quarta-feira, agosto 16, 2006

Coleccionáveis AVP

Se qualquer revista ou pasquim lança os seus coleccionáveis, porque não nós?
É nesse espírito de vulgaridade que vamos a partir de hoje incluir, ao ritmo rigoroso de um, dois ou mesmo nenhum fascículo, dos nossos dois novos coleccionáveis que poderão imprimir, recortar e depois encadernar, os dois de amplo valor cultural e profundidade educativa: o Léxico Analítico do Moiteiro Básico Encartado (o L.A.M.B.E.) e o Vocabulário Actual da Gestão Autárquica Moiteira.
E tudo sem custos adicionais.

AV1

Espírito de Escuteiro

Tenho em mim uma faceta oculta, que é da caridade quase-cristã para com a infância e juventude desvalidas.
É por isso que daqui lanço o apelo para corresponderem ao lancinante pedido do nosso vizinho blogueiro Nuno Cavaco para irem ao Banheirense comentar aquilo que ele acha serem uns posts muito interessantes que fez sobre a questão da co-inicineração.
Como todos nós, ele acha que escreveu prosa de relevância, mas que não é levado a sério.
Acontece, mesmo aos melhores, quanto mais aos que ainda só aspiram à Primeira Liga.
Se eu percebesse do assunto até comentava, mas confesso que me faltam os conhecimentos técnicos e na matéria e não gosto de recusar uma coisa apenas porque não sei bem o que é e vem para perto da minha porta. Preferiria que a co-incineração, ou qualquer outro método de destruição de resíduos tóxicos e/ou perigosos não viesse para uma zona já sacrificada como a Serra da Arrábida, que é Parque Natural só de nome, mas não sei o suficiente e também não gosto daqueles que recusam uma solução, porque lhes sai a fava, mas já não se importam se essa solução for bater a outra porta.
Quem defende a solidariedade (nacional, social, económica) deve saber praticá-la mesmo quando a metade do frango a dar é nossa.
Mas voltando ao lamento do NC de que ninguém aparece a comentar seriamente as suas posições. Eu dar-lheia daqui umas quantas explicações do baixo da minha ignorância:

a) O Banheirense não tem assim tantas visitas, como aquelas revoadas de jovens a deixar beijinhos quiseram fazer crer aos ingénuos. O NC escreve num blog da Marinha Grande, com muito boa produção visual e alguns 30 colaboradores, e aquilo mal passa das 20 visitas diárias. Por isso, eu arriscaria dizer que o NC terá pouco mais de uma dezena de leitores diários num dia bom, sendo que um sou eu, outro é o AV2 quando está de ressaca e outro é o Brocas quando não está de férias.

b) O interese da questão é muito relativo e perdeu muito do ímpeto que teve em em final dos anos 90, pois os lixos acumulam-se e há que tratá-los urgentemente. Para além disso, há muita gente que para além do bom dia e boa noite pouco adianta em matéria de comentários no Banheirense, só aparecendo porque o NC vai fazendo visitas e pedindo intercâmbios à moda dos tempos antigos de quem tinha correspondentes em várias partes do país ou do mundo e trocava selos para se entreter. Sinceramente, não está à espera que "Céus" e "Mares" depois consigam articular duas ideias para além do lugar-comum mais óbvio.

c) Compreendo o desânimo de quem fazia do número de comentários aos posts, mesmo que fossem como os atrás descritos, um indicador de popularidade e impacto. Infelizmente, como não é isso que se passa e porque não chega que colaboradores do blog troquem sucessivos comentários entre si para isso significar afluência, talvez fosse melhor repensarem os métodos. Assim, é apenas uma estratégia triste como outra qualquer.

d) Por fim, se os posts sobre a co-incineração permitissem elementos para avançar na discussão, através de ligações para materiais relevantes sobre a matéria, ainda se podia considerar a hipótese de tentar discutir algo que não seja apenas a sebenta partidária. Se, por exemplo, apressentasse qual o método alternativo que se defende - que não seja apenas a mudança de local - ainda teríamos matéria a discutir, mas assim nada dá para esticar uma manta que, para mais, está muito puída.

Mas, de qualquer modo, eu apelo a que todos acorram aos posts do Nuno Cavaco e o cumprimentem, escrevam como ele aborda questões de muito interesse, como é injustamente ignorado e como deve continuar o seu esforço.
Massajem-lhe o ego que ele parece tristito.
Vá lá, façam isso por mim.
Não lhe peçam é que leia estudos como este sobre a existência de metais pesados no cimento como resultado da co-incineração, ou sobre experiências na Europa em matéria de co-incineração, ou que faça a ligação para os limites de emissões poluentes no caso da co-incineração em cimenteiras /Directiva 2000/76/EC) ou sobre, por exemplo, as vantagens da mera incineração, ou mesmo para o questionário que em Fevereiro passado a UE determinou que se deveria realizar a propósito da implementação da directiva comunitária sobre co-incineração, ou mesmo este relatório alemão sobre os perigos da incineração de lixos, ou este da Casa dos Lordes inglesa sobre a estratégia de gestão dos lixos.
Isso era coisa para demorar uns 10 minutos de pesquisa e linkagem.
Mas, de qualquer modo, passem por lá.
Em vez de darem para o peditório do Líbano, façam antes isto, que é mais barato e sempre ajudam alguém que está mais perto.
Mesmo que não tenham nada a dizer, deixem o vosso testemunho, mesmo várias vezes, com nicks diferentes uns dos outros.
Se os amigos dele o podem fazer, vocês também podem.

AV1

Selecção Nacional



O You Tube voltou a funcionar e eu não resisto em manifestar a solidariedade de um Alhosvedrense para com os Cebola Mol.
O trocadilho vale o que vale, mas o drama familiar da música é pungente e merece destaque neste concelho multicultural.

AV1

Mais Um Viva ao Poder Libertário do Pensamento Madeirense

Manuel Madeira visitou-nos e a mim deixou-me dois comentários o que me deixa cheio de importância porque ele é afinal o grande líder da opinião situacionsita local, o homem sempre com resposta em forma de prosa ou ofensa pessoal para tudo, conforme o faça na imprensa ou em assembleias públicas.
Sou obrigado a reconhecer que me dá informações que desconhecia, em especial sobre o circuito divertido que vai passar a ser a estrada entre Alhos Vedros e a Baixa da Banheira, pois aquilo deve ir ficar uma epécie de circuito de karting.
Mas depois, e como de costume, escorrega valentemente na coerência da argumentação entre o que diz hohe e escreveu onte, o que valia anteontem, mas já não vale amanhã.
Eu transcrevo o que ele escreveu para não ser acusado de citar mal e deturpar as declarações, só sublinhando umas partes. O AV1, picuínhas como é queria que eu emendasse os erros ortográficos, mas eu também os dou, por isso fica como está:

«Sobre a qualidade da água na nossa zona ribeirinha, ao contrário do que afirma, nunca isentei de responsabilidades o "Cais de Desmantelamento de Barcos", aliás, sobre esse assunto, tenho um texto com o titulo "Feios, Porcos e Maus" publicado no Jornal da Moita. Convém referir que por vontade da autarquia, há muito que o "Cais" daqui tinha saído e, foi apresentada proposta, deslocado para os terrenos da Siderurgia/Seixal (destino de toda a sucata). Infelismente, até à data e apesar da insistência, a citada proposta não foi aceite pela "APL", a entidade que, da capital, administra e tem exclusiva autoridade sobre os terrenos da Zona Ribeirinha da Área Metropolitana de Lisboa (a falta que faz a Regionalização). Desejo, com esta informação, contribuir para que deixe de responsabilizar quem não tem responsabilidades.
A poluição na nossa zona ribeirinha, como referi no blog "Banheirense", não se trata de um problema e muito menos de uma solução local, é, ou não fossemos uma "Aldeia global", uma questão extensível a todo o rio Tejo. Resulta da conjugação, passado e presente, de diversos factores, por exemplo: metais pesados (100 anos para ficarem inertes) provenientes da antiga CUF; despejo de detritos de suiniculturas que se vereficava em em concelhos vizinhos; os químicos que eram utilizados na agricultura Ribatejana e através da água de rega desaguavam no rio; as águas residuais de toda a Área Metropolitana de Lisboa... Neste último exemplo, com o trabalho de parceria entre a Câmara da Moita, do Barreiro e as Águas de Portugal vai ser construida, nos terrenos da Quimiparque, uma ETAR inter-municipal que assegurará o tratamento das "águas residuais" destes dois concelhos. »

Aqui Manuel Madeira faz aquilo em que é especialista que é misturar alhos com bugalhos.
Por exemplo, sobre a poluição específica da zona ribeirinha de Alhos Vedros , que é o que agora me interessa, mesmo se em ligação com as áreas vizinhas, não percebo para que vem a conversa da Siderurgia, das suiniculturas e da CUF. Ou Manuel Madeira não sabe para que lado correm as águas de um rio, apesar das marés, ou então isto só serve para mistuirar tudo. Saberá Manuel Madeira ou a Câmara a composição da poluição das águas, já amndou fazer um estudo a esse propósito. Se o fez, comunique-nos os resultados.
Diz Manuel Madeira que a APL manda em toda a zona ribeirinha da Área Metropolitana de Lisboa. Então foi a APL que mandou construir aquele majestoso dique na Moita? Ou é só a manutenção Cais Novo que é sua responsabilidade? Então quer dizer que as intervenções na zona ribeirinha do concelho, incluindo o Parque José Afonso e o que se tem feito na zona da Moita não é obra da Câmara, mas sim da APL?
E a autorização para a manutenção da empresa de desmantelamento, é só dada pela APL?Portanto, isto significa que a APL é que deve remover os lixos depositados nas antigas marinhas e viveiros de Alhos Vedros e fiscalizar as prevaricações? Não é, como Rui Garcia dizia, a autarquia que tem a função de fiscalizar a limpeza dos espaços públicos?
Enfim, confusões entre camaradas.
E quanto à ETAR, porque será que foi chumbada várias vezes a sua construção?
Será que os projectos iam todos bem feitos, com todos os estudos indispensáveis, ou será que essa chumbada toda acabou por servir aos interesses do poder local para justificar a permanência da porcaria que temos no Cais Velho?
Não me vou estender mais sobre partacoadas tipo Aldeia Global, porque não tenho pachorra para estas luminárias cheias de lugares-comuns para camarada ler. Mais valia Manuel Madeira dizer de uma vez por todas e escrever e mandar fotocopiar a frase:

A Câmara da Moita é perfeita e tudo o que faz é bem feito e quem discordar tem de se haver comigo, porque eu sou o guardião da Verdade.

