sábado, fevereiro 05, 2005

Daqui a uma hora

Se a organização for pontual, começa o...


Parabéns e Boas Visitas

Circunstâncias anómalas

Porventura devido à inclusão no Abrupto do conteúdo de um comentário deste blog, em forma de balanço, sobre o debate Santana/Sócrates, a nossa média de visitas e pageviews aumentou razoavelmente ontem. Devemos ter atingido prái 2% do tráfego regular do próprio Abrupto, mas para nós foi muito pois quase chegámos à centena de visitas e às duas centenas de pageviews.
Sabemos que foram circunstâncias excepcionais, possivelmente irrepetíveis (hoje, como mtodos os sábados, já iremos ver os números a descer), mas não deixa de ser gratificante que a nossa média diária já exceda regularmente a meia centena de leitores, boa parte dos quais (c. 15%) de fora de Portugal.
Todos eles (vocês!!) têm bom gosto, claro.
Por isso, prometemos continuar a agradecer-lhes e, se possível, a proporcionar-lhes pequenos guilty pleasures, combinando conteúdos de interesse local (os que são, em primeira instância, a razão de existir do AVP) e outros de âmbito mais alargado, a que o nosso mau feitio não consiga deixar de reagir.

Narizes



Cá está um dos famosos narizes vermelhos que foram colocados nos cartazes da campanha eleitoral, embora neste caso a cor até seja apropriada.

Foto facultada amavelmente pelo Brocas.

Algumas observações práticas

Em virtude da quadra que atravessamos e dos editores do blog terem vida para além dele, irão dar-se uns pequenos ajustamentos nos próximos dias, embora nada de grande monta:

a) O Suplemento de Quadrinhos do Alhos Vedros Visual deste Domingo vai ser adiado por alguns dias, visto que quem o prepara está assoberbado de trabalho e não lhe é possível colocar tudo online amanhã. Por isso, existirá uma secção BD especial no blog, de cariz e autoria diferentes. Em princípio, julgamos que As Memórias de um BeDófilo em Alhos Vedros nos chegarão ainda hoje para inclusão amanhã.

b) Aproveitando as mini-férias, o PC do outro editor (que nunca recuperou verdadeiramente do ataque dos "técnicos" ao serviço da Cabovisão que por aqui passaram, como lá para trás se explicou) vai à revisão dentro de dias, pelo que é possível que se venha a dar algum abrandamento de posts a meio da próxima semana.

c) Logo em seguida, e perante a aproximação das eleições, será reactivada a nossa coluna Em Tempo de Eleições-Vigilância Popular, em que disponibilizaremos os links essenciais para acompanhar o evento de 20 de Fevereiro, nomeadamente através da possível inserção de uma categoria própria do lado direito do blog com as ligações para a CNE, as televisões, principais rádios nacionais com maior componente noticiosa e os próprios partidos com representação parlamentar.


Sugestão

Bom e útil reparo do ex-Ministro David Justino, no blog Quarta República, acerca de declarações de Santana Lopes.
Continuo a achar que DJ, apesar dos muitos erros que cometeu e da impossibilidade aparente em constituir uma equipa homogénea no ME (quem o consegue ?), tinha um projecto coerente e estudado. Faltaram-lhe os apoios conhecedores dos meandros concretos do nosso sector educativo e pessoal suficiente para o não deixar desprotegido. Todos os enganos que se seguiram são profundamente lamentáveis, tanto quanto é lamentável que se continue sem saber quem foram os responsáveis do descalabro do Concurso de Docentes para 2004/2005.
Acredito, porém, que se ele lá estivesse as conclusões já seriam públicas.
A "senhora" que se seguiu mostrou-nos à saciedade o que é verdadeiro paraquedismo, arrogância snob de terceira categoria, profundíssima ignorância e indesculpável má educação pessoal e cívica.

A Estante VI



«Uma pessoa descontente, agressiva, que se tornou má pode deixar-se mover graças a um pouco mais de atenção, de tolerância, de simpatia; mas experimente-se moderar um imbecil, arrancá-lo às suas convicções firmes ou, melhor dizendo, inflexíveis, insinuar no seu espírito uma dúvida, por mínima que seja: só aparentemente se deixará embaraçar, dar-se-á o tempo todo para recomeçar a urdir, por assim dizer, o seu raciocínio na ideia obstinada de que somos nós a não compreender, pertinazes como nos mostramos reiterando a tentativa de descarregar sobre ele a nossa própria imbecilidade.
Já o viram em acção ? Quando não se sabe - e esse é o momento, em meu entender, mais cheio de perigos - em que estará ele a pensar ? (...) Que desastres não devemos esperar de um pensamento já de si tão reduzido, quando o seu portador o reclamar, digamos assim, para o pôr em movimento ?»

Pino Aprile, Elogio do Imbecil (Lisboa, D. Quixote, 2003, p. 9)

Uma vez mais, a caravana pára

Não sei, nem me interessa se publicam este texto!
Vou evitar dar importância às ofensas pessoais, até porque não têm correspondência com o meu texto (no seu conteúdo ou retórica) e que, por isso, ficam com quem as proferiu. Eu assumo as minhas (e a cronologia é reveladora). Outros assumam as suas...
A transcrição do texto é exacta, mas, como já disse noutro sítio do blog, ou assumimos o que acreditamos... ou mandamos tudo às malvas! Eu, com todos os defeitos que tenho, prefiro tentar ser sério e fiel ao que acredito. Não que tenha a pretensão de nunca ter errado, mas procuro o alívio de saber que, de modo consciente, nunca fiz mal a ninguém!

Bem sei que o facto de ter começado por pedir desculpa não me isentaria de culpas ou de justos reparos pelo texto se ele houvesse sido concebido com o objectivo de ofender ou atentar contra a dignidade de alguém. Ora, continuo convicto que tal não se pode inferir do conteúdo do que escrevi e assinei!
Por isso, repito: a Igreja é – hoje mais do que no Passado – uma comunidade de adesão voluntária. Só a ela adere quem quer. Quem quer casar não precisa de ir ao pároco ou ao templo para que a sua união seja legítima e beneficie de todas as vantagens e sofra todos os ónus que a lei prescreve para as uniões formais. Só lá vai quem quer... e só lá precisam de ir casar quem entende o casamento como um Sacramento concedido pela Igreja católica (a Igreja e não o padre) e que reputa de válido e indispensável para a sua vida espiritual, íntima, pessoal! Dão-me licença que vida com seriedade o que acredito e que recuse aceitar que uma cerimónia – que creio profundamente espiritual – deve ser realizada cumprindo-se os preceitos que não são prescritos "ao-Deus-dará" e que, porque não estão à disposição dos humores de cada pároco (a Igreja é católica e não paroquial ou local), devem obedecer a regras que são aceites pela comunidade? Dão-me esse privilégio?
Imaginem que era ao contrário, que a Igreja prescrevia como não necessário que ambos os nubentes – ou até nenhum – tivesse que ser baptizado. Como é que reagiriam se o pároco local se armasse em mais papista que o Papa e exigisse esses Sacramentos e se recusasse a celebrar a cerimónia? O casamento na Igreja é um Sacramento que só é requerido para os crentes... o "papelinho" só tem eficácia para questões civis!
A Vossa invectiva contra mim é de tal maneira injusta, quanto eu nem sequer acho que se devam discriminar as pessoas em razão da forma (ou ausência dela) da sua união. União de facto e casamento deve ser uma opção livre. Agora, se em cada uma delas são prescritos requisitos, porque é que os que a Igreja prescreve como exigências de Fé para a celebração dos seus Sacramentos, deveriam de ser... flexíveis?!?

Acusam-me de ter feito «ameaças veladas»: quais e onde? Esta é mais uma das frases que juntam ao Vosso currículo de insinuações...

Aparecem fotos minhas para publicação... percebo, as dos outros não! E que devo fazer quando são os jornalistas as pedem (ou as tiram): recuso? Escondo a cara? Envio uma foto de terceiros? Ou assino com pseudónimo?...

Quanto à indiferença dos eleitores... julgam que a vossa opinião conta para quê: Vós valeis tantos votos quantos a medida do Vosso estrito número. E julgam que o facto de o CDS no concelho ou no distrito valer menos do que merecia me incomoda? Se o objectivo fosse a notoriedade ou o reconhecimento devidos pelo “carneirismo seguidista”, amorfo e propalado do conforto de pertencer ao "clube dos que jogam em casa", se fosse esse o meu propósito, se calhar tinha-vos encontrado nas sedes dos partidos ou das associações a que nesta terra é fácil pertencer! Mas como não é... foram Vocês próprios que foram buscar um texto meu e que despertou a minha atenção para este espaço... Indiferença, indiferença... mas lá leram!
Querem dizer-me que não posso contar com o Vosso voto? Olha que já nem vou conseguir dormir descansado... é a Vossa opção! Se encontrarem melhor, façam o favor. Se no "mercado dos políticos" não encontrarem espécime que vos encha as medidas, sempre têm uma boa solução: candidatam-se e depois medimos as nossas irrelevâncias!

Porque falam... falam... falam... falam... falam... falam... e não vos vejo a fazer nada!
Aliás, se às vossas "postas" subtrairmos a propagação de boatos e as "bocas do vulgo", fica uma mão cheia de... ofensas pessoais a quem ousa dizer diferente da vossa cartilha! Leiam-se ao espelho... e corem: pelos menos, ficam da cor das dependências que não confessam!

