quarta-feira, fevereiro 28, 2007

AVP de novo, legalmente no Blogger

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Sincerely,
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O Blog do Zeca




Não, não é do Zeca Afonso, nem é do Pablo Picasso, é de um artista Alhos Vedrense que só usa pasta medicinal COITO, palavras para quê, basta ver as pinturas e também os textos deste camarada que também ele dignifica Alhos Vedros, aqui:
http://www.correpe.blogspot.com/


Onde pára o Mário da Silva ?



Parece desaparecido o camarada MdS, será que abortou de postar sobre o PDM ?

Será verdade? Não pode ser!

Zangam-se comadres e compadres e o verniz estilhaça.
A Santa Fatinha de Felgueiras está a começar a colocar a lama no ventilador:

«Felgueiras diz que contas paralelas são habituais
As contas paralelas nos partidos políticos "são habituais" e acontecem nas campanhas eleitorais de todas as forças partidárias a nível nacional, disse ontem Fátima Felgueiras ao colectivo de juízes que está a julgar o "processo do saco azul", cuja segunda sessão decorreu no salão dos bombeiros locais. A autarca garantiu que nunca participou na angariação de fundos nem sabia quem dava dinheiro para as campanhas, apesar de admitir que eram empresários os contribuintes.»

O Bloco Centro-Radical da Estabilidade

A estabilidade e as regras de boas maneiras à mesa da vida política chegaram em grande a todos os partidos, salvo uns franco-atiradores que funcionam quase isoladamente. Do Bloco ao CDS toda a gente pela estabilidade, responsabilidade e governabilidade, mesmo que isso se traduza, na prática, na vitória da instabilidade, irresponsabilidade e desgoverno.
É que em matéria autárquica descobre-se que toda a gente tem rabos de palha, porque se esqueceram de os disfarçar em tempos de maior escrutínio pelos cidadãos "anónimos".

  1. No Bloco, Louçã defende a permanência em funções da presidente da autarquia de Salvaterra de Magos ao arrepio de tudo o que disse, escreveu, proclamou e gritou aos quatro ventos sobre a matéria em relação a autarcas de outros partidos.
  2. No PC, varridos para o lado o caso de Setúbal antes que o IGAT fizesse mossa, até a situação em Lisboa não parece merecer eleições antecipadas. Pois claro, se o defendessem abertamente, depois caía-lhes em cima o Carmo e a Trindade em situações onde autarcas comunistas foram objecto de sucessão na continuidade, sem legitimação eleitoral.
  3. No PS, depois do caso Felgueiras ter salpicado muita gente que agora finge que não foi, e depois do desastre Carrilho, anda tudo com medo de se chegar à frente para pegar em candidaturas ou câmaras em tempo de vacas magras. Alguém imagina um Mega Ferreira numa CMM que não tenha dinheiro para contratar 300 assessoras jeitosas e fazer não sei quantos eventos cólturais e, pelo contrário, tenha problemas a sério para resolver?
  4. No PSD, a aliança ao alarve Jardim e a catástrofe em Lisboa desbarataram tudo o que tinha sido ganho em capital político com o afastamento de Isaltino e Valentim.
  5. No CDS... pensando bem, o CDS nem entra neste campeonato e entretém-se em tiro ao alvo interno. Por isso, quanto menos ondas por aí melhor, não vá o barco ao fundo de vez.

O resultado de tudo isto é uma União Nacional para lá de Socialista, mesmo Nacional e quase Sagrada em torno do pântano nacional, para o qual contribuem muitos pântanozinhos locais.
A Assembleia Municipal da Moita com o Faim preocupado com a casa do Tóino é apenas mais um.

Atenção militantes e apoiantes do PS !

Não me interessa saber os motivos pessoais ou pofissionais porque continuam a ser militantes ou apoiantes deste partido que está a destruir Portugal, mas quem é conivente com esta política e serve de base de apoio a esta política, não merece consideração porque é anti-patriota e está a deixar com a sua conivência destruir o sistema nacional de saúde a educação o emprego público e o emprego privado, está a ser conivente com a OTA e o TGV e a regionalização e está a ser conivente com "investidores" como o Vitor Constâncio, está a ser conivente com a corrupção, cuja lei ficou congelada.
Pela primeira vez estou de acordo com o senhor feudal, Alberto João Jardim...a este primeiro ministro e a este governo tem de ser dado todo o antagonismo possível, até que seja derrubado. Porque é anti-patriótico e anti-português. É pena que os portugueses aparentemente não o tenham notado ainda, mas mais tarde ou mais cedo será impossível esconder por mais tempo o fracasso em todas as linhas de actuação deste governo, por isso quem ainda não deixou o PS, não precisa de que as coisas se compliquem no poder para o deixar, a hora de abandonar esse partido ao seu desnorte neo-liberalista, já passou, já tiveram a sua oportunidade de sair com dignidade quando Manuel Alegre se candidatou a secretário geral do PS e perdeu, já tiveram a sua segunda oportunidade quando Manuel Alegre se candidatou à presidência e perdeu, porque o PS fez questão que ganhasse Cavaco Silva.

Agora já é tarde, mas podem estar descansados porque o povo é sereno...


Alcoa do Seixal encerrada

Mais de 500 mulheres cumprem hoje o último dia de trabalho remunerado, das suas vidas, porque a fábrica onde trabalham há mais de 10 anos deslocalizou-se para a Hungria.
A maioria destas mulheres, tem mais de 40 anos e menos do 9º ano de escolaridade, o que significa que nunca voltarão a ter nenhum emprego remunerado neste país que continua nas sondagens da TSF a estar relativamente feliz por aqui viver, mas que infelizmente terá de emigrar para ser escravizado na europa dos nossos donos.

Esta é política deste governo de porcos ibéricos !
Quem ainda dá credibilidade a este governo, não é português, é anti-patriota e teria de ser julgado pelo povo, mas pode ficar descansado, porque o povo é de brandos costumes...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Cuidado com as Aparências...

Só para que conste...

Apesar de irmos apenas em 27 dias, neste mês de Fevereiro já ultrapassámos pela primeira vez na história do AVP os 6.000 visitantes mensais. Com os números de amanhã ficaremos perto dos 6.500 o que significa uma variação homóloga em relação a 2006 de quase 40%. Também em matéria de visitas à página atingiremos um número recorde a bordejar as 12.000, apesar deste mês ser bem mais curto do que Março de 2006, quando tínhamos atingido o anterior máximo.
Podem os aparelhistas amoitados dizerem o que quiserem, acusarem-nos disto ou daquilo, mas se é verdade que acreditam na presciência do povo, então o povo está connosco e nós em sintonia com o povo.
E não venham com a ladaínha das eleições e tal, que as ganharam e todos temos de estar calados a ver as piscinas passar, porque nós não fomos a votos.
E nem que Cristo desça à Terra estamos para andar a disputar votos com o Garcia ou outro do género em 2009.

Se mete piscina ao barulho, só podia ser na Moita

Da TSF:
UNIVERSIDADE INDEPENDENTE
Elemento da direcção acusa reitor de desvio de dinheiro
«Um elemento da direcção da Universidade Independente, acusou, este sábado, o reitor da instituição de fraude e «desvio de dinheiro para fins que não estavam aprovados pela direcção»
.Em entrevista à TSF, Amadeu Lima de Carvalho afirmou que Luís Arouca «pagou os seguros das casas e dos carros, andou a sustentar a família dele e o capital social que ele pôs foi com bens sem terem aprovações em assembleia e direcção».«Anda com carro, cartão de crédito, vive à custa da universidade e só tem feito disparates. Este senhor não passa de um vigarista, porque ando a servir-se da universidade, de dinheiro e de bens sem terem sido aprovados pela direcção», acrescentou.
Amadeu Lima de Carvalho adiantou ainda que os professores têm ordenados em atraso desde 2004, ao mesmo tempo que o reitor «até piscinas na Moita construiu» e «viveu à custa da universidade».

Se mete falcatrua, dinheiros mal parados e piscinas, ao que parece de 1o.ooo contos, era mais do que natural que saísse à casa.
Só podia.

No Reino da Parvónia

Todos vivem felizes e contentes, cegos, surdos e mudos, desde que possam levar a sua vidinha.
E os reis vitalícios da terra sentem-se assim seguros de que nada lhes pode acontecer.

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Se por "pessoa estatistica" entendermos alguém que está por aí apenas para fazer número, existe todo um campo de recrutamento imenso entre os adeptos do poder moiteiro e amoitado e nisso incluo diversos eleitos que não têm qualquer voto próprio na matéria, para além de fazerem número.

Polémica, que Polémica?

Parece que existiu nos últimos dias uma qualquer troca de mimos entre o José Mourinho e o Jaime Pacheco quanto ao facto de este último ter apenas um neurónio a funcionar e mal.
Parece também que quiseram vender isto como uma polémica mas eu não percebo como.
Alguém acredita, mesmo não gostando do Mourinho por isto ou aquilo, que o Jaime Pacheco tem mesmo mais de um neurónio a funcionar?
Aliás, em declarações exclusiva ao AVP, o referido neurónio queixou-se de estar a ficar cada vez mais deprimido pela solidão para além de, devido às carecadas do Pacheco, se lamentar ainda das difíceis condições de laboração quando o tempo esfria ou aquece mais.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

E desta promessa ainda se lembram?




Era não sei o quê "temático".
Mas parece que afinal não abre em Abril de 2008, não sei se por causa do Poder Central se por causa dos anónimos.
Malandragem esta gente que impede o progresso da terra.

Só para conhecimento público...


E já agora, para quem afirma que não se preocupa com pormenores como de quem são as terras, acho estranho que neste protocolo se declare que irão fazer tudo para conseguir a cedência dos terrenos.
Ahhhh...
Já percebi!
Foi nos tempos do outro.

Se não forem os "anónimos"!