Depois mandava-se colar uns cartazes nas paredes e os jornais locais publicavam sempre em lugar de destaque tal frase e ficávamos todos a saber o essencial e Manuel Madeira escusava de se cansar em demonstrar os vastos conhecimentos que lhe dão os camaradas e os muitos desconhecimentos que infelizmente tem em relação a tudo o resto.

AV2

terça-feira, agosto 15, 2006

Não se admirem...




... por não aparecerem as imagens relativas aos vídeos do YouTube.
Aquilo hoje está no estado que a imagem demonstra.


AV1

Duas na Johansson




Pelos visto o Woody Allen encontrou uma sucessora muito mais do que à altura das suas musas antigas e vai no segundo filme com a grande Scarlett, rapariga de muitos talentos, incluindo o chamado peitinho de rola, e que não se importa de ganhar menos para trabalhar com os melhores realizadores e fazer bons filmes, sem explosões e efeitos especiais à mistura.
Eu já tenho o traila mas se o meto aqui, ainda levo na corneta do meu colega co-editor, para além de que o You Tube hoje está em obras e nem adianta colocar aqui o link.

AV1

Se alguém encontrar por aí...




... faça o favor de me dizer onde, porque só achei por cá um número desta revista - exactamente o nº 1 - e foi na FNAC. O preço não ajuda, mas como não vendeu quase nada e devem ter comprado uma palete inteira, uns meses depois já estava a 5 euritos, menos de metade do preço original.
Entretanto aqui, se fizerem o vosso registo, passam a receber um ano grátis do Castermag, o magazine de divulgação de BD da Casterman.

AV1

Ahhhh!!!! Então é assim que se faz?

Esta leitura é especialmente útil para malta nova nisto, que ainda não sabe muito bem como se provam e demonstram argumentos, assim como para os que ainda hoje não perceberam que os blogs nasceram e a blogosfera se estruturou como um poder alternativo e não como correia de transmissão dos poderes já existentes.

«Cada bloguista, por si só, tem recursos limitados, mas a experiência demonstra que todos em conjunto tendem a fazer bom uso de quanto têm à disposição. O seu chefe é o Google, que representa para blogosfera, aquilo que os ascensores Otis foram para os arranha-céus: não só uma maneira de ir de um lado para o outro, mas a coisa que verdadeiramente torna a estrutura verosímil. E há algo de implacável, que nasce do facto de haver vários milhares de pessoas interessadas que reflectem sobre um dado artigo controlando cada vírgula ou citação deste, utilizando o Google para verificar o seu conteúdo e produzindo uma espécie de fact-checking cumulativo que pode ser formidável.
Por vezes é esmagador o modo como funciona o blogue colectivo, o efeito de investigação da ant colony. Um grupo de indivíduos que trabalham sozinhos é capaz de combinar eficazmente os resultados das pesquisas na blogosfera, fazendo links de e para o artigo original, citando outras fontes e estabelecendo também links recíprocos.» (Giuseppe Granieri, Geração Blogue, Editorial Presença, 2006, p. 83)
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A leitura é boa para o Verão, não é muito cara e sempre pode iluminar quem pensa que um blog não é um blog, mas um site oficioso, ou que não é um instrumento da democracia mas algo perigoso se não for controlado.
É que dizem que já não há caça às bruxas, mas que la ay, la ay.
.
AV1 (ainda matinal)

segunda-feira, agosto 14, 2006

Sócrates 1, Jardim 0

Sou obrigado a reconhecer que José Sócrates é o primeiro 1º Ministro (notaram a repetição? é coisa para irritar o meu colega editor) a entalar em grande o Buda Raivoso, isto é, o Alberto João Jardim.
Com a desculpa das poupanças orçamentais lá se vão uns cortes valentes, coisa acima dos 100 milhões de euros, nos dinheirinhos que o dito Jardim usa para esburacar a Madeira e criar artificialmente emprego mal-pago para boa parte da população, enquanto os "tubarões" engolem a fatia mais saborosa do bolo, à moda do Terceiro Mundo.
Só por isso, vou aceitar um cessar-fogo ao chefe do Governo Xuxalista.
A parte mais delirante é que o Grande Cachalote, isto é, o inefável Jaime Ramos, anda a ameaçar que ou concedem maior autonomia à Madeira na próxima revisão da Constituição, ou o PSD local faz queixa à ONU numa comissão que lá existe para tratar de assuntos relativos a territórios sob domínio considerado colonial ou não livremente independentes.
Eu por mim, dava-lhes era já a independência por decreto, por muito que estime os madeirenses em geral.
Só que quem elege estas bestas sucessivamente também merece castigo.
E eu, pela minha parte, continuo a manter ca minha promessa de nunca colocar os pés na Madeira enquanto ela for governada por esta cáfila caciquista, por muito que um meu compadre que adora aquilo me convide todos os anos ir lá passar férias.
É que, como já devem ter percebido, para mim as Ditaduras também se constroem com votos.
Nem é preciso lembrar que foi assim que o Hitler chegou ao poleiro.

AV1 (a experimentar uma postura mais musculada)

Um Outro Viva ao Poder Libertário do Pensamento Madeirense

Em comentário no Banheirense, o grande líder de opinião local Manuel Madeira escreve que a poluição do Tejo na zona de Alhos Vedros não é causada pelos metais e outras substâncias que se libertam no desmantelamento de navios no cancro do Cais Novo, mas pela agricultura e suinicultura, essas actividades maléficas para a humanidade e tão frequentes na nossa freguesia e pelo que ele diz em Palmela.
Por isso, e desde já, eu vou abandonar a minha ideia de acção armada directa contra a empresa que explora o Cais Novo e passar a dirigi-la contra essa turba de agricultores e suinicultores que em Alhos Vedros e arredores como Palmela essa outra terra ribeirinha poluem as águas do nosso rio, esses grandes nabos e porcos.

AV2, a pensar no que andará o grande pensador madeirense a fumar ultimamente

Um Grande Viva para a Acção Libertária do Poder Moiteiro!

Depois de anos a entulhar as marinhas à entrada da Baixa da Banheira e a tentar convencer os vendedores ambulantes do mercado étnico da Baixa da Banheira Sul a mudarem-se, a câmara moiteira decidiu derrubar tudo o que tinha feito, revolvendo tudo e mostrando como cede à vontade e resistência do povo e que a malta de Alhos Vedros é que não passam de uns frouxos a quem se faz tudo sem refilarem.
Agora espera-se que aquele espaço seja desentulhado e recuperada toda a zona húmida que lá existia. Ou isso ou um belo loteamento para moradias com águas doces e salgadas a subirem pelos caboucos.
Um grande VIVA! à malta da Câmara pela sua acção l.ibertária e pela desorientação Anarca de que dá sinais evidentes.

AV2

O Regresso à Anormalidade

Estou de volta e venho de urgência para dar folga ao meu camarada AV1 que nos últimos tempos estava claramente a revelar sinais de esgotamento nervoso e falta de imaginação bloguista.
Um par de semanas de férias com proibição de meter o nariz no AVP mais de uma vez por dia só lhe vai fazer bem.
Comigo as coisas vão ser diferentes porque não vão cá haver materiais de soft-core como a Alexandra Lencastre deitadinha de lado a fazer qualquer coisa que mal se percebe. Comigo é nudez frontal e penetração ou então não há nada para ninguém.
Ando há anos a dizer-lhe ao AV1 para largar as drogas leves tipo Maxmen, FHM e vídeos "eróticos" e passar para as drogas duras como a pornografia, a bestialidade ou aquilo que o Manuel Madeira fuma ou bebe para dizer que o mal do nosso Tejo é a agricultura, mas ainda sem sucesso.
Também vão deixar de haver postes de manhãzinha, à tarde e à noite. Eu tenho vida e só tenho tempo para postar a seguir ao pequeno-almoço, o que quer dizer agora pelo meio-dia. Ainda vão deixar de aparecer textos muito elaborados, cheios de parenteses, imagens e ligações, que eu não gosto que me chamem erudito.
Comigo ou vai ou racha! É a palavra ao poder o resto são bichezas.

AV2

domingo, agosto 13, 2006

Quem não passou pelo mesmo...



... que fique com a cara séria perante um dos melhores genéricos de sempre da TV
E já agora também co, uma das melhores músicas finais (do Rick Marotta, rapaz que até tocou com a Banda do Casaco e tudo).
Todas as noites, às 22 e qualquer coisa na SIC-Comédia, repetindo hoje em formato compacto.
Eu vou aproveitar e ver a repetição do episódio do hamster morto no congelador da passada 3ª feira.

AV1

Reflexão domingueira

Se alguém ficou tão bêbado que não está em condições para manter uma conversa coerente o que o(a) fará pensar que está em condições de cantar em público sem causar a si próprio(a) um desnecessário enxovalho público e aos outros danos irreparáveis nos tímpanos e na paciência?

AV1 (bota de elástico até à medula nesta matéria e convencidíssimo que o karaoke é um dos sinais mais claros de declínio civilizacional que anunciam o Apocalipse)

sábado, agosto 12, 2006

Especial Alexandra Lencastre 3



Confesso, esta rapariga diverte-me e, em especial quando fica calada e não presta declarações à imprensa sobre os seus dramas emocionais até é bastante decorativa, apesar de já ser meio biónica de tantos retoques no equipamento de origem.
Neste caso, o segundo minuto do vídeo transmite-nos uma visão parcial do potencial que a Xandinha ainda há um par de anos tinha em matéria de representação muda.
Infelizmente não é possível acelerar o primeiro minuto para passar logo ao essencial.

