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sexta-feira, outubro 12, 2007

Prémio Merecido



Normalmente a Academia Sueca, em especial neste prémio, é extremamente rigorosa na mensagem que pretende passar e não é permeável a interesses mesquinhos.
O trabalho do homem em 20 anos nesta matéria (fundou a Globe em 1988) é uma barreira para que as vozes de burros não chguem aos céus da Escandinávia.

domingo, agosto 12, 2007

O ataque ao poder moiteiro - O perfil

Engana-se quem pense que se vai aqui falar em nomes e muito menos nos nomes que alguns pensarão.
Aqui apenas se pretende demonstrar que para atacar em força o poder moiteiro instalado, nos moldes actuais, é necessário alguém com um perfil diferente dos tradicionais actores da oposição local.
Exacto.
Após paciente e elaborada reflexão, chegámos à conclusão algo metafórica que o fogo só se consegue combater com o fogo.
Ou traduzindo a coisa: que ninguém pense que, para já, qualquer candidato alinhado com uma outra força partidária consegue derrotar a máquina do Partido do Colectivo, a máquina que na recta final consegue bater a todas as portas, cobrando fidelidades e recordando favores.
Pois é.
Para combater alguém do Partido do Colectivo é preciso alguém que tenha o mesmo tipo de inscrição na vida local, que seja reconhecido, que não apareça por aqui só em altura de eleições ou que, estando cá, seja visto pelas "bases" como sendo do "inimigo", sendo que o Partido do Colectivo encara quase toda a gente como inimiga desde que não se acocore à sua passagem e obedeça às suas ordens.
É inútil pensar-se que é possível - em confronto de tipo tradicional - conseguir mais do que retirar a maioria absoluta ao actual poder moiteiro.
E para o derrotar é preciso muito. Não é muito dinheiro, que esse já se sabe por onde e para onde corre.
É preciso vontade.
É preciso credibilidade.
É preciso raízes.
Isto ainda é, apesar da crescente dormitorização, um reduto político muito fechado que não cai de repente.
Por isso, para concorrer contra o poder moiteiro em 2009, é necessário alguém que seja proveniente sensivelmente da mesma área política mas da qual se tenha afastado por desalinhamento com a sua orientação, que seja conhecido pela sua intervenção local empenhada, que mais do que atacar activamente o poder moiteiro, possa apresentar-se como alguém atacado por esse mesmo poder.
Nomes?
Ocorre-me um ou dois, mas não é isso que interessa.
Nem é quem vocês estão já a pensar.
Por agora chega ficar, a traço grosso, o perfil desejável.
Assim mesmo.
Em termos algo abstractos.
Fazer ao contrário (escolher alguém e depois delinear o perfil) é a prática comum de outros.

quinta-feira, junho 07, 2007

Para que serve um PDM?

Texto em maturação aqui na redacção.
Os argumentos (nossos) são velhos, mas agora ganharam outra actualidade.

sexta-feira, março 23, 2007

Para breve








Todo um compêndio ensaístico sobre burros e mulas, suas utilizações, vantagens e desvantagens comparativas e o que mais se verá.

Com alguém ocasionalmente no pensamento.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Mais Moita no Mapa, digo, no Parlamento

«Bloco apresenta propostas contra a corrupção
15/02/07

Dos vários diplomas apresentados hoje pelo Bloco de Esquerda para combater a corrupção no país, destaca-se a cativação pelo Estado de mais valias que decorram da valorização súbita de terrenos privados. A ideia é evitar situações comuns em Portugal, de empresas que compram terrenos muito baratos mas que passado pouco tempo os vendem a preços exorbitantes precisamente porque passaram a ser classificados como terrenos para construção e urbanização.
O Bloco de Esquerda apresenta como exemplos flagrantes os casos da Quinta das Fontaínhas e o caso Portucale. No primeiro, foi comprada uma herdade de 27 hectares (na Moita), em plena Reserva Ecológica Nacional, pela mesma empresa imobiliária que depois de o PDM ter sido revisto vendeu esses terrenos por um valor quase 100 vezes superior. No segundo caso, o Grupo Espírito Santo comprou a Companhia das Lezírias por 78 escudos o metro quadrado, tendo sido valorizado em 20 mil por cento quando o uso dos terrenos passou a urbanizável. De acordo com o projecto-Lei do Bloco de Esquerda que «define a cativação pública das mais-valias urbanísticas como medida preventiva de combate ao abuso de poder e à corrupção», nestas situações, em caso de venda dos terrenos depois de valorizados, as mais valias seriam adquiridas pelo Estado que as redistribui pelas autarquias, através do Fundo Social Municipal. Outra das propostas apresentadas tem como objectivo equiparar em termos penais o crime de corrupção passiva ao crime de corrupção activa. O Bloco de Esquerda decidiu também aproveitar algumas das propostas do deputado do Partido Socialista João Cravinho, que tinham sido recusadas pelo Grupo Parlamentar do PS. Estes diplomas determinam «a divulgação dos resultados dos instrumentos de combate à corrupção e a sua comunicação ao Parlamento» bem como «as regras de prestação de contas dos titulares de cargos políticos ou altos cargos públicos acerca do seu património».

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Vaga de Fundo

Nem sempre são os inícios mais espalhafatosos que dão os melhores resultados.
Basta ver que em Portugal muitos processos judiciais começam de forma hollywoodesca e acabam em arquivamentos mais do que certos.
No entanto, as avalanches de início podem começar pelo deslizar de uma pequena bola de neve.
E as pérolas não são mais, na origem, do que pequenas pedrinhas.
Por isso este núcleo de irredutíveis anti-moiteiros anda animado.
É que um confronto desproprocionado deste tipo, de alguns contra muitos, de cidadãos "anónimos" contra uma máquina tentacular instalada não é tarefa fácil nem rápida.
Por isso são sempre bem vindos afluentes ao caudal.
Lembremo-nos que as coisas começaram por ser simples brincadeiras com conteúdo implícito sério, que receberam uma atitude de desdém. Lembram-se do protesto em relação ao caso da cadeia? Esse foi um ponto de viragem.
Depois começaram a ganhar dimensão com a contestação cívica de quem se sentiu injustamente discriminado. E ganharam dimensão. E aí as coisas começaram a fazer cócegas.
Nos poderes instalados localmente e naqueles que se lhes opõem, embora nem sempre de modo firme, pois é difícil enfrentar em campo aberto uma estratégia trauliteira.
Os assuntos passaram a ser dicutidos a nível político local e ganharam dimensão mediática nacional.
Isso é certo que não chegou para inverter a acção de um poder autista e que interpreta o emendar de mão e a admissão do erro como algo inaceitável e uma afronta.
Esse tipo de atitude, de incapacidade de "ouvir", acaba normalmente, a mais curto ou longo prazo, por uma qualquer forma de defenestramento.
Para isso concorrem três vertentes: a da opinião pública e publicada, a do combate cívico e político e a da demonstração jurídica.
A mim quer-me parecer que as três um destes dias vão-se reunir e dar origem a uma enorme avalanche que se vai despencar de grande altura.
E depois quem tiver insistido em não se mexer, por teimosia ou interesse, leva com tudo em cima.
Quem avisa...