Sobre o MIRN e afins: digam lá (admito que demore algum tempo... mas eu espero) onde é que eu defendi o «se eles matam, nós matamos mais»?
Onde é que eu disse, que «os crimes cometidos em nome da religião ao longo de boa parte dos últimos dois mil anos, são suaves penas terrenas para os corpos dos torturados pela Inquisição, por todos os que foram queimados como heréticos, pelos infiéis trespassados em nome da Cruzada, e tudo isso». Mas quando defendem o Fidel, ou o Estaline, ou os outros assassinos em massa, colocam-se ao lado dos que defendem o Hitler e outros quejandos! É lá que vocês estão, mas lá é um sítio onde nunca me vão encontrar! Tentam colar aos meus textos as boutades que aprenderam na cartilha dos pioneiros e com as quais a malta lá da rua se ri e pelas quais Vos dão palmadinhas nas costas... Mas não colam, porque nem me reconheço em tal discurso!

Quanto à posição face às religiões: é verdade o que de mim afirmam… mas não as conclusões! Só um Ateu (e não é ofensa, é um nomen aplicado a um tipo que preenche determinadas características – e que, salvo erro, já aqui enunciei), Só um Ateu, dizia, é que pretende que alguém que adere a uma fé não o faz. Só um relativista moral (que, por o ser, não acredita na possibilidade existência do Absoluto) é que entende que deve forçar os outros a renegar e a relativizar as suas crenças profundas!
Para mim (como para os fiéis de todas as religiões – e a maioria dos 6.000.000.000 de seres humanos crê em Deus... independentemente das manifestações ou dos particularismos que consideram como mais verdadeiros), se me (nos) dão licença, a Revelação a que adiro é a verdadeira! De outro modo estaria a brincar com coisas sérias! Se dissesse que a minha religião não é a verdadeira e a única estaria a negar a essência da Revelação: uma religião baseia-se numa Verdade que cremos relevada pelo próprio Deus... não numa opinião!
Se não acreditam, tudo bem! Alguém – hoje – Vos obriga a acreditar? Mas, se ninguém vos obriga a acreditar, porque é que nos querem obrigar a "acreditar" nos Vossos termos e nas Vossas condições?!?

Quanto aos epítetos contra as mulheres do lado "pró-vida"... não ameacem que o fariam… mas, antes recordem-se de como as qualificam de hipócritas, de irem fazer abortos a Espanha ou a Inglaterra, etc! Admito que há uma tremenda infelicidade e mau-gosto na minha expressão. Mas, procurarem usar um angelical ar de "não-me-toques-que-me-ofendes-e-logo-eu-que-nunca-ofendi-ninguém-e-a-todos-sempre-tratei-com-igual-respeito", fica-vos mal e – bem o sabem – não corresponde à verdade!

Sobre o meu sentido de humor, admitam – se Vos for possível: é uma questão de gosto... assim como o vosso!

Quanto ao mais, peço de novo: concretizem! Fiz ameaças: quais, quando e onde?

Sobre – é assim, não é?!? – os outros comentários, noutros blogs, compreende-se o padrão: usam-se outros para, refugiando-se nas citações, continuarem a ofender... fica-vos bem manter o padrão! Tal qual como o "recorte" do jornalista brasileiro sobre o José Sócrates! De uma "elevação" e "seriedade" intelectuais invejáveis! Um exemplo de comportamento não insultuoso, nem idiota...

Et pour cause...

Repito: demonstrem as ameaças de que me acusam!
Fazer queixinhas aos meus amigos no Poder?!? Vocês têm tanta graça que até embaça!!!
Devem sofrer de "mania da perseguição"... e aguda, com toda a certeza! Isso é coisa dos vossos camaradas... ou ex-camaradas!

Finalmente, a resposta à revelação pública de um convite privado. Só para esclarecimento: tenho por certo (não só por conhecimento empírico, mas por haver consultado alguns estudos sobre o assunto – e os blogs foram o universo de análise) que a comunicação escrita é propensa a falhas de comunicação e a entendimentos deturpados do que se lê e do que verdadeiramente se disse (ou se pretendeu dizer). Se julgam que convosco (ou com outros universos de leitura) eu fui agressivo (e nalguns casos, insultuoso), então releiam alguns diálogos ou debates novecentistas e esqueçam que os autores são os Eças, os Ramalhos, os Herculanos, ou outros... e descubram como a dialéctica entre protagonistas de sinais contrários pode ser bem violenta. Principalmente quando os temas são ou a política ou a religião!
Eu, muitas vezes, também me senti profundamente ofendido pelos que escreveram sobre mim ou sobre o que escrevi! O que esse estudo defende e demonstra é que quando os interlocutores não se conhecem, nem usam o mesmo código de linguagem, acabam por tresler os textos. Verifiquem como as mensagens que trocam com pessoas que conhecem são menos geradoras de conflitos. O meu propósito (porque Vos tinha por intelectualmente sérios e honestos... e interessantes) era obviar a este triste espectáculo!
Só um exemplo: leiam o que escrevi sobre o casamento católico e os seus requisitos, esquecendo que, na origem, se está a falar de um homem e de uma mulher concretos (e que eu não conheço, que não me conhecem e que, por isso, não posso – nem quero – julgar). Porque só assim é que o percebem e retiram todos os subentendidos que conseguiram descobrir e que nunca foram pretendidos ou sequer lá estiveram! Se em vez de só me lerem, me ouvissem, porque me conheciam, saberiam bem que a minha agressividade discursiva é tudo menos maldosa ou insultuosa! Aliás, só quando muito provocado é que respondo à letra! Admito que, muitas vezes até exagero, e que subo a parada! Todavia, pretenderem apresenta-se como virginais ofendidos é forçar a nota para além do razoável!

Porque se se sentiram (e admito que o possam) ofendidos com o meu discurso (que, repito, não tem por alvo ninguém em concreto, mas a defesa do respeito por um acto que reputo de Sagrado e que não é uma exigência de forma para a validade da celebração de um contrato de casamento), como se sentiriam se lessem sobre Vós (e essa foi uma acusação com um alvo bem definido e concreto) frase como «utiliza epítetos sobre situações que desconhece da vida de outrém, o que nós nunca fizemos em relação a si, nomeadamente o que conhecemos por terceiras vias »? Se lessem isto de vós, ficavam alegres, sorriam e agradeciam, não!?! Querem comparar isto a dizer que é uma atitude cobarde não se dizer que não aceitam participar numa cerimónia onde se celebra um Mistério em que não acreditam? Ao contrário das Vossas insinuações, este texto de forma nenhuma coloca em causa a Vossa honorabilidade! Aliás, como poderia se o Vosso nome nem sequer é conhecido! Podia ser qualquer homem e qualquer mulher... desde que morasse em Alhos Vedros (coisa que nem sequer é necessária, pois bastava que fossem filhos da terra ou de alguém da terra para tomarem as dores desta Vossa cruzada)! Porém, quando insinuam que sabem de coisas sobre mim, todos sabem (ou podem saber) que estão a falar de João Titta Maurício! Acham que há comparação possível?!?
E, no entanto, jamais esclareceram ou pediram desculpa pelas aleivosias!

Espero que demonstrem que são feitos de outra massa… e que, depois de acalmarem, vejam o que (sem muita injustiça) se pode encontrar nalguns dos Vossos textos!
Provem que estou enganado e que sabem reconhecer as Vossas faltas!

Não que isso me sirva para outra coisa, senão o de poder recuperar algum respeito pelos Homens…
João Titta Maurício

Para limpar a mente...



... e para nos preparar para um novo dia de Sol.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Só se estragou uma refeição

Pinto da Costa reuniu-se para almoçar com os candidatos a deputados do CDS-PP pelo Porto.
Aguarda-se a reunião de Vale e Azevedo com os de Lisboa, de Isabel Damasceno com os de Leiria, de Lucílio Baptista com os de Setúbal e por aí adiante. Só é pena ver Lobo Xavier a começar a fazer "fretes" em série.

Apelo

Enviado pelo nosso amigo AL.
Para colaborar e divulgar.

A INDIFERENÇA MATA!
No fim de contas aprovaram a lapidação de Amina.
O tribunal Supremo da Nigéria ratificou a sentença de morte porlapidaçãode AMINA; adiando apenas a lapidação por dois meses para lhe permitir a amamentação da criança. Terminado este tempo enterrá-la-ão até ao pescoço e matá-la-ão àpedrada, anão ser que uma avalanche de protestos consiga dissuadir as autoridadesnigerianas.
A Amnistia Internacional pede o teu apoio através da tua assinatura nas suaspáginas web.
Mediante uma campanha como esta salvou-se no passado uma outra mulher, Safiya, que estava na mesma situação. Parece que para AMINA receberam pouquíssimas assinaturas.
Contacta imediatamente este endereço e faz a tua parte.
Não penses que não serve para nada.
Salvou a vida de Safiya!
( PORQUE SERÁ QUE ACERCA DESTES atentados à vida SE FALA TÃO POUCO, OU PELO MENOS SE DIVULGA TÃO POUCO ENTRE OS JOVENS, POR EXEMPLO...)

A Estante V



«A Primeira Lei Fundamental da estupidez humana afirma sem ambiguidade que:
Sempre e inevitavelmente cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo.
À primeira vista a afirmação pode parecer trivial, ou bem óbvia, ou pouco generosa, ou talvez as três coisas à vez. Sem embargo, um exame mais atento revela a autêntica veracidade desta afirmação. Considere-se o que se segue. Por muito alta que seja a estimativa quantitativa que se faça da estupidez humana, sempre sobram estúpidos, de um modo repetido e recorrente, devido a:
a) pessoas que considerámos racionais e inteligentes no passado revelam-se depois, de repente, inequívoca e irremediavelmente estúpidas;
b) dia após dia, com uma monotonia incessante, vemos como entorpecem e fazem obstáculo à nossa actividade, indivíduos obstinadamente estúpidos, que aparecem de improviso e inesperadamente nos lugares e nos momentos menos oportunos.»

