sábado, agosto 15, 2009

O rapaz até que escreve bem

António Manuel Ribeiro no Setúbal na Rede:

«Estar presente

Um partido, qualquer partido que tenha exercido um mandato completo com maioria absoluta, devia ser proibido de gastar meios em campanha eleitoral para renovar promessas com vista a novo mandato. O seu trabalho ao serviço da nação devia chegar-lhe para ser reeleito ou afastado do poder. Seria assim num mundo ideal, culto, onde as pessoas informadas sobre o que dizem os programas de governo, as medidas que vão gerir o seu futuro, soubessem escolher o que é certo e exequível, premiando a ética sobre a gritaria a que nos habituaram e nos vamos habituando: por vezes a política parece uma doença inevitável e os políticos meros vírus à solta.

Em tempo de campanha vendem-nos sempre promessas, falam do futuro, esquecem o presente, enrolam uma fábula. Há mesmo quem, a seguir a ser eleito, viole promessas arregalando os olhos à depauperação a que o Estado chegou. Se era verdade, mentiram todos, os que a esconderam e os que sem a conhecerem fizeram conjecturas credíveis e ganharam votos e poleiro. Em Portugal é normal e o povo, soberano, não sabe castigar. Esconde-se na abstenção, como se virar as costas resolvesse a doença. Os políticos, espelho da massa crítica da nação, aconchegam-se e sacrificam-se.

E assim partimos para mais um acto eleitoral, cada vez mais distantes do legado florido que Abril nos prometeu no cano de uma G3 que percorreu o mundo: as fronteiras estão abertas, o ar, por vezes nauseabundo, circula e pouco mais – não saímos da cauda da Europa, depois dos 12, dos 15 e um destes dias dos 25, o que parece não deixar muita gente suficientemente revoltada, tal a apatia que se vive nas ruas do país. Os impostos e as carências, a pressão dos leasings e o spread na periferia do ruído impossibilitam o país de pensar, discutir e exigir. Os políticos que os partidos albergam sabem-no. Ouve-se cada um que se amanhe, e a nação perde coesão; eles que resolvam isto já, cheque em branco do alheamento.

Claro que isto continua visando - com razão - o PS no Governo, mas pode-se aplicar que nem uma luva aos poderes locais, em maioria absoluta em décadas.

Mas que, por acaso, têm outdoors espalhados por todo o lado, aproveitando os de empresas amigas como a Simarsul ou aproveitando publicidades institucionais com dinheiros públicos como no nosso concelho.

Ou acham que os cartazes da CML andam por aí espalhados com que objectivo e com que dinheiros?

O Camarada Nascimento até Parece que vai de Barco !



Num barco típico do Tejo, mas com um motor potente que até parece uma lancha rápida, não há maneira de parar o PSD moiteiro !

A não ser que a frota Alhos Vedrense o abalroe !

sexta-feira, agosto 14, 2009

Suas senilidades polemizam

Ataque de Saramago:
«Um Rei assim
O rei assim é o sr. D. Duarte de Bragança, pessoa medianamente instruída graças aos preceptores que lhe puseram logo à nascença, mas que, não obstante, detesta a literatura em geral e o que escrevo em particular, primeiramente porque considera que no Memorial do Convento lhe insultei a família e em segundo lugar porque a dita obra é, de acordo com o seu requintado linguajar de pretendente ao trono, uma “grande merda”. Não leu o livro, mas é evidente que o cheirou. Compreende-se, portanto, que, durante todos estes anos, eu não tenha incluído o sr. D. Duarte, de Bragança, note-se, na escolhida lista dos meus amigos políticos. Não me importo de levar uma bofetada de vez em quando, mas a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo. Tenho-me desforrado apreciando devidamente as qualidades de humorista involuntário que este neto do senhor D. João V manifesta sempre que tem de abrir a boca. Devo-lhe algumas das mais saborosas gargalhadas da minha vida.
Isso acabou, a monarquia foi restaurada e há que ter muito cuidado com as palavras, não vão aparecer por aí, redivivos, o intendente Pina Manique ou o inspector Rosa Casaco. Como que restaurada a monarquia? perguntarão os meus leitores, estupefactos. Sim senhor, restaurada, afirmou-o quem tem as melhores razões para dizê-lo, o próprio pretendente. Que já não é pretendente, uma vez que a monarquia acaba de ser-nos restituída pelo drapejar da bandeira azul e branca na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Os moços do 31 da Armada (assim os escaladores se designam a si mesmos) têm já o seu lugar assegurado na História de Portugal, ao lado da padeira de Aljubarrota de quem se desconfia que afinal não matou castelhano nenhum. Não é o caso de agora, A bandeira esteve lá durante alguma horas (haverá um monárquico infiltrado na Câmara para ter impedido a retirada imediata?), pretende-se averiguar quem foram os autores da façanha, e isto acabará como sempre, em comédia, em farsa, em chacota. O sr. D. Duarte não tem estaleca para exigir na praça pública, perante a população reunida, que lhe sejam entregues a coroa, o ceptro e o trono.
É pena que uma tão gloriosa acção vá acabar assim. Mas como, no fundo, sou uma pessoa cordata, amiga de ajudar o próximo, deixo aqui uma sugestão para o sr. D. Duarte de Bragança. Crie já uma equipa de futebol, uma equipa toda de jogadores monárquicos, treinador monárquico, massagista monárquico, todos monárquicos e, se possível, de sangue azul. Garanto-lhe que se chega a ganhar a liga, o país, este país que tão bem conhecemos se ajoelhará a seus pés.

