sexta-feira, outubro 07, 2005

Núcleo Nudista do AVP ao lado de Raminhos, para a CMM !


A nossa candidata Nudista, Anália Rodrigues enviou uma delegação de duas camaradas que vieram apresentar ao candidato do BE, Joaquim Raminhos o seu apoio e declarar-se ao lado...e não só, deste candidato, para a sua eleição como vereador da CMM.

AV2

Propostas do BE para o Concelho da Moita:


- MAIS HUMANIZAÇÃO DA MALHA URBANA ( largos, praças criando mais espaços verdes e conservando aqueles já existentes).

- PROJECTO DAS “MIL ÁRVORES E OUTROS TANTOS POEMAS”- plantando árvores, em cada canto, em cada rua.

- MEDIDAS CONTRA A DEGRAÇÃO DO EDIFICADO URBANO DAS ZONAS HISTÓRICAS, apoiando projectos de requalificação, que valorizem e dgnifiquem estas zonas.

- PROJECTOS E ACTIVIDADES QUE EVITEM OS EFEITOS DE GUETO, EXISTENTES NALGUNS BAIRROS DO CONCELHO, apoiando programas de intervenção social e de animação cultural.
AMBIENTE

- CONJUGAR TODOS OS ESFORÇOS PARA A CONSTRUÇÃO da tão falada e tão adiada ETAR, de modo a impedir que o nosso Tejo seja um esgoto colectivo.- PROTEGER AS ZONAS HÚMIDAS DO RIO (Elaboração de percursos pedestres com sinalética específica, propondo a criação de Zonas Protegidas, consideradas de interesse local)

- Criação de um OBSERVATÓRIO DE QUALIDADE AMBIENTAL, com funções de fiscalização, estudo e planeamento.- Criação de um CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DE ÂMBITO CONCELHIO, de apoio às escolas e direccionado também para a população.

ÁREA ECONÓMICA-REVITALIZAÇÃO DE ALGUMAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS NO CONCELHO

– Proporcionar condições para a criação de “Ninhos de Empresas” de elevado potencial.-INCENTIVAR O TURISMO SUSTENTÁVEL, como promoção e desenvolvimento do Concelho.

- REFORÇAR A ACTIVIDADE DO GABINETE DE APOIO AO EMPRESÁRIO, de modo a apoiar projectos considerados de interesse local.

- MAIOR CONCERTAÇÃO COM O SECTOR DA AGRICULTURA E PECUÁRIA, de modo a aumentar a sua competitividade e sustentabilidade económica e ambiental no nosso Concelho.ÁREA SOCIAL

- Criação de um OBSERVATÓRIO SOCIAL, abrangendo as ÁREAS DA SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL, EDUCAÇÃO, EMPREGO, entre outras.

- IMPLEMENTAÇÃO DAS HORTAS SOCIAIS para combate à pobreza.

- DAR MAIS ESPAÇO DE INTERVENÇÃO, ÀS CARACTERÍSTICAS MULTICULTURAIS, NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO LOCAL.CULTURA e DESPORTO

- MAIOR APOIO AO DESENVOLVIMENTO ÀS ÀREAS ARTÍSTICAS – CRIAÇÃO DA GALERIA PERMANENTE MUNICIPAL, e uma BOLSA DE APOIO À ACTIVIDADE ARTÍSTICA, como forma de incentivar, divulgar e dignificar a ctividade dos artistas da nossa região.- Reforçar o apoio à única Banda de Música do Concelho, localizada no Rosário.

- CRIAÇÃO DE UM ECOMUSEU, com núcleos localizados em diversas zonas do Concelho. (Núcleo da Cortiça, o Núcleo do Sal, o Núcleo dos Barcos ou o Núcleo Documental)

- INCENTIVAR A INVESTIGAÇÃO DA HISTÓRIA LOCAL, através de paercerias com investigadores e entidades.

- PROMOVER A CRIAÇÃO DE UM GRUPO DE TEATRO NO CONCELHO.- Para além dos espaços desportivos já existentes, propomos a criação de um PARQUE DESPORTIVO MUNICIPAL, para a prática de diversas modalidades.

ASSOCIATIVISMO e JUVENTUDE
VALORIZAR AS ASSOCIAÇÕES EXISTENTES, propondo a assinatura de CONTRATOS DE PARCERIA, onde se definam campos de actuação, partilha de responsabilidades e respectivos apoios logísticos e financeiros.

- CRIAÇÃO DO GABINETE DE APOIO AO ASSOCIATIVISMO, intensificando a formação especializada para dirigentes associativos.

- CRIAÇÃO DO PELOURO DA JUVENTUDE, a fim de serem abordados e apoiados especifaicamente os projectos dos jovens.

- FUNCIONAMENTO DE UM GABINETE ABERTO, de informação e aconselhamento, na elaboração e concretização de projectos dos jovens.

EDUCAÇÃO- ARTICULAÇÃO COM OS VÁRIOS PROJECTOS EDUCATIVOS DAS ESCOLAS, para a elaboração de um PROJECTO EDUCATIVO DO CONCELHO.

- CRIAÇÃO DE UMA BOLSA DE ESTUDO, como forma de incentivar os alunos mais carenciados.

- ALARGAMENTO DA REDE DO PRÉ-ESCOLAR, de modo a satisfazer as necessidades do Concelho.

10 Propostas para mudar Alhos Vedros

Quero primeiro de tudo avaliar como muito positiva a qualidade das apoiantes do Núleo Nudista do AVP, eis as 10 propostas do BE para Alhos Vedros:

Dotar o Hospital de Alhos Vedros de obras de beneficiação e que o mesmo seja classificado como unidade de retaguarda do Hospital do Barreiro no apoio a idosos e acamados, necessitados de cuidados de saúde emergentes.

· Propôr mais autonomia para Junta de Freguesia de Alhos Vedros de modo a intervir de forma mais directa junto da população, como por exemplo na gestão do seu património histórico-cultural.

· Revitalização das actividades culturais no Moinho de Maré no Cais do Descarregador em Alhos Vedros, integrando-o num dos pólos do ECOMUSEU Municipal, proposto pelo BE.

· Criação do Núcleo Museológico da Cortiça, numa das fábricas já desactivadas, e o Núcleo Museológico do Sal em Alhos Vedros como pólos do Ecomuseu Municipal, já proposto pelo Bloco de Esquerda.

.Fazer todos os esforços pela eliminação dos esgotos que transformam o Cais de Alhos Vedros numa fossa colectiva, esgotos que transformam o Cais de Alhos Vedros numa fossa colectiva.

.Propomos a criação de uma Zona de Protecção Especial, para a zona compreendida entre o Cais de Alhos Vedros e a Fonte da Prata, como forma de preservar e proteger a nossa zona ribeirinha de agressões de impacto ambiental.

· Promover no Parque das Salinas, actividades ambientais e culturais, onde se torna urgente eliminar o cheiro nauseabundo que por vezes paira em Alhos Vedros, no sentido de travar o êxodo das populações à sua frequência, evitando assim a sua degradação.

· Criação de um Circuito de Manutenção, aberto à população, como incentivo à pratica desportiva e de actividades de ar livre.

· Requalificar o espaço da actual Biblioteca Municipal de Alhos Vedros, fazendo um aproveitamento adequado do espaço, apetrechando-o com um auditório para conferências e animação cultural.

.Promover um Programa de requalificação e recuperação do Núcleo Histórico de Alhos Vedros, no sentido de impedir a sua degradação e consequente destruição.

.Propôr uma intervenção na zona da Barra Cheia, relativamente à vala que vai desaguar à Moita, que serve de escoante a resíduos industrais oriundos do Concelho de Palmela.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Que soninho...











Quem me vê assim tão sereno, não adivinha toda a aleivosia que circula no meu ser, não é... ?

AV1

Para amanhã ...

E como hoje eu vou fechar a loja que estou meio gripado, vou deixar para o último dia de campanha pelos menos quatro matérias de evidente interesse para todos os nossos visitantes, sempre ávidos de saber que pestilência nos ocorreu ao cérebro.
A saber:

a) Prémios da semana para textos publicados na imprensa local, neste particular 6-textos-6 no Jornal da Moita, distribuídos por 2 do PS, 2 da CDU, 1 da aliança PSD/CDS e 1, por milagre, de uma eleitora indecisa entre aquela aliança e o Bloco.

b) As razões que vão levar um abstencionista crónico, totalista em autárquicas, a votar no próximo Domingo.

c) A última sondagem do AVP, de novo com a colaboração intestinal do cãozinho do Brocas, que nestas alturas sempre se esforça em prol da comunidade. Como desta vez, as fezes são mais difíceis de interpretar, o trabalho de análise precisa de ser bem feito, para evitar uma grande margem de erro.

d) O final do nosso antológico Dicionário Autárquico.

Para terminar, referir apenas que se volta a constatar um traço que se veio tornando comum na produção de textos de campanha. Enquanto o PS e até mesmo a coligação PSD/CDS avança com textos de alguns dos seus principais candidatos, a CDU opta por uma segunda linha de opinadores (desculpe lá, amigo Nuno Cavaco, mas é verdade), não existindo qualquer texto de nenhum dos candidatos a vereadores, do jovem Miguel (saudades à mana Mónica...) ao experiente Carlos Santos, não esquecendo o sempre muito aguardado Rui Garcia. Quanto ao Bloco nem vale a pena falar, porque aquilo escrever deve ser um purgatório.

AV1

Onde é que isto fica, por favor ?

O folheto do PS Este Concelho tem Futuro foi-me gradualmente causando estranheza, sem que percebesse bem porquê.
Até que, por fim, lá consegui chegar !
É que não identifico onde ficam metade ou mais dos locais representados nas suas páginas.
Para quem se afirma defensor de um novo rumo para o concelho e tal, seria de esperar que o conhecessem bem e tivessem um levantamento fotográfico pelo pelo parecido com o do Brocas, do Oliude ou mesmo do nosso.
Mas nada disso.
Eu sei o que é um banco de dados de imagens (já trabalhei numa ag~encia de publicidade e numa editora, vejam lá...), mas aqui esperava-se melhor, muito melhor, tanto quanto á qualidade como quanto à origem das fotos usadas.
Só vou exemplificar com uma página, a que é dedicada a um tema que me é muito caro, o Ambiente, as Zonas Verdes e Ribeirinhas.
Existem 3 fotos, umas das quais não podia ser de cá, pois é uma ETAR.
Mas as outras duas !
Então sobre as zonas ribeirinhas, vocês metem uma imagem que é claramente de uma zona ribeirinha de água doce - tipo praia fluvial ou albufeira - em que nem ondulação se nota ?
E no caso da recuperação dos núcleos antigos, fazem o mesmo - eu sei que era difícil encontrarem património recuperado no concelho, mas... - e usam uma imagem que não é claramente destas bandas.
Pelo tipo de construção, da decoração da fachada, dos frisos e das varandas, pode ser tudo menos Margem Sul, pode ser até que seja no Minho, nos Açores ou em Minas Gerais (com a loja e sobreloja), mas a sul do Tejo digam-me lá onde se encontram edificações deste tipo nos centros históricos ?
Vá lá...
Para a próxima arranjem uma câmarazita digital - já se fazem baratas - e não sejam preguiçosos.
Fica mal.

