saiba, os agentes não se deslocam em serviço sozinhos; que eu saiba, fora de serviço não devem usar as viaturas da corporação para passeios privados.
Mas, mesmo desconsiderando isso, pelo menos deveriam cumprir as regras de vida em sociedade cuja manutenção é a sua missão.
Podem dizer que sou picuinhas e insensível às dificuldades desta gente.
Só que, pelo menos por estas bandas, pouco é o serviço que eles apresentam, para além dos proverbiais dias de feira, em que se colocam a desviar o trânsito, ou das operações STOP, sempre nos mesmos sítios e às mesmas horas.
Enfim...
O Modelo da Moita/Carvalhinho, na hora do café da manhã e na do almoço é um bom exemplo da falta de civismo neste aspecto.
Quando vejo aquelas moiteiras e moiteiros de ar azeiteiro dono do mundo, cheios de suburbanite aguda, a encostar onde lhes apetece, fico logo com o desejo de que apareça um carro da PSP ou GNR que desate a distribuir multas e reboques.
Na semana passada, o meu desejo parecia concretizar-se.
Na manhã de 5ª ou 6ª feira lá estava o carrinho da GNR, encostado à esquerda junto à entrada do dito Modelo, mesmo juntinho aos prevaricadores.
Vai dar molho, pensei eu, e desta vez até vou ver.
Entrei e olhei em redor.
Nada de GNR.
Terão ido fazer qualquer diligência, pensei eu, e segui para dentro do supermercado.
Tinha acertado na da diligência.
O sôr agente (mais com ar de sargento pela curta estatura e rotundo diâmetro) tinha ido diligenciar a compra de um peixinho fresco à peixaria do tio Belmiro.
Enfim... não fiquei espantado porque conheço boa parte dos agentes locais e, sendo tudo malta porreira, em nada se distinguem do resto da populaça, deles tendo todos os vícios e quase nenhuma das raras virtudes.
Desapareci dali o mais depressa que pude, antes que não resistisse a mandar umas bocas à autoridade.
Hoje qual não é o meu espanto quanto me apercebo que, no acesso ao estacionamento do Modelo, ia mesmo atrás do mesmo carrinho da GNR (com uma matrícula que tinha uns numerozidos de que só identificarei o 9 como último, por pudor), com o mesmo tipo sozinho lá dentro, que voltou a estacionar em sítio proibido, e lá foi às comprinhas... destas vez mais variadas e não piscícolas.
Já sei que os homens ganham pouco e merecem pouco respeito da maralha; no entanto, penso que já saberiam isso antes de irem para lá e, para mais, muitos não conseguiriam melhor cá fora.
No entanto, o baixo pagamento, não deve ser desculpa para o desrespeito pelas regras.
Que eu saiba, os agentes não se deslocam em serviço sozinhos; que eu saiba, fora de serviço não devem usar as viaturas da corporação para passeios privados.
Mas, mesmo desconsiderando isso, pelo menos deveriam cumprir as regras de vida em sociedade cuja manutenção é a sua missão.
Podem dizer que sou picuinhas e insensível às dificuldades desta gente.
Só que, pelo menos por estas bandas, pouco é o serviço que eles apresentam, para além dos proverbiais dias de feira, em que se colocam a desviar o trânsito, ou das operações STOP, sempre nos mesmos sítios e às mesmas horas.
Enfim...
quinta-feira, junho 16, 2005
Material Alheio - Há Vida em Markl
Só mais uma acha para a fogueira:
... mas vou aqui dizer que a morte de Álvaro Cunhal me toca. Eu não sou comunista, nunca fui filiado em nenhum partido, mas considero-me um apolítico de esquerda. Convictamente de esquerda. O meu pai é militante do PCP, a minha mãe simpatizante e, como eu já contei numa edição antiga do HÁ VIDA EM MARKL, as primeiras bandas desenhadas que fiz na vida fundiam Heidi, Mário Soares, Pato Donald, Álvaro Cunhal, Mickey, Abelha Maia e Ramalho Eanes. Depois de o usar como parceiro de bonecos animados, sempre senti uma forte admiração por Álvaro Cunhal. Se havia alguém digno das palavras "mito vivo" era ele; no meio de um mar de políticos de gabinete e vira-casacas, eis uma espécie de super-herói de carne e osso, íntegro até à última e que viveu a política na pele (e por vezes de forma particularmente dolorosa). Cunhal merece um respeito unânime (e houve gente de todos os quadrantes políticos a manifestá-lo com uma rara sinceridade), pelo que, quando ontem, naquele programa da tarde da SIC Notícias, surge uma senhora benzoca a dizer que não percebia porque é que se estava a fazer tanto alarido com a morte de - nas palavras dela - "um ditador" (quê?), fiquei com vontade que o famoso homem de armadura com a galinha na mão, imortal criação dos Monty Python, surgisse por trás da dita senhora e lhe desse uma galinhada certeira na pinha.»
Poesia de Germano Filipe
PRECE CARNAVALESCA
Dá-me um carnaval
Dá-me pão e dá-me sal,
Farinha minha,
Dá-me a pele dum animal
Para me cobrir.
Dá-me uma bofetada
Na máscara
De dormir.
Dá-me ruídos
Papelinhos coloridos,
Serpentinas, buzinas,
Lindas ludovinas.
Dá-me um arlequim,
De Veneza, com certeza,
Dá-me um camião
Com flores
Pintadas à mão,
Tambores
Da África das dores.
Dá-me amores,
Dá-me uma pitada
Da branca coca
Do Rio carioca
De Portugal
De Abril
Que descobriu
O Brasil
Doente
Noutro poente.
Pode encontrar mais poesias de Germano Filipe no Portugal Corner, que tem um link permanente no AVP nos "Outros Amigos"
Dá-me um carnaval
Dá-me pão e dá-me sal,
Farinha minha,
Dá-me a pele dum animal
Para me cobrir.
Dá-me uma bofetada
Na máscara
De dormir.
Dá-me ruídos
Papelinhos coloridos,
Serpentinas, buzinas,
Lindas ludovinas.
Dá-me um arlequim,
De Veneza, com certeza,
Dá-me um camião
Com flores
Pintadas à mão,
Tambores
Da África das dores.
Dá-me amores,
Dá-me uma pitada
Da branca coca
Do Rio carioca
De Portugal
De Abril
Que descobriu
O Brasil
Doente
Noutro poente.
Pode encontrar mais poesias de Germano Filipe no Portugal Corner, que tem um link permanente no AVP nos "Outros Amigos"
A Polémica do Momento

Pink Floyd, Atom Heart Mother (que capa mais moiteira...)
Quem pensa que as polémicas sobre o Papa, a Irmã Lúcia, a situação degradante da zona ribeirinha de Alhos Vedros ou mesmo Álvaro Cunhal e o estalinismo foram marcantes e definidoras do que é a postura do AVP, estão enganados.
A verdadeira polémica que se impôs e o público exigiu (foi quase só o AL, mas ele vale quase por 1,5) relaciona-se com os Pink Floyd e o seu papel na História da Música e concomitantemente os seus perigos para a vida humana consciente.
Já afirmei que não lhes nego qualidade musical, mas não é isso que me impede de os considerar - com risco de perder 99% dos leitores do blog, ser ameaçado de morte repetidamente e passar a ser perseguido nas ruas por hordas de floydianos justamente ofendidos - um dos maiores flagelos da Humanidade, uma das principais razões da tristeza que foram os anos 70 (a par das calças à boca de sino, que o pessoal coçava na zona da genitalia para dar maior sensação de volume, e das permanentes dos jogadores de futebol) e, porventura, a razão para o atraso económico português nas últimas décadas de Novecentos.
É certo que o Mike Oldfield, os Tangerine Dream, os Camel, o Vangelis e até a fase inicial do Jean Michel Jarre contribuíram fortemente para a sensação de dormência apocalíptica que se viveu ao longo daquela década (e que alguns associaram erradamente à crise subsequente ao choque petrolífero de 73 ou à Guerra Fria), mas na minha modesta opinião foi a discografia dos PF a partir do Dark Side of the Moon e até ao The Wall (para mim o perigeu de toda uma carreira...) que provocou os maiores danos em toda uma geração.