Defesa de D. Duart
e:
«Símbolos Nacionais

O texto publicado pelo Sr. José Saramago, na sua coluna de opinião do dia 12 de Agosto, apenas me merece três considerações:

1. O Sr. José Saramago escreve que " (…) a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo". A expressão que utilizei, porventura excessiva, não se refere ao Memorial do Convento, mas ao livro O Evangelho segundo Jesus Cristo, em que o autor atribui a Cristo a condição de "bastardo" de um soldado romano, o que me chocou profundamente. Para qualquer cristão, um insulto desse Justificar completamenteteor é bem mais grave que um insulto à própria família.

2. Quanto ao caso da bandeira substituída no passado 10 de Agosto na sede da Câmara Municipal de Lisboa, o que pretendi explicar à Comunicação Social foi que todas as bandeiras portuguesas que representam ou representaram Portugal são símbolos nacionais, tendo, por isso, a mesma dignidade. O que se passou foi uma irreverência própria da juventude e assim o interpreto.

3. Quanto aos demais considerandos da nota apenas digo que como português me congratulo com o facto de ter sido Prémio Nobel da Literatura em 1988, arrastando uma maior visibilidade para Portugal e para a Cultura Portuguesa. Sei bem que a política dos escritores e artistas consiste em fazer obras de arte e são essas que devem merecer a nossa atenção.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Os inimputáveis

Do Expresso:

«Autarcas não são abrangidos por lei contra crimes graves
Normas que tiram direitos a deputados e membros do Governo acusados de crimes graves não se aplicam a autarcas.»

É fartar vilanagem.
Podem fazer tudo e mais alguma coisa e safam-se sempre.
O Isaltino foi uma excepção, mas ainda se safa com os recursos.
Tenham confiança.
Nada como um presidente de Câmara ou vereador com pelouro jeitoso para poder fazer tudo e nada pagar.

Cá não corremos esse perigo, é tudo irmão

Do I:

«Dois elementos das listas do PSD e da CDU agrediram-se fisicamente, ontem de madrugada
Os insultos pessoais e a guerra de blogues têm marcado a campanha eleitoral à Câmara de Alcochete, mas na madrugada de ontem, nas Festas do Barrete Verde, os ânimos entre candidatos do PSD e da CDU aqueceram e entraram na agressão física, com os dois a confirmarem que foram assistidos no hospital.

Luís Proença, cabeça-de-lista do PSD à Assembleia Municipal, e Jorge Giro, actual líder de bancada da CDU e candidato a vereador, foram os intervenientes num episódio que, segundo Jorge Giro, "nada teve de político". O candidato comunista garante que tem sido vítima de insultos e provocações por parte de Luís Proença, que, alegadamente, atingiam também membros da sua família. Os dois encontraram-se nas festas do concelho e Luís Proença foi agredido pelo candidato da CDU, tendo de dirigir-se ao Hospital do Montijo. O PSD fala em agressão gratuita, mas Jorge Giro garante que apenas se defendeu: "Ao cruzar-se comigo, Luís Proença insultou a minha família e deu-me um encontrão que me obrigou a ir ao hospital."»

quarta-feira, agosto 12, 2009

Grandes ou bons?

Ou será que o tamanho é que interessa?
Porque esta notícia do Público sobre a selecção de futebol parece esquecer que o que importa mesmo é a qualidade:

«Faltam um grande guarda-redes e um grande ponta-de-lança»

Eu ontem espirrei no Fragata e depois à entrada da câmara moiteira

Do Diário de Notícias:

«PGR força Ministério a denunciar contágios intencionais»


A chatice é que não tenho gripe bovina, nem suína, foi só mesmo muco esverdeado de alma de leão.

Se nem os dele soube fazer...

Da Visão:

«Michael Jackson pode ser pai do filho adoptivo de Tom Cruise e Nicole Kidman»

Se nem os dele soube fazer...

Da Visão:

«Michael Jackson pode ser pai do filho adoptivo de Tom Cruise e Nicole Kidman»

terça-feira, agosto 11, 2009

Vamos desastear as bandeiras da opressão moiteira?


Se os monárquicos armados em figurinhas de ficção conseguiram hastear a bandeira monárquica 12 horas em Lisboa, que tal irmo-nos ali à câmara moiteira substituirmos a bandeira opressora pela da dignidade alhosvedrense?

Terá Sido Castigo de Deus ?


-Se fosse Judeu acharia que não. Se fosse castigo de Deus, já há muito que Ele tinha destruído todas as Igrejas Cristãs e também as Muçulmanas.

-Se fosse Católico, acharia que sim, pois invocavam o nome do Senhor em vão.
-Se fosse Protestante, idem...
-Se fosse Testemunha de Jeová, idem...

-Se fosse Muçulmano, acharia uma blasfémia invocar o nome de Deus quando me referisse a qualquer Igreja Cristã, porque todos os Cristãos e Judeus são infiéis...