AV1

O Último dos Comunistas, em frente para a Câmara !




Leonel Coelho o último comunista, segue em frente na sua luta por uma presença do MRPP na Câmara Municipal da Moita !
Em nome dos Trabalhadores, avança a sua campanha que começou a ganhar dimensão no Não Debate, promovido pelo site Setúbal na Rede e difundido pelo emissor da Popular FM, talvez nos reserve uma surpresa a votação neste pequeno partido, mas que tem à frente um grande Homem !

Algumas das suas ideias de campanha:

- Requalificação do Património Degradado, ao mesmo tempo que são recuperados os edifícios são criados empregos na sua realização.
- Passagens inferiores (?)...esta não percebi, para ligar novamente todas as Arroteias.
- Natação Obrigatória para todo o concelho. Esta ideia tem o meu total apoio, mas se não se restringir apenas às crianças e sim a todas as faixas etárias , especialmente à terceira idade.
- Tradições Várias e diversas, não se restringindo o concelho da Moita às tradições tauromáquicas e dar a mesma relevância por exemplo à Etnografia, nomeadamente os Ranchos Folclóricos.
- Solidariedade com as populações da Várzea da Moita

Força, Força camarada Leonel, nós somos a tua muralha de Aço !

AV2

É CHOCANTE !!!

O AVP está em condições de confirmar um par de notícias absolutamente bombásticas sobre os dois principais candidatos à Presidência da CMM:
...
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(suspense)
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(mais suspense)
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(som de tambores a rufar...)
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Vamos lá !
Coragem, mas isto é muito forte.
Sentem-se todos...
Tapem os olhos às crianças, por favor!
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A candidata do PS foi vista ontem a respirar pela boca, enquanto mastigava parte do pequeno almoço, o que fez com que umas migalhas do pãozinho de leite caíssem para o chão e obrigassem a que alguém (não vou dizer quem), as apanhasse com uma pá e vassourinha AZUIS (!!!).
...
O candidato do PCP, por sua vez, foi descoberto a coçar a orelha esquerda com o dedo mindinho, tendo depois, após observação atenta do que ficara na unha, deitado os detritos nela acumulados, directamente para o chão, não os guardando no seu lenço AMARELO (!!!).
...
...
Caros munícipes...
Perante isto, que dizer...
Que me sinto feliz por votar no Raminhos, cujo maior pecado foi ter ficado no outro dia com um bocadito de sopa agarrado ao bigode (anda a precisar de ser aparado, é o que é...).

AV1, o repórter-investigador dos escândalos políticos do momento.

O MRPP local na Blogosfera !!!

Novidade quase em primeira mão (obrigado "m&p"), a candidatura do Leonel Coelho chegou à Internet !!!

AV1

Ah, g'anda Amândio





Ainda te consegues aguentar na lista dos laranjinhas, com direito a foto e tudo!!!
(Já agora, porque será que a litsa para a JFAV tem tão pouca fotos ?)
Se fosses tu o candidato à Plesidência da Junta, eu não negava o voto a um companheiro dos bancos de Escola !
Afinal para que servem os amigos ?

AV1 (Hoje saiu a senha ao PSD aqui no blog...)

Até que enfim...


Que damos pelo site da candidatura da coligação Construir o Futuro.
É que o livrinho tem um grafismo a lembrar os saudosos programas do Engenheiro Sousa Veloso e aquele anúncio que existia da família Prudêncio, em que se avisava o pessoal dos perigos de derramar produtos tóxicos nos terrenos, etc, etc.
O link já está na galeria do lado direito de quem olha.

AV1

Músicas de Campanha

Num espírito de grande simpatia por todas as candidaturas e o seu esforço de campanha, aqui deixamos umas sugestões para hinos de acampanha. Para não ferirmos as susceptibilidades políticas de artistas nacionais, ficamo-nos por material da estranja.

Vamos lá, por ordem alfabética:

Bloco de Esquerda - Hesitámos muito ao olhar para o Sex, Drugs and Rock'Roll do Ian Dury, mas vá lá, Don't Worry, Be Happy do Bobby McFerrin é menos crítico.





CDU - Atendendo às preferências do candidato e ao facto de ser esta a sua primeira eleição proporíamos o Learning to Fly dos Pink Floyd, mas devido à garra mostrada nesta luta sem quartel pela posse da CMM, ficamo-nos com o Our House dos Madness.





MRPP - Em homenagem ao Leonel Coelho, propõe-se o The Last Waltz dos The Band, álbum mítico e apropriadamente de meados de 70, época em que ele ainda vive boa parte da sua vida. Alternativa seria a banda sonora do filme Last Man Standing.





PS - Podia ser o All I Need is a Miracle dos Mike and the Mechanics, mas vamos pelos clássicos e recomendamos um Sinatra Vintage, All or Nothing at All.






PSD/CDS/MPT - A escolha óbvia seria o Good Tradition da Tanita Tikaram cantadeira de meados de 80 e da adolescência do candidato, mas descobrimos um fabuloso álbum de Joe Goldmark chamado Strong Like Bull... but Sensitive Like Squirrel ! Mais palavras para quê ?

AV1

Eu diria mais...






... o que faz falta é qualidade em todo o tipo de acabamentos, a começar pelos do casario, para não existirem apartamentos de rés-do-chão com as janelas ao nível do olhar alheio e à mercê do ruído do trânsito.
Basta ver o que já sucedeu no cruzamento novo do Juncalinho, antes da Rotunda do Boi, para quem vai de Alhos Vedros, em que as casas estão tão vulneráveis e os passeios estão sem qualquer tipo de protecção que um mero despiste levou ao abalroamento da sala ou quarte de um munícipe mais azarado.
Depois não me venham falar qe "qualidade " à beira-rio, porque ali não há nem qualidade nem beira-rio.
Por isso, meu caro Luís Nascimento, quando eleito para a vereação, preocupe-se é com a qualidade de TODOS os acabamentos.

AV1 (com foto do blog do Brocas)

Dicionário Autárquico X

T de Tradição – o grande equívoco ou, em alguns momentos, a grande mistificação por estas bandas. Porque na Moita este T é de Toiros, enquanto para mim esse T é mais de Tejo, porque a tradição taurina é algo bem localizado no tempo e no espaço (principalmente a partir de meados do século XIX é que as touradas se tornam “tradicionais” na Moita), enquanto a vida ribeirinha modelou a vivência das populações durante séculos a fio e agora está praticamente esquecida, se exceptuarmos alguns grupos de resistentes dos desportos náuticos e as novas ideias de tornar a caldeira da Moita um centro lúdico. Só que a tradição ribeirinha é muito, muito mais do que isso, pois vai da salinicultura que desapareceu à moagem cuja memória ninguém se interessou em preservar, da navegação e transporte fluvial para Lisboa à pesca e piscicultura. Só que essas são actividades económicas não rentáveis, gradualmente substituídas como não eficazes no mundo industrializado, incongruentes com a modernidade que alguns nos querem acreditar que por aqui existe, só porque as médias e grandes superfícies comerciais se multiplicaram. Em contrapartida, a tradição taurina, como mero espectáculo comercial, passou a gozar de maior popularidade, se outras razões não existissem, porque vive da barbárie ainda subjacente em todos nós, ritualizada de forma cosmética, e do voyeurismo de quem anseia pelo sangue e pelo sacrifício alheio.

U de União – aquela que falta em Alhos Vedros no sentido da afirmação dos seus interesses no contexto do concelho. Depois de dois unanimismos forçados, primeiro contra a Ditadura e depois a favor da Democracia, facilitados pela pequenez da própria comunidade, a crescente suburbanização e proletarização, herdadas dos anos 60/70, mas que progrediriam com os anos 80 e todas as dificuldades económicas desse período, levaram ao estilhaçamento do sentido comunitário e identitário que antes existia. Agora predominam as intrigas, as inimizadas pessoais e as disputas pelos poderzinhos que restam, na sombra da Moita e da Baixa da Banheira. Longamente menosprezados pelo poder autárquico desde que a sua sede passou para a Moita, os alhosvedrenses chegaram a um ponto de insensibilidade em que, primeiro, se foram envergonhando, e depois, se foram esquecendo de o ser. Apesar das vozes que clamam pela necessidade de uma lista independente, defensora dos interesses da freguesia, eu acho que a maior parte da população já só está preocupada em levar a sua vidinha por diante, entalada pela crise económica e pelas cada vez menores perspetivas de melhoria da sua situação. Falar-lhes de defesa do Ambiente, da avifauna ribeirinha e do Património histórico, da necessidade de travar as urbanizações massificadas e ser crítico quanto à qualidade das infraestruturas existentes, é falar de coisas quase abstractas e supérfluas, para quem vive um quotidiano difícil. E quem há-de condená-los por isso ?

AV1

Ainda o PDM

A questão do PDM ainda mexe e a esse respeito remetemos para a documentação produzida pelos moradores da Barra Cheia e Brejos da Moita no blog da Várzea.
Para além disso, temos ainda dois documentos do Bloco de Esdquerda, um sobre a necessidade de rever o processo e o outro dirigido ao Jornal da Moita, devido à forma algo ambígua com que foi apresentada a moção do BE à Assembleia da República sobre o problema.
Por fim, temos ainda um excerto de uma notícia da Agência Lusa - link não disponível para não subscritores - sobre uma iniciativa do vereador Vítor Cabral a propósito do eventual desrespeito do Plano de Pormenor da Marginal, na sequ~encia do reperfilamento em curso:

«Moita, 04 Out (Lusa) - O vereador socialista Vítor Cabral, ameaçou hoje interpor uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada (TAF), por alegada violação do Plano de Pormenor de Requalificação da Avenida Marginal da Moita.
O presidente da Câmara da Moita, João Lobo (CDU) negou a existência de qualquer irregularidade e defende que houve apenas uma alteração em relação ao que estava previsto no "desenho indicativo" do Plano de Pormenor.
Segundo revelou à Lusa Vítor Cabral, "o traçado da marginal foi consideravelmente desviado, afastando-se do rio e aproximando-se das traseiras do edifício dos Paços do Concelho e dos edifícios da Rua 5 de Outubro, o que constituiu uma clara violação do Plano de Pormenor, publicado em Diário da República de 11 de Julho de 1995".
"A Câmara da Moita está a executar as obras de prolongamento da avenida marginal e arranjos exteriores, financiadas pelo Programa Polis, em desrespeito pelos instrumentos de gestão territorial, no caso concreto, em violação do Plano de Pormenor", acrescentou.
Vítor Cabral acusou também a maioria comunista na Câmara da Moita de ter projectado parques de estacionamento sobre lotes de terreno edificáveis, abdicando de dezenas de milhares de euros que poderiam entrar nos cofres da autarquia.
Confrontado com as acusações, o presidente da Câmara da Moita, João Lobo (CDU) negou qualquer violação do Plano de Pormenor e desafiou os autores da denúncia a apresentarem queixa junto das entidades competentes.»