Como devem calcular, e como resultado da importância incontornável da temática, voltarei brevemente a este assunto.
Nota Final: Usei os termos concomitantemente e perigeu neste post o que eleva o seu nível bués.
Dá cá o meu e não se fala mais nisso...
Do Público:
«No actual quadro financeiro (2000-2006) Portugal deverá receber cerca de 25,5 mil milhões de euros de fundos comunitários.» (É um dos últimos parágrafos)
Isto a dividir por 10 milhões de tugas residentes dá 2550 euros por cabeça.
Cá em casa somos 3, o que equivale a 7650 euros, até 2006.
É mais ou menos um mês da reforma do Campos e Cunha.
OK.
Para começarmos a negociar o apoio ao Governo, assim a modos que como entrada, aceito.
Depois, é preciso falarmos sobre o novo Quadro Comunitário de Apoio para o período de 2007 a 2013.
Aviso já que não estou disponível para cortes acima dos 10%.
Informem disso já o camarada Freitas, antes de apanhar o avião para Bruxelas.
Ou então emailem-no o mais depressa possível.
É uma mera questão de direitos adquiridos.
AV1
(O Brocas andou a fazer contas e eu fiquei com inveja...)
«No actual quadro financeiro (2000-2006) Portugal deverá receber cerca de 25,5 mil milhões de euros de fundos comunitários.» (É um dos últimos parágrafos)
Isto a dividir por 10 milhões de tugas residentes dá 2550 euros por cabeça.
Cá em casa somos 3, o que equivale a 7650 euros, até 2006.
É mais ou menos um mês da reforma do Campos e Cunha.
OK.
Para começarmos a negociar o apoio ao Governo, assim a modos que como entrada, aceito.
Depois, é preciso falarmos sobre o novo Quadro Comunitário de Apoio para o período de 2007 a 2013.
Aviso já que não estou disponível para cortes acima dos 10%.
Informem disso já o camarada Freitas, antes de apanhar o avião para Bruxelas.
Ou então emailem-no o mais depressa possível.
É uma mera questão de direitos adquiridos.
AV1
(O Brocas andou a fazer contas e eu fiquei com inveja...)
Me, Myself and I

Foto PS-Moita
Pela mão do nosso leitor VC recebemos com regularidade os comunicados do PS local relativos às suas actividades e etc.
Como repararão, raramente os divulgamos porque não achamos enquadrável nos objectivos do AVP. Não é Censura, é apenas bom senso e falta de... de... pachorra, é isso.
No entanto, existem eventos que dificilmente podem escapar à nossa apreciação.
E um desses eventos foi a vinda do pai da Nação Mário Soares à Baixa da Banheira para, teoricamente, promover a candidatura de Eurídice Pereira à CMM.
Escrevemos teoricamente porque, no fundo, Mário Soares anda apenas a relembrar-se a si e ao seu papel na História recente, o que se percebe com facilidade pelo resumo da sua intervenção.
Aliás, tendo MS defendido uma frente de esquerda comum para a CM Lisboa e um acordo para as futuras Presidenciais, seria algo paradoxal que viesse agora abrir frentes de combate à CDU na Moita.
Claro que Eurídice Pereira se terá apercebido do contra-senso, pois no comunicado do PS se lê a certa altura:
«A fechar o Encontro, a candidata do PS à Câmara Municipal da Moita, Dra. Eurídice Pereira, teve oportunidade de dar nota que “provavelmente muitos ter-se-ão perguntado porque é que o Dr. Mário Soares veio ao Concelho da Moita".»
Pois é !
Porque raios veio o homem à Baixa da Banheira falar de tudo menos da situação local ou mesmo das eleições autárquicas ?
Terá sido apenas para EP mostrar que tem contactos nas altas instâncias do PS ?
A candidata responde:
«E a resposta é a seguinte: Nós, Socialistas no Concelho Moita, queremos e vamos levar a água ao nosso Moinho e o Dr. Mário Soares foi a 1ª figura que nos veio à ideia quando procurámos encontrar alguém que melhor traduzisse a nossa determinação, a nossa vontade e a nossa capacidade de vencer. Por profunda convicção vos asseguro, no Concelho da Moita vamos mesmo levar a água ao nosso Moinho!”.»
Ficamos felizes com a imagem da água e do Moinho.
Como em todo o concelho só em Alhos Vedros existem ainda Moinhos de Maré - os únicos a que se deve levar a água para funcionarem - percebemos que o PS local está afinal preocupado com o nosso património.
Mas, verdadeiramente, a água já chega aos nossos Moinhos, pelo que não percebemos bem toda a ideia, nem a qual Moinho exactamente se referirá EP. Provavelmente ao do Cais Velho, porque o outro é de propriedade privada.
Será que o levar desta água ao Moinho é uma metáfora para, finalmente, o arranque de um projecto museológico para aquele espaço ?
Será esta uma promessa eleitoral ?
Será que Mário Soares nos vai apoiar nesta luta ?
Será que eu estou a alucinar ?
É o mais certo.
Eu nunca me dei bem com o calor e ao fim de umas linhas temos tendência a perder o fio à meada.
E o fio é o seguinte:
Mário Soares veio à Baixa da Banheira promover a sua memória e o seu papel na História, enquanto Eurídice Pereira se procurou promover a si e às suas ambições.
Lá porque Mário Soares não a deve conhecer mais do que eu e não veio dizer nada de interesse para o concelho, não vamos desvalorizar a iniciativa.
Isso são meros detalhes.
E sobre isto ?

Foto do Brocas
Agora que o Cunhal já foi queimado com as chamas do Inferno (foi só cremado, mas vai dar quase ao mesmo...), ninguém tem nada a dizer sobre esta miséria na zona ribeirinha de Alhos Vedros ?
Temos alguns dos nossos leitores habituais ausentes por uns dias, mas será que os que restam não têm nada a escrever ou a acrescentar sobre esta maravilhosa coloração aquífera ?
Só pedimos um favor, não se assinem como "Anonymous", sejam inventivos e arranjem nicks criativos como Virgolino Toutinegra, Natacha Todanova, Dolorosa dos Prazeres, Gastão Pé-Leve ou mesmo Perpétua Rameira (oopppsss... isto era mesmo nome de uma pessoa ...).
Porque o MEC foi grande !

O Miguel Esteves Cardoso foi uma das referências de final da minha adolescência e um dos principais contributos para o apuramento (ou não...) do meu sentido crítico e de humor.
Há 24 anos, no nº 64, de Maio/Junho de 1981, da Música & Som, saía um dos grandes textos de sua autoria dedicado à selecção das piores músicas dos anos 70, década particularmente atreita à porcaria musical (e não estou só a falar do glam-rock, do rock progressivo, da fase comercial do disco, das baladas românticas por cantadeiras que logo desapareciam, do Demis Roussos ou mesmo dos Pink Floyd).
Rever e reler esta meia dúzia de páginas (pre)dispõe-nos logo bem para um novo dia de baboseiras sobre o referendo ao Tratado Constitucional Europeu no fórum da TSF.
É Preciso ter Lata ó Coelhone !
Então não é que o Jorge Coelho, também na Quadratura do Círculo de ontem, atribuiu as culpas do sucedido em Carcavelos ao sistema educativo !
Ainda gostava de saber que raio de linha de raciocínio o homem fez !
Então as Escolas agora é que devem conter a criminalidade ou dissuadir as consequências da crescente guetização de certos ambientes suburbanos e, de caminho, minorar os efeitos da miséria material e da confusão ético-moral em que estes miúdos crescem ?
As Escolas podem fazer algo, mas que eu saiba ainda não são Casas de Milagres.
AV1
Ainda gostava de saber que raio de linha de raciocínio o homem fez !
