terça-feira, julho 08, 2008

Não à Ponte Barreiro-Chelas !

Depois de ler este artigo de José Caetano, membro do Comité Central do PCP, mais convencido fiquei da não necessidade de uma nova ponte a ligar as duas margens do Tejo.
Primeiro, porque se essa ponte for de caraácter estritamente ferroviário, isso servirá essencialmente para a ligação por TGV, o que acho que a ser efectuada alguma ligação por TGV em Portugal será o maior descalabro orçamental e a maior estupidez que nos deram estes políticos, pós-25 de Abril.
Portugal tem 300 km de largura por 600 Km e isto resume a conversa.
A diferença de 30 minutos entre o Porto e lisboa não justificará tamanho erro estratégico.
O que se tem de fazer são ligações por comboio tradicional a todos os lados de Portugal e reactivar as linhas hoje em dia abandonadas pela CP.

A vertente de transporte de mercadorias por comboio tradicional é essencial para que se acabe com muito trafego rodoviário e poupar-se assim energias não renováveis.
A única vertente do TGV que deverá ser ponderada é essa mesmo, a do transporte de mercadorias, mas se os Espanhóis fizerem uma ligação até Badajoz por exemplo, Portugal lá poderá chegar através duma linha convencional de comboio ou por Alfa Pendular, nunca por TGV.

Segundo, a Ponte Vasco da Gama pode ter uma linha de comboio electrificado de duas vias para ligação à Gare do Oriente.

Terceiro, a construção de uma nova ponte entre as duas margens se tiver uma componente rodoviária terá como consequência a maior entrada de carros particulares em Lisboa e no Barreiro, aumentando a poluição e esbanjando combustível, que como sabemos poderá aumentar até aos 250 dolars por barril e tem tendência a acabar, temos é de investir nos transportes públicos de qualidade e fazer uma ponte que ligue o Barreiro ao seixal, fazendo assim a ligação à ferrovia já existente da margem sul.

Espanta-me, não muito, que o PCP pela voz deste seu membro do comitê central, apoie um projecto tão despesista e sem sentido como é a Ponte Barreiro-Chelas e também o TGV, vê-se assim que o conluio entre o PS o PCP e as grandes empresas de construtores está de pedra e cal com vista a depauperar ainda mais o orçamento deste País, com obras megalómanas que vão endividar as futuras gerações de portugueses e tornar-nos cada vez mais pobres e mais dependentes do estrangeiro.

O PS e o PCP querem um estado forte e esbanjador e pelo que vemos aqui no concelho da Moita com o poder local do PCP e no País com o poder do PS nestes anos pós 25 de Abril, são políticas despesistas pelo betão e contra as populações.

O PS e o PCP, são os principais responsáveis ao estado a que chegou o País, porque são colectivistas e não acreditam no poder e na liberdade da sociedade civil.

13 comentários:

Anónimo disse...

É pena não ter assinado tb como assessor que é do presidente da CMB.
Mas pronto, é conhecido o horror destes políticos à Transparência.

Nota:
Não sei se alguns troços da PVG não terão inclinações que inviabilizem a instalação do comboio

Anónimo disse...

hipotecar o país assim é que bom e quem paga? sempre o zé povinho!

mariodasilva disse...

E para a passagem de comboios poderia sempre fazer-se um tunel mais acima para ligação ao Entroncamento. Ficava bem mais barato.

Até uma ponte ferroviária mais acima no tejo ficava mais barata.

nunocavaco disse...

Opiniões ainda que extremadas são opiniões.

Do post retiro a preocupação, que deve ser de todos, de fomentar o uso do transporte público e acrescento o transporte público realmente público, com tarifas acessíveis e movido a combustível menos nocivo ao ambiente.

Sou a favor da ponte barreiro-chelas por vários motivos, sendo o mais relevante a criação de uma cidade de duas margens, como as grandes capitais europeias, onde se desenvolvam projectos articulados para o país, com perfeitas ligações ao Alentejo e à porta atlântica constituida pelos portos.

Não concordo que se pense em investimentos apenas pela sua componente financeira, esse é um erro dispendioso!

