sexta-feira, julho 21, 2006

Pode ser útil...




O site da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Permite pesquisas na legislação sobre questões ambientais e não só.
Aqui temos acesso a umas publicações que se podem descarregar e que, não é por nada, mas são assim um bocadito úteis para discutir o ordenamento do território e outros assuntos.
Mas também há uns roteiros interessantes, por exemplo sobre património medieval, onde lá temos em destaque o que interessa. Um outro sobre o sal e outro sobre o Tejo, de 1995, onde a participação da autarquia moiteira é minúscula, assim como o roteiro museográfico, dá os resultados deprimentes que bem conhecemos.
Algumas coisas são muito superficiais mas não deixam de ter o seu interesse.

AV1 (que, por estranho que pareça, não conhece ninguém na dita CCDR)

Para os entendidos

Ainda está aberta até 9 de Agosto a discussão pública do PNPOT - Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território.
Eu como sou ignorante nessas - e em quase todas - matérias técnicas e só tenho opiniões que valem o que valem, recomendo que os "especialistas" e "entendidos", pelo menos de papel passado, contribuam para o melhoramento da proposta pois, ao contrário dos hábitos que por aqui temos, a coisa permite o acesso online às propostas técnicas, relatórios, pareceres e a outros estudos, mais a possibilidade de se preencher uma ficha de participação.
A fartura é tanta que um tipo até estranha.
Pelas nossas bandas, nem às Ordens de Trabalhos para as reuniões de veração temos acesso, quanto mais estudos colocados online para que os cidadãos possam debater os assuntos com a devida informação!
Mas se fizermos um requerimentozinho... e usarmos os canais devidos... talvez possamos ficar conhecidos e, sei lá, ganharmos um autocolante e uma palmadinha nas costas.

AV1

Béque ine bizniz beibi


A suspensão do AVP, para descansarmos e respirarmos, esteve condenada desde o início, a não acontecer e resultou de uma avaliação da nossa parte que padeceu de dois equívos, a saber: primeiro, que éramos capazes de a respeitar; segundo, que as circunstâncias o permitiriam.
por isso, e embora o AV2 esteja quase de férias e eu o deva seguir em Agosto, o melhor é assumir que o AVP vai continuar de forma regular, mesmo permanecendo em estudo a hipótese da sua migração para outro servidor e uma remodelação do seu aspecto.

AV1

O Eterno Retorno

A guerra volta a destruir o Líbano, duas décadas depois da última grande confrontação entre árabes e judeus naquela zona.
Na época a ocupação do sul do Líbano pelos israelitas levou ao que conhecemos, com os massacres nos campos de refugiados palestinianos à cabeça, graças às conivências entre as mílicias cristãs libanesas e as tropas israelitas.
O Líbano é daquelas nações que teve azar com a sua localização e a sua população é que sofre com isso, vítima dos fundamentalismos que a rodeiam.
É óbvio que a reacção israelita é brutal.
É óbvio que o Hezbollah está a fazer apenas o jogo iraniano, afastando a pressão diplomática da questão nuclear.
É óbvio que, dos dois lados, não há qualquer preocupação com os danos colaterais e, no fundo, o problema palestiniano é apenas instrumental.
Aquele conflito é diferente de muitos outros que conhecemos porque contém um fortíssimo choque religioso, ideológico e político, para não falar nos interesses económicos.
Entretanto, dizem os compêndios dos lugares-comuns do jornalismo, que o Líbano já foi a "Suíça do Médio Oriente".
Amin Malouff é um escritor com origem em família árabe, que cresceu no Líbano com uma educação cristã, tendo acabado por, em adulto, viver em França na sequência da sua diáspora familiar.
É, portanto, o retrato da tão apregoada multiculturalidade libanesa e representa a sua parte lúcida e não fundamentalista.
Este é o excelente livro (de que há já tradução portuguesa) em que ele explica como foram as suas origens e ajuda a percebermos a confusão libanesa, assim como um seu livro anterior - As Identidades Mortíferas - explicava como a cegueira identitária e purista, que tende a excluir a diferença, pode ser a origem da nossa destruição.

AV1

quinta-feira, julho 20, 2006

Pensamento da Noite







Nunca te deixes apanhar entre dois grupos de loucos.


AV1 (com cartoon de Pietar Pismetrovic)

Descubra os erros...