Conta-se no Arre-Macho que, embora a casa de um munícipe seja assunto para discussão na Assembleia Municipal, essa é uma mera casinha e não o casarão que seria suposto discutir-se e então sobre o PDM nada, mesmo com a não presença simbólica do grande controleiro Manuel Madeira.
Então sobre o PDM, as desanexações, as assessorias, os protocolos, todos se calaram e assobiaram para o lado, qual grande conspiração do silêncio.
Já percebemos tudo: o poder moiteiro é transpartidário e os interesses se calhar são multicoloridos.
Só pode ser isso, pois não acredito que eleitos de cara destapada tenham medo de inquirir outros eleitos sobre questões do domínio público e mediático.
Como sempre aqui se disse, o pântano é o estado natural da política local e mais do que incomodarmos o poder moiteiro e amoitado instalado, incomodamos toda a gente que gosta do remanso sossegadinho e seguro de sempre, em que todos vão juntos aos tremoços.
É tudo punhos de renda e muita cerimónia.
Depois só têm aquilo que merecem.

Os Portugueses estão obesos, feios, sem vontade de viver...

...tristes sem esperança no futuro, endividados, com um aspecto exterior que reflecte o seu horrível aspecto interior, com filhos obesos feios e sem vontade de viver, tal e qual como eu me sinto.
Não sentimos que haja solução e tudo nos parece uma imensa perca de tempo, não há justiça, o poder nacional apenas se interessa em mostrar aos seus donos lá da UE, que esta merda aqui é um país em que o Povo é dócil, empalado e estúpido, mas todos vão de repente ter o 12º ano, obrigatóriamente, embora quase não se saiba ler...Os Portugueses actuais, são uma triste amostra do Povo que se aventurou nos descobrimentos, falta tomates a estes portuguesinhos que lambém as botas aos poderzinhos e se vendem e deixem enrabar por um prato de lentilhas.
O poder local está refém dos empreiteiros e os partidos estão reféns do poder local, que lhes dá o dinheirinho para que possam continuar a foder isto tudo !
A primeira República acabou devido aos partidos serem todos a mesma merda em que se tornaram novamente agora.
Agora só falta vir pra'í outro Salarzarzeco e criar mais 48 anos de ditadura, criando com isso outro Alvareco que é a sua imagem reflectida e todos os Portugueses voltarão a ser felizes, porque metade deles poderão denunciar ao novo ditadorzeco a outra metade que se fosse para o poder denunciaria a outra metade aos outros...

Puta que pariu este povo.

Parece que os Pareceres, afinal...

No jornal Sol, o presidente da CCDRLVT aparece a afirmar que, afinal a questão do PDM da Moita está longe de ser pacífica e que certas alegações moiteiras quanto a aprovações e pareceres serão assim um pouquinhoinhoinho exageradas:

«O responsável da CCDR-LVT, que falava à margem de um encontro com os serviços da Divisão Sub-Regional de Setúbal para fazer o balanço do processo de desconcentração de serviços naquela região, mostrou-se incomodado com a polémica em torno da revisão do PDM da Moita, reconhecendo que o processo «não é nada pacífico».
«Pelo que tem vindo na comunicação social, pelo que me tem chegado e por alguns elementos que já tenho, não é uma matéria pacífica», disse o responsável da CCDR, remetendo uma tomada de posição mais fundamentada para os próximos dias.
Fonseca Ferreira prometeu também pronunciar-se sobre o alegado envolvimento da CCDR-LVT na viabilização de algumas propostas de alteração de uso de solos previstas do PDM da Moita.
«Tem havido muitas notícias sobre a matéria, avançando que a CCDR já teria dado pareceres sobre isto e sobre aquilo e isto não é assim. Não deu», acrescentou Fonseca Ferreira, remetendo mais esclarecimentos para os próximos dias.»

Para bom entendedor...
Acho que mesmo um amoitado com insónias e falta de actividades recreativas perceberá que...
Ou mesmo um eleito que a custo tenha colocado uma frase sem erros numa declaração "política".

Olhó Provedor!

Provedor de Justiça recomenda criação de decreto regulamentar que uniformize critérios de reclassificação do solo.

O Provedor de Justiça dirigiu uma Recomendação ao Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades para que seja promovida, com a maior brevidade possível, a preparação do decreto regulamentar previsto no artigo 72º, n.º 4, do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), concretizando e uniformizando critérios de classificação do solo. A actual omissão regulamentar origina uma imprecisão dos critérios de admissibilidade da reclassificação do solo rural como urbano, com o consequente risco de adopção, pelos municípios, de critérios díspares ou inadequados às finalidades de preservação do espaço rural e de contenção da urbanização dispersa e desordenada. Por esse motivo, Nascimento Rodrigues recomendou que, até à concretização da necessária regulamentação, seja suspensa a ratificação de planos directores municipais revistos (na parte em que contenham reclassificações de solos) e que as comissões de coordenação e desenvolvimento regional recebam instruções para condicionarem as reclassificações nos procedimentos de acompanhamento.
A iniciativa do Provedor de Justiça surge após a apreciação de diversas queixas que suscitaram o problema da ampliação de perímetros urbanos, no âmbito da revisão de planos directores municipais, através da reclassificação de solos rurais como urbanos. O artigo 72º do RJIGT define duas classes de solos (rural e urbano), restringindo a alteração da classificação de solo rural para urbano aos casos em que for comprovadamente necessária, "face à dinâmica demográfica, ao desenvolvimento económico e social e à indispensabilidade de qualificação urbanística". O diploma faz depender a exequibilidade desta disposição legislativa de um posterior decreto regulamentar, onde serão estabelecidos os critérios de reclassificação do solo, uniformes e aplicáveis a todo o território nacional. Constata-se que, sete anos após a entrada em vigor do RJIGT, permanece ainda por aprovar o referido decreto regulamentar, encontrando-se largamente ultrapassado o prazo de 120 dias então estabelecido para a sua formulação.
Nascimento Rodrigues considera que o atraso na regulamentação desta matéria prejudica, não apenas a transparência e a racionalidade da classificação do solo mas também a validade de variadas disposições que, no âmbito da revisão ou de alterações de muitos planos directores municipais, têm procedido à classificação de novos solos urbanos. Para o Provedor de Justiça, "o facto de os municípios, compelidos pela urgência na revisão de planos desactualizados – e não podendo ultrapassar o vazio regulamentar do artigo 72º, n.º 4 – estabelecerem reclassificações de solo sem o devido fundamento legal agrava este problema, pondo em causa a legalidade desses planos".
A Recomendação dirigida ao Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades frisa que esta matéria deve ser definida através de diploma regulamentar do Governo, em termos objectivos e uniformes, e não casuisticamente no âmbito do acompanhamento ou da ratificação dos planos municipais de ordenamento do território. Trata-se de matéria que não integra a margem de livre decisão dos municípios, das comissões de coordenação e desenvolvimento regional e, nos casos dos planos directores municipais, das comissões mistas de coordenação.»
.
Toda a recomendação está aqui.

domingo, fevereiro 25, 2007

Ainda o Corso Carnavalesco


A Limpeza, um ensaio fotográfico.dramático por Luís Cruz Guerreiro, o nosso repórter em movimento trôpego.

E então aqui ninguém protesta?

Um pouco por todo o lado protesta-se contra o encerramento de serviços de Saúde pelo Governo.
Curiosamente, e apesar da manobra de diversão de alguns técnicos-eleitos amoitados, por cá não se dá por nada.
Será poque era tudo marosca e afinal o encerramento se ficava a dever à necessidade de obras ou porque os activistas locais, sendo coerentes com alguns interesses recentes, foram antes protestar para o Montijo?

Especualações Ibéricas


A forma de fazer render os tostões com base na mudança de simples linhas de demarcação do tipo de uso permitido para os solos acontece um pouco por todo o lado, o que não significa que seja de aceitar.
No El Mundo de hoje vem uma longa peça que explica como tudo se faz. Infelizmente o link (que se pode achar a partir daqui) é só para assinantes, pelo que fica apenas uma parte da p. 20, onde tudo vem explicadinho.
Parece que por lá também há quem ganhe com essas coisas, mas há gente chata dos jornais que acha mal.
Como por cá.
E talvez por lá também existam declarações políticas a dizer que é tudo vicioso e coiso e tal.

Maná-Maná

Estive a ler de novo a declaração política dos eleitos do poder moiteiro e cheguei á conclusão seguinte:

Boa Surpresa

O velho Alhos Vedros Visual está de novo visionável, parecendo terem desaparecido os problemas com as anormais cargas de comentários e spam.
Só para nostálgicos, claro, que a última entrada já tem 5 meses.

Gajas nuas


Simplex


E passa-se a citar o dito bastonário, que saberá do que fala e não é anónimo:


«Quando há terrenos que valem em função do metro quadrado de construção dependendo de actos administrativos, não me digam que isto não é um Simplex para a corrupção.» (Sol, 24 de Fevereiro de 2007, caderno Confidencial, p 11)

sábado, fevereiro 24, 2007

Qualquer dia é o que nos resta...

Leonel Coelho, O eterno activista de Alhos Vedros


Recordamos aqui um artigo publicado no Jornal de Notícias 14/07/99, de Telma Roque, sobre Leonel Coelho o último dos comunistas românticos Alhos Vedrenses.

Leonel Coelho
mantém incólumes os seus ideais políticos e a fidelidade à velha Academia 8 de Janeiro.


Irreverente, choramingão, voluntarioso e fiel às suas convicções. São as palavras que melhor definem Leonel Coelho, o carismático alhosvedrense, militante do MRPP, escritor, poeta, actor e associativista.
Na verdade, Leonel Coelho nasceu na Beira Baixa, em 1933, entre duas guerras mundiais. Ainda se lembrade sentir o cheiro dos cadáveres espanhóis, derrubados na Guerra Civil, mesmo ali ao lado. Costuma dizer que com o pai aprendeu a assobiar, «com a prisão o preço da liberdade, com a PIDE o silêncio e com os humildes a simplicidade».
Depois de uma passagem pelo Montijo, decide entrar na Marinha, nos anos 50.
Mas não se aguentou muito tempo, porque foi sempre um rebelde. «Sou normalmente expulso de todo o lado», diz o homem que deu os primeiros passos na actividade política justamente nessa época. Era então trabalhador na barragem de Belver, participando com os seus camaradas de trabalho numa jornada de protesto pela reposição de salários, uma acção que acabou com o
cerco da GNR.

