sexta-feira, abril 27, 2007

AVP didáctico

NORMAS SOBRE E-MAILS PELA 1ª VEZ ALGUÉM ESCREVE UMA COISA SÉRIA SOBRE O TEMA. A ORIGEM É UMA CONHECIDA EMPRESA INFORMÁTICA.

Vamos lá aprender com os E-Mail de uma vez por todas... e livremos a Internet de 80% dos vírus e entulho...

O MAIS IMPORTANTE:Quando vocês reenviarem mensagens, retirem os nomes e endereços de e-mail das pessoas por onde esses e-mails já passaram.

Há programas a rodar na Internet para "apanhar" tudo o que estiver antes e depois de um "@", isso é vendido a Spammers, que muitas vezes espalham vírus.

Quando mandarem uma mensagem para mais do que uma pessoa, não enviem como "Para" nem com o "Cc", (ouviram????) enviem com o "Cco" (carbon copy ocult) ou, de preferência, " Bcc"(blind carbon copy), que não vai aparecer o endereço electrónico de nenhum destinatário...

1) As grandes empresas NÃO usam correspondência do tipo corrente(chain-letters). A Microsoft e a AOL NÃO estão a oferecer US$ 245 a cadareenvio de e-mail. A Ericsson e a Nokia NÃO estão a oferecer telemóveis. Aliás, pense bem, como é que eles vão saber se você reenviou estese-mails para outros endereços?

2) A BAYER e a NESTLÉ NÃO estão a dar kits gratuitos para quem reenviare-mails e mandar a confirmação para o endereço indicado.

3) A MTV NÃO vos dará o direito de ficar nos bastidores se vocêsremeterem correspondência a um monte de gente.

4) NÃO é porque alguém escreveu, quatro degraus antes na pirâmide, que éverdade (observem, é mais uma mera mentira).

5) NÃO existe uma organização de ladrões de fígado ou outros orgãos.Ninguém acorda numa banheira cheia de gelo, mesmo se um amigo jurar queisto aconteceu ao primo do amigo do conhecido dele.

6) Se o(s) último(s) desastre(s) envolvendo foguetes da NASA espalharam partículas de plutónio sobre a Costa Leste Americana, vocês acham,realmente, que esta informação chegaria ao público por e-mail?

7) NÃO existem os vírus "Good Times", "Bad Times", "Sapos Budweiser", etc.Na verdade, vocês NUNCA, mas NUNCA mesmo, devem reenviar qualquer e-mailalertando sobre vírus antes de confirmarem num site fiável de umacompanhia real, que estas o tenham identificado.

8) Cortem aqueles quilómetros de cabeçalhos com endereços dos e-mail's.

9) Existem mulheres que estão realmente a sofrer no Afeganistão, e asfinanças de diversas empresas filantrópicas estão vulneráveis, masreenviar um e-mail NÃO ajudará estas causas. Se vocês quiserem ajudar, procurem a melhor forma junto da vossa Junta de Freguesia, a AmnistiaInternacionalou a Cruz Vermelha. E-mails com "os abaixo-assinados" geralmente sãofalsos e nada significam para quem detém o poder para fazer alguma coisa sobre o que está ser denunciado. São meios de obter endereçoselectrónicos.

10) NÃO existe nenhum projecto para ser votado no Congresso Brasileiroque reduzirá a área da Floresta Amazónica em 50%. E nem para deixar de cobrar portagens. Portanto NÃO percam tempo nem "façam figuras tristes"assinando e reenviando aqueles furiosos abaixo-assinados de protesto, oucomunicando este tipo de coisas.

11) Vocês NÃO vão morrer nem ter azar no amor se rebentarem uma corrente. Sejamos inteligentes e recusemos essa maneira imbecil de ajudar oshackers e os spammers (propagandas).

12) Escrever um e-mail ou enviar qualquer coisa pela Internet é fácil...NÃO acreditem, automaticamente, em tudo. Observem o texto, reflictam, analisem tudo isto antes de reenviarem aos amigos.

13) Quando recebemos mensagens pedindo ajuda para alguém, com algumafotografia comovente, NÃO reenviem apenas "para fazerem a vossa parte"...pode haver alguém cheio de más intenções, por de trás deste e-mail...verifiquem a veracidade das informações... Afinal, próximo da vossa casa há sempre alguém carente que vocês poderão ajudar, se esta for a vossa opção de vida.

14) Cuidado! Muito cuidado com as mensagens-lista de dados de pessoas, que cada um vai assinando, colocando os seus endereços, telefones reais ereenviando... Podem facilmente ser utilizadas por assaltantes, sequestradores, piratas informáticos, etc.

15) Agora, SIM, ENVIEM esta mensagem aos vossos amigos e conhecidos, eajudem a colocar ORDEM nessa imensa casa chamada Internet. Lembrem-seque, todos os dias chegam milhares de inexperientes à Internet, e quanto mais pudermos ensinar, será de grande valia para todos.**********No reencaminhamento deste mail, apague os endereços de e-mail nelemencionados. Use também o BCC (em vez do "to/para"). Proteja a sua privacidade E, sobretudo, A DOS OUTROS !!!

O que vejo eu?



Perigo, perigo.
O poder moiteiro já desfralda as bandeiras da conspiração socialisto-bloquista, apadrinhada por nós e dinamizada pela contestação ao PDM, com o apoio da imprensa capitalist ae do Poder Central.

Foto do conspirador-fotógrafo Brocas

Beijo na Boca

O que foi dado hoje por José Sócrates aos autarcas em pleno debate mensal no Parlamento.
Agora os PDM's já podem ser aprovados com menos controle e os licenciamentos e planos de pormenor, idem, idem, aspas, aspas.
Diz que é para descentralizar, aligeirar e modernizar.
Neste caso, certamente que não teremos a situação local moiteira e amoitada a dizer que é o papão do Neo-Liberalismo.
Embora seja a mesma lógica do recuo do Estado Central na Saúde, Justiça, Educação e Segurança Pública.
Depois, quando as coisas correrem mal e ficar tudo uma manta de retalhos, a culpa será obviamente dos autarcas e de quem os elegeu.
E estes é que se lixam, porque os outros aposentam-se novos.

25 de Abril de 1974 – A Memória

25 de Abril de 1974 – A Memória



A nossa memória dos acontecimentos passados nunca é objectiva e nunca consegue retratar de forma exacta o que se passou, sendo isso ainda mais grave quando se trata de fazer a interpretação desses mesmos acontecimentos, extrair-lhe um sentido e relacioná-los na sequência de tudo o que os antecedeu, buscando-lhes as causas próximas ou profundas, e lhes sucedeu, tentando perceber se o que veio depois a ocorrer já estava mais ou menos predeterminado.
Porque estivemos envolvidos directamente no que se passou e esse envolvimento perturbou a nossa percepção, ou porque não fomos testemunhas directas e dependemos dos relatos de outros, a reconstituição de momentos marcantes do passado histórico acaba por resultar de uma construção feita pela nossa memória, que selecciona e combina diversos elementos, de acordo com padrões condicionados por questões afectivas ou por motivações particulares.
No caso de acontecimentos tão relevantes e simbólicos como o 25 de Abril de 1974 este fenómeno de construção da memória assume ainda maior importância porque, aos aspectos individuais, acrescem os elementos culturais, ideológicos e políticos que pretendem condicionar a forma como será transmitida e preservada essa memória colectiva, que se torna assim motivo e palco de acesa disputa por parte dos diferentes grupos em luta pela hegemonia do Poder, político, económico e/ou cultural.
Protagonistas, motivações, acções, tudo se torna com o passar do tempo, motivo de revisão, reapreciação e reconstrução, conforme os pontos de vista, ideológicos e não só, e a(s) agenda(s) daqueles que pretendem tornar-se os guardiães preferenciais da memória.
A (re)construção da memória torna-se, em grande parte, uma estratégia de legitimação da posse do Poder por um determinado grupo que, por essa via, procura demonstrar como a situação presente estava já definida geneticamente nas acções (positivas) do passado.

Isto verifica-se com eventos e datas simbólicas como a Restauração (1 de Dezembro de 1640), a Revolução Liberal (24 de Agosto de 1820), a Implantação da República (5 de Outubro de 1910), a “Revolução Nacional” (28 de Maio de 1926) ou a própria “Revolução dos Cravos”.
Os momentos preferenciais para a reconstrução da memória colectiva são as comemorações desses acontecimentos simbólicos, fazendo-se esse esforço sentir desde os primeiros tempos, embora com o afastamento temporal essa acção sobre a memória possa ganhar maior eficácia.