AV1

Sondagens AVP

Já fechámos a última e a maioria (relativa) dos votantes (41%) pronunciou-se por um cenário em que não existam coligações pós-eleitorais, na eventualidade de não existir maioria absoluta.
Em caso de coligação - por estranho que pareça, oh, oh - 20% acham que deve ser CDU/PSD, porque assim o lobby taurino dominava a seu bel-prazer. Segue-se a aliança da conspiração PS/BE (apenas 18%, o que é de espantar atendendo a tantas vozes que aparecem a afirmar que é isso que muitos querem). Ninguém parece ter achado sentido a uma aliança PS/PSD, o que me espanta porque estes partidos nunca se hostilizaram nesta campanha e houve uma alma ingénua que apostou na aliança CDU/PS.
Agora podeis votar sobre como seria melhor - ou pior - o vosso mundo se o AVP não existisse.

AV1

Bom Dia !












Embora o Sol já esteja alto.
Desculpem o bafo matinal, mas é que fui mudar as coroas e os pivôs !

AV1

quarta-feira, outubro 05, 2005

Para adormecer











A segunda razão, depois da vocalista Fergie, que encontro para gostar mesmo dos Black Eyed Peas.

AV1

Bem que esprememos...

Mas não sai nada...
O programa do PSD/PP, para a Moita é uma nulidade de ideias...

Por exemplo e vamos por partes, na página 2, do programa, O Que faz falta é...
"Mais Emprego
Nenhum concelho é viável sem ter economia própria!
Temos que dizer não a quem nos quer transformar num concelho dormitório!
Temos que apoiar a instalação de empresas âncora que por sua vez, atrairão outras mais.
Vamos olhar para os exemplos de sucesso de municípios como Vila Nova de Gaia!
Vamos ganhar a batalha do emprego!"

Para que todos os leitores tenham acesso ao NADA que esta coligação pretende para o concelho da Moita vou passar todas as páginas do programa para o AVVisual, porque não pode haver pior perigo do que votar numa coligação que nem se dá ao trabalho de fazer o trabalho de casa, nem que seja copiando qualquer coisa que nós já tenhamos escrito aqui no AVP.

AV2

O Cartoon do Dia

















Chuck Asay

Nos mentideros...

... como forma de intimidação ou dissuasão correm boatos orquestrados sobre revelações bombásticas de última hora, dos dois lados da barricada. Do lado da CDU prometem-se revelações sobre gente do PS e do lado do PS revelações sobre assuntos da CDU.
Avisa-se desde já que, mesmo que esse tipo de "bocas" apareçam pelos comentários do AVP, sobre eles não faremos qualquer tipo de apreciação, a menos que a fundamentação seja sólida.
Claro que, ao contrário do que a inenarrável obstipação mental de alguns insiste em afirmar, não iremos bloquear nenhum tipo de revelações, venham de onde vierem.
Claro que, ao contrário do que a má-fé de uns poucos também insiste em insinuar, também não iremos fazer uma reescrita estalinista dos acontecimentos. Isso fica para os especialistas.
No fundo, no fundo, tudo é bluff ou truque sujo de última hora, porque se fosse coisa séria, não esperariam pelos últimos dias para as revelar.

AV1

Estranho, muito estranho...



... mas isso sou eu que estou a ficar paranóico de novo e nem consigo dar com a farmácia de serviço para dobrar a medicação de pastilhas Valda.
Será que todas as caravanas partidárias merecem tal atenção da GNR ?

AV1 (a partir do Arre-Macho)

O Militante Bloguista Alhos Vedrense # 2


Camaradas Bloguistas AlhosVedrenses e Associados, o AVP orgulha-se de ter começado a ideia da livre expressão Bloguística em Alhos Vedros e na Moita; o AVP é um espaço de liberdade, mesmo quando a temos de restringir, neste caso coibindo-nos a nós próprios, o AV1 e o AV2 de comentar.
Depois de termos sido acusados pelos Vigilantes de serviço de sermos do PS e por isso nos ofenderem e chamarem todos os nomes, excepto FdP, fomos vítimas de um ataque ignóbil, que nos fez ter o trabalho de reorganizar o Template do AVP !
Fomos depois informados que a Várzea da Moita, o Arre Macho, e o Bloco de Notas, também foram vítimas destes ataques.
A questão política das eleições Autárquicas está a extremar as hostes e a mostrar como a sobrevivência de alguns que se sentem ameaçados pela eventual perca de Tachos que pensaram serem inamovíveis, pelos outros que querem também Tachos e ainda por aqueles que os partidos locais impediram de ter esses ambicionados Tachos, pós os Tachistas muito susceptíveis e agressivos, especialmente contra o AVP, talvez porque não pertencemos a esse subgrupo do Tachismo local.
O que nos motiva são os valores da Cultura, da Liberdade e a defesa dos interesses AlhosVedrenses.
Os Blogs AlhosVedrenses e Associados têm suprido a lacuna que é a falta de outros meios de comunicação no actual concelho da Moita, o Jornal O RIO só sai quinzenalmente e o Jornal da Moita não se pode considerar um Jornal no verdadeiro sentido da palavra, porque é apenas um meio de divulgar publicidade e também não é independente porque apoia duma maneira explícita o PS local.
Mas o que se fez notar duma maneira relevante foi a falta que faz a existência duma Rádio local nos actuais concelhos da Moita e Barreiro, devido ao caso Leonel Coelho e ao não debate transmitido pela Popular FM.
Essa é talvez a maior lacuna informativa a nível local e é pena, porque existiram diversos projectos que eram de qualidade, como a Rádio Tejo a Opção e o Rádio Clube da Moita.
Talvez tenha chegado a hora de ponderar de novo neste tema e pensar na viabilidade que poderá ter este projecto duma Rádio para a Moita/Barreiro.
(K7 Pirata, começa a pensar nisto, porque para a selecção musical tu tens jeito)
No cômputo geral o trabalho Bloguístico tem sido muito importante.
Os Blogs do PDM, como a Várzea da Moita, o Plano da Moita e o PRPDM Moita conseguiram com a sua luta uma vitória, que foi o adiamento da Revisão do PDM, o Brocas conseguiu que a CMM lhe respondesse e o Oliude com os seus Graffitis, tem conseguido pôr o AVCity, nas paredes de Alhos Vedros e marcado assim uma posição militante e positiva para o seu Blog e para a causa AlhosVedrense.
O Arre Macho mostra-nos bem a diferença entre Moitenses e moiteiros, a sua defesa dos direitos dos animais e a sua frontalidade contra as touradas, fazem-nos tecer-lhes um especial louvor !
O Conde de Alhos Vedros prossegue pouco prolixo mas revela-nos quase sempre um bom senso difícil de superar.
O AlhosVedrense, continua na sua luta, e com todo o direito, por uma nova vitória do PCP no concelho, o que a verificar-se, será a 32ª vitória consecutiva.
A cinco dias das eleições, vamos ver quantos Blogs sobreviverão a elas e também quantos neófitos leitores abandonarão a leitura dos Blogs AlhosVedrenses e Associados.
Quanto a nós, continuaremos aqui no AVP a luta pela Restauração do Concelho de Alhos Vedros e esperam-nos quatro anos para nos organizarmos e criarmos a tal lista independente.

Saudações Bloguísticas Revolucionárias !

AV2

Clientes insatisfeitos

Como não gostamos que as críticas que nos são dirigidas fiquem sem o devido destaque, aqui ficam dois comentários de visitantes claramente desagradados com o nosso, e em especial o meu, desempenho.
Existem mais, mas ou porque se dispersam por críticas a outros leitores ou porque se envolvem em questões externas ao tema em apreço, não as incluo aqui.
O que posso fazer ? Não dou para mais, mas tentarei dar-lhes uma curta resposta na transcrição do vosso severo julgamento:

1.
De um leitor não identificado:
«Senhores avs, eu rendo-me à vossa intelectualidade e à profundidade, aliás mesmo profunda da análise que transparece da análise efectivamente profunda dos assuntos que lhes merece comentários. Não comento a outra face bregeira que deve coincidir com alguma acumulação de metano que como alternativa teve de ser libertada informaticamente.
O stalinismo implicito, o tempo gasto a comentar os comentários, a irritação latente, a fuga constante ao que mesmo rindo parecia ser o vosso objectivo, o desespero para que passe o dia 9, devem merecer dos Senhores uma reflexão com o computador desligado.
Parece-me constatar alguma hipocrisia na vossa relação com aqueles ou com alguns daqueles que usam o vosso espaço. Por um lado fazem propaganda ao numero daqueles que vos procuram, por outro ensinam o caminho aqueles que vos criticam.Senhores avs sugiro que promovam informaticamente à elaboração de um formulario cujo conteudo corresponda ás criticas que vos podem ser dirigidas. Da minha parte, que tomei a ousadia de vos incomodar quieram fazer o favor de me informar se poderei repetir a ousadia de profanar o vosso espaço.
Anonymous 05.10.05 - 12:06 am »

Resposta: Pode continuar a profanar. A do stalinismo implícito deixou-me curioso ! Será porque não censuramos ninguém ou porque não reescrevemos a nossa história e a assumimos como tal ?
Quanto a críticas, todas nos podem ser dirigidas, apenas se lamentando que sejam repetidas à exaustão as que tivemos o cuidado de demonstrar serem falsas, como se não houvesse memória. Mas profane, homem, profane, que por aqui é barato. E não estou a ser hipócrita.