Seis meses de «vaquinhas»
Como operário da CUF, fez parte da Comissão Interna, eleito por sufrágio dos trabalhadores em dois mandatos consecutivos, culminando com o despedimento em 1966. Na altura, a fábrica tinha mais de 5500 funcionários, só na zona têxtil, e cerca de cinco centenas de teares.
Entre Agosto de 1966 e Janeiro do ano seguinte, por ter tido a ousadia de ir a Lisboa pedir uma espécie de aumento, em representação dos trabalhadores, Leonel Coelho é obrigado a viver da solidariedade dos colegas. No final de cada mês, após uma «vaquinha», o seu ordenado chegava a casa «todo certinho».
Aproveitou os escassos anos na CUF para integrar o Grupo de Teatro da fábrica. Participou, por exemplo, na peça «Os Três Ratos Cegos», de Agatha Christie, e em «O Segredo da Abelha», de Ricardo Alberti.
Como escritor, editou «Como quem assobia» e «Com todos aprendi», sendo também co-autor das obras «Zeca Afonso Presente» e «Poetas Nossos Munícipes».
Por esta altura, já tinha «ancorado» em Alhos Vedros. Lembra que a indústria corticeira estava no seu apogeu. «Já os moinhos do Salvador e do Xarroqueira eram passado. O do Salvador protagonizava a maior vaga de prisões num só dia, realizada pela famigerada PIDE. Quatro dezenas de corticeiros são levados para o Aljube, povoando Peniche e Caxias».

Fosso entre ricos e pobres
Além disso, «as tabernas proliferavam, apoiando o slogan salazarista «beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses». Todo o entretenimento, com excepção do futebol e do cinema, «resumia-se à sueca e à bisca».
Na época em que o analfabetismo era moda, conta que «os ricos jogavam ao burro nas suas coutadas, movimentando altas paradas, iam à missa e aliciavam a criadagem». Sendo assim, enquanto os pobres trabalhavam e bebiam, «os ricos multavam, amedrontavam, submetiam, humilhavam e espancavam».
A vida de Leonel Coelho mistura-se então com a da Academia 8 de Janeiro, quase tão velha como ele próprio. Durante anos, teve uma banda filarmónica, foi proprietária do desaparecido Cinema de Alhos Vedros e dinamizou o basquetebol.
Apesar disso, mantém ainda a sua famosa Feira do Livro, consultas médicas, escola infantil, ténis de mesa federado, ginástica e uma romagem anual à campa de Zeca Afonso.

Crónico candidato
Na sua óptica, o 25 de Abril trouxe esperanças «mas acomodou-se». Logo após a Revolução, comenta, «a prepotência, a construção civil, as confecções e o betão, dão as últimas machadadas no sal, no pão e na cortiça».

Avança que, actualmente, perdeu-se o sabor das coisas.

«A novidade já não é novidade. O pão agora é de leite, o bife é hamburguer e a fruta é calibrada».

Por tudo isto, considera que tem uma palavra a dizer na política local.
Apresentou já, por diversas vezes, a candidatura pelo MRPP à Junta de Freguesia de Alhos Vedros. E fá-lo sempre, de quatro em quatro anos, à Câmara da Moita.

É um crítico da União Europeia. Costuma dizer que «foi a Europa que entrou por Portugal dentro» e não o contrário. Avança ao JN que, se um dia ganhasse as autárquicas, a primeira medida que tomava «era queimar as portas da Câmara Municipal» e tomar precauções mais eficazes na defesa do ambiente do concelho. Porque «cada vez há menos andorinhas»....

Currículos #2
















Negócios são negócios...
Conhaque é conhaque...

Currículos #1

















Para mais tarde recordar...
(é só clicar para ver em formato graaandeee...)

Mas afinal...

... há quem denuncie as coisas e as não queira ocultar.
Afinal há autarcas que exercem o seu direito de fiscalização e acusação.
Será que é apenas porque estão na Oposição.
Não quero acreditar nisso.
Acho é que há gente que quer que as coisas sejam claras e transparentes, enquanto outros...

(notícia do jornal Sol de hoje)

Alguém se espanta? II

Em entrevista ao Expresso de hoje, Francisco Louçã defende de forma rebuscada a manutenção em funções de Ana Cristina Ribeiro, presidente da Câmara de Salvaterra de Magos.
Assim se torpedeia qualquer tipo de coerência na análise da situação de Lisboa.
Assim se perde toda e qualquer credibilidade.
Se a senhora está inocente, suspenda o mandato e volte depois de o provar.
Porque ou há coerência ou comem todos pela mesma medida.
Ou será ao contrário?

Alguém se espanta?

Eleições intercalares não são solução para Lisboa
Jerónimo de Sousa (Diário de Notícias)

O poder moiteiro respira de alívio?
Ou por aqui a transição será feita por "razões de ordem pessoal" como aconteceu com o borda-fora do João de Almeida?

Agora estamos preocupados mesmo...

... com a saúde física e mental do aparelhista amoitado mais dado a práticas sacrificiais.
Merece link a forma como o dito aparelhista - que nunca faz ataques pessoais - desatou a postar, tipo cola e tesoura, tudo e mais alguma coisa sobre alguém que ele deve achar vagamente relacionado com algo também vagamente ligado a não sei o quê.
Há uns tempos fez o mesmo com um qualquer senhor Cerejo, jornalista que ele parece conhecer e não estimar.
Mas não foram ataques pessoais, claro.
O mais trágico é que o jovem rapaz faz tal trabalho às tantas da matina de uma sexta-feira à noite e a certa altura julgo mesmo que teve delírios comentarísticos onde abandonou a postura anti-anónima e se tornou um cross-dresser blogosférico.
A situação de evidente carência afectiva é pungente e só podemos recomendar que alguma camarada tape tal lacuna. Em alternativa há sites medicinais deste tipo que podem ajudar a ocupar melhor o tempo.
Mas, com total sinceridade, julgamos que há aqui um fenóimeno tipo Zé-das-Medalhas e a coisa já está chegar ao cérebro.
Por favor, aliviem o rapaz que isto faz mal À saúde e ainda faz com que o acne juvenil volte a florescer.
Se houver necessidade nós mandamos fotos das jovens do desfile carnavalesco alhosvedrense para uso pessoal, a menos que acredite que nascem pêlos na palma da mão ou que se fica cego.
Mas antes cego e piloso do que neste estado de demência obsessiva.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Restauração do concelho de Alhos Vedros



O AVP é pela Anarquia, na linha mais de Kropotkine do que de Bakunine, pelo menos metade do AVP, a outra é mais pelo despotismo iluminado mas isso só a nível de poder central, isto dentro de cada um dos editores e como colectivo...como podem dizer que queremos tomar o poder local ainda por cima na Moita ?
Bolas, não faltava mais nada, para ensandecer de vez !
Alhos Vedros ao Poder ! é a negação pela oposição a esse poder.
O poder é para ser tomado pelo Povo e se o Povo de Alhos Vedros o quiser, daremos toda a força a um movimento de cidadãos

Alhos Vedrenses que queiram tomar o poder em Alhos Vedros, mas que lutem pela independência do concelho de Alhos Vedros e que deixem a Moita governar-se a ela própria que já tem idade para isso.
Não nos lixem mais, basta de subjugação, já lá vão pra'í 140 anos em que Alhos vedros perdeu para a Moita o seu direito divino de ser concelho independente e para quê ?
Nem a Moita comprovadamente tem condições de se governar a ela própia como temos constatado, quanto mais governar Alhos Vedros !

Os objectivos do AVP são a justiça e a Independência do Concelho de Alhos Vedros, quando este poder moiteiro cair e for para lá outro, vamos observar a sua actuação mantendo a mesma postura. Se desejarem ideias para que o actual concelho da Moita
comece a funcionar é só pedirem porque temos um banco de ideias gratuito.

Só uns esclarecimentos (repetidos)

Parece que existe uma certa caça às bruxas por parte de certos poderes para descobrirem quem fornece que informações aos blogues e especificamente ao AVP.
Perante isso deve esclarecer-se que:

a) Toda a documentação usada e divulgada neste blogue é - ou deveria ser - do domínio público.
b) As fontes do AVP são plurais e estendem-se por todo - todo - o espectro partidário local, mas estão para além dele.
c) As fontes do AVP mantêm-se anónimas sempre que o solicitam e em nenhum momento é pedido/oferecido nada em troca de informações, opiniões, textos ou documentos.
d) Nenhum dos elementos que constituem a equipa base do AVP tem militância ou filiação partidária. Em especial um dos editores há muito que esclareceu isso, em privado, com alguns dos aparelhistas amoitados que insistem em disseminar inverdade a esse respeito, sabendo que o fazem, com objectivos meramente estratégicos.
e) Tentativas de calúnia à parte, todos - incluindo os nossos críticos ou em especial esses, que estão por dentro de muitas matérias aqui afloradas - sabem que no AVP não se divulgam falsidades e que se alguma inexactidão existe aqui ou ali, a corrigimos quando é detectada.

E tudo o resto é uma grande treta.
Aqui não há instrumentalizações por forças partidárias.
Quem acredita a sério que o exercício da cidadania crítica só se faz mediante pagamento de estipêndios, provavelmente está a ver-se ao espelho.

E mai'nada, ó cambada.

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade

Este artigo de opinião chegou-nos através de um leitor que se identificou mas solicitou manter-se sob pseudónimo. De acordo com as regras jornalísticas, sendo uma fonte nossa, e desde que saibamos nós que enviou o texto e considerando-o digno de publicação, aqui está.