AV1

O internacionalismo já não é o que era!

«Enquanto os portugueses continuam a procurar melhores condições noutros países, Portugal continua a importar trabalhadores estrangeiros, contratados e remunerados em condições inferiores às que normalmente seriam praticadas.»

Quem será que escreveu ou disse isto?

AV1

Best Pop Ever



Ménage a trois de alguns dos mais importantes nomes da pop dos anos 80: Bernard Sumner dos New Order, Johny Marr dos Smiths e Neil Tennant dos Pet Shop Boys, ocasionalmente reunidos no projecto Electronic.
O resultando é um super-pop ligeirinho e bom para tardes e noites de Verão.

AV1

A partir de amanhã...




... o pessoal vai mesmo repousar uns tempos e deixar de destoar na paisagem do cinzentismo local, do encarneiramento aparelhista, antes que nos apareçam os do costume com o cajado a querer ensinar-nos o "bom" caminho, o da democracia por requerimento.
Até lá, ainda acabaremos o nosso especial Alexandra Lencastre com material de peso, mais uma ou outra coisita que ande perdida por aqui.
Depois disso, a postagem será radicalmente reduzida até ao final do mês, ficando dependente da existência de cobertura wireless no Portugal profundo ou de netpoints com preços abaixo do caviar beluga.

AV1 (com cartoon do Mordillo)

Eu acho injusto




Quando tivemos campeãs mundiais e europeias de atletismo, sairam-nos Rosas Motas, Auroras Cunhas e Albertinas Machados que, sem desprimor, muito nos alegraram a alma mas muito pouco os olhos.
Vai daí os suecos, ao fim de 44 anos têm uma campeã numa prova de velocidade e sai-lhes logo uma Susanna Kallur que, para mais, tinha uma irmã gémea, a Jenny, com sabor moreno, na mesma final.
E nem é bom falar nas rapariguitas do salto em altura. Mesmo a vencedora do heptatlo, que é um pouco menos dotada, deixa qualquer atleta nossa a milhas de distância em fotogenia.
Aquilo sim é que é Primeiro Mundo, digam lá o que disserem.

AV1

Como fazer um post "sério" em 5 tempos

1) Escolher um tema "fracturante" de âmbito nacional, evitando tocar questões locais equiparáveis. Por exemplo, bradar contra a co-incineração ou incoerência de políticos de forças adversárias, mas passar em branco questões como o depósito diário de metais e outros resíduos poluentes na zona ribeirinha de Alhos Vedros e o silêncio dos camaradas verdes sobre o assunto.

2) Agarrar num qualquer texto que se pretende "analisar" e copiá-lo extensivamente, em vez de remeter para ele num link. Assim enche-se espaço, dá-se uns ares de sabedoria, mas apenas se parasita trabalho alheio.

3) Alegar argumentos com base em outros textos, que nem se citam aproriadamente, nem se linkam que é para não dar a tentação de vermos se existem ou de que tipo são. Se alguém chama a atenção para divergência de critérios, fazer alarido e desviar a conversa, se possível chamando "cobardes" a todos os que usam nick, menos os que apoiam a sua própria posição.

4) Concluir de acordo com mais 27 textos semelhantes feitos por outros "opinadores" em outras paragens, mas coordenados a partir do mesmo centro, prescindindo de qualquer contributo analítico ou crítico pessoal, pois o colectivo é muito bonito.

5) Cobrir tudo com um manto politicamente correcto, cheio de paninhos floridos em forma de boa-vontade, e chamar uns amigos ou heterónimos para baterem palmas, atirarem foguetes e apanharem as camas, para dar a sensação de uma vaga de fundo ao nível de opinião.

Tudo isto e muito mais do mesmo, como vai sendo hábito sempre que o capataz vai de férias, na tertúlia do costume.

AV1

Em tempo de Verão quente...





... justifica-se o "passeio" do Ponto Verde do blog A-Sul pelas praias ribeirinhas que parece que restam.
Elogio a energia posta neste tipo de trabalho, eu que ando a arrastar-me por aqui com as ideias todas derretidas.
Destaque para as reportagens feitas no Barreiro e Rosário, sendo particularmente divertida a intervenção do nosso centurião de serviço a fazer alarido com outros assuntos nos comentários.
Mas, se o problema das águas é a falta de ETAR's, e se é chamada a atenção para o sucessivo chumbo das propostas sobre a ETAR de Barreiro/Moita, seria interessante que explicassem a razão de tais chumbos.
Eu acho que sei, mas não gosto de chamar incompetente a ninguém com este calor.
Aliás é quase fácil, a partir da "qualidade" dos estudos técnicos que deviam acompanhar o PDM da Moita e não acompanham, imaginar a razão de tais chumbos.
É que para se andar a fazer propaganda e o famoso trabalho político porta a porta a garantir o voto na base da fidelidade pessoal, depois não sobra tempo para fazer o trabalho técnico necessário para que o voto seja garantido não por fidelidade canina mas pela constatação do bom trabalho feito.

É que a desculpa para a questão da ETAR Barreiro/Moita tem a mesma lógica da dos alunos que, quando chumbam, deitam as culpas para o(a)s profesore(a)s que são muito exigentes e não dão abébias.

AV1 (com foto do Ponto Verde)

sexta-feira, agosto 11, 2006

Valeram-me os óculos escuros...














E isto foi só de ir à janela...

AV1

Governação e Corrupção

Estou preguiçoso devido ao calor brutal, pelo que vou voltar a remeter para um texto com o título 10 Mitos sobre Governação e Corrupção. Nem sei porquê, ou talvez saiba, pelo que acrescento mais um link cheio de outros links com estudos sobre o tema.

Para quem ficar por cá...













... e não gostar de fazer de torrada na praia, recomenda-se para desfrutar à sombra, a audição do excelentíssimo álbum das Pipettes (classificação de 9 em 10 na categoria de música de Verão), a leitura de um dos melhores álbuns de BD de sempre (Jimmy Corrigan - The smartest kid on earth), daqueles que vale a pena saborear nas suas mais de 300 páginas (mas não o comprem na Bliss onde custa mais de 50 euros) ou, para os cus de chumbo agarrados ao computador as fotos de Dean Chalkley de estrelas pop e rock na sua galeria online.

AV1

Para quem, apesar de tudo...

... insistir em ir a Inglaterra, recomenda-se uma visita ao Victoria and Albert Museum, porque tem exposições para todos os gostos, desde uma sobre o camarada Che, agora que o amigo Fidel está no ir, até outra sobre a moda nos anos 60.
Mas eu se fosse a vocês evitava passar por aeroportos nos tempos que correm.
Não é por causa dos terroristas, que já devem estar sossegados, mas por causa dos atrasos.
Domingo passado na Portela, os tapetes rolantes para as bagagens estavam todos bloqueados e nem queiram saber a animação e alegria que andavam pelo ar.

AV1

A Competência acima de tudo

O Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro, na sua classificação oficial de profissões contempla com o nº 5198 a(o)s Profissionais do Sexo (que inclui a seguinte variedade: garota de programa , Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Puta, Quenga, Rapariga, Trabalhador do sexo, Transexual-profissionais do sexo, Travesti-profissionais do sexo), actividade que é assim sumariamente descrita:

«Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.»

Eu acho bem, pois há muito que acho que quem trabalha deve ser reconhecido por isso e prostituição e a prestação de outro tipo de serviços é trabalho (embora eu não saiba bem o que será um ou uma "Miché", pois só conheço o cozinheiro Michel), pode não ser como outro qualquer, mas é como é.
Por isso acho muito bem, que o dito Ministério tenha definido as competências pessoais que devem ter a(o)s dita(o) profissionais e que são, a saber:

1 Demonstrar capacidade de persuasão
2 Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
4 Agir com honestidade
5 Demonstrar paciência
6 Planejar o futuro
7 Prestar solidariedade aos companheiros
8 Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 Demonstrar capacidade lúdica
10 Respeitar o silêncio do cliente
11 Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 Demonstrar ética profissional
13 Manter sigilo profissional
14 Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
15 Proporcionar prazer

16 Cuidar da higiene pessoal
17 Conquistar o cliente
18 Demonstrar sensualidade


Confesso que entre outras competências, considero que é de visão estratégica o conhecimento de línguas estrangeiras (nº 11), assim como as competências nº 3 (realização de fantasias eróticas) e nº 9 (demonstrar capacidade lúdica) são muito bem achadas.
Claro que o essencial está mais abaixo pois proporcionar prazer (nº 15), cuidar da higiene pessoal (nº 16) e demonstrar sensualidade (nº 18) é o segredo para o sucesso, não necessariamente pela ordem apresentada, pois eu acho que a higiene devia vir antes do resto.
De qualquer modo eu acho que isto devia ser adaptado à realidade portuguesa e aplicado o quanto antes, para que se possa elevar a qualidade da performance do sector sexual da economia portuguesa, e não estou só a falar das secretárias que dão todo o apoio aos administradores.
E depois há o material de trabalho, que também é enumerado de forma rigorosa:

* Guarda-roupa de batalha
* Preservativo masculino e feminino
* Cartões de visita
* Documentos de identificação
* Gel lubrificante à base de água
* Papel higiênico
* Lenços umidecidos
* Acessórios
* Maquilagem
* Álcool
* Celular
* Agenda


Digam lá o que disserem os puristas e moralistas do costume, mas isto é que é pensar a sério nestes problemas.

AV1

Aviso matinal

Tenho mais que fazer que andar a receber mails com não sei quantos megas e ainda por cima zipados.
Vai logo tudo para o lixo.
A caixa é do gmail, é grandinha, mandem as coisas em estado de eu as visualizar rapidamente, que o tempo não é para se perder só a ver correio.