2.
Do leitor TÁnuIr:

«Desculpem-me mas cada vez que leio um mexerico vosso cada vez os comparo mais com o Zé Cabra.
Com uma diferença. Enquanto ele finge que não sabe cantar (por uma questão de imagem) e canta desafinado, AV1 finge que canta afinado porque é uma forma de armazenar alguma credibilidade que se tem revelado sem sustentação, e que por vezes roça o patamar da brejeiriçe mais balofa e de baixo nível cultural. Existe aí uma necessidade urgente de se cultivarem.
TÁnuIR 05.10.05 - 12:03 pm »

Resposta: Pois é ! Mesmo o Zé Cabra canta melhor do que eu. Só ainda não percebi onde escrevemos mexericos; já pedi que me identificasse quando o fizemos, mas não compareceu à chamada. Ou será que não distingue posts e comentários ? Quanto a cultura, realmente as minhas lacunas são imensas, mas ainda sei que não se usa um "ç" antes de um "e" em "brejeiriçe" e, melhor ainda, sei a definição desta palavra, o que não acontece a todos. Mas já sabe como é... sei estes pequenos detalhes, mas depois a minha visão do mundo é muito limitada.

3.
Continuo à espera da autorização da pessoa que se assina Fátima Felgueiras, para publicar a nossa troca de mails.

AV1


Tradições Esquecidas














AV1

Dicionário Autárquico IX

R de Raminhos – o Joaquim Inácio para quem o conheceu mais novo. È talvez a única razão que me irá fazer colocar uma cruzinha num boletim de voto, antecedido pela expressão Bloco de Esquerda. Desculpem os bloquistas convictos, mas é verdade. Acredito que a lista que o Bloco local organizou é a que efectivamente mais gosta do nosso concelho pelo que ele é e não pelo que ele lhe pode dar. O Raminhos é uma pessoa séria, a quem não é justo apontar a falta de experiência política como handicap da sua candidatura. Se assim fosse, estávamos condenados a viver apenas em esquemas sucessórios, em que os vereadores para o Urbanismo sucedem aos Presidentes anteriores, ou em que as alternativas se limitam a ter carreiras políticas inteiramente dependentes da filiação partidária. Apesar das minhas discordâncias sobre algumas estratégias da CACAV e sobre a sua permanente vulnerabilidade aos humores dos Poderes, o percurso associativo do Raminhos sempre foi feito em prol da terra e não de si. Por isso, e porque na sua lista existe gente que eu conheço e em cuja integridade acredito (compensando um ou outro “oferecido” de última hora), já há muito afirmei que este será o meu sentido de voto. E garanto que ele não sabe quem sou, nem irei depois, em caso de sucesso eleitoral, cobrar qualquer coisa.

S de Socialista – o tal Partido que há 30 anos está afastado do poder na Moita e que sempre foi dilacerado internamente pelos seus insucessos. Este ano, a aposta foi feita em força, com uma direcção local alinhada pelo socratismo pragmático desde a saída de Ferro Rodrigues da liderança. Como em outras alturas, os remoques internos deram origem a uma galopante maledicência que tem azedado a campanha e que, em última instância, pode alienar muitos votos necessários à prometida mudança. Por outro lado, o extremo alinhamento com a linha socrática do PS, abre o flanco a ataques contra as políticas recentes do Governo e cria uma debilidade que a CDU tem tentado explorar à exaustão, jogando com o descontentamento popular com o Poder Central. De qualquer maneira, a noite de 9 de Outubro será de Glória ou Fracasso e será seguida de muitos ajustes de contas. Seja como for, o desfecho não será bonito de se ver. Quanto às possibilidades de ganhar a Câmara, tudo se irá decidir principalmente com o sentido de voto na freguesia da Baixa da Banheira, a mais populosa e aquela em que a campanha socialista mais apostou. Na Moita, a manutenção da Junta está em causa, enquanto em Alhos Vedros a aposta foi modesta devido à recusa de Vítor Cabral arriscar a sua conquista, o que com uma boa campanha seria possível.

AV1

Não vale a pena ralar-me...

Aos fim de semana e feriados, a linha de comentários sofre "problemas".
Deve ser a malta do Blogger e do Haloscan que sabe que em Portugal é feriado e então estão a fazer "acertos".
Só pode mesmo ser.
Por isso não nos vamos ralar com a coisa.
Quando tudo se resolver "por si mesmo", resolve-se.

AV1

A República...

... começava há 95 anos e ainda dura, estando quase centenária. Metade dela foi passada em democracia, metade em ditadura. A primeira República de tipo formalmente democrático foi um desvario e apodreceu rapidamente; esta segunda que vivemos não é tão desvairada mas também vai apodrecendo, só que mais lentamente e com os seus protagonistas conscientes do que se passou com a primeira.
Restam-nos os discursos de circunstância de amor à causa, logo desmentidos pela prática.
Quando estamos a caminho de mais uma escolha presidencial, aqui fica o primeiro Presidente da República Portuguesa, interino, enquanto não foram era feita a respectiva eleição formal, na altura não por sufrágio directo e universal mas por colégio eleitoral, no Parlamento.
De seu nome Teófilo Braga.

AV1 (com a capa da revista Serões de Novembro de 1910)

terça-feira, outubro 04, 2005

O que é Nacional é muito bom













Clã, Vivo (dia 31 também em DVD)




O 3 em 1

Hoje num noticiário da tarde da TSF - referência já disponível no site - revelou-se que Manuel Pinheiro Monteiro é candidato em 3 listas do PS, distribuídas pelos concelhos de Valença e Paredes de Coura, onde agora é porta-voz da respectiva Assembleia Municipal.
Inquirido sobre o facto, o mesmo diz que a lei não o impede, porque é omissa quanto a concorrer em diferentes concelhos, pois não é ao mesmo órgão autárquico (está numa lista de Junta de Freguesia, numa de Assembleia Municipal e em outra para a Câmara Municipal). Ainda se gabou que está em todas em lugar teoricamente elegível e que depois logo decidirá, caso seja eleito, pelo que optará.
O homem ainda foi chefe de um projecto de luta contra a pobreza, parecendo ainda fazer uns biscates no Ensino Superior, parece que na Católica.
Ainda dizem que os autarcas não trabalham e não se esforçam por merecer os seus lugares !!!

AV1

Tradições Perdidas













AV1

Momento Cultural

«Em certo lugar da Mancha, o nome amanhã o direi, vivia, não há grandes anos um fidalgo, destes velhos fidalgos de lança em armeiro, adega antiga, pileca à manjedoira e galgo corredor. Bons três quartos do rendimento gastava-os no comer: cozido, obrigado mais vezes a vaca do que a carneiro, com o infalível empadão dos sobejos à ceia, uma fritada de ovos com miúdos e toicinho aos sábados, lentilhas às sextas,e o seu borracho extra uns domingos por outros. O resto ia-se no vestir: saio de velarte e calças de veludilho com pantufos do mesmo pano nos dias santos; a cote, saragoça, embora da mais fina.»
(Parágrafo de abertura do D. Quixote de la Mancha, na tradução de Aquilino Ribeiro, reeditada pelo jornal Público com a edição de hoje)

Confesso que as minhas memórias da primeira leitura do D. Quixote são vagas.
Sei que o li, provavelmente da Biblioteca da Gulbenkian, mas era claramente mais areia do que a minha camioneta de 10-12 anos aguentava e só me lembro das patetices do Sancho Pança.
Aproveitando o centenário da obra, pensei relê-la, mas a malta cá é rica e só se planearam edições de luxo, porque à arraia-miúda a cultura deve fazer lombrigas. É tudo de 50 euros para cima, incluindo a que vai sair com o Expresso.
Não é bem assim que melhora a literacia da população, mas quem edita lá sabe com o que se cose.
Vá lá que o Público faz a coisa por metade, com cada um dos dois volumes a ficar-se pelo 12,5 euros, ganhando-se a tradução do Aquilino Ribeiro - que parece dançar no seu vocabulário deliciosamente anacrónico para os tempos de hoje - e as ilustrações de Gustavo Doré.

AV1

Apostilha necessária: Eu sei que é difícil, mas por uma vez, vejam lá se isto não serve para comentários sobre quem fez o quê onde, quem mentiu quando ou quem não fez o que prometeu. Só um bocadinho de boa vontade, em memória de Cervantes.

O Problema é...

... que uns acham que não nos devemos envolver nas discussões políticas e mantermo-nos acima das divisões partidárias, porque isso só azeda o ambiente e faz a linguagem descer de nível no blog.
Têm razão.
E, embora ache que existem momentos que exigem maior envolvimento no que é imediato, nada me daria mais gozo do que fazer um blog de "tipo cultural" sobre Alhos Vedros e temas envolventes.
O engraçado é que esse tipo de posts são os que merecem aparentemente menos atenção e raríssimos comentários.
É só escrever qualquer coisa vagamente política e lá cai tudo em cima de nós.
Então nos dias em que "cheira a sangue" aparecem todos a espreitar.
Por isso, vamos continuando, dando uma no cravo e outra na ferradura, não agradando a gregos nem a troianos.

AV1

Tradições Quebradas














AV1

Aviso a quem de direito

Por razões que logo que possível se perceberão, aviso desta forma a pessoa que se assina com o nick de "F.Felgueiras" que tem um mail à sua espera, respondendo ao seu pedido.
Logo que me responda, e conforme o sentido da sua resposta, o esclarecimento será feito da maneira longa ou curta.

(Desculpem a interrupção, a programação segue dentro de momentos...)
AV1

Adendas e Apostilhas

Para ultrapassar o problema de não comentar nas caixas do Haloscan, acabando assim por não dar continuidade a certas discussões úteis, irei fazendo adendas e apostilhas a determinados posts, quando se revelar necessário algum esclarecimento adicional aos textos em causa.
Penso que dentro de uma ou duas semanas já não será necessário, mas por enquanto...
Inaugurei o sistema com uma adenda ao post Já Agora, com o pretexto de esclarecer o Mário da Silva sobre algo que ele apaentemente leu de forma diferente do que estrá escrito.
Não tarda nada parecemos o Acidental, a Grande Loja ou o Causa Nossa a remeter-nos para nós próprios.

AV1

Dicionário Autárquico VIII

P de Promessas – tantas que parece um Natal antecipado. Os que estão, para além de já terem cumprido tudo o que nas suas palavras era possível e imaginável, ainda prometem mais em listas infindáveis de formas maravilhosas de melhorar a nossa vida. Os que não estão mas querem estar, aguentam e sobem a parada com mais de promessas mil, todas elencadas em bonitos folhetos, mas sem a devida explicação sobre como será possível colocá-las em prática. Nos tempos que correm só os ingénuos podem decidir o seu voto apenas com base neste tipo de discursos demagógicos e que, como já se sabe, nunca são cumpridos com a maior desfaçatez e as justificações que já se sabia antes que iriam ser usadas. Enquanto as promessas, compromissos, ou o que lhes queiram chamar, não surgirem lado a lado com os meios necessários à sua implementação e uma calendarização que permita depois verificar a sua execução, não passam de palavras que o tempo e o vento levarão.