Carlo M. Cipolla, Allegro ma non troppo, (Barcelona, Mondadori, 1998, pp. 54-55)

“Prontos” que não há mais paciência para a douta ignorância deste homem

«Peço imensa desculpa, mas o Padre o que fez não foi bom senso: foi cobardia... e Piedade! Quanto muito, celebrou o Sacramento do casamento da sua mulher... e fez de notário, registou mais um casamento... e "'bora p'rá boda que a larica já é muita"! Comportamentos destes fazem-me concordar com o que os comunistas fizeram na (defunta) URSS: já que a malta gosta tanto do ambiente (porque será?!?) constroem salas de casamento "tipo igreja" ou (muito pior!) desacralizam um templo e celebram lá casamentos civis... com vestidinho branco, chapéus enormes e coloridos p'rás senhoras, o arrozinho no final... e deixava de haver hipócrisia!» [sic, para a hipócrisia]
.
O parágrafo que acima se transcreve revela muito sobre a criatura (= algo que foi criado) que o escreve.
Titta Maurício começou por ser referido neste blog em virtude das suas ideias, com as quais não concordamos. Discordamos do conteúdo, da truculência com ares de coragem gabarola da sua atitude, das ameaças veladas, da clausura do seu pensamento, do vocabulário que utiliza. Ele para nós é o símbolo de tudo aquilo que não deve ser uma pessoa que se pretende uma figura pública de matriz conservadora. Gosta de aparecer na imprensa, facultando fotos da sua cara para publicação. Gaba-se desnecessariamente que dá a cara pelas suas causas e todo aquele arrazoado verborraico que lhe vale a indiferença da generalidade dos eleitores. Claro que tem um cargo no CDS, pudera, em terra de cegos, quem é vesgo é rei.
Não lhe conhecemos qualquer ideia original, que não papagueie, em forma de vulgata agressiva, o que lhe ditam de cima, mesmo se (auto-) convenceu-se que é um rebelde.
É obcecado por tudo o que tenha a ver com URSS e o comunismo. Para ele só os erros desse lado são relevantes. Lembra o pior dos ultras de direita de 75 (MIRN e afins), que justificavam os seus crimes com os dos “vermelhos”. Se eles queimam, nós queimamos mais. Se eles matam, nós matamos mais.
Para ele, os crimes cometidos em nome da religião ao longo de boa parte dos últimos dois mil anos, são suaves penas terrenas para os corpos dos torturados pela Inquisição, por todos os que foram queimados como heréticos, pelos infiéis trespassados em nome da Cruzada, e tudo isso. São crimes "relativos", por certo. Prolongar-me mais sobre isto poderia fazer pensar que sou anti-clerical, o que não sou. Sempre aceitei como legítimas TODAS as religiões e não só a Católica. Titta Maurício, pelo contrário, acha que só a posição dele é válida.
Quando da nossa discussão sobre a questão do aborto, TM escrevia sobre as Women on Waves como “As Gajas nas Ondas” e está tudo dito. O que diria se nós usássemos epítetos do género para as senhoras que, do lado pró-vida, aparecem na televisão de cruz ao peito com o ar mais beato deste mundo ?
Tem um sentido de humor tão refinado como o cotão do meu umbigo. Depois, quando não percebe as coisas, faz ameaças.
Quando se tenta discutir ideias com ele, responde com adjectivações.
Quando lhe dizemos que meteu a foice (vai para trás, satanás, uma foice) em seara alheia, abespinha-se e tende para a grosseria (Cobardia, Piedade e esses mimos, e é porque está mais disciplinado).
Quando lhe chamamos a atenção para a forma como não entramos pela qualificação (o que é muito diferente de descrição) de aspectos da vida pessoal, provoca à maneira dos arruaceiros oitocentistas de faca na liga (e isto sim é uma qualificação).
O que de si conhecemos de interesse é muito pouco. Porque coisas interessantes não abundam para conhecer sobre si. Apenas lemos as asnices com que foi povoando a secção de comentários de alguns blogs há uns meses atrás e, em outros casos, a parte dos posts a pedido. Relembramos aqui, a propósito, o que lhe responderam n’O Observador, quando se depararam com a sua pesporrência trauliteira (isto sim é uma adjectivação):


«Ó tio (dito João Titta Maurício),

Para quem meteu no mesmo saco todos os comentários e comentadores deste espaço, para quem meteu no mesmo saco do "freak bloquista malcheiroso estalinista (porque é giro ser estalinista) que nem escrever sabe" toda a esquerda, é curioso que fale de estereotipos, tio. Quanto a atacá-lo pessoalmente, longe disso, nem o conheço. Se não aceita uma piada, o problema é seu. Não comentei o conteudo porque é demasiado idiota e foi escrito de forma insultuosa. E isto não é um insulto pessoal, é um insulto ao seu comentário. Se queria exprimir a sua opinião, fizesse-o de forma cordial, como nós "os malcheirosos" até agora temos feito. Deixe lá, aposto que faz melhor... Olhe, vá tentanto, tio. Entretanto, vá chamar "rapazinho" a quem deve.»

Como vê, há mais quem o considere insultuoso e idiota.
Et pour cause...
A partir de agora, como sinal da nossa absoluta rendição perante o bloco de cimento que é a sua capacidade de debate de ideias, recusamo-nos a contraditar seja o que for que nos escreva ou comente. Continue a ameaçar, agarre num pau, veja se nos descobre para nos bater, vá fazer queixinhas aos seus amigos no Poder. Publicaremos seja o que for que envie como homenagem à demonstração das suas incapacidades (à laia de serviço público), transcrevendo apenas aqui o aviso que está na caixa de comentários do Nónio:

«os comentários neste blog são livres, mas se tiver problemas graves de controlo emocional, pedimos-lhe que se contenha na extensão dos ditos cujos e/ou abra um blog alternativo. Teremos todo o gosto em linká-lo. Obrigado»

Percebeu, ou a franga já se soltou ?

Ass: A secção dos cobardes que assinam com pseudónimo e foram casados por piedade

(Já agora, aquele convite privado de há uns tempos para nos encontrarmos e trocarmos ideias, que também em privado foi recusado, foi muito bem recusado como aqui se demonstra)

.. mas este nem por isso

Paulo Portas apoia indignação de Nobre Guedes mas demarca-se das suas declarações

Amigos, amigos, indignações à parte.
Neste caso, PP coloca o rabinho de fora da coisa, não colocando.
Apoia, mas demarca-se.
É assim como ser e não ser.
Como estar e não estar.
É um fogo que arde sem se ver.
É como uma chuva que bate leve, levemente.
É... é... é...
É assim a modos que uma coisa...
Uma sensação de absorção.
Sei lá...

(Para a próxima o menino Luisinho, seu rabino, deve te'fonar ao amigo Paulinho, antes de se indignar, tá bem ?)

Este homem faz-se...

Nobre Guedes apela a levantamento popular para impedir entrada de Sócrates em Coimbra

No Bloguítica e no Portugal dos Pequeninos já se escreveu o essencial sobre este disparate sem nome de alguém que se diz defensor da Lei e da Ordem (tirando as que se aplicam à construção de moradias na Arrábida).
Alguém desenterra o que foi escrito e dito pelos senhores do então PP sobre quem participou no buzinão da ponte e outros acontecimentos de incentivo à desobediência civil (tipo manifestações de polícias e tal) ?
É verdade que Paulo Portas até já cita Mário Soares quanto à célebre tirada do "direito à indignação".
Só falta o Nobre ministro começar a "rapar" e a dizer que "os resíduos não sabem nadar, YO".

De balde


Pinhal Castanho

Nesta imagem o que interessa é o balde.
Como não se consegue ver na foto posso informar que é das tintas Barbot, passe a publicidade.
Significa isto que houve quem, sei lá se na posse de todas as suas faculdades intelectuais, foi pelo resto do Pinhal Castanho dentro para deixar este balde, com lixo e detritos vários, abandonado no meio do campo.
Não é que haja falta de contentores na terra. Valha-nos isso, a CMM ainda recolhe o lixo e os monos com uma certa regularidade.
Só que há gente assim...
Nada como sujar o que podia ser agradável.
Dêem-lhes um espacinho verde e lá vai porcaria até ficar lixeira ou estrumeira garantida.
Claro que também ninguém se lembra de ir limpar o que resta das matas e pinhais da freguesia e concelho, porque dá trabalho e se arder, tanto faz.

Para quem estiver em outra onda


The Indigo Girls, Retrospective

Para quem tiver outros gostos, mas também muito bom.
Já são parte da História, mas parece que vão voltar, por isso é boa altura para rever a matéria dada.

Muito, muito bom


Modest Mouse, Good News for People who Love Bad News

Estes tipos são muito bons, excelentes mesmo.
Andam por aí há uma década e só agora dei por eles.
Mea maxima culpa !!

Boa ideia

Ricardo Araújo Pereira, como de costume, apresenta uma excelente ideia na sua crónica semanal na Visão.
Atendendo à ostensiva gabarolice de Santana em matéria de paixão pelas mulheres, deveríamos ir buscar o Zézé Camarinha para lhe fazer frente.
E, como RAP adianta, a primeira questão a colocar-lhes deveria ser "Qual de vocês comeu mais gajas ?".