Hoje deu-me para isto que hei-de fazer?
Mas uma minhoca retirada da publicidade existente na imprensa local.
Em primeiro lugar, não tentem aceder ao site referido neste anúncio, pois nem o endereço parecem saber publicitar (daí eu ter sido apenas a entrada nº 34). Afinal, o certo é este, que um tipo com esta idade já percebe como é que estas mentes brilhantes funcionam.
O espaço é simples, mas arejado (o do site e o da escola também parece que sim).
O Projecto Educativo é pura poesia, mas vou-me escusar a gozar com o vazio habitual nestas prosas de tido pedagógico-eduquês.
Apenas, em missão de serviço público, destacaria a frase assinalada, voltando a sublinhar a importância do uso da acentuação e pontuação em quem pretende educar crianças dos 6 aos 12 anos.
O anúncio na imprensa também tem 3 errozitos menores, cuja descoberta deixo aos leitores mais desocupados.
Repito que, tal como no outro caso mais abaixo, isto se trata de um estabelecimento de ensino, não de um blog de um par de marmelos irresponsáveis e linguarudos.
Desculpem lá, pois, se não aparecer a bater-vos à porta.
Ainda por cima fica na envolvente à "Catedral".
Apre...

AV1

Felizmente...

... a direcção pedagógica da ETPM percebeu que dá muito mau aspecto ter um site de um estabelecimento educativo com aquele aspecto e foi rapidíssima na resposta e correcção dos erros. Regista-se aqui a resposta:

«Obrigado pelos reparos feitos. Já procedemos à sua correcção.
O site foi feito por uma empresa externa à Escola, daí os erros que existiam.
Cumprimentos.»


Eu apenas gostaria que todos tivessem a mesma atitude quando se lhe apontam erros evidentes.
Pois errar é humano.
E acertar também.

AV1

Mas há mais...

... pois, os conteúdos são escassos, mas permitem-nos uma colheita muito interessante de asneirices "competemtes", fruto de um "empreendedorismo" que surpreende o próprio tecido "éconómico".
O primeiro parágrafo é, ao nível da construção, resultado de um atroz esforço, sei lá se de um tradutor automático de svengali para tuguês, a língua dos tugas.
Se isto é uma Escola, ou quer ser, que tal um pouco mais de atenção, para não dizer de ausência de desleixo?
O engraçado é que no site não há referência a responsáveis por nada de nada, nem o habitual "quem somos".
Como sou um gajo porreiro, dei-me ao trabalho de mandar um email à Direcção Pedagógica e outro à Direcção Executiva da instituição, mais que não seja, para que os erros sejam corrigidos o mais rapidamente possível.
Já me ri o suficiente - assustei até uns cães que estavam na rua com as gargalhadas - agora podem corrigir o muito que há a corrigir.
E a desculpa do "site em construção" e que a culpa é dos informáticos que não sabem escrever, que é sempre usada nestas circunstâncias não vale, pois deve existir um controle sobre a produção destes conteúdos.
Ou não?
É que isto não são questões técnicas de concepção do site, é mero desconhecimento de regras básicas do nosso linguajar oficial.
Se isto é uma escola com reconhecimento oficial do Ministério da Educação e resultado de uma parceria com todas as autarquias do concelho, não sei que vos diga, não sei que vos faça...

AV1 (tão curioso quanto a quem irá aparecer a dar aulas nesta Escola, sei lá, é cá um feeling que sobe por mim acima e depois desce por mim abaixo)

Isto é suposto ser uma Escola?