Q de Qualidade
– de vida, seja política ou a do mero dia a dia, tem vindo a estagnar (esta) ou a decair assinalavelmente (aquela). As promessas de bem estar à beira rio são falaciosas quando se vê no Tejo um mero pretexto propagandístico e um chamariz para novos habitantes de urbanizações massificadas e incaracterísticas. Quando o ciclo vicioso passa por apresentar queixas quanto à insuficiência de equipamentos colectivos, cuja responsabilidade se atribui ao Poder Central, mas depois se promovem novos aglomerados populacionais que irão agravar ainda mais as situações de carência e/ou ruptura, há algo que não bate certo. Quanto à qualidade da vida política nem é bom falar, atendendo ao nível a que desceu em termos de protagonistas e conteúdo. Esta campanha tem sido um exemplo para esquecer de vazio de ideias sérias sobre o concelho e como o desenvolver de forma sustentada, em especial por parte das duas principais candidaturas. De um lado, em vez da coragem de se assumirem os erros do passado, atiram-se as culpas para os Governos; do outro, em vez de se apresentarem propostas concretas exequíveis e rigorosas, entra-se na demogogia populista. Atrás disto, os aparelhistas de ambos os lados sacam das armas mais à mão e degladiam-se em violentos ataques corpo a corpo, sem qualquer tipo de debate construtivo. É pena, é muita pena.

AV1

Obrigado

O facto de ter suspendido os comentários, não me impede de agradecer aqui ao "m&p", ao Lâmina, ao ML (que realmente nunca tinha deixado comentários), ao Zelupi e a todos os que perceberam a nossa reacção, assim como aos que, discordando de nós em muito, se expressam de forma coerente e articulada (Nuno Cavaco, por exemplo).
Desculpem se deixei de retorquir directamente ao que por aí se foi dizendo, mas alguns temas serão aqui retomados, nomeadamente o da questão da introdução do Inglês no Ensino Básico.
Por diversas razões, incluindo necessidade de recolha de informação, só o farei pós-eleições.

Quanto ao mais, volto a apelar a todos os Donos da Verdade que abram um espaço próprio para que todos os puros os possam ler, sem ter de passar por toda a porcaria que nós escrevemos. Lamento ainda que - agora - exista quem pareça fazer-se de desentendido e escreva que estamos a concordar com os seus pontos de vista. Nada de mais errado !!!
Só assim se poderão verdadeiramente comparar as respectivas capacidades e propostas.
Aqui continuaremos com o planeado, do Dicionário Autárquico às Razões de um Abstencionista para Votar no Domingo, incluindo amanhã um pequeníssimo especial sobre os 95 anos da implantação da República.

AV1

Já agora...

... quantos dos que acham que agimos mal e de forma mal intencionada aqui no AVP experimentaram um de dois métodos: apresentar-nos textos para publicação com análises ou propostas credíveis sobre o nosso concelho ou a nossa freguesia ou, em alterntiva, demonstrarem-nos como se faz um blog sério ?
É que dizer que nós só criticamos e dizemos mal e fazerem pior do que issso - apenas criticar quem crítica - tem valor pouco acima de zero !
Até ao momento, dos que discordam da nossa orientação, só o Alhosvedrense (e penso que o Conde, embora a sua posição seja mais distante destas lutas) fez e muito bem o seu blog, aproveitando aqui para lhe agradecer a manifestação de solidariedade que nos fez. Ele, que recentemente se viu obrigado a apagar um comentário que considerou altamente ofensivo e impublicável segundo os seus critérios.
Por isso, caros novos "meta-críticos" mostrem-nos o que valem, e não só sob a forma de comentários !

AV1

Adenda: Caro Mário da Silva, acho que leu apressadamente o post ! Se reparar, e eu avivei essa parte, falei sobre os que "discordam" de nós. Dei por adquirido, não sei se abusivamente, que os outros (exactamente os que indica, o Brocas, O Plano, o Oliude do AVCity, a Várzea) concordam com a nossa orientação. Leia lá, de novo, por favor, se não é isso que está escrito...

Cartilha do Bota-Abaixo Sensível

O método do Bota Abaixo:

É bom... quando se ataca o Governo Central pelo incumprimentos de promessas eleitorais.
É mau... quando se ataca as Autarquias Locais pelo incumprimento de promessas eleitorais.

É bom... quando se dirige contra as promessas dos adversários.
É mau... quando se dirige contra as nossas promessas

É bom... quando se usam episódios anedóticos para afectar a credibilidade dos outros.
É mau... quando se usam críticas que procuram desmontar a nossa credibilidade.

É construtivo e bem-intencionado... quando somos nós que o usamos.
É destrutivo e mal-educado... quando são os outros a usá-lo.

Admite direito de resposta... se formos nós a usá-lo.
Não admite resposta... se for para nos responderem.

AV1

Tá giro, sim senhor...

Quando por fim me farto de tentar responder a todos os comentadores e, perante a mais absoluta desonestidade de alguns, dou troco na mesma moeda - aceitando o veredicto da sondagem em que mais de 60% dos votantes deu ordem para ripostar - surgem-me algumas almas mais sensíveis a dar conselhos de civilidade, quando nunca dei por terem-no feito a quem fez ataques pessoais absolutamente caluniadores nos comentários !!!
Escreve-se um post mais agressivo - mas em que a linguagem não passa quaisquer limites do razoável, de propósito - e há logo quem leia o que lhe interessa para apontar o dedo e dizer "Ah, estes são iguais aos outros".
Muito bem, se é assim que pensam, não temos remédio, pois não ?
É interessante como estes punhos de renda só surgem quando nós atiramos em legítima defesa. Mantenho os meus dois posts anteriores na sua absoluta integridade, porque eles demoraram muito a surgir. E dirigem-se não a quem discorda de mim (caso do "silva"), mas que percebe que se pode discutir aquilo de que se discorda, ou mesmo a quem acha que ao insulto não se deve responder com o insulto, mas apenas com os que acham que aqui devemos admitir todo o tipo de insultos às nossas motivações e interesses políticos (que não tenho e por isso não faço artigos assinados de apoio a ninguém) ou deixar passar meras alcovitices, muitas vezes privadas, contra terceiros.
É que - e aqui dirigo-me a esse leitor bissexto que se chama "TanuIR" - em nenhum post do AVP veiculámos qualquer mexerico sobre figuras públicas locais ou qualquer tipo de calúnia. Se isso aconteceu, é fazer o favor de nos indicar quando, com a data e título do post ou então o link.
O problema é que nem todos estão em condições de distinguir o que é uma opinião sobre uma situação pública e a afirmação de uma calúnia ou difamação, ou seja uma afirmação sobre algo que conscientemente se sabe ser mentira - o que alguns comentadores fizeram, sem a reprovação expressa de muitos.

O que se passa é que nós decidimos exercer o nosso direito à indignação desde que criámos o blog e sofremos vagas de críticas pessoais, tentando ofender-nos pessoalmente, e não respondendo ao que escrevemos.
Demos espaço a todos para escreverem, aceitando que nos enviassem textos para post e chegámos a colocar em post, comentários de leitores que nem o tinham solicitado.
Agora há uma coisa sagrada que é o facto de o AVP ser o blog que nós criámos e é o blog onde nós queremos transmitir o que nos vai na alma - se a temos - e ninguém obriga ninguém a passar por cá.
Sejamos claros, lá porque é de borla, ninguém precisa de nos visitar, se somos assim tão horrorosos, manipuladores, de mau-gosto e insultuosos.
O AVP tinha 20 entradas diárias e nós divertíamo-nos à grande no final de 2003. Ninguém se lembrava das autárquicas e do estado em que podiam ficar os seus cueiros dia 10 de Outubro de 2005.
Entretanto, a coisa chega-se e, apesar de todos os desmentidos, continuam a querer-nos associar à direcção local de um partido e atribuem-nos uma agenda de interesses que não são nossos. Ou seja, se insistem, é porque nos continuam a considerar mentirosos.
Por isso, tenho todo o direito de responder.
Ou será que pensam que estou aqui para dar a outra face e ser, virtualmente, crucificado ?
Devem estar a brincar !!!
Virgens púdicas, agora, porque lhes mostrei um pilarete holandês e uma forma de o usar ?
Mas depois, se calhar, apoiam medidas - que eu até apoio em boa parte - como as uniões de facto, a despenalização do aborto e do consumo de drogas, porque se acham muito liberais !
Abaixo com o cinismo e hipocrisia.

Prefiro - de muito longe - uma boa discussão honesta, de argumentos no teclado, com um tipo conservador, assumidamente de direita e adversário de muito do que penso, mas com o mesmo tipo de atitude de franqueza coerente, do que estes hipócritas que se acham de "esquerda" só porque pensam que o são, mas depois não admitem que se lhes toque nos privilégios e prerrogativas que acham serem seus e só seus, reagindo de forma ínvia e preferindo - esses sim - a difamação e o ataque pessoal feroz, do que apresentarem argumentos capazes.
Ou será que já ninguém se lembra quem, nos bons primórdios da democracia, se chocava publicamente com o facto de Sá Carneiro viver em união de facto com a Snu Abecassis ?
Sim, eram exactamente aqueles que agora defendem esse tipo de medidas !!!
E o problema é esse !
É querer exercer certos direitos contra os outros, mas achar que os outros não os devem exercer quando não nos interessa.
Por isso, aqui admitimos que nos façam todo o tipo de críticas às nossas ideias e não censuramos ninguém desde que assuma o seu nick.
Mas depois, também temos direito á nossa resposta.
Ou há Democracia ou comem todos.

AV1

segunda-feira, outubro 03, 2005

Oferta...



... a todos aqueles - meninos e meninas - que têm procurado, sem sucesso, descredibilizar-nos de forma desonesta, retorcido dolosamente tudo o que escrevemos ou propomos, também a todos os que têm passado tempo a tentar danificar o AVP ou que têm usado de forma abusiva as nossas caixas de comentários e assumido identidades que não são as suas.
Provavelmente andarão com qualquer tipo de carência que este pilarete fotografado pelo Brocas em Amsterdão poderá satisfazer, em especial se, enfiado por um orifício extremo, vos conseguir sair pela boca, assim melhorando em 100% o que normalmente de lá sai.