O Rebate

Passei os olhos pela imprensa da manhã sobre o debate de ontem.
Descubro que, para além de míope, devo estar estrábico e meio surdo porque a generalidade das primeiras páginas retratam-me algo que não vi ontem na SIC e na Dois.
Aparentemente, Santana foi o vencedor, mesmo se por margem mínima.
Os malabarismos jornalístico-analíticos são assinaláveis desde a vitória causada por baixas expectativas quanto ao seu desempenho (quando SL é conhecido por ser bastante mediático) até ao facto do carácter morno do debate o ter favorecido (?!?!).
Penso, no âmbito das teorias da conspiração, que a maior parte da imprensa, dita de referência e até vermos o que o Expresso tem para nos oferecer na sua actual versão anti-Povo Livre, decidiu não dar uma mãozinha a Sócrates na conquista da maioria absoluta.
Uns porque não querem uma vitória à esquerda.
Outros, porque a querem partilhada, levando mais alguém até às franjas do poder.
Com estes últimos partilho o objectivo, mas não os meios de distorção jornalística.
Foi, em parte, errado o debate a dois porque a realidade americana para que remeteu é muito diversa.
Mas a exclusão dos outros líderes não justifica que enviesemos o olhar de uma forma que considero consciente.
Mas isso é prática comum entree nós.
Criticam-se analistas políticos por serem parciais, mas deixam-se passar os jornalistas impunes.
Talvez por isso é que jornalista e assessor de imprensa dos partidos ou gabinetes ministeriais sejam situações facilmente transmutáveis, com simples suspensões de carteira profissional.
Daqui a um mês talvez se perceba melhor, conforme os resultados, como se recompensam (ou castigam) os serviços prestados a esta ou aquela causa.

Secção BD


A boa e velha Mafalda de Quino.

Polémica III

Titta Maurício rebate um texto que, mesmo não lhe sendo dirigido (por isso lhe terá escapado certa parte do conteúdo) , considera merecedor de longa resposta. Não a iremos aqui rebater por vários motivos: tempo, oportunidade e relevância. Só sublinhamos que Titta Maurício parece gostar de atirar com o labéu de "ateu" a quem não pensa como ele, resumindo o nosso pensamento a "Deus não existe", acrescentando comentários que reputo de ofensivos, em termos pessoais e não apenas em termos de credo ou crença. Utiliza epítetos sobre situações que desconhece da vida de outrém, o que nós nunca fizemos em relação a si, nomeadamente o que conhecemos por terceiras vias. Não leu tudo com atenção e fez mal. Foi essa a lógica da Igreja que tornou o seu papel histórico discutível em muitos períodos.
(Volta-se a explicar a TM que textos enviados sem ser em ficheiro anexo entram no blog sem formatação, pelo que não temos possibilidade de reproduzir todos os efeitos retóricos da sua escrita, com os sublinhados a monte e os muitos parágrafos. Como em relação a muita coisa, TM é surdo às outras vozes).
.
A propósito do texto Polémica II
.
Até que enfim um post em que não entram «só numa de gozo»!
Esta é, permitam-me, uma revelação gozosa!
Não percebo a necessidade do discurso sobre os convites e recusas de admissão a varia confrarias e irmandades! Eu por mim confesso que procurei uma e aderi a outras... desde a CUF (ainda gosto de lhe chamar assim) ao SCP, ao CDS (que não as "jotas") e à Fé numa Igreja que creio Una, Santa, Católica e Apostólica. Em todas elas permaneço com convicção que tenho por crescente... Quanto às conveniências, que elas existem, existem: a Alegria das vitórias verde-brancas, a Tranquilidade de poder defender Ideias em que acredito e o Conforto da certeza da Fé. Mas isto corre a par com as inconveniências: a Tristeza das "não vitórias" verde-brancas, as ofensas e incompreensões por parte daqueles que, incapazes de um debate sério de ideias, atacam e ofendem quem dá a cara por aquilo em que acredita...
Só no viver na Fé em Deus é que não vislumbro inconveniências!
Mea culpa...
Mas, entremos nas Metafísicas... ops, afinal ainda ficámos pelo "material": agora é o fantasma de Mani que renasce! É provável que essa luta exista, mas afastarmo-nos dela não a elimina, antes a alimenta e fortalece! Por outro lado, sendo verdadeira a sua influência, poderia ser de outra forma?
Mani, talvez fosse autor de uma heresia cristã... porém, filosoficamente, é um pensamento recorrente e - julgo - inultrapassável!
Mas aguardo o contraditório...
Ah, até que enfim: a questão religiosa!
Bom, uma vez mais, e digo-o com todo o respeito, temos uma amostra de criatividade: o "agnóstico" com certezas de "ateu"! Quem afirma que Deus é uma construção do Homem não segue o "agnosticismo" que é uma «doutrina filosófica que declara que o Absoluto[leia-se Deus] é inacessível ao espírito humano»).
O agnóstico não usa fórmulas mais compostas, como: «Considero ser Deus (...) uma imanência criada pelo homem para se proteger da transitoriedade da vida e do desespero que isso pode causar, podendo em última instância assimilar a existência de uma divindade última à própria Natureza, na sua acepção mais lata de entidade a que tudo pertence». Porquê tão grande discurso quando, no fim, tudo se resumiria se dissesse: Deus não existe! Desculpem (como não assinam, tenho que usar o plural), mas de "agnósticos" só podem ter a pretensão de querer usar o nomen!
Quanto ao papel histórico da Igreja Católica... e a comparação com o BE.
Em primeiro lugar, aguardo que explicitem a "discutibilidade" do papel histórico da Igreja: dizer o que se disse é de uma vacuidade enorme... que só é compreensível quando integrado num todo que é este blog... e alguns post em particular... em especial um recente sobre um site que vos dei a conhecer... mas que guardo o comentário para outro momento mais adequado!
Em segundo, o constante erro que comentem quando comparam organizações exclusivamente humanas (os partidos) e a Igreja: esta é uma Criação de Deus... ainda que composta de humanos! E depois a "treta" das bases e das cúpulas: a Igreja é uma comunidade sem hierarquia... pelo menos entre fiéis e sacerdotes. Há-a entre sacerdotes... mas, estes (relativamente aos fiéis) não ocupam um degrau superior numa (suposta) "escada de mando"... antes uma posição de Autoridade (no sentido de "auctoritas") no seio da Comunidade. Autoridade que é consentida e aceite. Que é discutida, mas respeitada.
Só um "não crente" é que faz confusões destas! «Quem te manda, ò sapateiro...»
Agora a análise de um "vaticanista" informado (?!?).
Uma afirmação que se pretende parecer séria, fica logo prejudicada quando inclui frases como «mesmo se não partilho todas as teorias da conspiração de obras como O Código Da Vinci e derivados menores»! Já agora, ficávamos a ganhar se soubéssemos quais são as que partilham?!?
Duvido... mas, "prontos"!
Casado pela Igreja sem baptismo: esta é outra!
Primeiro, ninguém é casado pela Igreja... quanto muito, casam na igreja! O casamento é a manifestação da vontade de troca de votos... e fazê-lo na igreja, em princípio, é a celebração de um dos 7 Sacramentos da Igreja! Sacramentos que todos os católicos buscam... e que os outros (que não percebem, não aceitam e não toleram) procuram e julgam encontrar na imitação barata da cerimónia! Peço imensa desculpa, mas o Padre o que fez não foi bom senso: foi cobardia... e Piedade! Quanto muito, celebrou o Sacramento do casamento da sua mulher... e fez de notário, registou mais um casamento... e "'bora p'rá boda que a larica já é muita"!
Comportamentos destes fazem-me concordar com o que os comunistas fizeram na (defunta) URSS: já que a malta gosta tanto do ambiente (porque será?!?) constroem salas de casamento "tipo igreja" ou (muito pior!) desacralizam um templo e celebram lá casamentos civis... com vestidinho branco, chapéus enormes e coloridos p'rás senhoras, o arrozinho no final... e deixava de haver hipócrisia!
Recordam-se todos do que afirmam no casamento na igreja? Têm consciência que ao proferirem afirmações "não sérias" (mentiras puras) tornam todo o casamento formalmente inválido. Acham que é aceitável que alguém possa ir para uma cerimónia formal e que, numas frases, diga a verdade e noutras minta conscientemente? Acham credível um sujeito que tanto diz sim às promessas esponsais e sim quanto às promessas espirituais... sabendo-se não crente (ou ateu)? Só não percebo uma coisa: mas se não gostam porque é que lá vão?!? Tenham coragem de dizer não! Tenham a honestidade de dizer que não!!!
Tenho familiares meus que não são baptizados e os pais pediram-me para eu me considerar padrinho deles: fizeram uma festinha num restaurante e (sabiamente) pouparam-me à desagradável tarefa de rejeitar um convite para cumprir parte de uma tarefa (educar cristãmente os filhos) em que sabia que não seria acompanhado... nem apoiado! O facto de alguém não ter fé, ou não procurar viver na Fé, não faz dela uma pessoa escabrosa (nem o contrário é uma verdade absoluta). Só não o faz elegível para o encargo de padrinho na Igreja!
Finalmente, o caso de João Paulo II.
Custa-me "falar para o boneco", mas "prontos": a Paciência e a Humildade são mais umas daquelas Virtudes de que se alimenta Fé!
Em primeiro lugar, o "poder" do Papa não se transmite por vontade dos homens! A própria escolha do sucessor de S. Pedro opera-se com a intervenção do Espírito Santo! E, se bem percebi, quanto à abdicação de João Paulo II, basta citá-lo na resposta que o próprio deu a quem o questionou sobre essa hipótese: «Cristo não desceu da cruz para aliviar o Seu sofrimento!» Sobre a "revitalização" da função, perdoem-me a crueza: muito obrigado pela preocupação mas, estamos muito satisfeitos com o desempenho do actual Papa e rezamos para que Deus o guarde e proteja por muitos anos!
João Paulo II não é um mito: é uma realidade!
Viva!
Vivificante!!
Inspiradora de exemplo!!!
Num mundo (ocidental) em decadência, ele é o garante, o pilar que nos permite acreditar que a Fé move montanhas... mesmo aquelas que todos julgam e julgavam inamovíveis!
Que não é fisicamente imortal, já todos o sabemos! Que está muito doente e debilitado é uma evidência. Mas dele não nos envergonhamos, nem tampouco do lugar a que a Divina Providência (como ele tantas vezes recordou) o chamou a ocupar o "despejaremos" apenas porque alguém não acha esteticamente conveniente ou vantajoso que o Papa seja um velho fisicamente debilitado: mas estamos a falar de um concurso de beleza?!?
Uma vez mais o desconhecimento dos fundamentos do Catolicismo impedem conclusões coerentes e sérias!
O actual Santo Padre não é um exemplo (nem sei quem é que isso disse... a não ser os que querem atacar a Igreja por tudo e por nada - ainda gostava de saber o que diriam se ele abdicasse?) em favor dos idosos e doentes. As frases que sobre ele são ditas pelos "não católicos", essas sim, são um exemplo do que os idosos e os doentes podem esperar dos "não crentes"!
Como não vos conheço, não posso avaliar dos vossos conhecimentos sobre as ciências médicas, mas a doença de que o Santo Padre padece, segundo me contam os médicos, é das mais desagradáveis porque o doente com Parkinson (ao contrário daquele que padece de Alzheimer) tem perfeita consciência da sua incapacidade de controlar as funções musculares.
Naturalmente, João Paulo II está incapacitado para conduzir um veículo automóvel... assim como para manuscrever, ou ter uma coordenação motora perfeita que lhe permita falar com facilidade... e, por isso, poder celebrar a Eucaristia com a normalidade exigida para quem tem de o fazer para uma comunidade de fiéis. Todavia, daí a concluír-se que ele está incapacitado para cumprir as suas funções é um exagero. Para não dizer outra coisa...
João Paulo II não conquistou o lugar de Papa... e, por isso, não pode «passar o testemunho»... porque não é seu! Só os ignorantes da fé é que o podem imaginar... e dizê-lo impunemente!
A César o que é de César... e deixem os católicos em paz! Se querem aprender perguntem, leiam, sejam humildes... e compreendam!
Cumprimentos,
João Titta Maurício