E lá voltamos ao mesmo.
Eu acho que os meus pais, apenas com a 4ª classe, têm direito a dar uns erros quando escrevem uma carta.
Eu acho que os meus amigos que abandonaram cedo a Escola para trabalhar ou para fazer outras coisas que então pareciam mais divertidas, também têm direito ao seu pontapé na Gramática e, em boa verdade, acho de mau-gosto armarmo-nos em picuínhas com isso.
Agora...
Agora uma Escola que se anuncia como a luz ao fundo do túnel para a Educação neste concelho colocar online um site pejado de erros dos mais básicos é demasiado... demasiado... demasiado... sei lá, está prestes a sair-me uma asneira de tipo africano, grossa e comprida.
Vejamos o site da Escola Técnica e Profissional da Moita e a página onde se anunciam os cursos: temos o Curso de Contabilidade que entre outras saídas profissionais tem a de "acessoria de administração"; temos o curso de Técnico de Secretariado que é no domínio das "das relacções Humanas"; por fim temos o Curso de Animador " ANIMADOR SÓCIOCULTURAL " (hífens para que vos queremos?) em que se afirma qualquer coisa que acaba prometendo que "é capaz de proporcionar nas multipas actividades como terapeutica Ocupacional num futuro de modernidade".
.
Estas citações são tiradas directamente do site, copiadas e coladas aqui.
Eu não estou a inventar nada,
Isto é suposto anunciar uma ESCOLA, caramba.
Quem é responsável por isto?
As mesmas pessoas das placas do "benvindos"?
Os mesmos orgulhosos "acessores" dos "ás"?
Quem vai ser o corpo docente desta "Escola"?
Eu sei que quando se vai ao espaço do Projecto Educativo levamos com um texto deste nível
"No momento, ainda estamos a elaborar o conteúdo do nosso Site Web. Irá demorar um tempo até que possamos informá-lo no nível habitual. Por favor, volte a visitar-nos num momento ulterior. Obrigado pelo seu interesse!"
.
Ou seja, só depois de elaborado o conteúdo será possível aceder à informação no nível habitual. Mas se ainda não tem conteúdo como podemos ter acesso a um nível que nunca existiu?
E então a maravilhosa construção da frase e o detalhe do momento "ulterior".
Isto promete.
Para educar analfabetos funcionais nada como alguém que os compreenda e partilhe das suas dificuldades.

AV1 (o erudito, com imagens recolhidas no site que é para não dizerem que coiso e tal)

Desculpem lá se sou chato...





... mas houve quem me fizesse assim.
Ou isso ou as reguadas cada vez que dava erros nos ditados.
Eu sei que não devemos ser muito rigorosos e formalistas, que todos têm direito ao erro, que temos um Ministério da Educação que dá agora duas oportunidades a quem falha e tudo, mas já não seria tempo dos "agentes económicos" locais e a imprensa local (e eventualmente alguma agência de publicidade) fazerem uma "vaquinha" (salvo seja...) e comprarem um corrector ortográfico ou, pelo menos, usarem uma versão do Word como a minha que me chateia logo, mal eu me engano, mesmo que seja ao dar um espaço a mais entre as palavras ou quando meto uma vírgula onde não devo.
Depois até podiam alugá-lo a alguns serviços camarários e tudo.
Já cansa todas as semanas a mesma asneirada.
Para que conste à nova gerência da Casa Lavos, o que se coloca nos bolos é "açúcar" e se está aberto das 16h00 "às" 20h00, porque raio está aberto das 07.00h "ás" 13.00h e depois folga "á" 2ª feira. Já não falo na falta de uniformidade de apresentação do horários, mas o problema dos "ás" começa a parecer uma epidemia, que também ataca a 5ª Forma, "espaço adaptado ás necessidades das empresas" e que faz formação, entre outras áreas na "criacção" de páginas web.
Eu ainda podia continuar com os anúncios de instituições com fins educacionais, mas por agora fico-me pela primeira página da edição de hoje do JM.
Eu sei que parece ser moda demonstrar ignorância e ainda se orgulhar disso, mas um bocadinho, só que fosse pequenino, de brio nunca fez mal a ninguém.

AV1

Crise, qual Crise? II

No Estado Central também não há, se não vejamos:

«Estado recebe 10 mil novos funcionários em seis meses
Função Pública engrossou no primeiro semestre de 2006, tendo agora mais funcionários do que no início do ano, e complicando assim os planos de José Sócrates para emagrecer a Função Pública em 75 mil efectivos até ao final da legislatura.» (Diário Económico)

As explicações dadas pelo Secretário de Estado da Administração Interna são risíveis ("os dados estão certos, mas incompletos..." o quê ainda há mais?) com uma elaborada teoria das substituições, assim como a análise de um especialista que na TSF afirmava que o Estado "respira por si próprio" e aumenta de dimensão mesmo contra a vontade do Governo!
O quê?
Então acham que estes 10.000 entraram sem autorização governamental e que parte deles não foram directamente para gabinetes ministeriais e para cargos de nomeação política?
Brincamos ou quê?
Somos todos uns palermas que engolimos toda a papa que nos dão?
Se querem forçar a lei da mobilidade façam-na de forma mais delicada, não com supositórios destes.

AV1

Crise, qual Crise?







