domingo, dezembro 16, 2007

O TGV e o Concelho da Moita





Depois de ler aqui e ter descarregado o PDF sobre os traçados possíveis do TGV no atravessamento do Concelho da Moita, esta será a sua configuração futura.



Opinião acertada

No Jornal de Notícias, texto de opinião de Freitas Cruz:

«Quem ouviu o primeiro-ministro esta semana, na Assembleia da República, não escapou a uma invencível perplexidade. Sejamos francos e perguntemo-nos cruamente: haverá alguma semelhança entre o quadro idílico desenhado por José Sócrates e a vida vivida hoje em dia pelos portugueses? Que o desemprego até vai bem. Que a economia não faz outra coisa senão mostrar progressos. Que o sucesso e a disciplina nas escolas são exemplares. Que a ninguém faltam meios para combater a doença. Que a paz nas ruas, a segurança das pessoas e dos seus bens nunca estiveram tão garantidas. Enfim, que podemos dormir descansados. Apetece mesmo dizer, com o sorriso possível, que melhor do que agora - "jamais"!»

O historiador duplo

Do Rostos Online:

«José Manuel Vargas, no decorrer da apresentação do livro, a propósito de uma pergunta sobre o topónimo Alhos Vedros e sua relação com “Allius Vetus”, referiu que não conhece nenhum documento onde exista a designação “Allius Vetus”.
“Nunca aparece em lado nenhum, em documento nenhum, o tal Allius Vetus, nem sei se isso seria possível, nem sei se isso será possível do ponto de vista filológico e etimológico. Creio que é uma fantasia.” – sublinhou José Manuel Gaspar


Já tínhamos chegado à conclusão de que o nome certo é "Alhos Chochos".
Percebe-se que a indirecta é atacar a publicação feita sob a direcção de Vítor Cabral.
Agora o que não percebo é exactamente quem esteve presente no lançamento do livro, se José Alius Não Vetus Vargas, se José Vetus Não Gaspar.
Que prudentemente declarou sobre o topónimo misterioso da nossa tera:

«Alhos Vedros – “Alhos Velhos”, quer dizer exactamente isso. Mas porquê? Porque havia uns “Alhos Novos”. Não sei. Sei que existia que há um sítio chamado Sernache dos Alhos, também com origem medieval. Mas, não posso avançar muito mais do que isso.
Não sei porque é que, os povoadores desse tempo, resolveram chamar assim ao lugar. Não faço ideia.
E não quero fantasiar.” – sublinhou o historiador José Manuel Gaspar


Entretanto, julgo que o historiador local José Manuel Vargas terá dado lugar, a certa altura do lançamento, ao historiador-não faço ideia-e não gosto de fantasias-e-por-isso-não-leio-os-livros-do-Rodrigues-dos-Santos, José Manuel Gaspar.
E viva a imprensa atenta da região!

É um bocadinho mais do que custa o aluguer dos pópós

De O Rio:

«Em termos de Acção Social Escolar e políticas de apoio à família, a autarquia prevê um investimento que ultrapassa os 650 mil euros, nomeadamente ao nível das refeições para os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Pré-Escolar, da implementação progressiva dos prolongamentos de horário nos jardins-de-infância e dos transportes escolares.»

Se juntarmos o Volvo é quase a mesma quantia.
Ou seja, para apoiar milhares de munícipes, o poder moiteiro gasta pouco mais do que para motorizar e fazer tremer o rabiosque de uma mão-cheia de "eleitos".
Desde que os do costume achem bem, apoiem e tenham a lata de vir espernear contra as políticas sociais do Governo, quem sou eu para contestar?

Aliança Moiteira Autárquico-Taurina



De acordo com Vítor Cabral esta foi a recordação dada pelo shôr Presidente aos vereadores.
Arre-burro que isto é de uma falta de gosto a toda a prova.
Coisa mais parva é difícil.

Diálogo quase real

«Em Portugal, o poder de compra caiu de tal modo que até a classe média está a sentir na pele essa queda.

No seu estilo inconfundível, o Bloco de Esquerda atacou o Governo com o seguinte argumento:

- Temos a situação tão degradada com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quotidianamente em causa por este Governo, que até universitárias estão a começar a prostituir-se.

A resposta de Sócrates não se fez esperar:

- Em primeiro lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; em segundo lugar e como é apanágio de V. Ex.ª que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias.»

sábado, dezembro 15, 2007

Fontaínhas, protocolos, TGV


Esta notícia do jornal Sem+Mais que me apareceu incluído no Expresso é muitíssimo interessante, por causa de muitos assuntos que foram tratados aqui no AVP e deram grande discussão.
Lembram-se?
E agora?
Será que os protocolos, não sei quê e que tal, tiveram isto em consideração?
Quem vai ganhar muito com isto?
Ou talvez não?
Quem sabe?

AVP Musical



Assim, meio acústicos, até são interesantes. Ganharam o Mercury Prize, entre vários outros prémios este ano.

Aspectos da História de Alhos Vedros – Séculos XIV a XVI

De José Manuel Vargas, está a ser lançado hoje.
Temos um correspondente no local para arranjar um exemplar que depois comentaremos.
O autor é de confiança, raramente dá passo em falso.
Pelo que o resultado deve ser bom.
O problema mesmo é o briol cá fora, com o sol a esmorecer.