AV1 (com foto mesmo a propósito do Brocas)

AVISO À NAVEGAÇÃO

Atendendo a que a pessoa que se assina Fátima Felgueiras produziu hoje entre as 8.37 e as 8.54, quatro comentários em que assumiu o meu nick, decidi suspender a produção de qualquer meu novo comentário no blog até quem o frequenta revelar níveis mínimos de decência.
Qualquer comentário em nome de AV1 a partir deste momento é, pois, FALSO.
Nunca assumi a identidade de nenhum comentador e não admito que gente reles, que não é capaz de conviver saudavelmente com opiniões diferentes, críticas e livres, utilize abusivamente um meio que foi o AVP que pôs à disposição de todos para manifestarem as suas opiniões, sem qualquer censura ou filtro.

Se acham que este tipo de estratégias servem como arma de combate eleitoral só posso esperar e desejar que no próximo dia 9 de Outubro percam em grande tudo aquilo porque lutam desta forma suja.
Se acham que é por abusarem do recurso dos mcomentários que irão fazer com que alteremos a nossa forma de agir, estão enganados.
Depois de tudo o que precisámos de fazer ontem para recuperar o AVP depois do mini-ataque que lhe foi dirigido (como já aconteceu a outros blogs, do da Várzea ao Arre-Macho) só pode ser de uma IMENSA ESTUPIDEZ, fazerem este uso das caixas de comentários.
REPITO: no AVP ou há comentários livres ou não há nenhum, como avisámos quanto introduzimos essa funcionalidade.
REPITO AINDA: se querem atacar o AVP ataquem-no pelo que escrevemos ou mostramos e não revelando todo o esplendor da vossa incapacidade e profunda desonestidade política e pessoal.

AV1

(Estou, solidário com o AV1 e também não comentarei mais, por isso serão falsos também, todos os comentários em nome do AV2.)

Talvez...

...Talvez a Fernanda Velez tivesse sido uma melhor aposta, além de ser mais conhecida, evitaria uma colagem tão grande da coligação PSD/CDS ao Lobby Tauromáquico.



AV2

Citação do Dia

«Era quase como se houvesse um mundo paralelo. Um habitado pelos ministros, os seus spin-doctors e porta-vozes, enquanto o outro era habituado por todas as outras pessoas. As suas observações poderiam conter alguma lógica própria, mas estavam desligadas dos acontecimentos reais. Os ministros deixaram de afirmar o que era realmente. Em vez disso faziam declarações baseadas no que gostariam que fosse a verdade.»
(Peter Oborne, The Rise of Political Lying, 2005, p. 66)

Importa-se de repetir ?

«Oferecer frigoríficos é congelar a democracia; oferecer computadores é aprofundar essa democracia.»
(resposta - ou algo muito parecido - de Alberto Souto, o candidato do PS à Câmara de Aveiro no debate transmitido hoje à tarde pela TSF, quando inquirido sobre a sua promessa de oferecer computadores portáteis aos professores primários do concelho ser parecida com a de outros candidatos populistas).

O Estado da Campanha















AV1 (foto do Brocas)

As iludências aparudem

"The truth is out there" (Agente Mulder, Ficheiros Secretos)
"Concentrate on what can't lie. The evidence..." (Gil Grissom, CSI)

A demonstração de má convivência com as vozes críticas regulares e a modestíssima desobediência civil que o AVP tem protagonizado com mais alguns blogs, que se viveu nestes últimos dias, fez-nos pensar em termos de filmes policiais.
A quem beneficiaria a "gracinha" de nos atacar o blog ?
As histórias policiais clássicas têm algumas pistas como acusar o mordomo, procurar a mulher (cherchez la femme) ou seguir a pista do dinheiro.
Neste caso, estas pistas não chegam.
As mais óbvias que nos restam, contudo, padecem de ser óbvias.
Terá lógica prejudicar a única forma de exorcizar os demónios pessoais ? Nâo, a menos que esse alguém seja ainda menos inteligente do que demonstra.
Terá lógica fazer aquilo de que se seria, como grupo, os primeiros suspeitos ? Também não, a menos que esse grupo estivesse mais dominado pelo medo e a irracionalidade é razoável supor.
Terá lógica, no nosso caso, seguirmos aquilo que se espera que sigamos ? Não, a menos que sejamos nós mais palermas do que alguns sabem que não somos.

Por isso, a única pista a seguir é a de saber quem está em condições, tem a disponibilidade e os meios, para fazer o que anda a fazer e muito mais, como que nos dizendo nas entrelinhas... "Olhem do que sou capaz... não brinquem... não se armem em mais do que são... olhem que eu... ".
Mas por outro lado, tudo podem ser coincidências e eu apenas ter lido demasiados livros da colecção Vampiro e da Agatha Christie.

AV1

Caramba, vá lá...



Vejam lá se conseguem fazer passar qualquer coisa cá para fora, para além dos documentos oficiais. A campanha de rua com musiquinha e tudo, está bem, mas que tal tentarem lutar taco a taco com a concorrência em matéria de imprensa local ?
Eu sei que o texto do Luís Carlos n' O Rio podia ser subscrito por vocês, mas assim é difícil.
Será que só nós é que temos vontade que as cndidaturas locais do Bloco tenham um bom resultado e elejam mesmo um vereador ?
Já sei que têm afazeres profissionais e que nós não temos o direito de exigir nada, mas assim não chega.

AV1 (com foto do Brocas)

Boas Vindas




Nesta imagem que bem simboliza a degradação do "centro histórico" de Alhos Vedros - afinal sempre era perto daqui que começava a antiga Rua Direita da vila, que passava pelo Pelourinho, pela Misericórdia, pela Cadeia e por muitos dos edifícios mais nobres da terra no início da Idade Moderna - por onde as requalificações não passam, o que mais me surpreende é o facto de ainda não terem roubado o painel de azulejos com o nome da terra, como fizeram do lado contrário da vila, defronte da entrada da Gefa/Guston ou como fizeram ao painel com motivos florais que ficava na rua Major-Aviador L. Fernandes.
Mas não há que desesperar porque certamente estará previsto um belo caixote de casario para todo este quarteirão, respeitador da "traça", claro, como o que fizeram frente ao CRI e, por tabela, o desaparecimento e olvido desta placa toponímica certamente quase secular.
O que me faz pensar, de novo, que espólio terá a CMM guardado, e em que estado, para expor, caso avancem mesmo projectos de carácter museológico.
É que Alhos Vedros foi, na sombra de Palmela e da Ordem de Santiago, uma das únicas três sedes municipais de toda a Margem Sul até ao século XVI mas, por obra do acaso e do "movimento" tão acelerado do concelho, actualmente pertence ao único em que não existe qualquer tipo de estrutura museológica.
É que de tanto andarem em "movimento", certos espíritos se esquecem que o passado e a preservação da sua memória não é "coisa de mortos" ou "um monte de paredes quase todas a cair".
É que requalificação urbana é mais do que passeios e lampiões.
E só quem é ignorante ou age de má-fé pode achar que a intervenção feita em Alhos Vedros tem algo de vagamente parecido com a preservação dos centros históricos de vilas com as suas tradições.

AV1 (com foto do Oliude, já publicada no AVCity)

Dicionário Autárquico VII

N de Nascimento – de primeiro nome Luís, o rosto da coligação Construir o Futuro, que tem conduzido uma campanha de colagem às tradições locais, inicialmente associando-as de forma restrita aos gostos taurinos da Moita e só aos poucos percebendo que o concelho não é a vila da Moita, por estranho que pareça. Em termos individuais é o único candidato que não tem problemas em assumir que lê os blogs e até responde às críticas com um assinalável fair-play. O seu principal problema, desde o início, foi ter arrancado com a pré-campanha apresentando-se como candidato “independente” nos primeiros cartazes, o que não é obviamente o caso. Ao contrário da campanha de Bruno Vitorino no Barreiro, que apresenta um assinalável cuidado na parte gráfica e na colocação do material de campanha, a de Luís Nascimento no concelho da Moita parece demasiado amadora (o que é estranho, nestes tempos em que as ferramentas para fazer bom material gráfico são inúmeras) para estas andanças e vai ser presa fácil das máquinas da CDU e do PS. Se não fizer um forcing final que se veja, corre o risco de ficar poucos pontos acima do Bloco, quando em 2001 teve quase o quádruplo da percentagem.

O de Opinião – aquela que, quando livre de entraves e insubmissa aos poderes instalados ou em ascensão, parece incomodar que se farta os “senhores” da terra. Na imprensa local, a opinião é normalmente – e salvo honrosas excepções – apenas uma correia de transmissão dos aparelhos de propaganda partidária. Com o aparecimento dos blogs e da crítica a sério às suas práticas, Situação e Oposição reagiram de forma surpreendida, embora, e como é natural, tenham sido os detentores do poder a aparentar um maior receio perante tamanha liberdade e ousadia de falar/escrever pela própria cabeça e sem espartilhos. Foi muito tempo com a opinião publicada quase toda domesticada, pelo que um fenómeno novo deste tipo provocou estranheza e o instinto de defesa terá levado a atitudes ameaçadoras menos correctas, nostálgicas de velhas estratégias que já não funcionam nestes tempos.

AV1

Independentes ?

Estas autárquicas representam, a nível nacional, uma forma de desacreditar aquilo que se entende por “listas independentes”.
Como já repetidamente escrevi, em freguesias ou concelhos com mais de alguns milhares de habitantes – nomeadamente as de carácter (sub)urbano - as candidaturas autárquicas independentes são quase uma ficção da legislação, atendendo ao mecanismo triturador dos aparelhos partidários.
Só quem parte de uma situação de Poder de tipo caciquista consegue impor-se a esses aparelhos, em especial porque já os utilizou, explorou e sabe como combater no seu próprio terreno.
Gondomar, Amarante, Oeiras e Felgueiras são exemplos desse tipo de listas falsamente “independentes”.
São apenas listas que não são subscritas pelos partidos, porque se tornaram projectos de poder excessivamente pessoais e que nem a lógica dos partidos já consegue conter.
Infelizmente, parece que os eleitores andam a ler tudo às avessas e estes “independentes” até andam bem cotados nas intenções de voto.
Existem duas explicações lógicas para o fenómeno e uma ingénua: esta última é que eles foram excelentes autarcas e que o eleitorado reconhece isso, apesar dos problemas com a Justiça; as outras são, em primeiro lugar, a que explica o facto pela permanência de um espírito de caciquismo eleitoral em que o eleitor retribui nas urnas os favores que pensa que o eleito fez por si, pelos seus e pela sua terra, independentemente dos meios (no fundo é uma variação hipócrita da explicação ingénua). Em segunda lugar, existe a explicação que vê nisto uma leitura equivocada dos eleitores, que assumem que estes “independentes” são os injustiçados de um sistema partidário mau, contra o qual legitimamente se rebelaram.
Todas estas explicações são insuficientes para justificar que estas pessoas estejam prestes ou perto de ser eleitas nos concelhos por onde concorrem, em especial quem é arguido ou já foi condenado (mesmo se sob recurso) por prática de actos ilícitos exactamente no desempenho das suas funções públicas ou políticas.
Se eles vencerem, perceber-se-á porque já nem nos eleitores – naqueles que lá vão depositar o seu voto alegremente - pode residir uma grande esperança de mudança do sistema político.
Daí o desânimo em apresentar propostas e listas verdadeiramente independentes.Se resistir aos ataques do exterior ainda se consegue, difícil é aguentar o comportamento deste tipo de eleitorado que, afinal prefere “mais do mesmo”.