AV1

quinta-feira, agosto 10, 2006

Best Pop Ever



Por cá só deram nas vistas há mais de 25 anos com o muito nervoso e new wavesco álbum de estreia, Crazy Rhythms, mas ainda duraram até 1991, ano desta primeira (!) aparição na televisão americana com este Doing it Again do quinto e último álbum Time for a Witness.
Ainda estavam em forma, mas...

AV1

Fidel

O homem está mal e, mais coisa menos coisa, deve ir desta para melhor e, por força da Natureza, lá largará o poder antes das Bodas de Ouro.
Digo claramente: não lhe sentirei a falta porque embirro olenemente com quem, em nome da libertação de um povo e de uma sociedade, depois se instala no Poder décadas a fio, em especial nas condições de liberdade cívicas muito, muito relativas, vividas em Cuba.
O tempo de Fidel já passou, no mínimo, há um quarto de século ou coisa parecida.
Desde os anos 80, no mínimo, que está ali a mais e devia perceber que, mesmo que considere isso errado, todo o povo deve ter direito a escolher o seu destino.
Ele não percebeu isso, como muitos outros antes dele, que de salvadores se tornaram algozes do seu povo.
Em boa verdade, em todos os líderes revolucionários e/ou contestatários, que um dia conseguiram ganhar o Poder, só Nelson Mandela conseguiu ter juízo e mostrar como se fazem as coisas.
Confesso que ainda tive algumas esperanças no Xanana Gusmão, mas estão a começar a mirrar.
Quanto ao Fidel, resta à vista desarmada a falta de capacidade de ver quando já se faz parte do problema e não da solução e quando se falhou clamorosamente uma transição que podia ter sido diferente.
Cuba, nos tempos que correm, não é assim tão diferente da Cuba de Baptista.
Não terá os americanos nos casinos, mas tem europeus em turismo sexual, como uma velha amiga minha, que nos inícios de 90, depois de uma visita com outros camaradas, ficou com o hábito de lá voltar anualmente para 15 dias de concretização de fantasias e outras coisas que tais.
Não terá americanos ricos a ostentar a sua riqueza perante uma população pobre, mas tem turistas europeus que com um par de maços de tabaco conseguem muita coisa que a propaganda do regime não gosta de mostrar.
E o resto, camaradas, é triste, apenas triste.

AV1

Madonna

A senhora já chateia com a história da crucificação nos concertos
Já tem idade para ter juízo e experiência para fazer outra coisa mais inovadora ao nível da provocação.
Quando fez aquele vídeo há mais de uma década com uim Cristo negro que ganhava vida e chateou um niquinho o Vaticano e uns quantos grupos de fundamentalistas puritanos no Canadá e EUA ainda se percebeu.
Estava nos trintinhas e ainda a tempo de exorcizar traumas interiores.
Tipo Sinead O'Connor a rasgar a foto do Papa.
Faz-se uma vez, quando ainda se é novo ou perto disso, e há qualquer coisa a afirmar.
Agora já bem dentro dos 40 e mãe de filhas, não seria ideia de se preocupar com outras coisitas?
É que nem como marketing aquilo funciona.
Haja pachorra.

AV1

Uma questão de direitos civis

É verdade.
Hoje acordei com a sensação que o AVP tem andado algo ligeiro, com vídeos das Pipettes (mas são o máximo, não são?) e da Alexandra Lencastre a descalçar-se, graçolas básicas e a não tratar assuntos de relevância relevantemente relevante, de amplitude universal ou mesmo cósmica.
Por isso vou atirar-me de cabeça à questão dos limites da liberdade individual e como eles se definem quando colidem com os direitos dos outros.
Pensam vocês neste momento, é agora que ele vai falar de Guantanamo, ou de Cuba, ou do Iraque ou até mesmo do Líbano.
Não, estão enganados.
Há problemas bem mais importantes e próximos de nós.
Podem não reparar mas é a pura verdade.
Vejam o caso de uma das minhas vizinhas.
Rapariga das minha geração, mesmo se não de criação muito chegada.
Com os calores estivais, passou a andar o dia quase todo com uma espécie de combinação creme, cor de carne, curtinha e de alcitas.
E assim vem para a rua deitar o lixo fora, chamar o miúdo que anda na brincadeira ou mesmo falar com outras pessoas.
Mas e então, perguntarão, de que te queixas?
Queixo-me e com razão, pois os legítimos direitos de ela andar naqueles trajes descapotáveis colidem com o meu direito a não ser confrontado na área de segurança em torno do meu lar com manifestações de atordoante poluição visual.
Não é que eu seja tão preconceituoso e grunho como pareço.
Mas é que - acreditem em mim - o tempo tem pesado naquela rapariga.
Tem mesmo pesado muito.
Eu que não sou nenhum lingrinhas e sou mais alto que ela uns bons centímetros penso que se fosse andar num baloiço com ela do outro lado, mal ela se sentasse eu era projectado para a estratosfera.
Por isso, tamanha exposição carnal deixa-me... como direi para não ser abusivo...
Deixa-me... deixa-me...
Assim a modos que meu enjoado para o resto do dia e sem apetite sequer para uns lombinhos de porco preto na brasa.
Porque mal olho para a carne me vem logo à ideia...
É que, sem exagero, são metros quadrados de carne em exposição, sacolejando de forma descontrolada e absolutamente gratuita.
Brrrrrrr........
Eu percebo as razões (o calor, a necessidade de sensação de liberdade) e os fundamentos (cada um é livre de fazer o que entende com o seu corpo...), mas por caridade, então e os meus olhos?
Eu sou pessoa cuidadosa, não me atravesso à frente dela, em calçonete, coçando os cristais!
Mesmo que ela me pedisse.
Acho que nenhuma pessoa de bem deve ser sujeita a tal atentado ao pudor.
Por isso, sinto um enorme dilema a entrar-me pelos olhos dentro.
Fora o trauma.
Já tenho medo de me dirigir ao ecoponto ou mesmo de sair de casa em horas mais críticas.
Preciso de solucionar isto de alguma forma, sei lá, uma providência cautelar que a impeça de se chegar a peças de roupa com menos de uma certa área - embora possam ser fininhas e frescas.
É que para além disso há crianças na vizinhança e depois os efeitos no imaginário dos miúdos pode ser devastador.
Sei lá se não foi isso que aconteceu ao George Michael na sua infância quando ainda era grego?
Por isso, acho que uma definição da liberdade individual é muito necessária nestes casos e deve incorporar limitações sempre que ela colide com a sensibilidade alheia.
É que se o calor dura muito mais tempo - se entra pelo Setembro dentro - os danos sofridos pela minha psique podem ser irrecuperáveis e depois como é que eu poderei desempenhar o meu papel na sociedade, na família, no mundo do trabalho?
E depois dizem que o pessoal gasta muito em anti-depressivos.
Pudera.

AV1

quarta-feira, agosto 09, 2006

Refresco de Verão



E quem não gosta disto, não tem um jovem, ingénuo e borbulhento, adolescente dentro de si...

AV1
Gelado de Verão

Peseiro Já e em Força!!!

Como homem de bom senso e bons costumes, Co Adriaanse demitiu-se de treinador do Porto.
Aliás, muito durou ele naquela simpática agremiação do norte do país, tendo sido obrigado a grandes sacrifícios desde apreciar a evolução amorosa de Pinto da Costa com essa "senhora" que dava pelo nome de Carolina Salgado até às fuças neandertais de 99,9% dos Super-Dragões (o único que nãoi tem cara de facínora e apenas de chulo é o que tem autorização de ir a programas televisivos).
Agora é necessário arranjar um novo treinador para os campeões nacionais e é nesse sentido que eu venho desde já chegar-me à frente e propor o nome de José Peseiro para o cargo.
O homem andou à escola com o Mourinho e já provou que é tão bom como outro qualquer, por exemplo eu, a treinar uma equipa de futebol ganhadora.
E, para além disso, com ele no FCP e o Fernando Santos no SLB, o meu Sporting já só precisaria de se preocupar com o Braga e o Boavista.

AV1

Isto é que é falar, mas...

Heloísa Apolónia no Setúbal na Rede:
«Já sabíamos que este Governo não suporta ser criticado (pelas reacções do Sr. Primeiro Ministro), que este Governo não suporta que as populações e os movimentos andem por aí a falar de coisas que o Governo acha que são da sua exclusiva responsabilidade e, consequentemente, que este Governo não suporta processos de consulta pública»

Agora substituam neste texto as palavras "Governo" e "Primeiro-Ministro", por "Câmara da Moita" e "Presidente da Câmara", enquanto no restante que aqui não se transcreveu podem substituir as menções à co-incineração, por menções ao PDM e vejam lá se não parece tudo muito igual, muito mesmo?
Pois é, pois é...
Atiram-se pedras, quando os telhados são de vidro.

AV1

Os males da terra I

O Carneirismo

Como nem tudo podem ser alegrias, e por causa de uma foto do Oliude no AVCity, fui obrigado a recordar-me daquele que é um dos grandes males do pessoal de Alhos Vedros, aquele que por aí foi ficando, por gosto ou inércia, comodidade ou falta de oportunidade, e que na minha opinião é uma abundante dose de carneirismo que faz com que, no fundo, no fundo, todos fiquem satisfeitinhos com a situação que está, desde que não toquem no que consideram ser a sua vidinha. Os do "topo" querem tudo pacificado, cordato e mansinho, pois é assim que se conseguem manter por cima mesmo com míngua de talento ou mérito.
Os de "baixo", infelizmente, já só querem que a vida não lhes reserva piores surpresas e que ao fim do mês, a prestação da casa e do carro fique paga, sem ser necessário cortar nos morfes e nas bicas.
Os do "meio" já se ficam pelas desculpas do costume, do 2antes assim que pior" ou "eu só cá venho para dormir".
Sei que ainda há outros, a chamada "elite cultural" alternativa que, não sendo da situação, também não está propriamente contra e muito menos ousa levantar cabelo encrespado ou a voz contra os do topo com os quais, de certa forma e verdade seja dita, até se identificam, mesmo quando os criticam à boca miúda.
Enfim, feitios.
Mas cada um é como cada qual e eu, ovelha negra e ranhosa, só tenho de tentar passar despercebido na poeirada que anda pelo ar, balir baixinho e assoar-me logo que possa.