É particularmente interessante analisar, por um lado, o ênfase colocado nos diferentes protagonistas dos acontecimentos e, por outro, a composição daqueles que vão aparecendo como analistas desses mesmos acontecimentos.
Tudo isto depende da própria evolução política

quinta-feira, abril 26, 2007

AVP Memória

Romaria do AVP em perigo


Em virtude da acção de alguns camaradas "anarcolibertários" (na terminologia pequeno-burguesa do regime arquista) mais jovens e inflamados, que acabaram por se envolver justificadamente com as forças da repressão policial em Lisboa no na zona do Chiado ao protestarem contra a mercantilização da antiga sede da PIDE, a romaria que o AVP procurava organizar entre a Moita e Viana do Alentejo entre 29 de Abril e 1 de Maio - a primeira romaria anarquista da História Universal, depois do Calvário de Cristo - pode vir a ser cancelada, pois de acordo com a imprensa, foi apreendida "diversa simbologia anarcolibertária" que queríamos usar na iniciativa.
Assim ficamos limitados a andar a pedinchar por aí a imagem de um qualquer santo de pau oco e a malta tão baixo não desce.
Para além de que também ainda não tínhamos conseguido assegurar o patrocínio de uma marca de fraldas para jumentos e bestas incontinentes, pois já se sabe que o poder moiteiro só limpa a sua própria merda.
Deste modo, a já tradicional (já pensamos nisso há umas semanas, por estas bandas já serve como tradição secular) Romaria AVP vai esperar por melhores dias.

Também quero ser "Alto" qualquer coisa

Jorge Sampaio, mais um tuga num "alto" cargo decorativo de utilidade nula.
Se fosse com base nestas notabilidades, ainda acreditávamos ser um país importante.
E logo o Sampaio, que mal se percebia quando falava entre nós, vai ser giro a fazer dialogar as civilizações.

Ao serviço do projecto AVC



Que é como quem diz o Alhos Vedros Catumral.
(a foto é do Brocas)

Não é ser má-língua

Mas aquele redondel que vão fazer ali na entrada poente de Alhos Vedros, antes da Kleo, sendo necessário, parece-me que não vai pelo bom caminho.
Não sou engenheiro, e muito menos pela Independente ou pelo Piaget, mas dá para ver.

Em defesa da Escola Pública



Mais uma iniciativa ao nível da não realização da Carta Educativa, do tardio arranque do Conselho Municipal de Educação e do não apoio às Actividades de Enriquecimento Curricular.
E eu até me lembro que este homem foi professor na Escola de que agora promove o desvio de alunos através de uma parceria voluntária.
Porque uma coisa é reconhecer o papel da iniciativa privada, outra é incentivá-lo contra o que se afirma defender.
Maravilhoso.
E depois os outros é que são isto e aquilo.
Chapéus há muitos.

Eu já acredito na tal conspiração



É que já não é credível que tudo sejam coincidências.
É demasiada asneira seguida.
Caramba, o erro não é grave, mas isto é numa papeleta - o livrinho sobre o Fórum o Desporto da Península de Setúbal - com grande divulgação e até uma boa qualidade.
E a frase acaba daquela maneira? "Tanto atleta, como dirigente"? Não deram pela falta de nada? A sério?
É o que dá ser engenhêro.
Também bacharel como o outro, mas com licenciatura passada a ferro no Piaget.
Daquelas feitas não ao domingo, mas ao sábado.
Ou então é alguém no departamento de comunicação que escreve com os pés.
Ou é mesmo alguém que faz isto para que gozem com a cara do homem.
E depois ainda havia quem andasse por aí a chamar ignorante e coisas piores a amigos nossos blogueiros.
Querem maior ignorância que isto?
Contratem lá o(a) licenciado(a) em Literaturas, que já é demais.
Paguem-lhe a peso de ouro, mesmo se for gordinho(a).
Mas eu até acredito que acabem por contratar uma jovem camarada jeitosinha.
É que qualquer dia ainda temos um cartaz a proclamar a Mouta no Maipa.

quarta-feira, abril 25, 2007

A Democracia no Ensino



Talvez o blog mais verrinoso que anda por aí.

E o Maior Comunista do Concelho da Moita é...


... o camarada bloguista O Broncas do Arre-Macho, com 60 votos e 22,8% das preferências do eleitorado popular.
As más línguas dizem que ele a meio da votação mobilizou as massas para votarem nele e ganhou um avanço que nunca mais perdeu.
Como só se pode votar uma vez por dia e os editores do blog têm restrições quanto à sua votação como os outros, o nosso 2º lugar não deixa de ser estranho pois 44 votos e 16,7% em tipos que são acusaados pelos amoitados de serem anti-comunistas primários é giro, muito giro.
Entretanto, 16% (42 votos) optaram por afirmar que já não há comunistas no concelho, o que deve deixar Manuel Madeira (36 votos, 13,7%), Leonel Coelho e Joaquim Raminhos (25 e 22 votos, respectivamente, abaixo dos 10%), um bocadito chateados.
Curioso, curioso é que nenhum dos nomes ligado ao poder autárquico actual ficou em posição de destaque, ocupando mesmo os três últimos lugares da lista de preferências Joaquim Gonçalves (o carismático presidente da Assembleia Municipal e formador dos jovens quadros locais), Fernanda Gaspar (a multiplatinada Presidente da JFAV) e João de Almeida (o anterior Presidente moiteiro que saiu do palco pela esquerda baixa em silêncio e nunca mais surgiu á superfície).
Glória ao Vencedor.
E um grande molho de bróculos para os outros, nós incluídos.
Agora vamos partir para uma outra sondagem, mais prospectiva.

Quem diz que hoje não se trabalha?


Trabalha-se e trabalha-se sempre em excelentes causas.
Em Lisboa, o Poder Local Democrático decretou que cerca de 40 da centena de plátanos que envolvem o Campo Pequeno, apesar de saudáveis, apresentam "problemas na base de sustentação", o que pode fazê-los cair, pelo que o melhor é cortá-los.
Claro que a Câmara de Lisboa parece esquecer-se que a falta de base de sustentação para as raízes foi causada pelas obras deitas com a sua licença mesmo ali por baixo, de modo a danificar ou impedir o desenvolvimento das ditas raízes.
Desta forma, hoje o dia foi de continuação do abate.

Sejam amigos...

... arranjem-me lá fotos da primeira romaria comunista da história deste e do outro mundo!
É que eu fui passear à outra margem e de qualquer forma gosto de primar pela discrição e não dar pelas vistas nestes eventos.

Há 33 anos, mais hora menos hora...

Antes...

Poder à Palavra

terça-feira, abril 24, 2007

O homem anda claramente perturbado

Se tudo é ruído, calúnia e desinformação, justifica-se um editorial sobre o assunto numa publicação paga pelo erário público, onde ninguém tem direito a contraditório?
Shôr presidente, tenha noção das coisas.

Afinal, não é só o amor que é um fogo que arde sem ser ver!

O regresso de Bonixe, o Sempre-Fixe

Pelos vistos o homem é dos que andam por aí e não deslargam.
No Notícias Populares deixaram-no escrever um texto de opinião em que ele descarrega as amarguras em cima dos blogues. Parece que do alto da sua sapiância jornalísticas acha que não pretam um bom serviço e que criticam mal e injustamente os jornalistas. Afirma mesmo que não são usados argumentos e enrola-se numa daquelas prosas que padecem de mal bem pior dos que denuncia.
Na prática, ataca moinhos de vento que não nomeia especificamente, não concretiza e esgravata na atmosfera sem se perceber bem ao que anda.
Só lhe faltou bater no anonimato.
'Tadinho dele, que bem levou nas trombas de nós (e não só) por causa da trioste e vil peça que fez sobre a blogosfera local/regional.
Mas com boas razões, argumentos bem explicadinhos e referência ao Código Deontológico dos Jornalistas que ele deveria conhecer como "Prof. de jornalismo no ensino superior".
Pobres alunos.
Resta saber se é na Universidade Independente.
E já agora, para a próxima seria melhor usar uma foto menos tótó.
Isto não é um argumento eu sei.
Nem pretende ser.
Mas mesmo assim é melhor que toda a prosa bonixiana.