Então as Escolas agora é que devem conter a criminalidade ou dissuadir as consequências da crescente guetização de certos ambientes suburbanos e, de caminho, minorar os efeitos da miséria material e da confusão ético-moral em que estes miúdos crescem ?
As Escolas podem fazer algo, mas que eu saiba ainda não são Casas de Milagres.
AV1
É Preciso ter Lata ó Pacheco !
Ontem no programa da SIC Notícias, a Quadratura do Circulo, Pacheco Pereira disse que não tinha ido ao funeral de Álvaro Cunhal porque não gosta desse tipo de homenagens...
Ora um homem que já vai no terceiro volume sobre Cunhal, que ao que parece é a sua Musa inspiradora, no mínimo teria de fazer esse esforço e ir homenagear Álvaro Cunhal indo ao seu funeral.
Nem que fosse para lhe agradecer o facto de lhe ter criado um motivo para tanta prosa e lhe ter criado um sucesso de vendas com as suas Biografias do líder do PCP.
AV2
Ora um homem que já vai no terceiro volume sobre Cunhal, que ao que parece é a sua Musa inspiradora, no mínimo teria de fazer esse esforço e ir homenagear Álvaro Cunhal indo ao seu funeral.
Nem que fosse para lhe agradecer o facto de lhe ter criado um motivo para tanta prosa e lhe ter criado um sucesso de vendas com as suas Biografias do líder do PCP.
AV2
quarta-feira, junho 15, 2005
O Reflexo do Camaleão
Ao longo dos anos descobri que tenho o mau hábito de, quase sempre, tender a discordar das posições dominantes em determinados ambientes.
Chamem-lhe mania, chamem-lhe o que quiserem.
Coloquem-me num Centro de Trabalho do PC e toda a gente me achará reaccionário.
Enfiem-me num brainstorming d' O Acidental e serei corrido como perigoso esquerdista. Metam-me numa discussão com um sindicalista e o homem fugirá aterrorizado pelo meu argumentário patornal; já se estiver junto com empresários "de sucesso" parecerei um suspeito sindicalista da velha guarda.
Chamo a isto o Reflexo ou o Síndroma (às avessas) do Camaleão.
Ou seja, assumo a cor inversa à do ambiente envolvente.
Agora uma historinha.
Há poucos anos fui convidado para um Colóquio organizado por um grupo de pressão da nossa sociedade, com o qual tenho algumas afinidades em virtude de algum trabalho que fiz anteriormente.
Levava a minha intervenção preparadinha e cheguei à sessão a horas, feliz e contentinho.
Era o último orador da coisa (não sei se isso era bom ou mau) e fui obrigado a ouvir os intervenientes precedentes.
Que estavam todos de acordo no valor das posições do referido grupo do pressão.
Com o que eu até estava razoavelmente de acordo.
Mas chateou-me ver toda a gente a acenar e a sorrir, todos felizes por ouvirem o que tinham ido ouvir e que era o que gostavam de ouvir.
Cheirei preguiça e acomodamento ao pensamento pré-concebido.
Pus os meus papéis de lado quando chegou a minha vez.
E o caldo entornou.
Coloquei em causa as posições de base que tinham sido expostas e o Céu só não me caiu em cima, porque o período de discussão foi interrompido pela hora de almoço.
Expliquei que o fazia, não porque discordasse do que tinha sido dito, mas porque a acomodação ao lugar-comum agradável e bem-pensante não leva a nada e muito menos à criação de algo novo.
Apesar de tudo, ainda me voltaram a convidar para outra iniciativa.
Serve isto para explicar porque, perante as reservas ao valor de Cunhal como figura da nossa História, tenho tendência a defendê-lo, pelo menos em parte. Porque é fácil dizer que ele não abjurou o estalinismo (o que não é correcto... porque o estalinismo foi formalmente retirado da linha oficial do PC ainda nos anos 50, mesmo se a figura de Estaline não foi apagada) e por isso era um criminoso de massas potencial.
Muita gente se esquece que Cunhal nunca teve o Poder nas mãos e muito do que é imputado ao PC no PREC foi resultado da acção de grupos políticos onde encontraríamos gente agora muito respeitável, de Presidentes da Comissão Europeia a eminências pardas da actual governação, passando por ilustres académicos e não só.
Mas a esses ninguém se parece lembrar de apontar os erros ou então justificam-nos com a "juventude".
O Cunhal é que leva com tudo em cima, esquecendo-se que terá sido graças a ele e ao Costa Gomes que em Novembro de 75 as coisas não descambaram para o torto.
Disso ninguém - ou muito poucos - se parece lembrar.
Haja memória... por completo !
AV1
Chamem-lhe mania, chamem-lhe o que quiserem.
Coloquem-me num Centro de Trabalho do PC e toda a gente me achará reaccionário.
Enfiem-me num brainstorming d' O Acidental e serei corrido como perigoso esquerdista. Metam-me numa discussão com um sindicalista e o homem fugirá aterrorizado pelo meu argumentário patornal; já se estiver junto com empresários "de sucesso" parecerei um suspeito sindicalista da velha guarda.
Chamo a isto o Reflexo ou o Síndroma (às avessas) do Camaleão.
Ou seja, assumo a cor inversa à do ambiente envolvente.
Agora uma historinha.
Há poucos anos fui convidado para um Colóquio organizado por um grupo de pressão da nossa sociedade, com o qual tenho algumas afinidades em virtude de algum trabalho que fiz anteriormente.
Levava a minha intervenção preparadinha e cheguei à sessão a horas, feliz e contentinho.
Era o último orador da coisa (não sei se isso era bom ou mau) e fui obrigado a ouvir os intervenientes precedentes.
Que estavam todos de acordo no valor das posições do referido grupo do pressão.
Com o que eu até estava razoavelmente de acordo.
Mas chateou-me ver toda a gente a acenar e a sorrir, todos felizes por ouvirem o que tinham ido ouvir e que era o que gostavam de ouvir.
Cheirei preguiça e acomodamento ao pensamento pré-concebido.
Pus os meus papéis de lado quando chegou a minha vez.
E o caldo entornou.
Coloquei em causa as posições de base que tinham sido expostas e o Céu só não me caiu em cima, porque o período de discussão foi interrompido pela hora de almoço.
Expliquei que o fazia, não porque discordasse do que tinha sido dito, mas porque a acomodação ao lugar-comum agradável e bem-pensante não leva a nada e muito menos à criação de algo novo.
Apesar de tudo, ainda me voltaram a convidar para outra iniciativa.
Serve isto para explicar porque, perante as reservas ao valor de Cunhal como figura da nossa História, tenho tendência a defendê-lo, pelo menos em parte. Porque é fácil dizer que ele não abjurou o estalinismo (o que não é correcto... porque o estalinismo foi formalmente retirado da linha oficial do PC ainda nos anos 50, mesmo se a figura de Estaline não foi apagada) e por isso era um criminoso de massas potencial.
Muita gente se esquece que Cunhal nunca teve o Poder nas mãos e muito do que é imputado ao PC no PREC foi resultado da acção de grupos políticos onde encontraríamos gente agora muito respeitável, de Presidentes da Comissão Europeia a eminências pardas da actual governação, passando por ilustres académicos e não só.
Mas a esses ninguém se parece lembrar de apontar os erros ou então justificam-nos com a "juventude".
O Cunhal é que leva com tudo em cima, esquecendo-se que terá sido graças a ele e ao Costa Gomes que em Novembro de 75 as coisas não descambaram para o torto.
Disso ninguém - ou muito poucos - se parece lembrar.
Haja memória... por completo !
AV1
Outras memórias...
Para os mais distraídos, este senhor foi o primeiro Presidente da República do pós 25 de Abril.
No meu entender, não era um democrata da forma como eu os concebo, para além de ser claramente neo-colonialista. Para além disso, foi chefe militar na Guerra Colonial e contra Salazar não fez nada, apenas escrevendo um livro importante já no final da Primavera marcelista.