Anónimo disse...

O texto reflete os conhecimentos de quem nem tem noção das dimensões que tem Portugal (300 por 600?).

Se nem esta noção tem, como poderia alguma vez ter noção da importância da ponte ou dos outros investimentos?

Vá estudar, depois pense e só depois largue as sua postas de pescada.

AV disse...

Do Site: http://portugal.veraki.pt/index.php?op=GF

"o território continental tem uma extensão máxima, em comprimento, de 561 Km e de 218 Km, em largura."

Era mais ou menos...mas afinal é menor, realmente é bom estudar.
Agora já estou autorizado a largar as minha postas de pescada.

Já agora anónimo das 10.28, que dimensão julgou ter Portugal, aquela que aparecia nos mapas do Estado Novo em cima da Europa ?

AV2

AV disse...

"Sou a favor da ponte barreiro-chelas por vários motivos, sendo o mais relevante a criação de uma cidade de duas margens, como as grandes capitais europeias..."

Ó Nuno, então há alguma cidade europeia que tenha um "mar" interior tão grande entre as duas margens.
Já agora também poder-se-ia englobar Setúbal, nessa cidade com duas margens.

Essa ideia de megalópolis abrangentes é o pior que pode acontecer às cidades, é a destruição da qualidade de vida, o aumento da criminalidade e a continuação da desertificação do interior de Portugal.

O Luís Filipe Menezes também queria fazer uma megalópole abrangendo Gaia e o Porto e veja-sa, o que lhe aconteceu.

O progresso não é a expansão territorial, mas sim as condições de vida que se criam aos cidadãos, as cidades menores têm como é sabido uma maior qualidade de vida, embora as suas periferias tenham destruído o seu centro que deverá voltar a ser comercial e habitacional.

Só com comércio no centro das cidades é que se ganham habitantes, o comércio tradicional é a argamassa da qualidade de vida nas cidades, pense nisso.

AV2

nunocavaco disse...

Concordo em grande parte consigo e é exactamente na questão do comércio, serviços e administração que entendo que a margem sul pode funcionar como balança. A ideia da cidade de duas margens não é uma mega-cidade, mas sim um conceito de vários aglomerados populacionais, com distâncias relativas reduzidas por excelentes actividades e com uma oferta de emprego, serviços, comércio e industria complementares.

AV disse...

Parece o paraíso, mas será necessário mais uma ponte para atingirmos tanta felicidade, não pode haver tudo isso apenas com uma pontezinha entre o Seixal e o Barreiro.
Aí, são logo mais quatro ou cinco cidades com duas ou três margens.

AV2

AV disse...

De carro demora de Alhos Vedros a Lisboa pela 25 de Abril, praí 40 minutos, pela Vasco da Gama, 30 minutos.
De Barco são 20 minutos, nem dá para ler um jornal gratuíto...
Se houver uma ligação entre o Barreiro e o Seixal em comboio, serão para aí 40 minutos, se houver uma ligação ferroviária pela Vasco da gama serão sei lá, menos de 30 minutos, ninguém vai perder o emprego por isso e além de se poupar o dinheiro público, vê-se a paisagem.

...agora se falarmos em termos de transporte de mercadorias, só se justificaria uma nova ponte se a zona da margem Norte produzisse massivamente, mas parece que é aqui na margem sul é que vai estar toda a solução da crise, com a limpeza do rio Tejo, o investimento na piscicultura e tudo o que temos direito, se mudar a política local e a nacional, não é verdade ó Nuno.

AV2

nunocavaco disse...

Apesar da ironia tocou num ponto essencial o transporte de mercadorias e a ligação ferroviária longitudinal de Portugal.

Anónimo disse...

É só barbaridades, ainda vos hei-de ver tecer grandes considerações sobre a expansão do universo...


talvez sobre a expansão do universo de idiotas.

tenham dó!

AV disse...

-Ó amor estou farto de sexo anal...
-então queres expandir o sexo, até pareces idiota.
-Olha se fosse semestral, já não era mau.

AV2