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Meta-Debate

Grande iniciativa de Pacheco Pereira no Abrupto de análise do debate Santana-Sócrates quase em tempo real, com publicação de comentários do espectadores/leitores.
Melhor ainda, porque um dos últimos comentários consistiu na transcrição, na íntegra e só com a substituição da referência à polémica interna pela identificação do blog, do nosso post anterior.
Boa noite a todos e até amanhã... que já se faz tarde.

Pós-Debate

Depois de ver o debate, e na sequência de alguma coisa que escrevi no post acerca da polémica em torno do papel da Igreja e outros grupos de pressão na sociedade, vi Sócrates e Santana a uma outra luz, que já entrevira mas não de forma tão nítida.
Sócrates é claramente o testa-de-ferro de uma importante federação de interesses e grupos de pressão que se viram ameaçados por um Santana que é notoriamente um atirador furtivo, sem tropas de qualidade suficientes para o secundar e sem a almofada de nenhum dos mais fortes daqueles grupos a proteger-lhe a rectaguarda.
Batido como Primeiro-Ministro, batido no próprio debate, Santana vai acabar mais só do que nunca quando o PSD não encontrar nada nele, nem o potencial líder carismático capaz de ultrapassar o desalinhamento em relação aos interesses, mobilizando o eleitorado.
Santana já sabe que vai perder e que, desta vez, nada o vai salvar. Do outro lado, não está um sobranceiro e mal-preparado João Soares como nas eleições para a Câmara de Lisboa.
Sócrates não é um outro Santana, como o acusaram. É um político cerebral e mecânico, que soube tocar em pontos sensíveis ao centro e esquerda (como sublinhou Luís Osório ao intervalo na Dois) ao longo do debate, com o objectivo de não alienar nenhuma franja do seu eleitorado potencial.
Paulo Portas também já sabe que Santana vai perder e tenta, a todo o custo, ganhar com isso deslocando indecisos do centro para a direita, sublinhando com clareza a diferença do seu comportamento em relação aos últimos líderes do PSD - um Durão que foi à sua vida e um Santana que não sabe da dele. Toda a sua campanha, incluindo um piscar de olho aos socialistas em questões "estruturantes", destina-se a sublinhar uma postura merecedora de algum poder.
Por tudo isto e por momentos, tive pena de Santana.
Pensou que pudesse escapar sem o beneplácito dos "poderosos".
Se é verdade que ele se mostrou claramente incompetente como Primeiro-Ministro, incapaz de mobilizar no seu partido uma massa crítica capaz, também não deixa de ser verdade que todos os ajudaram a mostrar o pior de si mesmo: a impreparação, a crença no golpe de asa à última da hora, o improviso à moda do proverbial desenrascanço lusitano. O último prego no seu caixão foi, hoje, a tentação de se mostrar moderno ao abrir a porta ao debate de questões como a eutanásia e a clonagem. A desorientação que demonstra é natural em quem vê o chão fugir-lhe debaixo dos pés e não vê qualquer hipótese de futuro.
Por estranho que pareça, ou talvez não, poderá ter sido efectivamente a sua não dependência em relação a alguns "poderes" que o condenou.
Mas, não sei se percebeu que esses poderes não foram propriamente os da Banca, dos Senhorios ou outros que vislumbramos a olho nu.
Se calhar, bem no fundo, ele acabou por não ser condenado pelas razões justas, nem por aquelas que à primeira vista parecem.
Será que ele já o percebeu ?

O Debate

As boas notícias é que já acabou.
As más notícias é que não trouxe nada de novo, tirando o apoio de Santana Lopes a eventuais iniciativas para legalizar a eutanásia em algumas circunstâncias e a clonagem.
O modelo americano de debate não foi muito diferente do costume, tirando as luzinhas.
Com cuidado, conseguimos gravar um bocado, que aqui transcrevemos.

Moderador: Vamos dar ao início ao debate. A primeira pergunta é sobre os boatos.
José Sócrates: É uma vergonha. Boatos. Boatos. Vergonha. O PSD já não é o que era (30 segundos). Vergonha. Mentira. Boatos. (10 segundos). O PSD já não é o que era.
Mod: E o senhor Santana Lopes o que acha ?
Santana Lopes: Não fui eu. Foi ele. Eu não fiz nada. Foi ele. Entrevista no Expresso (30 segundos). Boatos eu ? Mentira. Eu não disse nada (10 segundos). Entrevista. Foi ele. Não fiz nada (acabou o seu tempo).
Mod: Quer replicar ?
JS: É uma vergonha. Cartazes. A minha cara. Vergonha. (20 segundos). Nunca se viu isto. Boatos. Foi ele, foi (10 segundos). Nunca se viu isto. Brejeirices. Ao colo. Mentiras. Já viram os cartazes. Não pode ser
(luz vermelha, acabou o tempo).
Mod: Dr. Santana Lopes ?

SL: Não fui eu. Entrevista do Expresso. Mas o casamento entre homossexuais é uma questão (2o segundos). É, e eu gostava de saber. E o colo é outra questão. Pois, pois (10 segundos). Os boatos não fui eu. E não me aponte o dedo.
Moderador: E quanto à economia ?
SL: Banalidade, banalidade, banalidade. Lugar-comum, lugar-comum. Foram eles que deixaram isto assim (30 segundos). Fiz o que pude e vou fazer mais. Banalidade, lugar-comum, banalidade, lugar-comum. (10 segundos). A culpa foi deles. Eu sou bom e vou dar de comer a um milhão de portugueses.
Mod: E o senhor Engenheiro Sócrates ?
JS: Lugar-comum, lugar-comum. Banalidade, banalidade. Eles deram cabo de tudo (30 segundos). Vou fazer tudo e mais alguma coisa. Vou matar a fome a todos os idosos. (10 segundos). Banalidade. Banalidade. Lugar-comum (acabou o seu tempo).
Mod: Réplica ?
SL: A culpa foi deles, não é minha. Eu vou fazer tudo bem a partir de agora (20 segundos). Mais banalidade e lugar-comum (10 segundos). Cursos de formação para toda a gente com mais de 70 anos.
Mod: Engenheiro, quer dizer alguma coisa ?
JS: Sim, sim. Choque tecnológico. Crescimento da Economia. Tudo a crescer. (20 segundos). Banalidade e lugar-comum já antes dito (10 segundos). Multiplicação dos pãezinhos.
................................................

E assim foi até ao fim, mais coisa menos coisa.

eXporádico 2005, inauguração dia 5 às 17h 30m


Não menosprezando os outros eventos artísticos gostariamos de salientar no sábado 5 de Fevereiro às 22h 30m, o espectáculo de Jazz do Trio Admira e no Domingo às 23h o Filme de Curta Metragem, "O Atraso", de David Rebordão, que tem interpretação do recentemente falecido actor Canto e Castro.

Grandioso Concurso de Carnaval

Estamos com um problema aqui na redacção.
Temos um carro alegórico para o Corso d Alhos Vedros, mas ninguém para ir nele na terça-feira.
Um dos editores vai estar, felizmente ou não, a trabalhar Domingo e Terça, enquanto o outro (moi-même) está empenado das costas, com a prenda que sua vértebra Lombar 5 normalmente lhe dá, sempre que decide "trincar" a medula espinal graças a uma hemisacralização de nascença (um dos múltiplos defeitos que me caracterizam).
Por isso, precisamos de voluntário/a(s) para desfilar na terça-feira e lançamos aqui a proposta de um concurso para o efeito.
Quem quiser ir, comunique-nos a disponibilidade e a máscara que pretende levar (mail para avedros@clix.pt ou mesmo um comentário a este post), que nós depois escolhemos quem irá e entraremos em contacto, divulgando aqui o feliz contemplado durante a 2ª feira.