Triângulo de sucesso na Moita - Factos I

1. Novo Consultor do Presidente da Câmara da Moita tem curriculum.
O Presidente da Câmara da Moita, João Manuel de Jesus Lobo, nomeou a 23 Março 2006 como seu Consultor Especializado o Advogado Rui Manuel Sequeira da Encarnação, cf. Despacho nº 29/PCM/06.
Não se pode dizer que o novo Consultor do Presidente seja lá muito novo na Câmara da Moita.
Na verdade, o novo Consultor já antes fora Assessor Jurídico da Câmara da Moita, nomeadamente no período de ouro da elaboração dos Protocolos entre a Câmara e os principais Promotores da mudança do uso do solo no Concelho.
Para quem não esteja muito familiarizado com o tema, por mudanças de uso do solo na Moita entende-se a amputação da Reserva Ecológica Nacional no Concelho (desaparecimento de REN onde a REN é e tem sido um instrumento determinante da defesa da permeabilidade dos solos e da efectiva preservação do equilíbrio ambiental), com perda ecológica máxima.

Por favor, não se confunda amputação de REN com alargamento de REN, sobretudo quando esse alargamento é lançado sobre território já antes ambientalmente protegido, por exemplo com a permeabilidade dos solos e a consequente recarga dos aquíferos adequadamente garantidas. Aí, a extensão da REN é de um ganho ecológico e ambiental nulo, apesar dos custos sociais provocados.
Como se compreende, o ganho nulo onde a REN cresce não compensa de modo nenhum a perda total onde a REN é amputada.
Também se entende entre nós por mudanças de uso do solo a passagem directa de grandes áreas de Solo Rural para Solo Urbano, para novas zonas habitacionais, e para novas zonas de comércio e indústria, sem grande consideração pelas leis da República.
No seu Despacho, o Presidente da Câmara da Moita, João Manuel de Jesus Lobo refere nomeadamente que "o curriculum e experiência profissional do novo Consultor demonstram deter o perfil adequado à assessoria pretendida".
Para saber mais sobre esse curriculum e essa experiência profissional, leia-se vasta documentação, de que são exemplo as notícias no Público de 28 Janeiro 2006.

2. MACLE SA contrata o Gabinete Bruno Soares Arquitectos, coordenado pelo Arquitecto Luís Bruno Soares
A Macle SA, empresa proprietária de cerca de 2 dezenas de propriedades no Concelho da Moita, com centenas de hectares, e nomeadamente proprietária de 13,5 hectares em Brejos Faria e de 30 hectares na Quinta da Migalha, no Concelho da Moita, bem como de território contíguo situado no vizinho Município do Barreiro, contratou o Gabinete Bruno Soares Arquitectos, coordenado pelo Arquitecto Luís Bruno Soares, para elaborar o Estudo Urbanístico de Conjunto das UOPG 113 do PDM do Barreiro e UOPG 3 da Proposta de Revisão do PDM da Moita.
A área de 43,5 hectares compreendida por aquelas duas Propriedades é grandemente REN (Reserva Ecológica Nacional) e parcialmente RAN (Reserva Agrícola Nacional) hoje em dia na Moita, e assim se mantém no Projecto de novo PDM da Moita, cf. Carta de RAN Final e Carta de REN Final de Setembro 2006.
Contudo, surge essa área como novo Solo Urbano Espaços Habitacionais Propostos, noutra Carta do mesmo Projecto de novo PDM da Moita, cf. Carta de Planta Geral de Ordenamento igualmente de Setembro 2006.
Parece confuso? É REN e em parte também RAN, continua no Projecto de novo PDM como tal.
Certo.
Mas no mesmo Projecto, já surge como nova cidade.
O quê?
Não perceberam?
Mas é assim tal e qual, no novo PDM esses 43 hectares e meio são REN que vai virar nova Cidade.
O desaparecimento do Solo Rural está bem claro nos Mapas, e a REN tem nessas Cartas a sua morte anunciada.
Basta esperarmos um pouco.

Como se viu, é muito interessante aquela contratação, pois é sabido que o Gabinete Bruno Soares Arquitectos, coordenado pelo Arquitecto Luís Bruno Soares é igualmente o Gabinete responsável pela Proposta de Revisão do PDM da Moita.
Para se saber mais sobre este Gabinete de Arquitectura e sobre a sua contratação cerca de 1997 pela Câmara da Moita para assumir a liderança técnica no Processo de Revisão do PDM, leia-se por exemplo o Público.
Assim, como se vê, tudo fica mais fácil.
Quem mais sabe das mudanças de Solo em sede de Revisão do PDM, desde há anos com contrato com a Câmara Municipal, é naturalmente quem melhor pode depois saber da matéria em sede de Estudo Urbanístico, com contrato desde há 5 anos com os maiores Promotores da mudança do uso do solo no Concelho.

3. Triângulo de sucesso na Moita

Assim, pode dizer-se com alguma segurança que a Câmara está bem representada junto dos grandes Promotores da mudança do uso do solo no Concelho, e estes estão bem representados junto da Câmara.
E tudo isso é possível porque, junto com a Câmara e junto com os Promotores, existe um terceiro vértice do triângulo que estabelece a melhor e mais produtiva relação entre todos: um Consultor com anos de experiência de Assessor e muito relacionamento e experiência, e um Gabinete de Arquitectura que conhece de fio a pavio os dossiers da Revisão do PDM e da imediata urbanização das maiores fatias de Solo retirado de REN e passado de Rural a Urbano.
Pode dizer-se que são 3 vértices de um triângulo de sucesso na Moita.

Nota final:
Este texto trata de factos.
Aborda assuntos importantes da Moita de hoje, porventura enquadráveis nos conceitos de boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade.
Quem o ler poderá escolher em consciência onde enquadrar estes factos, quais desses conceitos melhor se lhes aplicarão, e como os interpretar.

Ass: Um Munícipe

A Justificação para o Imobilismo

Na "Declaração Política" dos eleitos actualmente a representar o poder moteiro no concelho, afirma-se que há para aí um bando de malfeitores que através, e cito com rigor, «a mistificação mais despudorada dos factos, a verborreia pedante, a hipocrisia, a mais desbragada demagogia», tem «a real intenção de bloquear a acção da Câmara e travar a Revisão do Plano Director Municipal».

Vamos lá por partes:
a) Aceito, pela parte do AVP, o despudor, a verborreia e o desbragamento.
b) Devolvo à origem a mistificação dos factos, o pedantismo, a hipocrisia e a demagogia.
c) Aceito que desde que o conheci achei o projecto de revisão do PDM uma autêntica manta de retalhos atentatória do que acho os interesses do concelho. No entanto, o poder moiteiro gaba-se de ter conseguido os pareceres favoráveis de toda a gente, pelo que estranho que sejam os blogues a travar a coisa. Somos bons, mas não tanto. Ou seremos?
d) Aceito que, neste contexto, o poder moiteiro não fazer nada é melhor do que fazer bosta, sendo que já a anda a fazer à custa das indefinições do PDM ainda em vigor e do período de transição que se vive.

Mas mais importante é declarar - com clareza - que o bloqueio da acção autárquica se deve em primeira e última instância ao estrangulamento financeiro em que mergulharam devido a um modelo despesista de gestão dos recursos humanos e das obras de fachada.
depois, é claro, dependem de protocolos em que cedendo direitos de construção, afirmam receber em troca contrapartidas que depois apresentam como obra camarária.
Vamos ser honestos: sem fazer as "trocas" anunciadas da utilização do solo, o poder moiteiro ficaria de mãos atadas. Só "exigindo" contrapartidas aos promotores privados é que se consegue dar uma ilusão de funcionamento.
Mas numa posição de fraqueza e dependência objectiva.
Basta ver o atraso das obras das infraestruturas envolvente à nova Fonte da Prata. Fizeram a estrada e o resto logo se viu.
Basta ver o que se está a passar há quase um ano com o mero alargamento da EN entre a Baixa da Banheira e Alhos vedros, coisa de umas centenas de metros.
Lamento, mas não conheço nenhum Modelo onde os acessos exteriores estejam há tanto tempo por acabar. Exemplo semelhante, mas numa outra escala, só conheço o do Colombo.
Mas esse tem a ver com a CMLisboa.
Pois.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Para Amanhã

O que acham de uns protocolos assim vistos à lupa?
Mmmmm?????
Serviço público?
Ou é coisa para sermos processados?
Mas é documentação pública ou não?
Eu acho que é.
Alegadamente, pelo menos.

E depois combinamos a coisa com mais umas fotos do Carnaval, que isto por estes dias anda tudo mascarado.

Ao que parece...

.. foi preciso para aí uma mão-cheia de auxiliares na manhã de 4ª feira para o shôr Presidente erguer aquela declaração política lida na sessão de Câmara sem erros ortográficos de maior.
Percebe-se que deve ter andado ali mão mais douta do que o normal, pois o texto é quase escorreito, mesmo se vácuo de significado. Os verbos estão razoavelmente conjugados e as frases encaixam com alguma naturalidade.
Ou contrataram um escriba-fantasma ou entre tantas cabecinhas conseguiram não envergonhar demasiado a prosa moiteira.
Já se percebe que, pelo esforço exigido, não tenham sobrado forças para opinar ou escrever em mais lado nenhum.

Só me fica a dúvida, insidiosa: aquilo é apenas uma declaração dos "eleitos" da CDU?
Os "outros" continuam a cortar-se a dar a cara e o nome em defesa desta política de apoio aos "empresários de sucesso", complacente com "lapsos" de fiscalização e pouco atenta aos "pormenores" da propriedade das terras a desanexar?

Para mim que sou leigo em matéria de solidariedade partidária, isto dá-me uma certa estranheza.
Não acham?
Ou, como de costume, estou a ver mal, e uma das vírgulas é da responsabilidade do senhor P.?

