quinta-feira, julho 19, 2007

Um atraso vergonhoso



O atraso na entrada em funcionamento do Conselho Municipal de Educação é algo que nenhuma desculpa, por maioria de razão as mal engendradas, consegue justificar.
Dizer como João Logo que «só instalamos agora o Conselho porque pensamos que só agora estão reunidas as condições para o instalar» é uma lapalissada sem sentido e que careceria de demonstração.
Que condições foi necessário reunir?
Que João Lobo e Joaquim Gonçalves estivessem aposentados para melhor controlarem a coisa?

E o que significa dizer que estavam à espra que a legislação mudasse?
O que incomoda o poder moiteiro nesta matéria?
O órgão não está suficientemente instrumentalizado?
Há excessivo pluralismo?

Vamos ser sinceros: a Educação está no fim da lista das prioridades efectivas da CMM.
O apoio às Escolas Primárias é uma obrigação com mais de 15 anos que é cumprido com verbas irrisórias do orçamento municipal. Então para despesas de funcionamento é uma tristeza.
Em matéria de equipamentos, vimos o que acabou por passar-se com os computadores.
Tardaram tanto que acabaram roubados.

As Actividades de Enriquecimento Curricular foram recusadas em nome de uma atabalhoada "pedrada no charco" que só salpica os alunos que delas beneficiariam.
A Carta Educativa devia estar pronta há anos e existem escolas prejudicadas em concursos para apoios devido à sua inexistência.
Afirmando que apoia uma Escola Pública de Qualidade o poder moiteiro estabelece parcerias com entidades privadas para desviar alunos da rede pública de ensino.

Tudo isto só se compreende se percebermos que tudo depende dos humores de alguém que é capaz de produzir esta pérola da retórica:

«se olharmos comparativamente estamos atrasados, mas também é uma verdade que cada um tem os seus ritmos e realidades, também é uma verdade que nós estamos vançados em relação aos outros.»

Palavras para quê, é um político moiteiro!

1 comentário:

Agostinho disse...

Gostei da oportuna desmontagem das atoardas dos no "poder moiteiro". Esses dois inimitáveis servidores do povo moitense em geral e da educação local em particular. Tive um daqueles precalços da sorte há anos quando, inserido nessa comunidade escolar, esbarrava com as demoras e as desculpas esfarrapadas, sempre que as questões não se inseriam na linha do PCP. Grandes servidores da coisa pública, sim senhor! Podem limpar as mãos às paredes...