Assim como observador neutral, acho que foi apenas a não reparação das vigas de madeira que aguentavam o telhado, que o fez ruir, o que deveria ter sido feito pelo arrendatário, porque na fachada exterior os inquilinos tudo fizeram para que a ex-Igreja Universal do Reino de Deus se mantivesse sempre bem pintada e convidativa. Podia cair-lhes o tecto encima a qualquer momento, mas estava bonita por fora.

TVI x SIC




SIC x TVI


segunda-feira, agosto 10, 2009

Já viram as vantagens de viver no Ocidente?

Ou se calhar não teríamos concorrência nos antípodas.
Escrevia ontem um tipo chamado Nuno Nodin, que se diz psicólogo e professor universitário na revista Pública:
Enquanto que nos países certas mulheres gastam milhares em cirurgias para espevitar as suas mamocas, em algumas tribos da Papua Nova Guiné outras orgulham-se dos seus seios que apontam para o chão. Para estas, os peitos rechonchos de que tanto gostam as mulheres e homens ocidentaismsão um sinal de imaturidade e motivo de desdém.
Desdenhem, desdenhem, papuano novos-guineenses.
Não sabem o que perdem.
Quanto ao senhor doutor psicólogo, anotam-se as expressões científicas mamocas e peitos rechonchos.
O tipo tem uma foto toda com ar másculo, mas este tom é um bocado panisgas.

É a Economia, estúpidos!


Mário Crespo arrasador

Do Jornal de Notícias:

«Os comediantes

Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã. Mesmo numa época de grande ridículo e roubalheira, Preto distinguiu-se pelo arrojo e criatividade. Só pode ter sido por isso que Manuela Ferreira Leite não resistiu a incluir um derradeiro arguido na sua lista de favoritos para abrilhantar um elenco parlamentar que, agora sim, promete momentos de arrebatadora jovialidade em São Bento.

À tribunícia narrativa de costumes de Pacheco Pereira e à estonteante fleuma de João de Deus Pinheiro, vai juntar-se António Preto com o seu engenho e arte capazes de frustrar o mais justiceiro dos investigadores. Se alguma vez chegar a ser intimado a sentar-se no banco dos réus, já o estou a ver a ir ter com o seu habitual fornecedor de imobilizadores clínicos para o convencer a fazer-lhe um paralisador sacro-escrotal que o impeça de se sentar onde quer que seja, tribunal ou bancada parlamentar.

Se o convocarem para prestar declarações, logo aparecerá com um imobilizador maxilo-masséter-digástrico que o remeterá ao mais profundo mutismo, contemplando impávido com os olhos divertidos de profundo humorista os esforços inglórios do poder judicial para o apanhar, enquanto sorve, por uma palhinha apertada nos lábios, batidos nutritivos com a segurança dos imunes impunes.

Em dramatismo, o braço engessado de Preto destrona os cornos de Pinho. Com esta escolha, Manuela Ferreira Leite veio lembrar-nos que também há no PSD comediantes de grande calibre capazes de tornar a monotonia legislativa no arraial caleidoscópico de animação que está a fazer do Canal Parlamento um conteúdo prime em qualquer pacote de Cabo.

Que são os invulgares familiares de José Sócrates, o seu estranho tio ou o seu temível primo que aprende golpes de mão fatais na China, quando comparados com um transformista que ilude com tanta facilidade a perícia judiciária? António Preto é mesmo melhor que Vale e Azevedo em recursos dilatórios e excede todos os outros arguidos da nossa praça com as suas qualidades naturais para o burlesco melodramático.

Entre arguidos, António Preto é um primo inter pares. Ao fazer tão arrojada escolha para o elenco político que propõe ao país como solução para a nossa crise de valores, Manuela Ferreira Leite só pode querer corrigir a percepção que o eleitorado possa ter de que ela é uma cinzentona sem espírito de humor e que o seu grupo parlamentar vai ser o nacional bocejo.

A líder social-democrata respondeu às marcantes investidas de Pinho com as inimitáveis braçadas de Preto. Arguidos na vida política há muitos, mas como António Preto há só um. Quem o tem, tão fresco e irreverente como na primeira investigação judicial, é Manuela Ferreira Leite e o seu PSD. Karl Marx, na introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, escreve que "a fase final na história de um sistema político é a comédia". Com estas listas do PSD e com a inspiração guionística de António Preto, Ferreira Leite está a escrever o último acto»

sábado, agosto 08, 2009

Os amigos do PS

Do site da RTP:

«Aumenta contestação às escolhas de Ferreira Leite

As listas de candidatos a deputados para as próximas eleições legislativas por parte do PSD estão a levantar uma onda de contestação. Marques Mendes, Azevedo Soares, Ribau Esteves, Ângelo Correia ou Carlos Carreiras são os nomes da contestação às escolhas de Manuela Ferreira Leite.»

Ou lhes dão tacho ou fazem berreiro
Como na altura das europeias, são muitos os que aparecem a fazer objectivamente um jeito ao PS. Pelos vistos o que lhes interessa é o seu próprio protagonismo.
Eu cá não sou laranja, mas dá-me um certo enjoo quando estes notáveis que nada fizeram de jeito por nada, aparecem a querer ter estatuto de intocáveis.
Quando um Ribau Esteves tem direito a 5 minutos de fama, estamos a raspar o fundo do tacho da nossa pobre classe política.

Raul Solnado, o fim...



Talvez o maior inovador da comédia em Portugal, morreu hoje, aqui fica uma sua passagem pela TV Brasileira em 1967.