Homem rico, homem pobre

O Jornal do Pinhal Novo já tem espaço funcional na net.
O da Moita pelo menos já desistiu de anunciar o site.

O Poder Local antes do 25 de Abril

Era um poder autista, fechado sobre si mesmo, só amigo de uma elite que entrava nos seus negócios, que distribuia lugares só a quem tinha cartão da UN, monopartidário, impermeável às críticas e que perseguia e procurava caluniar quem discordava das suas opiniões.

Como podemos ver, 33 anos fazem muita diferença.
Viva o Poder Local Democrático!

25 de Abril de 1974-O Acontecimento

25 de Abril de 1974 – O Acontecimento


Os acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974, na sua natureza essencial mais objectiva, tomaram a feição de um golpe de estado de cariz militar, com os objectivos de substituir a elite política no poder e de alterar os principais aspectos do regime em vigor, no sentido da sua liberalização e da eliminação do seu aparato repressivo autoritário.
Cerca de uma semana depois, nas manifestações populares massivas do dia 1 de Maio de 1974 (declarado feriado pelos novos governantes), a anterior caracterização já se encontrava ultrapassada em virtude da fortíssima movimentação social em decurso que, em grande parte de forma espontânea mas também com algum enquadramento por parte de algumas forças políticas e sociais, começaria desde cedo a pressionar os novos actores da situação política emergente no sentido do alargamento do programa inicialmente previsto pela coligação de motivações que dera origem ao Movimento dos Capitães.

«(...) mais do que no dia 25 de Abril, será no dia 1 de Maio que se poderão encontrar factos comprovativos dos termos do contrato político entre o MFA e a mobilização popular, não só nas grandes cidades como um pouco por todo o país.» (J. Medeiros Ferreira, Ensaio Histórico sobre a Revolução do 25 de Abril, Lisboa, 1983, p. 36)

Esta tensão entre o programa inicial do Movimento - que na sua formulação de mínimo denominador comum, era relativamente neutro do ponto de vista ideológico e minimal no plano de reformas previsto – e os imprevisíveis efeitos da agitação social que se começava a avolumar, fez-se sentir de forma determinante ao longo dos dois anos que se seguiram, deixando sequelas directas até ao início da década de 80 e levando ao gradual f(r)accionamento entre os diferentes grupos que tinham constituído o MFA (e os seus apoios na sociedade civil e no nascente sistema partidário) quanto a orientação a dar ao que já se adivinhava vir a ser uma revolução política e social.
Em termos individuais, a polarização maior aconteceria entre dois dos três principais protagonistas do 25 de Abril, ou seja, entre Otelo Saraiva de Carvalho (o estratega do movimento) e António de Spínola (a figura tutelar desse mesmo movimento), já que o operacional de serviço, Salgueiro Maia, procurou sempre manter-se afastado do primeiro plano das disputas pelo poder, latentes desde os primeiros dias do novo regime.

«Na noite de 25 para 26 desenrolam-se, porém, os primeiros confrontos entre Spínola e os seus fiéis, por um lado, e os oficiais que haviam coordenado as operações de derrube do regime e se assumiam como os dirigentes do Movimento, por outro. Aqueles procuravam apoderar-se do comando dos objectivos conquistados, enquanto Spínola se recusava a aceitar a inclusão no Programa do MFA do reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação.» (A. Reis, Portugal – 20 Anos de Democracia, Lisboa, 1994, p. 18)
Enquanto o sector do MFA ligado a Spínola tinha uma agenda política moderamente reformista que não pretendia a completa dissolução do aparelho de Estado (polícial, político, administrativo) herdado do Estado Novo, o sector mais “progressista” em termos ideológicos, rapidamente procuraria fazer avançar a situação para um processo revolucionário mais profundo. Se o final da Guerra Colonial era uma prioridade absoluta, a solução a adoptar para a relação com os territórios ultramarinos não era consensual, oscilando-se entre o federalismo spínolista com concessão de autonomias relativas a alguns territórios e um rápido e puro processo de descolonização por via da completa autodeterminação de todas as colónias. Se a liberalização era outra prioridade, a modalidade do regime a adoptar era outro ponto de discussão, existindo apenas um terreno comum numa concepção de democracia parlamentar vaga, que tanto podia ir de uma versão conservadora (em que o PC e as tendências mais esquerdistas não eram perfeitamente bem-vindas) a uma versão democrática socialista popular (em que todas as tendências não marxistas sofriam o risco de exclusão).
O resto do ano de 1974 e 1975 passariam na
Indefinição
Luta pela predomínio.
Solução intermédia, proposta pelo grupo dos 9.

De qualquer modo, o golpe militar/revolução de 25 de Abril de 1974 foi um momento único de deposição de um regime mantido longamente graças à inércia e receio da maior parte de uma nação adormecida, incapaz de se mobilizar de forma eficaz contra a ditadura, fora de esferas oposicionistas restritas, fossem elas de matriz republicana (mais elitistas e intelectuais) ou comunista (mais enraízadas no tecido social de parte do país).
Resolvido de uma forma globalmente pacífica, o golpe militar despertaria uma energia longamente adormecida na generalidade do povo português, que aproveitaria a novidade de uma liberdade que quase ninguém experimentara no seu tempo de vida para se expressar de forma festiva e vibrante, quando ainda não se conhecia exactamente em que direcção a Junta de Salvação Nacional iria conduzir o novo regime, a que formas de legitimidade recorreria e que projectos tinha para o futuro, a curto ou médio prazo.
Claro que existe uma diferença abissal, apesar dos pontos de contacto, entre a forma como foram vividos esses tempos por parte dos principais protagonistas de topo dos acontecimentos, da generalidade da população, enquanto multidão nas ruas, ou por cada um dos indivíduos na sua esfera privada de aspirações e/ou receios.
Os primeiros disputavam o controle do Poder, enquanto os últimos procuravam perceber de que forma a sua vida se iria alterar e melhorar com a nova situação. Enquanto massa com uma dinâmica e características colectivas próprias, as multidões representavam, por um lado, a manifestação pública das aspirações comuns da maioria da população mas, por outro, o instrumento privilegiado para a manipulação por parte das diversas facções do novo regime e um campo de batalha político indirecto.

No entanto, na última semana de Abril de 1974 viveu-se um momento único e praticamente irrepetível, de alegria espontânea e ainda não enquadrada por nenhum tipo de estruturas políticas que, na tentativa de a capitalizarem, a viriam a desvirtuar e instrumentalizar pouco tempo depois.
Nessa semana, a alegria transbordou e foi vivida por quase todos sem preocupações do que o futuro reservava, apenas com o prazer da sua própria fruição.
A partir do 1º de Maio, na sequência dos regressos do exílio de Mário Soares e de Álvaro Cunhal e das movimentações de bastidores para a constituição de partidos políticos destinados a enquadrar as diferentes correntes de opinião em formação na sociedade portuguesa e as diversas formas de sentir o futuro do país, a espontaneidade irá cedendo gradualmente e a mobilização popular irá ser “organizada” cada vez mais de acordo com interesses que obedeceriam a lógicas da luta pelo poder ao nível do topo.É a partir desse momento que começam as disputas sobre o verdadeiro sentido dos acontecimentos de 25 de Abril de 1974, disputas essas que seriam desenvolvidas tanto ao nível da luta pelo Poder herdado, como da luta pela construção da Memória do que tinha ocorrido.

segunda-feira, abril 23, 2007

A Revolução vai fazer a idade de Cristo


Isso será alguma espécie de sinal?
Espero que não.
Mas andam por aí uns Judas à solta que por 30 dinheiros...

(cartoon de Zé Oliveira)

Agora quanto à substância...

... o comunicado da concelhia da Moita abaixo citado padece do mesmo mal da declaração do Mariano Gago sobre a Universidade Independente.
Mistura alhos com bugalhos.
Uma coisa é dar patada na malta do PS por eles agora parecerem, na tal liguagem coiso e tal, quase mais comunistas que os comunistas.
Outra é misturar isso com a história do PDM e insinuações várias que, essas sim, são caluniosas, quando se afirma que as outras é que são calúnias.
Mas eu percebo que estejam a cerrar fileiras e a querer mostrar força e unidade.
E que o shôr presidente esteja um bocado aflito e queira co-responsabilizar o resto da malta, em nome dos serviços prestados à causa.
Para não sair pela esquerda baixa como o antecessor, cujo rasto complicado andou pressuroso a cobrir nestes anos.
Porque o comunicado do PS, por si mesmo, não justifica tanto alvorço.
Mas nunca se esqueçam da doutrina Pimenta Machado acerca da verdade dinãmica, que aliás um dos elementos da concelhia gosta de arvorar como filosofia particular.
E não se arrisquem muito pela doutrina Fátima Felgueiras de ser a eleição o método de lavar mais branco.
Ou mesmo pela doutrina Valentim Loureiro, aquela que afirma que mesmo que tenha feito uma coisa, desde que não possa ser provada em tribunal por inadmissibilidade técnica da prova, é como se não tivesse feito.