Na Câmara de Lisboa certamente que não há.
Só em assessores exteriores aos quadros da autarquia temos quase 180 jobs for girls and boys, 104 avençados e 74 requisitados aos serviços.
O desvario é completo com certos vereadores sendo a média dos vereadores laranja algo muito próximo dos 20 assessores, sendo Gabriela Seara a recordista com 22, 11 deles aveçados. Carmona Rodrigues é o campeão dos avençados com 18.
Mas o engraçado é que a Oposição de esquerda, mesmo sem pelouros também vai na onda, em especial o Bloco de Esquerda onde o paladino da moral e dos bons costumes, José de Sá Fernandes tem 9 avençados a trabalhar para ele pagos pela autarquia à média de 1900€ mensais (num total de 200.000€ anuais), mesmo assim o valor médio mais baixo - em conjunto com Maria José Nogueira Pinto, mas esta tendo pelouro e só 6 assessores - porque o Bloco tem muita malta jovem que trabalha por pouco dinheiro.
Por comparação, a CDU é um modelo de frugalidade com 5 assessores para 2 vereadores e o PS com 12 assessores para 5 vereadores.
Custo disto tudo: quase 3 milhões de euros anuais.
De onde vem o dinheiro?
Boa pergunta, especialmente em tempos de teórica contenção.

AV1 (com notícia do Público de hoje)

quarta-feira, julho 19, 2006

O Progresso como deveria ser...







... em todo o lado, mas só pode ser para alguns.
No nosso concelho, qualidade de vida é para quem tenha carteira bem mais recheada do que a minha ou então para autarca em final de carreira, já aposentado.
Fica para o lado de Sarilhos, os Pequenos, e parece ter bom aspecto.
Pelo menos à primeira vista.
Pelo menos se o projecto não acabar enxertado.
A ver vamos, dizia aquele senhor cego para o gorducho que costumava pedir esmola na Avenida Alfredo da Silva, no Barreiro, que dizia a lenda ser pessoa de posses e pouco que fazer.

AVI (com imagem chegada por Mão Amiga)

Um Concelho, Dois Sistemas

Um destes dias ainda passo por lá a sério, numa mesmo de suportar a simpatia floreada do pessoal vendedor.
É que parece que Sarilhos Pequenos está ser encarado como o único espaço não destinado a queimar por completo no concelho, a menos que acabe como o Palmella Village no concelho aqui ao lado onde também diziam que ia haver muita coisa (Centro de Estágio, Campo de Golfe, patati, patatá), que só um ingénuo ou um lisboeta distraído acreditaria ser possível naquele espaço, com as autarquias gulosas que temos.
A ser verdade tudo o que a propaganda anuncia, vai ser uma espécie de aldeia gaulesa em tons de verde e azul (mail'o amarelo das casinhas) encravada no meio do território romano betonado.
Querem ver que ainda acabo por mudar de freguesia?
Só que eu já estou velho para ser comido por parvo e quero ver até que ponto tudo isto avança como o prometido.
Quer dizer...
Avançar, avança, porque já lá está, mesmo se as formalidades só foram completamente cumpridas há pouco.
Resta saber se...
Mas também é verdade que isso não é propriamente prática invulgar por estas bandas.
Enfim, como escrevia um leitor amigo, não temos nada contra aquilo que venha a ser feito de bom no concelho, só custa é ver que isso é feito quase paredes-meias com o desfeamento de tudo o resto.
Custa ver que num concelho, parecem existir dois sistemas de decisão, e que a alguns saiu a fava, enquanto a outros saiu o brinde.
Mas são azares, acasos, coincidências, sei lá.

AV1 (com foto chegada por Mão Amiga)

Descubram as diferenças...
















... e depois expliquem-mas que eu sou reconhecidamente de compreensão lenta.

AV1 (com notícias de O Rio)