Nesta edição da revista do Público (11/Fev/96), dois operacionais herdados da PIDE e das estruturas do Estado Novo testemunham como Spínola era o mentor do MDLP, movimento de luta armada que não será muito arriscado considerar "terrorista", responsável por diversas acções violentas em 74-75 contra alvos partidários específicos em Portugal.
Quando morreu, mereceu honras de Estado.
Isso não me incomodou.
Mas isso sou eu que não fui à catequese e a quem ninguém ensinou a perdoar ou a respeitar os mortos.
Leituras do Dia II
Leituras do Dia
Material Alheio - Terapia
Funerais
«Nestes dias morrem símbolos de coisas que ainda bem que não chegaram a acontecer. Não obstante, e à distância que é conveniente para reflectir, morre gente que não se curvou e que por isso pagou. Talvez a "coerência" fosse mais anquilosamento do pensamento e ossificação da análise. É bem verdade. Contudo, morre gente que não se vendia por dez réis de mel coado. Talvez o modelo de "humanismo" que nos propunham fosse ignorante da natureza humana. É bem possível. Sin embargo, morre gente que nunca se escondeu atrás de primos na Suiça, que não dispunha de "pensões", que não corria atrás dessas misérias de carácter. Por mim, infelizmente, isso já vai bastando para sentir admiração e respeito.»
«Nestes dias morrem símbolos de coisas que ainda bem que não chegaram a acontecer. Não obstante, e à distância que é conveniente para reflectir, morre gente que não se curvou e que por isso pagou. Talvez a "coerência" fosse mais anquilosamento do pensamento e ossificação da análise. É bem verdade. Contudo, morre gente que não se vendia por dez réis de mel coado. Talvez o modelo de "humanismo" que nos propunham fosse ignorante da natureza humana. É bem possível. Sin embargo, morre gente que nunca se escondeu atrás de primos na Suiça, que não dispunha de "pensões", que não corria atrás dessas misérias de carácter. Por mim, infelizmente, isso já vai bastando para sentir admiração e respeito.»
Provocação gratuita...
... aos nossos leitores mais dextros:
Caramba, que hoje Lisboa parece um viveiro de estalinistas.
Caramba, que hoje Lisboa parece um viveiro de estalinistas.
Espectacular !
Foto do Brocas
Agora só falta voltarmos a candidatar-nos a mais um Euro de futebol, que na Moita já haverá Estádio compatível.
Aliás, e voltaremos a isto, já repararam na febre de eventos que assolou a Moita e o concelho ?
A próxima é a Feira Equestre em Julho, de que temos um cartaz enorme à entrada de AV.
Pensando bem, pode ser este o destino da Moita, à semelhança do que se passa com o País.
Deixamos de produzir seja o que for e dedicamo-nos apenas à organização de eventos.
Perdoamos o Santana, desde que ele se reconcilie com a Cinha, e ficamos com um Casal-Maravilha na governação.
Agora para o concelho, aceitamos propostas sobre as melhores hipóteses para coordenar esta nova estratégia de desenvolvimento.
Ocorre-me a ideia de um Casal-Maravilha, bem fotogénico, mas não quero interferir na vida conjugal de ninguém.
Hoje sinto-me profundo
Por isso levem lá com uma prosa ainda mais chata do que o habitual.
«A apresenta uma opinião, enquanto B pensa na que irá injectar logo que possa, de forma decente. Isto é uma troca no sentido em que “trocamos” saudações: oferecemos uma fórmula e é-nos oferecida outra, mas geralmente vamo-nos embora com a nossa.»
J. Barzun, The House of Intelect, p. 63.
«A apresenta uma opinião, enquanto B pensa na que irá injectar logo que possa, de forma decente. Isto é uma troca no sentido em que “trocamos” saudações: oferecemos uma fórmula e é-nos oferecida outra, mas geralmente vamo-nos embora com a nossa.»
J. Barzun, The House of Intelect, p. 63.
Em 1959, Jacques Barzun ocuparia boa parte de um dos capítulos da sua obra The House of Intelect lamentando o declínio da conversa como forma privilegiada para o debate de ideias e para o exercício produtivo das nossas capacidades intelectuais. Segundo ele o hábito de conversar intelectualmente desapareceu quase por completo na sociedade ocidental. Em vez de construirmos uma conversa, articulando o nosso raciocínio no dos nossos interlocutores, analisando argumentos, avançando para novas ideias, limitamo-nos a "trocar ideias", no sentido comercial do termo. Toma lá a minha opinião, dá cá a tua, e pronto, já está, ficamos à mesma na nossa e tudo fica na mesma.
Realmente, embora escrito há quase 50 anos, isto retrata a actualidade da nossa vida intelectual e política (pois, porque já houve tempo em que a política estava ligada a sério à intelectualidade) de forma atrozmente rigorosa. Ninguém está para pensar sobre o que os outros dizem. Apenas se aceita ou recusa, ponto final, sem mais elaboração, conforme os alinhamentos e conveniências de ocasião. E quando as ideias diferem, o mais habitual é uma de duas soluções, ou ignorar as opiniões adversas ou então atacá-las como ofensivas sem discutir os seus argumentos. Agora discutir ideias, analisá-las, aperfeiçoá-las, modificá-las perante os outros, isso é que não porque parece ser sinal de fraqueza das nossas próprias convicções ou crenças.
Esta atitude traduz-se, na prática, numa crescente esterilidade do que passam por ser os “debates” de ideias no nosso país da vida política à académica mas passando por quase todos os aspectos da nossa sociedade. Os danos que este autismo traz manifestam-se, em minha opinião, quer na incapacidade de conjugar esforços para ultrapassar causas que poderiam ser comuns, quer numa agressividade vazia do discurso político.
Esta agressividade é o reverso da atitude que postula o silêncio sobre a “concorrência” como forma de a tornar invisível. Neste caso, os exemplos são muito fáceis de encontrar, desde os casos em que os responsáveis políticos (locais, nacionais) se limitam a atacar as propostas alheias, por serem alheias, procurando desacreditá-las por todos os meios,
Na verdade, aquilo a que se procura fugir é a um verdadeiro confronto de ideias, ao debate em torno de concepções diferentes sobre um mesmo fenómeno ou assunto e a uma eventual reavaliação das nossas próprias convicções perante o seu confronto com outras alternativas, em resumo, é a fuga exactamente ao que devia constituir o cerne do trabalho intelectual/político.
O contraditório não é necessariamente uma ameaça, mas antes um mecanismo indispensável para o progresso. Infelizmente, tanto a agressividade crítica não fundamentada como o ignorar ostensivo das vozes discordantes, só agravam o isolamento paroquial a que os políticos se têm vindo a votar relativamente aos cidadãos, em especial quando recorrem às mais elaboradas construções teóricas para esconder o vazio do conteúdo do seu próprio discurso.
Aliás, talvez a decadência actual do debate de ideias seja consequência directa e inevitável desse mesmo vazio.
AV1
Cá pela Margem Sul
Olha umas iniciativas curiosas, envolvendo os jovens, no Barreiro sobre o Ambiente e no Montijo sobre o PDM, que não ficaria mal a ninguém aproveitar.
Americanices
Na sequência do debate que vi na CNN no Domingo sobre a possibilidade dos blogs se estarem a constituir como um quinto poder que passou a fiscalizar a comunicação social e os seus desvios à verdade, como ela própria fizera em relação ao poder, , fui dar uma voltinha a um dos blogs de referência dos States - o pioneiro AmericaBlog de John Aravosis - e a algumas das suas ligações mais recomendadas, claro que todos numa linha de esquerda liberal america: o Blogging for the President, Crooks and Liars, o My Stolen Nation e ainda o Talk Left (a partir deles existem numerosas referências para outras explorações).
É curioso que todos acabam por ser sites não alojados em servidores de blogs, em parte por razões comerciais, mesmo se a sua estrutura é a de blogs. Curioso ainda como, mesmo usando o humor, muitos deles assumem uma postura ética no sentido de desmontarem o que consideram ser as mistificações produzidas pelo poder político e pelos media tradicionais.
