segunda-feira, setembro 17, 2007
A Festa no seu melhor
Qualquer semelhança com as realidades conjugais moiteiras é resultado de pura maledicência.
Ou não.
Mesmo comigo?
É que eu e os colectivos...
Ainda para mais órgãos.
Que quando são colectivos, não são nada higiénicos.
Os meus órgãos são muito privados.
Tudo muito lavadinho depois de usar.
E em dedicação exclusiva para potenciar o desempenho.
Não gostam de misturas.
Essas coisas colectivas metem-se espéçe.
Dão-me com cada ataque de caspa que é dos diabos.
E urticária.
E a pessoa coça-se.
E corrimento nasal.
Uma porcaria.
Uma desgraça de se ver.
Mas se querem contar comigo, aguentem-se.
domingo, setembro 16, 2007
Os Clássicos da Ficção Científica do AVP
“Neste Dia do Município quero garantir-vos que, apesar de tudo, continuamos a trabalhar com ânimo, com determinação e com sensibilidade nas mais diversas frentes que são da nossa responsabilidade, e que numerosas obras e projectos estão em movimento.
Reafirmo, olhos nos olhos, que o nosso caminho é, sempre foi e será o de uma gestão autárquica dedicada ao serviço das populações, solidamente ancorada numa inabalável ética de serviço público e audaciosamente voltada para fazer da Moita um terra de bem-estar à beira Tejo” – sublinhou João Lobo ao encerrar a sua intervenção no Dia do Município.»
E de onde veio isto há ainda mais excertos antológicos dignos de um Stanislaw Lem, grande autor polaco, conhecido por obras como Czas nieutracony: Szpital przemienienia e Solaris.
Foi simpático

AVP Boa Onda
O vídeo é assim um bocadinho cócó, mas a música é boa para abanar uma matinée dançante.
Está prometida
Entretanto, o balanço do semi-mandado do poder moiteiro vai esperar pelo inícioo da semana.
Vai tardar um dia ou outro, mas não vai perder pela demora isso vos garanto.
Umas dúvidas por esclarecer
Da TSF:
«Processo das reformas compulsivas arquivado
Sem provas para avançar, o Ministério Público decidiu arquivar o processo das reformas compulsivas na Câmara Municipal de Setúbal, que tinha sido aberto por suspeita de conluio entre os trabalhadores e os responsáveis autárquicos.»
Esta notícia levanta-me algumas questões, em especial atendendo à reacção que já despertou na tertúlia amoitada e nos seus pseudo-comentadores, mais excitados.
Vamos lá a ver se nós nos entendemos:
- Quantos processos são arquivados por falta de provas, sem que isso signifique os factos não tenham existido?
- Quantos processos são arquivados alegadamente por não existirem provas, mas principalmente porque há quem não tenha vontade de as encontrar?
- Afinal quem foi que mandou Carlos de Sousa sair do cargo, à força e contra vontade do próprio? Os blogues? A oposição setubalense? O Dalai Lama? Não! Foi o seu próprio Partido que em nome do Colectivo o fez sair, mandou calar e deu uma chucha para ele se entreter numa prateleira quase dourada.
Por tudo isto seria bom que quem faz grandes alaridos com este arquivamento, depois não se queixasse de outros arquivamentos, tipo Somague, ou mafia dos bingos.
Porque a lógica dos arquivamentos em Portugal serve a todos e não apenas para alguns.
Quanto ao Carlos de Sousa os primeiros a pendurá-lo em público foram os camaradas, os mesmos que se calhar seguram outros autarcas cá da zona apenas porque sabem que certas provas são difíceis de achar, que se consegue que certas influências se movam para as não achar e porque, no fundo, este país é uma bandalheira onde Valentins, Fatinhas e Isaltinos, arquivados ou não arquivados, acham que a legitmação eleitoral à moda caciquista vale para lavar mais branco.
O facto de não encontramos o corpo, não quer dizer que o defunto não esteja morto e a cheirar mal.
sábado, setembro 15, 2007
A excelência é possível!!
E mai'nada que os gajos não valem nada.
A selecção de râguebi enche a alma do AVP de alegria.
Agora é só impedir que eles cheguem aos 100, nem que seja despindo-lhes os calções á dentada.
Alma e pensamento gémeos
(Expresso, 15 de Setembro de 2007, p. 9)
A muralha é de aço, mas um gajo não é de ferro
Tudo legítimo, tudo legítimo, que o rapaz é sério e não se deixa entusiasmar com os exemplos vindos de cima.
Há Boas Vidas
Filho de pais cheios de empresas de fama (Vista Alegre, Tofa), infância na linha, adolescência desportista e cursinho na Católica.
Estágio em empresa da família e carreira em outra empresa familiar.
E assim se faz um sucesso do caraças, não digo que sem esforço, mas com as portas todas abertas.
Como não nasci num berço desse género, foi tudo muito mais difícil, incluindo vida profisional bem atribulada muitos anos, com mudanças de empregos, períodos de desemprego, etc, etc, até acabar por estabilizar em baixa em relação aos tempos da agitação.
O problema do berço - pobrezinho ou apenas remediado mas honrado - não poderia resolver.
Já quanto ao resto podeia ter arranjado um cartão partidário.
Nos dias que correm é só vê-lo(a)s a subir.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Também para o fim de semana
O aproveitamento da reportagem fotográfica do Vítor Cabral sobre as festarolas moiteiras com muita matéria digna de gozo, desde antropófagos a filmarem criancinhas, até jovens estrelas políticas locais no esfrega-esfrega, não esquecendo a habitual galeria de horrores que marca a chamada tradicional Tarde do Fogareiro, evento de fundação ancestral, coisa para ter sido fundada para aí nos primeiros anos do século XXI.
Para iniciar no fim de semana
Desde o ante-pré-projecto da Piscina Municipal até ao pós-pós-projecto do Pavilhão da Baixa da Banheira.
Tudo obra feita e linda, como o reperfilamento onde se enterrou mais de um milhão de contos a juntar à absoluta estupidez do dique, tudo obras em prol de um espelho de lama que atrai a população para o rio, de modo a observar os restos de pneus na maré baixa, mais as latinhas de cervejola que o belo moiteiro só sabe atirar para a água porque os chavelhos lhe dificultam o acerto nas papeleiras e contentores do lixo.
Como se vê, será o AVP má-língua no seu melhor, para desgosto das almas sensíveis que criticam os maus costumes aos outros, mas fecham os olhos à boa vida dos camaradas.
(Mais uma) Tradição Inventada
De O Rio:
«Com a chegada do fado vadio, o “huga-huga” e muita música, está tudo preparado para se dar início ao mais famoso almoço dos festejos populares, que se prolonga pela tarde fora. É assim a Tarde do Fogareiro, durante a qual se assiste à maior concentração de gentes da Moita e seus amigos e familiares, num local único de convívio e animação.
A Tarde do Fogareiro tem vindo, ano após ano, a conquistar cada vez mais adeptos, destacando-se como uma das fortes atracções da Festa em Honra da Nossa Senhora da Boa Viagem.»
Não nos gozem! Ano após ano?
Quantos dedos de uma mão já se passaram?