Selecção Nacional de Futebol-O Único Motivo porque a Apoiamos !







Com o treinador mais reles dos últimos anos, com uma equipa de super estrelas, mas que não sabem trabalhar em equipa, a quererem mostrar apenas os seus talentos pessoais, sem uma força de união e patriotismo que o saudoso Scolari nos incutiu e nos fez pôr nas janelas a bandeira de Portugal...apenas nos resta esta apoiante das cores nacionais, para que continuemos a apoiar a selecção.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Idiotice ao vivo

Do Diário de Notícias:

«Djaló declara-se a Luciana Abreu em directo

A ex-Floribela participou no SIC ao Vivo de ontem e foi surpreendida pelo namorado

Luciana Abreu foi uma das convidadas do programa SIC ao Vivo e não teve problemas em revelar que o seu namoro com Yannick Djaló está bem e recomenda-se. “Faz-me muito feliz. É o meu melhor amigo e o meu príncipe encantado”, disse a actriz em directo. O jogador do Sporting não foi de modas e quis surpreender a amada. Entrou em directo no programa, via telefone, e declarou-se. “Amo muito a minha princesa. Ela é uma pessoa fantástica que me faz feliz todos os dias. Amo-a para sempre”, disse. Lucy não conteve a emoção e admitiu que todo este relacionamento foi uma surpresa.»

Já todos sabíamos disto hé meses, mas fou uma SU'PE'SA!

Agora é que vão à falência!

Do Rostos:

«Câmara da Moita requalifica arruamentos no concelho
A Câmara Municipal da Moita está a proceder à requalificação de diversos arruamentos no concelho.
Esta intervenção consiste na repavimentação de troços de ruas, em diferentes locais das» freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita, num investimento global de cerca de 97 500 euros.

Ena pá! Que loucura de investimento!
É capaz de ser equivalente 1% do que levou o dique a ser construído e agora destruído!

Achega-te aqui, Maria...

Do Ionline:

«Pela sua saúde, tenha o melhor coito vaginal possível»

Mas é só por uma questão de saúde, que nós aqui no AVP nem gostamos nada disso.

quinta-feira, agosto 06, 2009

A nossa dupla de aposentados antecipou-se

Por isso é que eles dizem que são gente de trabalho. Reformados há 4 aninhos, que o presidente-candidato Lobo, quer o presidente-candidato Gonçalves.
«17 mil funcionários passam para a reforma até Setembro»

O camarada Jerónimo está cansado

Pelo menos é o que parece. Falta ali um brilho especial. Está um bocado morno. E anda a rodear as questões.

O camarada Jerónimo está na RTP

Elegantérrimo.
Embora com um fato um pouco escuro para esta estação do ano.
Nada de vermelho na fatiota?
Revisionismo paramentário?
Começa a Judite por interrogá-lo sobre a rivalidade com o Bloco.
Ó cum caraças!

Isto é complicado

Do DN:

«Empresa com acesso a dados eleitorais sem autorização»

A empresa não é qualquer uma, mexe com interesses e negócios na área da segurança e o homem da cadeira é conceituado nos nossos meios empresariais inovadores. Espreitem aqui e aqui.

Primeiro trunfo na campanha do PS

Do Público:

«Bernardo Bairrão substitui Moniz


José Eduardo Moniz vai ser substituído pelo administrador-delegado Bernardo Bairrão à frente da TVI.
Segundo um comunicado interno da administração, “as funções anteriormente desempenhadas pelo director-geral serão assumidas pela administração da TVI, através do seu administrador delegado, Dr. Bernardo Bairrão”.
O comunicado esclarece ainda que Luís Cunha Velho, actual director de produção e emissão, passará a acumular estas funções com as de coordenação de área de programas.
Já a área de informação continuará a ser coordenada pelo director de informação, João Maia Abreu.»

quarta-feira, agosto 05, 2009

O Projecto do Arco Ribeirinho Sul



E assim se vê como a Moita só serve para estaleiro, dormitório e ficar a olhar para a reabilitação alheia.

Mas não se tinha demitido do cargo?

Acho sempre curioso quando candidatos a autarcas (e não só) se aproveitam dos cargos que exercem para aparecer a fazer uma forma encapotada de campanha política. Eu sei que o homem se candidata para perder em Palmela, mas não seria altura de já estar fora destas cerimónias?

Fonseca Ferreira - Presidente da CCDR-LVT
«O apoio empenhado, estimulante dos municípios de Almada, Seixal e Barreiro»

(...)

O conjunto das operações abrange cerca de 900 hectares (70 na Margueira, 536 na Siderurgia Nacional e 290 na Quimiparque) e que se prevê concretizá-las nos seguintes horizontes temporais: Margueira – 15 anos; Siderurgia – 12 anos, Quimiparque – 18 anos. Os Planos de Urbanização encontram-se em estado avançado de elaboração (Margueira,
Quimiparque, Siderurgia)." - sublinhou Fonseca Ferreira, presidente da CCDR- LVT, na cerimónia de apresentação do Arco Ribeirinho Sul.

E vocês, ó tótó, não limparam os alegristas das listas?