Mas eu reteria essencialmente este parágrafo que se segue para memória futura, em especial as partes assinaladas a negrito, sobre anão partidarização do PDM (acredito que alguns empresários de sucesso não votem no Partido, lá isso acredito) ou sobre posições a tomar posteriormente (cheira-me a que adivinham borrasca):

«Mas perante a mentira e a calúnia que visa denegrir o Presidente da Câmara e os vereadores da CDU, a propósito do PDM que desde a primeira hora entendemos não partidarizar, e independentemente da posição que venhamos a tomar posteriormente, por o mesmo se encontrar em fase de aprovação, é altura da Comissão Concelhia da Moita do PCP colocar o seguinte»

O resto é mais do mesmo. Nem valia a pena gastarem uma sessão do Colectivo para redigir isso. Bastava terem-me encomendado a prosa que eu saberia fazer melhor a vossa defesa. Por estranho que pareça.
Porque esta é manifestamente a estratégia de defesa errada.
Porque demonstra que o medo se instalou.
Só que não deve, não teme.
Ora, se teme...

Importam-se de repetir?

No Rostos Online:
«A linguagem do Secretariado do PS Moita, descontextualizada da linguagem e prática política deste partido e que é acompanhada por outros auxiliares no concelho, tem notoriamente o objectivo das próximas eleições autárquicas, sem preocupação com os problemas dos trabalhadores e das populações o PS vive apenas para a conquista do poder.” – refere um comunicado Executivo da Comissão Concelhia da Moita do Partido Comunista Português.»

É verdade que o comunicado da concelhia do PS é estranho na linguagem.
É verdade que não estou aqui a postar por causa das questões políticas em causa.
Mas o que é mesmo verdade é que não percebo o que é uma linguagem descontextualizada da linguagem.
Sei que deve ser falha ou falta de uma qualquer palavra.
Sei que não é caso raro nos documentos do poder moiteiro e da força que lhe dá cobertura.
Mas não iam contratar um linceiado em Língua e Literaturas?
Ainda não anda ao serviço para rever os documentos autárquicos e já agora os que saem da Dínis Ataíde?

Quantos, mais exactamente?

«As XV Jornadas Pedagógicas do Concelho da Moita, realizadas no dia 20 de Abril, contaram com a presença de vários professores.» (O Rio)

Sinto-me herético


E olhem que não há falta de quem me queira chegar os fósforos à lenha.

A FÉ !!!

Do site da Câmara Municipal de Viana do Alentejo:

«De 25 a 29 de Abril realiza-se pelo sétimo ano consecutivo a Romaria a Cavalo que liga a vila da Moita a Viana do Alentejo, num percurso total de 150 quilómetros.A cavalo ou de charrete, centenas de romeiros oriundos de vários pontos do País, partem dia 25 de Abril da Moita com a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem em direcção a Viana do Alentejo, onde chegam dia 28, por volta das 17 horas, ao Largo de S. Luís.
A fé, o convívio e o manter viva uma tradição antiga quando os lavradores da Moita se deslocavam ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires para pedir protecção para o gado e boas colheitas, têm atraído cada vez mais participantes, no entanto, muitos deles integram a iniciativa desde o início.»

O que faz mover a malta é a fé, só a fé...

BOMBÁSTICO

Vi o Paulinho Portas na televisão e ele estava sem madeixas.
Assim a Isabel Queiroz do Valle vai à falência se ainda não foi.

domingo, abril 22, 2007

Por cá há muitos destes



Cartoon de Chris Madden

O que se passa pela ex-Norporte?

O Brocas chamou a atenção e bem para as movimentações que por ali se têm passado nos últimos dias.
Será que vai ali nascer o 67º espaço do projecto Alhos Vedros Cultural?
Ou será apenas para armazenar maquinaria, na falta de outro estaleiro?

Sobre o Nazismo, o Fascismo e o Salazarismo

Hitler é uma coisa Mussolini é outra e Salazar é outra completamente diferente.

Hitler era um racista genético, criou um regime socialista para uma raça, os arianos, a partir daí todas as raças "inferiores", foram roubadas e algumas como aos judeus tentou-se exterminá-las, desse facto criou uma riqueza substancial, (só em dentes e objectos de ouro dos judeus, foi um ver se te avias...) que até deu para alimentar uma máquina de guerra imensa que possibilitou à Alemanha aventurar-se na 2ª guerra Mundial com o apoio de Mussolini e Staline.

Mussolini começou uma aventura anti-burguesa, nos princípios revolucionários do fascismo nos anos 20, do séc. 20 e criou uma ideia de estado corporativista, o Fascismo que Rolão Preto em Portugal tentou copiar, mas que a Salazar lhe era hostil, devido ao carácter anti-burguês, anti-clerical e urbano do fascismo, Salazar contrapôs a isso uma realidade Portuguesa diferente, o latifúndio agrícola a aliança com empresas que monopolizavam sectores básicos da Indústria, como as massas aliménticias, as cervejas, etc. e também uma concordata com a Igreja Católica, o que criou um centro de interesses comuns que fez o Salazarismo aguentar-se durante quase cinco décadas.

E depois admiram-se...



Depois do cómico, o anúncio assustador.

É Domingo na Aldeia



Autor irreconhecido.

Os Grandes Comunistas do Concelho da Moita # 10



Será que ainda existem comunistas no nosso concelho?
Não será isso um mito piedoso?
Esta é a outra opção óbvia, para quem anda descrente com quem anda por aí a dizer que é comunista e todos sabemos não ser.
Nós achamos que ainda há alguns, antes de mais porque conhecemos ou somos parentes de alguns resistentes heróicos.
Mas há quem não tenha essa experiência e apenas veja os que dizem ser comunas, os que pensam que ainda são comunas e os que se limitam a adquirir o cartão para tratar da sua vida e não querem que ninguém chateie a situação que lhes dá emprego e que fazer.
Porque ser comunista a sério, realmente é coisa difícil e tanto pior e contraditória quanto se esteja do lado do poder e se defenda a liberdade só ás vezes quando dá jeito.
Porque há quem ache que ser comunista é defender uma situação de poder, só porque ela convém.
Ora nada de mais contraditório.
Os esgalgados que se andam a chegar à frente, a dar a cara, a bater no peito como se tivessem muita fé, não passam de comunistas-novos que, tal como os cristãos-novos, pseudo-convertidos, precisam de exagerar nas manifestações externas da fé para encobrirem a reserva moral interna ou o que sabem ser uma falsa crença.
E isso é o que há por aí mais e que bem se reflecte na nossa sondagem, em que quase 30% das respostas não enganam.
Comunistas aos molhos já houve.
Agora são mais raros que ostras saborosas no Tejo.


(os resultados finais da sondagem serão divulgados apropriadamente na 4ª feira, dia 25 de Abril)

sábado, abril 21, 2007

AVP MusicALL



ÓIÉ!
E quem achar que isto é sacrilégio ou é jotinha ou é kota.

AVP Divulgação


5 a 20 de Maio
III FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA


Entre os dias 5 e 20 de Maio, o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja volta a vincar a silhueta da cidade.

Exposições de autores portugueses: Alice Geirinhas; André Lemos; Artur Correia/António Gomes de Almeida; Augusto Trigo; Gisela Martins e Sara Ferreira - mangakas portuguesas; José Manuel Saraiva; Maria João Worm; Pedro Rocha Nogueira; colectiva “Toupeira”, com Carlos Apolo, Carlos Páscoa, Inês Freitas, João Lam, Lobato, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Paulo Monteiro, Pedro Ganchinho, Susa Monteiro, Véte, Vitor Cabral, Zé Francisco e Zé Pedro); e a retrospectiva "Dois anos de Bedeteca”.