Há dias em que um tipo fez bem em sair à rua



Vocês repararam no ar de felicidade deste rapaz durante a tarde de 3ª feira?
Não é todos os dias que um tipo tem direito a uma lap-dance dupla de horas.

Solidariedade Institucional

Regista-se com agrado e interesse o anúncio pago pela JFAV no Jornal da Moita de hoje para o parabenizar pelo 7º aniversário.
Lá porque a dita publicação se anuncia com semanário independente da "Moita e Baixa da Banheira", esquecendo desde a nascença nomear Alhos Vedros, isso não quer dizer que a JFAV não a apoie com uns euritos.
Os bairrismos parece que são maus e mesquinhos.
Pois.

Isto é uma Metáfora!



Demasiado erudita ou esotérica?
Lembram-se da galinha dos ovos de ouro?
Agora retorçam lá a estórinha...

O Colectivo é Lindo

A declaração política de ontem dos eleitos da CDU na CMM deixa-me - no mínimo dos mínimos - três dúvidas:

a) Será que parte desses eleitos riscou alguma coisa na dita declaração, ou servem apenas como floresta para esconder a árvore? Será que só souberam da coisa como souberam da história do Parque Temático?

b) Alguém acredita que isto é uma cruzada anti-CDU ou anti-PC? Se acham isso estão redondamente enganados. Se algo existe é exactamente contra o completo desvirtuamento dos princípios originais e essenciais do que considerávamos ser a positiva singularidade da prática autárquica comunista, agora demasiado acomodada às delícias do capitalismo de Estado.

c) A frase final «É que no nosso caso, sabe-se ao que vimos e quem nos paga» é passível de demonstração? É verdade que se sabe que há quem seja pago pela Câmara para produzir opinião na imprensa e blogosfera, ao mesmo tempo que tem funções de todos os géneros. Porque se nos tentam atingir com isso, é mesmo bom que não tentem provar, porque dão com os burrinhos nas bostas.

Entretanto, vamos mudar o motto do nosso blogue, que é para escalrecermos todas as dúvidas.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Corso de Rosto Humano



Fotos do Luís Guerreiro com selecção e pós-produção de um energúmeno anónimo. E ainda por cima misógino.

Isto será com quem?

De uma declaração política dos eleitos da CDU:

«A gestão CDU da Câmara Municipal da Moita tem sido recentemente objecto de uma feroz e viciosa campanha. Esta campanha, tendo como alvo a CDU, tem como prejudicados, desde já, o próprio Concelho e a sua população.
(...)
Em torno deste processo [asinatura de protocolos pré-desanexação de parcelas da REN]e aliás de toda a Revisão do PDM tem sido promovida uma campanha orquestrada de desinformação e falseamento. Atrás de uma barragem de prosas (cujo estilo oscila entre a literatura de cordel e a prédica de seita) esconde-se uma intensa actividade, com protagonistas vários e episódios diversos. Não podemos, nem devemos, deixar de estabelecer relações e paralelismos sobre todo o conjunto de opções, acções e omissões que têm incidido sobre o Concelho (e de alguma forma sobre toda a Península de Setúbal), que aliás dão continuidade e reforçam a política de subversão do Poder Local Democrático de Abril. O PIDDAC que não corresponde minimamente às necessidades do Concelho, nem sequer às promessas e compromissos assumidos; o serviço público, designadamente na área da saúde e da segurança que continua a ser reduzido; a asfixia financeira das autarquias que se vem acentuando, associada ainda à transferência, por vezes encapotada, de atribuições sem os necessários meios. Como cereja no topo do bolo está a sanha com que se pretende bloquear a acção da autarquia por via do bloqueio da Revisão do PDM. »

É que não estou bem a ver...
Quem, quem é que se anda a mover?
O que é uma campanha "viciosa"?
Que tem vícios?
Quais?
Coisa de que género, sei lá, libidinosas?
Ou mais alucinogéneas?
Será que andam a falar do vício do jogo?
, isso ainda dava mau resultado.
Será que estas alusões poderão ser consideradas caluniosas?
Quem escreve em jeito de literatura de cordel (sempre leram a história da enjeitadinha? afinal andam por aqui!)?
Quem exibe uma prédica de seita?
Vá lá, malta, concretizem, concretizem, como bem gostava um certo amoitado de nos incitar.
Agora que há quem concretize e que dê a cara, refugiam-se em divagações deste calibre?
Vai-se a ver e fomram os blogues que fizeram o PIDDAC!!!
Haja pachorra.

E, já agora que ninguém nos lê (hoje só vai acima das 500 visitas), esta declaração é só dos eleitos ou é subscrita pelos órgãos concelhios?
E é de todos os eleitos ou, como na votação do Parque Temático, PDM's e etc, é um que manda e os outros assinam de cruz?

Era importante sabermos isso tudo.
A bem da transparência!
Que é o que todos queremos.
Ou não?

Nota Final (para não ser P.S. de post scriptum, que parecia suspeito, olha "parecia suspeito" = PS, aqui há coisa): Na parte que nos toca nada nos move contra a CDU. Por muitas e desvairadas razões. Já quanto as algumas pessoas que usam o cartão de "certas e determinadas" forças partidárias para arrumarem cedo a sua vidinha temos, assim como é que hei-de colocar a coisa para não se processado, umas alegadas reservas

Nota Agora Mesmo Final: Em que estilo estará a prosa acima? Demasiado erudita?

Divulgação Atrasada

Aqui à redacção não saiu nada, pois o nº era o 356.

Nºs Premiados das cadernetas
Caros Amigos, como noticiado no RIO.pt e no ESCUDO, as três cadernetas premiadas da colecção de cromos de azulejos "Os Barcos d'O RIO", são:

1º prémio: 0451
2º prémio: 0141
3º prémio: 0696

Confira e veja se ganhou !
A Azulejaria Artística Guerreiro e o jornal O RIO desejam a todos, Boa Sorte !


Luís Cruz Guerreiro

Alegada Resposta a um Suposto Articulista

Parece que Vitor Alves Pereira dirige nas páginas virtuais de O Rio o conselho ao shôr Presidente João Lobo de colocar em Tribunal os blogues que têm publicado matérias que alegadamente VAP considera, concordando com João Lobo?, serem ofensivas da sua honra e dignidade, dando como exemplo o seu próprio caso quando foi processado por algo que escreveu.

Eu perante a prosa considero-me - alegadamente - desorientado.
É que VAP afirma que tendo sido colocado em Tribunal, e apesar de ter provado as suas alegações o jornal onde escrevia acabou por fechar.
Isto é estranho pois, na prática, o resultado de coisa tão interessante foi fechar a origem da Verdade que que VAP era - alegadamente, mas também na opinião do Tribunal - o portador pela sua prosa.
Não sei se bem a entendo, mas a lógica de VAP será - suspeito eu - a seguinte: se estamos a divulgar falsidade seremos condenados; mas se estamos a divulgar verdades, acabamos fechados (embora não precisemos de apoios para funcionar, felizmente).
Por esta razão, mas não só, sinto-me confundido com uma argumentação em que os trunfos saem sempre à casa e os lixados seríamos nós.
Estranho, muito estranho.
Mas pode ter-me escapado qualquer passo da argumentação.

Mas, transcendendo esta dúvida, o texto de VAP é ainda supremamente interessante porque aconselha JLobo a processar os blogues e não o jornal Público. Será que é porque acha que os blogueiros serão mais vulneráveis e incapazes de manterem um diferendo jurídico com a CMM, graças ao poderio técnico da assessoria jurídica autárquica? Parece que também não acha de utilidade JLobo processar os deputados e vereadores que - alegadamente? - colocaram requerimentos e fizeram pedidos de esclarecimento sobre as matérias em apreço. os que escreveram sobre isso. Os blogues é que são os únicos mauzões.

Mas eu até considero que VAP é uma pessoa - alegadamente - bem-intencionada e só quer que se saiba a Verdade.
Nesse caso - suspeito eu - seria boa ideia ler a documentação divulgada e fazer contas pela sua própria cabeça, não esperando pelos tribunais. Afinal é tudo documentação pública e se quiser haverá quem lhe mande cópias. Eu não porque, alegadamente, não posso dizer que sei ou não sei, pois algumas pessoas, como alegadamente VAP, acham que se as pessoas não escreverem claramente as coisas é poque insinuam sem fundamento e de forma difusa, se escrevem claramente é porque ofendem. É o chamado preso (processado) por ter cão e preso (processado) por não ter.

Olhe, meu caro e estimado Vítor Alves Pereira, se é verdadeira a experiência pessoal que e nada tenho para duvidar de si como o VAP duvida dos blogues, eu só posso aconselhá-lo a ler as coisas, porque nada do que escrevemos extrapola dos factos documentáveis: de início, considerávamos errado o modelo de desenvolvimento para o concelho e exprimíamos o nosso desagrado pela suburbanização descaracterizadora da nossa terra; só em seguida acedemos ao sumo das mais-valias urbanísticas estranhas - alegadamente.
Porque, meu estimado VAP, nada como nunca abdicarmos da nossa capacidade crítica individual. Quando deixamos que os outros nos digam o que é ou não é, estamos a abdicar da nossa Liberdade.

E nunca se esqueça da sua própria doutrina, se porventura, ou alegadamente, escrever algo sobre decisões judiciais de processos flamejantes em curso: os tribunais são sempre a esfera essencial para a determinação da verdade. Mesmo se questões técnicas fizerem inviabilizar a prova documental recolhida.
Como sei que nos lê - de outra forma não se entenderia o seu texto - poderá responder-nos da maneira que julgar mais apropriada: publicamente como parece achar mais curial (mesmo se acha que os direitos de resposta não servem para nada) ou, se assim o quiser, de forma privada para avedros@gmail.com. Em qualquer dos casos, estaremos dispostos a esclarecê-lo sobre tudo que entender.
Mas registe sempre um facto: eu não tenho nada contra Tribunais, desde que não sejam usados como armas de silenciamento. Em especial acenando com a intimidação da punição económica (e que tal a peisão efectiva, já agora, por delito de opinião?).
E nisso julgo que concordará comigo.