Polémica II

A propósito de religião

Aparentemente, o post mais polémico que inserimos em 15 meses foi o de ontem sobre a saúde do Papa, provocando reacções diversas e bem acesas.
É verdade que aqui no blog ninguém é católico, mas alguns leitores são-no e merecem todo o nosso respeito, a par dos luteranos, anglicanos, muçulmanos, budistas, xintoístas, judeus, hindus, hare-krishnas e demais crentes. No entanto, as nossas convicções sobre alguns temas podem chocar a sensibilidade deste ou daquele que tem todo o direito de reagir de acordo com as suas convicções.
Por isso, e para que não se pense que aquele post entrou só numa de gozo, convém aprofundar aqui um pouco uma ou duas das questões em discussão, sobre religião e catolicismo, em geral, e sobre o Papa em exercício, em particular, após digressão introdutória.
Sem desprimor para o próprio, mais do que a Titta Maurício, esta resposta destina-se ao AL, porque nos conhecemos há mais de 20 anos, porque trabalhámos em conjunto boa parte desse tempo e porque só discutimos em facções opostas seriamente a propósito de futebol, pois ele é adepto do clube gerido actualmente pela parceria Duplo V, a que num triste momento (estava toldado pela gripe) Dias da Cunha decidiu dar a mão.
Mas voltando às metafísicas.
Detalhes pessoais, que o AL conhece bem: não sou adepto de nenhuma fé (religiosa, política, etc), nem milito em nenhuma organização (nem o SCP !!!). Fui sondado por algumas, incluindo as “Obras”, com e sem avental, mas por um dever de honestidade, não aderi a nenhuma por manifesta falta de convicção e porque não considero ser a conveniência um critério aceitável. Existiriam vantagens materiais, mais do que espirituais, em tal adesão, mas volto a dizer que isso para mim não é critério pois, por essa ordem de ideias, tinha entrado para uma “jota” qualquer a gosto, em seu devido tempo.
Sei que obreiros e pedreiros travam uma luta surda, um jogo oculto de xadrez, pela colocação das suas peças (peões, cavalos, torres e demais) em posições-chave dos vários tabuleiros em que se movem (nacional, europeu, mundial) e que usam métodos que eu não considero os melhores para fazerem vencer não as suas ideias mas a sua posição de poder. Como profundo céptico em relação aos efeitos do poder (político, económico, espiritual) sobre os homens (e mulheres), prefiro distância desses jogos, não me recusando a colaborar pontualmente em iniciativas que considere louváveis de qualquer das partes.
Em matéria religiosa, sou “agnóstico”, no que isso é na sua essência, ou seja, alguém que não conseguiu encontrar uma verdade transcendental que explique o sentido da existência. Considero ser Deus, na acepção mais corrente partilhada pelas religiões monoteístas (e não só) uma imanência criada pelo homem para se proteger da transitoriedade da vida e do desespero que isso pode causar, podendo em última instância assimilar a existência de uma divindade última à própria Natureza, na sua acepção mais lata de entidade a que tudo pertence. Não sei se isto me qualifica para ser considerado um “deísta”.
Quanto à Igreja Católica em particular, para além do seu papel histórico, por vezes discutível, tenho uma posição parecida (salvo as devidas proporções), à que reservo ao Bloco de Esquerda: respeito pelas bases, desconfiança extrema quanto às cúpulas. Acho que no momento actual, ao nível do Vaticano, se encontra dominada por uma oligarquia desligada das realidades e preocupada em perpetuar as suas posições de privilégio, como qualquer outro grupo dominante (mesmo se não partilho todas as teorias da conspiração de obras como O Código Da Vinci e derivados menores). Em contrapartida, salvo uma ou outra excepção, ao nível das bases, sempre consegui estabelecer boas relações com padres e fiéis. Sou casado pela Igreja (não fui baptizado para o efeito, pois o padre, para além de sportinguista ou por isso mesmo, tinha bom senso) e já fui cinco vezes padrinho (duas de casórios e três de baptismo, embora aqui com alguns episódios caricatos à mistura), o que parece indicar que a minha imagem não é totalmente escabrosa para, pelo menos, uma dezena de católicos (os noivos e pais das crianças).
Quanto a João Paulo II acho que, mais do que o seu desaparecimento físico que não se deseja a ninguém de ânimo leve, devia dar-se a transmissão do seu poder a um outro Papa que pudesse revitalizar a função de um Santo Padre. João Paulo II já é, justamente ou não, um mito com tudo o que isso tem de vantajoso e pernicioso, nomeadamente a “prisão” a uma imagem. Mais do que uma atitude de resignação ou de exemplo em favor dos idosos e doentes, ele está refém de um grupo ou facção no seio do Vaticano que o tornou um ícone e que, colocando-se atrás da sua dimensão espiritual e histórica, usa essa estratégia em seu favor, seleccionando criteriosamente as graças a distribuir. As doenças de que sofre João Paulo II são claramente incapacitantes, não apenas do ponto de vista físico mas também intelectual (é talvez desonesto alegar que porventura sou, neste confronto de ideias, o único que tem alguém próximo a sofrer de Parkinson, embora num grau muito menor do que o Papa) e, mesmo com a eventual graça divina de que possa beneficiar, ele é um prisioneiro num labirinto que ajudou a criar e que os seus ajudantes têm todo o interesse em perpetuar até à sua exaustão para, quais eminências púrpuras, serem reis em lugar do rei.
João Paulo II já não vive, é mantido vivo.
João Paulo II já é parte da História e um sinal de lucidez de um grande líder é reconhecê-lo e perceber quando passar o testemunho. Nem todos têm essa sabedoria, coragem ou discernimento (será este o caso) para o fazer, pois o poder cega e quem se encontra em seu redor faz os possíveis por multiplicar a luz que não ajuda à visão, antes a diminuindo.
Nas últimas décadas só me lembro de um grande líder que soube, em cada momento, defender os seus princípios com firmeza, resistir fiel a eles independentemente dos custos pessoais, vencer com respeito pelos adversários e abandonar o poder com dignidade e até humor. Chama-se Nelson Mandela, veste umas camisas horrorosas mas tem um sorriso insubstituível.
Serão estas minhas opiniões erradas, carecendo de informação privilegiada sobre os meandros verdadeiros do Vaticano ? Terei de ir a Roma, para ver o Papa e alcançar a Verdade ?
Talvez. Talvez. Talvez.
Por enquanto, e como se vê, na falta dessa Verdade fico-me por meras dúvidas e simples verdades.

Irmandade raquítica


Antigamente, nas quintas que abundavam por Alhos Vedros, era habitual que os acessos fossem ladeados por renques de árvores que permitiam sombra e que também serviam para delimitar os terrenos.
Estas pobres oliveiras, meio raquíticas, encontram-se, como bem saberão, entre a Estrada Nacional e o espaço próximo ao que era o antigo campo de futebol do CRI, onde está em ruínas a estrutura central de uma velha quintarola, a caminho das Arroteias. Junto à própria Estrada também existia, na berma do lado Sul, um renque de oliveiras mais desenvolvidas mas, a cada obra na via, vão sendo cortadas mais umas quantas, à semelhança do que aconteceu com aquelas enormes árvores (já não me lembro da espécie exacta) que ficavam na berma Norte, do lado das Morçoas.
Eu sei que as árvores morrem de pé, mas o seu martírio é demasiado cruel.

Pinhal Castanho


Uma das principais manchas verdes da freguesia foi gradualmente trucidada nas quatro décadas que tenho de vida.
Por cá, não só no nosso concelho, zona de mata ou floresta é escolhida (expropiações mais baratas ou por serem terrenos públicos) sempre para ser cortada por rodovias ou para instalar unidades industriais de maior ou menor longevidade.
O Pinhal Castanho já é quase só memória e acredito que muitos jovens já nem reconheçam o topónimo.
O pouco que sobrevive, nas traseiras da Fristads, tem este aspecto em foto mas, visto mais de perto, mostra muito mais lixo e falta da adequada limpeza.
Por isso, em ano tão seco como começou por ser este, não se admirem se um fogozito levar este pedacinho no próximo Verão. A única coisa positiva é que, com tanta casa para ocupar na nova Urbanização da Fonte da Prata, não deve ser necessário lotear estas centenas de metros que nos relembram a cobertura vegetal original desta zona.

Polémica

Em Portugal, o futebol é o caminho mais rápido para a discussão. Mas, a avaliar pelas reacções a um nosso post sobre o Papa, a religião, continua ainda a ter o seu relevo. AL e Titta Maurício reagiram negativamente às nossas observações (ver comentários a propósito). O Brocas reagiu negativamente a essa reacções e, como o texto é longo, aqui está. Por afazeres diversos, a nossa posição só surgirá mais logo, porque hoje o dia está meio acidentado.



Caros redatores do Alhos Vedros Ao Poder, venho por este meio solicitar, caso achem por bem, a publicação deste pequeno post em resposta aosComentários do Sr. Titta Mauricio no vosso Post “Dois pensamentos a propósito do Papa”.

O Sr. também acha que Fidel Castro deve continuar a governar Cuba até aos 100 anos ? O Sr. Sabe o que é a doença de Parkinson ? Aconselho-o vivamente a visitar o Blog http://parkinson.blogs.sapo.pt/arquivo/441980.html onde poderá, caso desconheça realmente o que é a referida doença esclarecer-se devidadamente principalmente os cuidados que essas pessoas devem ter no seu dia a dia e o que isso pode influenciar o seu "trabalho".
Claro que também podemos dizer que o Sr. Karol Wojtyla é apenas um símbolo como tantos outros que a Igreja têm e que á que realmente "explorar" a sua imagem até às ultimas consequências. É claro também para mim que a Igreja tem de ter ícones e mártires, sempre os "inventou" (abertura das águas, santinhos de Fátima, pedras que choram sangue, etc etc ) mas sempre em seu próprio proveito nunca em proveito dos menos protegidos. Porque não interfere Deus todo poderoso nas Guerras provocadas pelo homem ?
Porque deixa Deus todopoderoso que morram milhares de fome ? Porque deixa Deus todo Poderoso que existam desastres como o do Sudoeste asiático ?
Qual a Fortuna da Igreja Católica ? Onde é aplicada ? Na ajuda em África ? Com o quê ? Um ou dois missionários que mais não fazem que é tentar ajudar sim mas com os recursos naturais ? Você já reparou no esplendor do Vaticano ? Já o comparou com a miseria que existe por exemplo nos Bairro tipo Boavista em Setúbal ?