Exposições de autores estrangeiros: David B. (França); Max (Espanha); Miguelanxo Prado (Espanha); Ulf K. (Alemanha); e a colectiva “Desde Galiza” (Galiza/Espanha), com David Rubín, Diego Blanco, Emma Ríos, Kike Benlloch, Kiko da Silva, Miguel Robledo e Victor Rivas.

Além da Casa da Cultura, que funciona como “coração” do Festival, o evento estende-se por todo o centro histórico: Conservatório Regional do Baixo Alentejo, Galeria do Desassossego, Museu Jorge Vieira - Casa das Artes, Museu Regional de Beja, Núcleo Visigótico – Igreja de Santo Amaro e Pousada de S. Francisco.
Sete núcleos expositivos onde se mostram algumas das tendências mais relevantes no campo da banda desenhada contemporânea, incluindo ainda o Pax Julia - Teatro Municipal, que volta a acolher parte da programação paralela.
Mais de 40 autores, 15 exposições patentes ao público, mais de 450 originais em exposição… Maio é o mês da banda desenhada no Sul do país…

bedetecadebeja@yahoo.com
Site disponível brevemente

Organização: Câmara Municipal de Beja
Parceria: Museu Regional de Beja
Apoios: Edições Devir, Goethe Institut, Instituto Franco-Português, Alliance Française, Instituto Cervantes
Outros apoios: EDIA, Pousadas de Portugal, Conservatório Regional do Baixo Alentejo, Galeria do Desassossego, CNBDI
Patrocínio: Região de Turismo Planície Dourada

Lá como cá


A todos os níveis.
A FCC é a comissão federal que nos EUA regula, entre outros aspectos, a liberdade de expressão nos meios de comunicação social - TV e Rádio - e que multa quem diz palavrões nas emissões ou faz comentários tidos por incovenientes.
Na era Bush tem caído sobre muitos dos comunicadores mais incómodos, levando por exemplo o mítico Howard Stern a migrar para uma estação de rádio por satélite que foge à regulação americana e emite num sistema de assinatura.
Por cá, seja a nível nacional como local, há muito boa gente que tem em si uma costela de agente da FCC, uma espécie de Federação dos Censores Camuflados.

A eminência parda do regime



Pina Moura representa tudo o que de mais detestável tem o vira-casaquismo político e a promiscuidade entre política e negócios.
É do PS, já foi do PC, mas poderia ser do PSD, do CDS ou de qualquer outro partido encostado ao poder.
Este homem é um mero envólucro, sem alma definida, de cor indefinida, cujo conteúdo se enche conforme as circunstâncias.
Depois da venda a Castela, de quem se tornou o comissário junto do regime português, acumulamdo funções de deputado e administrador da Iberdrola, agora passa a administrador da TVI em aliança com a também castelhana PRISA.
Talvez ainda mais do que as nomeações de Fernando Gomes para a GALP e de Armando Vara para a CGD, esta é a jogada mais nauseabunda do socratismo, Aqueles dois não passavam de dois aparelhistas descartáveis a quem era necessário arranjar tachos grandes onde afocinhar para se calarem. Pina Moura já não é assim porque ao espírito aparelhista que desenvolveu em 40 anos de vida junta uma voracidade e um maquiavelismo ambicioso que o tornam um perigo para todos nós e para o interesse público.
Depois não digam que não avisámos.

sexta-feira, abril 20, 2007

Até amanhã Kamaradas...


Os internacionalistas nazis, que devem ser impedidos de usar a bandeira da minha Pátria nas suas manifestações e apenas devem usar a suástica invertida que hitler usurpou aos arianos verdadeiros que são uma casta da India, afinal amanhã já não vão estar todos presentes, mas pelo que sei os nazis da alemanha de leste vão lá estar e ainda nos puderemos divertir um pouco a vê-los a sangrar nas sargetas com as suas namoradas aos gritos.
O ÓDIO tem de continuar, só a morte os pode libertar da grilheta de acharem que são uma raça superior, Deus pode dar-lhes o perdão, nós apenas temos de fazer o possível para libertar a espécie humana desta escumalha, para limpar a humanidade desta sub-espécie, os nazis filhos da puta. Que o sangue impuro destes animais selvagens seja lançado à terra e que as crianças brinquem com os seus despojos carnais como se fosse isso uma dádiva divina, que as suas casas sejam destruídas e o chão que lhes está embaixo seja salgado e nada mais cresça de vegetal nesses fulminados antros nazis, que a morte lhes aparente ser uma benesse para lhes acabar com o sofrimento que merecem ter e que deve ser lenta e muito aplaudida por todos.
Os nazis têm de ser destruídos como as baratas, esmagados. Campos de trabalho terão de ser criados para que os reincidentes nazis possam reaprender a sua condição humana e talvez alguns possam evoluir para um estágio superior, o que duvidamos, mas só o poderemos comprovar selecionando-os e experimentando-os, nem todos os nazis serão iguais. Um indíviduo pode nascer duma família racista e ser um racista apenas porque o ambiente familiar o levou a isso...

Nem todos os nazis precisam de ser eliminados, apenas a maioria, os outros podem ser aproveitados para o desenvolvimento da miscigenação e darem a sua vitalidade para a construção da nova espécie humana, miscigenada.

Isto é apenas um exercicio sobre o ódio, é o que dá, quando se lê muito muito o "mein kampf" e depois se inverte a concepção...

Os Grandes Comunistas do Concelho da Moita # 9



Nós mesmos, é claro.
Porque muitas razões, mas quase todas do género "não somos nós que somos bons, os outros gajos é que são mesmo medíocres".
Porque é óbvio que mesmo nunca tendo pertencido ao "Partido" como a maior parte das nossas famílias, nem que seja por contágio e solidariedade familiar, contemos ainda muitas moléculas intrinsecamente comunas.
E mesmo sendo apenas meia dúzia essas moléculas chegam e sobram para ganhar à maior parte dos pseudo-comunas do concelho, que só têm cartão porque dá emprego e bilhetes à borla para certos eventos.
Porque até percebemos o que é o comunismo e admiramos o ideal, desde que tirem de lá a parte da ditadura do proletariado e avancem logo para a fase comunitária e ibertária, irmã gémea da anarquia no bom sentido.
Porque lemos os clássicos e os conhecemos, não tendo apenas ouvido falar nas coisas e lido as sebentas da formação política.
Porque somos livres e queremos assim continuar.
Porque conseguimos ser uma célula clandestina e subversiva activa apesar das ameaças de perseguição e das ofensas mais variadas.
Porque não receamos enfrentar um poder que gostaria de ser totalitário e abafar as vozes rebeldes.
Porque sabemos que temos razão e não temos medo da verdade.
Porque não pactuamos com os colaboracionistas oportunistas e com situacionistas.
Porque não chamamos fascistas de forma gratuita a ninguém só porque deles discordamos.
Enfim, porque não somos falsamente modestos...
... nós é que somos os veldadeilos comunistas.


Novidade Mundial

A primeira romaria católica integrada nas comemorações do 25 de Abril promovidas por uma câmara comunista.
Anunciada na página 11 do jornal Margem Sul, canto superior direito.
Quando tiver cópia em papel digitalizo para guardar na galeria dos "Momentos Mais Deprimentos Deste Concelho".
E olhem que não são nada poucos.

Mais um momento de humor



Será que a parte do Abel Xavier é demasiado ousada?
Xenófoba, sei lá?
Demasiado contundente para os louros, talvez?

Momento Sério de Humor



Será que este humor é aceitável?
Politicamente correcto q.b.?
Ninguém vai vetar ou achar de mau gosto?

É sexta-feira, pá!

Quem trabalha a sério não tem tempo para postar.
Caso contrário, não há fim de semana que resista.
Por um lado parece que foi bom, porque pelas notícias que tive, chegar à santa terrinha ao início da tarde era coisa boa para um hovercraft, tanto junto à rotunda da BP na Moita (aquela impermeabilização toda ao lado da ribeira foi muito boa ideia, coisa mesmo competente) como entrando pelas Fontaínhas (parece que apesar do declive, a chuva decide sempre fazer uma piscina a meio da Av. 1º de Maio).
Assim já cheguei com tudo sequinho.

quinta-feira, abril 19, 2007

Em protesto pela detenção de militantes do PNR



A população amoitada, a começar pelos que mostraram ter ligações a simpatizantes daquele movimento mas não quiseram dar a cara na fotografia, protesta e com razão.