Penso eu de que.

Trabalho, muito trabalho...

... estão a impedir a postagem mais acelerada de muito material, quentinho como de costume e com certificado de origem, para acompanhamento da reunião de vereação de hoje (que tal instalarem um terminal ou dois para nos irem consultando? Boa Ideia? Simplex? só para que os deputados da oposição não andem às escuras sempre à espera das respostas aos requerimentos).
De qualquer modo, entretenham-se com este post do deputado Luís Carloto Marques sobre as questões da Várzea e do PDM.
Ao Luís Guerreiro o pedido de desculpa por não termos postado a notícia do final do concurso, mas isto anda aqui muito desarrumado na caixa de correio.
Mas a pouco e pouco já vamos colocando as coisas em ordem, mesmo se com algum atraso.
O Carnaval quando nasce não é para todos.
A malta tem de trabalhar e coiso.
Nem sempre consegue ir a todas.
Mas com jeitinho e boa vontade.
E que tal esta foto do Oliude, com toda uma perspectiva original do desfile do Corso?
Mmmmm?
Misógino q. b.?
Demasiado hetero?
Mas interessante!
Confessem.
É que vos vi a amarinhar pelos postes da electricidade para verem mais de perto e tudo.
Anda por aí gente muito necessitada.
Amoitados é o que é.
Que em Alhos Vedros também os há, dos rendidos à Situação aos outros, os Bem-Pensantes.

Romarias Políticas

Como o AVP é uma espécie de Deus nesta terra, já deveis saber que temos olhos e ouvidos em todo o lado (não, ainda não é desta que nos convertemos a desvendar segredos de alcova, sofá, cama, chão da cozinha, elevador, banco de automóvel, secretária de gabinete ou qualquer base de sustentação para o acto), pelo que desta vez até acabámos a saber as tramóias que o poder (laico, ateu, anti-clerical, etc, etc) moiteiro anda a preparar relativamente à organização da Romaria a Cavalo entre a Moita e Viana do Alentejo.
Já sabem que a coisa não faz bem o nosso género. Eu a cavalo só mesmo no carrossel ou em situações que agora não interessam nada.
Mas isso nem vem ao caso.
O que aqui interessa é que a 7ª edição da dita Romaria parece estar envolta em confusões, instrumentalizações manipulações várias, algo que já aqui noticiámos.
Recapitulemos a situação: a romaria a cavalo da Nª Sª da Boa Viagem (Moita) à Nª Sª de Aires (Viana do Alentejo), é uma organização anual da Associação Equestre Moitense. Pela sua importância recebeu uma bênção Papal e destaque na comunicação social nacional e estrangeira. Ainda pelo seu número de participantes é considerada internacionalmente a 2ª maior organização do género.
A Associação Equestre Moitense, de acordo com o que é habitual está a organizar a 7ª romaria, que decorrerá de 2 a 5 de Maio. Por razões de agenda e de compromissos anteriores, a Associação preferiu não partir no dia 25 de Abril, para não misturar realizações de carácter político (Dia da Liberdade) e religioso (início de uma procissão) e ainda porque é intenção da Associação participar no desfile do 25 de Abril pelas ruas da Moita, que é uma organização da CMM.
O facto de não chegarem a Viana no dia 28 Abril (data da procissão da N. S. de Aires), fez com que a Associação Equestre Moitense, se esforçasse por para suprir esse contratempo, nomeadamente ao aproveitar o facto de a 3 de Maio (dia da GNR) os cavaleiros se encontrarem em procissão, pprocurando assim que a GNR se associe a esta iniciativa, levando também a imagem da Nossa Senhora do Carmo. A capela estará aberta para a romaria e disponível para a recepção da romaria.
Como figura a honrar na partida da Moita, foi convidado o Bispo de Setúbal, D. Gilberto.
Usando como pretexto a questão das datas, mas não só, a câmra moiteira, em associação com a de Viana do Alentejo, vieram recentemente informar publicamente através dos jornais que este ano a organização da Romaria passava por eles e por uma associação recém-formada.
O problema é que isto é uma apropriação indevida do trabalho anteriormente desenvolvido pela Associação Equestre Moitense, sendo que a última realização orçou em 12.490€ de que a CMM apenas comparticipou em 10%.
Para além de ser ridículo que duas autarquias de ideologia fortemente areligiosa procurem, patrocinar e organizar aquilo que é, na esséncia, uma procissão de carácter religioso.
Ou seja, na prática é uma tentativa de, tal como com o associativismo local, tentarem controlar tudo o que mexa e dê destaque mediático. E na eventualidade dos promotores resistirem à OPA, avançarem para uma estratégia hostil.
O resultado, quer-me parecer, vai ser a realização este ano de duas romarias.
A já conhecida e a nova. A "tradicional" (pronto, à sétima já é uma mini-tradição) e a outras.
Isto é ridículo?
Obviamente!
Mas como me parece que os equídeos ainda são capazes de defecar no caminho dos pressurosos romeiros recém-convertidos da CMM... nada como esperar para ver e rir. Muito, de preferência.
Quem avisa...

Em tempos de crise...








... há quem tente apertar na gordura.
Por cá, a gordura vai crescer (vai de meter mais uns amigalhaços nos quadros para recompensar acções políticas e outras de mera propaganda) e corta-se na carne (na obra em favor dos municípes).
Estratégias.
Visões.
Quem vê centralidades em todo o lado e Parques Temáticos a inaugurar na Páscoa de 2008 é porque tem uma visão daquelas estroboscópicas.
Entretanto, o AVP estará hoje em reportagem, a recolher informações do mais interessante e folclórico sobre romarias, procissões e outros assuntos lindos de morrer.
Tudo documentado, é claro, que aqui só se trabalha sobre o que se ouve e vê e se possível o que se lê em suporte fidedigno.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Uma Romaria não é uma Procissão?








Enquanto não recebo umas ou duas reportagens fotográficas sobre o Corso de hoje, fica aqui apenas um pequeno teasing sobre um outro assunto festeiro que motivou alguma recolha de informação por parte do AVP, devido à estranheza das "novidades" que se foram vendo e ouvindo.
Ao que parece as câmaras da Moita e Viana do Alentejo, apesar de obviamente pouco dadas a catolicismos e reverências religiosas, parecem querer assumir a organização da Romaria entre as duas localidades que é de natureza essencialmente religiosa (romaria da N. Sªa da Boa Viagem até à N. Sª de Aires) para isso recorrendo a satélites institucionais de criação recente e deixando de lado a Associação Equestre Moitense.
Ora bem, todos sabem que aqui no AVP não morremos de amores por romarias e marialvismos do género, por isso não nos vamos pôr aqui armados em hipócrirtas a benzer-nos perante a imagem da santa, mas ainda gostamos menos de aproveitamentos e instrumentalizações de iniciativas da chamada "sociedade civil" pela manápula do poder moiteiro e os seus amigalhaços.

Por isso mesmo, promete-se para amanhã desvendar os meandros das artimanhas em decurso pela alcateia e apresentar materiais diversos sobre as realizações já feitas.

Bom, Bom, Bom!!!







Está a passar na 2: ao mesmo tempo que o Corso de Alhos Vedros, o espectáculo dos Brits 2007.
É a chamada concorrência desleal.
Aqui temos a Amy Whinehouse e o fabuloso Rehab em versão ao vivo, assim como o Chasing Cars dos Snow Patrol.
E agora acrescentam-se ainda os Scissor Sisters.
Para que possam ver o Corso e não perderem o melhor
Entretanto, espera-se que a reportagem em movimento do AVP esteja a merecer o contrato.

Poder Municipalista

O que está a acontecer na CML é sintomático do estado a que chegou o pode local.
Os partidos nacionais tornaram-se reféns deste poder que corrompe e é corruptível e qual polvo tenta pelo poder local chegar ao pode nacional. Nenhum partido nacional está fora deste ciclo de destruição do nosso património local e todos eles têm rabos de palha.
Os casos da Moita e da Madeira, com os seus mais de 30 anos ininterruptos de poder com a mesma formação política partidária é por si só a prova que o Povo não tem consciência dos problemas locais e pensa apenas em temos nacionais, onde a culpa é sempre dos outros que estão no poder central.
Os políticos locais vão assim perpetuando-se no poder, mas ao mesmo tempo vão retirando todas as benesses que lhes dá o estado central para se enriquecerem pessoalmente com a permissão local de betonização de toda a área que lhes seja possível, fazendo estes dirigentes locais apenas obras de fachada para que os Tolos que somos todos nós lhes garantam sucessivamente vencer nas eleições locais para continuarem estes políticos a enriquecer mais e a engordar os lacaios de que se rodeiam.
Utilizam a demagogia e são viciosos ao ponto de criarem uma base tentacular de apoio aos seus projectos pessoais de poder porque dão em troca aos seus lacaios, benefícios e tachos e poderzinhos de Vigilantes ou de Perseguidores dos opositores às suas políticas.
Os que não se vergam aos seus poderes são ou Omitidos ou Destruídos por esta máquina infernal, os que não dão a cara para assim poderem ser destruídos, pessoal, profissional ou familiarmente, são cobardes e anónimos.
Este poder local como está concebido tem de acabar e a regionalização se for imposta por referendo ou pelo poder central, será a destruição total do País.
Só o Municipalismo e a multiplicação de Municípios com funções executivas maiores que as actuais Juntas de Freguesia, mas menores do que os actuais municípios será a solução, isto fiscalizado por um poder jurídico que também ele tem de ser reformado e democratizado, aliado a um poder central forte e Nacionalista, (Nacionalista no sentido de defensor dos interesses dos Portugueses e não dos interesses económicos estrangeiros ou dos interesses de outras nações, nomeadamente a espanhola como o faz o actual governo de Sócrates, porque, já o dizia Fernando Pessoa e também Agostinho da Silva; «A Nação é o caminho entre o indivíduo e a humanidade»)


segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Aquecimento para Amanhã (porque a chuva anda por aí...)