AV1 (com foto do Oliude)

Especial Alexandra Lencastre 2



Ó pá, isto é que é arte de representar.
Caramba que isto é que é a interiorização de uma personagem e a aplicação do "Método" daquele gajo americano que até passou por ensinar a Marilyn a representar.
Já alguém viu melhor cena de descalçamento das sapatoilas, seguido de lançamento sobre a cama, com o pernão a surgir inopinado, num misto de rotina quotidiana e sensualidade calculada?
Meus amigos, isto é, desculpem a expressão, muita fruta ou, melhor e mais respeitosamente dizendo, muito saber de experiência feito.
Para mim é cena para Óscar.
Cais Jolies, cais Kidmans, cais Halles Berrys...
Lencastre para Hollywood e é já!
Bem, apesar de, ao que dizem que eu não sei, não vi, nem quero ver, aquilo por lá em termos de masculinidade séria e disponível, estar muito curto... e depois a rapariga poder ficar em crise e precisar de férias.

AV1 (lencastrófilo assumido)

Balancete Sentimental

Fui comprar o Público que hoje traz o álbum Daisy Town do Lucky Luke, um dos bons da colaboração de Morris com Goscinny.
O meu olhar, como sempre, foi sugado, qual efeito de um buraco cor-de-rosa, pelas revistas socialites que abundam que nem banhistas no Algarve.
Então, vejamos as notícias relevantes da semana.

São claramente boas notícias, o facto da Sílvia Rizzo e a Rita Ferro Rodrigues terem encontrado novos namorados. Desta forma, a maior parte dos homens portugueses pode ficar em descanso, pois por uns tempos ficam livres destes perigos à solta. Como adicional, pode ser que a Ritinha consiga por fim dominar um pouco os trejeitos incontroláveis que agora exisbe em todas as aparições televisivas. Aquilo estava a começar a ficar demasiado patético.

Num outro sentido, é ainda boa notícia que a Nelly Furtado queira fazer meninos nos próximos dois ou três anos (aqui a leitura é da Blitz), mesmo já sendo mãe solteira. A rapariga está notoriamente em boa forma e desde que se controlem os seus ditos "espirituais", é um valor seguro disponível nestes tempos de Verão. Quem não quiser ir até ao Canadá ou aos States, ela costuma passar por Ponta Garça nos Açores.

Notícias já habituais são as queixas de Alexandra Lencastre que: a) está sem companheiro; b) precisa de férias. Por tudo isso, e por ser quem é, um vulto da nossa cultura popular é que aqui lhe continuaremos a dedicar um especial.

Notícia ambígua é a aparente 341ª tentativa crise e/ou tentativa de suicídio de Elsa Raposo por questões sentimentais. Na prática, isto significa que na reentrée, passada a crise, a vamos ter de aturar de novo solteira e à solta.

Notícia positiva, desde que permita capas de revistas como a a da Grazia é que a Marisa Cruz deve andar com problemas em reatar carreira, pelo que decidiu mostrar-se nas suas plenitudes.

AVLilás

Cartoon de uma Manhã de Verão



















Shannon Wheeler, Too Much Coffee Man



terça-feira, agosto 08, 2006

Especial Alexandra Lencastre I



A rapariga parece que nesta altura estava disponível e tal, o Piet Hein já estava no ir, o Garrido ainda não estava no vir e coiso. Uma pessoa agarra-se ao que se pode.

AV1 (a pensar se ainda é possível descer mais o nível... e a concluir que é possível, sim senhor, é só esperarem...)

Protesto veemente

Uma pessoa percorre o You Tube de lés a través e não se encontra um, unzinho, excerto com a Soraia Chaves. Aliás, se fizerem a pesquisa o que aparece é algo incompreensível e de brutal mau gosto do programa do Nuno Graciano (olha o espanto...).
Já em contrapartida, temos direito a um boob slip da Benedita Pereira e material para fazer todo um especial sobre a Alexandra Lencastre e os seus dotes de representação, e não só...
Mais um dia de Verão sem mais que fazer é o que é.

AV1

Quem adivinhar...



... de que acontecimento histórico se trata, antes de aparecer a respectiva legenda, ganha um prémio que agora não me lembro exactamente qual é.

AV1

Zé do Boné






Se perguntarem a muito adepto portista ferrenho porque é que o falecido e mítico Pedroto era conhecido como Zé do Boné, provavelmente a explicação passará apenas pela constatação de ele usar habitualmente um boné, já desde os tempos que passou como treinador pelo Vitória de Setúbal e Boavista.
O que talvez não venha logo à ideia é que essa alcunha foi herdada do nome nacional atribuído à personagem de banda desenhada Andy Capp, criada em 1957, e que por cá no aportuguesamento dos nomes que deu ao Big Ben Bolt o nome de Luís Euripo, deu Zé do Boné.
Quase 50 anos depois a personagem permanece, talvez sem a frescura de outrora e sem rasgos de particular inovação, mas com um apego à fórmula tradicional que ainda funciona.
A colectânea das tiras dos últimos anos está agora a sair em álbuns a menos de 7 libras o que num livreiro como o Books2Door pode ficar ainda mais barato ou por esse preço incluindo o envio.
É mais barato que qualquer álbum a preto e brabco nacional do mesmo género e como leitura ligeira de Verão é altamente recomendável.

AV1

segunda-feira, agosto 07, 2006

É tudo muito relativo...













Bob Thaves, Frank and Ernest

Os incêndios, de novo e sempre

Já não há muito que dizer ou que acrescentar sobre o tema.
Apenas que o estado do tempo nos poupou durante os primeiros meses do verão, mas ainda existe mais um mês e meio para queimar muito mato e floresta por esse país.
Será que alguém já se preocupou em calcular a quantidade de poluição atmosférica causada por estes hectares e hectares ardidos?
É que não é só o mais óbvio que causa poluição.

AV1

Best Pop Ever



Grande música, excelente vídeo, enorme génio desvairado o deste Mr. E.

AV1

Serei só eu a achar...

... que o nosso muito caro e aristocrático Conde, com o aumento da temperatura, deu-lhe uma de caixa de ressonância?
Que me perdoe se estou a ser injusto, mas será isto aquilo a que já chamaram o crespúculo da nobreza?

AV1

De que vale?



Ter definido um perímetro histórico "teórico" da vila de Alhos Vedros, se isso apenas implica uma relativa limitação na construção em altura de novos imóveis pois, desde que se "mantenha a traça" tudo é possível, desde que o promotor tenha paciência ou os convenientes dotes persuasivos, pois os poderes públicos não fazem qualquer intervenção séria de requalificação?





AV1

domingo, agosto 06, 2006

E se, por artes do demo, a coisa chumba?

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro
A ETAR é indispensável para o desenvolvimento equilibrado do concelho do Barreiro [e já agora da Moita, digo eu...]
“Da nossa parte aguardamos ansiosamente a decisão da Administração Central, do Secretário de Estado, convencidos, convictamente convencidos, que o Senhor Secretário de Estado até, tendo em conta a importância desta ETAR, irá rapidamente tomar a decisão de forma a que esta infraestrutura se concretize, como desejamos”. (Rostos Online)

AV1

Eu vou exactamente no sentido inverso...



... mas é de mera cortesia desejar bons escaldões a quem tenha uma humilde casinha (quem diz casinha, diz apartamento, quarto de residencial com águas quentes e frias, uma barraquinha ou simples um lugar no areal...) na Caparica para descansar do intenso labor de um ano de trabalho intenso (isto é que é intensidade!).
E como os escaldões deixam a malta toda vermelha, até que...

AV1

Mais que um direito, é um dever...

... fazer uma desaceleração do AVP em tempo de férias.
O AV2 já está de molho e eu a fazer os possíveis por isso, mas com muito trabalho agarrado á sola dos sapatos.
Apesar de algumas matérias em carteira para postar como a denúncia da ineficácia prática de existir um perímetro definiodo para a zona histórica de Alhos Vedros, durante as próximas semanas de Agosto o ritmo de postas de pescada vai ser algo reduzido e condicionado pelos meios técnicos e tempo disponível.
Desta vez espera-se que não agendem nenhuma reunião de vereação extraordinária para discutir o PDM mesmo, mesmo no Verão ou que apareça alguma novidade cabeluda perfeitamente imprevista, olhando daqui.
De qualquer modo continuaremos com uma selecção videográfica muito selecta a partir do acervo do You Tube, assim como com a atenção possível ao que se passa à nossa volta.
Não vai ser aquela pausa absoluta antes prometida, mas vamos dar algum descanso aos dedinhos, tadinhos, já chatinhos e chateadinhos de tanto teclarem.

AV1

Clássico Intemporal



Uma memória de todos os tempos, mas particularmente refrescante nestes tempos de calor estival.
Nota especial para a poesia de alto recorte literário a meio do desempenho musical.
E os politicamente correctinhos que se dediquem à boa e velha roda real de Nápoles.
Manuel João Vieira à Presidência e Jimba para assessor para os assuntos cólturais.