(registe-se para memória futura que a um dos av's até doeu usar a imagem do seu amigo Faim nesta notícia bombástica)

E que tal passarem por aqui?

Do Público de hoje:


Porque não adianta ser todo progressista a norte do Tejo, se a Margem Sul fica entregue aos lobos.

A Juventude Censora Portuguesa

Do Diário de Notícias:
«Ricardo Araújo Pereira vetado por comunistas
Ricardo Araújo Pereira foi vetado pela Juventude Comunista Portuguesa (JCP), que inviabilizou uma intervenção do humorista nas próximas celebrações do 25 de Abril. A proposta, originalmente feita pelo representante da Juventude Socialista (JS) nas reuniões preparatórias da comemoração do 33.º aniversário da Revolução dos Cravos, esbarrou com a intransigência da JCP, que sugeriu nomes alternativos ao do "Gato Fedorento", ex-militante nas fileiras comunistas. A falta de consenso entre as forças políticas representadas na comissão promotora inviabiliza a intervenção de um representante dos jovens portugueses no comício do dia 25 em Lisboa, o que acontece pela primeira vez.»

Não há qualquer volta a dar a esta gente de mente mesquinha e hábitos que têm muito de salazarento, apesar da escassa idade.
Estes "jovens" revelam o pior que existe no aparelhismo jotinha de qualquer partido.
Neste caso é tanto mais grave porque gostam de afirmar-se contra a censura e a favor da liberdade.
São uns hipócritas.
Como os que temos por cá, formados nesta escola vergonhosa do Pensamento Único, que perante a diferença optam pelo silenciamento e pela tentativa de ataque pessoal.
Os assessores comunicacionais, meninos ou meninas.
Gente sem vida própria que não a oferecida pelo aparelhismo.
Pelos empregos dados pela submissão canina.
Gentinha cinzenta, incapaz de um sorriso inteligente.
Gentinha com saudades da ditadura.
Da sua ditadura.
A que não chegou a existir.
Onde poderia abafar todos os que são diferentes.
Os que pensam por si.
Os que desalinham.

E ainda há merdinhas que depois usam vídeos do Gato Fedorento quando lhes dá jeito.
Vergonha e muita faz falta aos Jovens Censores Portugueses.

Desespero

Já notaram que quando o fogo começa a arder mais forte pelas bandas do poder moiteiro, começam as ameaças e ataques pessoais naquele lugar onde todos, mas todos, são puros e politicamente correctos e não gostam de ataques pessoais.
O mais giro é andarem aos tiros no vazio e no escuro, para ver se acertam.
Por mim, estejam à vontade, denunciem todas as minhas ligações partidárias, todos os meus projectos chumbados pela câmara, todos os meus interesses imobiliários, todas as minhas inimizades pessoais.

Será que não notam que isso só revela desespero?
Eu estou trankilo.

Barreira de Fogo - A confirmação

Na tertúlia amoitada, em absoluto desnorte, sucedem-se os comentários trauliteiros tão ao gosto da gestão moiteira que critica que não dá a cara e depois manda a miudagem aparecer.
Sim, se vos dá jeito assim pensar eu sou fascista, apresentei projectos pessoais à câmara que não foram aprovados e ando numa cruzada anti qualquer coisa.
Se ainda quiserem não percebam que identifiquei como técnica da câmara uma das pessoas da dupla Paula&Paulo no post abaixo e não duas.
Afinal, esperar que saibam ler e tenham um mínimo de decência é esperar muito de quem só aprendeu a discutir à traulitada.

E espero ansiosamente pelas novidades bombásticas sobre isto e aquilo.
Se forem iguais às da Independente, serão extremamente interessantes.
Realmente há tascas que quando o vinho azeda, ficam empestadas e há que voltar a evitar passar sequer à porta.

Barreira de Fogo

Estamos um mês da realização - inesperada para muitos, em especial pela rapidez da organização e pelos apoios e participantes de vulto que foi conseguindo - da Conferência sobre Mais Valias Urbanísticas.
O poder moiteiro, no seu habitual autismo e na sequência da actual política de se não são controlados por nós, são contra nós e vamos boicotá-los, preferiu não aderir à iniciativa, assim explicando de que lado está.
Para fingir que tem algo a dizer sobre o assunto, mas principalmente com o objectivo de denegrir a imagem de quem está a colocar de pé um acontecimento desta monta, deu ordem para os aparelhistas de 2ª e 3ª linha produzirem prosas sobre o tema, onde a qualidade técnica roça o zero e a opinião política impera, mas onde se nota principalmente o acinte, a raiva e o desejo de amesquinhar e denegrir quem incomoda.
Nesse esforço inglório, porque as capacidades são evidentemente fraquinhas, fraquinhas, parece que o asessor multiusos recebeu o reforço de uma dupla Dupond e Dupont, só que em versão masculina/feminina (não será a mesma pessoa?) que dão pela nome de Paula&Paulo.
Pelo menos num dos casos é reconhecidamente alguém que existe e sobrevive porque o poder moiteiro lhe paga com dinheiros públicos para defender interesses particulares e partidários a partir de um cargo técnico-administrativo.
Mas veremos como serão essas pessoas - técnicos que deveriam conhecer as limitações das suas funções, em especial no horário de trabalho que é pago com salário resultante do dinheiro de todos nós - que irão fazer o trabalho sujo que o pessoal político de primeira linha não tem a coragem e/ou verticalidade de assumir.
E esta é uma promiscuidade vergonhosa.
Será que os responsáveis políticos pelo urbanismo no concelho nos últimos anos não têm nada para dizer ou nem sequer sabem o que dizer?
Ou será que não gostam de dar a cara, escondendo-se atrás dos mini-mes?

São estes aparelhistas sem vida profissional própria, independente do aparelho, que irão ser mandados espalhar as bostas pelo caminho de quem tenta erguer alguma coisa.
Dizem que usam argumentos, mas na verdade não passam de meros leitores de cassetes.
Quanto aos patrões, àqueles eleitos que nem um ofício sabem escrever sem debitarem baboseiras, apenas esperam o momento de serem remodelados por razões de ordem pessoal, apesar da qualidade do trabalho desenvolvida de conçiênçia trankila.

quarta-feira, abril 18, 2007

Sporting na final da Taça !


O Sporting jogou muito bem e são jogos destes que nos fazem gostar de futebol, o Beira-Mar jogou como um leão, especialmente durante a segunda parte e mostrou ser um adversário de respeito e um grande clube que dignifica Aveiro.

Parabéns aos dois clubes por esta lição de futebol.
*mas onde é que eu já vi aquelas gravatas ?

Heróis do Mar...



(chegada por mail amigo)

Serviço Público

O Portal de Sites e o 1000 x 1000.

Era mesmo, mesmo necessário...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

... que a tão atrasada rotunda tivesse de ficar exactamente no local onde restava aquele velho renque de oliveiras?
Quando mais vejo a obra deste poder moiteiro, mas me anoja o pobre do neurónio.
Gente estúpida esta!
Não há que poupar palavras.
Nada de perturbar o estacionamento da Kleo para os seus engates serôdios de 4ª à tarde.
O raio das pobres é que estavam a atrapagar o Progresso.
O mais triste é que mesmo que saia pela porta pequena esta gentinha já deixou a sua nódoa para sempre marcada.

Humor filosófico



Cartoon do ede Bandeira

E por estas bandas?

Nas últimas semanas ficámos a saber que 40% dos representantes do Poder Local Democrático não fazem as suas obrigatórias declarações de riqueza e que a esmagadora maioria das autarquias não faz a avaliação do desempenho dos seus funcionários.
Alguém me sabe dizer como é por cá?
Os eleitos também se cortam nas declarações?
E os funcionários, são todos muito bons, com classificação bem marcada a vermelho?