A autoria das fotos do Corso Carvalesco de Alhos Vedros de domingo continua a ser do Olhar Matreiro e a pós-produção do AVP

O Corso de Domingo em Alhos Vedros



Reportagem do Olhar Matreiro, cujo trabalho se pode achar aqui e aqui.
Com a devida autorização do autor reproduziremos aqui brevemente mais material

Quotidiano Moiteiro

Photobucket - Video and Image Hosting

Secção "Aqui a malta lê jornais do empresário de sucesso Belmiro"

«Recorre-se à justiça porque a legislação, os mecanismos de poder, os processos de decisão e os circuitos de informação são deficientes e medíocres. Pede-se justiça porque há cada vez mais a consciência da fraude e da corrupção de que os poderosos se gabam impunemente. Mas recorrer à justiça é também, cvada vez mais, inútil. É essa percepção que torna o crime fácil. É essa sensação que faz com que gestores, autarcas, políticos e empresários sintam que têm o caminho livre em frente, que tudo lhes é permitido. Antigamente, só as classes altas pensavam assim. Hoje, o sentimento de impunidade democratizou-se. Ao sangue e ao dinheiro, juntaram-se os votos e os cargos públicos. E, sem justiça, não há volta a dar.» (António Barreto, Público, 18 de Fevereiro de 2007, p. 45)

Nem sempre concordo com o homem.
Aliás, até embirro com a postura de senador acima de tudo, quando ele também andou a tentar tudo para se destacar na vida que critica durante um belo par de décadas.
Mas desta vez, acerta em cheio no alvo.

Boas Notícias

Acabo de ver uma foto da ecografia do 44º filho da Elsa Raposo, resultado da sua 352ª relação plena de amor arrebatado.
O feto parece bem e, apesar de ter apenas 16 semanas, já indicia um cérebro de dimensão equivalente, ou mesmo ligeiramente superior, ao da mãe.

As Cruzes do Cruzado

Depois do desfile e cumprimentos de ontem, o cruzado Vítor Cabral parece estar com umas dores nas cruzes do caraças.
Era vê-lo indágora nas instalações da Caixa a deslocar-se com evidente custo entre a secretária e a impressora.
Obviamente, cumprimentei-o pela resistência, mas apenas em espírito, que a clandestinidade é para respeitar sempre.

Excrescências Democráticas

Há uns anos o Soares Sénior afirmava que o Paulinho Portas era um tumor da democracia.
Eu quanto ao Alberto João Jardim acho mais que ele é um quisto sebáceo.
Não mata, mas mói.
E parece que vai, mas depois volta outra vez.

domingo, fevereiro 18, 2007

O Carnaval


Embora o Carnaval e as máscaras por estes lados agora sejam outras, fica aqui o apontamento da reportagem do Oliude no AVCity sobre o corso de hoje, a quem surripiámos estas fotos da Rainha e do Cruzado, com o tempo a colaborar razoavelmente.
Na 3ª feira teremos um repórter "ao serviço do AVP" a cobrir o evento e esperamos ter material próprio.
Também para terça-feira é possível, bem possível, que tenhamos outras novidades.
De qualquer maneira, isso não significa que amanhã deixem de passar por cá, pois aqui nunca se passa mal o tempo e até temos ouvido umas estórias tão curiosas sobre as bloguices e os blogueiros locais que estamos cá com uma vontade de cuscar que até aflige.

Concordo, Caro Camarada! Mas Concordo Mesmo!

Demétrio Alves no Setúbal na Rede (via A-Sul):

«(...) Os partidos políticos, todos, caiem frequentemente no erro de se imiscuírem nas decisões próprias da gestão dos recursos humanos das organizações públicas, do estado, das regiões autónomas e das autarquias, influindo, pressionando ou impondo soluções aos responsáveis políticos, eleitos ou nomeados, que ocupam cargos dirigentes, e que são filiados nos respectivos partidos. Muitas vezes, fazem-no por meras logísticas clientelares, pagando militâncias e alinhamentos partidários fora da sede própria.

É compreensível e aceitável que um autarca ou um ministro ouça a opinião do seu partido a respeito da nomeação de um assessor, adjunto ou chefe de gabinete, cargos eminentemente políticos e temporários. A decisão última, porém, deverá ser sempre do responsável político institucional, que deverá cuidar de providenciar o melhor perfil técnico e político. Se falhar na escolha, a responsabilidade será sua, do eleito, e não de uma entidade partidária difusamente definida.

Por maioria de razão os mecanismos de selecção dos dirigentes da administração central, regional ou local, deverão ser formatados por referenciais transparentes, nos quais as vertentes da competência técnica, da capacidade funcional e, também, da lealdade dos candidatos para com a missão ou projecto sejam avaliáveis em condições de isenção, mas onde o forte envolvimento dos responsáveis políticos, e da sua vontade, sejam claramente assumidos. Temos as mais profundas dúvidas acerca dos métodos, pretensamente isentos e imparciais, marcados por metodologias meramente tecnocráticas e que afastariam (teoricamente) do processo decisório quaisquer discricionariedade obscura. Os responsáveis políticos, eleitos ou nomeados, devem ser os responsáveis pela selecção dos dirigentes, e devem ser responsabilizados pelas eventuais más escolhas.
(...)
O planeamento e gestão do território, particularmente na vertente urbanística, são uma das funções mais relevantes de entre o elenco de todas as competências municipais. Sabe-se, também, de experiência feita, que raras vezes é possível ter autarcas com formação, conhecimentos e visão suficientes à adequada gestão e planeamento do espaço municipal, e que, por outro lado, esta é a vertente da administração autárquica que mais controvérsia tem convocado, tanto no que diz respeito ao ritmo da construção e suas repercussões no equilíbrio urbanístico e ambiental dos territórios, como no que tem a ver com a problemática da corrupção.»

Já a mim o que me mete impressão...

Photobucket - Video and Image Hosting... é este refúgio nos recônditos da legalidade não claramente explícita, renegando as regras elementares do que se costumava chamar Ética.
Este roçaganço entre carreira política e profissional, esta permeabilidade fácil, em que o que ontem era hoje deixa de ser como se a pessoa fosse outra e não tivesse os mesmos interesses e amizades, esta promiscuidade aberta entre funções píúblicas e privadas, deixam-me sentir na beira da agonia, aquela que acaba comigo agoniado e não necessariamente moribundo.
É que tudo é encarado como natural.
Tudo é legal.
Tudo se compreende.
Os outros é que são invejosos e maldizentes.
Caramba.
Um tipo que, como funcionário do Estado deve servir de forma neutra o interesse do dito, deve ao mesmo tempo estar envolvido na luta política pelo controle do órgão do Estado (Local ou Central) que o emprega?
Perdida a luta política, será que o técnico sabe qual é o seu lugar e a sua função?
Ou continuará a sua luta política, aproveitando-se do seu entricheiramento profissional?
Conhecendo nós a cartonite partidária que ataca que se farta, alguém acredita que, em primeira e última instância, a fidelidade pende para a coisa pública e não para a clientela privada (de grupo, de partido, de empresa)?
É como o outro, depois queixam-se que não querem que tenham amigos.
Pudera.
E há os que são autarcas aqui e técnicos acoli.
Ou assessores lá e eleitos acolá.
Tudo se mistura, baralha e torna a dar.

Será aceitável que quem concorra a determinado tipo de "empreitada", depois tenha palavra activa - mesmo desligando-se do processo a certa altura - na aprovação superior da dita, feita e refeita pelos sócios de ontem?
É que depois não há moralidade que sirva para criticar os Cheneys e as Halliburtons do mundo do capitalismo selvagem.
É que só existem diferenças de escala e não de natureza.
Tecnicamente, o Vice-Presidente americano também contratou a bom preço para ir para o Iraque uma empresa da qual, no plano técnico mais estrito, já não fazia parte da Administração.
Claro que quase todos achámos que tudo aquilo estava mal, era opaco e indiciava tráfico de interesses e influências.
O problema é que depois, quando se chega cá á santa terrinha, impera o duplo padrão e já vale tudo o que se critica lá fora,
Hipocrisia pura, lá está, dos que apareçam agora a clamar pelas legalidades técnicas.

Passos Perdidos

Alguns Deputados à Assembleia da República eleitos por Setúbal continuam em silêncio sobre as graves suspeitas à volta do PDM da Moita

Questões importantes se podem colocar em democracia.
Esta é uma reflexão que não traz consigo respostas, antes só coloca perguntas, e simplesmente termina com interrogações.

Por exemplo:
• Para que serve um Deputado?
• Qual é a fonte de soberania que está na base da eleição de um Deputado e de todo e qualquer representante eleito num Estado em Democracia? O Partido que o colocou em posição elegível? Ou os Eleitores a quem demandou o seu voto?
• E em função dessa relação, a quem deve um Deputado defender e acompanhar em primeiro lugar nas vicissitudes eventuais da vida política e nas aflições colectivas no decurso da Legislatura? Deve o Deputado andar sempre com os olhos postos nos de cima? Ou sempre atento às necessidades e apelos dos Eleitores da sua base eleitoral?
• E para sermos mais exactos, quando citamos ‘os de lá de cima’ e ‘os cá de baixo’, quem está na base de toda a soberania em países como Portugal? De quem fala a Constituição da República Portuguesa no nº1 do seu Artigo 3º - (Soberania e legalidade)?
• Qual o vínculo e o interesse regulares que um Deputado deve manter com todos os Eleitores, e nomeadamente com os Eleitores do Círculo pelo qual foi eleito?
• Na memória dos Eleitores, o que pesará mais: uma Campanha Eleitoral de 4 semanas ou uma presença viva e politicamente solidária ao seu lado durante 4 anos de legislatura?
• Será que merece resposta uma carta dirigida a um Deputado da parte de um grupo de Eleitores?
• Será que merece resposta um pedido de reunião colocado a um Deputado por um grupo de Eleitores?
• Perante problemas graves, de ética, de legalidade e de justiça altamente questionáveis, como são manifestamente os pontos negros do Processo de Revisão e do Projecto de novo PDM da Moita, importará a um Deputado tentar directamente conhecê-los e ouvir as partes, ou ignorá-los e silenciar a sua voz de Deputado, virando as costas aos Eleitores e imitando o famoso macaco sábio que não vê, não ouve, não pensa e nada diz?