O. Brocas

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Até amanhã...


É que está quase a dar o Seinfeld na Sic-Radical.
Não é que eu não tenha ainda visto estes episódios, mas sabe sempre bem.

Secção BD


For Better or Worse de Lynn Johnston (dois álbuns publicados por cá, salvo erro pela Bizâncio, mas eu depois confirmo).

Tira especialmente escolhida para os apreciadores de gatos e para irritar um dos co-editores do blog, fanático de canídeos.

Banda Sonora

Downtown train
Tom Waits


Outside another yellow moon
Has punched a hole in the nighttime, yes
I climb through the window and down to the street
I’m shining like a new dime
The downtown trains are full with all of those Brooklyn girls
They try so hard to break out of their little worlds

Well you wave your hand and they scatter like crows
They have nothing that will ever capture your heart
They’re just thorns without the rose
Be careful of them in the dark
Oh, if I was the one you chose to be your only one
Oh baby can’t you hear me now, can’t you hear me now

Will I see you tonight on a downtown train
Every night it’s just the same, you leave me lonely now

I know your window and I know it’s late
I know your stairs and your doorway
I walk down your street and past your gate
I stand by the light at the four-way
You watch them as they fall, oh baby, they all have heart attacks
They stay at the carnival, but they’ll never win you back

Will I see you tonight on a downtown train
Where every night, every night it’s just the same, oh baby
Will I see you tonight on a downtown train
All of my dreams they fall like rain, oh baby on a downtown train

Will I see you tonight on a downtown train
Where every night, every night it’s just the same, oh baby
Will I see you tonight on a downtown train
All of my dreams just fall like rain, all on a downtown train
All on a downtown train, all on a downtown train
All on a downtown train, a downtown train

(Para todos os que voltam do trabalho ao fim do dia, em transportes públicos)

A campanha ao rubro II


Já esta imagem nos chegou por via regular, em folheto depositado em caixa de correio na qual se avisa (mediante o autocolante existente para o efeito) que não se quer publicidade, aviso esse que, pelos vistos, não funciona nem para a publicidade comercial nem para a a propaganda política.
Tudo bem.
Passemos ao que interessa.
Não tendo sido feita qualquer montagem artificial, digam-me lá se não existe alguma desproporção entre a dimensão dos corpos e das cabeças das personalidades que estão mais ao centro e próximo do Grande Líder ?
Não é para embirrar com o rapaz mas não será que o nosso candidato por Setúbal, Nuno Magalhães, está um bocadito desproporcionado, assim como as cabecitas do Pires de Lima, do Telmo Correia e de um do outro lado, que não conheço nem nunca vi (mas que leio chamar-se Nuno Fernandes Thomaz, pelo que depreendo ser familiar de um outro Fernandes Thomaz, mais antigo no PP), estão um pouco assim para o esquisito ?
Ou será defeito do meu olhar ?
É que me parecem aqueles cromos antigos de jogadores de futebol, em que o corpo era desenhado e depois a cabeça era fotografada e "colada" ao corpo, o que nem sempre resultava muito bem.
Aqui no blog não sei se consegue perceber-se bem mas, se também receberam este folheto, não o deitem logo fora e reparem lá se não tenho razão ?

A campanha ao rubro

Esta é a primeira campanha eleitoral com uma blogosfera nacional em plena laboração. Por isso, fervilham as propostas eleitorais alternativas, das mais variadas origens. Esta é uma das últimas que nos chegaram:

Fica-se à espera dos implantes de silicone e colagénio gratuitos para as senhoras.
(parece que a camarada Edite Estrela é particular adepta desta ideia, para completar o que começou a fazer há uns anos)

Dois pensamentos a propósito do Papa

O Santo Padre foi, de novo hospitalizado de emergência, com problemas respiratórios.
De novo se apressou o Vaticano a esclarecer que está tudo sob controle e que João Paulo II voltará ao activo, mais vivinho e fresco do que nunca.
Apesar do respeito que me merecem os idosos, doentes e acamados, isto suscita-me dois pensamentos, um de ordem teórica e outro de natureza prática:

a) Porque será que pessoas e grupos que tanto acreditam na imortalidade da alma e na transitoriedade do corpo terreno se esforçam de forma tão denodada para prolongarem a estadia neste mundo inferior. Eu que sou agnóstico e muito sensível ao carácter definitivo da morte, ainda vá que fuja dela a sete pés, mas quem acredita ir reunir-se com o seu Criador depois de uma vida devotada a servi-lo devia ter uma maior capacidade de resignação aos seus desígnios.

b) Não sei se será útil relembrar a existência de uma clínica em Paris, muito conceituada, que acolheu Yasser Arafat há umas semanas e que, em pouco tempo, conseguiu fazê-lo de lá sair. É verdade que não foi curado à maneira que eu concebo uma cura, mas lá que foram rápidos e eficazes, foram.

Nuas com este frio


Estação da CP de Alhos Vedros


Publicidade Vintage III

A moda masculina de 1972, em todo o seu esplendor:

Zézé Camarinha estás perdoado.
(e atentem lá na posição da mão direita do rapagão)

Banda Sonora

Slow Burn
David Bowie

Here shall we live in this terrible town
Where the price for our minds
shall squeeze them tight like a fist
And the walls shall have eyes
And the doors shall have ears
But we’ll dance in their dark
And they’ll play with our lives

Like a Slow Burn
Leading us on and on and on
Like a Slow Burn
Turning us round and round and round
Hark who are we
So small in times such as these
Slow Burn
Slow Burn

Oh, these are the days
These are the strangest of all
These are the nights
These are the darkest to fall
But who knows?
Echoes in tenement halls
Who knows?
Though the years spare them all

Like a Slow Burn
Leading us on and on and on
Like a Slow Burn
Twirling us round and round and upside down
There’s fear overhead
There’s fear overground
Slow Burn
Slow Burn
Like a Slow Burn
Leading us on and on and on
Like a Slow Burn
Turning us round and round and round
And here are we
At the center of it all
Slow Burn
Slow Burn
Slow Burn

Ao Sol da manhã


Nas traseiras da "Velhinha", visto da Rua Jerónimo de Noronha.

Calendário para Fevereiro


Já em Janeiro nos esquecemos, e em Fevereiro por pouco ia acontecendo o mesmo.
Eis aqui uma folhinha de calendário para usar durante este mês da autoria de Nao Makino, uma designer japonesa a que um de nós, por via conjugal, temos laços de amizade.
Todos os anos edita um calendário que obedece a um tema musical geral. O ano passado foi a Ópera, este ano são os Blues. O mês de Fevereiro é dedicado ao tema Sugar Coated Love (ela já usou o óbvio My Funny Valentine em 2000).
O resto do seu óptimo trabalho pode encontrar-se no site da R-Plant, a sua empresa. Uma visita mais completa necessita da instalação de função de reconhecimento dos caracteres nipónicos, mas para apreciar as imagens podem passar adiante desse requisito. Para os nossos visitantes do Oriente (que os temos) isso não deve ser necessário.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

O Alfarrábio VIII


Simpático e muito útil livrinho de 1941, publicado pela Sá da Costa, que contém definições sempre actuais como esta (a páginas 82):

«Demagogia. Palavra derivada do grego, que serve para indicar os homens que, com as suas palavras, arrastam e seduzem o povo. No nosso tempo a palavra emprega-se para designar uma tendência para lisongear os instintos e os sentimentos das multidões a fim de utilizar a sua força no sentido de se conseguir o triunfo de certas doutrinas políticas ou sociais.»

Polivalência

E ainda dizem que os portugueses não são flexíveis quanto ao trabalho. Vejam lá o caso deste tipo (se clicarem na imagem para ampliar fica bem legível):

A ser verdade isto, entramos em toda uma nova dimensão do chamado "tacho".
Isto já é uma loja completa de cutelarias à moda antiga (a avaliar pela grafia dos apelidos do homem).

Mais porrada no ceguinho...


Até já a mim me dói e não é nada comigo, nem com ninguém a quem tenha particular estima.

A vantagem dos blogs...

... é ser possível ler textos como os que se encontram na Bloguítica (afinal não chegou quase a fechar) de Paulo Gorjão sobre Os Blocos do BE, n' O País Relativo de Filipe Nunes sobre as entrevistas de Louçã (Um dias os políticos serão todos assim, título perverso de tão irónico) e de Medina Carreira sobre A Verdade não mora aqui na Grande Loja do Queijo Limiano.

Já me ia esquecendo...

Agora vem o "choque de valores" do CDS.
Tremo de pensar que "choques" nos reservam o PCP e o BE.
É que já não há muitos disponíveis nas mercearias da zona de São Bento.