Isto só lá vai de borla


Surge mais um jornal local nos arredores. Depois do Margem Sul mais centrado jo Barreiro é a vez do Notícias Populares em Palmela.
Mas novamente de borla o que, se capta anunciantes, porque os jornais são quase enfiados à força na mão das pessoas (não é o meu caso, que ando á procura deles), por outro lado demonstra até que ponto são frágeis as motivações do público-alvo para adquirirem informação neste formato.

terça-feira, abril 17, 2007

Os Grandes Comunistas do Concelho da Moita # 8



Só o facto de alguém ser baptizado nos anos 30 com o nome de Staline de Jesus seria motivo para receber um qualquer tipo de prémio.
Agora já muito distante do poder moiteiro, foi ele que assegurou a transição do poder local no pós-25 de Abril.
Sempre visto com alguma desconfiança pelos mais puros e duros por causa do seu lado empresarial, o mítico Staline Rodrigues abandonou o PC, para depois se aproximar do PS, do qual também acabaria por se afastar, sempre por manifesto excesso de individualismo e razoável dificuldade em adaptar-se às disciplinas partidárias.
Apesar da idade ainda por aí mexe e há não muito tempo andou a agitar outras velhas glórias da política local para uma regeneração geriátrica da vida política local, nos intervalos de umas partidinhas de xadrez.
O que se formos bem a ver até nem seria a coisa mais disparatada de todas num concelho onde as novas gerações são de uma indigência quase completa.
Mas Staline de Rodrigues está na nossa lista principalmente pelo seu papel histórico no concelho, assim como por ser nossa convicção que, heterodoxias à parte, o homem ainda é essencialmente comunista.
Os outros é que não o compreendem.

Importam-se de se entender?

No site da CMM:

«O PDM da Moita tem sido um instrumento de trabalho fundamental para o Município, na gestão urbanística, no ordenamento do território ou na criação de equipamentos colectivos.
  • Evitando a ocupação desordenada.
  • Minorando a degradação ambiental.
  • Preservando o espaço para as necessidades futuras de habitação, equipamentos, estradas, actividades económicas, serviços e agricultura. »

No site dos amoitados, pela pena do aparelhista de serviço que dá a cara:

«Nos PDM´s em vigor a classificação de solo urbano coloca nas mãos dos promotores todas as possibilidades de construir, com a novas revisões isso não se passa assim. Por exemplo, se num concelho existem 20000 fogos e 10000 destes não são usados, as Câmaras Municipais podem argumentar que não entendem como pertinente mais construção e como tal não a autorizam mediante estes argumentos. Com os PDM´s em vigor isto nunca poderia acontecer.»

Seria muito pedir que se entendessem sobre o valor do PDM ainda em vigor - apesar de todos os atropelanços - antes de dispararem ao acaso, conforme o que parece conveniente.

Muit'agradecido.

Agenda

Exmºs Senhores,
Bom dia

Informação prévia:
Por favor visite e terá mais informação ao ver os links da Conferência, versão síntese e por extenso.
Para nos conhecer melhor, veja por favor aqui.

É com gosto que divulgamos a notícia seguinte:
Fernando José Matos Pinto Monteiro, Procurador Geral da República reúne terça-feira 17 de Abril de 2007, pelas 1530 HH , com o Deputado Luís Filipe Carloto Marques, Dirigente Nacional do MPT - Partido da Terra e Membro do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata.
O objecto da Reunião não foi divulgado.
Recorda-se entretanto que o Deputado Luís Filipe Carloto Marques, que edita regularmente o Blog A Cidade e as Serras, Ecologia, Saúde e Solidariedade, tem tomado uma série de iniciativas parlamentares directa ou indirectamente relativas ao Processo de Revisão e ao Projecto de novo PDM da Moita, a saber nomeadamente:
· Sobre a alteração da lei dos solos e as mais-valias-urbanísticas
· Licenciamento de obra alegadamente ilegal no município da Moita
· Protocolos celebrados entre a CM Moita e entidades privadas na expectativa da revisão do respectivo PDM
· Aquisição da Quinta das Fontaínhas, no concelho da Moita, pela cooperativa PARCOOP
· Desclassificação de parcelas de terreno da REN no procedimento para a revisão do PDM da Moita
· Procedimentos em matéria de gestão do território do município da Moita
Entretanto, informamos com gosto que ganha todos os dias corpo a preparação da Conferência da Moita sobre o tema:
Uma Verdade Inconveniente
A política dos Solos, as Mais Valias Urbanísticas e o Ordenamento do Território:
O Interesse de Portugal e dos Portugueses
Trata-se de uma iniciativa da Várzea da Moita e de um grupo alargado e aberto de Cidadãs e Cidadãos, que aceitaram o desafio e organizam uma Conferência nacional de análise e debate a realizar na Moita, a partir das 2030 HH de Sexta 18 Maio e ao longo do dia de Sábado 19 de Maio 2007.

A Conferência terá lugar na Moita, e terá 3 Sessões, a saber:
· Sexta-feira 18 Maio '07, pelas 2030HH: Sessão Inaugural e Início dos Trabalhos
· Sábado 19 Maio '07, pelas 0930HH: 2ª Sessão e continuação dos Trabalhos
· Sábado 19 Maio '07, pelas 1300HH: Almoço
· Sábado 19 Maio '07, pelas 1500HH: 3ª Sessão e continuação dos Trabalhos.
· Sábado 19 Maio '07, pelas 1800HH: Sessão de Encerramento
As Sessões de Trabalho terão tendencialmente a duração 2 horas e meia, com Pausa, sendo que nesse tempo deverão ocorrer 3 Intervenções Programadas de cerca de 30 minutos, seguidas de um período aberto de Intervenções dos Participantes em geral e de Debate com os Conferencistas.
Um formato diferente e complementar poderá ainda ser preparado, se as necessidades de organização assim o determinarem.

Com os melhores cumprimentos

Moita, 17 de Abril de 2007
Moradores e Proprietários da Várzea da Moita
varzeamoita@gmail.com

Quem é o vosso vilão?


Franz Ferdinand, I'm your villain

Miopia Amoitada

Lamento muito meu caro Nuno Cavaco, mas vai ter de levar novamente em cima, porque cada vez a sua falta de capacidade auto-crítica aumenta mais e tudo escreve, sem qualquer nexo, para tentar iludir os ingénuos e mostrar serviço aos patrões. Resta saber por quanto tempo, mas essa é uma outra estória que acertaremos daqui a uns tempos quando tudo se confirmar.
Entretanto, no Banheirense (olhó link lindinho) Nuno Cavaco decide escrever sobre revisões de PDM e tal, sendo que se negou a participar de forma pública e bem visível numa iniciativa que brevemente - com apoio expresso de figuras públicas locais e nacionais de todos os quadrantes -, para dizer uma conjunto de absolutas incoerências, misturadas com a explícita confissão do que eu acho ser uma política totalmente errada da relação entre o poder público e os interesses privados.
Vejamos os pontos principais da "argumentação":

  • Não há novos PDM's aprovados porque isso interessa a um número pouco significativo, que terá interesse em manter os anteriores PDM's porque isso coloca nas mãos dos promotores a capacidade de construírem como bem lhes interessa.
Falso, porque as autarquias podem sempre não licenciar as obras propostas. Para além disso, a argumentação não se percebe porque se são poucos a quem não interessam novos PDN's como é que eles conseguem bloquear a sua aprovação? Será que o Poder Local Democrático é ineficaz? E logo na Moita onde tem tão boas relações com os "empresários de sucesso" nas palavras de alguém?
  • Nuno Cavaco apresenta como grande manobra negocial do poder moiteiro - tenta alastrar a estratégia a todas as gestões CDU talvez por falta de memória, o que se compreende - o facto de exigir contrapartidas aos promotores como "a construção de estradas".
Esquece-se o hábil analista-técnico-eleito-opinador de referir que na generalidade dos casos essas estradas apenas necessitam de existir para se aceder aos novos loteamentos ou empreendimentos, sendo que os promotores têm todo o interesse em que existam. Veja-se o caso da nova Quinta da Fonte da Prata em que os acessos feitos praticamente só se justificaram exactamente devido à massa de construção autorizada. Ou os "melhoramentos" na EN entre Alhos Vedros e a "Baixa da Banheira", zona que nem apresentava especial concentração de trânsito e em que os novos acessos são do interesse da superfície comercial aí instalada. E os exemplos poderiam continuar.
Mas o mais interessante é reparar que NC apresenta a construção de estradas como a grande conquista do poder moiteiro. Claro que nunca lhes ocorreria que as contraparttidas passassem por algo mais do alcatrão e rotundas. Era exercitar muito a imaginação.
  • Em terceiro lugar, assanha-se o opinador contra os pderes das CCDR's por serem órgãos não democráticos que têm poder de tomar decisões sobre os PDM's.