AV1

A culpa é do "sistema"

Nada como o início das férias para a minha descendência ter uma crise diarreica acima do normal e a suscitar, no mínimo, um moderado cuidado.
Tendo eu uma aversão profunda a todo o tipo de Urgências e sou um cidadão bem-comportado que não quer saturar o SNS por cá cá aquela palha, lá liguei para a linha dos dói-dóis e descrevi rigorosamente a situação.
Tal como na primeira vez que a usei, foram muito simpáticos e competentes, tendo desta vez a enfermeira de serviço achado que se justificava uma observação em "ambiente hospitalar", pelo que iriam enviar um fax com a descrição da situação para acelerar o processo todo.
'Bora lá então ao Hospital recomendado e às respectivas urgências pediátricas, em cuja recepção já estava 15 minutos depois o dito fax.
Bom, formalidades de atendimento, e tal, primeira vez?, não é utente do Hospital? cartão isto, cartão aquilo.
Sala de espera (não muito cheia).
Dez minutos, chamada para a sala de "triagem" (cá está o sistema de Manchester em funcionamento), onde a enfermeira faz novo interrogatório, preenchendo nova folhinha branca e ignorando o fax "dói-dói".
Atendimento atencioso, copinho de ben-u-ron por causa da febre e pode ir de novo para a sala de espera, que já chamamos para a senhora doutora a ver.
Mais dez minutos (o tempo de espera não foi longo) e lá temos direiro a uma jovem doutora, com ar de quem estava a fazer o turno errado, por permuta ou outro favor qualquer.
Novo interrogatório, menos detalhado que os anteriores, mas repetindo o mesmo esquema agora registado numa folha verde, o mesmo tipo de observações e, é pá!, outra vez a leitura da temperatura e recomendação de dose de ben-u-ron.
Mas então senhora doutora eu já não lhe disse que coiso e tal, e a folha da triagem serve para quê?
Ah, pois é, não estava com atenção, e as orelhinas já vi?
Não, não viu, mas o problema é em outro lado, não sei se está a ver, mais a sul...
Pois, pois, está bem, tudo bem, não há problema, pode ir sem problemas, não há nada que preocupar senhora doutora.
E prontos......
O "sistema" a funcionar fez com que eu passasse por duas fases de filtragem, antes da consulta propriamente dita, a qual não adiantou nada, antes demorando todo o processo, sendo que cada nova fase ignorou olimpicamente, por hábito ou vício, o trabalho da anterior.
Ou seja, de um atendimento à primeira, passei para um atendimento á terceira.
Podem dizer-me que este "sistema" é melhor porque faz a triagem dos casos mais graves e coiso e tal, mas a mim parece-me que para isso é preciso ter as pessoas certas para o "sistema" funcionar, ou como a táctica no futebol
Já lá dizia o holandês do porto depois da ripada contra o Manchester (que jogo boa parte com 9 e ainda marcou mais um golo e tudo), um tipo pode mandar os jogadores treinar muito e muito, mas quem não tem a qualidade ou o talento nunca chega lá, por muito que (não) tente.

AV1

sábado, agosto 05, 2006

Best Pop Now



O vídeo não é revolucionário, mas os tipos são do melhorzito que por aí anda, no género audível dos 7 aos 77 anos.
A música perto do meio perde um bocadinho da pedalada, mas o início quase nos dá a ilusão de estar a voltar aos bons velhos tempos de uma rockalhada sem grandes complexos.

AV1

Só uma sugestão

Considero altamento estimáveis as recentes preocupações de blogueiros vizinhos em preservar a memória da Baixa da Banheira que, mesmo sendo recente, tem espaços específicos e imóveis típicos, imagens de um imaginário da comunidade que não devem ser esquecidas.
Mas, mais do que a declaração dessa evocação, o que muito interessa é proceder a esse registo.
Mesmo se com algum atraso e com acesso a arquivos individuais não muito extensos, foi o que no AVP se fez com a existência de um arquivo de algumas centenas de imagens sobre Alhos Vedros e não só (de tudo um pouco desde o Seixal a Alcochete), nisso tendo sido seguidos pelo Brocas e o Oliude.
Muitas delas têm sido aqui divulgadas, até por mais de uma vezes como as que ilustram este texto.
Que tal então, menos palavras e mais acção, caros vizinhos?
É que se esperarem muito, nada vai restar do casario chão e humilde que fazia a marca da povoação original nascida em torno da Estrada Nacional e da linha do comboio, casinhas construídas à razão dos pedidos dos operários que trabalhavam no Barreiro e com as rendas a serem calculadas nos anos 50 na base dos 10$00 a divisão.
Diz quem sabe e quem tem o poder de mando nessas coisas, que casas velhas não passam de umas quantas paredes que para ali estão e não dão lucro a ninguém.
Se aqui não conseguimos levar a água ao nosso moinho porque andam a destruí-lo com a desculpa da "requalificação", que sejam vocês a levar a carta a Garcia.
Até estão melhor colocados e melhor vistos, por isso...

AV1 (fotos do arquivo AVP)

Digam lá o que disserem...

... mas eu sempre achei que mesmo que se provasse que o assunto estava pejado de ilegalidades e que o CDS tinha recebido "luvas" por esta ou aquela via no "caso Portucale", o Nobre Guedes acabaria sempre por se livrar com o nome limpinho.
Ahhh... pois... ele não sabia de nada. Coitado... não é desonesto, apenas é um tanso que nem percebia o que se passava no Ministério nem no seu partido.
E para mais, não é a primeira vez que durante um governo socialista, há malta centrista a livrar-se de chatices.

AV1

sexta-feira, agosto 04, 2006

Estreiam hoje

Um nas Américas, o outro por cá com quase um ano de atraso.
Duas maravilhas para criançolas como eu.
O primeiro mais a traço grosso, mas completamente delirante, o segundo uma maravilha (já o vi, não devo dizer graças a que blogueiro amigo, ou será que posso?) na reconstrução paródica da história do Capuchinho Vermelho à moda de thriller.

AV1

Já pelo contrário...

... os israelitas andam com uma sanha anti-betão verdadeiramente brutal, bastando para isso comparar estes arredores de Beirute, antes e depois dos ataques da aviação hebraica.

AV1 (com agradecimentos a Mão Amiga pelas imagens)

Para os incrédulos...

... da teoria da betonização, eis a demonstração do que se tem dito: mesmo se a agregação de concelhos é feita com critérios algo estranhos (juntar o Barreiro e Alcochete é algo disparatado, sendo mais lógico usar as unidades Barreiro/Moita e Montijo/Alcochete), as evidências são, sei lá..., evidentes. No Seixal (dando toda a razão ao Ponto Verde) existe um afã betonizador assinalável, apesar do assassinato já antes existente no eixo Amora-Corroios, enquanto o eixo Moita/Montijo vem logo a seguir num "honroso" 2º lugar em matéria de oferta de fogos.
Se ligarem estes dados ao facto de ser a zona de Moita/Montijo a que apresenta, em média, o valor mais baixo por metro quadrado de construção, chega-se facilmente às conclusões que aqui há quase 3 anos se afirmam, ou seja, isto é terra queimada para transformar em dormitório de 3ª e 4ª categoria.

AV1 (com o destacável sobre "Imobiliário" hoje incluído no Público)

Só para confirmar

O mundo hoje não me parece particularmente interessante para dissertar sobre nada em geral ou particular.
No fundo hoje não se distingue particularmente de ontem e vice-versa.
Por isso vou ali e já venho.

AV1

AVP Cóltural
















Em memória dos New Order, o homem merece qualquer coisinha.

AV1

E haveria logo de ser a minha...



... pelo menos é o que parece a avaliar pelo desempenho dos carteiros.

AV1 (com excerto de um poema de Luísa neto Jorge)

quinta-feira, agosto 03, 2006

Um gajo está a crescer e...



... fica com imensos problemas em relação ao país em que vive, mesmo sem conseguir perceber todas as segundas leituras da letra da canção.
Porquê?
É pá, em primeiro lugar ficámos em último lugar.
E no ano seguinte, em protesto, até nem mandámos lá ninguém.
Em segundo lugar, houve todo aquele bruáá em torno do que se teria passado em torno da voz da Simone e do que lhe teriam dado a comer ou beber e que um tipo nunca percebeu, mesmo com as posteriores explicações da senhora, tendo a coisa acabado por tornar-se um dos mitos eurovisivos portugueses.
Em terceiro lugar, aquela do "quem faz um filho, fá-lo por gosto" ia provocando uma síncope nas nossas avós e tias mais velhas e causou um olhar embaraçado das mães, enquanto os pais se riam a gosto.
Felizmente, nos heróicos tempos da tv a preto e branco, tivemos a sorte de não ver a cor da fatiota que ela levou que, mesmo para um sportinguista, parece uma declaração irlandesa de independência.
Por outro lado, a nível interno começava a saga das vitórias de canções com letras duvidosas do Ary dos Santos que teria o seu apogeu com o Fernando Tordo em 73 (ao qual voltaremos), nunca tendo eu percebido, a posteriori, como é que alguém tão "alternativo" no plano político e pessoal conseguiu papar tantos Festivais da Canção durante o "antigo regime".
Mas o essencial era que um gajo era puto, não percebia nada de política (com tão poucos anos só o Louçã é que já era anti-fascista), não percebia nada das letras, não gostava muito das cançonetas, mas já se começava a ficar farto de ver Portugal ficar sempre no pódio dos últimos.

AV1

Aleluia

Finalmente um post como deve ser e a merecer link no Banheirense
Ao fim de 6 meses começam a perceber o que interessa.
Ou sempre souberam, mas quase nunca praticaram.
Mas cada um sabe o que faz e rebébéu pardais ao ninho.

AV1

Um gajo nasce e...



... pumba, zás pás trás, leva com isto nos ouvidos, pois nos olhos não, que televisão só houve lá em casa no Verão desse ano, pelo que me dizem, que eu andava mais preocupado com as horas do leitinho.
Penso que se compreende com alguma facilidade a origem dos danos que depois se notam à vista e letra desarmada.
Assim como a desconfiança para com a Simone de Oliveira que eu brevemente demonstrarei com a mítica Desfolhada de 1969 e todos os problemas que a envolveram na Eurovisão.

AV1

E será só do outro lado do Tejo?

Da Sic Online, com base no Jornal das Nove de ontem conduzido por um Mário Crespo visivelmente encrespado:

«Obras na Lapa/Infante Santo têm "cor do dinheiro"
José Sá Fernandes diz que há dinheiro envolvido no caso que envolve a Câmara Municipal de Lisboa numa polémica, devido a obras na Lapa/Infante Santo, que alegadamente favorecem um promotor imobiliário. No Jornal das Nove, na SIC Notícias, o vereador do Bloco de Esquerda apontou o dedo também ao IPPAR, no caso de outra construção na mesma zona.»