Banda Sonora

If you tolerate this your children will be next
Manic Street Preachers

The future teaches you to be alone
The present to be afraid and cold
So if I can shoot rabbits
Then I can shoot fascists

Bullets for your brain today
But we’ll forget it all again
Monuments put from pen to paper
Turns me into a gutless wonder

And if you tolerate this
Then your children will be next
And if you tolerate this
Then your children will be next
Will be next
Will be next
Will be next

Gravity keeps my head down
Or is it maybe shame
At being so young and being so vain

Holes in your head today
But I’m a pacifist
I’ve walked La Ramblas
But not with real intent

And if you tolerate this
Then your children will be next
And if you tolerate this
Then your children will be next
Will be next
Will be next
Will be next
Will be next

A Selva de Pedra (ou Betão)


As urbanizações da Quinta da Fonte da Prata, em tarde amena com o Sol de Inverno de um Verão de São Martinho que veio para ficar.
Alguém ouviu falar, por aqui, em requalificação urbana ?

Adenda: Agora o PS e a Câmara andam às turras quanto à colocação de uns abrigos nas paragens dos TST. Não sabemos se é educativa, nem quem tem razão, mas a discussão ferve.

São os interesses, senhoras e senhores...

Num comentário inserido há uns dias atrás no nosso blog, Titta Maurício alertava para uma questão muito importante em torno das movimentações que actualmente se fazem nos bastidores da campanha eleitoral
Por muito que nos separem as nossas convicções pessoais, penso que o alerta se justifica e espero que seja sincero, não oscilando com os agentes e as circunstâncias políticas do momento.
Escrevia TM sobre os encontros de topo entre as chefias do PS e do grupo Impresa, indiciadores (acrescento agora eu de forma explícita) de conluios ocultos que se estarão a preparar para o pós- 20 de Fevereiro entre os socialistas que puseram Sócrates como seu testa-de-ferro e o grupo dominado por Balsemão.
Conhecendo-se os antecedentes do relacionamento entre grupos empresariais, e em especial de comunicação social, e o poder político este não é um problema de somenos.
São públicas as manobras dos governos anteriores em torno da comunicação social; com Barroso/Portas foi o grupo PT/Lusomundo a servir de campo de ensaio para a colocação de aparelhistas e fiéis do governo (será que ouvi alguém dizer Luís Delgado ?), enquanto com Lopes/Portas foi aquela inábil manobra com o grupo Media Capital.
Se recuarmos um pouco mais, é fácil constatar que em algumas eleições o posicionamento implícito dos principais órgãos de informação (SIC, TVI, Expresso, Público, Visão, Diário de Notícias, Jornal de Notícias) foi determinante para a mudança eleitoral. Cavaco durou até onde quis mas, em parte, até onde o seu braço-de-ferro com a comunicação social resistiu, pois desde 1993 que estava claramente sob ataque da imprensa e a derrota do PSD de Nogueira em 1995 é em muito facilitada pela “má imprensa” em seu redor.
O mesmo se passaria com Guterres que, no seu segundo governo, foi fustigado desde cedo pela opinião publicada e pela forma como se puseram a nu as insuficiências que já vinham de trás.
Com Barroso, as coisas amainaram porque todos estavam à espera de saber para onde caíriam as simpatias do poder político em alguns negócios que se aproximavam e, apesar de sobressaltos, não se deu uma clara “barragem de fogo” nos seus dois primeiros anos (em torno do Paulo Portas o caso foi outro, mas nada pior do que o que o próprio fez no Independente). Ora, tudo isso acabou com Santana Lopes, velho conhecido de toda a gente no meio, que lhe nutre pouca admiração pelo eventual carisma que algum eleitorado lhe encontra. Acrescendo a isso, a profunda inabilidade de Santana para liderar um Governo e a sua desastrada tentativa de estabelecer alianças com parte do mundo da comunicação social, levou ao levantamento de alguns adversários poderosos que, à falta de melhor, se viram agora para Sócrates.
Assim se explica, por exemplo, que nas últimas semanas a primeira página do Expresso se tenha tornado o anti-Povo Livre com uma sucessão de destaques que se centram quase por completo em diferendos internos do PSD e na divulgação das asneiras e falta de coerência de Santana Lopes. O máximo desta distorção passou-se com a edição em que o quase único destaque era dado a um eventual engano de António Borges (figura que de tanto se oferecer para qualquer coisa, deve ter qualquer problema de fabrico) por Santana quanto a ofertas de cargos no Governo e na CGD.
A vida política resume-se, para a primeira página do Expresso, às asneiras de Santana, enquanto nada se diz sobre Sócrates (planando sobre algumas das suas evidentes insuficiências) e tratando os partidos mais à esquerda como não-entidades merecedoras de notícias ou seleccionando cirurgicamente os opinadores de serviço.
O plano é óbvio: derrotar claramente PSD e CDS (potenciais aliados da Media Capital) e levar o PS ao colo até à maioria absoluta, para que o PCP ou o BE não possam bisbilhotar o que se passa por debaixo da mesa.
Por isso, reafirmo a minha desconfiança genética quanto às maiorias absolutas e à bondade dos apelos à estabilidade governativa monopartidária.
Na prática, o que se pretende são menos parceiros à mesa dos negócios e, se possível, afastar quem não dê garantias de bico calado.
Por isso mesmo, e graças a muito boa gente colocada em pontos-chave em muitas redacções, para muita imprensa, em caso de maioria relativa do PS, é muito mais simpático colocar o Bloco de Esquerda na esfera do poder do que um PCP puro e duro. Porque, como esquerda moderna e mediática que são, os poucos que mandam a sério no BE serão muito mais fáceis de contentar, tendo já a maior parte deles ganho lugar cativo em órgãos de comunicação social (ou pensam que o assessor de imprensa do BE, Daniel Oliveira, passou a estar na SIC-Notícias e no Expresso por acaso ?).
Claro que, para o vulgo, tudo isto passa desapercebido ou, para usar as palavras de José Gil, é visto como se vivessemos num permanente nevoeiro.

António da Costa, 1 de Fevereiro

Curiosidades - O pai do génio


Mourinho Sénior, quando jogava à bola no Vitória de Setúbal e ainda não imaginava que aos 42 anos o seu filho teria três grandes recordações na vida, aqui apresentadas por ordem cronológica, quiçá mesmo por ordem decrescente de importância:
  • Dar aulas de Educação Física na Escola de Alhos Vedros.
  • Ser campeão europeu de clubes.
  • Ser o treinador de futebol melhor pago do mundo.

Proposta de Titta Maurício

Só para mostrarmos a nossa abertura de espírito, incluímos aqui uma proposta de site católico que nos foi enviada por Titta Maurício.
Não vamos comentar os conteúdos, apenas deixando os excertos, para que nenhum incauto diga que foi ao engano. Em particular, a entrevista sobre a Constituição Europeia e a peça sobre os alertas ecológicos são pequenas pérolas.

A “Lenda Negra” da Inquisição
Muitas mistificações desenvolvidas pela “lenda negra” iluminístico-maçónico-marxista rodeiam as Inquisições. Os historiadores demonstraram a sua falsidade. Contudo, elas persistem no imaginário colectivo. Esclareçamos as coisas tal como elas aconteceram, na realidade

GRANDES ENTREVISTAS
«A inspiração da Constituição Europeia é absolutamente maçónica»
César Vidal, escritor e director de “La Linterna” da COPE, é uma das vozes mais comprometidas com a visão cristã do mundo nos meios de comunicação espanhóis. Nesta entrevista, fala em profundidade, entre outras coisas, das relações entre a Constituição Europeia e a maçonaria, assim como do possível grau de infiltração deste conjunto de sociedades secretas no PSOE e no governo

O “terrorismo psicológico” de um certo ecologismo
Há mais de 30 anos que estamos a ser bombardeados por relatórios que prevêem desastres apocalípticos, caso não nos decidamos a diminuir o número de seres humanos no mundo e a combater a industrialização.Nada disto se realizou jamais, e parece evidente que os verdadeiros fins do “eco-catastrofismo” são de carácter especificamente “ideológico”: defesa do aborto e controlo programado dos nascimentos, difusão do culto New-Age, da deusa Terra e da mentalidade anti-ocidental.

«Salvos no Santuário, para nós é milagre»
O complexo da Basílica mariana de Vailankanni, junto à costa oriental da Índia, foi arrastado pela onda (mais de mil mortos), mas a água parou no limiar da porta da igreja , onde se encontravam outros milhares de pessoas: o mar limpou os edifícios vizinhos, da mesma altura.


A Nova Nau Catrineta

Imagem e texto chegados por (diferentes) mãos amigas:



Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à proa
Santanás a comandar

Ouvi agora senhores
Uma história de pasmar

D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
Tachos, pratos e panelas

D. Pereira na enfermaria
Conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia

Põe vaselina nos mastros


D. Durão deu à soleta
Enjoou de andar à vela
E Santa Manuela Forreta
Largou-os sem lhes dar trela

Aflito El-Rei Sampaio
Com estas novas tão más
Disse aos bobos de soslaio
Chamai lá o Santanás

Aqui estou meu Senhor
Vós mandasteis-me chamar?
Soube agora desse horror
D. Durão vai desertar?

Cala-te lá meu charmoso
Não me lixes mais a vida
Troco um cherne mal-cheiroso
Por um carapau de corrida?

Pobre da Nau Catrineta
Já lamento a tua sorte
Esta marinhagem da treta
Nem sabe onde fica o Norte

Parece que já estou vendo
Em vez de descobrir mundo
Ao primeiro pé de vento
Espetam com o barco no fundo

Ou então este matraque
Com pinta de Valentino

Gasta-me a massa do saque
Nas boîtes do caminho

Não se aflija meu Rei
Que agora vou assentar
Pois depois do que passei
Cheguei onde quis chegar

E por aquilo que passei
Aqui ninguém nos escuta
Eu quero mesmo é ser Rei
E vamos embora à luta
E f.... O zé povinho

O verde pela manhã


Carvalhinho

Para que não digam que não gostamos do lugar da Moita, pelo menos onde a acção moiteira não estragou tudo.