Vêm estas e outras dúvidas a propósito do facto de registarmos com grato prazer e vivo reconhecimento o interesse e a afirmada solidariedade, traduzida em cartas e telefonemas de apoio e estima que temos recebido de alguns Deputados à Assembleia da República eleitos pelo Distrito de Setúbal.
Deputados que igualmente nos têm recorrentemente visitado, e nos têm igualmente recebido em múltiplas reuniões em São Bento.
Deputados que têm levantado a sua voz no Plenário da Assembleia e em numerosas outras diligências políticas em defesa da ética e da transparência na gestão da ‘res publica’ na Moita.
Deputados que têm colocado ao Governo da República e à Câmara Municipal da Moita inúmeros Requerimentos muito pertinentes sobre aspectos globais, ou direccionados com incidência certeira a alvos precisos relacionados com toda a nebulosa de urbanismo aparentemente sem lei misturado com negócios aparentemente sem freio no nosso Município.

É justo citarmos os nomes dos Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista Alberto Marques Antunes, Maria Manuel Fernandes Francisco Oliveira e Vitor Manuel Sampaio Caetano Ramalho
É justo citarmos o nome do Deputado do Grupo Parlamentar do PSD Luís Filipe Carloto Marques, Vice-Presidente do MPT Movimento o Partido da Terra
É justo citarmos os nomes dos Deputados do Bloco de Esquerda Mariana Rosa Aiveca Ferreira e Fernando José Mendes Rosas
É justo citarmos o nome do Deputado do :: CDS-PP Nuno Miguel Miranda de Magalhães

Outros Deputados à Assembleia da República, de outros Círculos Eleitorais, têm igualmente mostrado a sua solidariedade política para connosco. Mas nesta reflexão, citamos apenas os Eleitos por Setúbal.

Teríamos todo o prazer em poder citar outros Deputados eleitos pelo nosso Distrito, mas não podemos com igual justiça fazê-lo.

É natural que os restantes Deputados eleitos nas Listas do PS (Alberto Arons Braga de Carvalho , Ana Catarina Veiga Santos Mendonça Mendes , Joaquim Ventura Leite , Maria Teresa Filipe de Moraes Sarmento Diniz e Sandra Marisa dos Santos Martins Catarino da Costa ) e do PSD (Fernando Mimoso Negrão e Luís Filipe Alexandre Rodrigues ) possam de algum modo dizer que os seus Grupos Parlamentares têm dado a atenção devida à nossa resistência em favor da Lei e contra a escuridão, mediante a intervenção de outros dos seus pares.

Mesmo assim, uma sua atenção pessoal seria, será caso surja sempre saudada.

Mas o que dizer do silêncio e da ausência dos Deputados Francisco José de Almeida Lopes e Maria Odete dos Santos (Deputados do PCP na Assembleia da República - X Legislatura ) e da Deputada Heloísa Augusta Baião de Brito Apolónia (Partido Ecologista "Os Verdes" Grupo Parlamentar ) ?

Até à data de hoje, a sua intervenção e o ar da sua presença tem sido zero. Se amanhã nos procurarem ou responderem aos nossos inúmeros contactos e apelos, serão muito bem recebidos, é evidente. E por isso lhes agradeceremos então.

Mas entretanto, …
• Por que razão não respondem às nossas cartas e apelos?
• Por que razão não nos visitam nem nos recebem pessoalmente em São Bento?
• Por que razão não nos contactam nem mandam contactar, a dar conta do que ajuizaram ou diligenciaram após as nossas reuniões de trabalho e informação com os seus Assessores na Assembleia?
• Por que razão não tiveram 1 minuto para nos dizer “Boa tarde!” e nos cumprimentar pessoalmente quando nos reunimos com os seus Assessores na Assembleia da República, mesmo quando isso lhes custaria apenas 5 passos entre a sua mesa de trabalho e o nosso grupo de Munícipes especados à porta do seu Gabinete?

Seriam esses passos perdidos, se tivessem sido dados?
Ou seriam ganhos?

A vida nos ensinará.

Leitor

ESPECIAL CARNAVAL 2005 no Selecções do AVVisual


Faça Você Mesmo o seu Kit Buldozer !
Começa no SAVVisual a maratona carnavalesca de 2005.

O sensacional projecto, "Faça Você Mesmo" do Kit Buldozer, é um passo a passo para que possam construir o vosso próprio Buldozer e ficarem assim preparados para destruir todo o património histórico de Alhos Vedros e Arredores !

(Este Kit Buldozer foi mesmo feito e esteve em exposição no eXporádico de 2005 porque como os nossos leitores se deverão recordar a Cadeia Velha, que serviu como primeiros Paços do Concelho de Alhos Vedros, tinha sido derrubada em Novembro de 2005, por um empreiteiro local com a conivência da dupla dinâmica, João Lobo/Rui Garcia, que na altura e agora também, se estão bem cagando para o nosso património e para os cidadãos do actual concelho moiteiro)

Lá vem mais Bomba!

Responsável de ordenamento do território participou na revisão de plano da Moita
José António Cerejo

Antes de assumir as suas actuais funções, Fonseca Ferreira foi, durante três meses, uma peça central da equipa a quem foi adjudicada a polémica revisão daquele plano municipal
a António Fonseca Ferreira, o urbanista que preside desde 1998 à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, integrou, em lugar de destaque, a equipa com que o gabinete de projecto do arquitecto Luís Bruno Soares ganhou, em 1997, o concurso público para a revisão do Plano Director Municipal (PDM) da Moita. Fonseca Ferreira confirma que participou em "trabalhos preliminares" da revisão do plano, mas garante que se desligou da equipa quando entrou para a CCDR.A cargo do antigo director de planeamento estratégico da Câmara de Lisboa estavam os sectores fulcrais da estratégia de desenvolvimento do concelho, da habitação, do mercado imobiliário e dos solos. Com muitos planos de ordenamento no seu currículo, grande parte deles em colaboração com a empresa de Bruno Soares, Fonseca Ferreira - um socialista das áreas mais à esquerda do PS - já tinha sido, em regime de profissão liberal, um dos autores do PDM da Moita de 1993, ainda em vigor.
De acordo com a proposta apresentada em Fevereiro de 1997 no concurso para a revisão deste plano, o então responsável pela requalificação da frente ribeirinha de Lisboa ficaria a liderar todos os trabalhos relativos ao planeamento estratégico. A coordenação geral da vasta equipa que meses depois ganhou a adjudicação, por 225 mil euros, pertenceria a Bruno Soares.
Entre as tarefas que a proposta atribuía a Fonseca Ferreira encontrava-se o estudo do sector da habitação no município, "procurando estimar as carências quantitativas ainda existentes e caracterizar o tipo de oferta nos últimos cinco anos, assim como o tipo de promotores que intervêm no concelho, as suas estratégias, capacidades e projectos". Com recurso a diversos instrumentos de trabalho descritos no documento, entre os quais se encontravam "entrevistas a promotores imobiliários locais", competia-lhe a "definição de objectivos, estratégias, linhas de desenvolvimento e condicionantes (internas e externas) para os sectores da habitação e imobiliário no concelho".
Ainda no final de 1997, Fonseca Ferreira iniciou o seu trabalho, recolhendo informação documental e reunindo-se com os vereadores e dirigentes dos serviços municipais. Três meses depois, porém, foi nomeado presidente da Comissão de Coordenação Regional (actual CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo - entidade a quem compete um lugar central no acompanhamento, e em certa medida na fiscalização, em nome do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, da elaboração de todos os PDM da região.
"Dei o meu contributo nesses primeiros três meses, mas desliguei-me quando assumi estas funções, em 16 de Março de 1998", disse o presidente da CCDR ao PÚBLICO, acrescentando que comunicou "verbalmente" esse facto ao coordenador da equipa e à Câmara da Moita. Fonseca Ferreira adiantou que não teve qualquer influência na preparação de oito protocolos de iniciativa camarária que, segundo os adversários do projecto de revisão do plano, favorecem os grandes promotores imobiliários e são de legalidade duvidosa.
"Se eu fosse autor da matriz daquele que veio a ser o projecto de revisão desse PDM assumiria isso como uma inibição", afirmou Fonseca Ferreira, a propósito das funções de tutela que lhe cabem enquanto presidente da CCDR. Sustentando que se limitou a participar em "trabalhos muito preliminares", vincou que não se lhe põem quaisquer questões "do ponto de vista legal ou ético", pois passaram nove anos. "Sinto-me perfeitamente à vontade para tentar resolver os problemas levantados", concluiu, referindo-se às críticas ao projecto que a CCDR tem acarinhado e sobre o qual terá de se pronunciar.


Pois, isto é um país muito pequeno.
Uma mão lava a outra e as duas lavam o resto.
Nada como ter os contactos certos para tudo deslizar à maneira.
Façam a regionalização e vão ver como - obviamente - os pareceres das entidades fiscalizadoras são sempre favoráveis aos projectos.
Mas claro que é tudo legal, não há qualquer incompatibilidade, tudo é transparente.
Numa coisa Fonseca Ferreira tem razão, desde 1997 este PDM deu muitas cambalhotas.
Mas acredito que foram cambalhotas seguras, informadas e certificadas com todos os pareceres necessários por parte de quem já tinha feito parte da equipa que apresentou o trabalho.
Coisa m'á linda que esta democracia que temos não há