Proposta de Revitalização do Artesanato

O nosso amigo Luís Guerreiro, antes de ir de férias, deixou-nos um texto para divulgação, apenas com o pedido de respeitarmos a precedência de publicação no jornal O Rio, o que aconteceu na edição de ontem, na página 14.
Desta forma, já podemos usá-lo aqui e então cá vai disto:
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«Atendendo às verdadeiras raízes da região em que vivemos, em que as actividades artesanais tradicionais se viravam para a manutenção da sobrevivência das populações e para a satisfação das suas necessidades básicas em ligação com as actividades económicas (pesca, agricultura, salicultura, moagem, construção naval, olaria, exploração das florestas, etc) tinha todo o interesse que parte do projecto Alhos Vedros Cultural, proposto pela vereadora, Vivina Nunes, tivesse um cunho etnográfico e apostasse na revalorização de tais actividades.
A Feira de Artes e Ofícios, pode ser um elemento chave para esse processo de revitalização da Arte e Artesanato no Concelho da Moita, como passarei a explicar.
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Mais do que uma mera mostra de Artes e Artesanato o que proponho seria um pólo dinamizador económico através desses meios artísticos locais, que funcionariam em conjunto com os nacionais, que já existem como é o caso das Rotas da Cerâmica e do PPART, Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais.
Dos espaços aventados por Vivina Nunes, para o projecto, Alhos Vedros Cultural, os mais capazes de integrar este meu projecto seriam o Moinho de Maré de Alhos Vedros que seria óptimo se desse para criar um espaço museológico, onde se mostrasse o artesanato tradicional, como os objectos que serviram nas actividades da salicultura da moagem da construção naval e da olaria, que em particular tinha um carácter funcional na empresa dos descobrimentos , só para citar um exemplo, os moldes que serviam para fazer o biscoito e o pão de açúcar, que eram alimento base das Naus e Caravelas nos séc. XV e XVI, eram fabricados na Mata da Machada, que era então parte integrante do Concelho de Alhos Vedros.
Seria muito importante a existência do Moinho de Maré de Alhos Vedros como um núcleo com uma exposição permanente de objectos ligados ao artesanato tradicional que pudesse funcionar como atracção para actividades com as escolas e ao mesmo tempo que pudesse ser regularmente dinamizado por exemplo com a moagem e também proporia à CMM a compra duma salina e a sua exploração didáctica, que poderia ser rentabilizada com a venda de sal marinho, que já tem um valor elevado no mercado, o Museu do Moinho de Maré, poderia efectuar a sua venda permanentemente.
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O espaço do ainda Mercado de Alhos Vedros poderia ser aproveitado para a realização de "oficinas criativas" através do intercâmbio com artesãos de zonas com tradições similares, sendo de destacar o caso de concelhos do Alentejo onde se mantêm vivos diversos núcleos artesanais, como S. Pedro do Corval que é considerada a capital ibérica do barro e que está também nas Rotas da Cerâmica, basta endereçar um convite aos Artesãos dessa localidade, que pertence ao Concelho de Reguengos de Monsaraz, instalar um Forno Cerâmico, no espaço e realizar um grande Ateliê de Olaria, mas este é apenas um exemplo, a Cestaria ou a construção naval tradicional em madeira, através de fabricantes de miniaturas e mesmo com a participação de Artífices que ainda laboram no Concelho da Moita, no Gaio e em Sarilhos Pequenos e noutros concelhos ribeirinhos de Portugal Continental e Insular, poderiam também ser exemplos para outros Ateliês, que se integrariam na Feira de Artes e Ofícios.
As exposições temporárias de artesãos do concelho ou de fora dele, poderiam ter um carácter permanente, neste espaço de Ateliês que eu proponho para o Mercado de Alhos Vedros.
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O Pavilhão de Exposições da Moita através da criação de uma iniciativa anual ligada a uma Feira do Artesanato, em moldes novos, poderia receber Artesãos e Artistas Nacionais qualificados e os parâmetros para a escolha desses Artistas e Artesãos deveriam ser na minha opinião, condicionados por factores económicos reais, ou seja dever-se-ia dar prioridade a quem faz do Artesanato a sua primeira forma de trabalho e só depois aceitar quem faz do Artesanato um segundo emprego ou um passatempo.
Um Artesão ou Artista, poderia ser homenageado anualmente sendo o seu trabalho exposto no Fórum Cultural da Baixa da Banheira, espaço que funcionaria em ligação com a Feira de Artes e Ofícios e durante o mesmo tempo em que ela decorresse no Pavilhão Municipal da Moita.
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O espaço do Fórum Cultural da Baixa da Banheira, poderia também receber ciclos de conferências com pessoas de outras zonas que pudessem promover um intercâmbio de ideias e experiências com os artesãos locais e se fizesse o ponto da situação da acção nesta matéria em outras autarquias.
Como as Artes de Palco fazem também parte da Cultura o Fórum da Baixa da Banheira, poderia acolher performances e actuações de Artistas Locais nas áreas do Teatro, Dança e Música de carácter mais experimental e mais eruditas, a ideia de um encontro de poetas Populares e Eruditos, de que foi mentor o Professor, Evaristo Afonso, com a colaboração de Manuel Luís Beja.
A actuação de grupos folclóricos ou de Canto Alentejano, guardar-se-ia para o espaço de Tasquinhas junto ao Pavilhão de Exposições da Moita, isto não é menosprezar esses grupos mas sim adequá-los aos eventos.
Todo o espaço de Tasquinhas e actuações de grupos das colectividades, estou-me a lembrar do Rancho da Barra Cheia ou do Grupo Coral Alentejano da União Desportiva e Cultural Banheirense, deveriam ser entregues à organização das Colectividades do Concelho da Moita de que somos pródigos e ter um carácter autónomo, mas integrado na Feira de Artes e Ofícios.
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Por último proponho a elaboração de um roteiro do artesanato local (há uma publicação com mais de 10-15 anos já desactualizada) e dos pontos de interesse locais para realização de visitas.»