AV1

Bloco de...Notas, também está Alterado !

O Bloco...de Notas, do BE da Moita também parece ter sido vítima dum Ataque parecido com o que sofreu o AVP, o Template estreitou e os Links, passaram para baixo.
Algo de muito estranho anda a afectar os Blogs que apoiam o BE, ou é só impressão minha ?

AV2

E a sombra ?





Hoje [Domingo] esteve um dia muito quente! E com este calor de Agosto, nada melhor que fazer um Pic-Nic com a família. Assim pensei, assim fiz! Que bom será levar as crianças ao campo, e mostrar-lhes o que de bom ainda existe perto de nós.
Escolhi ir até até ao Rosário mas acabei por experimentar os novos arranjos junto ao Freira's. Hum! Mesas novas, estacionamento para automóveis e bicicletas, caixotes de lixo, àrvores e sombra. Sombra? Onde está a sombra? Pois é, alguém se esqueceu desse importante pormenor para quem lá vai depois do meio dia. Ainda tentei fazer crer à família que este pormenor se deveu talvez a má interpretação do desenho na contrução deste parque, mas ninguém acreditou. Nem eu!

Zal

Nota: Texto publicado apenas hoje devido aos problemas que afectaram as articulações do nosso blog, assim como já aconteceu coisa parecida com a Várzea, o Bloco de Notas...

Eclipses

Qual o maior ?
O do Sol ou o do SCP ?
Confesso que o segundo me vem a impressionar mais, em especial porque se mistura com agonia.

AV1

domingo, outubro 02, 2005

Explicação II

Revelando conhecimentos informáticos acima da média para alguém que vive por sobre as nuvens, o Espírito Santo que nos atacou, quando repunhamos os comentários do Haloscan permitia que qualquer pessoa acedesse à área de administração desse programa e que, a partir daí, pudesse editar, apagar ou banir comentários e comentadores.
Penso ainda que houve eliminações cirúrgicas de alguns comentários, mas não posso garantir porque fixar mais de 4500 é difícil.
Por isso, somos obrigados a ficar apenas com a funcionalidade base de comentários do Blogger se não formos sabotados de novo.
As ameaças que nos foram sendo feitas concretizaram-se, embora de uma direcção que não esperávamos. E estamos tristes com o que se passou, não só porque se passou, mas através de quem se passou.
Lembro-me de terem ocorrido coisas deste tipo em blogs como o antigo Escândalos no Montijo e outros, onde aparecia o título "Preso Pinto da Costa" ou algo semelhante. Também o Barnabé chegou a sofrer um ataque da equipa do Anacleto que ocupou o seu cabeçalho.
Sinceramente não pensávamos que estaríamos a ferir tantas e tanto as susceptibilidades de algumas almas mais sensíveis, ao ponto de serem os leitores mais ciberletrados a exercerem censura sobre nós e os outros.
Muito bem, se outra solução não houver, e depois de termos salvo arquivos de posts e comentários, migraremos para outras paragens mais seguras, embora sempre com o mesmo lema, que parece fazer dor de barriga a muitas e desvairadas gentes:
ALHOS VEDROS AO PODER, sempre.

AV1

Explicação

Neste momento, às 22.00 horas de domingo dia 2 de Outubro, fomos obrigados - devido a uma obra malandreca do Espírito Santo - a refazer o template do AVP.
Como o Espírito Santo estava inspirado, obrigou-nos a eliminar temporariamente a linha de comando dos comentários do Haloscan, sob pena do blog ficar todo afunilado, tendo ainda ocorrido algumas mudanças na formatação das cores que usávamos.
No entanto, todos esses comentários estavam guardados e foram de novo disponibilizados logo que nos foi possível. Só que realmente a obra do Espírito Santo, sendo de inspiração divina, tinha ainda uma armadilha na ponta.
Ou seja, se repomos os comentários do Haloscan, mal tocamos num post desaparece logo tudo outra vez.
Vamos deixar as coisas assim até amanhã e depois logo vemos o que fazemos.
Agradecemos ainda ao Espírito Santo o trabalho que teve em demonstrar o que pensa sobre a forma como se exerce a liberdade de expressão e se demonstram determinados pontos de vista.
Realmente somos imunes aos ataques físicos e aos estrangulamentos comerciais, mas não o somos aos dotes omniscientes e omnipotentes do Divino.
E depois não venham dizer que isto é uma desculpa nossa.
Não ficaram as impressões digitais - o Espírito Santo é adequadamente espiritual/virtual - mas nós também não somos santinhos de aldeia.

AV1

Problemas técnicos

Agradecemos que os nossos leitores nos digam que, ao descerem ao longo do blog, o seu aspecto não vai estreitanto e, já agora, se os links laterais aparecem normalmente ou não.
A origem do problema parece ter estado em algo que se passou entre ontem e hoje quando fazíamos uns acertos nas imagens.
Não é por nada, mas parece que o template do AVP começou a dar buraco.
Se isso aconteceu só connosco ou não, não sabemos, por isso precisamos de feedback.
Em caso afiirmativo - se os problemas são gerais - vai ser necessário refazer o template.
Não é nada muito complicado, mas vai implicar que algumas formatações sofram alterações, pra aevitar que a coisa volte a suceder.

AV1

Música de Domingo




Prémios da Semana

Nestes dias de campanha eleitoral mais a sério, os opinadores de serviço ou meramente ocasionais, esmeram-se em produzir textos combativos, de propaganda partidária, destinados ou a aliciar os indecisos e insatisfeitos ou então a aemaçar com as penas da danação os críticos e/ou transfugas.
Neste particular, a secção de opinião desta semana do Jornal da Moita é um viveiro maravilhoso de figuras de estilo, de melhor ou pior gosto, e de profissões de fé, mais ou menos ligadas à realidade, não esquecendo ainda os elogios em causa própria.
São 6 textos, 3 de pessoas ligadas ao PS, 2 de candidatos do PSD e apenas 1 da CDU (aparentemente o Nuno Cavaco foi o sacrificado ao espaço disponível). Refira-se ainda que um bom número de textos é de autores que raramente aparece(ra)m, tendo aproveitado esta quadra festiva para darem a cara e o nome.
Por tudo isto, achamos que devemos atribuir alguns prémios a distinguir as frases de gosto mais duvidoso ou, apenas, aquelas em que o delírio ou a mera fé parecem substituir a Razão. Seriam frases lógicas num cidadão sem grandes responsabilidades, ou mesmo no AVP (que sabemos ser o cúmulo do mau gosto), mas nunca em pessoas que aspiram a algo mais.
Os prémios atribuídos seguem apenas a ordem de publicação e não sugerem qualquer outra lógica.

1) Prémio "Por isso é que eu já me amanhei por Lisboa"
«Este é um Concelho que hoje se encontra a definhar numa morte lenta e agonizante (...).»
(Rui Mourinha)

2) Prémio "Cheira-me a ranço não sei porquê !"
«Ninguém, minimamente equilibrado, acredita nesta lábia rançosa do PS/Eurídice (...).»
(Manuel Madeira, que tem outros dichotes equivalentes por aí abaixo)

3) Prémio "Aceitamos tudo o que apareça, desde que mexa"
«Com a vantagem de não olharmos às cores políticas que cada um defendeu no passado, construímos as melhores equipas (...).»
(Fernanda Velez)

4) Prémio "Ninguém ainda tinha dado por isso"
«São muitos os problemas com que os jovens hoje em dia se deparam.»
(Virgílio Gonçalves, embora o texto até escape muito razoavelmente à crítica)

5) Prémio "Eu sou a luz que alumia"
«Sei por experiência própria que para brilharmos não necessitamos de apagar a luz dos outros.»
(Vitor Pereira Mendes, sempre modesto e humilde)

6) Prémio "Alguém me explica o que é ser exequível ?"
«O Partido Socialista apresenta-se na Moita com uma equipa coesa, com projectos de qualidade, realistas e exequíveis.»
(José Lourenço, que também devia aprofundar a noção de "coesão")

AV1, o meta-articulista e meta-crítico nas horas plenas do dia.

Questões ibéricas

O problema da subserviência de Portugal a Espanha é analisado na última edição do Semanário por Rui Teixeira Santos, num excelente artigo.
"A Espanha tem um problema incontornável: a questão da autonomia da Catalunha e dos Bascos. E isso é suficiente para que defenda uma solução de estabilidade para Portugal. E, nesse sentido, o partido espanhol preferirá sempre a humilhação de Soares (é mais um pai da pátria que desaparece humilhado e maltratado) e a eleição de Cavaco Silva para Presidente da República..."

AV2

O Cartoon de Domingo




















Stuart Carlson (30/Set/05)

sábado, outubro 01, 2005

Requalificação da frente ribeirinha de Alhos Vedros


Voltei às Reportagens Fotográficas, munido da minha máquina fotográfica digital vou fazer concorrência aos meus camaradas Brocas e Oliude...
A urbanização da quinta da Fonte da Prata vai pôr mais 5000 pessoas na frente ribeirinha de Alhos Vedros que deveria ser zona protegida e essa sim com todo o mérito ser denominada de REN, o poder moiteiro devido a interesses económicos bastante fortes, a isso não atendeu, por razões que são bem explícitas nesta imagem, vende-se melhor apartamentos que têm esta envolvência e esta beleza tão natural, mas os Betonizadores do poder moiteiro vão acabar por destruir todo o sapal e toda esta zona de biodeversidade e ecológicamente correcta, porque razão os Verdes não se indignam com esta situação, de afronta à natureza !
Um poder que destrói o meio ambiente e a qualidade de vida dos seus cidadãos não pode nunca utilizar o Slogan:
"Bem estar à beira Tejo"
Veja a reportagem completa aqui !
AV2

O que faz falta é... Carinho

Confesso que começo a simpatizar com o Luís Nascimento.
Sei que, depois daqueles cartazes serôdios iniciais, esperava o pior da campanha do PSD/CDS.
Mas o rapaz (vai-me desculpar o paternalismo, só um bocadito mais entrado nas idades, embora não muito) é capaz de se fazer, se perceber que a Moita não é o concelho.
Na página 9 desta edição de O Rio vem lá uma deliciosa prosa da sua candidatura onde se promete distribuir carinho por todo o lado, pelas tradições e costumes (esta é daquelas discussões que seria giro aprofundar pós-eleições se LN estiver para escrever sobre isso e nos mandar), pelas crianças, pelo desporto, pelos idosos e penso que fica por aqui.
O que já é muito.
Mais carinho do que isto só às quartas à tarde ali à entrada de Alhos Vedros, como quem entra do lado da Moita, á esquerda, passando por debaixo da esfinge.