O pavoroso em todo este processo é que mesmo com fotos a demonstrarem a construção literalmente em cima de uma parte do Aqueduto das Águas Livres e a ausência de uma licença de construção, tudo avaçou e avança, sem que ninguém seja responsabilizado por nada, nem sejam levantados procedimentos disciplinares contra a fiscalização da CML e outros departamentos envolvidos.
A técnica do "vai fazendo que depois ninguém deita abaixo e a multa depois logo se irá arrastando pelos tribuanais até prescrever tudo" instalou-se na maior autarquia do país há muito, mas cresceu desmesuradamente no mandato anterior.
Como vivemos no país e anedota em que vivemos, por muitas recomendações e pareceres da Provedoria da República que se façam, ninguém se comove, assim como por demais evidente que seja a ilegalidade, o IPPAR dá parecer favorável a um atentado daqueles.
Claro que nestas coisas o que está em jogo é a cor do dinheiro e se o topo não dá exemplo de rigor e de busca dos culpados, não adianta depois andarem todos a dizerem que o "senhor Presidente tal (neste caso o Carmona Rodrigues) é uma pessoa íntegra e séria", porque se permite tais atropelos à ilegalidade debaixo dos olhos, pode ser íntegro, mas será desmesuradamente crédulo ou estúpido.
É que ninguém quer saber se os vereadores andaram à escola com o Presidente ou foram seus colegas aqui ou ali (onde é que eu também já vi isto).
Se a dúvida sobre a forma de acabar com o mal é se havemos de cortá-lo pela raíz ou pela cabeça não há que hesitar, corta-se pelo sistema mais rápido.

AV1

Do mal o menos

Do Público:
«Autarcas podem acumular cargos mas não salários nas empresas municipais
A Lei do Sector Empresarial Local, que regula as mais de 150 empresas municipais existentes no país, já foi aprovada em Conselho de Ministros e não proíbe a acumulação de cargos executivos naquelas entidades com o exercício das funções de autarca, desde que os cargos não sejam remunerados.
A anterior versão da lei previa a proibição pura e simples da acumulação de funções, fossem os cargos remunerados ou não, mas o Governo acabou por ceder ao protesto da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).»

Agora só falta mesmo colocar em prática aquela ideia de não aceitar a criação de empresas sem estudosa de viabilidade estruturados como deve ser ou que, pouco tempo depois de criadas, implicam maiores encargos, dos que aqueles que pretendiam reduzir.
É que se são criadas empresas inter-municipais para racionalizar custos e depois tudo acaba como o aumento dos custos e das taxas municipais, algo estará mal pensado, ou serei eu que estou a ver mal a coisa?
Eu sei que novas instalações e frotas de carros para as administrações, para não falar em outras "facilidades", custam dinheiro, mas esse não devia ser o objectivo da criação de tais "empresas".

AV1

O Buraco Negro

Ainda a propósito das dívidas ao Fisco, um outro aspecto que nem sempre é suficientemente destacado é o de as dívidas conhecidas serem relativas aos agentes económicos que estão "dentro" do sistema e sobre o qual existem meios, mesmo que mínimos ou meramente indiciários, para calcular os seus rendimentos.
Ficam de fora todos aqueles que fuuncionam à margem do sistema, na chamada "economia paralela", que parece estar de novo pujante entre nós e aparentemente a níveis superiores aos de outros tempos em que o aparelho fiscalizador do Estado era uma anedota comparado com a graçola que ainda é.
Há quase 25 anos, Manuel Villaverde Cabral calculava, num estudo pioneiro (publicado na Análise Social nº 76 de 1983) e feito com todas as dificuldades que se calculam, em mais de 10% o valor da chamada "economia subterrânea" que escapava a todo o tipo de controle do Estado, em especial em zonas rurais.
Ao que parece, e por virtude das transformações no mundo em que se desenvolvem estes "sistemas paralelos" de trocas virtuais, facturações inexistentes e todo o tipo de falcatruas que agora se desenvolvem a alto nível, o valor da riqueza que escapa ao aparelho fiscal do Estado andará perto dos 20%.
O que parecendo que não, é um em cada cinco euros da riqueza produzida entre nós.
E que, com o argumento de não prejudicar ninguém mas apenas o Estado, prejudica-nos a todos nós.
No aumento dos impostos dos que pagam.
No aumento da idade da reforma.
Nos cortes em regalias e direitos sociais.
Talvez, antes de se pensar em outros protestos, fosse interessante muita gente pensar nisso.

AV1

A Lista Negra

A divulgação da Internet da lista de devedores ao Fisco parece ter sido um razoável sucesso pois muito maltinha ganhou vergonha na cara e lá foi pagar o que devia.
Não estou lá, não penso vir a estar e até concordo com estas medidas intimidatórias baseadas numa táctica de brutal humilhação pública, mas existem alguns detalhes que pessoas mais informadas já levantaram sobre esta questão e a sua justiça, principalmente a de muitos dos maiores devedores ao Estado - em especial grandes empresas, em bom estado financeiro, mas sempre a tentarem minimizar os encargos - não surgirem naquela lista ou qualquer outra, porque tendo capacidade para desenvolver demoradas querelas jurídicas nos Tribunais, e enquanto os casos não transitam em julgado, o seu nome não pode legalmente aparecer entre os devedores oficiais.
Ou seja, os mais devedores não estão na lista disponível online.
Isso mesmo dizia o comentador da SIc para assuntos económicos José Gomes Ferreira, após comparar a lista actual com uma lista que a Sic tinha obtido há não muito tempo onde se encontravam todas as dívidas, as que se podem divulgar oficialmente e as outras.
É que tudo isto é muito relativo e a lista já nem a 300 nomes chega.

AV1

quarta-feira, agosto 02, 2006

E por falar em atrocidades israelitas?



Esta tem 28 anos e continua a doer-me pior do que um míssil pelas traseiras acima.
Yizhar Cohen e ABANIBI o quê?
Eu aposto que se pusessem isto em alta voz no sul do Líbano, a malta do Hezbollah fugia a toda a velocidade até Damasco ou Teerão e nunca mais voltaria de tamanho trauma de guerra.
Eu não vou tão longe, porque tenho tendência a, com a aflição, esparramar-me todo contra a porta de casa, sem conseguir manter a calma de espírito necessária para abri-la.
Tenho consciência dos danos colaterais provocados em todos os que ousarem carregar no "Play", mas estes são crimes contra a Humanidade que nunca devem ser esquecidos e que devemos lutar para que não sejam deixados impunes.
E quem votou nesta coisa ao ponto de ela ter ganho o Festival da Eurovisão de 1978 devia ser lapidado, logo a seguir a ter sido empalado em bom estilo.


AV1

Em actualização diária...




... o antro de taras musicais Clearasil, hoje com material de alto gabarito, como o vídeo do mítico single Nikita do Elton John.
Isto para não tornar o AVP umas espécie de Tope ofe de Popes, pois o AV2 já anda armado em queixinhas e a dizer que eu só posto música para esquecer.
E ainda não sabe ele que eu tenho Demis Roussos em carteira.

AV1

Inspirações afins





No dia 25 de Junho deste ano publicámos no Alhos Vedros Visual esta foto do Oliude.
Não é que seja a mesma, mas comparem-na lá com a da página 4 da agenda Maré Cheia e vejam lá o que o acaso fas à inspiração do pessoal.

AV1

Pensamento da Tarde



Um tipo (que se acha) incorruptível é apenas um idiota que ainda não encontrou (quem lhe oferecesse) o preço certo para vender a alma e/ou consciência ou à qual tem a pretensão de dar um valor demasiado alto para o mercado de saldos permanente em que vivemos.

AV1 (o que se pode escrever depois da barbaridade acima?)

E mais um àparte

A propósito de uma troca de impressões aí por baixo num post, eu estaria longe de considerar que a CMM não tem qualquer papel nos níveis de emprego existentes no concelho.
Por várias razões, mas principalmente por duas:
a) é o maior empregador directo instalado no concelho;
b) é quem define as regras e desenvolve (?) políticas para a atracção de investimentos potencialmente positivos em termos de captação de mão de obra local.
Para além disso, e por virtude perversa do que acima fica escrito, continuo a achar que a CMM nunca conseguiu (ou nunca teve verdadeiro interesse) promover uma política local de atracção de investimentos que implicassem um emprego qualificado e, de forma indirecta, contribui para o afastamento (físico ou cívico) de muita gente que acabou por ter de fazer o essencial da sua vida fora do concelho e, por isso mesmo, ou acabou por ir-se embora ou por alhear-se da vida da comunidade.
Destas considerações ao regresso à minha tese favorita sobre o encorajamento (ou não combate) à proletarização do concelho em termos humanos e urbanísticos é só um pulinho.

AV1

Só um àparte...

No AVP continuamos a respeitar o desejo e o direito de todos aqueles que pretendam expressar as suas opiniões de forma incógnita ou sob pseudónimo, assim como não divulgamos matérias sobre as quais não tenhamos recebido autorização expressa para o fazer.
Hábitos.
Aversão à coscuvilhice, sei lá...

AV1

Para todos aqueles...




... que batem no peito, enquanto gritam loas aos benefícios ambientais inegáveis de uma boa rede de ferrovias, nada como recordar que tudo começou há 150 anos, numa ligação entre Lisboa e o Carregado que, à boa moda tuga, acabou com a composição festiva a ser obrigada a ir largando carruagens pelo caminho para conseguir chegar ao seu destino, pois os cálculos sobre o consumo de carvão tinham sido mal feitos.
É que a identidade de um povo não se constrói assim de um momento para o outro e a nossa proverbial falta de jeito para os números e as matemáticas não nasceu anteontem.

AV1

O meu contributo

The Specials - Too Much Too Young
Já agora eu também tenho qualquer coisa a acrescentar ao monte de propostas de vídeos que o AVP tem vindo a apresentar.
Uma recordação directamente do meu velho gira-discos.
Uma vez skazista, sempre skazista.