Luís Cruz Guerreiro (Azulejaria Artística Guerreiro)

Balanço da Requalificação

Agora que já lá vai quase um ano da obra realizada, algumas opiniões afirmam que o balanço da requalificação da Praça da República em Alhos Vedros é, no mínimo, muito positivo e que não têm acontecido algumas das coisas que certos blogueiros previam, como seja o bloqueio da estreita via em que ficou transformada parte da Rua 5 de Outubro.
Talvez assim seja, talvez não.
Mas ainda bem que não foi preciso provar que tínhamos razão, porque isso implicaria que tivesse ocorrido um acidente grave. Não gosto de ter razão dessa forma.
Agora o que me parece indesmentível é que recuperar passeios e ordenar estacionamento à base de pilaretes pode ser muito útil, mas mais útil seria perceber se existe um qualquer projecto de revitalização da zona residencial envolvente, que está em avançado estado de ruína.
Nestes casos o poder público, não podendo culpar o Poder Central, tende a culpar os particulares que deixam as casas ir entrando em derrocada.
Mas seria interessante saber se, quando for necessário voltar a colocar de pé qualquer coisa, que planos tem a CMM para aquela zona que pertence, lembremo-nos a algo como o perímetro tido como da "zona histórica" da vila.
Já percebemos que isso normalmente não serve para nada, mas que tal divulgarem que ideia têm para uma Praça da República efectivamente requalificada.
Por outro lado, não devemos esquecer que muito deram que falar, aqui no AVP e não só, os famosos pilaretes - uns só de delimitação e outros de sinalização luminosa - que nasceram quais cogumelos na zona em causa.Continuo a escrever que a solução é uma entre muitas e que está longe de ser a melhor do ponto de vista funcional ou estético.
Mas já sei que depois os diplomados em arquitectura, engenharia e coisas paisagísticas vão dizer que eu sou uma besta e não percebo nada do assunto.
Pode ser que tenham razão, mas eu continuo a achar que não.

AV1 (com fotos do Brocas)

Serviço Público II



Tal como aqui divulgámos a portaria 137/2005, também divulgamos a portaria 138/2005 para quem precisar de as conhecer na Câmara moiteira.
É que me parece que às vezes há detalhes legais que escapam e lá vem a história que a legislação e o Poder Centrais são maus.
Só os famosos requerimentos é que são bons.
Desculpem lá ir em 2 imagens, mas eu tenho um problema ético com o Photoshop que me impede de perder mais tempo do que o indispensável a fazer seja o que for com ele, pelo que não estive para tentar perceber como fazer uma só imagem toda bonitinha.
Isto aqui é feito nos tempos livres, não dá para melhor.

AV1

Coerência Alternativa





São com os Sonic Youth os verdadeiros portadores da chama alternativa há mais de 20 anos.
Vão estar por Lisboa amanhã e se a minha filha já tivesse idade ia a família toda ao concerto.
Assim vou apenas obrigá-la a ouvir uma dose de Gigantic, Debaser, Monkey Gone to Heaven, Velouria, Cecilia Ann e mais umas quantas.
O Here Comes Your Man ainda pode esperar uns anitos.
As colectâneas das imagens são quase iguais em conteúdo, mas existe uma edição limitada do Death to the Pixies com um segundo cd que é a que eu tenho e a que vale todo o dinheirinho em prazer auditivo.
Para fãs recomenda-se esta visita, e esta e mais esta.

AV1

Os Sopranos na Margem Sul

Relato de um projecto no A-Sul.
Ficção ou realidade?

AV1