É curioso que todos acabam por ser sites não alojados em servidores de blogs, em parte por razões comerciais, mesmo se a sua estrutura é a de blogs. Curioso ainda como, mesmo usando o humor, muitos deles assumem uma postura ética no sentido de desmontarem o que consideram ser as mistificações produzidas pelo poder político e pelos media tradicionais.
terça-feira, junho 14, 2005
Outros Tempos
Estive a ver na RTP Memória um bocado de um dos debates televisivos entre o Álvaro Cunhal e o Mário Soares em 1975, já depois da queda do V Governo Provisório.
Realmente eram outros tempos, cada um falava na sua vez de forma articulada, com escassas interrupções, sem ser preciso relógios e cronómetros ou regras com várias páginas para manter o bom comportamento, esgrimindo argumentos claros, concordássemos ou não com eles.
Ali decidia-se o futuro do país e percebia-se isso.
Agora, temos conversas de botequim que no fundo apenas se destinam a decidir a rotação das clientelas no Poder.
Realmente eram outros tempos, cada um falava na sua vez de forma articulada, com escassas interrupções, sem ser preciso relógios e cronómetros ou regras com várias páginas para manter o bom comportamento, esgrimindo argumentos claros, concordássemos ou não com eles.
Ali decidia-se o futuro do país e percebia-se isso.
Agora, temos conversas de botequim que no fundo apenas se destinam a decidir a rotação das clientelas no Poder.
Isto é o Progresso !
Foto do Brocas
Não temos por estas bandas - e percebe-se porquê - condomínios residenciais privados, mas já temos um Condomínio Empresarial.
Resta saber que tipo de empresas se irão instalar por lá.
Espero que não seja só para cash and carry ou armazéns grossistas, mas que também seja para empresas que produzam qualquer coisa, nem que seja a bosta aromática proposta pelo AV2 ou os pares de cornos amovíveis de minha inspirada criação.
Só dá pra 14, porque não é para todos.
Será desta que a Moita se vai tornar um pólo de inovação tecnológica ?
Será que o dito choque vai começar por aqui ?
Em Força !
Foto do Brocas
O PS atacou em força na passada semana com uma catrafada de outdoors com o sorridente (embora não propriamente esfuziante) rosto de Eurídice Pereira um pouco por todo o lado.
O nosso amigo Alhosvedrense acha que este é um caso de egocentrismo e que a CDU tem uma estratégia melhor, ao preferir não promover imagens individuais mas apresentar uma equipa. Em comentário, o bs acha que esta é uma forma de, em caso de derrota, rolar só uma das cabeças do PS.
Concordo em parte, mas discordo em mais um bocadinho destas análises.
Em primeiro lugar, ninguém nos diz que, em vez do Colectivo, a CDU não aposte na imagem jovial de João Lobo, como há quatro anos fez com (não tão jovial) João de Almeida que também deu a cara a bastantes cartazes.
Em segundo, penso ser normal que, em especial com as novas regras para as autarquias, se personalize a escolha do(a) Presidente.
Em terceiro, é óbvio que quem perde, bem ou mal, mais ou menos, deve pagar por isso e é apenas lógico que quem meteu a carne toda no assadouro como EP, se queime, caso o churrasco saia mal.
No entanto, nunca nos esqueçamos que esta malta que vive de carreiras político-partidárias nunca cai assim muito, porque existem sempre belas almofadas protectoras.
Então com o Estado-Rosa em instalação, duvido muito que EP tenha assim tanto a perder.
Pode é não ganhar tudo o que ambiciona, se é que, ao contrário do outro, tem verdadeiras "ambições políticas" e não apenas aparelhísticas.
Já agora, será verdade, como ouvi de raspão, que mesmo o PS anda com dificuldade em preencher a lista de candidatos às autarquias do concelho ?
A minha alma está parva !

Foto do Brocas
Pelo menos mais parva do que o costume !
E isto é caso eu tenha o privilégio de ter alma, o que desconfio.
Não é que o Brocas registou o início das obras nas rotundas de Alhos Vedros ?
Estou sem palavras !
Joaquim Raminhos candidato do BE à CMM
Ainda não é oficial, mas o Raminhos é o candidato pelo BE à presidência da CMM; aqui no AVP vamos estar muito atentos a esta candidatura...
Água Pura
Foto do Brocas
Conforme se prometeu já temos no Alhos Vedros Visual uma boa parte da reportagem fotográfica do Brocas a caminho do Cais Novo, por entre entulhos, monos e águas infectas.
Alguém tem algo a dizer sobre isso ?
Ou será que acham natural o estado em que está toda esta zona ribeirinha ?
De que serve falar de rede de saneamento básico se depois temos isto nas nossas traseiras ?
Será que as requalificações nos podem fazer esquecer isto ?
Só vale a pena pintar os lábios, mas andar sem lavar a roupa interior o mês inteiro ?
A zona ribeirinha da Moita é muito menor, mas vejam lá se não arranjaram dinheirinho do Polis para as obras !
E nem é que estivesse muito degradada.
O problema maior é o do dique onde se enterrou dinheiro para nada, pois só serviu para facilitar a acumulação de lamas, mas esse vai lá continuar.
Gestão de Espaço ?
João Salgueiro concedeu uma óptima entrevista à aliança Público/Dois/Renascença, de que vi passagens na Dois e RTPN no Domingo e na segunda à tarde.
Como não tive tempo para ver tudo, fui a meio da tarde de ontem comprar o Público para ficar com o registo de algumas partes deliciosas que ouvira sobre a subsidiodependência dos nossos empresários e a subserviência do Estado português quianto negoceia algo na UE.
Certamente por gestão de espaço, apenas foram concedidas duas páginas à transcrição das declarações do homem, quiçá porque não foi o José Manuel Fernandes a dirigir a entrevista.
Dessa forma, grande parte da mensagem crítica quanto aos hábitos e facilidades que enxameiam a nossa sociedade, da Educação ao Empresariado, desapareceram. Curiosamente, algumas passagens em que nas jornalistas se notou, no registo televisivo, algum maior incómodo ou sorrisos embaraçados.
Mesmo assim ainda sobrou um par de passagens incontornáveis como esta:
Como não tive tempo para ver tudo, fui a meio da tarde de ontem comprar o Público para ficar com o registo de algumas partes deliciosas que ouvira sobre a subsidiodependência dos nossos empresários e a subserviência do Estado português quianto negoceia algo na UE.
Certamente por gestão de espaço, apenas foram concedidas duas páginas à transcrição das declarações do homem, quiçá porque não foi o José Manuel Fernandes a dirigir a entrevista.
Dessa forma, grande parte da mensagem crítica quanto aos hábitos e facilidades que enxameiam a nossa sociedade, da Educação ao Empresariado, desapareceram. Curiosamente, algumas passagens em que nas jornalistas se notou, no registo televisivo, algum maior incómodo ou sorrisos embaraçados.
Mesmo assim ainda sobrou um par de passagens incontornáveis como esta:
«Como é que se pode explicar que nós, que somos o paós com a maior zona económica exclusiva e o maior consumidor e importador de peixe per capita, não tenhamos uma palavra a dizer sobre a política de pesca ? Temos o mesmo voto do que a República Checa ou a eslováquia, que nem orla marítima têm.»
(Público, 13 de Junho de 2005, p. 27, link não disponível na edição online)
segunda-feira, junho 13, 2005
O cartoon de 6ª feira, bué de atrasado
Exemplificando...
Só um exemplo do que é, na minha opinião, uma idiotice, mesmo se legitimada pela sacramental liberdade de opinião: no site de um períódico conservador americano identificam-se as 10 obras mais perniciosas dos séculos XIX e XX.
Na dezena em causa, o lugar cimeiro é atribuído ao Manifesto Comunista, que fica à frente do Mein Kampf com quase o dobro dos pontos. Será que é legítimo considerar que, em si, o Manifesto foi mais pernicioso do que a autobiografia de alguém que se propunha exterminar uma raça inteira de seres humanos ? Em que parte da obra de Marx está um qualquer tipo de incitamento à guerra ou ao extermínio ?
