quarta-feira, março 01, 2006

Coisas que me irritam em geral (parte 9143 de infinito)

Se já sou chato num dia normal, no dia seguinte a perder o acesso ao disco do meu computador de estimação e quando tenho de ir trabalhar contra vontade, ainda fico mais feliz do que o habitual com o ambiente humano circundante.
Quem me conhece sabe que eu gosto do caminho para Lisboa, porque me leva a Lisboa, pois tirando isso, tudo o mais me desagrada, seja as obras que agora estão a fazer na A2 e que já parecem aqueles remendos eternos na A1, seja as filas para a ponte, sejam depois os atravessanços nas saídas que se seguem à ponte até apanhar o eixo Norte-Sul.
Hoje, em dia de trânsito até simpático e sem grandes demoras, gostaria de destacar a prestação daqueles condutores que fazem com que a própria passagem da portagem entre directamente para a minha lista negra.
Para mim, passar a portagem é algo muito simples e que se decompõe pequenas tarefas automáticas e mecanizadas, tanto mais fáceis de realizar quanto a fila é maior. Saca-se da carteira e, em seguida, do cartão ou do dinheirinho porque, em hora de ponta, a Via Verde - apesar da cor - não resolve nada. Depois, à chegada à cabine da menina (ou rapaz) é só abrir o vidro, estender a mão e ficar à espera do troco ou da devolução e lá vamos nós alegremente a caminho da capital.
Claro que excluo daqui os casos em que o tipo da portagem de Coina está a ver televisão e nem deu porque já ali estamos de mão estendida há tempo suficiente para um casal de andorinhas ter feito ninho e constituído família (normalmente, isto acontece com o tipo de rabo de cavalo, mas também há uma rapariguita que costuma gostar de ver a programação da manhã da TVI numa mini-micro TV portátil).
Um cumprimento a quem nos atende não faz mal, mas está muito longe de mim pedir indicações sobre o caminho em tal ponto do trajecto, mais que não seja porque em frente não há grandes alternativas e para as que há existe sinalização.
Por isso, fico sempre "maravilhado" com aquele pessoal que após ter estado 10-15 minutos parado à espera de chegar à portagem da 25 de Abril, só quando lá chega percebe ao que vai.
E então é ver o circo a armar-se.
Ele é a busca desesperada da carteira.
Ele é a procura do dinheiro ou cartão nas reentrâncias da carteira (em caso de mala de senhora triplica o tempo necesário para a operação).
Ele é o dinheiro a cair para o chão do carro e condutor e passageiro(a) a debruçarem-se à procura do dito por um período que daria para um belo trabalho de sopro.
Ele é depois tentar dar o dinheiro com o vidro fechado.
Ele é deixar o carro ir abaixo, quando tenta arrancar.
Ele é perguntar o caminho mais rápido para o Zimbabué, passando por Fornos de Algodres.
Enfim, e a malta à espera.
Ao contrário do que parece, sou paciente e raramente buzino nestes casos, porque sei que isso é motivo para maior atrapalhação e perda de tempo.
Limito-me a imaginar de que forma gostaria de castigar a pessoa envolvida.
De há muito que o método vencedor é imaginar que, subitamente e dos Césus, um balde de trampa elefantina é despejado na cabeça do atrasadinho.
Mas claro que isso só depois de ele(a) ter desimpedido o caminho.
E assim, como poderão concordar, se pode até passar um belo bocadinho ali, em vez de arrancarmos o cabelo e roermos as unas até ao sabugo, porque estas situações, como também é lei, acontecem principalmente quando já vamos atrasados para um compromisso inadiável e a bateria do télélé decidiu que estava gasta, sem aviso prévio.

AV1

1 comentário:

Anónimo disse...

Recomento vivamente Via Verde.
Nem que seja na portagem de Coina é muito tempo e combustível poupado.
Já pra não falar no trabalho de arranjar moedinhas ou ter de sacar da carteira para dar o cartão MB...
Haja uma coisa inventada aqui na nossa Tugalândia que funciona bem e é realmente util...