Ainda do DN:

«Pedro Silva Pereira acusa Ferreira Leite de "espírito vingativo"

Pedro Silva Pereira acusa Ferreira Leite de "espírito vingativo"

O cabeça-de-lista do PS por Vila Real às legislativas, Pedro Silva Pereira, acusou hoje Manuela Ferreira Leite de ter "saneado politicamente" Passos Coelho das listas do PSD, considerando que esta decisão "revela um espírito vingativo".»

Estalinismo laranja

Do Diário de Notícias:
«Afastamento de Passos acende 'rastilho' no PSD»
«Apenas sete cabeças-de-lista repetem o lugar face a 2005»

Camarada Luís Nascimento, órfão duas vezes em tão pouco tempo: primeiro o triste do Menezes, agora o doce Passos Coelho.

Há que começar a fazer as apostas certas...

Dunas são como divãs

Gosto naturalmente mais disto. Mas é por causa da estação do ano.

Gosto deste tipo


Mesmo se nem sempre concordo com o gosto dele em matéria feminina.

Do Público:

«Jornalistas libertadas na Coreia do Norte já estão a caminho de Los Angeles


Bill Clinton deixou esta manhã a Coreia do Norte acompanhado das duas jornalistas norte-americanas que estavam detidas no país desde Março, acusadas de atravessarem a fronteira de forma ilegal. O antigo Presidente norte-americano segue para Los Angeles, onde as jornalistas Laura Ling e Euna Lee serão recebidas pelos familiares.»

A procissão de Alhos Vedros vista pelo Brocas


Mais fotos no Brocas Vetus.

terça-feira, agosto 04, 2009

GANDA RUI!!!



Twente 1- Sporting 1

São os efeitos da crise global

Do Público:

«Lucros dos cinco maiores bancos em Portugal ultrapassou os mil milhões no primeiro semestre»

Uma taróloga de sucesso entre os laranjinhas

Ainda do DN:

«Discoteca de Maya lança polémica

Discoteca de Maya lança polémica

O PS de Vila Real de Santo António criticou ontem o executivo municipal do PSD por ter gasto mais de 700 mil euros na reabertura da discoteca Manta Beach, na praia da Manta Rota.

"O PS denuncia o avultado investimento efectuado pela autarquia de Vila Real de Santo António na reabertura da discoteca Manta Beach para funcionar unicamente 30 dias durante este Verão", afirma o Partido Socialista. O executivo do PSD refutou as acusações dizendo que a câmara receberá parte das receitas.

A gestão do Manta Beach é feita por duas empresas privadas, uma delas (Maya Eventos) propriedade da taróloga e apresentadora de televisão Maya.»

A mulher deve ter dotes ocultos, porque o que salta à vista só mesmo para um sector masculino mais geriátrico - ou então jovens em iniciação - embora o sector autárquico esteja cheio desse tipo de carências.

Quem diria?

De Diário de Notícias:

«Mafra, Montijo e Palmela perigosos para a saúde

Mafra, Montijo e Palmela perigosos para a saúde

Estudo do INE analisou os acessos aos serviços de saúde, aos equipamentos desportivos e culturais, e acessibilidades para avaliar os concelhos mais saudáveis da Área Metropolitana de Lisboa

Os concelhos de Mafra, Montijo e Palmela têm um elevado número de freguesias que representam um risco máximo para a saúde. Falta-lhes serviços de saúde e infra-estruturas desportivoa e culturais, os equipamentos escolares estão degradados e as acessibilidades são más, segundo um estudo sobre pobreza e saúde, publicado ontem na revista de Estudos Demográficos do Instituto Nacional de Estatística (INE).

São más notícias para os residentes naqueles concelhos, mas Helena Nogueira, a autora do estudo, fez uma análise ao nível da freguesia, o que significa que nem todos os munícipes têm razões de queixa. E nem todos os que têm casa nos concelhos de baixo risco podem considerar que têm as condições ideais, embora a maioria tenha mais hipóteses de ter uma vida saudável. É o caso de quem reside no concelhos do Seixal, Odivelas, Cascais, Sesimbra e Oeiras, que têm maioritariamente freguesias consideradas de risco mínimo ou moderado.»

segunda-feira, agosto 03, 2009

D. João II, o Belo


Obra atribuída ao Zé da Moita (inícios do séc. XXI d. C.)

ALELUIA!!!

Do Público:

«Isaltino Morais condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato»

AVP Quadrinhos


Porque não na Moita?



Esta sim é uma ideia digna de uma nova centralidade!!!

(Os Contemporâneos, 2 de Agosto de 2009)

Pois claro, incomoda muito cacique

Do Diário de Notícias:

«Suspensão de mandatos a autarcas arguidos por cumprir
O Governo anunciou em Junho de 2007 que iria aprovar legislação de movo a forçar os autarcas arguidos a suspenderem os respectivos mandatos, mas até hoje continua por implementar a medida que foi decidida após as polémicas com Fátima Felgueiras, presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, e Isaltino Morais, autarca de Oeiras.

Essa proibição seria imposta através de uma alteração na Lei da Tutela Administrativa, mas, de acordo com o ‘Jornal de Negócios’, o diploma continuará com a sua versão de 1996, o que permitirá aos autarcas continuarem em funções e voltarem a candidatar-se mesmo quando sejam acusados pelo Ministério Público de alegados crimes praticados no exercício dos respectivos cargos.

O secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, explicou ao mesmo diário que o Governo optou por primeiro organizar a Inspecção-Geral das Autarquias Locais e só depois alterar a Lei da Tutela, “que precisa de ter consensos tão alargados quanto possível”.»