No 4º lugar aparece o Relatório Kinsey sobre Sexualidade Humana e no 7º A Mística Feminina de Betty Friedan.
Será que estas obras foram das 10 mais prejudiciais que se publicaram em 200 anos em todo o Mundo ?
Acho que nem o mais empedernido pároco de Fátima ou o puritano João César das Neves considerarão isso.
Mas isto é o que acontece quando colocamos voluntariamente as nossas crenças a tapar-nos os olhos.
Na dezena em causa, o lugar cimeiro é atribuído ao Manifesto Comunista, que fica à frente do Mein Kampf com quase o dobro dos pontos. Será que é legítimo considerar que, em si, o Manifesto foi mais pernicioso do que a autobiografia de alguém que se propunha exterminar uma raça inteira de seres humanos ? Em que parte da obra de Marx está um qualquer tipo de incitamento à guerra ou ao extermínio ?
No 4º lugar aparece o Relatório Kinsey sobre Sexualidade Humana e no 7º A Mística Feminina de Betty Friedan.
Será que estas obras foram das 10 mais prejudiciais que se publicaram em 200 anos em todo o Mundo ?
Acho que nem o mais empedernido pároco de Fátima ou o puritano João César das Neves considerarão isso.
Mas isto é o que acontece quando colocamos voluntariamente as nossas crenças a tapar-nos os olhos.
Cristo morreu, Marx também...
... e há pessoal que ainda não digeriu isso muito bem.
Nada como nos metermos com a Fé, para abespinharmos os espíritos, seja essa Fé, o Cristianismo (em especial a facção Católica), o Futebolismo, ou o Marxismo.
Já se sabia que ao tocarmos nas figuras de Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves iríamos levantar os ventos da ira sobre nós. Ainda não sopra tão forte como acerca do Papa (este e o anterior), mas com um pouco de jeitinho vai lá.
Depois de meses como detractores dos comunistas locais, parece termos passado a defensores do comunismo global.
Existem alguns equívocos, muito habituais em leituras rápidas ou muito marcadas pela experiência pessoal, quando reagimos de forma muito preconceituosa a certos temas.
Confundir Marxismo, Estalinismo, Maoísmo, Comunismo, ...ismo,...ismo, no mesmo saco não leva a grande coisa. E depois misturar isso com pessoas concretas nem sempre dá bom resultado se não distinguirmos bem do que falamos ou sobre o que escrevemos.
Já sei que existem leitores que gostam de nos chamar iluminados, mas não é propriamente este o caso. Apenas gostamos que as coisas sejam vistas e discutidas, sob todos os pontos de vista, sem tabus.
Concretizando, à pequena escala: lá porque eu acho que a gestão da CMM deixa muito a desejar, não é por isso que acho que toda a gestão autárquica comunista não presta.
Concretizando, à grande escala: não é porque o Estaline criou o Gulag e o Lenine tinha fortes hipóteses de ser sifilítico, que todos os comunistas que eu conheço (o meu pai, tio e tio-avô incluídos) são uma cambada de assassinos e depravados.
Por isso, retomamos aqui o essencial: Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal são figuras marcantes da nossa História, como muitos outros o foram, incluindo Salazar, Kaúlza de Arriaga ou Santos Costa.
Ignorá-lo é tentar reescrever a História à maneira estalinista.
É certo que a História é escrita pelos vencedores.
Mas é na vitória que se vê a grandeza dos Homens (e das Mulheres, claro...).
Nada como nos metermos com a Fé, para abespinharmos os espíritos, seja essa Fé, o Cristianismo (em especial a facção Católica), o Futebolismo, ou o Marxismo.
Já se sabia que ao tocarmos nas figuras de Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves iríamos levantar os ventos da ira sobre nós. Ainda não sopra tão forte como acerca do Papa (este e o anterior), mas com um pouco de jeitinho vai lá.
Depois de meses como detractores dos comunistas locais, parece termos passado a defensores do comunismo global.
Existem alguns equívocos, muito habituais em leituras rápidas ou muito marcadas pela experiência pessoal, quando reagimos de forma muito preconceituosa a certos temas.
Confundir Marxismo, Estalinismo, Maoísmo, Comunismo, ...ismo,...ismo, no mesmo saco não leva a grande coisa. E depois misturar isso com pessoas concretas nem sempre dá bom resultado se não distinguirmos bem do que falamos ou sobre o que escrevemos.
Já sei que existem leitores que gostam de nos chamar iluminados, mas não é propriamente este o caso. Apenas gostamos que as coisas sejam vistas e discutidas, sob todos os pontos de vista, sem tabus.
Concretizando, à pequena escala: lá porque eu acho que a gestão da CMM deixa muito a desejar, não é por isso que acho que toda a gestão autárquica comunista não presta.
Concretizando, à grande escala: não é porque o Estaline criou o Gulag e o Lenine tinha fortes hipóteses de ser sifilítico, que todos os comunistas que eu conheço (o meu pai, tio e tio-avô incluídos) são uma cambada de assassinos e depravados.
Por isso, retomamos aqui o essencial: Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal são figuras marcantes da nossa História, como muitos outros o foram, incluindo Salazar, Kaúlza de Arriaga ou Santos Costa.
Ignorá-lo é tentar reescrever a História à maneira estalinista.
É certo que a História é escrita pelos vencedores.
Mas é na vitória que se vê a grandeza dos Homens (e das Mulheres, claro...).
E agora, para algo mesmo importante !
Foto do Brocas
Este sofá está há anos numa das antigas salinas, à beira do caminho para o Cais Novo.
A estupidez do acto de quem o colocou lá torna supérfluas quaisquer outras palavras.
Já não sei se o mesmo se aplicará a quem o deixa lá ficar este tempo todo, como se esta zona não passasse de uma lixeira a céu aberto.
Sei que a zona ribeirinha de Alhos Vedros serve, para os poderes instituídos, principalmente de escoadouro de cloaca, mas pelo menos podiam disfarçar um tiquinho.
Já sei que a freguesia é grande, que os meios são poucos, que o pessoal é cego, que os chefes são tadinhos, que o pessoal político tem mais do que fazer, mas por todos os santinhos do altar - mesmo os de pau oco - não será possível evitar que se prolonguem estes desatinos ?
Mais Pink só o Mateus Rosé
O vídeo de pré-campanha de Carrilho, estilo caseiro, é do mais cosmo-pimbóide que nos pode ser oferecido por um desmesurado ego narcisista e auto-complacente.
O detalhe dos “cidadões” em boca de ex-Ministro da Cultura é apenas isso perante todo o conceito duplamente rosado da coisa.
Penso que, apesar de tudo, o que o Alberto João ou o Tino de Rans possam ainda vir a fazer ou o saudoso Mendes Bota possa ter feito, têm pelo menos o cunho da genuinidade.
Colocar uma criancinha que mal balbucia a pronunciar-se sobre a adequação da candidatura do papá ao município de Lisboa é algo que me transcende, em especial vindo de alguém que esmurrou um repórter que o tentou fotografar com mulher e o mais recente rebento, quando iam na rua, por considerar isso uma invasão da sua privacidade familiar (claro que tinha um contrato de exclusividade com uma empresa da concorrência, onde também escreve e para quem a mulher trabalha, mas isso...).
E eu que cheguei a pensar que a Bá’bara era boa rapariga e não apenas uma rapariga boa.
Está decidido.
Se me mudar para Lisboa, voto Carmona Rodrigues.
O detalhe dos “cidadões” em boca de ex-Ministro da Cultura é apenas isso perante todo o conceito duplamente rosado da coisa.
Penso que, apesar de tudo, o que o Alberto João ou o Tino de Rans possam ainda vir a fazer ou o saudoso Mendes Bota possa ter feito, têm pelo menos o cunho da genuinidade.