Cá é mais a conspiração do silêncio a favor

Do Diário de Notícias:
«A 'CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO' CONTRA O PARTIDO COMUNISTA»

Este é o título da coluna do provedor do Diário de Notícias, a propósito de queixas quanto ao tratamento discriminatório dado ao PCP na imprensa nacional.
Podem ler tudo, que tem lá um parágrafo especialmente divertido.
Nós por cá, temos é o contrário: uma esforçada tentativa do PCP para impor o silência na imprensa.
A cada um a sua conspiração preferida.
Olhem, a nível nacional, têm boa solução: criem blogues de denúncia.
Devem é ser bem escritos e ter algum interesse.
Caso contrário acabam como o Banheirense.
A fingir que existem e têm opinião.
E que servem para alguma coisa.
Ou que são visitados.

Isaltinices

Em peça de José António Cerejo, no Público:

«Isaltino Morais depositou quatro vezes o que ganhou
15.12.2007, José António Cerejo

A tese da acusação, que o juiz considerou consistente, é a de que o autarca se serviu das suas funções para enriquecer ilegalmente
"Caricatas." É como o juiz qualifica as alegações de que a fortuna de Isaltino teria origem na sua ex-sogra
a Isaltino Morais depositou entre 1993 e 2002, só nas suas contas da Suíça e nas da sua ex-secretária, qua-
se quatro vezes mais dinheiro do que declarou ter ganho no exercício das suas funções. E o IRS que devia ter pago e não pagou nesse período ascende a cerca de 630 mil euros - lê-se no despacho judicial que esta semana o pronunciou, para posterior julgamento, pelos crimes de participação económica em negócio, corrupção passiva, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal.»


Pois é, pois é.
O homem com este dinheiro deveria era ter-se aposentado, em vez de voltar.
Com a experiência que tem, assim como com as conivências que ramificou pelo Bloco Central, pensou que escaparia.
E provavelmente escapa.
Mas sempre vamos sabendo o que fez.
Mais a Norta a Fatinha Felgueiras parece que também vai acabar atrapalhada.
A Justiça tarda quase sempre e por vezes nem chega.
Mas em outros casos vai chegando.
Devagarinho.
Talvez por isso alguns tentem marchar antes que.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Notícia do Margem Sul



Acrescenta-se mais abaixo (página 6) que esteve 50 anos sem uso, dos quais os últimos 6 em restauro.
Palavras para quê...
Atendendo aos detalhes cronológicos é de um certo e determinado autarca moiteiro ou, talvez melhor, amoitado.
O problema é que a população parece que não quer a devolução.
O artigo continua defeituoso.

Actualidades do Blogger

Para quem não reparou, o Blogger já admite comentários com identidades de outras plataformas.
Para quem não seja residente no dito cujo, já podem assinar com o registo do LiveJournal, TypeKey, Wordpress, OpenID, etc.

Continuam...

... em bom estilo as memórias do Carlos Vardasca no seu blogue, que precisamos acrescentar à nossa lista de permanentes..

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Revistinha Boa



Apareceu, sem se fazer avisar, por aí, nas lojas da especialidade.
É o nº 9 e para variar chega com seis meses de atraso (a MAD ainda demorava mais e agora nem chega).
É num formato bem bom e o conteúdo condiz.
Tem excelentes artigos e 6 páginas de Gotlib.
E a partir dela foi ainda possível descobrir o site da Caros Amigos ou rever a Cult.
Ou como o AVP Quisque se torna transatlântico quando o material é mesmo bom e não é só retórica de babaca intelectualóide luso.

Dupond e Dupont com vaias em fundo



E mais uns episódios interessantes.

Abre hoje

A Byblos, a maior livraria portuguesa.
Junto às Amoreiras, faz a FNAC parecer anã.
E o subsídio de Natal que já quase se foi...

Pela Marinha Grande

Do Diário de Leiria:

«“Estes meus ‘amigos’ conseguiram o que nem a PIDE conseguiu: afastar-me da política”

Um mês depois de suspender o mandato na Câmara da Marinha Grande, João Barros Duarte, fala, pela primeira vez, numa entrevista ao Diário de Leiria, sobre a forma como foi afastado do cargo. Barros Duarte diz que deposita toda a confiança no seu sucessor, Alberto Cascalho, mas acusa alguns militantes do PCP de “compadrices, caprichos e incompetências”, e de terem desencadeado uma campanha para “corromperem” o seu nome a nível social e político.»

Recordações do "Património Vivo"




quarta-feira, dezembro 12, 2007

Ele é que é o Prlesidente da coisa

De O Rio:

«Na sua intervenção, o antropólogo Vítor Pereira Mendes destacou o facto de estar em Alhos Vedros, “terra em que as pessoas gostam da sua história, acarinham o seu património e valorizam a sua memória”. Vítor Mendes revelou que quando assistiu à sessão dos Amigos da História Local, em Setembro passado, viu que a qualidade das intervenções e a participação das pessoas era tal que valia a pena fazer uma edição que projectasse ainda mais essa sensibilidade das pessoas em relação à história da sua terra”.»

Fossemos nós de memória curta e esqueceríamos as vezes em que se decidiu amesquinhar a nossa terra e as suas gentes, como aconteceu neste caso e especialmente neste.
Mas não somos.
Por isso mesmo custa ver como o antropólogo/técnico camarário em deriva política permanente parece querer fazer acreditar que sem ele a divulgação da História de Alhos Vedros não existiria.
Olhe que não, olhe que não...
Consta que ajudou, mas não fica bem armar-se em dono da coisa.
Revela demasiado oportunismo.