A opinião do Vítor Cabral - Prós & Contras


Este texto do Vítor Cabral tem pontos positivos e negativos, no diagnóstico que faz da situação do concelho.

Vejamos do lado dos prós:
  • Destaque acertado da responsabilidade do Poder Central por algumas das obras que o poder moiteiro quer dar a entender serem suas. Desde o aproveitamento para colocar outdoors em espaços cuja responsabilidade não é sua até à inserção dessas obras em balanços do mandato a desonestidade política do poder moiteiro é imensa.
  • Lista correcta das promessas de 2005 falhadas pelo podr moiteiro ao longo de todo um mandato, desde logo o Alhos Vedros Cultural que mereceu apresentação pública e concretização nula. A verdade é que para a freguesia de Alhos vedros, este mandato foi um vazio absoluto, nada tendo mudado, nada tendo sido melhorado em quatro anos, apenas tendo sido parasitadas as interveções pagas poir dinheiro alheio em parte ou na totalidade. Outro fracasso evidente: o total estado de abandono a que a população tem votado o parque das Salinas, pela sua deficiente integração na malha urbana da freguesia e pelo seu enquadramento lamentável entre estradas e linha de comboio.
Agora o lado dos contras:
  • A intervenção da REFER foi desastrada em Alhos Vedros. Com o espaço disponível a nova estação poderia ter sido feita sem a demolição da antiga. A «modernidade» trazida por esta estação é igual à de tantas outras estações. A manutenção da velha estação, nem que fosse como ponto de apoio teria sido uma decisão bem mais inteligente do que a sua demolição.
  • Parte das obras anunciadas para a margem sul nos próximos anos não têm grande influência no concelho, se não de forma indirecta ou até destrutiva, pois a Moita será as traseiras de tudo isso, seja da requalificação do Arco Ribeirinho Sul, seja do aeroporto, da plataforma logística, etc, etc. Era bom que se referisse que - mas nisso o poder moiteiro também demonstrou a sua incapacidade para acompanhar as autarquias vizinhas - nada de muito interesse restará para este concelho do que aumentar o seu potencial de dormitório de 2ª ou 3ª categoria, pois é para isso que aponta o PDM que tanto trabalhinho deu a cozinhar .
Quanto a apelar à simpatia pelo governo PS como argumento eleitoral no plano local só mesmo para entalar o camarada Duro.

domingo, agosto 02, 2009

AVP Cinéfilo



Maria José Morgado - Sistema de licenciamento favorece associação à corrupção

Revista OPS, nº 4:


«Sistema de licenciamento favorece associação à corrupção»
Maria José Morgado
Maria José Morgado é procuradora-geral adjunta do Tribunal da Relação de Lisboa desde 2006. É licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, tendo ingressado na magistratura do Ministério Público em 1979. Ligada à Polícia Judiciária, assumiu o comando da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (2000-02). Foi a coordenadora da investigação de casos polémicos como o Apito Dourado ou a alegada corrupção na Câmara Municipal de Lisboa e é uma voz publicamente activa contra a corrupção em Portugal.

Reformar o sistema de planeamento, combatendo o “emaranhado de legislação” que dá poder aos técnicos, prevenir a corrupção e o abuso de poder sobretudo nas áreas críticas em que tais situações são susceptíveis de aparecer e introduzir no Código Penal português o crime contra o ordenamento do território, foram algumas das pistas apontadas por Maria José Morgado na comunicação intitulada “Urbanismo ilegal – uma justiça impossível”, apresentada na Universidade Lusófona no passado dia 30 de Maio, em Lisboa. Nesta comunicação, a oradora denunciou o que considerou serem os seis desastres do urbanismo ilegal.

O sistema de ordenamento português – enquadramento geral
A Procuradora começou por recordar o enquadramento geral do sistema de ordenamento do território em Portugal, a começar pela lei de bases do ordenamento do território (Lei 48/98, de 11 de Agosto), que define o quadro da política de ordenamento do território bem como os instrumentos de gestão territorial que a concretizam. Maria José Morgado esclareceu que a lei regula as relações entre os diversos níveis da Administração Pública e desta com as populações e com os representantes dos diferentes interesses económicos e sociais e sintetizou os instrumentos dos três níveis do nosso sistema de ordenamento do território, com as correspondentes “siglas”, muitas vezes desconhecidas dos cidadãos.

Assim, no âmbito nacional, a lei de bases prevê o Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT), da responsabilidade do Governo e que reveste a forma de Lei da Assembleia da República.

No âmbito regional, os instrumentos são os Planos Regionais de Ordenamento do Território (PROT), da responsabilidade das Comissões de Coordenação Regional e que revestem a forma de Resolução do Conselho de Ministros.

Finalmente, no âmbito municipal, podem existir planos intermunicipais, que envolvem municípios associados ou associações de município e são aprovados pelas respectivas assembleias municipais, e planos municipais, que envolvem apenas um município e são aprovados, por proposta da Câmara Municipal, pela Assembleia Municipal.