AV1

Shame on You, Mr. Brocas...











... olhem o que este malandro faz ao seu cão !!!
Eu vou já chamar a Protecção dos Animais (a ver se de caminho levam uma karraça que anda por aqui todas as tardes...) .


AV1


Piada dos Monty Python

-O meu cão não tem focinho.
-Como é que ele cheira ?
-Muito mal...

AV2

Matinée




















Primeiro, vou ver se é desta que consigo ver os MP na RTP-Memória (faltam uns 15 minutos).
Depois, se a criança não extiver numa de Noddy ou Ruca, talvez um filminho como deve ser, para cocegar as meninges.

AV1

Só umas sugestões














Se em vez de produzirem lixo como o Senhora Dona Lady (já defunto, felizmente), o Esquadrão G ou a 1ª Companhia, as televisões privadas nacionais investissem um pouco mais em algumas das melhores séries cómicas americanas dos últimos anos ?
Tudo bem, que na Sic-Comédia andam a retransmitir algumas coisas boas, que na RTP Memória até voltaram os Monty Python e que na 2 temos a Britcom.
Mas não seria possível arranjarem pelo menos uma destas três séries (o Everybody Loves Raymond até já apareceu directamente em DVD... ) ?
Restam algumas esperanças na promoção do Penim a director de programas da SIC, mas será que há a vontade ?

AV1

Curiosidades do AVP II


O Sitemeter foi instalado no final do ano passado, embora reportando as entradas singulares (sem as reentradas diárias do mesmo visitante) a Outubro de 2004. Eis os resultandos para visitantes e vistas de páginas.
Este Setembro chegámos quase aos 1500 visitantes e ultrapassámos as 11.000 visitas à págima (incluindo os reloads).
'Brigados a todos, mesmo aos que só cá aparecem para nos desancar.
O que seria de nós sem a vossa colaboração ?

AV1

Curiosidades do AVP

Estou a salvar para documentos Word, todo o histórico do AVP.
Como curiosidade, posso dizer aos nossos leitores que começamos em Outubro de 2003 com 10 Posts, nenhuma imagem, pois ainda não sabiamos como as inserir e o peso de 95 KB, ocupando no documento Word 10 pgs em formato A4.
Em Setembro de 2005, ou seja o mês passado, o AVP publicou 257 posts, 219 imagens pesando 7.220 KB e ocupando no documento Word, 249 pgs em A4.
A primeira imagem foi inserida no Sábado, dia 18 de Dezembro de 2004 e foi o pelourinho de Alhos Vedros.
As páginas em documento Word, até Setembro de 2005, perfazem 2077, em formato A4.
Quando estamos próximos da comemoração do nosso segundo aniversário, a 21 de Outubro de 2005, deixamos estes números à consideração dos nossos leitores.

AV2

Nem às paredes confesso...







... mas em matéria de cultura clássica sou praticamente, ou mesmo, um grunho completo. Se é verdade que sou viciado em livros de todo o tipo e género, assim como em música e filmes, não esquecendo um fraquinho pelas artes visuais. tenho vários calcanhares de Aquiles (é que como o rabudo, tenho quatro cascos...), a começar por um ouvido quase insensível à música clássica (tenho défice de atenção a coisas com mais de 10 minutos de som contínuo...), para além de que sou pouco dado à poesia (neste caso, mais à contemporânea) e que o teatro - efeito dos experimentalismos dos anos 70-80 - nem sempre me consegue atrair.
Sou, portanto, um vómito, ou um fã, conforme as perspectivas, da cultura pop de massas do século XX com uns laivos pontualmente mais profundos.
Dito isto, acho que esta iniciativa dedicada às crianças da Fundação Gulbenkian (encarte hoje com o Exp'esso e talvez em mais algum jornal), seja ideal para mim.
Levo a miúda e, finalmente, aprendo eu a gostar do que ainda não aprendi a gostar.
Bom negócio, não ?

AV1

Os Very Typical

Curto apontamento - certamente incómodo para os que se sintam visados, mas paciência - para registar um novo tipo sociológico que tem surgido no nosso concelho e até na nossa freguesia, que poderemos designar por very typical.
São aqueles que por cá se instalaram, parcialmente porque acham muito típicas as supostas ou reais tradições identitárias locais, com destaque para as fosquices taurinas moiteiras e os fogareiros em cima das árvores (que essa sim é uma tradição completamente nova, mais nova que os hipermercados e a televisão a cores ou mesmo as televisões privadas que os registaram para a posteridade).
Nada contra, claro.
Desde que não tomem a nuvem por Juno, para recorrer a um cliché literário gasto e com os fundilhos já puídos.
Mas é o que se arranja.
Bem...
Vou ali comprar o Exp'esso e já volto.

AV1

Formação política


Leituras da primeira metade dos anos 70, da Primavera marcelista aproveitada pelas Publicações Europa-América para iniciar uma colecção, pacientemente adquirida ao longo dos meses pelo meu pai, que se foi mantendo execelente durante a primeira centena de livrinhos de bolso, só decaindo um pouco já mais tarde, claramente por motivos comerciais.
O primeiro explica-nos porque a Revolução se torna uma aspiração, enquanto o segundo nos explica como ela se pode transformar numa desilusão
No trio de leituras fundamentais da época em que comecei a ler e a a perceber o que lia, falta a qui o nº 25, As Mãos Sujas, peça teatral de Jean Paul Sartre sobre os dilemas e discussões (existencialistas) de um grupo bombista. Não sei onde terei posto o raio do livro, ou então migrou sem eu saber ou ter registado o feito para outras paragens.
Ler isto com 10-12 anos ajuda bastante como vacina contra muitas asneiras posteriores.

AV1

A Vontade Popular

Manda-nos "defecar nos abrenúncios" (18 votos em 31, com 58%) o que aliado ao "baixar o nível e responder torto (2 votos e 6%), nos dá uma maioria de quase 2/3 de opiniões favoráveis a responder devidamente aos ataques de que temos sido vítimas aqui no AVp por parte de leitores/comentadores menos entendidos na função e natureza de um blog (aqueles que acham que só o Avante é isento, ou mesmo o Acção Socialista, o Bandeira Vermelha ou o Povo Livre).
Ninguém votou pelo fim dos comentários.
Lamentamos desiludir aqueles que achavam que devíamos controlar a escalada de maledicência de 2 ou 3 criaturas conscientes de que um blog só seu não serviria para nada nem atrair mais do que meia dúzia de moscas.
Por enquanto a coisa fica como está, na base de que a estratégia da lama pode fazer ricochete (para cima de quem, sinceramente não sei...) e que os mandantes do idiota útil de serviço se calhar verão o tiro sair pela culatra.
Vai ser duro, mas se querem confusão, nós não viramos a cara; quanto muito gozaremos ainda mais com a Brigada da Hérnia Inguinal, assim crismada em honra do seu aparente Grande Líder.

Quanto ao resto, já iremos apresentar nova sondagem sobre as políticas de alianças mais prováveis no concelho, em caso de não existir maioria absoluta.

AV1

Dicionário Autárquico

Faz pausa no fim de semana e continua na segunda-feira, prolongando-se até à seguinte 6ª (quando terá três letrinhas, três), para cobrir todas as letras do alfabeto. As próximas serão o N de Nascimento e o O de Opinião.

AV1

Nós e os "Outros"

Ontem, quando já devia estar a descansar o miolo, pus-me a ver a repetiçaõ da cerimónia dos Emmys no AXN. Era apresentada pela Ellen deGeneres, uma comediante americana que não aprecio em particular, tirando o facto de ter como namorada a Portia de Rossi (aquela louraça que entrava na série AllyMcBeal).
As piadas iam seguindo, ainda meio secas, quando ao ganhar ritmo acerca da relatividade dos prémios, a Ellen lá meteu umas mais cruéis que fizeram todos rir, porque eram gerais; de repente, diz qualquer coisa como isto "Ganhar um Emmy não é nada de importante na vossa vida; isso seria ganhar um Óscar".
Aí, os aplausos esmoreceram e notou-se um razoável embaraço.
A piada não era sobre os "outros" ou "alguém" em geral , para passar a ser direccionada a todos os que ali estavam e que, salvo raríssimas excepções, alguma vez cheiraram um Óscar (estava lá a Meryl Streeep pelo menos). Ou seja, era uma piada contra os "nossos" os da televisão, por oposição aos do cinema, os "outros".
Serve este introdutório todo para explicar algo simples.
As piadas têm graça quando são aplicadas aos "outros".
O humor é sempre giro quando não se aplica a nós e aos "nossos"; aí já é tudo de mau gosto e rasteiro.
É o que se passa aqui no AVP, quando gozamos em particular com alguém: tem graça para os não visados, mas é uma baboseira para quem é criticado.
Nós só somos certeiros quando acertamos nos "outros".
Quando acertamos nos "nossos" (deles), já somos umas bestas.
A auto-crítica é uma coisa de difícil e dura experiência.
Quando andámos a considerar o que fazer com os disparates que se foram sucedendo nos comentários, sempre o pensámos em função da mera má-língua dirigida a terceiros. No nosso caso, e como dizia o AV2, "aquilo até me inspira". E no meu caso também, embora mais nuns dias do que em outros. Se não olharmos para nós de forma crítica e percebermos que nem sempre agimos bem - e é batota dizer isso em abstracto, convém assumir exactamente quando fizemos coisas menos boas ou mesmo más - temos tendência para ficar autistas e não conseguirmos captar o que se passa "lá fora".
Esse é um erro que se está a passar com algumas pessoas dos dois lados maiores desta barricada eleitoral. Em tempo de "guerra", cerram-se fileiras e opta-se pela estratégia romana (via Astérix) da tartaruga.
Deixa-se de tentar perceber os "outros" e só se aplaudem os "nossos".
Tudo o mais é considerado "traição".
O mundo fica a preto e branco, sem cinzentos.
E depois aplaudem-se asneiras e recusam-se coisas sérias e válidas, só porque dividimos o mundo entre nós (os bons) e os outros (os maus).

AV1