Dos artigos mais bem definidores da política PCP/CDU dos últimos anos.Republicamos aqui o texto do António Chora e desejamos que seja ele o cabeça de lista do BE para as autárquicas neste lamentável e actual Concelho da Moita, com Alhos Vedros ainda subjugado e vergado ao poder moiteiro."O PCP/CDU realizou há pouco tempo algumas iniciativas relacionadas com a sua gestão autárquica e não se cansou de auto elogios em que é pródigo.
Para esta força politica que nos desgoverna à 34 anos, tudo o que está feito no concelho é obra sua, e o que não está feito é culpa dos governos centrais que, tal como eles, nos tem desgovernado ao longo dos anos.Foram feitos alguns parques, arranjos nas vias de comunicação, uma ou outra biblioteca, o Fórum José Manuel Figueiredo, os esgotos foram retirados das ruas e encaminhados para o rio Tejo, as ruas betonadas verdade, mas são 34 anos de governação. Mas se verificarmos quem subsidiou com a maior verba, constatamos que foi dinheiro oriundo da União Europeia que tanto criticam, e onde não se cansam de dizer não deveríamos ter entrado e o restante vindo directamente do Orçamento Geral do Estado.
Trabalho feito pela PCP/CDU e com meios financeiros próprios, foi a criação de um PDM (Plano Director Municipal) que se limitou a criar mais e mais urbanizações, sem garantir as infra-estruturas necessárias, o que tem conduzido a esgotos a correr a céu aberto no caso de Alhos Vedros, ao rebentamento das condutas de esgotos à mais pequena chuva, inundando as ruas das vilas de dejectos, à falta de espaços no interior das vilas para instalar equipamentos públicos no âmbito da saúde, do desporto e da educação, equipamentos que quando existem ficam à margem dos centros urbanos com todas as consequências dai resultantes para as populações.O projecto PCP/CDU de desenvolvimento nos últimos 30 anos, em nada difere do projecto existente na câmara na década de 60, habitação, habitação, habitação.
O interior das vilas (Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita é um complexo habitacional com prédios degradados, pátios a abarrotar de pessoas que em muitos casos usam WC colectivas, autênticos guetos a viverem paredes meias com prédios e andares de valores incalculáveis.No campo desportivo, somos o concelho PCP/CDU com mais carência para a prática de qualquer actividade, não há equipamentos municipais para a prática do atletismo, da natação, neste campo temos um tanque em Alhos Vedros e promessa de uma piscina ou novo tanque na Moita.
Na Baixa da Banheira, a freguesia mais populosa do concelho, nem piscina nem tanque que possa ser utilizado para a pratica desportiva, clínica ou de lazer.
No campo do lazer o concelho tem mais de 20 Km de orla marítima, completamente destruída, subaproveitada e onde poderia existir uma indústria de aquacultura, geradora de empregos, pequenas praias fluviais, museu do sal, condições para a prática da vela ou outros desportos marítimos, não fosse o rio ser um esgoto colectivo deste concelho, por opção das politicas do PCP/CDU.
Não podemos esquecer o actual processo de revisão do PDM, o envolvimento da Polícia Judiciária no mesmo cujas conclusões se esperam, as inspecções de IGAT e o impedimento da consulta do relatório aos autarcas da oposição. Tal não impede que mesmo sem o PDM aprovado, se continue a votar alterações do uso do solo do publico para o privado, como foi a ultima aprovação pela CDU e PSD, que retirou do uso publico um terreno previsto para uma escola e o quer entregar para uso privado de um Fórum da Saúde.
O BE nada tem contra o sector privado na saúde, desde que o sector publico garanta os serviços necessários, urgentes e gratuitos como consta na Constituição, agora não podemos ficar indiferentes a mais uma irregularidade que é uma alteração de uso de solo à revelia do PDM ainda em vigor.No aspecto financeiro, confirma-se aquilo que o BE já referiu anteriormente: uma gestão financeira desastrosa conduziu o Município da Moita a uma situação que não é ainda de ruptura financeira (que é a situação mais grave, implicando a retenção pelo Ministério das verbas anualmente atribuídas pelo OE) mas que é uma situação desprestigiante para uma terra como a Moita.
O total da divida é de 27,6 milhões de euros (5,4 milhões de contos) e as receitas 34 milhões de euros, ou seja a divida atingiu o valor astronómico de 80,74% da receita.O Município ultrapassou assim o limite de endividamento a médio e longo prazo, e assim a Moita passa a fazer parte da lista dos municípios altamente endividados. Uma vergonha. E o que é mais grave, é que este sobre-endividamento (endividamento excessivo) não resulta de investimentos para melhorar o bem-estar da população.
Não, este sobre endividamento resulta antes duma gestão descuidada, sem rigor e sem preocupação com as populações carenciadas. Com a gestão da CDU o futuro da Moita, do ponto de vista financeiro, está hipotecado.Segundo o Relatório da Câmara nem durante os próximos cinco anos haverá condições de alcançar uma situação financeira minimamente confortável. É uma situação gravíssima, já que devido ao peso e aos encargos da dívida, não poderão ser efectuados nos próximos anos os investimentos necessários para que os habitantes do concelho da Moita melhorem a sua qualidade de vida.
O Executivo da PCP/CDU nestes 34 anos de desgovernação não mostrou nem Trabalho nem Competência. E o povo do concelho da Moita é que ficou a perder com uma gestão financeira que arrastou o concelho para um aperto financeiro brutal nos próximos anos.Em vez de fazer progredir a Moita, a desastrada gestão financeira do Executivo condenou a Moita à estagnação e ao atraso. Nunca o concelho da Moita foi colocado, como acontece nos dias de hoje, na lista dos Municípios mais endividados do país.
Chega de má gestão!
Antonio ChoraDeputado Municipal do Bloco de Esquerda "
Publicado no RIOPolítica : Opinião: Os outros 34 anos de gestão PCP/CDU em 2009/3/18 20:10:00