Gostava de saber se os gabinetes técnicos das câmaras ou de estudos que "desenham" os PDM's também são eleitos. Mas isso nem é o mais engraçado. O engraçado é que enquanto a CCDR foi "amiga", com uma forma de agir afável e amável para o PDM da Moita, com algúém amigo bem colocado, tudo estava bem. Agora que os ventos sopram agrestes, a coisa muda e clama-se pela regionalização para que as amizades possam ser colcadas em pontos-chave. Espero, ansioso, pela argumentação de os Tribunais, o IGAT e a Procuradoria-Geral da República serem órgãos não eleitos e, por isso, não serem competentes para intervir no bloqueio e suspensão de decisões políticas ilegais ou inconstitucionais.Ao que parece a um aparelhista faz confusão o conceito de divisão de poderes em democracia quando essa divisão não dá jeito. Já para outros casos - Gondomar, Lisboa, Felgueiras, Salvaterra de Magos, etc - provavelmente a opinião será outra.

Por fim, NC investe de forma pouco hábil contra o que chama de especuladores imobiliários, percebendo-se que o alvo da prosa sublinhada a negro é alguém que incomoda o poder moiteiro. Esquece-se o jovem aparelhista que os maiores especuladores imobiliários são aqueles com quem o poder moiteiro estabeleceu protocolos que permitiram multiplicar exponencialmente o valor de certos terrenos. É interessante esta forma de manifesta cegueira, para não dizer pura desonestidade não vá o homem encrespar-se e vir com ameaças, intelectual em que um negócio de muitos milhões não é especulativo, mas a eventual compra e venda de andares e moradias já o é. Eu, por exemplo, já recorri por duas vezes a uma agência imobiliária sediada na Moita para mudar de casa e tratar da papelada - a do senhor Maia no Intermarché - e não tive razão de queixa. Será que NC recorreu a outra e não gostou?

segunda-feira, abril 16, 2007

Notas Soltas...

Parece que a Moita vai passar pelo Palácio de Palmela, amanhã terça-feira, dia 17 pelas 15.30.

Parece ainda que alguém já foi inquirido sobre uma eventual remodelação. E garanto que não foi o engenheiro.

Divulgação Institucional da CMM


Recebemos esta comunicação da CMM, que passamos a divulgar:
"Na sequência do pedido de limpeza dos dejectos equídeos da romaria organizada pela AEM, pelos serviços de limpeza desta Câmara, que foi indeferida, como consta no ofício nº5400 de 11 de Abril de 2007, enviado à AEM pelo gabinete do Presidente, venho por este meio dar conhecimento que só as bostas homologadas pela CMM e que tenham esta bandeirinha com os símbolos da CMM e da Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, serão retirados pelos serviços de limpeza camarários, todas as bostas não homologadas de outros quaisquer equídeos, não serão alvo de limpeza e terão de ser retiradas pelos outros romeiros, a expensas próprias e rapidamente, por virtude de se salvaguardar assim a saúde pública dos munícipes da Vila da Moita.


Com os melhores cumprimentos, o presidente da câmara

João Manuel de Jesus Lobo"

AVP Cultura Geral - A Ética em Sócrates

Temos Novo Doutor !


Mais um canudo que nos é comunicado, mas neste caso é bem merecido, senão vejam só as "abilitações" que tem este Professor Doutor...

Sócrates, rói-te de inveja !

AV2 :D

Boa Questão!



Realmente, e havendo Romaria sem a autarquia providenciar à limpeza da via pública como lhe compete, onde colocar a porcaria?
À porta de?
Ou no redondel do pseudo-pelourinho?
Ou usa-se para adubar as lezírias ali da zona da Fonte da Prata?

Será Verdade?

Que na AORS, na manhã de sábado, dia 1, quando alguém discursava sobre o trabalho, muito trabalho, alguém de distraiu no volume do som dos comentários paralelos e se ouviu um quase sonoro e inconveniente "aldrabão" em pleno pavilhão?

Náufragos da Ilha do Rato



Ao chegarem à vista da margem do Cais Novo...

Pet Shop Boys & Little Britain

domingo, abril 15, 2007

Cinema Nacional


Ó povo nem tu sonhas,
Ai o Gago não mata,
Ai 'té lava diplomas,
Ai põe-nos cor de prata.

Três diplomas, um bacharel,
Sete exames, um Doutor,
Três notinhas no papel,
Que o freguês é um Senhor.

Engenheiro, sorridente,
Engenheiro que o curso aldrabou,
Universidade, Independente,
Povinho que o Sócrates enganou.
Um curso de engenheiro,
Vê lá bem tão lavadinho,
Influências ou dinheiro,
Vê lá bem, está aprovadinho.

Voltando à bosta fria


Já sabem que aqui ninguém é grande romeiro.
Nem a São Bento, o Paulo e à Matriz de Alvalade nós rumamos.
Eu consigo compreender que a CMM não queira nada com a AEM e com a Romaria que eles vão organizar.
Mas negar o mero empréstimo de um telheiro e baias?
Será que está tudo a ser usado para alguma coisa?
Para tapar o sol na moleirinha do shôr Presidente?
E para encaminhar os aparelhistas amoitados ao redil?
E então o que dizer de obrigar a malta a limpar as ruas depois de passar a Romaria?
Será que a MESQUINHEZ não tem limites?
Entretanto, fica-se na expectativa da reacção da Junta de Freguesia da Moita, já que o seu presidente disse que iria apoiar toda a gente.
Nesse caso, será a Junta a limpar a bosta de toda esta confusão?

Consta por aí...

... que o Broncas arranjou claque para votar em massa nele na nossa sondagem.
O resultado é que ele vai mesmo bem destacado na votação para Grande Comunista do Concelho.
Sendo que não ganhamos nada com os votos, o melhor é pensar em inserir um mecanismo daqueles em que se recebe 60 cêntimos por cada clique em alguém, para tornar a coisa mais interessante.
Mas ainda faltam três perfis e tudo pode mudar.
De qualquer modo, se o Broncas ganhar nós até ficamos satisfeitos porque, sendo alguém que não conhecemos, há ainda a hipótese de ser mesmo comunista.

sábado, abril 14, 2007

AVP Mósicall



O tipo parece um Barishnikov novinho, mas é o Martin Solveig.
É impressão minha ou ando a recomendar muita coisa afrancesada?

Os Grandes Comunistas do Concelho da Moita # 7



Talvez esta escolha não seja das mais óbvias, mas achamos ser jusrto recordar este homem, alhosvedrense por mero acaso, que ocupou boa parte dos anos 90 a ajudar a destruir boa parte do que Alhos Vedros tinha de menos mau, que era uma feição que permitia recordar o seu passado histórico tradicional, ao mesmo tempo que cedia a todos os interesses privados que se levantassem no seu caminho.
Com efeito, foi graças a ele que, em nome do Progresso e enquanto passeou pelo pelouro do Urbanismo e depois pela Presidência da CMM, que algumas das maiores barbaridades se fizeram na fregueis em termos de monos "industriais", do prolongamento da GEFA para cima da Igreja Matriz á ocupação de quase metade da rua Vasco da Gama com a expansão da Helly-Hansen/Norporte.
E porque achamos que isto é digno de um "grande comunista"?
Simplesmente porque esta forma de arrasar com o passado e as tradições é típica de quem quer uma sociedade nova que deixe para trás o seu passado histórico obscurantista.
Pelo menos em seu favor há a dizer que não promoveu romarias, nem apreceu abraçado ao lobby das boiadas.
Mas João de Almeida foi ainda notável pela forma como soube fazer a transição do comunismo ortodoxo para a via mais moderna que a actual dupla dinâmica prossegue de total embevecimento pelos "empresários de sucesso".
Para além de que, como Grande Comunista que foi e talvez ainda seja, depois da procaria que fez já exceder claramente todos os limites, se ter deixado varrer em silêncio, desaparecendo sem um pio a meio do mandato "por motivos pessoais", quase nunca mais se deixando ver, como se não tivesse existido.
Aliás, quando abro antigos Boletins Municipais estou sempre à espera de ver a sua imagem apagada nas cerimónias oficiais com o Photoshop dos novos aparelhistas amoitados mais dotados para as produções gráficas, substituída por uma foto de um sorridente Lobo ou de um Garcia de mãos cruzadas sobre as partes pudendas, a sua imagem de marca em tais ocasiões.
Só ter dois votos neste momento na nossa eleição é de grande injustiça por parte daqueles que devem tudo o que vão tendo à sua queda em desgraça.