Colocar uma criancinha que mal balbucia a pronunciar-se sobre a adequação da candidatura do papá ao município de Lisboa é algo que me transcende, em especial vindo de alguém que esmurrou um repórter que o tentou fotografar com mulher e o mais recente rebento, quando iam na rua, por considerar isso uma invasão da sua privacidade familiar (claro que tinha um contrato de exclusividade com uma empresa da concorrência, onde também escreve e para quem a mulher trabalha, mas isso...).
E eu que cheguei a pensar que a Bá’bara era boa rapariga e não apenas uma rapariga boa.
Está decidido.
Se me mudar para Lisboa, voto Carmona Rodrigues.
E mais testes...

Já no pequeníssimo teste do site The Advocates for Self-Government me puseram no lado dos liberais, embora pelo que percebo no sentido americano do termo (esquerda liberal) e não no sentido confuso e muito amalgamado que é habitual na Europa.
Acho o teste demasiado curto para ser muito válido, mas tenho a impressão, ao fim de quatro testes, que é impossível meterem-me nas gavetas do centro ou da direita da cómoda.
O nosso amigo Mário da Silva ficou feliz por ter sido considerado centrista, por associar o centro à Virtude, só que eu tenho muitas dificuldades com o conceito e, principalmente, com a prática de quem se pretende virtuoso.
Como é que é ?
Teria de prescindir de todos os meus defeitos ?
Desse modo, sentir-me-ia completamente Nuzinho da Silva.
Mais Testes
Impressionado pela morte quase simultânea de Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal e sempre com dúvidas sobre aquilo que sou politicamente, lá fui fazer mais uns testes para encontrar a minha identidade.
De acordo com o teste político do OK Cupid, deu-me isto:
Por mim tudo bem, realmente sou mais permissivo em termos sociais do que económicos, embora não soubesse que sou um Democrata assim tão forte.
No diagrama com as figurinhas públicas, fiquei entre a Hillary Clinton, o Bono e o Gandhi (outra vez, já é sina querem-me ver de lençol à volta e descalço no meio dos desgraçadinhos).
Tudo bem, pois gosto dos U2 e não sou pela resolução violenta dos conflitos, mas mais por desesperar os adversários. Só tenho pena que a Hilária não tenha uma geração a menos e então a companhia ficaria bem agradável.
AV1
De acordo com o teste político do OK Cupid, deu-me isto:
You are a
Social Liberal (81% permissive)
and an...
Economic Liberal (26% permissive)
You are best described as a:
Strong Democrat
You exhibit a very well-developed sense of Right and Wrong and believe in economic fairness.
Social Liberal (81% permissive)
and an...
Economic Liberal (26% permissive)
You are best described as a:
Strong Democrat
You exhibit a very well-developed sense of Right and Wrong and believe in economic fairness.
Por mim tudo bem, realmente sou mais permissivo em termos sociais do que económicos, embora não soubesse que sou um Democrata assim tão forte.
No diagrama com as figurinhas públicas, fiquei entre a Hillary Clinton, o Bono e o Gandhi (outra vez, já é sina querem-me ver de lençol à volta e descalço no meio dos desgraçadinhos).
Tudo bem, pois gosto dos U2 e não sou pela resolução violenta dos conflitos, mas mais por desesperar os adversários. Só tenho pena que a Hilária não tenha uma geração a menos e então a companhia ficaria bem agradável.
AV1
Obituário

O Verão chega e, como de costume, começa a levar os mais idosos.
José Fontaínhas, de nome público Eugénio de Andrade, é mais um dos que desapareceram neste fim de semana prolongado.
Não vou ser hipócrita e dizer que o admirava imenso e à sua obra, aproveitando para citar uma ou duas linhas da dita.
A Poesia é um dos evidentes pontos fracos da minha formação e dos meus gostos.
Acho um enorme desperdício de tempo - para mim - a leitura da generalidade da auto-proclamada genial poesia portuguesa contemporânea.
Nem sequer gosto de recorrer ao pobre Camões quando me perguntam pelo meu poeta favorito. Se disser que é o Petrarca, toda a gente me observa de sobrolho franzido.
Mas Eugénio de Andrade, pela dificuldade da sua pessoa, pelo seu proclamado mau-feitio, pelo narcisismo, só me pode inspirar simpatia.
Por isso, aqui fica esta nota que, tal como a relativa aos outros dois defuntos desta quadra, está longe de ser um elogio fúnebre.
AV1
Homenagem do AVP a Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves
A Direita já pode dormir em Paz !

Por um daqueles acasos que os místicos considerariam altamente simbólicos, desapareceram num par de dias as duas figuras mais míticas de uma certa Esquerda portuguesa, ou seja, Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves.
O primeiro marcou toda a segunda metade do século XX em Portugal, para não dizer mais, enquanto Vasco Gonçalves foi o símbolo maior da deriva revolucionária da governação pós-25 de Abril.
Um representava uma adesão intelectual profunda ao marxismo-leninismo e só isso pode explicar a sua resistência a todas as provações, assim como a coerência do seu percurso de vida. O outro parecia representar uma adesão profundamente emocional a essa mesma ideologia, só assim se explicando o fogacho intenso que correspondeu ao ano e picos em que liderou o poder executivo, do II ao V Governo Provisório.
Nestas alturas, fica bem elogiar os defuntos.
E esse tipo de elogios já começou por parte de muitos dos que os ofenderam violentamente em vida, e quando escrevo ofenderam não quero dizer criticaram porque são coisas bem diferentes.
No entanto, devia existir um mínimo de pudor nestes elogios fúnebres dos sobreviventes.
Para mim, que não sou marxista, nem leninista, nem nada acabado em "ista" - a não ser comodista - ambos representaram a adesão a uma forma ideal de conceber a vida em sociedade que não tem meios de conseguir uma verdadeira realização prática. Como muitos outros, de muitos quadrantes políticos e ideológicos, promoveram ou deram cobertura a acções que nem todos considerarão as mais adequadas, correctas ou mesmo justas. E isso é comum em quem adere a crenças que se tornam uma espécie de fé (ir)racional.
Mas o seu lugar na História irá ficar, quer se queira quer não.
E, a partir de hoje, pelo menos aquela Direita que os usava e ao PREC como justificação privativa para todos os males do País e para as suas próprias incapacidades, já poderá exorcizar os seus Demónios e dormir mais descansada, sem medo que um dos bichos-papões a venha atormentar.
O Otelo ainda vai andar por aí uns tempos, mas já não é razão para grande alarido.
AV1
(Acrescentaram-se uns boldzitos para avivar o texto, que é para o pessoal perceber a mensagem e não se ficar apressadamente pela superfície...)
domingo, junho 12, 2005
A Frente Ribeirinha

Foto do Brocas
A nosso pedido, o Brocas andou em reportagem pela zona ribeirinha de acesso ao Cais Novo e enviou-nos uma colecção de imagens com a sua marca já habitual para os frequentadores do seu blog e aqui do AVP.
O estado de degradação ambiental de uma vasta zona de antigas salinas, de viveiros e de sapal é verdadeiramente aterrador, desde o estado das águas à permanência de lixos por todo o lado, incluindo monos que nenhum serviço camarário parece detectar e estar interessado em remover.
Ao longo da próxima semana voltaremos a este tema e publicaremos a reportagem completa do Brocas, cruzando isso com os temas do Turismo no concelho da Moita, do saneamento básico, da limpeza dos espaços públicos e da já estafada queixa quanto ao completo abandono a que as autarquias locais votaram esta zona da freguesia de Alhos Vedros.
Por muito que se fale e escreva, parece ser impossível mobilizar vontades e muito menos alcançar resultados.
Pode ser que com as imagens do Brocas finalmente cresça alguma vergonha em algumas mentes e nos deixemos de floreados retóricos para justificar o injustificável e para desviar as atenções de atentados ao ambiente como este.
Desculpem lá, mas isto não é só responsabilidade do Poder Central.
Sejamos homenzinhos (e mulherzinhas) e vamos lá a assumir as responsabilidades por esta chaga a céu aberto.