Maria José Morgado salientou ainda que os instrumentos de gestão territorial podem ser de natureza predominantemente estratégica ou ter carácter regulamentar. No primeiro caso, temos instrumentos de desenvolvimento territorial, que traduzem as grandes opções com relevância para a organização do território, como os PROT (por exemplo: o PROT da Área Metropolitana de Lisboa) ou os PIOT – planos integrados de ordenamento do território (por exemplo: o PIOT do Alto Douro Vinhateiro). No segundo caso, temos instrumentos de planeamento territorial, de natureza regulamentar, que estabelecem o regime do uso do solo, como os Planos Directores Municipais (PDM), os Planos de Urbanização (PU) e os Planos de Pormenor (PP).

Para além destes instrumentos, podem ainda existir instrumentos de gestão territorial de política sectorial ou de natureza especial, explicou Maria José Morgado. Os instrumentos de política sectorial programam ou concretizam as políticas de desenvolvimento económico e social (na área dos Transportes, Comunicações, Educação, etc.). Os instrumentos de natureza especial salvaguardam princípios fundamentais do Programa Nacional de Política do Ordenamento do Território (por exemplo: os Planos de Ordenamento de Áreas Protegidas, da Orla Costeira, de Albufeiras, etc.)

Quanto aos Instrumentos de Gestão Municipal, a Procuradora destacou as figuras do plano director municipal (PDM), do plano de urbanização (PU) e do plano de pormenor (PP). O PDM, baseado na estratégia de desenvolvimento municipal, estabelece a estrutura espacial, a classificação básica do solo – rural ou urbano – e os parâmetros de ocupação, considera a implantação dos equipamentos sociais e desenvolve a qualificação dos solos, estabelecendo o respectivo uso e edificabilidade. O PU desenvolve em especial a qualificação do solo urbano. O PP define com detalhe o uso e a edificabilidade de qualquer área delimitada do território municipal.

Passando em seguida à tramitação processual da edificação, Maria José Morgado recordou os principais passos:
  • PIP – Pedido de informação prévia;
  • POC – processo de operação de construção;
  • Licenciamento;
  • Fiscalização.

O PIP destina-se a efectuar um pedido generalista ou específico. No primeiro caso, apenas questiona a viabilidade de construção de um edifício, por exemplo de habitação, em determinado local; no segundo caso, questiona a mesma viabilidade mas incorporando já o projecto de arquitectura. Em ambas as situações, frisou a Procuradora, uma informação prévia favorável vincula as entidades competentes na decisão sobre um eventual pedido de licenciamento.

O processo de operação de construção envolve a entrega dos projectos de arquitectura e de especialidades. O licenciamento implica a aprovação do projecto de arquitectura e a emissão da licença/autorização para a operação urbanística, titulada por alvará. A fiscalização realiza-se através de inspecções e vistorias.



Áreas críticas no processo de ordenamento do território

Segundo Maria José Morgado, as principais áreas críticas no processo de ordenamento do território situam-se na legislação, no planeamento municipal e nos processos de edificação e fiscalização.

No âmbito do planeamento municipal, é na revisão dos PDM’s, na aprovação dos Planos de Urbanização (PU) e nos Planos de Pormenor (PP) que ocorrem situações que a Procuradora identificou como tráfico de influências (art. 335º do Código Penal), abuso de poder (art. 382º, CP), participação económica em negócio (art. 377º, CP) e corrupção (art.s 372º e 374º, CP ou 16º e 18º, Lei 34/87, de 16 de Julho).” Muitas vezes estas situações servem também o financiamento ilegal dos partidos, lembrou Maria José Morgado.

A utilização ilegal destes instrumentos de planeamento territorial surge, segundo a Procuradora, porque é nesta sede que se define a política dos solos quanto à sua classificação – rural ou urbano – e qualificação – uso e edificabilidade. Estas actividades delituosas envolvem os decisores camarários/políticos e os grandes promotores imobiliários.

A aprovação das operações urbanísticas resulta da aplicação de um verdadeiro emaranhado de legislação, afirmou a oradora. O “modus operandi” mais utilizado, alertou, caracteriza-se pela “indução de que a operação urbanística está conforme a legislação, quando efectivamente tal não corresponde à realidade – pelo meio «algo» está desconforme com as disposições normativas aplicáveis”. Verifica-se igualmente, segundo Maria José Morgado, que o emaranhado de legislação confere «poder» e garante aos técnicos responsáveis uma posição de “domínio” sobre os munícipes, construtores e promotores. Estas actividades delituosas, disse a Procuradora, envolvem sobretudo os técnicos e os “pequenos” promotores imobiliários, muito embora também os decisores camarários/políticos e os grandes promotores imobiliários surjam ligados a estas situações, quando se trata de projectos de grande envergadura.

Os ilícitos mais comuns identificados por Maria José Morgado neste tipo de actuação são: “abuso de poder (art. 382º, CP), participação económica em negócio (art. 377º, CP), prevaricação (art.11º, Lei 34/87 de 16 de Julho) e corrupção (art.s 372º e 374º, CP ou art.s 16º e 18º, Lei 34/87, de 16 de Julho)”.

Na área da fiscalização ocorre sobretudo, afirmou a oradora, a denominada “corruptela”: “paga-se ao fiscal para a obra não parar, não ser aplicada a coima ou não serem denunciadas desconformidades”. Muitas vezes “torna-se mais rentável para o prevaricador dar «qualquer coisita» ao fiscal”, disse ainda, “do que ver a obra embargada e ser alvo de uma coima”. Os intervenientes são sobretudo, segundo a Procuradora, “os fiscais e os técnicos responsáveis pelo acompanhamento dos projectos de arquitectura e especialidade”.

