sexta-feira, julho 20, 2012

LOUVÁVEL !-Salvar o Palacete da Quinta da Fonte da Prata

A iniciativa "Salvar o Palacete da Quinta da Fonte da Prata", é louvável e premente !

Honra todos os que se prestaram a isso, nomeadamente: 

O vereador Miguel Canudo (CDU), que deu conhecimento à Câmara dos actos de vandalismo praticados no palacete da Fonte da Prata; "levaram o portão de ferro, roubaram o ferro forjado dos varandins e os cabos de cabo de cobre da instalação eléctrica, e painéis de azulejos que revestiam as paredes. Partiram as portas, as alvenarias das janelas foram arrancadas. Entretanto, emparedamos e atravancamos as portas e janelas para impedir a entrada de intrusos. Tudo isto foi participado à GNR.
...Neste caso, temos de passar à fase do agir, fazer obras de conservação e pôr ali um projeto cultural sustentável a funcionar. O vereador apelou a que se constituísse um movimento, com as forças vivas do concelho, para se conseguir uma intervenção no palacete da Fonte da Prata. Nesse sentido, pôs a circular o lançamento de um movimento que se intitula «Vamos Salvar o Palacete da Fonte da Prata». E entregou uma carta dirigida ao presidente da Câmara, a solicitar uma reunião, para discutir um projeto de recuperação do imóvel, se possível, na primeira quinzena de Setembro."
O vereador Joaquim Raminhos (BE) informou ter visitado (comigo) o palacete da Fonte da Prata, no dia anterior. A pessoa que o alertou disse que viu uma carrinha estranha nas proximidades e que no dia seguinte nem o portão lá estava. O autarca verificou que o palacete tinha sido alvo de um grande assalto e roubo. (Será o mesmo salteador que roubou todo o património da capela do Esteiro Furado ?)

Rui Garcia como sempre adia, ou inviabiliza soluções e diz que;

"...a questão do palacete da Fonte da Prata é preocupante, de que temos falado várias vezes. Aquele palacete tinha, em conjunto com o Hospital Concelhio de Alhos Vedros, uma solução bem encaminhada, com uma reputada escola técnica profissional do país, que foi bloqueada e impedida de avançar, num dos governos PS. A partir daí, começou a acentuar-se a crise portuguesa e a incapacidade geral de investimento no país, e não voltou a aparecer outra alternativa. O município, por si, não tem capacidade para restaurar e refuncionalizar aquele equipamento municipal. As propostas que surgirem serão escutadas e pensadas, o que não aconteceu até agora.".

Com a destruição da cadeia de Alhos Vedros e da Estação de Comboios teve a mesma postura de desleixo e desprezo pelo património de Alhos Vedros, que actualmente, recordamos, pertence ao concelho da Moita. Com o conluio e /ou, omissão do presidente da Câmara da Moita, João Lobo e da presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Fernanda Gaspar !
Todas as notícias sobre este tema foram retiradas do RIO online, que com a devida vénia a tão prestigiado jornal, aqui transcrevemos. Pode-se ler a notícia na íntegra aqui:
http://www.orio.pt/modules/news/article.php?storyid=11808



3 comentários:

Anónimo disse...

Posso garantir com conhecimento de causa que será realizado um emparedamento geral do edificio principal do Palacete da Qta da Fonte da Prata em Agosto / Setembro. Infelizmente esta é a solução preconizada pela CMM para mais um pedaço de património que, certamente, terá os dias (ler anos) contados. Cada vez tenho mais pena da terra onde nasci, apesar do orgulho que sempre sentirei!

João Gonçalves disse...

Antes demais não tenho nenhum filiação partidária. Realmente é uma pena este património ter chegado a estas condições, julgo que se estivessem outras pessoas à frente da câmara (e até à 1s anos identificava-me com os ideiais de esquerda) o edificio já poderia ter sido cedido a uma empresa das ditas "grandes capitalistas" mesmo que a custo zero, e terem montado lá um hotel de luxo ou qualquer outra coisa semelhante.
Até várias pessoas a titulo pessoal de certeza sendo-lhes cedido o titulo de propriedade investiriam na sua requalificação e estaria (mesmo que sendo habitação de ricos) melhor entregue do que está atualmente.

Anónimo disse...

e esse senhor não é agora plesidente?