AV2

Sugestões de Borlas

Para quem quiser aproveitar para descarregar uns livritos que os nossos irmãos brasileiros têm numa biblioteca digital em software livre, podem ir aqui e não desesperem com a demora em entrar. Estas coisas têm as melhores intenções, mas nem sempre correspondem a todos os nossos desejos.
Para os snobes anglófilos como o meu camarada co-editor, até dia 11 podem abastecer-se aqui na Feira Mundial do eBook.

AV2

Sugestão Libertária

Com o agradecimento ao leitor MdSilva, aqui fica o site do Centro de Cultura Libertária de Almada.

AV2

Best Pop Ever 2



Já toda a gente deve ter percebido que esta é uma das minhas músicas favoritas da presente década, século e milénio.
E o vídeo até é a condizer.

AV1

Uma manhã como as outras...



















Cartoon de Thomas Boldt

terça-feira, agosto 01, 2006

Pensamento do Serão



«Este homem é um portento. É o máior.»
(Frase apócrifa atribuída a Pinto da Costa depois de receber o convite para o casamento do filho do "engenheiro do penta.")

E eu concordo, depois de o ter sofrido um ano no Sporting.
Afinal ele foi o único treinador que, em Portugal, conseguiu não ser campeão com o Jardel na equipa.
A questão não é se chega ao Natal, ou mesmo ao S. Martinho (como o outro génio, o Peseiro, a época passada também no SCP), mas se chega à implantação da República.
Eu, tal como no caso do Koeman, espero que chegue ao fim da temporada e desenvolva um trabalho tão bom como o holandês.
Então se conseguirem despachar mesmo o Simão e o Manuel Fernandes, é um descanso.

AV1

Um pingo de vergonha

Da Bola:
«Gil Vicente relegado à Liga de Honra
A Comissão de Disciplina da Liga de Clubes decidiu, hoje, por unanimidade relegar o Gil Vicente para a Liga de Honra depois de analisar o «caso Mateus». Assim sendo, os homens do Restelo permanecem na I Liga.»

Confesso que a palhaçada era tal até ao momento, que já não tinha esperança em que esta maltinha tivesse vergonha na cara.

AV1

Eu acho bem

Andou e anda por aí polémica porque no site da Câmara do Porto há espaço para discussão de notícias da imprensa e para o Rui Rio desancar comentadores e jornalistas.
Mas a verdade é que há a possibilidade de contraditório e de resposta ao noticiário autárquico.
Antes isso do que sites autárquicos que dão a informação mastigada e filtrada que se considera conveniente para papalvo engolir, sem qualquer hipótese de interactividade com os munícipes ou mesmo espaço para as opiniões da oposição.
Ou que presidentes da Câmara e vereadores finjam que não comentam, nem criticam ninguém, mas depois, quais ventríloquos, "deixam" ("mandam" era capaz de ofender algum vizinho mais sensível) outros, à laia de marionetas, funcionarem como megafone da Situação.
Mal por mal, a clareza e transparência.

AV1

A (caricatura de) Justiça que se arranja...

Do Público Online
Caso Gisberta: 13 menores condenados entre onze e 13 meses de internamento

E em regime semi-aberto para poderem dar outra voltinha e matarem mais um.

AV1 (demagógico e justicialista, sem a mínima vergonha...)

Best Pop Ever



Os XTC em 1980, LP Black Sea, já então o 4º do grupo.

AV1

O meu contributo...

... para as ideias de jerico em circulação a partir do poder moiteiro e amoitados associados.
Depois da entrega do material para os munícipes fazerem ou restaurarem os passeios das suas casas e de serem os frequentadores dos parques urbanos a catalogarem as espécies vegetais lá existentes porque sai caro fazer esse trabalho, eu proponho solenemente aqui que devem ser os munícipes a irem com baldes buscar água aos depósitos porque a rede de distribuição custa dinheiro a manter, assim como devem ser os munícipes a construírem os equipamentos culturais e desportivos que pretendem utilizar, pois estamos numa economia livre e de mercado, não se justificando que os poderes públicos gastem dinheiro com coisas que só interessam aos cidadãos e a mais ninguém. E é óbvio que devem ser os munícipes a levar os seus lixos para o aterro da Amarsul, que a taxa sobre os RSU não dá para tudo e o raio da empresa que foi criada para racionalizar os custos do tratamentos dos lixos saiu quase tãoi cara como se esperava.
E como estas brilhantes ideias tenho muitas mais.
E sempre se poupavam uns belos dinheirinhos para gastar em contratação de mais uns quantos avençados especializados na análise do vazio, agora que os quadros estão mais difíceis de abrir, ou para contratar empresas amigas para fazer sites, que o endividamento já vai elevado.

AV1

Verdadeiramente lastimável...

... é o estado de toda a zona envolvente ao Modelo, em especial o espaço entre o estacionamento e a Estrada Nacional.
As condições de (in)segurança de quem precisa de usar os transportes públicos são vergonhosas e claro está que em matéria de condições de atravessamento da via com sacos de compras são quase inexistentes.
Como a estratégia foi abrir o estabelecimento de acordo com o calendário comercial da Sonae, a tempo de "papar" uma boa fatia dos subsídios de férias, os "melhoramentos" prometidos ficaram para "óspois".
Claro que vão argumentar que há outros equipamentos ainda para construir e que não dava para fazer tudo ao mesmo tempo.
Só que...
Em outros locais...
Não muito longe...
As coisas não foram assim.
Na Quinta da Lomba, na Quinta do Conde, no Carvalhinho, etc, etc, os acessos e os arranjos exteriores, melhores ou piores, estiveram minimamente feitos nos dias que envolveram a inauguração, mais coisa, menos coisa.
Ora o que se ali vê à entrada de Alhos Vedros, excepção feita ao estacionamento (pequenote) indispensável para os consumidores se lá deslocarem, é a completa ausência de qualquer tipo de acabamento que se possa dizer acabado.
Está lá o local de consumo e mais nada.
Quer-se dizer...
Está a poeira.
Estão as pedras do descalcetamento todas ao desmando, a escorregarem para a via e a pedirem que um camião as faça ressaltar contra outras viaturas em circulação.
Estão as máquinas e os homens a trabalhar.
Estão os autocarros dos TST a parar em plena via de rodagem quando antes tinham um enorme resguardo.
Estão ambos os abrigos para passageiros do lado norte da via.
O resto - aquilo que devia estar para aquele ser um local seguro, limpo e em condições de acesso minimas - é que não está.
De quem é a responsabilidade?
Já sabem a minha teoria.
Com poderes públicos negligentes e acocorados para comn os poderosos e para com o capital amigo, os interesses privados alevantam-se e fazem tudo a seu bel-prazer.

AV1

Chegou a tempo !!!








Ao contrário de umas publicações da Bedeteca de Beja que me prometeram enviar há 3 semanas, mas que devem estar com dificuldade em atravessar as planuras alentejanas ou em achar a minha porta, mesmo tendo o meu nome lá escarrapachado, o convite do Luís Guerreiro para a abertura da sua exposição em Brasília chegou ontem e, portanto, com tempo, de apanhar uma trotinete turbinada para lá aparecer amanhã.
O interessante é como é que por lá ele consegue expor com apoio da Secretaria de Estado da Cultura a sua BD em azulejo e por cá quase toda a gente torce o nariz à novidade.
Mas pode ser que o Lula apareça por lá e, se o LG conseguir uma foto com o homem, isso sirva como salvo-conduto para abrir algumas portas por cá.
Parece que estou a gozar, mas até não estou.
Infelizmente.

AV1

Balancete pré-estival

Ora bem, depois de um período de suspensão de postagem do AVP que o deixou de ser por força do PDM e do vício entranhado, convém deixarmos aqui alguns indicadores sobre o desempenho em Julho, que foi de cerca de 4.000 visitantes e de 7.000 vistas de página, o que não é mau para o período de férias em que já estamos.
Entretanto ultrapassámos, desde meados de Dezembro de 2004 quando instalámos essa funcionalidade de contagem, as 150.000 visitas.
Não é mau.
O Alhos Vedros Visual que era para ter sido uma espécie de substituto do AVP durante a pretendida suspensão, teve ao longo de Julho, e excluindo as nossas própria entradas, mais de 4.000 visitas, apesar de nos últimos tempos ter sido mais esquecido em termos de actualização.
Não são indicadores maus, para esta freguesia à beira-Tejo plantada, apesar de tudo o que sabemos e dos que julgam que a sua política de silêncio oculta a realidade.

AV1

Festival ou Feira da Ladra

Entretanto, também a 3 de Agosto começa o Festival do Sudoeste, um dos já habituais pontos de encontro musicais de Verão.
Este ano o programa faz-me lembrar a boa e velha Feira da Ladra.
Muita coisa ao desbarato, a maior parte sem interesse nenhum, sendo necessária uma atenção e paciência razoáveis para encontrar alguma coisa de jeito.
Deve ser por causa da crise.
Não há dinheiro para melhor.
Lá se acham, no dia 4, os Goldfrapp e os Nouvelle Vague.
No dia 5 os velhos Madness, que são giros de ver e ouvir nas imagens do seu tempo e não como cópias de si mesmos.
No dia 6, os sempiternos Xutos, na milésima volta a Portugal em desgarrada.
O resto é fancaria, mais ou menos roscoff, com um toque de tradicionalismo (Gaiteiros) ou de esperança rock (The Kooks), mas tudo muito, muito ao molho.
Se a isso juntarmos o incómodo das instalações e a agitação do lugar, é a Feira da Ladra transposta para a Zambujeira.
Venha o festival de 2007 porque este adivinha-se para esquecer em termois usicais.

AV1

AVP - Agenda Erudita







Para os amantes de jazz moderno, entre os quais não me encontro, a proposta de Jazz em Agosto na Gulbenkian é de não perder, em especial por tudo o que o rodeia como o belíssimo jardim da Fundação, em remodelação ainda e sempre sob a orientação do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.
Uns minutos lá faz-nos perceber porque são pobres e caricatos alguns simulacros de Parques Urbanos que por aí andam, que têm em quantidade de espaço o que lhes falta em tudo o resto.

AV1