Os ilícitos mais comuns neste tipo de actuação são, de acordo com a comunicação de Maria José Morgado, “o abuso de poder (art. 382º, CP), a denegação de justiça (art. 369º, CP), a prevaricação (art. 369º, CP ou art. 11º, Lei 34/87, de 16 de Julho) e a corrupção (art.s 372º e 374º, CP ou art.s 16º e 18º, Lei 34/87, de 16 de Julho).”

Os seis desastres do urbanismo ilegal

A destruição da natureza e as alterações climáticas, os desastres naturais (como as inundações), as alterações do ecossistema, a degradação do ambiente e o consequente mal-estar das populações, o desperdício dos recursos naturais e o crescimento urbano desregulado são, segundo Maria José Morgado, os seis principais desastres do “urbanismo ilegal”, que ilustrou com algumas imagens. Para o combater, temos de actuar ao nível do sistema de planeamento, ao nível da prevenção e ao nível da protecção penal.

O sistema de licenciamento é complexo e ineficiente, afirmou a oradora, “favorecendo a tendência para a associação à concessão de favores/corrupção.” Maria José Morgado recordou que o licenciamento de um imóvel pode chegar a exigir 3.000 requisitos. O regime de licenciamento urbano é um “complicómetro”, disse ainda, concluindo ser necessário reformular a legislação. Uma boa proposta, sugeriu, seria um Código Técnico de urbanização e edificação.

Ao nível da prevenção, a Procuradora salientou a lei 54/2008, de 4 de Setembro, que criou o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), entidade administrativa independente a funcionar junto do Tribunal de Contas. Esta lei considera entre as “actividades de risco agravado” as decisões de ordenamento e gestão territorial (art. 7º, nº2).

É preciso, sustentou Maria José Morgado, garantir o acesso de todos os cidadãos à informação sobre os PDM’s e a transparência na gestão territorial. A IGAOT (Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território), frisou ainda, tem de desempenhar o seu papel relativamente às decisões administrativas nestas matérias.

O crime contra o ordenamento do território
O Código Penal Espanhol introduziu recentemente a figura do crime contra o ordenamento do território no sistema penal daquele país. Maria José Morgado destacou o art. 318º do CPE, que penaliza a construção não autorizada, responsabilizando promotores, construtores e técnicos directores. A construção não autorizada em solo não urbanizável é mais agravada. Além da responsabilidade dos intervenientes, a obra deve ser demolida.

A figura do crime contra o ordenamento do território, que não existe em Portugal, implica “a responsabilidade penal pela aprovação de projectos de edificação contrários às normas urbanísticas vigentes, envolvendo nessa responsabilidade a concessão de licenças camarárias e os próprios órgãos municipais colegiais que nelas intervieram”. Se o crime ocorrer em espaço natural protegido há agravamento da pena. A introdução deste crime no sistema penal português aumentaria, segundo a Procuradora, o nível de protecção penal em Portugal.

sábado, agosto 01, 2009

Já percebo o desejo de intimidades do outro

Se a prateleira da Joana Amaral Dias é de tal calibre, percebo que o rapaz (o tal Paulo Campos do PS que disse ter contactos privados e íntimos com ela) de ficasse de olhos meio tortos e não soubesse bem o que dizia.

Neste cartoon do Cid só não percebo bem o que faz o Sócas de língua de fora naquela posição. Só se for a dizer que desgosta.

A Estante do AVP


A 2 euros nas oportunidades de um qualquer Modelo, mais ou menos perto de si. Um clássico para todos os militantes anti-globalização.

AVP Memória





Assim se vê a força do AVP - 2




E nada temos que nos envergonhar em matéria de blogoesfera nacional. Em mais de 1500 blogues registados e apesar dos montes de blogues só com bundas e mamas (coisa que usamos com parcimónia), estamos numa posição muito interessante, quer em visitantes como em visitas diárias.

Repare-se que damos tareia ao Pedro Rolo Duarte, ao David Fonseca, ao Troll Urbano que tem tantos fãs, até mesmo ao outrora muito aclamado Bomba Inteligente daquela moçoila que escreve no Sol. Engraçado: não estamos muito longe do Quarta República, blogue cheio de assessores presidenciais e figuras gradas do PSD.

Quem diz que o produto local não é bom?
Alhos Vedros ao Poder!

São quase seis anos de resistência ao pensamento moiteiro da bosta e à grunhice amoitada.
Isto para não falar daquelas panisguices da meia dúzia de alhosvedrenses que julgam munta inteligentes, mas não são capazes de convencer um cego a ser operado em Santa Maria.

Chiça que hoje estamos peneirentos!
Mas temos razões para isso.

Assim se vê a força do AVP - 1


Em Julho de 2009, após quase seis anos de publicação, atingimos o maior número de acessos de sempre, quase 16.000, o que dá uma média diária superior a 500.
Há algo comparável por estas bandas?
Não, não há.
Podem ofender-nos, podem dizer que somos isto ou aquilo, mas a verdade é que estamos cá, enquanto os outros nascem, definham e desaparecem, fruto das ocasiões e dos mandantes.

Não estamos aqui para enganar ninguém, é sexo, drogas, pdm e rock'n'roll.