Lobo com pele de Cordeiro
Depois do brilhantes perfis de Eurídice Pereira e Luís Nascimento, o Jornal da Moita brindou-nos agora, em nome da equidade, com o de João Lobo, candidato da CDU à Presidência da CMM.
Vou passar por alto o currículo académico (a minha má língua impede-me de entrar por aqui sem danos...) e o programa político apresentado, para me deter nas sempre deliciosas curiosidades relacionadas com os gostos pessoais do homem.
A modos que é assim: eu não preciso que toda a gente revele uma erudição e um refinação do gosto acima da média mas, por todos os santinhos, também não preciso que se eleve a banalidade a caixa de destaque jornalístico.
No fundo, JL gosta de bacalhau como 20 milhões de portugueses, não lê como uns 10 milhões (a desculpa da falta de tempo e a fácil preferência por autores portugueses que nem nomeia é a chamada “tanga”), gosta daquele tipo de música que todos os quarentões acabam por dizer que gostam (o sacramental Zeca Afonso, os rebeldes Xutos, os geracionais Trovante, Pink Floyd, Genesis e U2), gosta de quase todas as cores do arco-íris e é do Benfica como 6 milhões de Tugas.
Enfim, sei que gostos não se discutem.
Mas pelo menos podiam não ser tão cinzentinhos.
Sei lá... a referência a um filme decente (não contam os Padrinhos ou o Apocalipse Now), a um qualquer ensaísta ou pensador político, a um poema (do Aleixo e Neruda, por exemplo, também não contam mesmo se forem bons), a uma música em particular.
Também não era preciso aquela verborreia de referências do Sócrates antes das eleições no Expresso.
Mas pelo menos qualquer coisa que se visse e se distinguisse do vizinho do lado.
(Eu cá aposto que se perguntassem ao Rui Garcia, tirando eventualmente a comida, as respostas seriam praticamente iguais).
Vou passar por alto o currículo académico (a minha má língua impede-me de entrar por aqui sem danos...) e o programa político apresentado, para me deter nas sempre deliciosas curiosidades relacionadas com os gostos pessoais do homem.
A modos que é assim: eu não preciso que toda a gente revele uma erudição e um refinação do gosto acima da média mas, por todos os santinhos, também não preciso que se eleve a banalidade a caixa de destaque jornalístico.
No fundo, JL gosta de bacalhau como 20 milhões de portugueses, não lê como uns 10 milhões (a desculpa da falta de tempo e a fácil preferência por autores portugueses que nem nomeia é a chamada “tanga”), gosta daquele tipo de música que todos os quarentões acabam por dizer que gostam (o sacramental Zeca Afonso, os rebeldes Xutos, os geracionais Trovante, Pink Floyd, Genesis e U2), gosta de quase todas as cores do arco-íris e é do Benfica como 6 milhões de Tugas.
Enfim, sei que gostos não se discutem.
Mas pelo menos podiam não ser tão cinzentinhos.
Sei lá... a referência a um filme decente (não contam os Padrinhos ou o Apocalipse Now), a um qualquer ensaísta ou pensador político, a um poema (do Aleixo e Neruda, por exemplo, também não contam mesmo se forem bons), a uma música em particular.
Também não era preciso aquela verborreia de referências do Sócrates antes das eleições no Expresso.
Mas pelo menos qualquer coisa que se visse e se distinguisse do vizinho do lado.
(Eu cá aposto que se perguntassem ao Rui Garcia, tirando eventualmente a comida, as respostas seriam praticamente iguais).
Cordeiro com pele de Lobo
«Nunca tive ambições políticas.»
João Lobo, Jornal da Moita de 9 de Junho de 2005-06-11
Meu amigo,
Quem não tem ambições políticas não chega a Presidente de Câmara, nem desempenha cargos políticos durante 20 anos.
Sabendo nós como são as tricas aparelhísticas que levam à selecção de candidatos a vereadores e presidentes, em especial nos casos de forças que dominam uma autarquia desde sempre, dificilmente podemos acreditar que o nosso Lobo é um mero Cordeiro que chegou onde chegou apenas pastando verdejante erva e sem nunca meter o dente na carne alheia.
Este tipo de falsas modéstias já passou de prazo.
Este desprendimento em relação ao Poder é bonito quando se pratica e isso se vê.
Não quando se corre – com ou sem razão – com o Presidente eleito a meio do mandato, se chama um braço direito da Assembleia Municipal para a área da vereação que se abandona, e se consegue ser designado para candidato ao mandato seguinte.
Por muito bom rapaz que se seja, não se deve é armar em virgenzinha impoluta e inocente.
É que já não tem idade para isso.
João Lobo, Jornal da Moita de 9 de Junho de 2005-06-11
Meu amigo,
Quem não tem ambições políticas não chega a Presidente de Câmara, nem desempenha cargos políticos durante 20 anos.
Sabendo nós como são as tricas aparelhísticas que levam à selecção de candidatos a vereadores e presidentes, em especial nos casos de forças que dominam uma autarquia desde sempre, dificilmente podemos acreditar que o nosso Lobo é um mero Cordeiro que chegou onde chegou apenas pastando verdejante erva e sem nunca meter o dente na carne alheia.
Este tipo de falsas modéstias já passou de prazo.
Este desprendimento em relação ao Poder é bonito quando se pratica e isso se vê.
Não quando se corre – com ou sem razão – com o Presidente eleito a meio do mandato, se chama um braço direito da Assembleia Municipal para a área da vereação que se abandona, e se consegue ser designado para candidato ao mandato seguinte.
Por muito bom rapaz que se seja, não se deve é armar em virgenzinha impoluta e inocente.
É que já não tem idade para isso.
Já há mais um Best Off
A propósito do anúncio da vinda de Mário Soares à Baixa da Banheira em acção ligada à candidatura de Eurídice Pereira à CMM, seguiram-se diversos comentários sobre a vida local – com uma ligeira digressão a meio sobre o sistema informático da empresa do Brocas - que transcrevemos no AVP - Best Off, apenas com a correcção de algumas gralhas mais evidentes ou juntando comentários seguidos do mesmo autor.
Suplemento Dominical em Quadrinhos (BD) #21

O Dobro Formato o Dobro da Emoção !
Entramos com o #21 numa nova fase do Suplemento em Quadrinhos, mudamos de instalações e agora já podemos oferecer aos nossos leitores as Histórias em Quadrinhos num formato maior e por isso mais legível, também passamos já para Arquivo as pranchas de Tarzan, do Príncipe Valente e dos Quadrinhos Dourados e durante a semana vamos passar também o Frank Zappa Comic Book para os leitores poderem seguir estas BDs de continuação.
Nesta edição apresentamos uma história completa de 4 páginas do grande E.P.Jacobs !
O Tintin é Revista em Quadrinhos que selecionamos para esta semana, O Príncipe Valente, o Tarzan e o Zappa continuam as suas séries e os Quadrinhos Dourados descobrem-nos o mundo dos Suplementos Juvenis no Brsil dos anos quarenta.
Tudo isto agora no Suplemento em Quadrinhos, mas NO DOBRO DO FORMATO ! e esperemos que também com o DOBRO DA EMOÇÃO !
Retomamos aqui o slogan que o Mundo de Aventuras utilizou, quando passou para a sua 5ª série em 1974.
sábado, junho 11, 2005
"Produto Moita 2"
Novidades
Queremos acreditar que fomos, pelo menos em 0,0001%, responsáveis pela produção blogueira independente de dois dos nossos regulares dos últimos meses, o Mário da Silva criou o Reason, enquanto o Carneiro criou A Hora do Conto.
Entretanto, o Brocas anda com novas experiências audiovisuais no seu blog e também aqui onde está a disponibilizar o seu material fotográfico sobre AV, uma colecção em permanente crescimento e que nós iremos pilhando de quando em vez.
Entretanto, o Brocas anda com novas experiências audiovisuais no seu blog e também aqui onde está a disponibilizar o seu material fotográfico sobre AV, uma colecção em permanente crescimento e que nós iremos pilhando de quando em vez.
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